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As tendências de marketing digital para 2021

Entre os próximos passos de desenvolvimento do setor, estão, shopstreamings, brand avatars, microcomunidades e dark social

Impulsionamento de vendas, ajuda na tomada de decisões, conhecimento de mercado, identificação de concorrentes, definição de público-alvo, criação de persona e investimento em mídias adequadas são alguns dos benefícios oferecidos pelo marketing digital às marcas. Em conversa com Eric Messa, coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e Diego Carmona, chief visionary officer da Leadlovers, o ProXXIma reuniu algumas tendências de marketing digital para 2021.

O marketing digital auxilia marcas a atingirem seu público-alvo da melhor maneira possível (crédito: reprodução)

Shopstreamings
O intuito de unir vendas à tecnologia de transmissão ao vivo, presente até então exclusivamente na TV, chegou à internet brasileira. A solução shopstreaming, que ficou conhecida neste 2020 por misturar a oferta de produtos e serviços em tempo real no ambiente digital com influenciadores, vai ser, ainda mais, utilizada por grandes marcas. “A tendência é que, em 2021, esse novo formato se desenvolva e ganhe mais corpo e aspecto de entretenimento”, diz Eric.

Social commerce
A integração de lojas virtuais à mídias sociais define o social commerce. A associação permite que o usuário interaja com o conteúdo oferecido pela marca, bem como classifique a qualidade de produtos e atendimento, deixando disponível comentários, compartilhamentos e outros recursos de redes sociais. O social commerce é ideal para quem deseja saber mais sobre um produto novo, por exemplo. Segundo levantamento da Salesforce, 72% dos consumidores costumam compartilhar experiências boas que tiveram em uma compra e 62%, experiências ruins. Para Diego, as vendas diretas sempre foram um grande canal de distribuição. “Mas, com os atuais problemas de emprego e renda, grande parte das pessoas vão descobrir o potencial do social commerce”. Em 2020, empresas, como Magazine Luiza e Ponto Frio, dedicaram-se a criar e melhorar estruturas de apoio às suas redes.

Aplicativos para desenvolvimento pessoal
Deve crescer o interesse por serviços que ofereçam alguma oportunidade de desenvolvimento pessoal, diz Eric. “O consumo desenfreado por pura ostentação já não atrai mais. Agora, a tendência é consumir aquilo que, de alguma forma, pode favorecer seu desenvolvimento ou cuidado pessoal”, explica. Uma empresa que vende equipamentos de ginástica, por exemplo, poderá oferecer para quem compra seus produtos um plano gratuito em aplicativo para aulas e treinos de atividade física. Quem comprar um apartamento pode ganhar uma assinatura de aplicativo de culinária, que oferece aulas assistidas por um sistema de inteligência artificial para ensinar aos novos moradores como tirar melhor proveito da sua varanda gourmet.

Brand avatars
Influenciadores digitais vieram para ficar e as marcas já se aproximaram deles. “Agora, é a vez das próprias marcas criarem seus influenciadores digitais”, afirma o coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital e da graduação em Publicidade e Propaganda da FAAP. Inspirado em influenciadoras artificiais como Lil Miquela, o Magazine Luiza remodelou a proposta da sua personagem Lu, que deixou de ser apenas uma garota propaganda e ganhou ares de influenciadora digital. Nessa mesma linha seguem Casas Bahia e Natura e, em 2021, mais marcas devem adotar a tendência.

Segmentação e automação
As empresas que se preocupam com segmentação e personalização saem na frente na corrida pela atenção do consumidor. “Por mais que o seu negócio atraia um público com interesses em particular, as pessoas são únicas e diferentes. Mas, a mensagem transmitida, muitas vezes, passa a ser a mesma, porque não há um trabalho para saber o nível de experiência e consciência de cada seguidor”, explica o profissional da Leadloves. Para mudar esse cenário, é preciso compreender a jornada de compra do cliente. “Aí, entra a importância da segmentação para uma comunicação assertiva. A automação de marketing possibilita isso, para quem usa da maneira certa”, diz. Conexão, mesmo à distância, será, cada vez mais, a chave para crescer no mundo digital, em 2021 e nos próximos anos.

E-mail marketing
Há tempos, as redes sociais e outras plataformas de comunicação entraram em cena. Com isso, muita gente pensou que o e-mail fosse morrer. Porém, ficou claro, afirma Diego, que os usuários sentiriam resistência em falarem com marcas via opções mais privadas, como WhasApp, Messenger e Telegram. “As empresas perceberam que o e-mail continua sendo a melhor forma de comunicação, no digital. Grande parte disso se dá por ser uma forma de não construir uma casa em terreno alugado, propiciando independência no digital”, afirma o chief visionary officer da Leadlovers. Em 2019, de acordo com a Statista, havia 3,9 bilhões de usuários de e-mails, número superior a uma das maiores redes social do mundo, o Facebook. “Além disso, com a chegada da Lei de Proteção de Dados (LGPD), o número de spams e envios não solicitados nos e-mails irão diminuir drasticamente. Isso é ótimo, pois abre espaço para que empresas sérias, com listas autorizadas e preocupadas em construir relacionamento com seu público”, adiciona.

Compras via celular
Por conta da pandemia e da menor presença da população nas ruas, o consumo no ambiente digital aumentou. “Mas mais do que isso, vários outros hábitos mudaram. Isso tudo aliado à chegada de maneiras mais fáceis de compra, como a autorização pelo smartphone e o novo Pix”, diz Diego. Em apenas seis meses, a proporção de pessoas, no Brasil, que realizaram compras ou pagamentos via smartphone aumentou de 85% para 91%, entre aqueles que acessam a internet pelo aparelho. Os dados são da pesquisa sobre m-Commerce e m-Payment, feita pela Panorama Mobile Time/Opinion Box, entre 10 e 21 de agosto deste 2020, com pouco mais de 2 mil brasileiros. “As pessoas tendem a comprar, cada vez mais, de forma mais impulsiva, já que não existe mais toda aquela burocracia antiga para a fechar a compra. Para quem tem cartão e aplicativos de bancos, nunca foi tão fácil abrir e tirar dinheiro da carteira”, afirma o profissional.

Curadoria e microcomunidades
O descontentamento crescente com os efeitos negativos do uso das redes sociais, como a polarização, a desinformação e os problemas de saúde mental, farão as pessoas adotarem um olhar ainda mais crítico. Os consumidores irão preferir envolverem-se em comunidades de nicho e mais restritas, capazes de oferecem a impressão de segurança, afirma Eric. “Nesse contexto, serão valorizados todos os movimentos de curadoria, em que as pessoas buscarão o apoio de influenciadores, especialista ou marcas para lhes ajudarem a separar o joio do trigo no mundo das redes”, diz.

Chatbots
Os chatbots, sistemas de inteligência artificial que interagem com usuários por meio de mensagens de texto ou fala, estão sendo, cada vez mais, usados por empresas de diversos setores. A tecnologia permite que marcas respondem às perguntas de clientes, forneçam suporte técnico e, até mesmo, realizem vendas. De acordo com pesquisa publicada na Chatbots Magazine, 69% dos consumidores preferem interagir com chatbots, por conta de sua habilidade de respostas rápidas para perguntas e problemas simples. “Basta ver o sucesso da Siri e da Alexa, por exemplo, para constatar esse fato. Concomitantemente, as empresas buscam acelerar seus processos de atendimento, relacionamento e vendas. O nosso tempo nunca foi tão valioso. As pessoas têm pressa”, avalia Diego. Por isso, diz, em 2021, mais marcas irão migrar para a inteligência de canais de comunicação automatizados.

Dark social
Dark social é toda comunicação, feita em plataformas sociais, e é privada, ou seja, que não pode ser monitorada pelas marcas e agências. As mensagens que circulam via WhatsApp e as direct messages do Instagram são exemplos para esse termo. “2021 é o ano em que marcas deixarão de usar esse espaço só como um canal de atendimento ao cliente”, afirma Eric. O dark social fará parte das campanhas de comunicação, com estratégias especificamente criadas para estimular a propagação da mensagem da marca dentro de canais privados

Victória Navarro – 4 de janeiro de 2021 – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/01/04/as-tendencias-de-marketing-digital-para-2021.html

Brand safety e brand suitability estão em alta no digital

Brand safety e brand suitabiltiy tornaram-se preocupações reais de executivos do mercado de publicidade digital. Estar longe de conteúdos falsos, negativos ou, até mesmo, polêmicos pode ajudar na construção de uma boa reputação de marca, bem como na concepção de campanhas efetivas, capazes de atingir o público-alvo mais estratégico possível.

Em 2020, segundo o eMarketer, os investimentos em publicidade digital, na América Latina, devem crescer 5%, atingindo os US$ 9,33 bilhões. De acordo com o Comitê de Brand Advertising, do IAB Europa, 77% dos heads de marketing consideram o brand safety uma prioridade. “Tanto o brand safety quanto o brand suitability ganham relevância, no mercado brasileiro e mundial, à medida que o relacionamento entre marca e cliente se estabelece. Afinal, existe uma reciprocidade de ideais que deve ser priorizada por ambos”, diz Henrique Paulino, CEO da Predicta. Apesar de serem termos, relativamente, novos no mercado, afirma Diego Sella, diretor de novos produtos da SimpleAds, “demonstram a crescente preocupação de anunciantes e grandes marcas com o ambiente onde suas propagandas são veiculadas online”.

Cerca de 77% dos heads de marketing consideram o brand safety uma prioridade, afirma o Comitê de Brand Advertising, do IAB Europa (crédito: Cottonbro/Pexels)

As diferenças
Segundo o IAB, o brand safety (segurança de marca, em português) refere-se aos cuidados que as marcas devem tomar para evitar que suas campanhas sejam associadas, de modo automático, com conteúdo indesejado. O objetivo é manter as marcas relacionadas a conteúdos de qualidade e que não prejudiquem sua reputação. A estratégia de brand safety leva em conta, por exemplo, bloqueio de palavras, a fim de prevenir que anúncios apareçam ao lado de conteúdo com termos específicos.

Entretanto, anunciantes precisam se atentar ao contexto de página e relevância, para proporcionar experiências com propósitos aos seus clientes, manter qualidade contextual e engajamento. Assim, entra o brand suitability (ambiente ideal para marca, em português), que indica quais são os ambientes mais favoráveis para o anunciante, levando em conta itens como público-alvo, padrão de comunicação e momento de abordagem aos usuários.

Antigamente, ter filtros de conteúdos sensíveis aplicado em campanhas já era considerado uma estratégia sólida de brand safety. Entretanto, atualmente, essa metodologia tornou-se básica.

Para Diego, o que define uma boa estratégia de brand safety e brand suitability é, primordialmente, o trabalho ao lado de fornecedores que oferecem tecnologia, bem como conhecimento operacional. “As tecnologias disponíveis permitem não só o uso de negativações padrão, mas também oferecem a liberdade para cadastro de domínios e palavras-chave indesejadas, evitando a associação da marca nestes ambientes”, adiciona Henrique.

Uma estratégia assertiva, sempre, afirma o profissional da Predicta, será aquela adequada e customizada para a marca. “Soluções engessadas, muitas vezes, não atendem a determinadas preocupações ou segmentos”, diz. É necessário entender os valores do cliente e seu contexto no mercado atual, para não só construir uma boa estratégia, mas para manter atualizadas as diretrizes de segurança.

Privacidade e segurança
A tendência é de que, fala o diretor de novos produtos da SimpleAds, a privacidade seja, ainda mais, discutida e exigida pelo mercado: “É essencial que adtechs e veículos fortaleçam essa relação de confiança com as marcas, publishers e o consumidor final”. Alguns pontos abordados por pelo brand safety e o brand suitability já tornaram-se padrão da indústria, como viewability e checagem dos fatos no ambiente do publisher. “A tendência é que essa segurança proporcionada por estes dois conceitos amadureça ainda mais e se torne o mínimo aceitável, principalmente com o aumento da exigência em relação à proteção de dados e transparência no uso deles”, acrescenta.

Henrique destaca que, mesmo diante da evolução natural da adequação das marcas à segurança, o uso de brand safety de forma drástica e rígida traz um impacto negativo no volume de inventário permitido, diminuindo o alcance e ritmo da campanha, assim como reduz a monetização dos publishers. Nesse contexto, o brand suitability é um aliado às marcas que querem equilíbrio de compra automatizada e segmentada, porém, em contextos adequados e controlados. “A evolução desta tecnologia, para maior assertividade e variedade de filtros, é ponto de atenção para o futuro”, diz.

JD.com aposta em live streaming, customização e digitalização de serviços

As lições da JD.com durante a pandemia podem ter se baseado inteiramente nas experiências dos consumidores chineses, mas as tendências em direção ao e-commerce, streaming ao vivo, customização e digitalização de serviços são tendências globais que já estavam sendo acompanhadas e que Ella Kidron, senior manager International Corporate Affairs da gigante do comércio eletrônico aponta como primordiais para ditar o futuro do varejo.

O ambiente do varejo é muito fragmentado, por isso é preciso estar sempre atento. Segundo ela, é importante que os clientes tenham uma experiência consistente em todos os canais. Alinhado a isso, Ella explicou que a JD se preocupa em engajar cada vez mais os seus consumidores para que todos estejam cientes das ações da companhia.

A executiva citou a importância do uso de ferramentas como Realidade Aumentada e Realidade Virtual. Ella explicou que os itens que as pessoas compraram até hoje seguiram um padrão distinto, principalmente conforme a pandemia progredia. “Nós olhamos para o consumo e a estrutura do consumo por completo. E ferramentas que facilitam a experiência do nosso consumidor serão sempre uma opção que continuaremos investindo”, disse.

Omnicanalidade

Uma das principais estratégias da cadeia de suprimentos por trás dos negócios da JD é o varejo omnichannel. “Digitalização e omnicanal não estão em conflito”, disse Ella. “Para um varejista, a maneira de medir o sucesso é a experiência do cliente. Os consumidores estão ficando mais sofisticados e têm demandas maiores.” No momento, existem muitos formatos de compras – online, offline, live streaming, comércio de conteúdo e comércio social, apenas para citar alguns. “Os consumidores têm uma necessidade muito forte de ter uma experiência consistente em todos os formatos de compra”, explicou.

Live Streaming

O surgimento do fenômeno live streaming também é algo que a JD está olhando estrategicamente. “Do nosso ponto de vista, se você der um passo para trás, a transmissão ao vivo é um tipo de conteúdo. Isso é muito importante, pois acreditamos que o conteúdo e o varejo convergirão no futuro”, disse a executiva.

A JD tem uma posição clara sobre transmissão ao vivo. Enquanto algumas empresas e plataformas veem a transmissão ao vivo como um negócio, a gigante do comercio eletrônico enxerga essa prática de transmissão ao vivo como uma ferramenta para capacitar os comerciantes”. Existem dois tipos de intenções de compra – compras por objetivo e compras por impulso. “O live streaming se adapta muito bem às compras por impulso”, disse Ella.

O modelo clássico de e-commerce é focado em economizar tempo – você abre o aplicativo, procura o produto que deseja e faz um pedido. Mas live streaming é mais sobre “matar o tempo”. “É adequado para alguns produtos e alguns momentos de compras.” –

 de Imprensa Mercado & Consumo – 15 de setembro de 2020 no Global Retail Show, https://mercadoeconsumo.com.br/2020/09/15/jd-com-aposta-em-live-streaming-customizacao-e-digitalizacao-de-servicos

Brand Lift: A Pesquisa que Mede a Interação da Marca com seu Público

Empresário com desenho de foguete nas costas, simulando o sucesso da empresa “decolando”

brand lift, de forma bem direta, é o aumento da interação da marca com o seu público devido a uma campanha publicitária.

Você já ouviu falar neste conceito? Ele avalia todo o impacto da comunicação da sua empresa com os seus consumidores, apontando os resultados e permitindo avaliar se as suas campanhas estão no caminho certo.

brand lift é uma das estratégias de marketing que se apoia nas pesquisas de satisfação (como é o caso das perguntas de NPS®) para ter insights importantes na tomada de decisão.

Continue a leitura para saber mais!

O que é Brand Lift?

Atualmente, é fundamental que as empresas invistam em avaliações para saber o que os consumidores e prospects pensam sobre os seus produtos e serviços. Somente com esse retorno valioso é possível avaliar se o seu negócio está no caminho certo ou se é necessário alterar suas estratégias de marketing.

Nesse cenário, se você deseja mensurar os resultados das suas campanhasconferindo como está a interação e aceitação da sua marca perante seus consumidores e prospects, o brand lift é a resposta.

Afinal, não há como medir o retorno sobre o investimento (ROI) se você não se apoiar em métricas importantes para o seu negócio.

Na prática, o brand lift se baseia em criar uma campanha estratégica e utilizar os indicadores de desempenho para conferir a aceitação do público, o reconhecimento e a interação.

Quais são as Métricas para Avaliar o Brand Lift?

gráfico mostrando indicadores subindo

Existem diversos indicadores de desempenho que você pode utilizar para mensurar os resultados das suas estratégias, certo? Porém, para avaliar o brand lift existem algumas métricas mais específicas. Veja algumas delas:

  • Intenção de compra: avalia se as pessoas têm (ou não) a intenção de investir no seu produto ou serviço
  • Awareness: avalia a percepção e conhecimento da sua marca perante seus consumidores
  • Recall: percebe se os seus clientes reconhecem a sua marca em ações publicitárias
  • Atitude perante a marca: considera a avaliação dos clientes sobre a sua empresa

Como Aplicar o Brand Lift?

Aplicar o brand lift exige tempo para testes. Primeiramente, é necessário ter um banco de dados atualizado para o envio dos questionários. Separe os contatos em dois grandes grupos:

  1. Aqueles que já tiveram contato com a sua marca (que foram expostos a um determinado vídeo ou campanha);
  2. Aqueles que nunca tiveram contato com a sua marca.

Na sequência, é preciso elaborar um questionário para enviar para esses dois grupos e comparar os resultados. Para formular o questionário é importante considerar que ele precisa ser breve e englobar perguntas de intenção de compra, recall, atitude perante a marca e awareness. Veja um exemplo de questionário:

  • Intenção de compra: você compraria um produto da [NOME DA EMPRESA] na próxima vez que precisar de um [PRODUTO QUE A EMPRESA OFERECE]?
  • Awareness: você se lembra de ter visto alguma propaganda da [NOME DA EMPRESA] nas últimas três semanas?
  • Recall: quando você pensa em [NOME DA EMPRESA] qual é a primeira coisa que vem na sua mente?
  • Atitude perante à marca: de 0 a 10, quais as chances de você indicar a [NOME DA EMPRESA] para um amigo?

Para ajudar a tabular as respostas, a plataforma binds.co permite personalizar os questionários e avaliar as respostas em tempo real. Assim, você tem mais tempo para reagir e alterar as estratégias imediatamente, principalmente se começar a receber muitas respostas negativas. Com isso, você consegue aproveitar seu investimento da melhor forma.

Como Ter um Brand Lift sempre Positivo?

árvore com palavras de sucesso

É natural que você queira que os resultados das suas pesquisas sejam sempre favoráveis. Afinal, investimos tempo e dinheiro para a construção de campanhas publicitárias e queremos ver um retorno positivo, não é mesmo?

Por isso, preparamos algumas dicas que podem te ajudar a ter mais retorno na hora de aumentar a interação da sua marca com o público. Veja quais são elas:

– Crie um Planejamento de Mídia Voltado ao Branding

Tenha uma excelente identidade visual em todas as suas campanhas publicitárias. Além disso, a linguagem, o formato e o tipo de conteúdo devem estar direcionados para a sua persona.

É essencial voltar todas as ações de marketing para o branding e explorar sempre o melhor da sua marca.

– Alinhe os Objetivos e as Métricas da sua Campanha

Determine as métricas do brand lift que você utilizará no seu estudo. Citamos acima quatro indicadores fundamentais para avaliação. Portanto, é essencial alinhar os objetivos das suas campanhas voltadas para esses indicadores.

Por exemplo: se você quer melhorar a métrica “intenção de compra” é essencial acompanhar a jornada do cliente e criar campanhas voltadas para o fundo do funil de vendas — você deve fazer isso com todos os indicadores.

Fonte das imagens: Depositphotos, Pixabay – 21/03/2019https://blog.binds.co/o-que-e-brand-lift/

10 dicas para dominar o Tik Tok

O TikTok é a plataforma social que mais cresce. Está rapidamente se tornando uma plataforma social de escolha para os jovens. De fato, a palavra “TikTok” agora é frequentemente usada como verbo por seus usuários, por exemplo, “Vamos TikTok juntos hoje”.

Muitas marcas decidiram que querem ter uma presença no TikTok. No entanto, eles não sabem o que devem fazer. O TikTok é tão novo que muitas marcas e profissionais de marketing ainda não têm certeza sobre sua relevância para eles ou sobre as oportunidades que oferecem.

Demos uma olhada no potencial do TikTok aqui. Oferecemos uma seleção de dicas de estratégia de marketing TikTok que você pode seguir para maximizar seu sucesso de marketing na plataforma.

Dicas de estratégia de marketing TikTok:


Por que as marcas gostariam de ser vistas no TikTok?

As gerações mais jovens são altamente cínicas em relação à publicidade tradicional. Em grande parte, eles deixaram de assistir à televisão convencional, ouvem menos rádio do que os mais velhos e recebem mais notícias pelas mídias sociais do que pelo jornal. Eles usam bloqueadores de anúncios on-line e “sofrem” a cegueira dos banners, tornando inútil muito do marketing on-line mais evidente.

No entanto, muitos deles passam o tempo no TikTok, em média 52 minutos por dia, e notam seus influenciadores favoritos do TikTok. Se qualquer uma dessas estrelas do TikTok recomendasse uma marca, seus seguidores provavelmente tomariam nota.

Muitas marcas já possuem uma estratégia de conteúdo, geralmente incluindo marketing de influenciadores. Portanto, é difícil para eles adicionar influenciadores do TikTok ao seu mix de marketing.


Noções básicas do TikTok

Os vídeos são, obviamente, o coração do TikTok. Mesmo se você pretende usar influenciadores para a maior parte do seu marketing TikTok, ainda deve abrir uma conta para sua marca e usá-la para criar e compartilhar alguns vídeos. Os vídeos do TikTok podem durar até um minuto, para que você possa criar vídeos curtos e rápidos. Isso não significa que você deve simplesmente transferir seus anúncios de televisão de 30 segundos para o TikTok, no entanto.

Você pode gravar seus vídeos no aplicativo ou externamente, enviando-os para o TikTok. Você também pode enviar músicas para adicionar ao seu vídeo. O TikTok fornece acesso direto a muitas faixas de música e possui um banco de dados totalmente pesquisável.

Você pode interagir com pessoas no TikTok com visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos.


Dicas específicas de marketing do TikTok

1. Use Hashtags adequados

Como muitas outras redes de mídia social, os usuários do TikTok contam com hashtags para catalogar seus vídeos e procurar clipes por assunto. Se os usuários clicarem na lupa “Discover” na parte inferior da tela, eles verão uma lista de vídeos classificados por hashtags populares.

Anteriormente, vimos como você pode usar melhor as hashtags no TikTok em nosso  Ultimate Guide to TikTok Hashtags . Alguns dos benefícios para uma marca que usa hashtags do TikTok são:

  • Para ampliar o alcance do seu conteúdo
  • Para identificar concorrentes
  • Para conseguir mais seguidores

Embora você deva incluir hashtags relevantes em seus vídeos, provavelmente evite as hashtags genéricas mais populares. É mais provável que seus vídeos cheguem a um mar de conteúdo. É melhor destacar seus vídeos em categorias um pouco menos populares. Como em todo marketing, você deseja que seus vídeos apareçam visíveis para as pessoas mais relevantes para sua campanha, portanto, não se concentre nas hashtags apenas porque são populares.

Além disso, lembre-se de que este não é o Instagram. Não fique tentado a usar 21 hashtags no TikTok. Fazer isso removerá o efeito de seus vídeos.

2. Siga as tendências atuais do TikTok

Outra maneira de usar hashtags como parte de sua estratégia de marketing é ficar atento às tendências de hashtags. Você pode criar e compartilhar vídeos relacionados a esses vídeos populares.

Lembre-se de que as tendências podem ser rápidas. Acompanhe regularmente as tendências do TikTok e esteja preparado para alterar seu conteúdo para acompanhar a moda.

Se você estiver compartilhando sua versão de um tipo de vídeo popular, não faça apenas uma cópia dos vídeos de todos os outros. Encontre uma maneira de tornar seu vídeo único.

3. Incorpore os influenciadores do TikTok em sua campanha

Não é por acaso que certas pessoas se tornam influenciadoras nas plataformas sociais. Geralmente, eles constroem uma reputação pela qualidade do conteúdo que compartilham. Portanto, vale a pena que a maioria das empresas construa relações de trabalho produtivas com as pessoas que influenciam seus clientes em potencial. Como escrevemos em  Como encontrar influenciadores do TikTok , “o TikTok gerou uma nova geração de influenciadores também; um grupo de pessoas que têm muito mais influência sobre os adolescentes e as adolescentes de hoje do que as estrelas de cinema ou televisão mais convencionais. ” Esses são precisamente os tipos de pessoas que você deseja do seu lado quando realiza suas campanhas de marketing TikTok.

4. Comente regularmente e incentive comentários em suas postagens

Como a maioria das redes sociais, o TikTok suporta o envolvimento frequente do usuário. Os comentários são uma excelente maneira de conseguir isso. Idealmente, você criará conversas com seus clientes em potencial.

O TikTok classifica os comentários pelo número de curtidas que eles recebem, portanto, pense em seus comentários, tornando-os significativos. Evite fazer comentários do tipo “bom vídeo” sem graça.

Da mesma forma, reserve um tempo para assistir aos vídeos de outras pessoas e fazer comentários cuidadosos sobre elas.

5. Post frequentemente

O TikTok é uma daquelas plataformas sociais que recompensam a postagem frequente. Quanto mais vídeos você postar na sua conta TikTok, maior será a probabilidade de você seguir a taxa de seguidores.

Quanto mais vezes você postar, mais simples será para as pessoas encontrarem sua conta e decidirem segui-lo.

6. Use efeitos TikTok em suas postagens

Como você pode imaginar, com milhões de vídeos compartilhados no TikTok, você precisa fazer algo diferente para se destacar da multidão. O TikTok oferece uma ampla gama de efeitos para ajudar nisso. Você os encontrará na guia Efeitos, divididos nas categorias Tendência, Novo, Interativo, Edição, Beleza, Engraçado, Mundo e Animal.

O TikTok inclui um efeito de tela verde, que permite que você use a imagem de sua escolha para substituir o fundo do vídeo, da mesma forma como costuma ver na televisão e nos filmes

7. Faça vídeos interessantes com descrições claras

Os vídeos do TikTok podem durar um minuto. Você não tem muito tempo para transmitir sua mensagem. E faça o que fizer, não apenas envie anúncios flagrantes – mesmo os anúncios oficiais do TikTok devem agregar valor ao seu público.

Você deseja que seus vídeos sejam visualmente atraentes, sem parecer que foram criados por uma agência de publicidade profissional (mesmo que você tenha trabalhado com uma agência para ajudar sua criatividade).

Embora possa haver momentos em que você usará suas descrições como provocações, na maioria dos casos, convém incluir uma descrição clara do que seu vídeo tem a oferecer ao público. Se possível, faça uma redação de tal maneira que as pessoas sintam vontade de comentar.

Escrever uma boa descrição também é essencial para fins de SEO. Em essência, você deseja que o Tiktok saiba sobre o que é o seu vídeo ao indexar o clipe e, esperamos, sugeri-lo ao seu público preferido. Lembre-se de incluir as palavras-chave mais importantes em suas descrições, mas elas precisam fazer sentido e não ser apenas uma coleção aleatória de palavras.

No entanto, você tem apenas muito espaço na tela. Para práticas recomendadas, prepare breves descrições rápidas.

Você pode redirecionar os vídeos que criou para o YouTube, Snapchat, Instagram ou Facebook, mas lembre-se de ajustá-los à limitação de um minuto do TikTok. Verifique se o seu vídeo é adequado para as informações demográficas que você está tentando segmentar no TikTok.

8. Use os anúncios TikTok

O TikTok agora possui um sistema formal de publicidade, facilitando a publicidade na plataforma. Eles oferecem três tipos de anúncios:

    1. Anúncios nativos no feed – estes são os mais próximos de um anúncio tradicional no TikTok. Você pode adicionar links de sites e botões Comprar agora no anúncio. Eles são anúncios ignoráveis ​​e você pode usá-los de várias maneiras.
    2. Anúncios de desafio com hashtag – com eles, um usuário recebe um banner que leva o usuário a uma página de instruções e regras do desafio em destaque. Você pode usá-lo para atingir consumidores específicos.
    3. Anúncios de aquisição de marca – eles usam uma mistura de imagens, GIFs e videoclipes vinculados a uma página de destino ou a um desafio de hashtag.

9. Defina um desafio de hashtag

Um dos tipos de anúncio do TikTok envolve patrocinar hashtags. Os desafios de hashtag são muito populares no TikTok. Eles são uma excelente maneira para as empresas aumentarem o engajamento e o reconhecimento da marca. Você configura um desafio para os usuários que compartilham vídeos tentando o seu desafio.

Um bom desafio de hashtag consegue incentivar a conversa sobre seu produto offline e em outros sites sociais. Até empresas de grandes nomes, como o McDonald’s, se envolveram – em seu desafio #bigmactiktok, os fãs tiveram que selecionar um gênero preferido de canto do Big Mac e depois dançar e gravar um vídeo do canto do Big Mac.

10. Misture conteúdo de marca

Como em todos os programas de marketing social, você precisa equilibrar o tipo de conteúdo que compartilha no TikTok. A maioria dos seus vídeos precisa entreter ou informar seu público. Se você criar um público para esse processo, poderá misturar mais alguns vídeos promocionais.

O usuário típico do TikTok ignora os anúncios, então você precisa primeiro criar sua credibilidade antes de liberar material publicamente flagrante. Muitas empresas descobrem que a melhor maneira de contornar esse desdém pela publicidade é fazer o upload de vídeos mostrando as pessoas que usam seu produto. Por exemplo, você pode fornecer uma série de dicas sobre como obter valor com seu produto ou talvez explicar como usar alguns de seus recursos mais obscuros (e demonstrar quais benefícios eles ofereceriam ao espectador).

Fonte: http://innovationinsider.com.br/10-dicas-para-dominar-o-tik-tok

Brasileiros usarão menos carros. O que os shoppings farão com suas vagas de estacionamento?

Shopping Center
Parece estar escrito nas estrelas que a reinvenção dos shoppings não será tão simples assim. Depois de assistir um dos seus conceitos essenciais, o do centro de compras, ser desafiado pelo crescimento do e-commerce, agora o setor percebe rachaduras em outro de seus pilares. Estou falando do declínio da era dos automóveis.

Interessante estudo global, divulgado no final do ano passado pela Kantar, aponta que, até 2030, os paulistanos reduzirão a utilização de carros em 28%. Por outro lado, pretendem aumentar a frequência de caminhadas em 25% e o uso de bicicletas crescerá 47%. Movimento semelhante acontece em outras cidades, tanto daqui quanto lá de fora.

Muitos são os motivos que conduzem às alterações no padrão de mobilidade urbana. A maior quantidade de pessoas trabalhando remotamente fará com que haja menos deslocamentos por obrigação e mais por prazer. De acordo com a pesquisa, mais de 37% dos entrevistados que ainda dirigem gostariam de deixar o carro em casa, se pudessem. Muitos desses desejam ser passageiros, ao invés de motoristas, para aproveitar o tempo no trânsito fazendo algo útil, o que é um estímulo interessante para os serviços de transporte compartilhado. Isso passa não apenas pelo Uber, mas também por aluguel de carros de curto prazo e aplicativos de caronas. A preocupação com o meio ambiente e a vontade de adotar práticas saudáveis também influenciam esta mudança de comportamento.

É verdade que no ranking de mobilidade urbana, criado pela Kantar, São Paulo ficou em penúltimo lugar, à frente apenas de Nairóbi, no Quênia. Isso significa que ainda temos muito chão pela frente, antes de aposentarmos nossos carrões. Porém, no item ‘usuários conscientes’, que avalia o nível de adesão a transportes pouco poluentes, Sampa ficou no oitavo lugar, mesma colocação do quesito ‘uso de aplicativos para mobilidade urbana’, que abrange desde serviços de navegação e planejamento de rotas, como o Waze e Google Maps, até provedores de compartilhamento de bicicletas e patinetes, passando, claro, pelos aplicativos como 99 e Uber. Em resumo, a mudança pode até demorar um pouco, mas há poucas dúvidas de que chegará mesmo por aqui.

Você pode estar se perguntando: afinal, o que tudo isso tem a ver com shopping centers?

O shopping center moderno foi idealizado, nos Estados Unidos do pós-guerra, tendo em mente principalmente o cidadão que se move sobre quatro rodas. Ainda hoje, da localização ao acesso, passando pela quantidade de vagas de estacionamento, por aqui regulamentada por leis municipais, o automóvel é protagonista na história dos centros comerciais. Além disso, no Brasil, as receitas produzidas pelos estacionamentos respondem por uma parte importante dos resultados do setor.

Por tudo isso, dá para afirmar que a mudança nos meios de deslocamento deve afetar bastante a maneira como as pessoas se relacionam com os shoppings, em especial nos dias úteis – já que o carro tende a ser usado mais frequentemente nas jornadas de lazer.

Atualmente, já estão em posição vantajosa os shoppings que possuem área primária mais densamente povoada, torres de escritórios no entorno e projetos de uso misto em geral, pela chance de contar com fluxo mais intenso durante a semana. Esse cenário tende a acentuar-se nos próximos anos, caso as conclusões da pesquisa da Kantar se confirmem. Também estarão bem posicionados os strip malls, orientados para atender as demandas da vizinhança.

Ao mesmo tempo, estatísticas que apontam para a redução no uso de carros podem embasar os argumentos da indústria de shoppings no sentido de serem revistos os números mínimos de vagas exigidas por lei. Isso liberaria espaço, hoje destinado aos veículos, que poderia ser mais bem aproveitado por outras operações, mais convenientes para os consumidores e mais rentáveis para os shoppings.

Os novos hábitos relativos à mobilidade urbana não surgiram de repente. Os sinais desta tendência já se fazem sentir há algum tempo. Isso significa que os shoppings mais antenados já vêm considerando essa perspectiva em seus planos estratégicos. Para fazer frente a mais esse desafio, portanto, precisarão seguir repensando a oferta de lojas e serviços, investindo em alimentação e lazer, reinventando o relacionamento com clientes e lojistas e, principalmente, criando novas fontes de receitas a partir das lacunas deixadas pelos automóveis, seja na forma de otimização das áreas de estacionamento ou na exploração cada vez maior de parcerias com aplicativos de transportes, locadoras de automóveis, locadoras de patinetes e bicicletas, compartilhamento de carros elétricos, empresas de delivery e outras iniciativas que fogem do uso tradicional desses espaços. Por outro lado, os que ainda não se deram conta do tamanho da encrenca que terão pela frente deveriam começar logo a correr atrás do tempo perdido.

Brasileiros usarão menos carros. O que os shoppings farão com suas vagas de estacionamento?

Starbucks investe em inovação para o futuro focando na conexão humana

No processo de torrefação de café, existe um dispositivo chamado “tryer”. Ele permite que o torrefador verifique o progresso dos grãos e, se necessário, fazer adaptações adequadas.

A palavra – o processo – é rica em possibilidades, assim como o recente laboratório de inovação da Starbucks que compartilha seu nome. O Tryer Center é um centro de criatividade e experimentação. É também uma representação física de uma mudança de cultura que coloca a “ideia em ação em 100 dias”.

O CEO da Starbucks, Kevin Johnson, dividiu o palco do NRF Retail’s Big Show com Stephanie Mehta, editora-chefe da Fast Company. Naturalmente, havia uma prensa francesa na mesa próxima, completada pelo café Jamaica Blue Mountain.

Não importa que a Starbucks seja uma organização gigantesca, com mais de 31 mil lojas em todo o mundo, 400 mil parceiros, que atende a mais de 100 milhões de clientes por semana. A Starbucks, com o veterano da tecnologia Johnson no comando, continua tentando coisas novas.

O trabalho é realizado em equipes pequenas e multifuncionais. Tudo é voltado para o impacto sobre parceiros e clientes. Há uma ênfase no aprendizado, em vez de sucesso ou fracasso. E, no centro de tudo isso, está o foco na conexão humana, mesmo com o crescente uso da IA ​​por meio de sua iniciativa Deep Brew.

“Como seres humanos, fomos criados para interagir uns com os outros”, disse Johnson. “É assim que obtemos energia. É assim que obtemos suporte quando lidamos com adversidades. É assim que compartilhamos alegria e sucesso em nossas vidas. Eu acho que um dos temas comuns daqui para frente é encontrar maneiras de criar conexão humana. Interação humana. O mundo precisa disso”, afirmou o executivo.

Johnson, que passou três décadas em empresas como IBM, Microsoft e Juniper Networks, falou sobre o uso da tecnologia para liberar mais tempo para que os parceiros possam gastar com os clientes. Isso pode significar, por exemplo, manter o inventário ou simplificar a programação da equipe. Pode significar também que os clientes peçam um café com antecedência e busquem com eficiência quando pressionados pelo tempo.

Mas também pode significar que o barista usa um microfone que usa processamento de linguagem natural, permitindo contato visual durante as conversas com os clientes, em vez de ter que olhar para baixo para digitar pedidos.

 

Por enquanto, tudo bem; as conexões com os clientes estão no “nível mais alto de todos os tempos”, disse Johnson, com aumentos nas ocasiões e nos ingressos dos clientes.

A Starbucks conseguiu atrair os melhores e mais brilhantes, disse ele, e isso vem com a visão de cima para baixo. A Deep Brew, por exemplo, permitiu à Starbucks atrair talentos de classe mundial para sua “estratégia digital humana em primeiro lugar”, trazendo aqueles inspirados não apenas pela possibilidade de inovação e pela chance de impactar a humanidade, mas também pela possibilidade de alcance. Considere, por exemplo, o anúncio da empresa de que eliminaria o uso de canudos de plástico até 2020.

“Houve uma resposta massiva nas mídias sociais”, disse ele. “Havia bilhões de pessoas no planeta torcendo por nós para dar esse único passo. Isso me diz que há uma oportunidade de fazer muito mais e é isso que pretendemos fazer”.

Também há muito a ser feito em escala pessoal. A Starbucks se posiciona como um “terceiro lugar” caloroso e acolhedor, um espaço que não seja o trabalho e a casa que oferece chances de compartilhar uma xícara e se conectar.

Desde o início, a empresa buscou “inspirar e nutrir o espírito humano – uma pessoa, uma xícara e uma vizinhança de cada vez”, disse Johnson, citando a declaração de missão da empresa.

E enquanto a companhia de 49 anos olha para o seu iminente 50º aniversário, ele disse: “Realmente estamos olhando e sonhando com o centenário.” Para construir uma empresa que perdura, há duas coisas que a Starbucks tenta fazer: “A número um é ter a sabedoria de perceber o que honrar e preservar do passado: a missão, os valores e a importância da conexão humana… E temos que sonhar ousadamente com o futuro.”

Neste trecho, Kevin Johnson explica como a automação está capacitando os funcionários a se conectarem com os clientes.

Com informações da NRF

Starbucks investe em inovação para o futuro focando na conexão humana

Um novo mindset na moda: menos tendências e mais propósito

Quando falamos em moda, todos nós já aguardamos novidades, referências, uma visão de futuro. A moda é para todos, democrática, futurista, inovadora e lançadora de tendências.

Mas essa percepção vem mudando bem rápido entre as novas gerações. A Geração Z, dos jovens de 18-20 anos, que são reais, espontâneos, engajados, buscam o “ikigai” ou propósito, a verdade deles, dos outros e das marcas que consomem acima de tudo. Eles têm como tendência a não definição, pois, para eles, sempre há um ponto de conexão, ponderação, receptividade e a identidade fluída.

Valores e causas reais que realmente importam para esse novo consumidor geram um checklist para marcas e empresas. E as perguntas que este público faz são: é livre de crueldade? Não usa plástico? Usa material reciclado? Realiza ações sociais junto à comunidade local?

Nesse contexto, vemos a ascensão de novos modelos de negócios como o de consignação. Nos Estados Unidos, a “Rent the Runway” proporciona as suas clientes um sistema de assinatura mensal de roupas em consignação. Você entra na loja com uma roupa e sai com outra. Qual mulher não gostaria de ter um guarda roupa novinho toda semana e que, além de tudo, é sustentável, compartilhado e atual?

Também se fala muito em upcycling. Totalmente diferente da reciclagem, os produtos são feitos a partir do reuso de materiais como peças de roupas usadas ou acessórios existentes. No Brasil, temos um exemplo que é a “Insecta Shoes”, marca de sapatos ecológicos veganos super transados. Os calçados são fabricados com garrafas pet, utilizam borracha reaproveitada e os tecidos e acessórios são de reuso. Reúnem em um só produto os conceitos de reciclagem e upcycling.

Nos Estados Unidos e Europa, grandes marcas como “ASOS” e “Urban Outfitters” possuem linhas vintage e de produtos que foram refeitos a partir de sobras de coleções. E, parece que o sucesso foi tão grande que as marcas estão investindo pesado nessa variável do negócio.

Para quem não está familiarizado ou antenado com essa demanda, fica a dica de sempre pensar se o negócio traz algum benefício para a comunidade local ou meio ambiente, se é sustentável e tem uma comunicação transparente com os clientes

Fachada Ativa, você ainda vai abrir lojas por aqui

Depois de 4 anos desde a sua promulgação, as cidades de São Paulo e Curitiba começam a receber os primeiros projetos incentivados pelo novo Plano Diretor Estratégico (PDE), projetos de edifícios mistos (residencial e comercial em um mesmo empreendimento) e com as chamadas fachadas ativas (espaços de uso não residencial no pavimento térreo abertos à população em geral). O PDE aponta as diretrizes para organizar a ocupação, o desenvolvimento e a expansão urbana de São Paulo pelos próximos 16 anos.

Comum nos anos 60, os prédios com saguão comercial devem voltar a ganhar força, pois o PDE incentiva a prática e prevê descontos para as construções que optarem por planejar os edifícios com a chamada fachada ativa, própria para a instalação de estabelecimentos comerciais.

Além de favorecer a integração das pessoas com as cidades, as fachadas ativas têm o objetivo de aumentar a segurança da região onde são construídas, devido ao aumento da circulação de pessoas no local. Dessa maneira, incentiva a mobilidade urbana, já que ter mais empreendimentos próximos da oferta de transporte público significa mais pessoas morando e trabalhando em locais com facilidade de locomoção pela cidade. Assim, é possível evitar o uso do automóvel.

Um dos exemplos mais conhecidos é o Conjunto Nacional, situado na Avenida Paulista, em São Paulo. Outro caso é o Brascan Century Plaza, no bairro Itaim Bibi, que conta com uma praça de alimentação ao ar livre, complementada por cinema e algumas lojas, livraria e serviços como ótica e agência de viagens. Além do clássico Edifício Copan, na Avenida Ipiranga.

Construtoras que sempre atenderam ao público residencial ou de escritórios como a Gafisa, a Cyrela e a Helbor estão criando departamentos especialmente dedicados para atender lojistas, numa lógica comercial de shopping centers, inclusive migrando muitos profissionais desta área. Praticamente todos os projetos lançados são de uso misto. Um deles, que está sendo erguido pela Helbor, prevê, além de lojas, cafés, restaurantes e conveniência, um cinema. Batizado de Helbor Wide, o projeto fica na Avenida Rebouças, próximo à estação Fradique Coutinho do metrô. O complexo inclui, além de um Hotel Hilton, 339 unidades residenciais com metragens de 35 m² e 55 m², um centro comercial e quatro salas de cinema que serão operados pela Cinemark.

Fachadas ativas, mais uma opção de expansão de lojas para varejistas. Enjoy it!

Havaianas inaugura primeira loja conceito com formato Shopper Mission Lab

A Havaianas reinaugurou sua loja no Shopping Iguatemi Faria Lima com um novo conceito. A chamada Havaianas Lab possui um formato Shopper Mission Lab, voltada para a conexão tecnológica, tendo como foco melhorar a experiência do cliente em todos os pontos de contato durante sua jornada de compra.

O objetivo do estabelecimento é ser uma espécie de laboratório para testar tecnologias. Outra unidade do conceito será inaugurada no início do ano que vem em Carnaby Street, Londres (UK).

A loja contará com telas interativas, provadores inteligentes, check-out móvel, lockers para retirada de compras online e vitrine infinita para compra de produtos disponíveis online. A Havaianas Lab irá promover coleções e ocasiões de uso para o usuário por meio da exposição dos produtos em moodlists. Oferecendo uma curadoria de produtos expostos fisicamente, a loja contará com o portfólio integral da marca digitalmente.

“Queremos ampliar a nossa conexão com o público jovem, e vamos nos comunicar com eles da forma com que ele está acostumado a interagir. Dessa maneira, a loja passa a ser organizada em moodlists, com seções por ocasiões de uso. A ideia é que, ao circular, o cliente descubra, além de novos produtos, inspiração de como usar nossas peças. É uma navegação com foco na descoberta”, explicou a diretora de marketing e inovação Global da Alpargatas, Fernanda Romano.

A nova loja também vai permitir que seja exposta uma coleção completa dos produtos da marca, o que nem sempre é possível no modelo tradicional de PDV. “Agora, o cliente vai ter acesso a modelos-chave na loja e ao restante em vitrines infinitas, graças às tecnologias implantadas. Nossa linha mais urbana vai ganhar novos espaços e itens colecionáveis, como as linhas de licenciados, também. Vamos explorar diferentes ocasiões de uso” explicou Fefa.

“Esses Shopper Mission Labs visam entender e identificar as necessidades dos consumidores da marca, monitorando estes dados, aprimorando os seus processos, formando e capacitando pessoas. Essas lojas laboratórios têm o objetivo de aprender com o consumidor e, a partir daí, realizar a melhor oferta para os seus clientes. Essas experiências sendo aprovadas ganharão outras lojas da rede”, explicou Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da GS&Consult.

A Two Design foi responsável por criar o conceito de moodlists no projeto de arquitetura flexível da loja. “Com a mesma lógica de consumo do Spotify, a loja não se divide em masculino, feminino, etc, mas sim em “lists” de moods, como, por exemplo: Brasilidades, Pé na Areia, Sinta o Verão, e por aí vai. Algo que muda a dinâmica de exposição e se encaixa à dinâmica de consumo atual”, disse Erick Machado, sócio e diretor criativo do escritório.

A agência internacional focada em produtos digitais Work & Co também fez parte do projeto, colaborando no desenvolvimento dos conteúdos dinâmicos e interativos da loja. “Num mundo em constante mudança, precisamos evoluir no mesmo ritmo do público. A Havaianas Lab é um espaço físico equipado com experimentos, com o objetivo único de aprender e melhorar a experiência de descoberta, compra, e do relacionamento com o seu público”, destacou Diego Zambrano, um dos sócios da Work & Co. e líder da conta da Havaianas.

Para responder mais rápido às expectativas e necessidades dos seus usuários, essa loja faz parte de um projeto maior do grupo Alpargatas que abre quatro Shopper Mission Labs até o fim do ano em São Paulo, Rio de Janeiro e Londres, em 2020. A companhia desenhou um novo modelo de lojas para as marcas Havaianas, Osklen e Mizuno para oferecer mais experiências e serviços. Os novos pontos de vendas são conectados com novas tecnologias e permitem que a empresa possa escalar inovações de forma acelerada e eficiente.

“A consultoria da Gouvêa de Souza vem ajudando a Alpargatas a entender e identificar as necessidades desses consumidores, a partir de softwares como o Facemedia, onde traduzimos e correlacionamos todos os comportamentos assinalados nessas lojas, traduzindo isso em experiências, em um melhor sortimento de vendas, em formação e capacitação de suas equipes”, contou Rebetez.