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Clubhouse é lançado para o Android, mas com limitações

Após longa espera, o aplicativo de conversação por voz, Clubhouse, finalmente foi lançado para os usuários de Android. Saiba mais

Neste último domingo, 09, o aplicativo de conversação por voz, Clubhouse, finalmente foi lançado para os usuários de Android. Após um ano de exclusividade para iOS, os usuários nos Estados Unidos do sistema operacional do Google já estão utilizando o aplicativo. Enquanto aqui no Brasil, é possível apenas realizar um pré-registro na Play Store, para que assim que o aplicativo for disponibilizado, o download seja realizado de forma automática.

Clubhouse android
Foto: Wendel Martins/Adnews

A expectativa do lançamento oficial do aplicativo no Brasil, assim como o restante do mundo é para os próximos dias/semanas. Por enquanto, somente os usuários dos Estados Unidos podem utilizar o aplicativo, baixando diretamente da Google Play

Clubhouse chega para Android após sucesso no iOS

Logo após o lançamento para iOS, o Clubhouse se tornou um grande sucesso entre os usuários de iOS. Porém, com a exclusividade para o sistema operacional da Apple continuando por meses, juntamente com os concorrentes lançando funções semelhantes, muitos usuários perderam o interesse no aplicativo de conversação por voz.

Vale ressaltar, que o lançamento da rede social para Android acontece depois dos downloads do app para iOS terem caído para cerca de 922 mil em abril. Antriormente, em março, esse número era de 2,7 milhões de downloads, enquanto em fevereiro o app chegou em 9,6 milhões, segundo a empresa Sensor Tower.

Aplicativo chega com limitações

Inicialmente, a versão para Android, possui algumas limitações importantes em comparação a versão para iOS. Dentre as mudanças, está, por exemplo, a opção de seguir tópicos, criar clubes, vincular a conta do Twitter ou do Instagram, atualizar o nome de usuário e denunciar um palestrante por falas ofensivas.

Foto: Divulgação/Clubhouse

Além disso, pagamentos e outras funções de monetização também ainda estão fora, mas esses recursos devem chegar logo após a estabilização da versão inicial. Por enquanto, os desenvolvedores querem garantir que os servidores conseguirão aguentar a demanda de novos usuários que irão adentrar no sistema. Lembrando, que a rede social ainda exige convite para entrar no app

Realize aqui o pré-registro do Clubhouse diretamente na Google Play.

Wendel Martins – 10/05/21 – https://adnews.com.br/clubhouse-e-lancado-para-o-android-mas-com-limitacoes/

Facebook lança ferramentas para competir com Clubhouse

Novos recursos do Facebook permitirão que os usuários criem podcasts e até distribuam suas conversas gravadas3Shares3

Na segunda (19), o Facebook anunciou vários novos produtos de áudio, que devem chegar nos próximos meses e inicialmente, a um número limitado de pessoas. Os principais recursos são o Soundbite, o Podcasts e o Live Audio Rooms.

A ferramenta que bate de frente com o Clubhouse é o Live Audio Rooms, que chegará primeiro para grupos e figuras públicas como um teste e depois entrará para o Messenger, para que as pessoas possam interagir com os amigos. 

Os usuários poderão gravar suas conversas realizadas no chat e distribuí-las e, também será possível cobrar pelo acesso a essas salas por meio de uma assinatura ou taxa única. Além disso, o Star, sistema de gorjetas da plataforma, estará disponível para criadores de conteúdo individuais ou públicos.

Facebook Soundbite

Soundbite é um recurso para criar áudios curtos e clipes de áudio que podem ser usados para contar “pequenas histórias”, de acordo com a empresa. Num primeiro momento, o serviço estará disponível para poucos criadores de conteúdo.

Soundbite estará no feed de notícias e os usuários poderão gravá-los no “estúdio de som em seu bolso”, uma ferramenta separada do Facebook.

Facebook/ Divulgação

Podcasts

Os podcasts estarão presentes nas páginas dos criadores, e o Facebook declarou que vai ajudar os usuários a chegar até os áudios com base em seus interesses.

Facebook/ Divulgação

Parceria com Spotify

Zuckerberg disse que vem por aí uma parceria com o Spotify, que permitirá a transmissão de músicas e podcasts do app vizinho no feed de notícias. Ainda que Zuckerberg tenha declarado que o recurso é focado em música, os usuários poderão compartilhar podcasts do Spotify e permitir que as pessoas ouçam sem ter que sair do Facebook, apenas vinculando as contas

Heidy Orui Tujimura Ferreira – 21/04- https://adnews.com.br/facebook-lanca-ferramentas-para-competir-com-clubhouse/

Clubhouse supera TikTok em buscas; veja como a nova rede pode ajudar seu negócio

Lançado em 2020 e com acesso restrito por meio de convites, o aplicativo Clubhouse está no centro dos debates no Brasil. Após a entrada de nomes como Oprah Winfrey e Elon Musk, a nova rede social, baseada em conteúdo de áudio, tem atraído CEOs e personalidades e promete movimentar também o mundo dos negócios.

Segundo levantamento da empresa de dados e client aquisition Decode, as buscas de brasileiros pelo novo app chegaram a 2 milhões no último dia 7 de fevereiro, superando em 66% aquelas pelo TikTok. Enquanto isso, no exterior, os usuários já estão interessados no valor das ações do Clubhuse.

Para o CEO da Decode, Renato Dolci, CEO da Decode, o aplicativo se beneficia do senso de exclusividade e do crescimento do consumo de conteúdo em áudio impulsionado pelos podcasts para atingir um público qualificado. “O lançamento mirou nos early adopters, com a priorização da plataforma iOS e o sistema de indicações. Do ponto de vista de negócio, um dos resultados disso é justamente despertar o interesse de investidores”, sinaliza.

Como funciona o Clubhouse

O Clubhouse é uma rede social que oferece salas de bate-papos com temas diversos, de entretenimento a negócios e até mentorias, para as quais as pessoas podem encaminhar dúvidas, participar de conversas ou comentar o que novidades, sempre por mensagens de áudio. As discussões não são gravadas ou salvas.

Para a diretora da Agência Contatto, Talita Scotto, é importante, para as marcas, estar na rede social. “Não há como prever o futuro do aplicativo, mas já é visível que o formato agrada, tem grande potencial de gerar conexão entre pessoas, já está atraindo CEOs, personalidades e pode gerar negócios no futuro”, analisa.

Ela destaca que a rede social tem características mais voltadas para o aprendizado e a troca de conhecimentos e permite que profissionais de marketing, por exemplo, explorem a exclusividade e a estratégia da escassez que são a base do modelo atualmente.

“Com tempo determinado em cada sala e com capacidade para até 5 mil ouvintes ao mesmo tempo, o Clubhouse oferece engajamento em tempo real e capacidade de promover interação entre profissionais, celebridades e o acesso a grandes nomes do mercado de maneira simples, rápida e a qualquer hora”, pontua.

Conversas naturais e eficientes

Uma pesquisa recente da Deloitte apontou que o mercado de podcasts movimentou mais de US$ 1 bilhão em 2020. O Clubhouse chegou a um valuation de US$ 1 bilhão em apenas um ano. Outro estudo, da Walker Sands, mostra que um em cada cinco consumidores nos Estados Unidos já fez alguma compra por meio de um dispositivo controlado por voz, como o Amazon Echo ou Google Assistant.

Para o diretor de Marketing da Tatix Full Commerce, Felipe Russi, o sucesso da nova rede comprova a força de estratégias de áudio e voice search.

“A popularização de homekits e assistentes pessoais virtuais tende a tornar as compras realizadas por comando de voz cada vez mais comuns. É esperado que as conversas conduzidas por Inteligência Artificial fiquem cada vez mais naturais e eficientes. Enquanto isso, os recursos humanos ficam livres para as tarefas onde são insubstituíveis. E, baseando-se nos históricos de buscas e compras dos consumidores, as lojas podem oferecer recomendações mais assertivas”, observa.

Estima-se que, até 2022, o volume transacionado por assistentes de voz será de U$ 40 bilhões, de acordo com uma pesquisa da OC&C Strategy Consultants. “Hoje, o principal uso desses dispositivos é para escutar música, consultar notícias, buscar informações e previsão do tempo, por exemplo. Mas a tendência é que a ferramenta vá se tornando um hábito diário e com isso os usuários variem seu uso até chegar às compras, que é o que estamos enxergando com bons olhos como conveniência e também acessibilidade”, finaliza Felipe.

12 de fevereiro de 2021 – Redação – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/02/12/clubhouse-supera-tiktok-em-buscas-veja-como-a-nova-rede-pode-ajudar-seu-negocio/

Como o Clubhouse pode ser útil na indústria de comunicação?

Marcas podem usar aplicativo para se aproximar do público, prestação de serviços e promover debates sobre questões que afetam a sociedade

As definições de FOMO (sigla para “medo de ficar de fora” em inglês) não cessam de ser atualizados no aplicativo Clubhouse que, desde a semana passada, tem sido palco para conversas sobre diferentes assuntos que duram horas e, a cada momento, são alimentadas por novos usuários. Entre 30 de janeiro e 6 de fevereiro, as buscas no Google pelo app aumentaram em 525% em relação a semana anterior. Embora tenha acabado de ganhar popularidade no Brasil, executivos do mercado publicitário já enxergam possibilidades da união entre marcas e plataforma.

Para Rodrigo Tigre, da Audio.ad, Clubhouse deflagra poder do áudio (Crédito: William Krause/Unsplash)

Até então disponível apenas para celulares com sistema iOS, o aplicativo é uma espécie de podcast ao vivo ou então uma live sem câmeras em que moderadores podem permitir usuários ouvintes a contribuírem para o debate. Para entrar, é necessário receber um convite de um outro usuário ou então submeter um nome de perfil para ficar salvo como seu e esperar algum colega de sua lista de contatos autorizar sua entrada. O login é feito pelo número do telefone celular.

Inserido no universo do Clubhouse, o usuário pode selecionar temas de interesse, participar de clubes ou ingressar em alguma sala ativa que é exibida na primeira página do aplicativo. No app, já é possível ouvir debates sobre posicionamentos de marcas, criação de conteúdo, cultura do cancelamento, empreendedorismo e tantos outros.

O Clubhouse existe desde março de 2020 como um “tipo de produto social baseado na voz, permitindo que pessoas em todos os lugares falem, contem histórias, desenvolvam ideias e criem amizades ao redor do mundo”, descrevem os fundadores Rohan Seth, ex-funcionário do Google, e Paul Davidson, empresário do Vale do Silício.

Porém, o que proporcionou sua ascensão rápida para as discussões nas redes sociais nessa transição de mês foi a presença de nomes como Elon Musk, Mark Zuckerberg, Oprah Winfrey, Drake, Ashton Kutcher, Anitta, Luciano Huck, Boninho e demais celebridades participando de conversas. O app ficou conhecido pelo mercado publicitário quando executivos de agências e marcas aceitaram convites para entrar na plataforma.

Abre alas
Para Rodrigo Tigre, country manager da Audio.Ad, o ingresso do público se deu por conta da curiosidade entorno do aplicativo. Apesar disso, ele alerta para a desproporcionalidade do buzz. “Com certeza, o tuíte do Elon Musk expandiu a busca pela rede, pois ele é um influenciador grande e real. Outros influenciadores, como o Felipe Neto, deram visibilidade para a rede no Brasil, potencializando o buzz no país. Mas temos que tomar um pouco de cuidado. Há muito buzz em torno do Clubhouse, mas ele ainda é nichado. Sinto que ele está no núcleo de tecnologia e comunicação. Além disso, o acesso é apenas para iOS e ainda não foi aberto para o sistema Android”, pondera.

Se foram as celebridades e grandes empresários que proporcionaram uma leva de novos usuários à rede, o que fez eles ficarem foi o que a plataforma ofereceu enquanto comodidade e necessidade humana, indica Ana Carolina Targino, assistente de social listening e estratégia da CP+B Brasil. “As pessoas podem ouvir enquanto fazem outras atividades e, se tiverem interesse, ainda podem pedir para entrar no debate. Quantas vezes estamos ouvindo um podcast e queremos opinar e não podemos? Outro ponto importante é que muitas pessoas não se sentem à vontade com câmeras, e o fato de não precisar aparecer se torna muito relevante”, explica.

Ainda assim, os grandes nomes não deixam de estar entre as características mais marcantes do app pela proximidade antes impensável que ele oferece. “Além disso, pode proporcionar uma aproximação com pessoas que antes era quase impossível ou possível somente através de grandes eventos pagos e, mesmo assim, com limitações, porque mesmo nesses eventos há uma dificuldade em ter contato direto com grandes nomes”, coloca Targino.

Gui Rios, diretor executivo da SA365, remonta a atratividade da rede para aspectos mais instintivos do comportamento humano. “A voz sempre foi a forma mais natural para o humano se comunicar, não é por acaso que dispositivos inteligentes como Siri, Alexa e Google Home ficaram tão famosos ao ‘falar’ com as pessoas. Ou até o sucesso das mensagens de voz em aplicativos como o WhatsApp. Mas o que acredito que seja mais encantador é a possibilidade de juntar pessoas ao redor de uma ideia ou ouvir alguém que você admira construindo um raciocínio, batendo papo com alguém. Essa mistura de uma linguagem mais natural, senso de comunidade e a presença de formadores de opinião interessantes foi fundamental para a explosão do Clubhouse”, defende.

Aplicações
O executivo abriu uma sala na rede para mostrar aos clientes o potencial que vê na rede. Segundo ele, as marcas podem se beneficiar das salas para prestação de serviço ou entreter o seu público alvo como, por exemplo, para atendimento ao consumidor, em que técnicos e usuários colaboram nas dúvidas das pessoas em tempo real, aulas de culinárias patrocinadas e painéis de empresas com seus executivos sobre negócios e sustentabilidade. “Tudo numa plataforma espontânea, com baixo custo de implantação, possibilidades infinitas de correção de rota e muita proximidade com clientes e consumidores”, diz.

“Entendo que no Clubhouse as pessoas podem se divertir, aprender, fazer conexões significativas e compartilhar experiências com outras pessoas ao redor do mundo. Todos valores que algumas marcas têm explorado em sua comunicação. Então, se uma marca tiver como divertir alguém, ou ensinar algo, seja por seus porta-vozes, ou por criadores de conteúdo com quem tenha afinidade, poderá se aproximar do seu público no Clubhouse”, declara Rios. O aplicativo ainda não tem espaços publicitários.

Como alternativas à prestação de serviço, a executiva da CP+B acredita que o Clubhouse pode cumprir estratégias de humanização da marca ao aproximá-la do consumidor ao promover conversas que vão além do negócio da empresa e gerem benefícios sociais. Do lado de ouvinte, as marcas e agências podem usar o canal para obter insights criativos e em relação ao negócio. “Mas as marcas precisam estar preparadas para ouvir críticas também, lembrando que as salas na rede acontecem em tempo real e não há edição”, lembra.

As oportunidades são múltiplas. Para Tigre, é possível usá-lo como clube de leitura, mesa redonda, para ouvir comentários do Oscar enquanto a transmissão ocorre na televisão ou ouvir sua celebridade favorita comentar o Big Brother Brasil enquanto você assiste ao programa. “A diferença para outras redes é que a comunicação acontece via áudio, ao vivo e não fica gravada. O aplicativo traz algumas dinâmicas de rede social que já conhecemos, como o espaço de fala que já existe em outras redes. Mas essa é uma sala em que as pessoas entraram para falar, para discutir determinados assuntos ou apenas para ouvir”, propõe.

O poder do áudio
Ainda de acordo com o country manager da Audio.ad, o Clubhouse veio ocupar o espaço da voz entre as redes sociais, o que mostra como o áudio digital está cada vez mais relevante, consumido e buscado. O executivo ainda indica a flexibilidade da mídia áudio por poder ser consumida em diferentes situações como segunda tela.

“Fazendo uma análise das redes que já estão na nossa rotina, o Orkut tinha a comunidade, o Facebook trouxe o compartilhamento de ideias por texto, o Instagram é imagem, o Twitter é a sintetização da opinião, o LinkedIn é uma rede de trabalho e agora o Clubhouse traz a voz. Para o momento do áudio digital no mundo, faz todo sentido. Vale lembrar que foi a mídia que mais cresceu no Brasil em 2020. Ele funciona como uma segunda tela, sem necessariamente ter a dependência de uma tela”, argumenta.

Futuro
Mesmo que seja cedo para prever a evolução do aplicativo, o crescimento da base de usuários no Brasil pode revelar desafios para a plataforma, como disputa de audiência, já que o conteúdo não fica salvo, aponta Targino, e dificuldades de moderação dos pedidos de falas pelos ouvintes ou pelo conteúdo que pode ser dito, como discursos de ódio. “Textos de baixo calão ódio são mais fáceis para robôs. Em áudio ainda não há uma tecnologia tão apurada”, diz Tigre.

Thaís Monteiro – 9 de fevereiro de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/02/09/o-clubhouse-oferece-oportunidades-para-a-comunicacao.html