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Kantar aponta as tendências de social media em 2018

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O que esperar das mídias sociais para este ano? De acordo com estudo global da Kantar Media, a maturidade digital e a consolidação de algumas tecnologias parecem ser tendências para os próximos meses.

Novos formatos de conteúdo, campanhas mais contextuais e personalizadas, a evolução da inteligência artificial, realidade alterada e fake news estão entre as previsões.

A instituição acompanha a evolução desse universo e apresenta o estudo “As Tendências das Mídias Sociais para 2018. Confira abaixo os principais insights do estudo:

Novas tecnologias oferecem diversas oportunidades para as marcas

Estamos entrando em uma grande revolução tecnológica, porém, as marcas costumam se esquecer de que essa revolução é estritamente ligada à evolução do conteúdo. Realidade aumentada (Augmented Reality, AR), realidade virtual (Virtual Reality, VR) e a internet das coisas (Internet of Things, IoT) não são nada mais que uma ponte, criada pela tecnologia, entre o real e o virtual.

Em outras palavras, o conteúdo será o elo entre objetos, pessoas e tecnologia – isso quando não se misturar à própria experiência (virtual). Entretanto, o conteúdo terá que superar novos desafios, dependendo dos canais. A IoT precisará ser convertida em benefícios reais para os consumidores. Por exemplo, um refrigerador conectado pode fazer sugestões de menu com base nos alimentos disponíveis. Para AR, VR ou tecnologias mistas, a ênfase será na experiência, em vez de em como a tecnologia pode ser aplicada aos produtos.

Assim, para uma marca de carros, será mais interessante aproveitar os acontecimentos de uma corrida cheia de emoção do que mostrar uma vista em 360° do interior do carro.

O crescimento da inteligência artificial

Até pouco tempo, podíamos apenas sonhar com máquinas dotadas de inteligência humana [IA]. Agora, a realidade está cada vez mais próxima da fantasia, o que criou uma batalha na indústria da tecnologia em torno da inteligência artificial. Os computadores já fazem cálculos com muito mais velocidade que os seres humanos, e sem erros.

Além disso, a memória dos computadores é altamente confiável e talvez ilimitada. Eles já conseguem até criar, na hora, a playlist perfeita para seu próximo churrasco. Toma essa, cérebro humano!

Apostando alto na realidade alterada

Realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR) e até mesmo realidade mista (Mixed Reality, MR) são os assuntos do momento – mas ainda estão em nichos, e precisam de uma imagem mais amadurecida.

Sua adoção em massa exige um ponto de virada que ainda não foi alcançado, embora o sucesso do Pokémon GO, em 2016, tenha sido um belo aperitivo para o grande público. Mas as coisas estão indo no caminho certo, com diferentes iniciativas.

As redes sociais querem montar sua programação de conteúdo em vídeo

Falamos da importância do formato de vídeo e do motivo pelo qual ele é importante: ele gera interação, e interação promove engajamento. E ainda que se fale muito sobre vídeo ao vivo, ele não é o objetivo final, mas sim o resultado que essa ação irá gerar.

Players como Facebook, Twitter e Snapchat estão se adaptando a essa nova realidade e buscando desenvolver um novo modelo de programação em vídeo, algo que navegue entre o modelo de TV convencional, o streaming e serviços de vídeo on-demand, como Netflix.

Também fala-se muito na criação de um modelo que seja algo semelhante aos sites Danmaku, ou “metralhadora”, como Acfun e Bilibili, que são muito populares na China e incluem a exibição de comentários em tempo real na tela.

A publicidade em mídias sociais está inspirando novas experiências com anúncios

A publicidade digital (principalmente a social) esteve nas manchetes em 2017. Os principais pontos de controvérsia: segurança das marcas, ausência de padrões para a visibilidade de campanhas e falta de transparência na verificação de indicadores de desempenho por terceiros.

A publicidade móvel do Facebook tem novas possibilidades no futuro, principalmente agora que ficou mais difícil obter tráfego social orgânico. O objetivo do algoritmo do feed de notícias do Facebook é priorizar cada vez mais as publicações de amigos em relação às de outras fontes.

Portanto, se alguém curtir a página da sua marca, suas publicações não terão tantas visualizações orgânicas, a não ser que o usuário opte por ver as suas publicações no feed de notícias. Consequentemente, as empresas não terão alternativa que não seja publicar anúncios.

Dê um gás à sua marca com o marketing de influenciadores

A China foi pioneira nessa área, com o boom de líderes de opinião importantes (Key Opinion Leaders, KOLs) chineses, que podem ser extremamente influentes. As marcas ainda os usam, tentando aproveitar sua enorme popularidade on-line para aumentar sua visibilidade e gerar vendas.

Hoje em dia, as estrelas das mídias sociais chegam a criar suas próprias marcas de moda. Os fãs podem comprar os produtos diretamente on-line enquanto conversam com a personalidade nas mídias sociais.

Outros formatos interativos podem ganhar destaque em 2018

Vamos começar esta tendência falando de como o formato de vídeo (e suas variações, como o vídeo Live 360) é popular. Já se falou tanto disso que o assunto parece até um pouco batido, mas a questão interessante é por que ele é tão popular e o que está por trás disso – em outras palavras, uma visão global.

O modelo de receita de muitas redes sociais é baseado em anúncios. Para vender anúncios, você precisa trazer pessoas à plataforma e fazer com que elas fiquem na lá o máximo possível. E para fazer com que elas fiquem na plataforma, elas precisam estar envolvidas, se divertindo.

Home assistants digitais, como Amazon Echo e Google Home, juntamente com outras ofertas de IoT, como carros inteligentes, estão criando novas possibilidades de áudio para as marcas. Esses formatos de áudio permitem que os anunciantes cheguem ao público em locais onde a conectividade é um problema. Talvez por isso o Facebook tenha lançado o Facebook Live Audio.

Se você acreditava que as mídias sociais seriam o fim da vida privada, pense nisso: de todas as gerações, os indivíduos da Geração Z exprimem o maior desejo de proteger seus perfis de dados pessoais.

A geração z luta por privacidade

Muitos usam pseudônimos para evitar ser encontrados em pesquisas on-line e até mesmo criam contas “rinsta” (reais) e “finsta” (fake, ou só para conhecidos) no Instagram. Além disso, esses adolescentes tão reservados usam aplicativos como o Vaulty, que permite aos usuários ocultar fotos e vídeos.

Existem também as redes sociais “incógnitas”, como Sarahah, Anonyfish e Minds.com, com as quais os usuários podem se expressar anonimamente. Se ainda há dúvidas quanto à influência da Geração Z e sua busca por privacidade, considere isso: o aplicativo Sarahah chegou ao nº 1 da App Store em 30 países…

Fake news – o lado obscuro da web está sob ataque!

Fake news (ou notícias falsas) ainda é um assunto quente e as mídias sociais sofreram muito com essa tendência destrutiva. A pesquisa “Trust in News” (confiança nas notícias) da Kantar revelou que as mídias sociais são a fonte de notícias com menor confiança do público, com apenas 33% de aprovação.

Sendo assim, fazer com que o algoritmo do feed possa combater as notícias falsas se tornou uma grande prioridade das gigantes sociais para 2018.

Uma convergência de mídias sociais transforma a China em um império

A convergência de mídias sociais e experiência do usuário chegou à sua Era de Ouro. De acordo com o relatório “Chinese Social Media Landscape” (O panorama das mídias sociais na China), da Kantar Media, uma série de plataformas chinesas, como Weibo, WeChat e QQ estão aperfeiçoando a união entre comércio social, comércio móvel e “Pan-Entretenimento”.

Com mais de 800 milhões de usuários ativos por mês, o WeChat é um dos muitos bons exemplos da presença da internet móvel na China. Por isso, muitas marcas e varejistas estão se conectando com os clientes nos próprios ambientes de aplicativos sociais e deixando de lado os aplicativos móveis para vender diretamente aos consumidores.

http://adnews.com.br/social-media/kantar-media-aponta-tendencias-em-social-media-deste-ano.html

Como as (novas) mudanças no Youtube vão impactar os criadores de conteúdo?

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O YouTube está instituindo mudanças (de novo) na forma como ele adiciona membros ao Programa de Parceiros do YouTube e criadores que são elegíveis para receber receita publicitária pelos views e watch time do seu conteúdo.

A partir de agora, para ser elegível para o Programa, os criadores de conteúdo precisam superar 4.000 horas de watch time no último ano ou possuirem pelo menos 1.000 inscritos.

Em abril do ano passado, os canais precisavam ter 10.000 visualizações ao longo da vida. Mas as novas métricas vêm para mudar novamente os KPIs de quem cria conteúdo como negócio para a plataforma.

Os criadores de conteúdo que não atendem a esses novos padrões serão removidos do Programa a partir de 20 de fevereiro – para permitir um período de carência de 30 dias.

Mas como isso fica na prática?

Se a sua comunidade ainda está sendo construída e não chegou em 1000 inscritos, o watch time vai ser a base para fazer seu KPI financeiro.

O watch time dos meus vídeos (PASSAdos30) é de 6 minutos, vou usar esse número como base para vocês entenderem o que você precisa de conteúdo no seu canal, para começar a ser remunerado pelo Youtube em três cenários.

Você precisa ter em um ano:

1) 27 vídeos com média de 1.500 views

ou

2) 40 vídeos com média de 1.000 views

ou

3) 80 vídeos com média de 500 views

(ou hipoteticamente 1 vídeo com 40mil views)

Isso tudo sem ser remunerado pelo Youtube ainda.

Na prática você precisa ter: consistência, conteúdo relevante e formar comunidade (aquilo que a gente já fala desde sempre), que não acontece do dia para a noite e não depender financeiramente do Youtube no primeiro ano de conteúdo. Mais que tudo isso, você vai precisar de tempo e dedicação!

http://adnews.com.br/adinsights/ana-paula-passarelli/o-que-voce-precisa-saber-para-se-adaptar-novas-regras-do-youtube.html

GoPro expande atuação com foco em criação de conteúdo

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A GoPro acabou de lançar seu mais recente modelo, a Hero 6, que facilita a vida ao deixar o compartilhamento de experiências mais ágil. Segundo a empresa, a novidade expande os horizontes de atuação da marca e aproxima seus produtos e soluções do mercado de comunicação, já que foi pensada para facilitar a criação de conteúdo.

Dentro da estratégia de lançamento, a empresa convidou jornalistas e influenciadores para uma experiência diferenciada: passar quase um dia inteiro em Jaguariúna (SP), no parque aquático Naga Cable Park, testando o novo produto. Pelas águas dos lagos flutuavam aquelas boias de diversos tamanhos e dificuldades, tipo “Olimpíadas do Faustão”. Para os mais corajosos teve também Wake board. Tudo foi documentado pelo modelo que cada um dos comunicadores recebeu.

De diferente do modelo anterior a Hero6 oferece maior qualidade de imagem, mais alcance dinâmico e na performance com pouca luz, estabilização de vídeo, capacidade de zoom digital e outros itens lembrados por Nicholas Woodman, fundador e CEO da GoPro. “É três vezes mais rápida no QuikStories (ferramenta que transforma seus registros automaticamente em vídeos cinematográficos prontos para serem compartilhados, de forma ágil e simples), o que a torna uma extensão de storytelling poderosa de seu smartphone”, afirma.

Woodman finaliza: “Nunca foi tão fácil viver e depois compartilhar usando uma GoPro”.

Confira alguns dos materiais que foram criados por quem esteve por lá:

https://www.instagram.com/p/BccSJTNBaSN/embed/captioned/?cr=1&v=7&wp=658#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A14267.886120934632%7Dhttps://www.instagram.com/p/BcYJwiPnt1Y/embed/captioned/?cr=1&v=7&wp=658#%7B%22ci%22%3A1%2C%22os%22%3A14290.690986804267%7Dhttps://www.instagram.com/p/BcZ9IDnHXc1/embed/captioned/?cr=1&v=7&wp=658#%7B%22ci%22%3A2%2C%22os%22%3A14301.326046976319%7Dhttps://www.instagram.com/p/BcXw9xmDriq/embed/captioned/?cr=1&v=7&wp=658#%7B%22ci%22%3A3%2C%22os%22%3A15951.830780095202%7Dhttps://www.instagram.com/p/BcX9jHvgxZm/embed/captioned/?cr=1&v=7&wp=658#%7B%22ci%22%3A4%2C%22os%22%3A15984.191094765405%7D

Aprenda lições de marketing com Stranger Things

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Não, este artigo não contém spoilers sobre a série.

Há alguns anos nós possuíamos as locadoras de fitas, lembra delas? Era genial, nós alugávamos e víamos o filme em casa, eu adorava. Me lembro de ir quando criança e ficar um tempão lendo os títulos dos filmes (exatamente como faço hoje quando abro a Netflix). Depois de uns 2, 3 ou 4 dias eu retornava na locadora e devolvia o filme alugado. O prazo geralmente tinha relação com o tempo de lançamento e procura pelo filme. Se a gente esquecesse? Pagava uma multa de acordo com os dias que ficou a mais.

Até que chegaram os DVD’s. Mais leves, práticos e uma revolução. Nem todo mundo possuía o aparelho para assistir, mas logo passou a se popularizar. As locadoras passaram a ter DVD’s e o esquema de multa seguia me perseguindo (malditos prazos).

E então, depois de internet, downloads, chegamos até a era streaming. Que momento! Acabaram as multas. Oba, mas não foi só isso o que mudou.

Tudo passou a ser muito mais rápido e prático, tudo o que um dia pensamos das fitas de vídeo.

Os filmes passaram a tomar conta da vida de muitas pessoas (inclusive da minha) e as séries também. O vício e a vontade de finalizar uma temporada antes de receber um spoiler, atinge milhares de pessoas que fazem suas maratonas e viram noites em busca de um desfecho que nem sempre está presente na temporada lançada. Vivemos um momento em que tudo o que faz parte da vida das pessoas, acaba se tornando uma ótima oportunidade para alguma ação de marketing (se não se tornou, poderia ter sido). Seja um filme, uma peça de teatro, um artista específico que esteja em alta e com as séries também não é diferente. As estratégias criativas começaram a usar esse amor (olha o sentimento envolvido) pelo serviço streaming para criar ações temáticas, gerando nos usuários uma identificação ainda maior com o enredo.

Stranger Things nos mostrou através de diversas ações de marketing, que é possível ser muito mais que uma série.

Não conhece a série? Está tudo bem.

Dia 15 de julho de 2016 foi lançada na Netflix a primeira temporada de Stranger Things, com um enredo de ficção científica e terror (não tão terror, né?). A série foi grande sucesso e teve muita repercussão por trazer a atmosfera dos anos 80 e gerar grande representatividade sobre a infância da galera que viveu este momento. Resumindo: muita gente amou e ficou na expectativa pela segunda temporada.

Enfim, chegou este momento e os episódios foram lançados, mas não estou aqui para falar sobre eles. Estou aqui para falar sobre como um produto audiovisual conseguiu ser destrinchado e se tornar tantas ações de marketing em diversas empresas, mas principalmente na própria Netflix.

Vamos aprender a utilizar o timing e a assertividade nas ações de marketing?

1# Netflix e SBT

Foi uma ação da própria Netflix, mas deixou todo mundo surpreso. Como assim na televisão? No SBT? A Netflix comprou 1h30min da programação do canal para exibir o primeiro episódio da primeira temporada no dia 28/10 (sábado). Uma ação perfeita para levar a quem ainda não possui Netflix (sim, essas pessoas existem) e que passam suas madrugadas assistindo os canais abertos. Além disso, a marca mostra uma disrupção da ideia online X offline. Afinal, já vivemos em tempos nos quais está tudo junto e misturado, né? A chamada ficou sensacional, assista:

2# Bagulhos sinistros

Antes de rolar a ação do SBT, a Netflix lançou no próprio canal do Youtube um vídeo com a atriz María Antonieta de las Nieves, a Chiquinha. Tudo a ver com a ação do SBT, o vídeo levanta o mistério de Eleven não ser a única com poderes. Será?

3# Spotify sempre maravilhoso

Spotify é o tipo de empresa que não perde o timing para uma ação com seus usuários. Dessa vez, não foi diferente. Funcionava da seguinte forma: o usuário acessava através do aplicativo ou da versão web e ao entrar, encontraria uma versão mais escura, que remete ao clima da série, com teias de aranha, um ambiente bem propício para ser o mundo invertido. Alí, o usuário encontraria uma playlist com base nos hábitos adotados dentro da plataforma. Gerando uma experiência interativa, na qual você descobre quais dos personagens da série você é.

4# Mashable invertido

Como o assunto do momento era a nova temporada da série, o site Mashable (referência quando se trata de criatividade e tecnologia) entrou na onda. O site ficou de cabeça pra baixo, literalmente.

5# Casa Stranger Things

Quem passou por São Paulo entre os dias 27, 28 e 29/10 teve a chance de conhecer a Stranger House. Uma iniciativa da Netflix para levar aos fãs a chance de vivenciar e conhecer por dentro uma casa com a temática da série. Dá uma conferida na proposta, no link aqui:

#6 Bar temático

Nos EUA, a série inspirou um bar a levar a temática para a vida real e atrair mais pessoas dispostas a beber até encontrar o mundo invertido.

Mas afinal, o que podemos aprender com as ações desenvolvidas?

A Netflix poderia simplesmente lançar a segunda temporada. Sem ações. Sem gastos a mais. Seria sucesso? Sim, com certeza, mas ela optou por proporcionar experiências aos usuários do serviço. Os fãs da série puderam viver experiências diferentes e se divertirem enquanto permaneciam na expectativa pelos episódios.

As marcas podem explorar os seus serviços de uma maneira muito mais interativa com o usuário. Vender o serviço é apenas a consequência. Fazer parte da vida das pessoas já é uma realidade, o que nos falta é perceber e encontrar soluções criativas para fazer com que isso aconteça. Sem parecer o cara chatão e sim, um amigo que oferece uma oportunidade legal.

O que é marketing de experiência e por que devemos utilizá-lo?

Se formos parar para pensar, o que são experiências? São momentos que nos geram sensações. Por exemplo: esportes são ótimos exemplos quando desejamos ter essa noção. No esporte, nós trabalhamos diversos sentimentos: medo, vontade, adrenalina, expectativa.

Sendo assim, o marketing de experiência é uma maneira de utilizar a emoção dos clientes, gerar sentimentos nos usuários, para conquistar, engajar e fidelizar pessoas.

A ideia é que a experiência de compra seja totalmente camuflada pelas sensações geradas na experiência e que de alguma forma, a pessoa não perceba ou não tão claramente que isso se trata de uma publicidade e sim, uma experiência marcante na vida dela.

Quais são as formas de perceber as experiências? Você pode identificar o marketing de experiência através dos sentidos, sentimentos, pensamento, ação e identificação. Utilizá-lo é uma ótima maneira de criar um relacionamento com o seu público, através dessas sensações e gerar uma vontade de consumir algo que te gera uma emoção. É consumir ao sentir. A verdade é que jamais conseguiremos fidelizar clientes se não proporcionarmos uma experiência positiva, seja ela qual for. Não estou falando necessariamente de comprar uma hora na tv aberta, mas de algo que gere um impacto em quem você deseja fidelizar.

A vida das pessoas está corrida demais, passamos 98% do tempo (de acordo com as estatísticas da minha vida, não é um dado real) olhando para a tela de um computador ou de um smartphone. Quando temos a chance de vivenciar uma experiência diferente, é o momento que nos tira do habitual. Vamos fazer isso pelas pessoas?

Pense em maneiras de levar sensações e sentimentos diferentes ao seu público. Faça com que a sua marca seja lembrada por ele, por conta de uma emoção gerada. Pode ser através de um vídeo, de uma imagem. A emoção pode estar a um clique do usuário. Faça com que o planejamento também pense no emocional dessas pessoas, porque essa vivência sem dúvidas será muito valiosa. A venda do produto é consequência disso.

http://adnews.com.br/adarticles/aprenda-licoes-de-marketing-com-stranger-things.html

Saiba como o Jardim da Ressurreição se transformou no #Cemi mais querido das redes sociais

03 de Agosto de 2017  

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No bairro de Gurupi em Teresina (PI) está localizado o Cemitério Jardim da Ressurreição. Coordenado pelo grupo Geraldo Oliveira o empreendimento realiza velórios e sepultamentos desde 1973. Tradicional na região, a empresa sabia que precisava atualizar o discurso e convidou uma agência digital para cuidar de sua imagem nas redes sociais.

Coordenada pelo casal Cyntia Freitas e Eudes Júnior, a CJflash aceitou a missão e começou a pensar formas para aumentar a base e engajar o público a partir de uma fanpage que começaria do zero. Desde o primeiro momento, a ideia da dupla era trazer mais leveza a um tema tão pesado como a morte. Vista com otimismo pelos clientes, a estratégia do casal foi bem aceita e eles puderam trabalhar suas ideias no Facebook.

A parceria se iniciou em 2015 com mensagens motivacionais, correntes que falassem de saudade. As postagens gradativamente começaram a usar expressões como “estou morto de fome” e “humanização” das estátuas para trazer mais leveza à página oficial. A virada ocorreu quando um post usou a liberação do casamento gay nos Estados Unidos para falar de cremação.

Daí pra frente os seguidores multiplicaram, o trabalho da agência de Teresina já apareceu em jornais de várias partes do mundo e hoje o tradicional empreendimento do Nordeste do país é o #Cemi mais querido da internet.

Para entender como tudo isso aconteceu conversamos com Cyntia Freitas, sócia da CJFlash e atendimento da conta do grupo Geraldo Oliveira, e o time da CJFlash. Confira abaixo a entrevista:

da esquerda pra direita Eudes Júnior, Leonardo Santos, Cyntia Freitas, Onildo Filho , Diego Oliveira e Cunha Jr

Como surgiu a ideia de tratar de modo bem-humorado um tema tão sério?

A CJFlash já atendia o Grupo Geraldo Oliveira há algum tempo, então no nosso planejamento propomos ao cliente criar uma página no Facebook, com a ideia de desmistificar o tema morte, quebrar esse tabu tratando o assunto com naturalidade e com humor.

Quando os vendedores iam visitar os clientes, muitos não queriam nem receber, com “pavor” de pensarem que um dia morreriam. Expomos os riscos, e traçamos a estratégia para o cliente e ele deu carta branca pra gente, o que foi determinante para o sucesso. O grande propósito da página não era fazer vendas de jazigos e sim trabalhar o tema morte deixando-o mais leve, facilitando a atuação do comercial, que é o que vem acontecendo e nos deixou muito feliz.

Hoje as pessoas já aceitam intervenções midiáticas com muito mais naturalidade.

Como a CJ Flash, agência que administra a conta, equilibra briefing, visão do cemitério, resposta dos familiares que enterraram seus entes e o público?

A CJFlash tem bem definido o propósito da Página: desmistificar o tema morte, e torná-lo um assunto leve. Ninguém pode fugir dessa realidade. No início, assim que iniciamos o processo de mudança indo para uma linha mais humorística, tivemos algumas reações negativas inclusive do público local, mas logo passaram a entender que a página não estava tirando onda com a memória e/ou das pessoas que estavam sepultadas no cemitério.

Já nos perguntaram se os velórios e sepultamentos no cemitério são “zoeiros” como os posts. Claro que não. A CJFlash e o cliente reproduzem o acolhimento que cada ambiente necessita, no virtual todo mundo quer se divertir, sorrir, zoar, já no real, temos um ambiente leve, com capelas, jardins, serviço especializado, criando todo um contexto pra acolher da melhor maneira aquelas pessoas que estão passando por aquele momento tão triste.

Hoje isso é bem claro também para o público e ficamos muito orgulhosos do cliente também confiar na nossa estratégia.

Em meados de 2015 apareceram as primeiras postagens bem-humoradas. Como se deu a trajetória para que um cemitério privado como outros tantos se tornasse o #cemi mais famoso da web?

Queríamos ser diferentes e acreditamos nisso desde o início. Como sabíamos do risco de sermos um hit negativo na internet por tentar fazer uma rede social de cemitério e ainda mais estando no Piauí, decidimos adotar a estratégia de iniciar com testes de postagens bem planejados.

Começamos com mensagens motivacionais, depois tentamos criar uma corrente referenciando saudade, mudamos e começamos a falar de morte com um pouco de humor tipo “estou morto de fome”, “vou te matar de beijos”…, e então passamos para o momento de humanização com as estátuas e começamos a brincar de fato também com o público, mas ainda era muito tímido, deveríamos ter apenas uns 800 seguidores…quando aconteceu a virada com o post da purpurina homenageando a liberação do casamento gay nos EUA, fomos uma das primeiras página da internet a fazer o post e então dentro de poucos minutos caímos na graça do público que começou a compartilhar o post e exaltar o cemitério.

A situação era muito fora da caixa, um cemitério, do Piauí, falando de casamento gay e cremação, então a partir daí a página passou a ser o “cemi”, e ganhamos uma legião de fãs e defensores.

De que maneira o aumento no número de seguidores na fanpage reflete financeiramente na marca?

O primeiro ponto é o fato de o Jardim da Ressureição não ser mais um corpo estranho, a maioria das pessoas ou o tem no bolso, no computador ou já ouviu falar, então isso facilita o trabalho do comercial por não ter uma alta taxa de rejeição como antes, e no último ano o aumento das vendas foi de 40%. A diretoria da empresa acompanhou as mudanças com investimentos no local, inclusive equipe comercial e estrutura física.

Como Gurupi, bairro de Teresina onde está localizado o Jardim da Ressurreição, se relaciona com o #cemi da cidade?

Ótimo, muita gente usa o espaço pra caminhar e relaxar, além de frequentar os cultos e missas que acontecem na capela do cemitério. As missas aos domingos estão cada vez com mais pessoas. Há domingos que chega a 400 participantes.

Já houve algum problema sério com a publicação de alguma postagem?

Problema sério não, mas já tivemos algumas rejeições no início e já apagamos alguns posts que os fãs não curtiram e sugeriram que fossem apagados. Temos uma relação muito boa com os seguidores inclusive existe um grupo fã do cemi onde recebemos várias sugestão de posts, feedbacks e muita conversa inbox.

Nesse período acho que tivemos apenas umas 3 ou 4 postagens que tiramos do ar rapidamente por sugestão do público, que sempre fazem as críticas construtivas no privado…isso é fantástico pra gente, porque sentimos a preocupação que eles têm com a página falam com a certeza que vão ser escutados e respeitados.

Quais os cinco posts que vocês mais gostaram de ter feito?

Pergunta difícil de responder, tem muitos posts bacanas inclusive alertando para várias causas como homofobia, suicídio, trânsito, estupro,… mas os que mais nos enchem de orgulho são os de maior alcance, rsrsrsr. O da Purpurina do casamento gay, foi o marco da virada, depois tivemos a do lançamento do Filme Star Wars, a do Potinho divulgando crematório também e por último, essa do meme “se juntas imagine juntas” que nos deu um alcance de 8 milhões de pessoas.

Depois de ganhar as redes sociais, importantes veículos nacionais e até aparecer na BBC o que esperam do futuro?

Queremos continuar crescendo com a página do cemi e de outros clientes que nos derem (ao menos parcialmente) liberdade criativa. O interessante é que todos querem ser o “cemi”, mas ninguém aceita correr riscos.

Nós da CJFlash estamos reestruturando o setor de marketing digital para atender o mercado fora de Teresina também. Já estamos com uma conta de uma empresa do Rio Grande do Sul e uma de Miami/Brasil e vimos que é perfeitamente possível, graças às novas tecnologias, gerarmos resultados desta forma.

“Contar uma boa história continua sendo a premissa de tudo”

31 de Julho de 2017

Como ela mesma diz, Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo. Hoje ela fala sobre o que acontece de mais importante nas telinhas através de seu site TelePadi e também no programa Todo Seu, apresentado por Ronnie Von, na TV Gazeta. Pouquíssimos jornalistas brasileiros acompanharam tão de perto a transformação da televisão aberta no país nos últimos anos. Para entender o real potencial de produção do meio mais poderoso do Brasil, assim como suas principais tendências, nada mais natural que ouvir o que a Padi tem a dizer. Foi o que fizemos. Confira:

Quais são as principais dificuldades para se produzir conteúdo para a TV aberta hoje em dia no Brasil?

A dificuldade, a princípio, é financeira. É claro que você pode ter excelentes produtos com custo baixo, mas, em geral, pensados por profissionais que se ainda não são, logo serão disputados pelo mercado. A MTV Brasil, ainda como canal aberto, tinha ótimas produções de custo baixo, mas, assim que o cara ia ganhando fama com aquilo, logo era levado para outro canal. E aquilo também era um canal aberto mais nichado, não tão feito para a massa, como manda o canal aberto tradicional, mas segmentado na faixa etária mais jovem.

Como é sua visão sobre o modo como os canais têm produzido conteúdo ultimamente?

Acho que estão todos com medo e sem condições de arriscar. Mas isso não é tão diferente do período em que a economia estava muito bem. A TV nasceu bebendo do rádio, usando seus talentos, suas obras e ideias. Depois passou a absorver profissionais de outros campos, inclusive do cinema (autores e atores, principalmente). Nos últimos 15 anos, temos um evidente protagonismo da internet na arte de fornecer ideias e profissionais para a TV. Às vezes funciona, mas nem sempre.

Quais são as principais tendências? Existe um direcionamento claro sobre o que funciona? Qual?

É difícil, mas é preciso ser menos imediatista. As TVs lançam algo hoje esperando que um fenômeno se consume no dia seguinte. Há que se ter paciência para fazer uma ideia e alguém vingar de fato. Ninguém nasceu pronto, nem a própria TV, cujos profissionais foram servindo de cobaias no ar, até começarem a acertar o passo. É preciso ser criativo, a baixo custo, rifar os gastos que não trazem audiência nem agregam valor. A questão é: como chegar a isso? Mas, por exemplo: a Globo gastou muito dinheiro levando equipes imensas para viajar para fora do país para gravar capítulos iniciais de novela, por anos a fio, sem que isso, hoje sabemos, reverta qualquer atrativo extra para a audiência. Aquilo mostrou-se um gasto inútil e tem sido dispensado nas novelas da casa há pelo menos três anos. Em vez de buscar cenários internacionais, é preferível gastar com mais apuro no texto e na direção, na preparação de atores, na criação da história e até em conteúdo extra para a internet, um recurso que tem se mostrado eficiente na captura de um público que vem desistindo de ligar a TV.

Hoje se fala muito em conteúdo multiplataforma… Como funciona essa divisão do que serve para a TV ou o que serve para outra mídia?

É válido produzir conteúdo para nichos diferentes, mas é preciso notar que boa parte do conteúdo feito para a TV aberta pode ser contemplado pela audiência da TV paga e da web. A mão contrária não existe, ou seja: boa parte do conteúdo feito para web e TV paga não vale para a TV aberta, já que são conteúdos nichados, segmentados, menos destinados a massas. Daí o valor do que é produzido para a TV aberta.

Como os canais enxergam as novas gerações e as possibilidades de se trabalhar com elas?

Os canais começam a perceber a necessidade de buscar telespectadores em outras telas. As gerações com acesso à banda larga já têm na TV sua segunda ou terceira tela, jamais a primeira. Mas é preciso entregar boas histórias, em qualquer tela. É isso que alimenta e atrai a plateia, muito antes de tecnologia e interatividade. Os canais também têm buscado abrir canais de comunicação com esse público por meios das redes sociais. Mas, de novo, rede social só funciona quando a atração e a história valem a pena.

Em que nível a produção de conteúdo brasileira se encontra atualmente?

Penso que tem um bom nível, ainda com muita inveja da produção americana, inglesa e dinamarquesa. Mas, em termos de América Latina, a produção brasileira para a TV é obra de excelência.

Como enxerga o futuro da produção de conteúdo?

Acho que todos os conteúdos terão ligeiras adaptações para outras plataformas. O que não se pode perder de vista é que contar uma boa história continua sendo a premissa de tudo, do cinema à TV, passando por rádio, web e aplicativos de toda ordem.

 

Flávia Hill – http://adnews.com.br/adcontent/especial-tv-aberta/contar-uma-boa-historia-continua-sendo-premissa-de-tudo.html

Como ser visto na internet em meio a tanto conteúdo?

21 de Julho de 2017 

conteúdo

Há quinze anos não existia nada parecido com o Google como ele é hoje. Naquela época eu ainda fazia trabalhos escolares consultando livros, enciclopédias ou, no máximo, o site Cadê, que não era um buscador, mas um mero repositório de endereços catalogados de forma manual.

Não existia essa abundância de informação de hoje. Os celulares só faziam chamadas e logo passaram a enviar SMS. Não existia todo esse ruído. Aliás, não existia também porque em épocas de web 1.0 e 2.0, nós apenas consumíamos o que nos era imposto. Não podíamos comentar os conteúdos, não existiam diversidade, opções, nichos, dispositivos diferentes que nos permitissem ir ao quarto assistir algo super específico e que agradava apenas ao nosso gosto, enquanto todo o restante consumia outras opções.

De repente, passamos de um cenário de escassez para um cenário tão abundante que ficou difícil saber o que era bom e no que podíamos acreditar. Certos de que a única métrica que importava era a quantidade de acessos, sites passaram a se dedicar à criação de mais e mais conteúdo. E nesse meio surgiram as notícias falsas, que proliferaram pela internet e deixaram até os usuários mais experts confusos sobre o que é real ou não.

Estamos num momento então, em que produzir apenas mais um conteúdo, seja ele razoável, mediano ou repetido, não é o caminho. As pessoas têm cada vez mais ofertas competindo pela atenção delas e o tempo, sempre escasso, virou algo extremamente valioso.

De acordo com o Internet Live Stats de 17/04, são aproximadamente 8 mil tweets por segundo, 4.480 mil posts de blog por dia, 2 milhões e meio de e-mails enviados por segundo e 56 mil buscas realizadas no Google em um segundo.

Todo esse conteúdo, muitas vezes, parece formar uma barreira invisível que impede que cheguemos ao que realmente nos importa. E em tantas outras vezes, somos direcionados a consumir o que entendem que queremos ler ou que será melhor para nós, nos enfiando em uma bolha ideológica pautada pelos algoritmos das plataformas que usamos.

Martin Hilbert, um Doutor alemão em Comunicação, Economia e Ciências Sociais que investiga a disponibilidade de informação no mundo contemporâneo, comenta que, no passado, a referência de maior coleção de informação era a biblioteca do Congresso americano. Hoje a informação disponível no mundo chegou a tal nível que equivale à coleção dessa biblioteca por cada 15 pessoas . E esse número vem crescendo. Assustador!

Comparando a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2016 com números de 2015 e 2014 temos algo que merece atenção. A confiança na informação diminuiu no on-line e aumentou no off-line. Ou seja, apesar de termos avançado no uso das ferramentas e plataformas digitais, de estarmos mais experts  no assunto, estamos regredindo de alguma forma, porque todo esse ambiente se tornou não confiável.

O conteúdo falso cresceu tanto que gigantes como Google e Facebook passaram a buscar alternativas para combater o que é falso, desenvolvendo métodos próprios, que passam por plugins, alertas e até checagem manual. Tentamos recorrer aos algoritmos para que eles detectar automaticamente o que era credível ou não. A linguagem humana, porém, é muito complexa. Separar o falso em meio ao verdadeiro tornou-se um grande desafio. Afinal, não é preto no branco. Não basta filtrar baseado em critérios que alguém definiu e dizer o que alguém deve ou não ler.

Foi aí que a checagem humana, editorial, voltou em cena. Surgiram agências especializadas em checagem de fatos, cujo trabalho é realizado de forma bastante manual em busca da apuração do que foi a aumentado ou não, por exemplo.

Distorcer informações não é um problema novo para a sociedade. Desde sempre estivemos expostos ao risco de confiar em algo que era mentira. Até mesmo nas conversas corriqueiras entre as pessoas no dia a dia estamos sujeitos a falsidades. Nunca se sabe se no meio de uma frase existe algo deturpado, tendencioso ou falso. O problema é que o digital ampliou isso. E como as mídias sociais possibilitam viralizar rapidamente uma publicação, nos pegamos várias vezes diante de conteúdo falso sendo levado adiante de um modo que ninguém consegue parar.

Tudo isso fez com que o tempo das pessoas se tornasse ainda mais valioso. Todas essas mídias guerreiam por nossa atenção e aí passamos a olhar apenas para aquilo que parecesse realmente fresco, inovador, relevante, credível, digno de nosso precioso tempo.

Já não basta mais abrir o editor de textos e escrever mais um artigo ou criar mais um vídeo. As mídias sociais e as pessoas estão saturadas deles. Um bom conteúdo ainda é capaz de gerar muitos negócios, educar mercados, tornar alguém uma referência em sua área, mas o modo como isso é feito precisa ser repensado, ou sua página será só mais uma perdida em meio a tudo isso.

A seguir, dicas práticas para a produção de conteúdos que realmente façam a diferença para seu público e realmente ajudem você ou seu negócio a gerar mais oportunidades, a ser visto em meio a tanta concorrência.

1.   Defina bem quem é seu público e entenda onde ele está: Com quem você quer falar? Que público é estratégico para você? Que perfil representa seu melhor tipo de cliente, aquele que você quer atrair? Ele usa a mídia em que você escolheu publicar um conteúdo?

2.   Entenda quais são as dúvidas, dores e objeções de seu público: Outro dia me perguntaram em uma palestra se seria legal produzir, para uma concessionária de rodovias, um post sobre o risco de morte ao dirigir embrigado. Eu sugeri, então, que usássemos o auto-completar do Google e juntos digitamos o termo “dirigir embrigado”. Logo percebemos que os termos que mais apareciam associados ao alto volume de pesquisa eram “pena” e “crime” em relação ao fato de dirigir bêbado. Isso nos mostrou que faria mais sentido produzir conteúdo que falasse não apenas do risco de morte, mas também da pena e da multa a que estaria sujeito o motorista que fizesse aquilo. Ali tivemos um claro exemplo sobre o que interessava mais ao público ler. E para saber o que o seu público quer, é preciso analisar dados, pesquisar tendências e insights e analisar palavras-chave. Além disso, pense nas objeções de seu cliente. Elas nem sempre são claras. Alguém pode não comprar seu produto porque pensa que ele é mais caro do que é, por exemplo. Esta é uma objeção.

3.   Lembre-se de que seu público não é homogêneo: nem todo mundo sabe o mesmo sobre um determinado assunto. Ao produzir conteúdo lembre-se de que seu público tem níveis diferentes de conhecimento. Há pessoas que estão começando agora a ler sobre aquilo, enquanto outros já sabem quase tudo e precisam de uma informação mais profunda, densa, que as ajude a decidir uma compra, por exemplo.

4.   Analise dados a seu favor: dados de CRM, entrevistas, observações, acessos ao site e páginas de mídias sociais, tudo isso será útil para lhe ajudar a produzir conteúdo que faça sentido.

5.   Humanize seu conteúdo: isso inclui escrever de um jeito mais descontraído, ser mais real, porque a vida não é sempre perfeita e polida e porque do lado de lá existe outro ser humano consumindo seu conteúdo.

6.   Publique regularmente: não basta escrever um texto aqui e outra lá. Para formar uma audiência e obter resultados é preciso produzir conteúdo regularmente. Porém, não basta virar uma maquininha e deixar a qualidade cair.

7.   Seja credível: se a internet está cheia de conteúdo falso, não seja você mais um a produzir algo que deixa brechas. Cite fontes, seja cuidadoso com a informação que você leva adiante.

8.   Descubra mais sobre o que pode prejudicar sua estratégia: por melhor que seja seu conteúdo, existem diversas questões que podem influenciar o resultado de sua estratégia no dia a dia. O site em si, o modo como o texto foi formatado, o jeito da equipe abordar ou atender, a comunicação da empresa e de seus produtos, a demora na resposta…

9.   Pense na experiência do leitor: um texto difícil de ler faz as pessoas irem embora. A experiência precisa ser positiva, a leitura precisa ser feita de modo fácil em qualquer dispositivo, a fonte não pode ser muito clara ou pequena, as frases podem ser menores e o texto sempre melhor formatado. Tudo isso ajuda na experiência.

10.Não fique só no Facebook: diversifique as mídias que você usa para publicar conteúdo. Um erro bem frequente das pessoas é ficar postando em uma só, querendo apenas mais e mais seguidores. Se esquecem de que a internet não é o Facebook. Por isso, varie e aposte em um blog próprio para atrair visitas.

11. Crie conteúdos evergreen: pense em conteúdos que sejam bons o ano todo. Aqueles que são muito factuais e pontuais são interessantes apenas por um curto período do ano. Da mesma forma, escrever sobre assuntos polêmicos poderá até lhe dar visualizações, mas não necessariamente vai gerar negócios ou criar uma imagem positiva sobre você.

12. Crie conteúdo para promover sua imagem profissional também: lembre-se de cuidar também de sua imagem. Conteúdo pode ser poderoso também para seu marketing pessoal, para mostrar às pessoas sobre a área que você domina, em que é especialista. Mesmo que trabalhe em uma empresa hoje, não deixe de cuidar de sua imagem, de sua marca pessoal. Algo que está em alta é treinar os colaboradores da equipe para que todos produzam conteúdo, uma excelente forma de cada um debruçar-se no assunto que mais domina. Mesmo que não escreva muito bem, alguém pode revisar o texto por você. Ao publicá-lo em seu LinkedIn, por exemplo, se o texto é interessante de alguma forma para a empresa em que você trabalha, ele pode ser destacado pela marca para que mais pessoas leiam o “artigo que nosso colaborador escreveu”. Isso será positivo não apenas para reforçar a imagem de referência na área da empresa, mas sobre você como profissional.

Flavia Gamonar é doutoranda em Mídia e Tecnologia, Mestra em TV Digital e pesquisadora sobre a nova ecologia dos meios. Professora em cursos de pós-graduação ministrando disciplinas relacionadas à carreira, TI, inovação, marketing e empreendedorismo (ESPM, USC, SENAC, UNIMAR).Co-fundadora do O que move o marketing e Linkedin Top Voices

http://adnews.com.br/adinsights/flavia-gamonar/como-ser-visto-na-internet-em-meio-tanto-conteudo.html

Inbound Marketing: o casamento entre a publicidade e o conteúdo

 

15 de Fevereiro de 2017  

Inbound Marketing

O inbound marketing, em uma tradução literal para o português, poderia ser chamado de ‘marketing de entrada’, mas também tem sido conhecido por alguns como ‘marketing de atração’ ou o ‘novo marketing’. Focado na conquista de clientes e não na venda de produtos e serviços, a estratégia baseia-se na produção de conteúdo de qualidade para ser compartilhado com o público potencial, por meio de técnicas do marketing online. Segundo os dados da Hubspot, 58% das empresas brasileiras estão praticando o inbound marketing, e 92% dessas companhias obtêm um retorno positivo.

Basicamente, qualquer empresa, independentemente do tamanho ou do segmento em que atua pode utilizar, desde que a base seja o conteúdo, publicando informações pertinentes e que tragam valor aos potenciais clientes.

Como funciona?

A metodologia do inbound marketing segue uma sequência lógica de etapas. Toda estratégia de sucesso deve passar pelas seguintes fases: Atração, Conversão, Fechamento e Encantamento. Essas etapas se complementam de forma inteligente.

Atração – Atrair um determinado público com conteúdos relevantes distribuídos em blogs, redes sociais, e-mails marketing, entre outros canais.

Conversão – Entregar esses conteúdos relevantes solicitando, em troca, alguns dados pessoais (nome, e-mail, telefone). Isso pode ser feito com de CTA’s (call-to-action), landing pages e formulários.

Fechamento – O trabalho de Atração e Conversão é propício para fortalecer o fechamento. Note que se um lead consome seus conteúdos relevantes, existe uma chance muito grande de ser um cliente em potencial.

Encantamento – Manter o contato, solicitar feedbacks, ofertar novas oportunidades e compartilhar dicas são fundamentais para transformar o seu lead em cliente e defensor da marca.

As vantagens do inbound marketing

O mercado está comprando a ideia de aplicar a metodologia do inbound marketing, pois é mais acessível que o marketing convencional, ou outbound marketing, que estávamos acostumados a fazer. A prática possibilita alcançar um público mais engajado e propenso a consumir um determinado produto ou serviço e, consequentemente, fidelizá-lo. Não ter uma estratégia desse tipo dentro de uma empresa pode deixá-la atrás de seus concorrentes.

Os resultados do inbound vão ao encontro dos investimentos efetuados. Com uma estrutura adequada para implementar essa estratégia e um budget inicial equivalente aos resultados que deseja alcançar, não tem erro: o resultado é certeiro!

A geração de conteúdo está em constante evolução

O inbound marketing anda lado a lado com as evoluções digitais e mesmo sendo algo novo, já se faz presente em diversas empresas. Porém, há muito que se desenvolver. Com a constante mudança do setor no decorrer dos anos, a prática deve acompanhar as novas tendências dos mecanismos de buscas, dispositivos móveis, e conteúdos interativos, tais como a realidade aumentada.

*Thiago Regis é diretor de novos negócios da agência de marketing digital Pílula Criativa

http://adnews.com.br/adarticles/inbound-marketing-o-casamento-entre-publicidade-e-o-conteudo.html

O meme é a mensagem

28 de Outubro de 2016 10h – Atualizado às 10:32

Gravena
Pedro Gravena, head de digital e inovação da Y&R

E se antes as propagandas mais marcantes tinham o poder de entrar nas conversas das pessoas, sobretudo através dos bordões publicitários, hoje parte da publicidade faz o caminho reverso, utilizando a web para identificar os assuntos mais quentes e assim estabelecer uma conexão com potencial para engajar ou impactar o público. Neste contexto, os famosos memes ganham destaque.

Isso significa que o mercado encontrou a fórmula infalível? Absolutamente não. Como qualquer outra apropriação ou referência, a abordagem precisa ser criativa e bem contextualizada, sobretudo para não virar mico ou piada… Ou quem sabe um meme sobre “como fazer algo ruim”.

Totalmente adaptado a esse curioso e dinâmico ecossistema da web, Pedro Gravena, head de digital e inovação da Y&R, fala sobre as peculiaridades dessa cultura de apropriação bem-humorada das conversas do público, além das oportunidades e desafios para as marcas e agências neste contexto. Confira:

Qual é o papel das redes sociais e particularmente da linguagem de memes no atual cenário da conversa entre marcas e pessoas?

Os memes são a nova conversa de praça. Os antigos jargões da propaganda funcionavam muito no contexto histórico de uma mídia principal (TV) pautando a conversa da praça. Hoje, com a entrada do digital e a formação de opinião através das redes sociais, qualquer um pode gerar conteúdo, e qualquer pessoa pode criar o próximo meme e ser o dono da conversa da praça. É nisso que as agências têm que ficar conectadas. O ideal é ficar com o dedo no pulso da cultura digital, tão conectado que um dia vamos poder gerar o próximo meme.

Qual a melhor maneira de saber se um meme é forte o suficiente para ganhar corpo numa campanha e sobreviver a conversas em todas as mídias possíveis?

O melhor caminho para saber se o meme encaixa numa campanha ou se ele tem força para gerar vários formatos é pensar pelo caminho inverso. A sintonia entre o meme e a campanha tem que ser determinada pela campanha, não pelo meme. Explico: o conceito da campanha vai dizer se ele permite que ela assuma o formato de meme. Conceitos mais sisudos, naturalmente expelem os memes, e conceitos mais soltos atraem. Depois de checar a sintonia entre conceito e meme, o melhor a fazer é testar, fazer um piloto, executar o meme de uma maneira simples assumindo o conceito da marca. No caso de Itaipava “Dia de Verão” foi isso que fizemos, um teste simples com uma locução adaptando o discurso do dia de maldade ao Dia de Verão, e espalhando nos nossos próprios contatos pelo Whatsapp. A aceitação foi imediata, e foi a partir daí que tivemos a ideia de expandir os formatos para radio e vídeo.

Quais são os desafios ao pegar carona em um meme?

Os desafios são muitos. Encontrar o meme certo para a mensagem certa é uma tarefa muito difícil. É uma questão delicada de sintonia entre os valores da marca e a linguagem utilizada. Temos sempre que lembrar que o meme é um formato vivo, que cresce com a participação das pessoas. E a participação das pessoas é incontrolável. Ter a ilusão de controle sobre um meme é o maio pecado que uma marca pode cometer. O formato do meme só se encaixa em marcas mais abertas ao diálogo. Se a marca é mais distante e fechada, o meme pode crescer e tomar um caminho de rejeição, por exemplo, e isso nenhuma marca, nem agência desejam.

O que é mais complicado? Acertar o timing da ação ou a sintonia da conversa?

Sem nenhuma dúvida acertar a sintonia. O timing também tem uma variável delicada, mas quem dita o timing certo ou errado é a sintonia. Se o meme está “atrasado”, mas abre um diálogo positivo com o consumido, ótimo. Se ele está no tempo certo e gera um ruído para a marca, é ruim. Prestando atenção na sintonia, o timing se ajusta.

Quais são as características das marcas mais suscetíveis a entra nessa linguagem de memes?

Sem dúvida as marcas mais abertas ao diálogo. Marcas que tem muitos “haters” podem se dar muito mal tentando absorver a linguagem dos memes. A razão de participar de uma conversa já estabelecida pode seduzir as marcas, mas no caso de marcas “pouco queridas” o tiro pode sair pela culatra.

Usar meme é uma tática perecível ou há muito caminho para ser desbravado pela frente?

Se é uma tática perecível não sei, sei que ela já tem mais de 10 anos de uso. Enquanto o meme fizer parte da cultura, ele funciona como um caminho possível para a propaganda.

http://adnews.com.br/internet/o-meme-e-mensagem.html

“O real time é o território do contratempo”

19 de Outubro de 2016 09h – Atualizado ás 09:30

Se para algumas marcas investir em conteúdo já significa um passo para fora da zona de conforto, imagine então fazer isso em tempo real, interagindo com os consumidores. As últimas mudanças no mercado de comunicação, aceleradas pelas redes sociais, exigem das empresas muito mais agilidade, flexibilidade, capacidade de reação e implicam os mais diversos riscos.

Por outro lado, essa loucura do “aqui e agora” oferece uma oportunidade de ouro em tempos difíceis para capturar a audiência, que hoje tem em suas mãos a escolha de consumir mídia onde, quando e como quiser, sem a interrupção de comerciais.

E para falar deste novo e precioso mundo chamado real time marketing, conversamos com Eduardo Camargo, fundador, CEO e CCO da Mutato, agência que traz na bagagem todo o trabalho desenvolvido para a Coca-Cola durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Quais são os principais desafios e oportunidades em trabalhar com conteúdo em tempo real?

O maior desafio, sempre, é cuidar de um processo muito complexo e que começa muito antes do real time, que é ter um time diverso e multifacetado que consiga atender a todas as demandas deste formato de produção de conteúdo. É preciso agilidade, capacidade de tomar decisões rápidas, olhar afiado, preparo para lidar com cliente e, em muitos casos, outras agências num só time. O objetivo é um só: tornar a marca relevante dentro daquele contexto. As oportunidades, no entanto, são muitas. As marcas cada vez mais “existem” em tempo real e constroem sua reputação por meio de conteúdo que dialogue com os interesses do seu público e que o faça querer interagir com elas.

Como as marcas e agências devem se preparar para lidar com os possíveis contratempos? O que o planejamento deve conter?

Real time é o território do contratempo. Os hits da campanha geralmente vêm dos acontecimentos não planejados ou inesperados. Uma final de futebol olímpico, uma vitória apertada no atletismo, a superação de um recorde olímpico. Então, neste contexto, contratempo é a regra – e tá tudo bem! Mas, é claro, há um alinhamento prévio – e feito ao longo de meses – que tem o cliente sempre ao nosso lado. Sempre partimos do entendimento de que tipo de conteúdo é relevante para o nosso público. A fase de “discovery” com o cliente é sempre muito intensa, buscamos o máximo de profundidade possível dentro dos desafios de comunicação da marca e do contexto. A partir disso, desenvolvemos a melhor estratégia de conteúdo, que também executamos. E aí esse planejamento é provado quando o Real Time começa: ideias fortes sem execução à altura viram conteúdos fracos, e ideias que antes pareciam menores ganham uma projeção grande num contexto inesperado. Portanto parte do desafio passa por montarmos times diversos (em todos os sentidos) e multifacetados, por colocar criação e execução sem fronteiras entre si.

Ideias fortes sem execução à altura viram conteúdos fracos, e ideias que antes pareciam menores ganham uma projeção grande num contexto inesperado.

Como funciona o processo de aprovação e alinhamento do conteúdo que será publicado? Como funcionou com a Coca-Cola nas Olimpíadas, por exemplo?

Neste caso, tínhamos uma base de conteúdos pré-aprovados e, o mais importante, estávamos num time grande, integramos uma equipe que incluía profissionais da Coca-Cola e das demais agências parceiras. Nós, então, tínhamos o cliente ao lado para discutir, definir e aprovar o que seria o conteúdo daquele dia. Além disso, com base na programação dos Jogos, já definíamos o que seria prioridade. Algumas situações são óbvias, como o final do futebol olímpico. Em 2014, durante a Copa do Mundo, criamos uma das peças mais lembradas do evento, entre todas as marcas, que foi o nó na garganta. Nos pareceu natural que, depois daquele 7×1, era preciso desatar o nó com o Ouro olímpico – e foi aí que nasceu este vídeo, com quase meio milhão de views.

Outro ponto que foi muito importante nos Jogos Olímpicos foram as ‘bottle emotions’: reações de surpresa, alegria, superação – todas expressas numa garrafa de Coca-Cola. Elas serviam para complementar a timeline com conteúdos em vídeo que dialogassem com o público da marca de forma ágil e, ao mesmo tempo, bastante relevante.

Em eventos comentados nas redes sociais, qual é o segredo para entrar nas conversas de maneira assertiva, sem interromper e aborrecer o público?

É uma combinação de fatores, que começa na formação do time da agência, que deve ser o mais diverso e multifacetado possível – e incluir pessoas que saibam o que o público da marca está consumindo, que tipo de piada vai engajá-lo, qual copy irá fisgar a atenção – sempre tão volátil – das pessoas nas redes sociais.

Além disso, é preciso um trabalho altamente estratégico que entenda a distribuição desse conteúdo. E é aí que entram parceiros de conteúdo e influenciadores. No caso de influenciadores, é preciso trazê-los para a mesa e co-criar. Eles são os maiores especialistas sobre o público que têm, e têm um papel fundamental em ajudar a traduzir as mensagens de marca em conteúdo relevante para sua base.

Num contexto em que o tempo é um limitante importantíssimo, não há como fugir de um modelo co-criativo, horizontal e 100% colaborativo

Como foi trabalhar o real time marketing da Coca-Cola durante os Jogos Olímpicos? Como a equipe se estruturou?

Foi uma experiência muito importante para nós, porque tivemos a oportunidade – e que agora estamos desenvolvendo com outros clientes – de trabalhar com times globais da Coca-Cola, uma vez que vencemos a concorrência também pelo Real Time Marketing global dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Isso teve um impacto significativo no tamanho da nossa equipe. Como produzimos conteúdo local e global simultaneamente, praticamente dobramos os times de Criação e Produção Audiovisual envolvidas. Como somos uma agência híbrida (temos uma produtora de filmes acoplada à agência), foram muitas pessoas envolvidas no projeto. Do nosso time fixo, tivemos 12 pessoas instaladas no Rio para a operação local e mais 3 para produção global em tempo real, trabalhando 100% dedicadas ao projeto, obviamente em parceria com o cliente e outras agências parceiras.

A partir de agosto, com todo o mundo no Rio, trabalhamos em total sinergia com a Coca-Cola e as agências parceiras, a exemplo do que já tinha rolado na Copa de 2014. A Coca-Cola Brasil tem um talento especial, uma certa vocação natural para montar times inter-agência, inter-fornecedores, de forma que todos se sintam parte de um grande e único time

Um ponto super importante, que é um aspecto muito forte no dia a dia da Mutato e se torna central aqui, é que boas ideias podem vir de qualquer pessoa envolvida no processo. Alguém da equipe de atendimento, do próprio cliente, de uma agência parceira, de uma produtora associada, pode sugerir um caminho criativo que por fim engaje o público tanto quanto uma ideia vinda da Criação. Num contexto em que o tempo é um limitante importantíssimo, não há como fugir de um modelo co-criativo, horizontal e 100% colaborativo. Não há espaço para departamentos isolados.

Mesmo o melhor dos planejamentos será parcialmente desconstruído e repensado durante a operação de Real Time

Quais foram os principais resultados e aprendizados obtidos durante esse trabalho das Olimpíadas?

O principal resultado é que o conteúdo que criamos e produzimos contribuiu para que a Coca-Cola se tornasse a marca que mais engajou consumidores durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, segundo um estudo da Sprinklr.

Um aprendizado para nós, como agência, foi de que mesmo o melhor dos planejamentos será parcialmente desconstruído e repensado durante a operação de Real Time. Há coisas que não são possíveis planejar, controlar e não acontecem premeditadamente.

E, em âmbito global, o grande aprendizado foi saber lidar com culturas e rotinas globais de uma marca como a Coca-Cola. Entender o que é prioritário num âmbito bem mais amplo (e distinto) do que a realidade brasileira – ou, se quiser, latino-americana – à qual estamos mais habituados a lidar no dia a dia.

Qual é o papel dos influenciadores na viralização do conteúdo dentro desse trabalho de real time marketing e como funciona o processo de escolha desses nomes, já que devem ser profissionais acostumados com a interação em tempo real?

Nós somos responsáveis pela estratégia de influenciadores de todas as marcas da Coca-Cola Brasil. A verdade mais importante que carregamos na construção dessa estratégia é a de que influenciadores não são canal de mídia, mas sim produtores de conteúdo. Então mais do que pensar na viralização, nós fazemos um trabalho muito próximo de cocriação de conteúdo. No caso dos Jogos Olímpicos, nós desenvolvemos a estratégia local e a global.

Renato Rogenski

http://adnews.com.br/adcontent/branded-content/o-real-time-e-o-territorio-do-contratempo.html