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AliExpress lança social commerce no Brasil; método permite reduzir preços em até 99%

OAliExpress lança este mês, no Brasil, sua ferramenta de social commerce. Chamado de “Pechincha“, o canal de social shopping oferece para os consumidores o modelo de negócios que incentiva usuários a compartilhar ofertas com seus contatos digitais e obter descontos progressivos em itens em oferta.

Para se beneficiar do novo modelo, basta o consumidor escolher um produto que deseja comprar no canal Pechincha, disponível no app do AliExpress, e compartilhar o link com seus amigos, familiares e conhecidos.

A cada nova pessoa que clicar no link compartilhado, o usuário que o dividiu nas redes sociais ou programas de mensagem obtém uma redução no preço final do item enviado a seus contatos. Um smartphone que custe R$ 1.000, por exemplo, pode ter seu preço reduzido em 20%, rebaixado à metade ou até mesmo sofrer um desconto de 99% e acabar vendido pelo preço simbólico de R$ 1.

O percentual de desconto pode ser acompanhado em tempo real pelo usuário que criou o link de compartilhamento no canal Pechincha e é proporcional ao engajamento gerado em torno da oferta escolhida, ou seja: quanto mais pessoas clicando, mais descontos.

Segundo o AliExpress, para que descontos sejam concedidos, não é necessário que os amigos e contatos do usuário do Pechincha façam nenhuma compra ou ação no site, a não ser clicar no link que receberam.

O recurso, que tem características de social game, já que os usuários são estimulados a somar cliques em suas ofertas, é válido por 24 horas após um novo link ser criado. Assim, o usuário interessado em descontos tem apenas um dia para mobilizar seus amigos e reduzir, ao máximo, o valor do item que deseja comprar. Após 24 horas, uma nova lista de produtos é gerada automaticamente para cada usuário e cliques sobre ofertas antigas do Pechincha deixam de valer descontos.

AliExpress no social commerce

O modelo de social commerce tornou-se um fenômeno de vendas nos mercados em que o grupo Alibaba, controlador do AliExpress, o lançou, como na China, local de origem do grupo. No país, o social commerce é um dos pilares que sustentam o crescimento das vendas digitais.

“A estreia do Pechincha, no Brasil, está alinhada com nossa estratégia de trazer para o país modelos de negócios e soluções inovadoras já testadas em outros mercados, contribuindo para acelerar a expansão do e-commerce brasileiro”, afirma Yan Di, country-manager do AliExpress no Brasil.

Para promover o canal Pechincha, o AliExpress promoverá até 11 de maio uma competição entre dois ex-participantes do reality Big Brother, a vencedora da edição 2020, Thelminha, e o influenciador Pyong Lee. Os ex-brothers deverão mobilizar seus fãs nas redes digitais para obter descontos em ofertas do Pechincha. Quem obtiver mais engajamento, ganhará o título de “Milionário de Pechincha” e um carro de luxo.

10/05/21 –  Redação E-Commerce Brasil – https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/aliexpress-social-commerce-brasil/

Alibaba investe em sustentabilidade neste Single’s Day

O Alibaba atendeu 1,3 bilhão de pedidos de entrega na edição deste ano do Single’s Day, também chamado Global Shopping Festival. Todo este volume de entregas gera uma enorme quantidade de caixas e, portanto, de lixo. Diante deste panorama, o Alibaba se comprometeu a fazer do maior evento de vendas do mundo uma data relacionada não apenas a consumo, mas também a sustentabilidade.

“Nos últimos dez anos, continuamos a estabelecer novos recordes da GMV e com isso nossa responsabilidade aumentou”, disse Jiang Fan, presidente da Taobao e Tmall. “O 11.11 deste ano não será apenas sobre nossos volumes GMV, mas também sobre desenvolvimento sustentável”.

Para esse fim, ele disse que o Alibaba montou estações de reciclagem de caixas e sacolas indesejadas – 40 mil delas – em toda a China, por meio da Cainiao Smart Logistics Network, enquanto seus parceiros de correio expresso estão hospedando outras 35 mil estações.

Esses 75 mil locais continuarão a funcionar como estações de reciclagem permanentes após o evento de vendas, ajudando a reciclar mais de 100 milhões de caixas anualmente, de acordo com as estimativas do Alibaba. A companhia também estabelecerá o dia 20 de novembro como o “Dia Nacional de Reciclagem de Caixas de Papelão” na China, implantando estações de reciclagem rápida em 180 bairros de Xangai, Pequim, Guangzhou, Shenzhen e Hangzhou naquele dia.

Para cada caixa reciclada nas estações de reciclagem de Cainiao, os consumidores podem escanear um código QR nos aplicativos Taobao, Cainiao ou Alipay para receber pontos de “energia verde” no mini-programa do Alipay Ant Forest. Seus pontos podem ser trocados pelo plantio de árvores nas áreas mais áridas da China, como as regiões desérticas da Mongólia Interior, Gansu, Qinghai e Shanxi.

O Alibaba também estima que mais de 50 milhões de pessoas tenham participado dos esforços de logística verde durante o festival de compras. Os consumidores podem se envolver online e offline, fazendo desde compras ecológicas até a reciclagem de embalagens.

Antes do evento, os consumidores puderam fazer parte do esforço de reciclagem por meio do aplicativo Mobile Taobao e receber “Meow Coins”, uma moeda de jogo interativa que se converte em descontos nas compras do 11.11. Mais de 20 milhões de pessoas utilizaram o aplicativo em 11 de novembro.

O Alibaba também está incentivando os consumidores a reciclar seus produtos indesejados, em vez de jogá-los fora. De 1 a 11 de novembro, a empresa organizou um programa de troca de aparelhos e eletrônicos nos aplicativos Taobao, Idle Fish e Alipay.

Os consumidores puderam doar dispositivos usados ​​de 80 categorias, de telefones e laptops a aparelhos de ar condicionado e máquinas de lavar, e receber compensação pelos itens reciclados, além de descontos especiais para comprar novos. Por exemplo, os consumidores poderiam receber até RMB 4.112 (US$ 587) pela reciclagem de um iPhone X, além de pacotes vermelhos no valor de RMB 411 para comprar um novo modelo.

O Tmall, o mercado de comércio eletrônico B2C do Alibaba, também realizou o descarte ecológico de produtos, como o recrutamento de mais de uma centena de produtores reais para fazer transmissões ao vivo promovendo o arroz de água salgada, uma alternativa mais sustentável à cultura de arroz, que faz uso intensivo de água do mar diluída em vez de água fresca.

A plataforma vendeu 358 mil kg de arroz de água salgada em apenas dez dias nas pré-vendas do 11.11. Isso representa o equivalente a 716.000 metros quadrados de terra que foram transformados de “terras residuais” afetadas pelo sal em terras aráveis.

Quase 40 marcas da Tmall, como L’Oréal e Giorgio Armani Beauty, optaram por usar materiais de embalagem ecológicos, como caixas que não precisam de fita adesiva. Eles enviaram 150 milhões de caixas livres de plástico no ano passado, ajudando a economizar mais de 200 milhões de metros de fita plástica.

A Cainiao também fez parceria com o Tmall Supermarket e Lingshoutong para promover a reutilização de caixas nas operações diárias. Hoje, mais de 70% de suas entregas são enviadas em caixas de papelão reutilizadas, em vez de novas embalagens.

Quando os consumidores fazem suas compras no supermercado Freshippo, no Alibaba, eles recebem pontos de energia verde do programa Ant Forest ao optar por sacolas plásticas. Os compradores do Freshippo contribuíram com quase 1 bilhão de pontos até outubro, o equivalente ao plantio de 560 mil árvores.

A rede também procurou ampliar seus esforços de redução dos resíduos de plástico, projetando embalagens mais eficientes, o que ajudou a economizar cerca de 70 toneladas de plástico.

Isso ocorre quando os consumidores chineses se tornam cada vez mais conscientes do meio ambiente. No início deste mês, o braço de pesquisa do Alibaba Group, AliResearch, disse que mais de 380 milhões de consumidores compraram produtos ecológicos em Taobao e Tmall no ano passado, a maioria dos quais é jovem: cerca de 41,8% desses consumidores nasceram após 1990 e 32,9% nasceram depois de 1980. Nas plataformas, as pesquisas por palavras-chave como “biodegradável” aumentaram 284%, enquanto por “coleta de lixo” aumentou 2 mil vezes.

Essas medidas seguem a campanha verde mais abrangente da Cainiao até o momento: a Alibaba Green Logistics 2020. A campanha apresenta esforços conjuntos de toda a empresa para melhorar a reciclagem de materiais, embalagens, planejamento de rotas e métodos de entrega para reduzir o desperdício e promover a sustentabilidade.

A Cainiao disse que seu algoritmo de desenvolvimento de embalagens inteligentes, que avalia itens comprados por categoria, volume, peso e área e, em seguida, combina os produtos com a forma de embalagem com maior eficiência de espaço, ajuda a melhorar o uso de embalagens de cerca de 290 milhões de encomendas por ano e reduz a quantidade de materiais desperdiçados devido à sobre-embalagem em 15%.

Para economizar papel, a Cainiao também expandiu o uso de etiquetas de envio eletrônico para substituir os adesivos de papel tradicionais. A empresa aplicou etiquetas de remessa eletrônica em cerca de 100 bilhões de encomendas nos últimos cinco anos, ajudando a compensar 1 bilhão de quilogramas de emissões de carbono.

“A logística verde é uma parte essencial do nosso modelo de negócios”, disse Niu Zhijing, que lidera a Campanha Go Green da Cainiao. “Acreditamos que a sustentabilidade só pode ser incentivada através de esforços conjuntos em toda a cadeia de valor, desde fornecedores de embalagens, plataformas e marcas de comércio eletrônico até empresas de entrega expressa, consumidores e formuladores de políticas. Todas as partes interessadas precisam agir em conjunto.”

“Também queremos inspirar os consumidores a agir, facilitando a participação por meio de pequenas ações”, disse Niu.

Novo Varejo 2.0 busca a combinação virtuosa possível

O conceito de New Retail (ou Novo Varejo) é de 2016 e foi proposto por Jack Ma, o icônico líder da chinesa, cada vez mais global, Alibaba, um ecossistema de negócios que tem valor de mercado próximo a US$ 455 bilhões.

O conceito desenhava a nova realidade no varejo com a integração entre o online e off-line com amplo envolvimento logístico e a tecnologia como elemento viabilizador de toda a evolução.

O New Retail, em 2016, era um dos conceitos propostos por Jack Ma para sua visão sobre a New Economy, que incluía ainda New Manufacture, New Finance, New Energy Source and New Technology. Em sua concepção, o New Retail era apenas uma pequena parte da cadeia mais ampla de negócios e desta forma deveria ser entendida.

Mas o impacto das inovações que a concepção do ecossistema de negócios Alibaba e outros trouxeram transcende em muito que acontece nos negócios e envolve a própria sociedade como um todo. E em todo o mundo e cada vez mais.

Especificamente no varejo, a integração tecnológica online, off-line e logística com o multirelacionamento precipitado pelos Super Apps está redesenhando toda a realidade do varejo, inicialmente na China, mas, gradativamente avançando para outras realidades, inclusive no Brasil. O seu potencial transformador nos próximos cinco anos por aqui será maior do que tudo aquilo que aconteceu no nosso varejo nos últimos cinquenta anos.

Mas, enquanto na China toda essa transformação é precipitada pela tecnologia e redesenhou a realidade dos negócios, do mercado e da sociedade, a partir dos Super Apps, em outras economias, também maduras, essa transformação acontece, porém com velocidade em menor escala, pelas estruturas, hábitos, agentes e práticas existentes.

Como parte dessa mudança na China, em torno de 80% das transações no varejo ocorrem com pagamento digital feito a partir do celular e não raro encontrar empresas, como a rede de coffee-shops Luckin, que anunciam não aceitar outra forma de pagamento que não essa. Assim como supermercados que também não aceitam outra forma de pagamento a partir de determinado horário, que não via celular.

Mas se você der um salto espacial e estiver no Hudson Yards, o novíssimo complexo multiuso inaugurado em março deste ano, em Nova Iorque, na operação da Citarella, uma combinação de loja de produtos gourmet, restaurante e wine bar, o aviso que encontrará é que também não aceitam dinheiro, apenas cartões de crédito ou débito.

Mas no Hudson Yards a arquitetura provocativamente arrojada, os novos formatos de lojas de redes globais e locais, o novo equilíbrio de produtos, serviços e soluções, combinados ou não, a predominância das marcas próprias no varejo, o design e comunicação visual únicos e pensados para constante mudança, as instalações criando interações, os elementos de tecnologia disponíveis com foco em conveniência e redução de atritos, o espaço dedicado à alimentação, entretenimento, saúde, beleza, bem estar e lazer, sinalizam mais um vetor de combinação de elementos que podem ser incorporados numa outra visão do Novo Varejo, com uma proposta mais focada na experiência, desta vez do lado ocidental do mundo.

New Retail 2.0

O que imaginamos como o Novo Varejo 2.0 é exatamente essa combinação virtuosa e emergente de elementos vindos da integração do que a tecnologia, os Supper Apps, o online e off-line, a logística e tudo o mais que redesenham a realidade do varejo a partir da China, com todos esses outros elementos que emergem das novas propostas envolvendo experiências, design, conveniência, arquitetura, soluções, marcas próprias e ênfase no bem estar e cuidados pessoais tão valorizados na realidade ocidental mais madura.

Esse desenho futurista não está ainda disponível em nenhuma proposta atualmente operacional, mas deve estar emergente na mente dos que pensam o futuro próximo, pois do lado da demanda, dos omniconsumidores 2.0, será natural buscar essa combinação virtuosa de elementos.

E se existe ainda espaço para maior ambição na proposta, ela deveria necessariamente conter as pessoas como o elemento catalizador fundamental de toda essa integração.

E aí talvez não exista espaço para avançar muito mais. Ao menos por enquanto.

AliExpress abre loja física no Brasil com compras feitas digitalmente

O AliExpress, pertencente ao Alibaba, abiu uma loja física no Shopping Mueller, em Curitiba. No local será possível fazer compras online e receber os produtos em casa, da mesma que seria feito por via mobile. A unidade será uma loja pop-up, com previsão de funcionamento por 30 dias como teste. O projeto foi feito em parceria com a empresa de pagamentos Ebanx.

A loja contará com uma vitrine digital em um painel de 30 metros, de forma semelhante às unidades da companhia na China, mas também contará com produtos físicos. Para fazer a compra, bastará que o cliente escaneie um QR Code e efetua a compra pelo smartphone.

“O shopping dá uma sensação de segurança ao consumidor. Colocar um e-commerce chinês nesse local ajuda a mudar a percepção de que os produtos de lá não têm qualidade. Há muito produto bom e vamos permitir que o consumidor tenha essas garantias”, explicou André Boaventura, sócio da Ebanx, destacando que a iniciativa tem como objetivo fornecer mais segurança aos consumidores brasileiros, já que muitos se sentem inseguros ao fazer compras no site chinês, temendo que os produtos não cheguem.

Customer centricity virou mainstream