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Os quatro pilares de uma estratégia Omnicanal

No próximo mês teremos mais uma edição do LATAM Retail Show, o mais completo evento de varejo e consumo da América Latina, com palestrantes internacionais e as mais relevantes personalidades do varejo nacional.

Não é por menos que um dos assuntos que será abordado no evento será a Omnicanalidade, e de minha parte viemos – nos meus artigos – discutindo longamente uma série de motivos pelos quais algumas iniciativas Omnicanais falham.

Agora, já mais preparados a identificar estas razões, convido-os neste artigo, a refletir sobre os quatro pilares fundamentais da Omnicanilidade, que sem eles, provavelmente qualquer iniciativa Omnicanal será rasa e com promissoras chances de falhas.

1 – Tecnologia: sem tecnologia como suporte de integração entre processos, sistemas, canais, logística, CRM, financeiro, ‘procurement’, não há Omnicanalidade! A tecnologia integrada é quem suporta os canais com visibilidade.

2 – Design: o Design ao qual me refiro aqui é mais amplo e não somente a formas e layouts… mas no como o serviço que presto ou produto que vendo são planejados, desenhados, arquitetados, pensados e criados em qualquer campo – modelo de negócio, fluxo de organização do trabalho, jornada do cliente, conformidades, logística, pós venda ou recompra.

O Design sendo o conjunto de métodos e processos para resolver problemas – Design Thinking. Aplicando-se o Design Thinking nas estruturas conseguimos imprimir resoluções completas com times multifuncionais, células rápidas atuando diretamente nos problemas e oportunidades para o negócio.

Exemplo Spotify l Fonte: Spotfy

3 – Data Science: algoritmos e business inteligence aplicada a conhecer o seu cliente! Por meio da coleta e análise dos dados do seu cliente, é possível adicionar valor para sua base.

É mais caro conquistar novos clientes do que trabalhar a base que já dispomos. A partir dos dados gerados conseguimos até mesmo a automação com o passar do tempo, conquistando mais relevância, produtividade e assertividade. Estabelece-se uma régua de relacionamento de longo prazo, aumentando significativamente o time value de cada cliente.

4 – Customer Experience: o último dos pilares porém de longe o não menos importante é ser amado pelos nossos clientes!

Para tanto, entender profundamente quais são as necessidades essenciais do consumidor e quais inovações eles necessitam,  considerando as capacidades – capabilities – do negócio, poder desenvolver uma estratégia de negócio para buscar atender essas necessidades.

Isso se aproxima muito do que chamamos de shared value (valores compartilhados), elo forte entre ‘necessidade de consumidores’, inovação, “assets” corporativos e estratégia de negócio.

Como se não bastassem os quatro pilares fundamentais na construção de uma estratégia Omni, o aspecto transversal e que não podemos deixar de lado é o fator humano.

Cada vez mais, vejo que as empresas que estão liderando as transformações estão muito a frente da maioria nas questões de relacionamento humano.

Entenderam exatamente o contexto social que estão inseridas. Mais que isso, influenciam positivamente apoiando a diversidade cultural, de gênero e social, tirando o melhor proveito dessa diversidade.

Buscam construir times altamente capazes e diversificados, demonstrando que a criatividade e a inovação não são frutos de controle. Empoderam as pessoas para resolver problemas complexos e desafiam o “status quo” sempre!

A transformação antes de ser digital ela é humana, ou de genuíno entendimento do que as potencialidades humanas podem gerar para os negócios. As empresas que estão liderando essas transformações estão também liderando o capital humano.

Exemplo: Nubank l Fonte: Nubank

* Imagem reprodução

Trazendo as ideias disruptivas à vida!

A inovação foi democratizada com as plataformas digitais. Ainda que mantenha imensos desafios para gerar engajamento e provar relevância para o consumidor.

Mesmo que você seja conveniente, digital, moderninho, mas não economicamente viável, como superá-los?

Só que algumas ideias disruptivas sim, ganham vida. Os avanços digitais nos últimos anos permitiram que inúmeros novos negócios florescessem e assistimos a um verdadeiro banho de criatividade em diversos segmentos.

Pensadores não convencionais inventaram verdadeiros negócios no Brasil e mundo afora, com muitos bilhões de “valuations” em questão de poucos anos. Entre os nacionais, exemplos não faltam: PagSeguroNubank99 Táxi. Esses são nossos unicórnios[1] tupiniquins, além daqueles que ainda prometem chegar lá em breve, tais como: Mercado Livre e Rappi.

Aparte da transformação dos negócios e dos serviços empoderados pelos “mobiles apps” e internet, nunca mencionamos os diversos negócios que nascem com ideias e soluções brilhantes, mas que demoraram a converter ou até mesmo desaparecem. A falta de progresso rápido muitas vezes nos desafia a refletir sobre quais etapas foram pouco exploradas.

Afinal, algumas ideias são brilhantes à primeira vista, oportunas para o consumidor, mas mesmo assim não aceleram… Acreditamos que muitas destas ideias poderiam seguir a construção metodológica da jornada do consumidor (design thinking) e responder com clareza todos os pontos da mesma.

Porém, poucos líderes de negócio pensam a respeito deles na construção da jornada.

[1] O termo, que se refere ao animal mitológico, é atribuído às startups que superam o valor de mercado de US$ 1 bilhão

“A Customer Journey Map, Ultra-Simplified”

2º  desafio: Mesmo os que se atentam a construir a jornada em seus modelos de negócios têm como desafio seguinte assegurar que esses modelos sejam compatíveis com os perfis de consumidores idealizados para esse novo negócio.

3º  desafio: Consumidores antes de processos, tecnologia e pessoas. Sempre que pensamos nesses novos modelos de negócio, deveríamos entender os consumidores como prioridade, buscar conhecê-los em profundidade, antes de desdobrar como será estabelecido o negócio.

O consumidor é a nossa referência para tudo que aportamos no negócio, por mais inovador, disruptivo e atraente que seja.

Por Jean Rebetez - 

5 motivos para você desistir de fazer UX

01 de outubro de 2015 · Atualizado às 09h53

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UX, ou “User Experience” não é um termo novo no Brasil, mas que vem ganhando espaço nas agências, empresas de tecnologia e até mesmo dentro de diretorias de grandes empresas não só de produtos, mas de serviços, as vezes com a nomenclatura de design thinking, que é muito próximo.

Trata-se de tentar enxergar, por meio de diversas pesquisas e estudos, os objeivos, dores e necessidades do usuário, para que se possa construir algo estrategicamente e entender se o usuário ficará ou está satisfeito com o serviço e/ou produto oferecido por determinada marca. Na verdade, já se fazia esse trabalho muito antes do nome existir (os webmasters, gerentes de produtos, P.O’s etc) e muitas pessoas ainda continuam fazendo sem perceber que estão.

Todo mundo acaba trabalhando com em experiência do usuário/design de serviço mesmo que não tenha consciência disso, pois quem constrói produtos direcionados para as pessoas deve entender que eles são o alvo. Desde um restaurante, até uma roupa, passando por aplicativos, sites ou produtos eletrônicos. Todo mundo quer conquistar o usuário e agradá-lo, mas a maioria não sabe que esse processo não é tão fácil quanto parece. É preciso dedicação, estudo, confiança nos profissionais  dentre muitas outras coisas.

Por isso, trago 5 motivos para você desistir de vez de fazer UX com a sua marca se você não quiser fazer a coisa do jeito certo.

UX é um processo demorado: para fazer UX mal feito, é melhor não fazer. Mas, para fazer bem feito, você precisa de muitas pesquisas, estudo de teorias, tecnologia e, principalmente, muito tempo. Se você acha que em três dias terá um projeto de UX pronto, esqueça. Por mais que existam processos rápidos (e que devem ser aproveitados e utilizados o tempo todo, eu uso muito) é importante ter base e organização, só um wireframe ainda não é UX.

UX não trabalha com achismos: sempre existe bastante tecnologia envolvida em projetos de experiência de usuário. Nada é feito sem uma pesquisa por trás, por isso, não adianta pensar apenas na sua experiência como profissional da área. Cada produto é um produto, então deve-se analisar caso a caso. É claro que se fazem testes, claro que se fazem suposições que depois serão pesquisadas, mas o “eu acho” não funciona.

UX não sabe as respostas, sabe as perguntas: as pessoas costumam me procurar perguntando “já que você é especialista em usabilidade, o que você acha que dá mais certo? Essa ideia ou essa?” e a resposta na maioria das vezes é “não sei”. A questão é que no processo de descoberta sabemos as perguntas certas e esse é um ponto muito importante, porque, com isso, conseguimos ir atrás das respostas. Boas práticas existem, eu sigo muitas delas e sugiro em jobs que não temos tempo para pesquisa, é importante entender que o caminho é variado e interconectado.

UX trabalha integrado com todos: quando se pensa projetos com UX, se pensa holisticamente do início ao fim. Profissionais dessa área precisam ter uma visão integrada e variada, entender o projeto como um todo, participar de cada etapa e saber quais as necessidades, as competências e oportunidades para cada área envolvida. Costumo dizer que UX pode ser a “cola” que conecta as áreas, porque entender que é necessário integrar todos ao trabalho.

UX pisa no calo dos outros: quem está acostumado com o trabalho tradicional, não quer sair da zona de conforto e ser “cutucado” sofre um pouco com isso, eu sempre tento usar técnicas novas, caminhos novos, experimentar. Pensar no usuário já é uma coisa antiga, mas planejar corretamente a experiência dá trabalho, muitas vezes leva tempo e nem todo mundo quer fazer.

Apesar de tudo isso, e apesar desse texto ter a cara de um texto para o xpto, trabalhar de forma centrada no usuário sempre é um processo rico, empolgante e divertido, e quando tudo fica pronto, com certeza é motivo de orgulho e de resultados para a empresa e para o usuário final.

Artigo de Eurípedes Magalhães, Head de UX na agência RIOT

http://www.adnews.com.br/artigos/5-motivos-para-voce-desistir-de-fazer-ux

7 estratégias de Marketing que se consolidaram em 2014

Na Era da internet, tudo muda muito rapidamente: o comportamento e as prioridades dos consumidores e, consequentemente, os desafios que surgem diante das empresas. Algumas estratégias tornaram-se peças chave para marcas inovarem na forma como lidam com seus clientes ao longo de 2014.  As ferramentas não são novas, mas se consolidaram, alcançando um número maior de companhias neste ano.

Os food trucks e drones rapidamente se espalharam por diversas cidades, dando mobilidade ao serviço de restaurantes e à entrega de produtos. Já a Copa do Mundo favoreceu os investimentos em Marketing esportivo. Durante o evento, as ações de Real Time Marketing, que comentavam os acontecimentos e os resultados dos jogos nas redes sociais, também ganharam força. Conheça mais dessas e de outras estratégias que ganharam corpo ao longo do ano, descritas em ordem aleatória.

Design Thinking
Nenhuma marca mais tem dúvida do poder que está nas mãos de consumidores, que não hesitam em ir ao Reclame Aqui e às redes sociais contar experiências ruins com produtos e serviços. Eles também já não estão mais satisfeitos em aceitar as ofertas de modo passivo, querem ter voz e poder de influência naquilo que compram. Muitas companhias perceberam na metodologia do Design Thinking um modo de tirar suas próprias verdades e demandas do centro para colocar o cliente nessa posição privilegiada.

Esse novo modelo mental de solução de problemas busca desconstruir todas as respostas que o mercado já dá aos desafios diários, vai a campo vivenciar o que realmente falta à experiência das pessoas e escolhe alternativas, que são prototipadas e testadas a todo o momento, para minimizar riscos. Todas as fases favorecem que o pensamento criativo aflore entre aqueles que foram escolhidos para desenvolverem o projeto, equipes essas que costumam e devem ser multidisciplinares. Positivo, Natura e Coca-Cola são algumas das empresas que já adotaram a metodologia em seus projetos.

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Marketing esportivo
O país do futebol sempre deixou muito a desejar quando o assunto é Marketing esportivo. Os investimentos ainda ficavam restritos à visibilidade da marca na camisa dos atletas e nas arenas esportivas. Mesmo com o pessimismo gerado pelo movimento do “não vai ter copa” surgido durante as manifestações de 2013, a realização do mundial no Brasil serviu de aprendizado para as empresas, tanto com ações que deram certo, quanto com outras que não se saíram tão bem assim.

No ranking das marcas mais associadas ao campeonato, organizado pela Hello Research, a Coca-Cola ocupou a liderança, seguida pela Nike, que não é patrocinadora do evento, mas da Seleção Brasileira. A marca de refrigerantes montou um ambiente com experiência sensorial a poucos metros de um dos portões do Maracanã, estádio do Rio de Janeiro, com imagens, essências e sons que remetiam ao torneio de futebol. A criação do espaço é da Plusmedia.

A Nike também investiu em um ambiente voltado para os amantes do futebol, a Casa Fenomenal. Os visitantes tinham a oportunidade de vivenciar experiências como calçar as recém-lançadas chuteiras de cano médio Magista e Mercurial Superfly, sendo desafiados por um painel digital a completar exercícios. Para demonstrar seu apoio à equipe, os visitantes tinham à disposição um estúdio fotográfico e a camisa canarinho, para que cada um pudesse tirar sua foto. O registro era enviado ao time de Felipão como forma de motivação.

Um ponto fraco das marcas em geral foi a lenta resposta, nas redes sociais, à derrota da Seleção para a Alemanha, por sete a um. Os aprendizados devem ser aplicados em 2016, quando as companhias voltarão a aproveitar o momento esportivo durante as Olimpíadas. Segundo especialistas, as patrocinadoras já deveriam ter iniciado as ações ainda este ano, logo após o fim da Copa, mas pouco ainda é visto no mercado.

Real Time Marketing
A Copa do Mundo favoreceu também os investimentos em Real Time Marketing. A Coca-Cola e o Itaú foram dois dos patrocinadores que montaram estruturas voltadas para as respostas rápidas e conversas nas redes sociais. Essas equipes precisaram lançar mão do improviso e da criatividade para aproveitar o timing dos comentários e o hábito multitela dos espectadores dos jogos.

A bola fora do jogador uruguaio Luís Suarez, que mordeu o zagueiro italiano Giorgio Chiellini durante o mundial, foi um prato cheio para marcas ao redor do mundo explorarem ações em tempo real, mesmo as que não tinham qualquer relação com o evento. A Negresco enviou uma caixa com várias unidades do biscoito para o jogador. O propósito era dar ao atleta outra opção mais gostosa para que ele pudesse morder nos quatro meses em que ficaria suspenso. Um vídeo elaborado pela Publicis Brasil mostrou o preparo de envio. Assista:

Drones
As pequenas aeronaves não tripuladas também se tornaram ferramentas de Marketing, sob controle de empresas, durante o ano de 2014. O termo drone, usualmente mencionado em discursos militares, foi parar no vocabulário corporativo. A Skol aproveitou a tecnologia para mostrar ao público imagens do carnaval registradas de um novo ângulo. A empresa utilizou o aviãozinho para captar momentos dos seis dias de folia em diversas cidades brasileiras.

Já a Tecnisa incluiu o uso de drones em suas obras para registrar o andamento das construções e oferecer aos clientes a possibilidade de acompanhar os trabalhos por meio de fotos e vídeos aéreos. A franquia de padaria drive-thru Pão To Go começou a testá-los no seu serviço de entrega. O pão francês e outros produtos chegaram à casa dos clientes por meio de aviões não tripulados comandados por controle remoto.

A camisaria Colombo, por sua vez, levou manequins para as alturas para divulgar as promoções da Black Friday. A marca promoveu um verdadeiro desfile de moda aéreo na Vila Olímpia, em São Paulo. Tanta adesão acabou chamando a atenção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que é responsável por controlar o espaço aéreo. Ainda são poucos os drones que têm licença para voar e falta regulamentação para o uso das aeronaves. Assista ao resultado da ação da Colombo.

Food Truck
Já os food trucks receberam liberação para rodarem em São Paulo este ano e já tomaram a cidade com pratos gourmet. A nova legislação abriu caminho para as marcas apostarem nos restaurantes sobre rodas. Eles se assemelham à tradicional comida de rua apenas em sua localização. O cardápio reúne ingredientes premium e refeições reconhecidas da gastronomia de diversos países, indo do tradicional ceviche peruano, aos hambúrgueres gourmet, paellas e sanduíches espanhóis com ramón (presunto).

No Rio de Janeiro, ainda sem regulamentação específica, permanecem restritos a eventos especializados, localizados em áreas privadas, como o Planetário e estacionamentos de supermercados. Para impactar o público e atrair para a experimentação ainda no primeiro contato, os empreendedores adotam identidades visuais chamativas, inusitadas e alinhadas com os produtos vendidos. A ideia é que o carro, principal ativo da empresa, já sirva de divulgação por si só.

Inbound
Os investimentos em inbound Marketing também se consolidaram ao longo de 2014. A estratégia utiliza conteúdos explicativos e várias vezes didáticos para qualificar futuros clientes e identificar a melhor maneira de atingir cada público relacionado à empresa. Essa personalização da informação começa a substituir a abordagem conhecida como outbound Marketing, que foca em comunicação massiva.

Especialmente as pequenas e médias empresas, mas não só elas, enfrentam dificuldades na hora de prospectar clientes, buscando primordialmente as pessoas conhecidas – o que pode não ser suficiente para assegurar um projeto de expansão sólido. Há formas, entretanto, de atrair interessados nos produtos e serviços ofertados por meio da geração de conteúdo estratégico.

A Samba Tech, plataforma de gestão profissional de vídeos, reformulou seu processo de vendas no início deste ano e alcançou um crescimento de 80% na base de clientes e 40% na receita no primeiro semestre, se comparado ao mesmo período de 2013. A empresa trabalha agora para atrair leads qualificados e aumentar as conversões finais.

Mídia programática
Ao colocar relevância e performance em posição de destaque, a mídia programática deslanchou, ao longo de 2014, ao fazer com que peças apareçam no momento certo para o consumidor certo. O leilão de espaços publicitários virtuais já é conhecido tanto por anunciantes quanto agências e mostra-se atrativa na busca incessante por retorno sobre investimento (ROI).

A compra pautada em métricas permite às marcas alcançar os perfis mais suscetíveis às ofertas. Com a prática, surgiram novas siglas no vocabulário da área, como RTB, DSP e DMP. O primeiro, real-time bidding, ou compra em tempo real, denomina essa forma de adquirir os espaços nos leilões. Já demand-size platform (DSP) nomeia a plataforma que permite as compras por perfil e comportamento de usuário. E o data management platform (DMP) é responsável por reunir os dados de páginas e de audiências.
Essa venda programática ajudou a simplificar o operacional do digital, que sempre foi muito complexo. Numa única plataforma, passou a ser possível comprar e vender. Segundo previsão da empresa de pesquisa eMarketer, a adesão deve movimentar US$ 70 milhões até 2017.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 22/12/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/32497/7-estrategias-de-marketing-que-se-consolidaram-em-2014.html

8 tendências para o Marketing em 2015

Quando o fim do ano se aproxima, é natural que as empresas comecem a direcionar esforços para o planejamento das ações do próximo período. Além de ter atenção às fragilidades da companhia que podem ser superadas e às iniciativas de concorrentes, os executivos precisam lançar o olhar ao horizonte. Apesar de os fundamentos do Marketing permanecerem sempre os mesmos, a paisagem muda mais rapidamente do que nunca, com a Revolução Digital.

As marcas que conseguem prever tendências podem se antecipar e sair na frente na implementação de ações que vão ao encontro delas, sejam relacionadas a novos comportamentos do consumidor, tecnologias ou ferramentas. Avi Dan, Fundador da Avidan Strategies, agência de pesquisa e compensação, apontou, na Forbes, para movimentos ao qual todo profissional de Marketing deve estar atento.

1. Transparência e coerência são pontos chave
As instituições, sejam políticas ou econômicas, enfrentam uma crise de credibilidade, que ficou clara nas manifestações de junho de 2013, no Brasil, e ao longo dos últimos anos ao redor do mundo. Para resgatarem a confiança dos consumidores, as empresas precisam ser transparentes e coerentes. “A distância entre o que se diz e faz está cada vez menor, até porque tudo ou quase tudo pode ser checado hoje”, disse Nelmara Arbex, Assessora Chefe de Inovação na Comunicação da Global Reporting Initiative, durante palestra no congresso mundial de venda direta organizado pela WFDSA.

Os consumidores vão continuar a exercer poder e influência, exigindo das empresas transparência e coerência que hoje poucas são capazes de entregar. Mais do que boas histórias, as marcas terão que ser capazes de oferecer ao público, em tempo real, a informação que ele desejar. Ainda são poucas as marcas que conseguem ter nesta capacidade um diferencial.

2. É hora de simplificar
À medida que o cenário se torna mais complexo – com Big Data, Neuromarketing, Design Thinking e as outras diversas metodologias e ferramentas disponíveis -, simplificar se torna a palavra de ordem da vez. Muitas empresas ainda tendem a tornar o trabalho do dia a dia cada vez mais complicado, criando silos na companhia e indo contra o mantra número um da área de atividade: o Marketing precisa ser holístico. Com departamentos distantes um do outro e falta de comunicação entre eles, a missão se torna quase impossível de ser cumprida.

A função requerida de um CMO será mais do que nunca a de um maestro, que deve garantir a afinação e a harmonia de cada integrante da orquestra. Há ainda, entretanto, muito para ser lapidado nessa atuação ao longo de 2015. Um sinal disso é que 74% dos profissionais de Marketing consideram que a área e o TI (estratégico na Era Digital) não atuam como parceiros em suas companhias, segundo pesquisa da Teradata.

3.Surgimento dos tecnólogos de Marketing
Muitos ainda pecam ao pensarem em ações para a internet, quando deviam pensar em ações para o mundo pós-internet. “Não existe mais internauta. Existem momentos ao teclado e longe dele. O mundo está conectado e a cultura que nasceu na web já não está restrita a ela, influencia o real”, diz Felipe Anghinoni, Cofundador da Perestroika, que apresentou os 12 códigos do protocolo digital em palestra no congresso mundial de venda direta organizado pela WFDSA.

Para que a marca fale a mesma língua desta nova geração, que já nasceu familiarizada com o ambiente virtual, é preciso investir em tecnólogos de Marketing. Esses profissionais respiram o mundo digital e transitam por ele com perspicácia e desenvoltura, assim como interagem com profissionais mais habituados às campanhas tradicionais.

4. Vencedores serão os que se adaptam com agilidade
Com a agilidade na mudança de cenários e de tecnologia, planos para os próximos cinco anos deixam de ser promissores. O ponto focal está na próxima hora. Os desafios refletem a agilidade das redes sociais e a busca intensa das marcas por “curtidas”, “compartilhamentos” e engajamento dos consumidores. Os dados disponíveis nessa mesma grande rede tornam-se o ferramental estratégico para os profissionais de Marketing ganharem alta capacidade de adaptação rápida, em tempo real.

5. Agências venderão criatividade
O consumidor parece enfim ter assumido seu papel central na produção, seja de produtos ou de serviços. Sinal disso é que a expressão design thinking passou a fazer parte do vocabulário de todo profissional de Marketing – embora nem todos ainda tenham aproveitado do modelo mental para inovar. O mundo sedento por novidades e lançamentos frequentes exige das marcas criatividade, função que acaba nas mãos das agências de mídias.

Mais do que inovadoras, elas precisam ser capazes de se posicionar na interseção entre a tecnologia e o consumidor, analisando informações geradas pelo Big Data e atuando como parceiras estratégicas das companhias. A função das agências tende a extrapolar muito as recomendações de mídia, apenas.

6. Da globalização para a personalização
Desde a Revolução Industrial e a célebre frase de Henry Ford de que o cliente poderia ter o carro da cor que quisesse, contanto que fosse preto, muita coisa mudou. Os consumidores buscam ofertas e comunicação personalizadas, em meio a um mundo cada vez mais globalizado e conectado em rede. Como resposta, as empresas vão descentralizar sua estrutura e aumentar a influência regional e local.

Algumas já perceberam isso e buscam dar tratamentos diferenciados a perfis de consumidores. A Fiat criou, recentemente, departamentos de Marketing regionais para atingir o consumidor específico de oito polos do país. Essa descentralização permite à marca se comunicar de forma mais direcionada com o cliente de cada ponto do Brasil, em especial com os de mercados com grande potencial de crescimento, já que parte das metrópoles se aproxima do ponto de equilíbrio.

7. Área de contratos poderosa
O departamento tende a, em 2015, se aproximarem dos CMOs, CIOs, CTOs, e CFOs, removendo obstáculos internos e se tornando mais influente na melhoria da eficiência dos parceiros, em vez de atuar como mero negociador de honorários. Estará em suas mãos também conduzir os processos com maior grau de responsabilização e transparência.

8. Comunicação interna ganha força
A experiência do consumidor tornou-se tão importante que passou a abranger até os logotipos de empresas, que deixam de ser estáticos para permitir a interação e apropriação pelas pessoas. Os grafismos que representam as marcas do Airbnb e do aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro, por exemplo, podem ser modificados pelos consumidores, que constróem simbologias únicas, refletindo seu relacionamento com a iniciativa.

Para o sucesso de investimentos que mirem no envolvimento do público, é fundamental contar com a sintonia dos funcionários, que precisam compreender e interiorizar o storytelling e o propósito das companhias. A área de comunicação interna se torna, assim, importante aliada na formação de embaixadores de marca. Os esforços devem estar direcionados para clarificar a visão e a estratégia da empresa.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 18/11/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/32225/8-tendencias-para-o-marketing-em-2015.html