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MBA Brasil anuncia plataformas para ativações nas Olimpíadas Rio 2016

A MBA Brasil, agência de comunicação do Grupo WPP especializada em modelos de Marketing Esportivo, anuncia o lançamento de três plataformas para ativações nos Jogos Olímpicos 2016.

A proposta do projeto batizado de Conexões Olímpicas é que as marcas brasileiras possam desenvolve ações para alcançarem diretamente seu público-alvo durante o evento esportiva, que acontece em 2016. Segundo pesquisa realizada pela MBA, o que mais importa, em grandes eventos como este, é a criatividade e uso de plataformas inteligentes para gerar engajamento com os consumidores, e não exatamente ser um dos patrocinadores oficiais.

“Todas as nossas soluções são baseadas em profundas análises e entendimentos de audiência e objetivo de cada marca. Notamos que ser apenas mais um na lista de patrocinadores oficiais de um evento dessa grandiosidade não é mais tão interessante quanto há alguns anos. Pensando em atender a demanda das empresas que não são patrocinadoras do evento, mas buscam formas de se conectar a esse momento único, configuramos três plataformas de ativação para os jogos que têm como foco a criatividade, interação e real engajamento”, comenta Armênio Neto, Head de Esportes da MBA.

A primeira solução oferece a possibilidade de utilizar a plataforma Paralímpica onde é possível fazer parte dos parceiros do Comitê Paralímpico ou mesmo criar campanhas com estratégias personalizadas. Os atletas paralímpicos não costumam ser as grandes estrelas das campanhas e ativações, e há neles um enorme potencial para desenvolver um storytelling emocionante.

Chamada de “My Own Olympic Team”, a segunda plataforma permite que o anunciante crie seu próprio time olímpico. Será possível associar a marca a um grupo de atletas brasileiros, estrangeiros ou de diversas nacionalidades. A solução conta com uma camada de ativação já prevista para contar histórias protagonizadas pelos atletas.

Com a terceira plataforma, anunciantes podem ter a chance de ter o Rei Pelé como embaixador Olímpico. Enquanto os atletas olímpicos não poderão participar de qualquer campanha 15 dias antes dos jogos, 15 dias depois e nem durante os jogos, o Rei Pelé estará disponível para realizar campanhas e ativações durante todo o período.

“Pelé é o maior jogador e atleta de todos os tempos e com um apelo global incomparável, pois ele é amado e admirado por milhões em todo o mundo. O que ele conseguiu no esporte e as contribuições que faz para muitas causas humanitárias demonstra sua importância global. Não há ninguém como o Pelé para quem deseja consolidar e massificar a sua marca”, analisa Neto.

Redação Adnews – 16/11/2015

http://www.adnews.com.br/marketing-esportivo/mba-brasil-anuncia-lancamento-de-plataformas-para-ativacoes-nas-olimpiadas-rio-2016

Nutella, Hershey’s, Ovomatine e Paçoquita brigam para chegar à mesa

Na última década, a melhoria do poder econômico do brasileiro o permitiu criar novos hábitos de consumo. Dentre eles estavam a aquisição de produtos antes tidos como supérfluos na cesta de compras, mas que passaram a estar cada vez mais presente na rotina e alimentação. Um desses exemplos é a Nutella, que já era vendido no país desde 1994, mas apenas em 2005 ganhou sua produção local. De olho no crescimento da italiana, outras marcas investiram nesse segmento utilizando sua força em outras categorias como porta de entrada. Dentre elas estão Ovomaltine, Hershey’s e Paçoquita – cada um com seu diferencial.

Ainda que a manteiga seja preferência nacional no café da manhã, pouco a pouco novos itens aparecem como substitutos. Segundo levantamento feito em São Paulo e no Rio pelo Ibope, em parceria com a PiniOn, o laticínio é o mais usado (46%), seguido de queijo (36%) e requeijão, cottage ecream cheese (34%). Por serem doces, as versões cremosas à base de chocolate são inseridas de maneiras criativas, como lanches e sobremesas – mas sem deixar de fazer parte da compra mensal.

Para conquistarem o cliente cada uma delas arma-se com suas expertises, ainda que a saída encontrada seja diferente da Nutella. “Enquanto a italiana nasceu com o propósito de ser um creme de avelã, as demais já existiam no mercado. A Hershey’s fabrica chocolates em barra, a Ovomaltine o malte e a Paçoquita o amendoim. A competição é mais pela escolha do consumidor do que de semelhanças, já que o brasileiro está gastando menos e não pode levar mais de uma opção”, afirma Eduardo França, Coordenador e Professor da ESPM Rio, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Diferenciais
Apesar de estarem na mesma gôndola e parecem ter a mesma finalidade, os diferenciais abordados as colocam em posições distintas a da Nutella. A Ovomaltine, por exemplo, mesmo tendo em sua composição creme de avelã, traz a textura e sabor do chocolate maltado que confere crocância ao produto. Já a Hershey’s não contém o fruto da aveleira e possui como característica o puro chocolate em barra na versão de consumo para pães ou recheio. A Paçoquita cremosa, fabricada pela Santa Helena, por sua vez, traz o doce que leva o nome do produto à base de amendoim.

A disputa por mercado, no entanto, não pode ser ignorada, principalmente considerando o crescimento da Ferrero no Brasil. “Se formos analisar apenas creme de avelã, a única apta a competir com a Nutella seria a Casino, marca que o grupo GPA administra no país. Na Europa ela é a concorrente direta da italiana. Por aqui ainda vejo uma hegemonia da marca e a Casino pouco explorada, o que permite que outras lutem entre si pelo posto de concorrente direta. A meu ver, a única que poderia diminuir essa fatia crescente da avelã seria a fabricante de doces de amendoim”, conta Eduardo.

O motivo pelo qual a marca da Santa Helena poderia se destacar é a proximidade com o público brasileiro, que já criou vínculos afetivos com a paçoca. “É tradição no país, um sabor reconhecido e que não tem concorrentes diretos por sabor. Ele não é tido como uma pasta de amendoim, como os americanos consomem, mas uma versão de um dos doces mais vendidos no Brasil”, afirma Luís Bertella, Diretor Comercial da Santa Helena, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Estratégias
Dentre as estratégias adotadas pela companhia estão as vendas para o setor gastronômico, como restaurantes. O produto é vendido em embalagens de 180g, 350g e 1,01kg e faz parte de parcerias com redes para lançamento de sobremesas exclusivas utilizando o doce. Além disso, a versão zero açúcar passou a fazer parte do portfólio para atender a demanda de clientes em busca de alimentação mais saudável ou diabéticos.

Os contornos das ações de Marketing, no entanto, não analisam concorrência. “Não nos preocupamos com a questão de espaço em gôndolas, porque há varejistas que nos colocam em espaços exclusivos de amendoins e não nos cremosos. Por termos um sabor único, nosso público é fiel. Há épocas do ano em que o Brasil todo busca o produto, mas existem regiões em que ele é consumido frequentemente. Por isso estimulamos iniciativas digitais que mostrem receitas”, conta Luís Bertella.

Quem também adotou a estratégia de incentivar novos usos para o produto foi a Ovomaltine. Nas redes sociais, a fabricante explora o uso do creme em diversos pratos e incentiva usuários a postarem as suas. Diferente da Nutella e Paçoquita que possuem diferentes tamanhos de embalagem, o creme crocante maltado é vendido apenas em pote de vidro no tamanho de 350g.

Novas apostas
Já a Hershey’s entrou na categoria como uma nova forma de explorar seus produtos mais vendidos. Além da versão cremosa de chocolate ao leite, a empresa criou uma versão pocket para ser consumida a qualquer momento do dia e em qualquer lugar: o Hershey’s Creamy, com sabor cookies’n’creme – a novidade vem com biscoitos para serem misturados à textura. O lançamento já vem fazendo sucesso e pode ganhar porção maior, assim como é feita com a opção tradicional.

Com isso, a companhia americana espera se distanciar da visão de semelhança à Ferrero. “Oferecemos algo único, que são as versões em barra dentro de um pote. Pensamos também em entrar no setor de Food Service no futuro. Agora nossa meta é desenvolver a comunicação do Creamy e explorá-lo na rotina do consumidor. Sabemos que há um mercado consolidado de cremes na mesa do café da manhã, mas também focamos em receitas e lanches. Já começamos parcerias com restaurantes também para divulgar nosso produto. Ao experimentar as pessoas verão que é algo totalmente diferente do que elas já provaram antes”, conta Marcel Sacco, Diretor da Hershey do Brasil.

Diante do crescimento do consumo no Brasil e do avanço de novas marcas na categoria, o mercado nacional torna-se prioridade na estratégia global da Ferrero, fabricante da Nutella. O crescimento nas vendas é fruto do aumento da distribuição, da presença da embalagem formato família e econômico e das ações de Marketing realizadas pela empresa. Assim como as demais, a empresa também aposta na categoria de Food Service, principalmente para aumentar seu faturamento nacional, que pode ser diminuído com a chegada das outras marcas.

A novidade é a embalagem de 650g, ideal para o mercado culinário. Com essa participação a italiana pretende inserir-se no mercado de gastronomia, ainda pouco explorado pelo produto. A fabricante também vislumbra mais ativações na área de serviços, com nossos quiosques em pontos estratégicos, como no Eataly e Shopping Morumbi, ambos em São Paulo.

Por Priscilla Oliveira | 19/10/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/34759/nutella-hershey’s-ovomatine-e-pacoquita-brigam-para-chegar-a-mesa.html

5 dicas para usar vídeos de forma eficaz em uma estratégia de Marketing

De acordo com uma previsão da Cisco, o consumo mundial de vídeos na Internet em 2015 representará 80% de todo o tráfego de consumo de Internet, acima dos 64% em 2014.

Para Lisa Bennett, Diretora de Relações Públicas e Marketing da Kaltura,  da mesma forma que hoje um negócio não existe sem um site, é imprescindível que este site possua conteúdos em vídeo. “Hoje o vídeo é um dos elementos que recebem mais cliques em um website. Mas isso não significa que eles devem ser apenas criados sem nenhuma estratégia. Vídeos precisam ser bem planejados, com um propósito claro para trazer algum impacto”, explica Lisa Bennett.

Pensando nisso, a Kaltura elencou cinco dicas práticas para ações de marketing incluírem vídeo de forma eficaz:

1.      Adicione vídeos ao seu mix de marketing

Um dos melhores usos de vídeo é incorporando clipes curtos em campanhas de marketing como mais um meio para passar a sua mensagem. Isso pode ajudar a impulsionar o engajamento e garantir mais poder a materiais promocionais pré-existentes.

2.      Crie experiências interativas

Vídeos são mais interativos do que conteúdo escrito, então tome vantagem disto e converse com seu público. Assim como quaisquer outros materiais de marketing, seus vídeos precisam do que chamamos de “Call to action”.  Use vídeos para criar uma experiência contagiante, afinal, você quer seus usuários continuem clicando, explorando seu site e consumindo mais conteúdos.

3.      Utilize um Video Player único

Subir seu vídeo para o YouTube e incluir o link em seus materiais de marketing é rápido e fácil, mas certamente não irá garantir os melhores resultados. O link do YouTube pode direcionar seu público para vídeos não relacionados a sua marca ou, ainda pior, direcioná-los para vídeos de seus concorrentes.Por isso, é muito recomendável utilizar um player de vídeo adaptado de acordo com as características de sua marca ou produto. Utilizando um leitor de vídeo original, você pode fazer análises mais detalhadas sobre o sucesso de seus vídeos e como eles contribuem para a campanha de marketing como um todo.

4.      Tenha certeza de que seu vídeo pode ser facilmente encontrado

Um vez que você tenha investido em um vídeo, garanta que ele possa ser encontrado pelas pessoas certas. Em outras palavras, você precisa otimizar seus vídeos por meio de técnicas de SEO, utilizando os metadados corretamente e adicionando legendas para garantir que os vídeos sejam descobertos no contexto certo, atingindo os telespectadores realmente interessados em sua marca ou produto.

5.      Faça do vídeo algo essencial em suas campanhas

Assim que começar a se sentir mais confortável com o uso de vídeos em suas ações de marketing, garanta que eles sejam algo essencial em suas próximas campanhas. Por fim, use uma extensão de vídeo para a sua plataforma de automação de marketing para incluir as estatísticas do vídeo, coletando leads diretamente do sistema, e incorporando facilmente vídeos com o clique de um botão em suas páginas de destino. Desta forma, o vídeo vai se tornar uma parte natural e importante de seus esforços de marketing.

Artigo desenvolvido pela companhia Kaltura 13 de outubro de 2015

http://www.adnews.com.br/artigos/5-dicas-para-usar-videos-de-forma-eficaz-em-uma-estrategia-de-marketing

O momento do live marketing no Brasil

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O cenário da comunicação atual é cada vez mais veloz, caótico e ao mesmo tempo alucinante. Em alguns casos, a junção dessas coisas gera uma espécie de sensação intensa de efemeridade. O resultado? O engajamento é um sonho cada vez mais complexo e distante para as marcas.

Como mudar esse jogo? Participar da vida dos consumidores de uma maneira marcante, gerar experiências inesquecíveis e inusitadas, usar a criatividade e oferecer algo interessante e relevante, que vá muito além de uma propaganda convencional ou a promoção de um produto.

Não por acaso o live marketing tem crescido bastante como forte aliado na estratégia das marcas. Para entender um pouco melhor os desafios, tendências e oportunidades do segmento no Brasil, o Adnews conversou com Kito Mansano, presidente da Associação de Marketing Promocional (AMPRO). Confira o bate-papo abaixo:

Qual é o momento do live marketing no Brasil?

Estamos vivendo um excelente momento de reeducação e alinhamento entre as agencias sérias do mercado. Este alinhamento trará frutos para todos, isso porque temos diretrizes de conduta muito claras tanto para as agências como para os clientes. Este trabalho está sendo desenvolvido e apresentado em workshops em todo o Brasil pelo Comitê de Relações Sustentáveis Cliente/Agências. Por essas e outras, é de extrema importância o engajamento e conhecimentos destes valores, pois as agências que mantinham condutas levianas, com taxas abaixo de 15% e aceitando prazos de pagamentos acima de 30 dias, estão hoje fechando suas portas por conta de um mercado que não permite mais maquiar os resultados com um trabalho pagando o outro.

O live marketing tem sentido os efeitos da tão propalada crise que tem impactado outras áreas no mercado brasileiro?

Sem dúvida que tem sentido, porém de maneira menos impactante que os outros setores da economia. Não existe uma ação de demissões em massa como nas indústrias ou comércio, porém o momento é de cuidado e serenidade. Nosso negócio ajuda as empresas a saírem de situações complicadas com desempenho em vendas, o live marketing é a melhor ferramenta para trazer resultados imediatos. Muitos clientes sabem disso e usam nosso conhecimento para minimizar resultados ruins ou até mesmo gerando resultados positivos. Sabemos que o volume de investimento está menor, mas a vontade de fazer está maior.

O importante é conseguir achar a equação ideal para que todos ganhem.

Os grandes eventos sediados pelo Brasil nos últimos anos, sobretudo Copa do Mundo e agora Olimpíadas, estão realmente ajudando a amadurecer ainda mais o mercado por aqui?

Estes eventos deram um banho de realidade nas agências. Clientes que mostravam grandes investimentos se tornaram, na realidade, uma armadilha para aqueles que ousaram de forma leviana em suas planilhas e aceitaram prazos de pagamento impraticáveis. Hoje as agências estão realmente entendendo que nem todo cliente vale a pena, mesmo que com muito investimento o que importa é a agência ter resultado honesto e não correr o risco só para ter o trabalho. Sinto este amadurecimento a cada concorrência onde são chamadas quatro, cinco ou seis agências e 80% delas declinam porque o cliente não está em busca de estratégia criativa em vendas e sim alguém para bancar sua ação de live marketing, gerando oportunidade para que o dinheiro que deveria ser pago aos fornecedores seja aplicado no mercado financeiro.

Durante muito tempo o segmento foi reconhecido como marketing promocional… O que mudou agora que é live marketing? Todo mundo já compreende o significado, a força e o potencial da atividade?

Quem está antenado com a modernidade da comunicação já está familiarizado com o novo posicionamento do nosso negócio. O live marketing engloba o marketing promocional e inúmeras outras atividades, como eventos, incentivos e trade marketing. Nosso negócio é muito maior que a promoção. Hoje temos o digital dentro de nossas estruturas alinhado à criatividade ao vivo. Não dá mais pra fazer comunicação de qualidade usando somente um filme na TV. Isso é passado. As telas se multiplicaram, a informação ficou acessível de fato, e a aldeia global é real. Para conquistar espaço, vender ou ser percebido, as empresas terão que usar o live marketing.

De que maneira o live marketing conversa com o meio digital, sobretudo aproveitando a questão das redes sociais em eventos como música ou futebol, por exemplo? Essa relação tem sido bastante benéfica?

O live marketing não conversa com o meio digital, ele “é” o meio digital aliado ao físico. Este conceito já existe e está amplamente difundido nas grandes estruturas de live marketing. Trata-se do “Phygital”. A navegação no mundo digital com experiências físicas. Este processo é muito interessante porque muita gente já usa este conceito de forma intuitiva para gerar volume de vendas ou criar simpatia e relacionamento com as marcas. Você navega no mundo virtual, realiza sua compra, recebe o produto em casa ou vive uma experiência única como um show, sem ter sido impactado pela televisão, rádio ou revista. Isso é que é fascinante na nova comunicação e impensável há mais de 10 anos.

Quais são as características do Live Marketing mais atrativas para as marcas?

O live marketing tem como principal característica a relação viva e real com os consumidores. As empresas usam o live marketing para atingir o consumidor de maneira objetiva tendo resultados imediatos, isso torna a ferramenta muito mais atrativa do que a mídia convencional. As equipes de criativos do live marketing foram treinadas para vender ideias, produtos e serviços através da experiência, da emoção e da informação. Ter estes especialistas ao lado é fundamental na hora de planejar uma ação de comunicação viva.

Quais são hoje os maiores desafios do segmento e live marketing no País?

Os desafios para o segmento não estão na criatividade ou na produção das ações diferenciadas, hoje o desafio é de fazer o Governo entender a ilegalidade constitucional da bitributação, isso porque as empresas de live marketing tem tratamento diferenciado quanto à tributação deixando as empresas menos competitivas. O trabalho é acabar com esta distorção e focar no cliente que tem o entendimento e a ousadia para usar o live marketing como inovação da sua comunicação.

Por Renato Rogenski – 07 de outubro de 2015 · Atualizado às 10h21

http://www.adnews.com.br/publicidade/o-momento-do-live-marketing-no-brasil

Casa Pilão: de produto a serviço e franquia

Comer fora de casa é um dos novos hábitos do consumidor brasileiro e isso vai muito além do almoço ou saídas de final de semana. O café da manhã e pequenos lanches entre as refeições já fazem parte da rotina de gastos fora de casa. Pensando nesse público, a Pilão abriu em 2010 sua primeira unidade do projeto Casa Pilão – uma cafeteria que busca levar aconchego e experiência ao consumidor e que agora se aventura no mundo das franquias.

O espaço possui tons claros, valorizados por detalhes em vermelho que lembram os pacotes dos grão da marca. Para acomodar os clientes, há um balcão e confortáveis poltronas e mesas de madeira, além de um cardápio típico brasileiro e opções que incluem os itens do portfólio da empresa. A aposta nesse nicho reflete um comportamento já existente em outros países e ainda em processo de difusão no Brasil: o movimento de nomes consolidados de produtos para o serviço.

A estratégia da Pilão é levar a marca a ser lembrada em outros lugares onde o consumidor está presente. “Queremos desenvolver a marca não apenas no varejo com nossos conhecidos cafés, mas fora de casa em um momento de lazer e descanso. Não queremos concorrer com nenhuma loja. O que buscamos mesmo é criar uma lembrança na mente do consumidor, dar uma experiência diferenciada e de valor. A loja ajuda em termos de imagem, o produto tem mais força e visibilidade”, conta Ricardo Souza, Diretor de Marketing da Casa Pilão, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Novos formatos
Acostumada a vender produtos desde 1978, a empresa saiu da zona de conforto ao observar o sucesso da grife Café do Ponto, também pertencente a Sara Lee, mesmo grupo que administra a Pilão. “A área de food service está crescendo muito e vimos que tínhamos uma boa variedade de itens no portfólio que pudesse ser levada para as ruas, afinal fazemos desde o expresso até o coado em diferentes formas. Só precisávamos estudar o mercado para saber fazer bem enquanto varejo”, conta Ricardo.

Dentre as preparações para transformar uma marca de produto em serviço, a companhia contratou uma consultoria para que pudesse alinhar o propósito do negócio com o que já fazem nas gôndolas. Uma equipe de baristas também foi convocada para elaborar o cardápio, que além de preparos feitos à base do grão – diferentes blends, da casa e regionais, coado no papel e filtro de papel – inclui comidas como tapioca, pão de queijo e demais salgados mais consumidos por brasileiros.

O diferencial das unidades, no entanto, está em vender lançamentos em primeira mão nesses pontos de venda. “Fornecemos na Casa Pilão as cápsulas compatíveis com Nespresso, que lançamos em julho e somente agora está chegando no varejo. Essa foi uma forma encontrada de criar um novo tipo de valor e ganhar o interesse desse consumidor que está cada vez mais exigente”, afirma o Diretor de Marketing da Casa Pilão.

A estratégia adotada é um dos caminhos para o sucesso do negócio, uma vez que a exclusividade cria a diferenciação entre os demais. “Cafeterias existem em qualquer lugar, é um local que o brasileiro se acostumou a ir. Criar uma vantagem entre os demais, oferecendo um produto que só será encontrado dentro de um determinado ponto de venda é fundamental. A marca pode continuar a fazer isso com todos os seus lançamentos e mesmo utilizando a loja como teste para novidades”, analisa Roberto Kanter, Diretor Executivo do Canal Vertical e Professor dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Franquias
Do mesmo modo, a expansão das lojas deve ser feita sempre atenta aos mercados que mais possuem abertura com esse nicho. A primeira experiência da Pilão em serviços foi com uma loja conceito no shopping Morumbi e hoje a empresa conta com 17 unidades em diversas regiões do Brasil, incluindo Centro-Oeste e Nordeste. O projeto de expansão conta com um programa de franquias feito em parceria com a Francap.

A proposta é de um modelo saudável financeiramente para o empreendedor, em que o investimento não é alto. “Ser atrativo enquanto negócio é muito importante. A Pilão já possui um nome reconhecido e que pode transmitir confiança tanto por quem quer ser um empresário quanto pelos clientes. Se a marca souber aproveitar bem a expertise que tem em produto nessas lojas, tem tudo para ser um exemplo global de case de produtos que se transformam em serviço”, conta Roberto Kanter.

Dentre os desafios ao se lançar nessa seara está o caminho oposto a muitas empresas. A marca quer buscar pontos alternativos a shoppings e se consolidar em lojas de rua. “Hoje há uma saturação nesses locais fechados. É preciso se manter rentável e nos centros comerciais os custos estão cada vez maiores, além da alta competitividade”, conta o Diretor de Marketing da Casa Pilão.

Ações de Marketing
Como forma de ganhar o interesse dos consumidores e fidelizá-los no local, a fabricante de cafés busca em suas estratégias e campanhas diferenciar quanto ao posicionamento e visual das demais concorrentes. Além disso, a Pilão quer mostrar algo mais casual e despojado, para o seu público que compreende homens e mulheres que trabalham, na faixa etária de 25 aos 50 anos.

Para chegar até eles são utilizadas ações de relações públicas, promoções com drinks, eventos sazonais, como lançamentos de inverno, além de participação nos ambientes digital e off-line. A presença em feiras também é um modo de ser visto e conseguir o olhar do empresário tanto como modelo de negócio como trazê-lo para ser cliente. “Muitos executivos frequentam nossas lojas. Nosso grande momento é o pós-almoço, em que eles se reúnem e descansam. Por isso procuramos melhorar o ambiente para que eles possam utilizar o espaço para reuniões e resolver questões de trabalho”, conta Ricardo.

Diferente do perfil do Café do Ponto, que é mais A/B, a Casa Pilão atinge a classe C. Mesmo com a crise econômica brasileira atingindo diretamente essa parcela da população, a empresa não sentiu uma queda nas vendas. “A procura continua a mesma, temos preços acessíveis e um formato atraente. Construímos em nossas ações uma estratégia que apresenta valor e faz com que o cliente se sinta em casa. O café não deixou de ser consumido em casa e também não vai deixar de ser consumido na rua”, afirma Ricardo Souza.

Por Priscilla Oliveira | 30/09/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/cases/34629/casa-pilao-de-produto-a-servico-e-franquia.html

Inbound Marketing ainda é pouco explorado no Brasil

O inbound Marketing está ganhando fama, mas ainda passa por um processo de amadurecimento no mercado brasileiro. A estratégia utiliza conteúdos explicativos e várias vezes didáticos para qualificar futuros clientes e identificar a melhor maneira de atingir cada público relacionado à empresa. Essa personalização da informação começa a substituir a abordagem conhecida como outbound Marketing, que foca em comunicação massiva.

Enquanto este modelo tradicional interrompe as programações midiáticas que interessam ao seu público com mensagens imperativas, facilmente ignoradas, o inbound busca tirar o conteúdo corporativo de um papel secundário para ser o centro da atenção. A intenção é atrair o consumidor voluntariamente até informações que eles consideram relevantes e que estão diretamente relacionadas às aplicações dos produtos e serviços da companhia. Antes mesmo de utilizar o produto ou serviço propriamente dito, o futuro cliente já começa a interagir com o universo da companhia.

A estratégia rende pontos na satisfação do futuro cliente e ajuda na construção de defensores da marca. Já existem algumas agências especializadas em inbound em atuação, que reúnem clientes dos mais diferentes segmentos, tanto de produtos quanto de serviços. Apesar da profissionalização, a técnica ainda é confundida com o content Marketing em vários momentos. “O inbound está dentro do content Marketing, sendo que a produção de conteúdo sozinha pode até gerar tráfego, mas o processo fica solto. O inbound é o pilar que orienta como nutrir, distribuir e trabalhar o conteúdo de acordo especificamente com o momento de compra do cliente para gerar, no futuro, conversão em vendas”, pontua Erick Iucksh Santos, CMO da Next Idea, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Identificar personas e mensurar
O trabalho de inbound começa com a identificação dos públicos para os quais o conteúdo será direcionado. Quanto mais a empresa conhecer seus potenciais consumidores e as particularidades deles, mais o discurso parecerá próximo e pessoal. O processo conta com o desenvolvimento de personagens que se pareçam nos detalhes com os mais diferentes perfis do target, para servirem de base na hora de se projetar como as ações acontecerão na prática. Para garantir a assertividade, as agências utilizam plataformas como o estrangeiro Hubspot e o brasileiro RD Station, que ajudam a definir perfis, construir fluxos de conteúdo relacionados à jornada de compra e mensurar leads.

Não basta, contudo, saber quem são as pessoas. A técnica exige também o conhecimento detalhado do momento de compra de cada indivíduo. Isto é relevante porque uma mesma pessoa pode apresentar demandas diferentes por conteúdo de acordo com a evolução da sua jornada. Um comprador de imóveis, por exemplo, pode desejar saber sobre financiamento na fase inicial da sua busca e, após o fechamento do negócio, precisar de dados sobre a entrega das chaves ou dicas de decoração.

A Econ Engenharia, especializada na construção e no desenvolvimento de layouts para indústrias, usa esta lógica para se relacionar com seus clientes. A companhia desenvolveu uma série de gráficos e textos explicativos que podem ser acessados de forma inteligente. Cada vez que um material é baixado, o sistema dialoga com o internauta sugerindo outros conteúdos relacionados à primeira busca, que também poderão interessar.

Do lado do consumidor, o reconhecimento do momento de compra contribui para a lembrança positiva da marca e ao mesmo tempo auxilia o departamento comercial da empresa a intervir no momento mais propício para o fechamento de um negócio. “A empresa precisa perceber quem está baixando seus conteúdos e reagir de acordo com o momento do consumidor. Ao se identificar com as informações que recebeu, o cliente se lembra da empresa na hora de comprar, o que torna o trabalho de vendas mais assertivo”, comenta Alexandre Monteiro, Sócio da Ingage, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Técnica alcança relações B2B
Enquanto o storytelling foca suas produções nos B2C, encantando as pessoas e as engajando com o universo da marca, no inbound, a técnica vale também para o B2B. Em alguns casos, demanda abordagens distintas de uma mesma empresa para tratar de um produto ou serviço com o consumidor final ou um cliente. “No B2C, temos que trabalhar a lembrança de marca, sempre relacionando as informações ao momento de uso do produto. Já para o B2B temos uma venda mais complexa porque o cliente tem que saber dos benefícios e vantagens do produto para tomar decisão de compra”, diz Carlos Tesore, Sócio da Hook Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A Condor Pincéis assumiu este desafio em maio de 2014, quando começou a investir no inbound Marketing. A empresa sempre se preocupou com a produção de conteúdo, mas até então não a correlacionava com as vendas. Recentemente, a empresa investiu na criação de três e-books e na identificação dos perfis que compõem a audiência do seu blog.

Os usuários, anteriormente, forneciam apenas nome e e-mail, dados que foram ampliados. A partir deste trabalho, a fabricante ampliou o foco da sua comunicação. No sexto mês do projeto, a base inicial já foi multiplicada por seis, atingindo 3.600 leads, sendo 1.600 provenientes dos 20 primeiros dias. A empresa conquistou uma margem de conversão de 8% sobre as visitas.

Os resultados cooperaram diretamente com a obtenção de informações dos consumidores e a organização de uma nova plataforma de dados. “Falar para o B2B e para o B2C é uma grande questão para a Condor. Em um primeiro momento o foco era B2C, devido aos clientes de que se tinha conhecimento. Agora, precisamos olhar também para o B2B, que é quem vai ajudar a expandir a marca”, conta Santos, da Next Idea, agência que está à frente do trabalho.

Inbound para construir referência
Além de engajar, aproximar e orientar o processo de compra, a educação do consumidor por meio de conteúdos produzidos pelas empresas pode contribuir também para a consolidação de novos serviços. Neste caso, a companhia que desempenhar bem a função de informar terá grandes chances de se tornar referência para o seu público.

Este foi um dos fatores que levaram a Geofusion, especializada em serviços de Geomarketing, a aderir ao inbound. “Trabalhamos com uma tecnologia em formação e temos dificuldade de gerar leads e contar para o mercado que existimos. Escolhemos o inbound por ele ser capaz de informar as pessoas, levando referências sobre o que é a companhia e quais problemas nos propomos a resolver”, comenta João Pedro do Val, Sócio-Diretor da Geofusion, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A empresa desenvolveu 16 materiais, entre textos, e-mails e e-books. Desde maio, já foram contabilizados 800 downloads, o que representa uma taxa de conversão animadora de aproximadamente 20%. A intenção da Geofusion no uso da técnica é mapear os seus prospects e conquistar um lugar na mente deles. A princípio, o foco imediato não é na conversão de vendas, mas na identificação de futuros clientes.

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 25/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/31785/inbound-marketing-ainda-e-pouco-explorado-no-brasil.html

A boa e velha placa ainda dá muito resultado

Outro dia, a bateria do carro cumpriu o seu tempo de vida útil e tive que trocá-la por outra logo no começo do dia. Já estava pronto para ir ao trabalho, com meus dois filhos a bordo e suas respectivas mochilas, além da minha. Imagina a animação. Desce todo mundo do veículo, porque não está pegando. A sorte que o da mamãe estava logo ao lado. Mas, assim que percebi que precisaria de uma nova bateria, já sabia onde comprar. Estranho, não? Afinal, ninguém acorda com aquela vontade inexplicável de trocar a bateria do carro.

Vamos combinar que não há muito prazer neste consumo e o máximo que podemos lembrar é que o Emerson Fittipaldi faz a propaganda da marca Moura. Na verdade, o que me deu certeza na hora de comprar o equipamento foi uma placa. Sim, uma simples placa de rua. Todos os dias, passo e, às vezes, paro – porque tem um sinal (ou semáforo, ou farol) no local – em frente a uma oficina especializada em baterias. A sinalização deve ter uns dois metros de altura por um e meio de largura, daquelas que se apoia no poste, e, por estar na passagem de milhares de motoristas todos os dias, é difícil não perceber que ali você pode comprar o item.

Carro estacionado dentro da oficina, sou muito bem-recebido. A dona do estabelecimento e seu único funcionário parecem ter muito prazer no que fazem e se interessam pelo assunto “bateria”. Perguntaram-me como poderiam me ajudar, quanto tempo tinha o equipamento e conversaram como aqueles médicos de antigamente, que sabiam sobre qual doença você foi acometido sem precisar sequer te tocar.

Logo depois de diagnosticar o problema, a dona da loja perguntou como cheguei até lá e fez meu cadastro. Quando disse que já conhecia pela placa, ela adicionou: “Essa placa é nossa melhor vendedora”. Logo pensei: debruçamo-nos em estratégias e ações mirabolantes e, às vezes, não temos uma boa sinalização na porta de nosso ponto de venda.

As micro e pequenas empresas têm um grande potencial: realizar mais com menos; o básico bem-feito e, com isso, ganhar espaço e se diferenciar. A oficina tinha apenas a dona, muito atenciosa por sinal, e um mecânico, já acima dos cinquenta anos, que prestou um serviço exemplar. E rápido. Tive um atendimento, numa oficina de bateria, muito melhor do que em lugares em que há uma marca e um Marketing muito mais “estruturados”.

Afinal, do que depende um bom atendimento? Pode ser em pequenas e grandes empresas: depende de querer. De criar uma cultura orientada ao cliente. De que você está ali para servir ao consumidor, para resolver os problemas dele e superar suas expectativas. Nada mais bê-á-bá do que isso. Existe, já há algum tempo, um emaranhado de sistemas e regras nas corporações que parece ser criado justamente para anteder mal. Simplificar deve estar na ordem do dia, assim como nas estratégicas de captação de clientes.

Por estarmos na era do Marketing digital, muitas companhias mergulharam de cabeça nas centenas de ferramentas acessíveis ao bolso e ao gerenciamento das pequenas e médias empresas em geral. Elas acreditaram que teriam suas vendas garantidas. O que não sabiam é que, sem um trabalho estruturado, nunca foi tão fácil queimar dinheiro.

E aí, pensando nos complexos sistemas (sim, necessários), no Marketing digital, na campanha memorável, na grande ideia que nunca vem, perdemos oportunidades. Imagino que poderia ter trocado a bateria em um concorrente. Na avenida em que fica a loja, deve ter, num raio de um quilômetro, pelo menos mais 10 opções. O que fez a diferença? Uma placa e, depois, lá dentro, o serviço, o atendimento com paixão.

Postado por Bruno Mello – 24/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/canais/editorial/31769/a-boa-e-velha-placa-ainda-da-muito-resultado.html?

Case Zee-Dog: aprendizados dos altos e baixos de um novo negócio

Os profissionais de Marketing trabalham duro, diariamente, para conseguir identificar aquela brecha ainda não suprida no mercado e lançar novos serviços e produtos. A oportunidade, no entanto, pode acabar revelada para o consumidor, que despretensiosamente vai atrás de uma oferta. É o que se chama estar na hora e no lugar certo – com o olhar atento, é claro. Os irmãos Thadeu e Felipe Diz notaram um mercado mal explorado em uma ida ao varejo e não deixaram a chance escapar. Hoje comandam a empresa Zee-Dog, de artigos para animais de estimação, cujo faturamento extrapola a casa dos milhões.

Os dois brasileiros estudavam hotelaria na Califórnia, nos Estados Unidos, quando adotaram um vira-lata para a casa onde moravam. Pela primeira vez o animal de estimação não era da família e eles teriam que cuidar do bichinho. Em uma ida ao pet shop, notaram a mediocridade dos produtos oferecidos, todos semelhantes, sem apelo de design ou moda. Do que era para ser uma simples ida à loja para compra de uma guia se tornou o ponto de largada para criação de um negócio.

Ao terminarem o curso universitário, os irmãos retornaram ao Brasil. Munidos de algumas aulas de Marketing e empreendedorismo, se uniram a um amigo de infância com a expertise financeira, Rodrigo Monteiro, e desenharam a empresa. “Notamos que a experiência de compra de produtos para os animais de estimação era péssima. E se era assim nos Estados Unidos, devia ser em qualquer lugar. Havia milhares de empresas que estavam pensando itens para pets, mas ninguém havia criado uma marca nessa área, aplicando os conceitos de branding. Foram três anos entre ter a ideia e a lançar no mercado”, conta Thadeu Diz, Sócio da Zee-Dog, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O desafio da saúde financeira
A empresa iniciou as operações em 2011 e hoje, três anos depois, leva seus produtos para pet shops em 19 países. Somente no Brasil, cerca de dois mil pontos de venda ofertam os itens, que seguem as tendências do design e da moda. Há quiosques da marca no Rio de Janeiro e pet shops revendedoras. Entre 2013 e 2014, a Zee-Dog cresceu cerca de 300%, mas nem sempre foi assim. A companhia por pouco não fechou as portas em 2012, numa situação que pode ser vivida por qualquer empreendedor inexperiente. Os problemas começaram após os jovens, recém-formados na universidade, conquistarem o apoio de um investidor para a empreitada.

Os sócios já haviam deixado seus empregos há um ano para participarem das road shows e as economias estavam chegando ao fim. Diversos investidores afirmavam que o projeto dos jovens era promissor, mas que naquele momento, 2012, estavam priorizando iniciativas na área de tecnologia. Quando a verba enfim chegou, as contas já estavam no vermelho e a possibilidade de desistirem se aproximava. Uma quantia polpuda, que extrapolava o R$ 1 milhão – o grupo não abre mais do que isso – encheu a conta e as expectativas dos empreendedores.

Da noite para o dia, os sócios tiveram a sensação de estarem ricos – e foi aí que começaram os problemas. “Quando recebemos o investimento, eu tinha dinheiro para viver por mais um mês apenas. Após o recebimento do aporte, passamos a gastar muito com o que não devíamos. Nos 12 primeiros meses, o faturamento não cresceu no mesmo ritmo do custo fixo. Saímos do espaço do fundo de investimento para um escritório porque queríamos criar a cultura de trabalho própria. Além disso, contratamos muita gente. Chegou a um ponto que tivemos que usar nossos próprios cartões de crédito. Passamos dificuldade financeira, uma experiência que nos serviu de muito aprendizado”, lembra Diz.

Aprendizados e próximos passos
Os riscos de ter, repentinamente, muito dinheiro em caixa são muitos. As ideias que parecem promissoras se diversificam e a intenção em investir nelas cresce. “Entendemos que precisávamos saber qual era o nosso objetivo e só manter o que fosse realmente importante para ele. A partir de então, começamos a focar os investimentos. Trouxemos uma ex-executiva da Nestlé, que ganha um salário maior do que o meu, para ficar responsável por alavancar as vendas e nos deixar cuidar basicamente da criação dos produtos, que é a nossa expertise”, conta o sócio.

Outro desafio encarado com frequência por empreendedores, no início da carreira, é a busca por fornecedores. No caso da Zee-Dog, eles estavam na China. Felipe Diz partiu para o país oriental, mesmo sem entender um único código de mandarim e passou lá cerca de um mês para conseguir estabelecer contatos e fechar negócios. Uma das poucas pessoas que encontrou com um pouco de conhecimento da língua inglesa se tornou a Diretora de Operações de Exportação na China.

O Diretor de Inovação, por sua vez, fica sediado em Madri, para não se tornar refém dos desafios diários da operação e ficar mais próximo dos ditadores de tendências. O escritório brasileiro reúne outras 12 pessoas. “Nosso produto tem qualidade estética, principalmente em dois quesitos, design e moda. Se o consumidor coloca a nossa guia ao lado de uma tradicional, o preço é um pouco mais alto e essas qualidades são milhares de vezes melhores. Fora a estampa diferenciada, longe das opções antes disponíveis – azul ou vermelho -, o item vem numa embalagem bacana. É possível combinar a guia com a roupa que a pessoa está usando. Antes era commodity, agora criamos um life style em torno dos produtos”, exemplifica Diz.

Mercado promissor
Se há alguns anos, quando os empreendedores tiveram que convencer os investidores do potencial do negócio, pouco se conhecia sobre esse mercado, hoje os números são mais claros e se mostram promissores. A indústria pet brasileira faturou mais de R$ 15 bilhões em 2013, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Nessa contagem não entra o valor conseguido com a venda de filhotes, que movimentou sozinha cerca de R$ 1 bilhão.

No mundo o setor movimentou U$ 102 bilhões, U$ 7 bilhões a mais do que em 2012. Os Estados Unidos respondem sozinhos por 30% do faturamento no planeta. O Brasil é hoje o segundo maior mercado, em faturamento e em população de cães e gatos. Dos lares brasileiros, 44% possuem animais de estimação, sendo que 79% desse total é representado por cães.

Ainda assim, ainda são poucos os diferenciais estratégicos das empresas que investem no setor. São mais de 25 mil pet shops compondo um varejo extremamente pulverizado: os dois maiores players do varejo possuem menos de 5% do mercado. Branding e o conceito de criação de comunidade de consumidores ainda está distante da maioria dos negócios, o que aponta para oportunidades para novos empreendimentos.

Importância do engajamento
A adoção e compra de companheiros para o lar tende a crescer ainda mais, à medida que o número de pessoas que optam por viver sozinhas cresce, sejam solteiras ou separadas. Alguns casais, por vezes, optam por não terem filhos, fazendo com que recorram aos pets para dar mais dinamismo ao lar. Nessa nova relação, cães não são mais guardadores das casas. Eles passam a merecer mimos, como os oferecidos pela Zee-Dog.

Não são poucos os que tratam os animais de estimação como filhos. “Esse público diz: meu cachorro merece. Ele quer um produto fashion e não só funcional. O cão acaba sendo tratado como uma criança, tendo até carrinho de bebê. Há cachorros que usam sapatos iguais aos dos donos para ir à rua, principalmente quando as espécies são menores, as mais comuns em apartamentos”, analisa Alexandre Magalhães, Professor de Marketing da Trevisan Escola de Negócios, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Além de focar em design e moda, a Zee-Dog criou mais um diferencial capaz de conquistar os consumidores: estimula a adoção de animais e apoia instituições acolhedoras de cães e gatos. “A marca não só vende, como engaja, ao tocar nesse elemento fundamental, que pode levar a decisão pela compra. O contexto foi importantíssimo para isso, assim como é na vida das pessoas. Se não fosse um vira-latas, eles estariam hoje, provavelmente, trabalhando em um hotel. A história de vida deles os levou para esse caminho certeiro”, analisa Magalhães.

A Zee-Dog segue participando de feiras internacionais para ampliar seu alcance no mundo. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido, Oeste e Norte Europeu, Israel, Japão, Brasil, Argentina, Peru, Colômbia são alguns dos países que já recebem os produtos com a etiqueta. Até o ano que vem, a companhia prevê a abertura de pontos próprios no varejo no exterior, com bandanas, camas, bowls, bolsas, e outros destaques da marca. Além disso, os donos contam com acessórios feitos especialmente para eles, como skates, camisas e capas de chave.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 22/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/cases/31744/case-zee-dog-aprendizados-dos-altos-e-baixos-de-um-novo-negocio.html

Reviver o Nescafé vira prioridade da Nestlé

A Nestlé quer revigorar o interesse em uma de suas marcas mais antigas, o café instantâneo Nescafé.

O crescimento nas vendas da respeitada marca desacelerou, à medida que mais consumidores compram máquinas de café em cápsula — incluindo a linha Nespresso, da própria Nestlé — que faz café expresso com conveniência semelhante ao preparo do café solúvel. Em muitas regiões, uma nova geração de bebedores de café que se acostumou com a bebida preparada por redes de cafeterias, como a Starbucks Corp., SBUX -0.08% considera o café instantâneo sem gosto.

Animar as vendas do Nescafé é uma prioridade para a Nestlé, que não cumpriu uma meta importante de receita no último ano fiscal. A marca é a maior da Nestlé e serve de âncora para a categoria de bebidas líquidas e em pó da gigante suíça, que produziu uma receita de US$ 22,8 bilhões em 2013. Analistas estimam que o Nescafé é responsável por cerca de US$ 13,5 bilhões, ou 59%, do faturamento da categoria e cerca de 20% do lucro operacional da empresa, de US$ 15,61 bilhões.

“Ele é uma pedra angular para a companhia”, diz Patrice Bula, responsável pelo marketing da Nestlé. “É um dos produtos fundadores de nossa empresa e um símbolo para a Nestlé.”

A Nestlé, que é sediada na cidade suíça de Vevey, criou o mercado de café instantâneo em 1938, quando lançou seu primeiro produto da linha Nescafé. Depois da Segunda Guerra Mundial, o consumo de Nescafé se espalhou para a França, Inglaterra e outras partes da Europa. Soldados dos Estados Unidos que serviram no exterior introduziram o produto aos americanos quando voltaram para casa. Atualmente, o Nescafé é vendido em 180 países.

A ascensão de uma cultura de café na Europa e nos EUA, no entanto, criou uma geração de consumidores mais exigentes em relação ao seu sabor e preparação. Muitos veem o café instantâneo — comum nas prateleiras da cozinha nas décadas de 60 e 70 — como coisa do passado.

Nos mercados em desenvolvimento, particularmente na Ásia, o café instantâneo ainda é visto como um produto de luxo e as vendas crescem mais rápido que na Europa e nos EUA.

“A percepção do café instantâneo ao redor do mundo é bem diferente”, diz Dana LaMendola, analista da firma de pesquisa de mercado Euromonitor International. “Na Europa Ocidental e nos EUA, ele é visto mais como uma commodity de baixa qualidade e substituto de outros tipos de café.”

A mudança no gosto dos consumidores tem afetado o Nescafé. A marca também sido desafiada por café solúvel de marcas rivais, como os vendidos pela gigante de alimentos Mondelez International MDLZ +1.79% Inc.. Outras empresas, como a Starbucks e a Food Empire Holdings Ltd., F03.SG 0.00% de Cingapura, também surgiram do nada para conquistar parte desse mercado.

A própria Nestlé compete com o Nescafé, vendendo suas máquinas Nespresso e cápsulas de café para o consumidor final através de uma rede de lojas próprias. O produto, que tem o galã de Hollywood George Clooney como garoto-propaganda fora dos EUA, é especialmente popular na Europa, onde os apreciadores de café preferem o expresso ao café coado preferido pelos americanos.

A marca Nespresso é responsável por uma receita de cerca de US$ 5 bilhões, estimam analistas, e tem crescido rapidamente nos últimos dez anos. Cápsulas como as do Nespresso estão começando a reduzir a popularidade do café instantâneo, dizem analistas.

A competição deve ficar mais acirrada. No mês passado, a Mondelez, a segunda maior produtora de café instantâneo do mundo, informou que está unindo sua operação de café com a DE Master Blenders 1753 BV, a terceira colocada.

No ano passado, a participação do Nescafé no mercado mundial de café instantâneo caiu para 44,3% ante um pico de 47% em 2004, de acordo com o Euromonitor.

A marca Nescafé também tem sido atingida. Desde 2009, ela já caiu 12 posições para o 37º lugar entre as marcas mais importantes do mundo, segundo a consultoria de mercado Interbrand. A marca Nescafé vale bem menos que a Coca-ColaKO +0.17% ou Pepsi, segundo a Interbrand, mas está acima da Starbucks. A Nestlé espera que essa queda possa ser contida.

A empresa planeja lançar uma campanha de marketing para revitalizar a marca de 76 anos de idade para atrair consumidores jovens, na adolescência, que estão começando a beber café. A sede suíça da Nestlé vai liderar a campanha para criar uma identidade global única para a marca, quebrando uma prática tradicional que permitia que as unidades locais cuidassem de sua própria publicidade.

A campanha, cujo slogan pode ser traduzido como “Tudo começa com um Nescafé”, contará com modelos jovens que aparecem bebendo Nescafé enquanto aprendem a tocar violão ou antes de sair para fazer exercícios.

Em uma aposta para atrair gente jovem, a campanha tem muitos componentes digitais em plataformas como o Facebook, FB -0.46% onde a empresa irá exibir um logotipo reformulado para o Nescafé utilizando um acento vermelho vivo na letra final para simbolizar inspiração e criatividade.

A Nestlé também espera atrair jovens clientes com produtos como o Shakissimo, um café com leite gelado pronto para beber que será lançado na Europa antes de outros mercados. E aproveitando a experiência do Nespresso, a empresa também lançará uma máquina para preparar Nescafé, chamada Nescafé Red Cup, na Ásia, como parte de um esforço para reforçar a presença da marca em um de seus melhores mercados.

“É uma marca que introduziu o café em muitos mercados”, diz Bula. “O Nescafé se tornou ‘o primeiro café’ de muitas pessoas e nós temos que fazer dele o ‘primeiro café’ das próximas gerações.”

 

(Fonte: The Wall Street Journal) – Mercado & Consumo – 26 Jun 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/mercado-consumo/reviver-o-nescafe-vira-prioridade-da-nestle

Uma loja nada convencional

Atípica. É assim a rede de lojas de moda Desigual (http://www.desigual.com)
que deve fechar 2011 com 200 lojas e 550 milhões de euros em vendas pelo mundo
– está presente também em mais de 7 mil lojas multimarcas. A marca está
presente em 72 países. Seu lema: “Nós vestimos pessoas, não corpos”. Nascida em
1984, tem como proposta o positivismo, compromisso, tolerância, inovação e
diversão.
Essa proposta é bem visível inclusive em como a loja está organizada. A maneira como as peças são expostas lembram uma feira livre, penduradas no teto com grampos. Muitas cores e uma comunicação visual viva e chamativa marcam o ambiente.

O próprio design das roupas – em 2010, a rede vendeu mais de 15 milhões de peças – já passa a mensagem, com muitas estampas numa profusão de cores e texturas, o que
torna a marca sem similar entre os concorrentes.

As estratégias de marketing também não são nada comuns. Duas ações em específico marcam o calendário anual da marca e se encarregam de espalhar um boca-a-boca tremendo. Como a “Undie Party”: os cem primeiros a entrar apenas de roupa íntima na loja podem se vestir de graça; a enorme fila na porta praticamente para o bairro. E
a “Kiss Party”, ou maratona do beijo, um evento com shows de música com
ingressos disputados

Por tudo isso, a rede tem chamado a atenção dos especialistas em varejo, que cada vez mais trazem o case “Desigual” para seus estudos e palestras. Esse ano ela concorreu, na categoria Design de Loja, no World Retail Congress

Formatos de Loja – Escrito por Ticiana Werneck

Sex, 04 de Novembro de 2011 10:33

http://www.cmnovarejo.com.br/ponto-de-venda/formatos-de-loja/2007-contra-o-convencional