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Voice First + Data Strategy: A mudança do consumidor

data strategy

A necessidade de se comunicar é uma constante no comportamento do ser humano e não apenas entre usuários de internet. Com o advento das novas tecnologias nas duas últimas décadas, a comunicação passou por fases transformadoras. Do clique para o touch, caminhamos agora em direção à era da voz. Porém, o objetivo continua o mesmo: uma resposta rápida e assertiva. O tempo dos voice assistants está apenas começando e a pergunta que fica é: por que temos altas expectativas sobre um produto que ainda não caiu no gosto popular?

Por enquanto, o voice first não alcançou as massas, mas tem crescido e conseguido resultados impressionantes. Segundo dados do eMarketer (2018), 34% da população digital do Brasil fará uso da ferramenta até o final de 2018, enquanto nos EUA essa estimativa é de 37%, o que deve disparar o radar das empresas. O que estamos presenciando não é apenas o crescimento de uma nova tecnologia no mercado digital, mas uma movimentação que trará a necessidade da resolução de dois problemas constantes em muitas organizações: a personificação da marca e a personalização das mensagens.

As interações mediadas por voice assistants estão mudando o comportamento do consumidor. Ter um site estruturado e que disponibiliza a ferramenta de busca por comando de voz, por exemplo, exigirá que as marcas se preocupem em como funcionará essa interação e se ela abordará toda a estrutura do site, permitindo até um ciclo de compra completo. Sem contar o trabalho importante em cima das brand personasQuestões como tom de voz, gênero, comportamento e todos os quesitos que envolvem essa estratégia têm que representar os valores da marca e podem se tornar um grande diferencial na aquisição de novos consumidores, nos serviços de atendimento ao cliente e na resolução de crises. Atualmente, a Amazon e o Google já permitem compras feitas com o uso da Alexa e do Google Home nos Estados Unidos.

O consumidor está cada vez mais consciente e preocupado com os dados que compartilha e com os tipos de mensagens que o impactam. Esse é o momento das marcas se preocuparem em tratar seus clientes como indivíduos e não apenas como cookies. Elas precisam entender o que o consumidor quer, o que ele acredita e o que faz a diferença para ele. O diferencial na relação entre marca e consumidor será a proximidade, e ganharão as empresas que realmente conseguirem criar um laço com o usuário.

Essa evolução de comportamento afetará a relação do usuário com a internet, que não hesitará em questionar tópicos que acredita serem importantes. Será necessário rever todo o processo de estratégia de marketing, utilizando a mensagem, o canal e o momento certo. Estudar e entender qual a melhor forma de falar com o consumidor ajuda a evitar que ele se frustre com empresas e publicidade. Logo, tanto as brand personas quanto as brand stories terão de estar, obrigatoriamente, atreladas a uma boa estratégia de data.

A palavra-chave é evolução. Prova disso é o que disse o diretor comercial da Coca-Cola EUA, Michael Connor, durante o festival SXSW deste ano. Ele abordou o que chama de data cartel – definição usada para executivos de empresas detentoras de dados que, por motivos de excesso de cautela, não os utilizam em suas estratégias – e insiste que o mercado deve se despir do medo e usar dados a favor do negócio. Com um data strategy inteligente, responsável e transparente com o consumidor, criar essa ponte entre marca e usuário é sair na frente de muitos players, independente do seu segmento.

 

Vitor Botelho, coordenador de mídia na NewBlue

http://adnews.com.br/tecnologia/voice-first-data-strategy-mudanca-do-consumidor.html

Reforma em lei poderá impedir comerciais de bebidas alcoólicas

Um projeto prestes a ser votado na Câmara dos Deputados pode trazer grandes mudanças na veiculação das propagandas de bebida alcoólica.

O PLC 83/2015 prevê mudanças na Lei 9.294/96, que trata das restrições à publicidade de cigarro, derivados de álcool, medicamentos e defensivos agrícolas. A proposta determina que campanhas do gênero passem a ser veiculadas exclusivamente através de painéis e pôsteres na parte interna dos locais de venda. A linguagem também seria limitada, proibindo o incentivo de consumo ou associação do produto a hábitos saudáveis.

Para quem insistir nesse tipo de publicidade, as punições previstas no projeto sugerem o pagamento de multa variando de R$ 5 mil a R$ 100 mil.

A proposta também cria o Dia Nacional de Prevenção e de Combate ao Alcoolismo e às Drogas, com o objetivo de esclarecer a população os danos provocados pelo consumo excessivo.

Redação Adnews – 30 de julho de 2015 · Atualizado às 15h28

http://www.adnews.com.br/midia/reforma-em-lei-podera-impedir-comerciais-de-bebidas-alcoolicas

A importância do conteúdo para o planejamento de branding

Para se entender a importância do conteúdo para o planejamento de branding, é necessário ter o conhecimento dos termos branding ou brand management. São termos importantes que determinam o estudo e o planejamento do posicionamento de uma marca no mercado. É neste momento que empresas trabalham para a criação da personalidade da marca, quais são seus valores, seu público-alvo e as estratégias que deverão ser adotadas para manter uma boa conexão com o esse público.

Vale lembrar que o branding não funciona isolado dentro da empresa, é uma atividade complexa que envolve diversos aspectos que vão desde programação visual até as embalagens, passando pela comunicação corporativa, atendimento ao cliente, publicidade e relações públicas. Essa complexidade é o que determinará a personalidade da empresa, a atitude que ela terá com seu público e qual a percepção que o mercado terá dela.

Por muito tempo, boa parte do investimento das empresas em branding era focado na publicidade e outros canais de comunicação de mão única, mas o crescimento da internet e de canais mais interativos e personalizados, deu um maior poder ao público, criando a necessidade de outro tipo de comunicação. A partir de agora, o público possui os meios para interagir com as marcas e também acompanhar suas ações, diminuindo o poder da mídia de massa, que é mais facilmente controlada. É nesse contexto que o marketing de conteúdo se torna um poderoso aliado ao branding.

É por meio dessa estratégia que empresas conseguem se conectar com o público de uma maneira mais autêntica, criando canais para contar suas histórias, interagir e mostrar a personalidade da sua marca, trazendo mais valor para seus clientes. Com um público cada vez mais informado, eles esperam esse tipo de engajamento e conseguem ver quando o valor real da marca não condiz com a imagem que ela quer passar.

Para finalizar listo aqui quatro dicas essenciais para ter uma estratégia de conteúdo que irá elevar seu branding para outro nível:

1-    Crie um alinhamento autêntico entre os valores de sua marca e o conteúdo gerado por ela;

2-    Conheça bem seu público-alvo e sempre crie conteúdos relevantes, que agreguem valor, para esse público;

3-    Crie conteúdo com frequência, pois somente assim é possível criar uma audiência fiel;

4-    Por fim, sempre foque sua estratégia de marketing de conteúdo em relacionamentos fortes com o público.

Artigo de Vitor Peçanha, Co-Fundador da Rock Content, startup de Marketing de Conteúdo, que atua com o objetivo de ajudar empresas a gerar negócios por meio da geração de conteúdo estratégico.

26 de maio de 2015 · Atualizado às 09h25

http://www.adnews.com.br/artigos/a-importancia-do-conteudo-para-o-planejamento-de-branding

6 ações na loja que levam à conversão de venda

Inflação, endividamento, restrições na oferta de crédito e alta da inadimplência. São diversos os fatores que levaram as famílias a frearem seus gastos desde o ano passado, impactando diretamente os rendimentos do varejo. Para arrematar o cenário negativo, a Copa do Mundo levou a declaração de feriados em dias de jogos nas cidades-sede, com perdas de lucratividade de cerca de 10% em relação a um dia útil. Os esforços para levar o consumidor para dentro da loja, neste momento, são fundamentais, tornando estratégicas as ações nos pontos de venda.

Além de seduzirem as pessoas que passam em frente à unidade da marca, essas iniciativas devem mirar especialmente na conversão. As mudanças internas ou na vitrine apresentam como vantagem a facilidade de medição do retorno, já que os impactos tendem a ser sentidos imediatamente após a implantação. Outro ponto alto desses investimentos está no baixo custo de muitas iniciativas, que podem gerar resultados financeiros significativos.

A criatividade – e não, necessariamente, o valor empenhado – é o segredo do sucesso. “O ponto de venda tem papel fundamental porque é lá que tudo acontece. Mesmo que a marca anuncie, quando a mensagem chega ao comprador, ele está distante da mercadoria. Tudo que gravita em torno da loja tem possibilidade maior de conversão. Investir de forma holística nesse local traz bastante resultado”, garante Marcelo Bicudo, Vice-Presidente de Criação e Estratégia da Epigram, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Conheça seis ações no ponto de venda – algumas baratas, outras nem tanto – que podem impactar diretamente na conversão de uma loja.

http://www.mundodomarketing.com.br/inteligencia/dicas/319/6-acoes-na-loja-que-levam-a-conversao-de-venda.html

 

Entenda o “Cross Channel”

Por definição, o “Cross Channel Marketing” (Marketing entre canais) é o uso de um canal de Marketing para dar apoio ou promover outro, porem as pessoas confundem muito esta prática com “Multi Channel Marketing” (Marketing Multicanal), que se resume em utilizar diferentes canais de Marketing para transmitir uma mensagem.
Qualquer um pode fazer o “Multi Channel Marketing”, basta ter, por exemplo, uma página no Facebook, anunciar em revistas e mandar e-mails mkt, que pronto, estas juntas já são práticas multicanal. São poucas as empresas que sabem utilizar estratégias entre canais (Cross Channel) de forma eficaz, onde os consumidores são engajados com a marca em todos os canais de marketing.

“A estratégia Cross Channel objetiva uma solução integrada para as empresas, visando atrair e reter os consumidores multicanais de alto valor, possibilitando um crescimento sustentável através dos benefícios da inovação, do relacionamento e maior lucro.”
Conceito de cross channel
Todos os conceitos reforçam a necessidade estratégica comercial de múltiplos canais que incluam os segmentos de consumidores emergentes e influentes além de shoppers dos vários pontos de contato (touchpoints) como lojas, telefone, quiosques, catálogos, D2D, e-commerce e celular.
A curto prazo a grande oportunidade em Cross Channel Commerce vem de usar as novas habilidades dos canais emergentes para inovar o modelo operacional do canal tradicional dominante.
(Via Vendas 2009)

Os consumidores definem a sua estratégia de “Cross Channel”
Já está mais do que provado que a prática do “Cross Channel” quando bem feita é um fator de sucesso para as marcas, porem existem grandes dificuldades em coloca-la em ação. Primeiramente exige um complexo entendimento dos usuários de cada um dos canais a serem utilizados, pois o consumidor sempre tem maiores expectativas do que imaginamos.
Cada consumidor tem preferencia por diferentes canais de comunicação, por exemplo, se o seu cliente gosta de usar o Twitter e ouvir rádio, é claro que se deve voltar esforços e prioridade para estes canais, mas o mais importante de tudo é seguir a mesma linha de comunicação e promover um com o outro.
As preferências de seu consumidor determinam a força que se deve dar a cada canal de comunicação, ou seja, o cliente escolhe seus canais de comunicação e venda.

Mesmo sem saber que o “Cross Channel” é uma estratégia de venda, o consumidor automaticamente e inconscientemente busca por ela na hora de comprar um produto, pois na maior parte das vezes busca por recomendações, procura na Internet, pesquisa preços, etc.

Isso significa que as empresas devem unificar suas atividades comerciais por meio da interação em todos os canais. Está é uma ótima estratégia para atingir públicos diferentes e assim ampliar o mercado e aumentar as vendas e diversos caminhos de relacionamento.

Importância da estratégia “Cross Channel” para campanhas de Marketing
(% Executivos de Marketing Nível Sênior – USA)

Pense em Cross-channel e não em Multi-channel, fazendo isso, tenha certeza de que deu um grande passo para engajar seus consumidores.

Case REI
A empresa Americana REI que vende em sua maioria produtos relacionados a esportes, focou-se em sincronizar seus canais de varejo (Lojas físicas e e-commerce) em vez de colocar um contra o outro. Por exemplo, uma de suas recentes ações foi incluir no site a opção de retirada do produto comprado na Web em lojas físicas. O sistema permite o usuário escolher a loja que ele quer retirar o produto, e o melhor, não á custos para entrega. Um dos motivos porque este serviço se tornou muito atrativo é pelo fato das lojas físicas não possuírem a mesma variedade de produtos que o e-commerce.
Os resultados disso superaram todas as projeções, quase 40% das vendas feitas hoje em dia pela loja virtual são entregues nas lojas físicas, o que também causou um aumento nas vendas delas. Um terço dos clientes que escolhem buscar os produtos nas lojas físicas acaba comprando outros produtos. Estas compras “extras” resultaram em um aumento de 1% liquido em todas as vendas de todas as 70 lojas físicas. A ação teve o retorno de seu investimento em menos de 6 meses.

Case Apple
Existem muitos cases bem sucedidos de “Cross channel marketing” no mercado, dentre eles, há um da Apple que sempre gosto de citar:
Primeiramente olhando para a fachada e entrando nas lojas da Apple, nota-se a sinergia da comunicação em todos os canais utilizados pela empresa. Aproximando-se de cada um dos produtos, há um “Ipad” conectado na internet no site da Apple com todas as especificações do produto exposto e tudo que precisa saber. Caso se interesse pela compra, pode prosseguir e fazê-la Online, ou então pressionar um botão para que um atendente venha ajuda-lo. Assim que ele chega, decidindo por comprar o produto, todo o procedimento (Pagamento e impressão do recibo) é feito por um “Ipad” também, e ainda te dão a opção de retirar o produto no ato ou enviar para o endereço que quiser. Isso tudo sem contar a integração com as redes sociais e diversas formas de saber comentários de outros clientes para ter certeza da boa compra.

Case B&Q
B&Q é a rede de varejo líder no Reino Unido em artigos para a casa com 57% de share e faturamento de£3.8 bilhões anuais. A cadeia multicanal tem 330 lojas, sites de e-commerce, catálogos transacionais e três call centers.
Com mais transações online, queriam incrementar as vendas através do melhor entendimento do comportamento de seus consumidores e antecipar suas necessidades. Redesenharam seu site para atender três tipologias de consumidores com experiências de shopping cross-channel, baseadas nas preferências e objetivos dos visitantes.
Introduziram ferramentas avançadas de reserva e retirada, permitindo aos visitantes encontrar e comprar os produtos através do canal de sua escolha.
Ao adicionar essa possibilidade aumentaram as conversões em 40%, além de conduzirem um uso crescente para melhorias do lar, educação e inspiração.
(Marlety Gubel)

Case Party Pieces
Os Middleton voltaram para a Inglaterra em Setembro de 1986, e foi no ano seguinte que Carole Middleton teve a idéia de montar um negócio, a Party Pieces, uma companhia que vende material para festas infantis.
AParty Pieces é hoje uma empresa líder em vendas por catálogos e on-line na U.K.
Catherine Middleton. Duquesa de Cambrigde!!
(Marlety Gubel)

http://enext.com.br/blog/cross-channel/