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O tal H2H no universo B2B

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A H2H ou Human to Human é a nova expressão da vez do universo da comunicação. Prova disso, é que vemos cada vez mais empresas dando mais foco em divulgar suas causas, do que efetivamente, sua marca. Um exemplo disso é o movimento que vimos em Junho, mês da diversidade sexual, e a enxurrada de novos produtos no mercado, e anúncios, coloridos. Uma pesquisa feita pela Hornet/Nielsen, mostrou que as propagandas feitas para o público LGBT+ são até mais efetivas que as demais, já que as pessoas passam a ver aquela determinada marca como ‘inclusiva’.

No mês de março, também vimos diversas matérias sobre o papel das mulheres nas organizações e como nós estamos ganhando espaço no universo corporativo, reconhecidamente liderado por homens. Todas essas iniciativas são, de fato, muito importantes para reconhecer frentes notadamente minoritárias no mercado e na sociedade. Mas, um questionamento que tenho feito recentemente é como todas essas ‘causas’ e o apoio a elas, conversam com o universo B2B. Especificamente, aquele em que atuo, o de tecnologia. Será que todas as empresas precisam abraçar todas as ‘causas’?

No passado, fiz o mesmo questionamento sobre o storytelling. Afinal de contas, qual é a novidade no H2H, já que desde que iniciamos as relações comerciais, damos preferência àquelas marcas que, de alguma forma, nos incluem em suas comunicações ou em nelas, aquilo em que acreditamos?

As relações entre as pessoas são fundamentais para a sobrevivência de negócios, inclusive do B2B. Mas é importante que as ‘causas’ certas sejam abraçadas. O que está mudando, pelo que vejo, é a forma de contar as histórias – ou para quem contá-las. É preciso criar empatia.

Enquanto antes comunicávamos sobre soluções de tecnologia e o que elas eram capazes de fazer, hoje falamos sobre o impacto que a adoção dessa mesma tecnologia tem sobre a vida e o dia a dia de quem tem acesso a ela. Por exemplo, a Orange Business Services, lançou uma solução de IoT (Internet das Coisas) que está sendo usada na coleira de animais domésticos para que eles não se percam ou mesmo, para encontrá-los em caso de fuga. Com ela, é possível rastrear o seu animalzinho em qualquer localidade na qual a Orange está presente – mais de 220 territórios. O que importa nesse caso, não é a solução em si – que sim, é parruda e baseada em uma suíte inovadora de tecnologias de IoT, desenvolvidas por um laboratório especializado – mas que o meu cãozinho, que anda sem coleira pelo bairro, não vai ‘se perder’ ou fugir, ou ainda, ser levado por terceiros. O que é isso, senão a humanização da história?

E a empatia também se traduz no H2H. Esse mês lançamos um case na aboutCOM de uma ferramenta que estamos disponibilizando para os nossos clientes, que traz para eles as notícias de seus potenciais compradores. Um dos executivos entrevistados para a produção desse material, chegou a nos dizer que usa essa ferramenta para abordar o cliente “com a mesma frase que ele mesmo usou para descrever a sua necessidade”, e essa forma de empatia tem trazido resultados de negócios importantes para eles.

No fim do dia, a tal comunicação H2H pode não ser nenhuma novidade, mas, assim como o storytelling à sua época, traz luz a uma discussão importante e cada vez mais valorizada nos dias de hoje: “afinal, o que isso tem a ver comigo”?

Flavia Sobral Faccioni é sócia fundadora da aboutCOM, agência especializada em diagnóstico e soluções de comunicação*.

http://adnews.com.br/adarticles/o-tal-h2h-no-universo-b2b.html

6 provas que o reconhecimento facial pode mudar a propaganda

Foi-se o tempo em que a tecnologia era vista como um a ameaça. Hoje, diversas ferramentas são fundamentais para a criação de estratégias de marketing inovadoras e eficazes.

É o caso do reconhecimento facial. Através de dispositivos que permitem essa função, a interação entre usuário e outdoor ganhou novas perspectivas.

Reunimos um compilado com algumas marcas que disseram “sim” para a tecnologia e realizaram campanhas diferentes do convencional.

Confira:

Fotografia em Pop Art

Para lançar sua edição limitada da garrafa de Andy Warhol, a Absolut, em parceria com a Pernod Ricard Travel Retail Europe e a agência Knit, criou um outdoor que combina a face do consumidor com a icônica pintura do artista. O sistema detecta o rosto das pessoas, produz a arte, permite a escolha de cores e também o compartilhamento da ação via redes sociais.

O olhar que cura feridas

Desenvolvida para a instituição Women´s Aid, a peça criada pela agência London WCRS exibe uma mulher com o rosto repleto de hematomas. O recurso de reconhecimento foi instalado para detectar o número de pessoas que estão olhando para a imagem, fazendo com que as feridas começam a sumir na medida em que um número maior de pessoas direciona seus olhares para a propaganda.

Outdoor só para mulheres

Nadando contra a corrente, a marca de cerveja alemã Astra se destacou ao desenvolver um outdoor dedicado exclusivamente às mulheres. Através do reconhecimento de face, a câmera identificava o gênero e disparava a mensagens de acordo com o sexo do observador. Se fosse mulher, o painel a convidava a provar a bebida, caso fosse homem, o recado era de que ele saísse de lá. A campanha tem assinatura da agência alemã Philipp und Keuntje.

Painel poliglota

Para a marca de cosméticos Ainz & Tulpe, a Dentsu Tokyo instalou um painel gigante contendo mais de 10 rostos de modelos maquiadas. Nele, o usuário é estimulado a escolher sua maquiagem preferida através de um toque. Neste momento, a tecnologia do painel detecta a provável língua que a pessoa fala através do recurso de reconhecimento facial, e imprime um cupom que vale uma sessão de maquiagem.

Censura do bem

Assim como a campanha da Astra, o painel criado para a organização de caridade Plan UK diferencia os gêneros através do reconhecimento facial. A tela interativa conta histórias de mulheres e meninas em situação de risco pelo mundo. Quando identificadas, as usuárias podem ver todo o conteúdo, enquanto os homens apenas parte dele. A censura quer chamar atenção para todas as meninas que tem suas escolhas e oportunidades negadas devido à pobreza e à discriminação.

Café na hora certa

A Douwe Egberts encontrou o lugar e momento certo de oferecer uma xícara de café aos consumidores. A marca usou um reduto de pessoas exaustas, um aeroporto, para instalar uma máquina com suas bebidas. Com a tecnologia de reconhecimento facial, a câmera detectava a exata hora em que a pessoa boceja, disponibilizando, assim, o cafezinho.

Redação Adnews

08 de setembro de 2015 · Atualizado às 14h17

http://www.adnews.com.br/publicidade/6-provas-que-o-reconhecimento-facial-pode-mudar-a-propaganda

Mudanças no Consumo

Está surgindo no mundo uma nova tendência de consumo. De acordo com uma pesquisa mundial divulgada no Brasil pelo Instituto Akatu no final de 2009, consumidores reconhecem as boas causas e estão cada vez mais dispostos a apoiar as marcas e empresas que as praticam, percebendo o poder que possuem para determinar as tendências do mercado.

Uma das mudanças de valores mais significativas é que encontrar felicidade em consumir parece fazer parte do passado. Apenas 16% dos consumidores ouvidos disseram tirar satisfação em fazer compras. Em 2008, eram 25%. Entre os consumidores brasileiros, a diferença é ainda maior: 29% disseram encontrar satisfação em ir às compras em 2008, enquanto em 2009 foram apenas 14%.

Esse cenário faz emergir um paradoxo para as empresas e para o mercado em geral: como atender as demandas de inclusão social e transformar a base do consumo no mundo? É necessária uma revolução nos processos industriais e isso inclui os aspectos relacionados ao consumo, que precisa urgentemente ser reinventado.

E é aqui que surge minha frustração. Durante o encontro desta manhã, onde estavam presentes CEOs de grandes multinacionais como Carrefour, Henkel, Banco da Índia e HTC, ficou muito claro que as empresas não estão preparadas para enfrentar as mudanças que estão em curso no mundo hoje.

Os grandes líderes de mercado parecem ainda ter dificuldade para entender o que está acontecendo de fato. O discurso e a prática destas empresas ainda estão baseadas em modelos ultrapassados, que vêem os custos ainda da maneira tradicional, deixando as externalidades para a sociedade.

E mais, não são apenas os grandes líderes do setor privado que demonstram essa dificuldade. Uma manchete recente num grande jornal diário mostra que pesquisadores e jornalistas também não entenderam as oportunidades que estão surgindo a partir das transformações que estamos vivendo. O título da matéria diz: “Só estagnação econômica pode reduzir aquecimento global, diz estudo”.

O relatório da Fundação Nova Economia (NEF, na sigla em inglês) explica que, segundo a Nasa, a agência espacial americana, a concentração máxima de gás carbônico na atmosfera para manter o aquecimento global dentro dos 2º C deveria ser de 350 ppm (partículas por milhão). E para atingir essa meta até 2050, a humanidade teria de reduzir sua intensidade de carbono na economia em 95%.

Então, o estudo classifica essa drástica redução na intensidade de carbono na economia como “sem precedente e, provavelmente, impossível”, reforçando a defesa pela estagnação econômica.

Porém, esse é um grande equívoco. Uma análise desse tipo está claramente baseada em uma visão ultrapassada de desenvolvimento. As demandas provenientes das mudanças climáticas nos obrigam a repensar e recriar nossos modelos, com inovação e visão de futuro. É isso que estão fazendo (ou deveriam estar fazendo) os líderes mundiais reunidos nesta semana em Davos.

É possível e imprescindível criar uma nova economia, com base em novos modelos, que incluam de fato os aspectos sociais e ambientais.

(Fonte: Carta Capital / Online) – fev/2010