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Você sabe com quem está falando? Os shoppings, finalmente, começam a responder que sim

Em um dia qualquer, você chega de carro no shopping e encontra uma vaga. Estaciona o veículo, procura a entrada mais próxima para o mall, escolhe um restaurante e almoça ali com a família. Depois passeia pelos corredores, olha algumas vitrines e se interessa por um celular. Entra na loja, consulta o preço e decide pesquisar sobre aquele modelo mais tarde, na internet. Antes de voltar para o carro, usa o banheiro e em seguida paga o estacionamento em um caixa automático. Vai embora, sem fornecer para o shopping nenhuma informação sobre quem você é, onde e como gastou (ou deixou de gastar) seu dinheiro.

Já pensou nisso?

Algo parecido acontece todos os dias ao redor do planeta: milhões de pessoas visitam shopping centers e esse imenso manancial de dados se perde por falta de processos na captura e na gestão de tantas e valiosas informações. Esse cenário, no entanto, começa a mudar. No Brasil, uma das redes que mais tem avançado nesse sentido é a Multiplan e os primeiros resultados são bem promissores.

Quer um exemplo? Entre maio e junho desse ano a Multiplan enviou para seus clientes uma oferta, por meio do aplicativo Multi: quem fizesse uma reserva no Outback nas duas semanas seguintes receberia um cupom que dava direito uma entrada, de graça. Nada menos do que 14 mil pessoas decidiram fazer a reserva. O mais interessante são os sinais de que a ação pode ter de fato incrementado fluxo. No Shopping Anália Franco, em São Paulo, 58% dos que resgataram o brinde o fizeram nos dias seguintes ao recebimento do cupom digital.

Em outra boa iniciativa, a Multiplan ofereceu no começo do ano, para um grupo de clientes com participação destacada na promoção de Natal, o benefício de usar o estacionamento de seus shoppings gratuitamente por três meses. Além de mapear o lugar onde residem, a Multiplan também registrou o consumo dessas pessoas. Por exemplo, no JundiaíShopping, 60% das pessoas que usaram o estacionamento no período acabaram participando das promoções seguintes, no Dia das Mães e Namorados, gastando em média 27% mais do que os outros participantes dessas campanhas.

A ideia de capturar informações em cada interação dos clientes com o shopping é tão ambiciosa quanto necessária. No caso da Multiplan, a chave para isso é o app Multi, que serve não apenas para viabilizar vendas online para os clientes, mas também para dar acesso às tradicionais promoções dos shoppings, entre outras coisas. Ao todo a rede trabalha com impressionantes 380 pontos de captura de dados dos clientes, das cancelas do estacionamento ao wi-fi gratuito, passando por serviços, como fraldário e empréstimo de carrinhos de bebê.

Curiosamente os sorteios, que originalmente tinham como objetivo estimular vendas das lojas, ganharam uma nova e mais relevante função, que é alimentar com dados transacionais o OmniMIND, algoritmo desenvolvido pela Multiplan. Da mesma forma, a rede não cobra take rate dos lojistas pelas vendas online feitas por meio do Multi justamente para incentivar o uso, ciente de que o ouro está no conhecimento que pode adquirir sobre os hábitos de consumo dos usuários.

A ideia de monetizar a numerosa base de clientes que os shoppings possuem é relativamente nova mas, acredite, esse é um caminho sem volta. Dessa forma é possível entregar mais valor aos lojistas em troca do que pagam pela ocupação das lojas, elevar vendas gerando receitas adicionais por meio do aluguel variável, atrair investimentos promocionais de lojistas e anunciantes, pavimentando assim o caminho para a evolução do modelo de negócio dos shopping centers.

Os shoppings que ainda seguem a cartilha do real estate provavelmente continuarão concentrando recursos exclusivamente em estímulos para atrair boas marcas para o tenant mix. Os mais atentos aos novos tempos certamente distribuirão esses investimentos de forma mais equilibrada, de olho na construção de um sistema de captura e gestão de dados, capaz de alimentar todo o seu ecossistema de negócios.

Como dizia W. Edwards Deming, “em Deus confiamos, todos os outros devem trazer dados”. Em breve essa frase vai se tornar mantra também nas empresas de shopping centers. Aguarde.

Luiz Alberto Marinho é sócio-diretor da Gouvêa Malls. – 05/08/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/08/05/voce-sabe-com-quem-esta-falando-os-shoppings-finalmente-comecam-a-responder-que-sim

A importância do SEO na estratégia de marketing digital

Atualmente usamos os sites de buscas como o Google para perguntar sobre tudo. Como fazer transferência de dinheiro para o exterior? O que é Data Driven Marketing? O que é SEO? Como se preparar para o fim dos cookies? Qual é a previsão do tempo em Ubatuba no final de semana? O que é a LGPD? O que é Cringe? Enfim… sempre que precisamos de alguma informação, esta é forma mais utilizada pelos usuários na internet para conseguir as respostas para suas dúvidas. Sendo assim, qual é a importância do SEO na estratégia de marketing digital do meu negócio?

O que é SEO? Qual é o significado da sigla SEO?
SEO (Search Engine Optimization) é o conjunto de práticas e atividades que são capazes de melhorar o posicionamento do meu site no ranking orgânico do Google e de outros sites de busca como o Bing e o Yahoo!.

O que é SEM? Qual é o significado da sigla SEM?
SEM (Search Engine Marketing) é a estratégia de Marketing Digital que usa da visibilidade dos sites de buscas (Google, Bing e Yahoo!) para divulgar um site, negócio, serviço ou produto. Esta iniciativa envolve o investimento em mídia paga para ter seu anúncio exibido para usuários de acordo com sua estratégia de segmentação. Por exemplo: quero exibir o meu anúncio sobre Mídia Performance para todos usuários que pesquisarem pelo termo “Consultoria de Marketing Digital”, sendo que eu quero atingir apenas usuários de 30 a 60 anos que estão nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em quais canais eu posso aplicar as técnicas e melhores práticas de SEO?
Sites (incluindo os principais CMS), Mídias Sociais, APPs, Blog, Press Releases, Campanhas.

SEO – Principais Ganhos:

  • A consultoria de SEO Performance melhora o posicionamento dos canais digitais da empresa no ranking orgânico dentro dos principais buscadores da internet (Google, Bing e Yahoo);
  • O trabalho de SEO resulta no aumento do tráfego de usuários no site da empresa (aumento de 20 a 40% no número de visitantes após aproximadamente 7 meses de trabalho);
  • Geração de novos negócios: com o aumento do tráfego orgânico de usuários provenientes do Google e outros sites de buscas, naturalmente você vai observar um aumento nas conversões realizadas pelo site.


“Na maioria dos casos, o trabalho de SEO precisa de quatro meses a um ano para implementar melhorias e, em seguida, ver benefícios potenciais.”

Google Developers Experts Program 

SEO em números: confira a importância do SEO na estratégia de marketing digital.

  • As taxas de conversão são em média 10 vezes maiores na pesquisa orgânica do que em redes sociais;
  • A primeira posição nos resultados de pesquisa orgânica do Google tem uma taxa de cliques de 34,36%;
  • As duas principais atividades online dos usuários são pesquisa em mecanismos de busca e checagem de email;
  • A estratégia de SEO é adotada por 69,3% das empresas brasileiras;
  • 28% das buscas por algo localizado nas proximidades resultam em uma compra;
  • Os e-commerces brasileiros que investem em SEO conseguem conquistar 13,2 vezes mais visitantes e 5,7 vezes mais clientes;
  • 93% de todo o tráfego vem de um mecanismo de busca;
  • Mais de 63% de todas as pesquisas são realizadas usando o Google;
  • 75% dos usuários nunca cliquem em resultados após a primeira página dos resultados de pesquisa;
  • No Google, 18% dos cliques orgânicos vão para o primeiro resultado da busca, 10% vão para o segundo e 7% vão para o terceiro.

Quais os serviços envolvidos no trabalho de SEO Performance?

Consultoria de SEO Performance contempla uma estratégia completa de otimização, passando por pontos como:

  • Pesquisa de keywords, incluindo o estudo de palavras-chave de mercado e relacionadas aos produtos e serviços oferecidos pelo cliente;
  • Estudos de ranking, benchmark de concorrentes e análise de autoridade do domínio nos principais sites de buscas, sendo que o levantamento deve considerar as keywords pesquisadas e definidas para a estratégia de conteúdo e SEO;
  • Estudo de Conteúdo e Fluxo de Site / LP e Redes Sociais do cliente;
  • Revisão On-Page Completa;
  • Análises Técnicas;
  • Criação e Adaptação de Conteúdos;
  • Relatórios de Acompanhamento;
  • Análise e proposição de soluções técnicas para otimização e performance orgânica;
  • Mapeamento de arquitetura cliente + ajustes ou desenvolvimento estrutural;
  • Otimização de Estruturas de URL e Metadados;
  • Avaliação técnica das tags de SEO;
  • Auditoria de rastreamento, carregamento e usabilidade.

Métricas & Performance: como posso analisar a importância do SEO na estratégia de marketing digital?

Para um trabalho de SEO Performance, é importante traçar metas. Veja abaixo alguns exemplos e modelos de avaliação de desempenho:

  • Posição no Ranking: como exemplo para a aunica, o objetivo pode ser melhorar a posição do meu site no ranking de buscas pelos termos relacionados ao meu negócio como: “Data Driven Marketing”, “Marketing Digital”, “SEO Performance”, entre outros. Analisamos a posição atual no ranking orgânico do Google e definimos uma posição que buscamos atingir e o prazo que esperamos obter o resultado almejado. Por exemplo: para a busca pelo termo “Data Driven Marketing”, hoje meu site está em 7º lugar e eu quero estar no Top 3 daqui 6 meses.
  • Tráfego Orgânico no Site: hoje tenho um tráfego (unique users) de 130 mil usuários por mês e queremos aumentar em até 40% o tráfego no período de 1 ano.
  • Conversões via Tráfego Orgânico no Site: hoje tenho uma média de 2.600 transações no meu site e quero aumentar para 4.000 em 1 ano.

Principais Indicadores de Performance:

  • Volume de visitas (tráfego orgânico);
  • Taxa de conversão (tráfego orgânico);
  • Ranking de Keywords (evolução + comparativo com concorrentes).

Quais as melhores ferramentas para desenvolver um projeto de SEO profissional?
A atividade de SEO Performance realizada de forma avançada e profissional requer o uso de ferramentas e plataformas. Veja a seguir algumas das principais:

  • AppBot
  • Ahrefs
  • SEMRush
  • SensorTower
  • Sitechecker
  • Screaming Frog
  • Uptime Robot

Cursos de Marketing Digital e SEO Grátis

30/06/21 – Alexandre Azevedo – A importância do SEO na estratégia de marketing digital – ADNEWS

AS MAIS EFICIENTES TÁTICAS DE MARKETING EM 2018

POR INNOVATION INSIDER | 24 ABRIL 2018

A experiência em Data Driven Marketing da Bibi Calçados

Fabricante e varejista de calçados infantis aposta em ferramentas capazes de personalizar a comunicação e estreitar o relacionamento. Resultado: crescimento em dois dígitos

Por Priscilla Oliveira | 10/05/2017

O uso de inteligência dos dados foi a estratégia encontrada pela Bibi Calçados para continuar alcançando seus consumidores e ampliar as vendas. Ao perceber que as mídias tradicionais não impactavam mais o público de maneira eficaz e que o comportamento do consumidor estava mudando, ficando cada vez mais digital, a companhia passou a investir em B serviço para o consumidor”, explicou Débora Iserhardt, gerente de Marketing da Bibi Calçados, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mensagens customizadas
Para manter essa relação mais estreita, a companhia passou a enviar para os clientes conteúdos relevantes, como os cuidados com a escolha do sapato ideal, crescimento e desenvolvimento infantil e ainda prestasse um serviço. “De acordo com o crescimento dos pés das crianças, enviamos uma mensagem para lembrar aos pais que a mudança na numeração está próxima e que será preciso comprar um novo calçado. A comunicação customizada considera as informações de compras anteriores sobre o tipo preferido, tênis ou sapatilha, se é para menino ou menina e faz uma oferta”, acrescenta Débora.

Para planejar e executar campanhas nos mais diversos canais digitais, como e-mail, mobile, redes sociais, a marca utiliza a ferramenta Oracle Responsys Marketing Suite. A tecnologia é fundamental, mas a participação dos vendedores e franqueados é decisiva. É no ponto de venda que é feita a coleta de informações dos consumidores como nome do comprador, grau de relacionamento com a criança, nome da criança, idade e modelo preferido. No sistema há informações que apontam que a variação do tamanho do calçado de acordo com o período de tempo. As informações integradas a camada de dados da Pmweb, que gera campanhas de forma automática para que o consumidor receba a oferta certa, no tempo certo com a recomendação de produto de acordo com a necessidade da criança.

A comunicação integrada mostra que a companhia não faz distinção entre os seus clientes. “A origem de todas as ações digitais é o cadastro na loja. A Bibi está preocupada em capturar o dado correto desde o início da relação com cada um dos seus clientes. A empresa não diferencia o mundo físico do online. A comunicação digital é feita para se relacionar com clientes, não com clientes do online ou do off-line”, comenta Augusto Rocha, Sales Partner na Pmweb, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Relacionamento B2B
Apesar da importância dos vendedores e franqueados na operação digital, nem sempre eles enxergaram a estratégia como aliada. No começo, eles achavam que o e-commerce poderia ser um concorrente e que as campanhas seriam apenas para movimentar a loja online. A execução mostrou que a estratégia era benéfica para todos. “Quase 90% dos clientes que efetuam uma compra após serem impactados pelo e-mail marketing vão para loja física. Eles, hoje, percebem e reconhecem a importância da informação e do cadastro estar correto, porque sabem que a Bibi vai conseguir impactar o consumidor a voltar na loja”, reforça Rocha.

De maneira geral, 5% de quem compra na loja foi impactado por alguma ação de e-mail marketing. Um dos diferenciais na estratégia está também em sua construção. As newsletters enviadas pela marca contam com dois botões: um de “compre agora” e que leva para o e-commerce e outro de “não compre agora, procure a loja mais próxima”. “A partir do momento que os franqueados perceberam que a estratégia dá resultado e que é possível mensurar tudo, eles enxergaram a importância da coleta correta dos dados e que todos saem ganhando”, pontua Débora.

A estratégia ominichannel da Bibi Calçados permite que o consumidor escolha o seu canal preferido, sem priorizar loja física ou a virtual. Para ampliar essa experiência, a companhia começa a testar um modelo que permitirá que o consumidor efetue a compra na loja física pelo e-commerce e receba em casa, possibilitando a experimentação, o contato físico da peça. Da mesma maneira que o cliente do online possa fazer trocas no ponto de venda. As possibilidades ainda estão em experimentação em apenas algumas lojas da rede e podem ser ampliadas no futuro.

Foco no consumidor
Um dos diferenciais que potencializou a estratégia desenvolvida pela companhia é a maneira como desde o início da trajetória ela colocou o consumidor em primeiro lugar. A preocupação com a criança e seu bem estar fez com que a fabricante investisse em pesquisas para entender o desenvolvimento infantil para desenvolver os produtos. Esses levantamentos hoje se transformam em conteúdo que compartilhado com os pais. “Estudos apontam que as crianças têm que usar o tamanho adequado para o pé e não calçados maiores ou menores. O melhor calçado que uma pessoa tem que usar é entre 0 e 12 anos, pois é o período de formação e base do corpo. O sapato inadequado nesta época pode causar uma má formação dos pés, ossos e músculos, problemas nos joelhos e costas no futuro”, explica a executiva.

Ao compartilhar as preocupações dos pais, a companhia consegue entregar informações relevantes, prestando um serviço importante. “Na primeira infância, a criança não entende o desconforto e ainda não sabe dizer que está sentindo, então é uma preocupação que os pais têm, principalmente os de primeira viagem. Ao ofertar o produto certo, ajudamos a minimizar essas questões”, pontua.

Para estar ainda mais próximo do cliente e acompanhar de perto suas expectativas e anseios, em 2008 a companhia resolveu entrar no varejo, pois percebeu que as lojas multimarcas passavam por um processo de reformulação. “A gente entendeu que o caminho para conquistar o cliente seria com uma loja própria oferecendo uma experiência única, como uma marca especializada em criança e que realmente se preocupa com este público”, comentou Débora Iserhardt.

Atualmente a Bibi Calçados conta com 88 lojas, entre franquias e unidades próprias, e está presente em 24 estados brasileiros, além do e-commerce. O plano de expansão prevê a abertura de 22 pontos, fechando 2017 com 110 unidades operando no varejo nacional, onde também pode ser encontrado em milhares de multimarcas. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), a Bibi Calçados produz cerca de 2,6 milhões de pares ao ano. A empresa também está presente em 65 países com marca e produção próprias.

https://www.mundodomarketing.com.br/cases/37337/a-experiencia-em-data-driven-marketing-da-bibi-calcados.html