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Eficiência no Digital: User Experience (UX) tem papel decisivo para marcas

No mundo contemporâneo, UX tornou-se indispensável na comunicação e nos negócios; área vem crescendo em agências. Saiba mais

O surgimento das tecnologias digitais trouxe impactos significativos sobre as formas de apresentar produtos e, num cenário supercompetitivo e difuso, nunca foi tão difícil atrair e manter a atenção do cliente diante da imensidão de marcas e itens disponíveis a apenas um clique. Além disso, se antes, os consumidores decidiam suas compras baseando-se no produto em si e numa quantidade limitada de informações, hoje os hábitos de consumo são muito mais complexos. Cada vez mais as novas gerações avaliam toda a experiência que têm com as marcas, estabelecendo com elas uma relação muito mais íntima e criteriosa. Nesse contexto, uma área tem ganhado um crescente destaque: o User Experience (UX).

User Experience (UX), que significa, literalmente, “a experiência do usuário”, um campo muito mais amplo do que apenas o relacionado a interfaces digitais, como explica Guilherme Andrade, Head de UX na agência Gotcha!.

“O User Experience vai muito além de desenvolver sites e funcionalidades, ele abrange toda uma pesquisa minuciosa, captando o máximo de dados possível, traçando todos os pontos de contato que o cliente tem com o produto e a marca, para realizar, assim, um diagnóstico completo dos problemas e apontamento das possíveis soluções”, explica Andrade.

Ou seja, o profissional de UX é responsável por analisar todas as interações que o usuário tem com o produto ou serviço, levantando todas as suas dificuldades e propondo ajustes e mudanças a fim de tornar a experiência do cliente tão prazerosa e satisfatória a ponto dele esquecer até o nome dos concorrentes. “Com um mapeamento preciso é possível entregar uma análise tão detalhada que, muitas vezes, o cliente muda até a percepção de seu modelo de negócio, pois recebe uma consultoria muito aprofundada. Hoje, o User Experience tem um papel estratégico e indispensável para qualquer empresa que deseja ter destaque e relevância no mercado”, aponta o UX designer.

Vivendo o dia a dia da empresa

Para desempenhar esse papel estratégico, Guilherme Andrade explica que na fase de mapeamento, muitas vezes, a equipe passa semanas imersa na empresa que está analisando, acompanhando o dia a dia de todas as operações e identificando todas as necessidades do usuário. Somente após esse período de análises, conhecido como Product Discovery, é que são propostas as melhores soluções para o negócio.

“Muitas vezes, pequenos ajustes além de gerar impactos positivos na experiência do usuário também resultam em redução de gastos desnecessários na empresa”, ressalta Andrade.

No entanto, como o Head de UX aponta, para obter esses resultados, é preciso uma grande sinergia entre diversas áreas, como Criação, Relações Públicas, entre outras. “Na Gotcha! temos o diferencial de conseguir entregar todos os pontos relacionados à UX dentro de um só escopo e orçamento, pois temos essa visão 360º, integrando todos os departamentos, o que proporciona um resultado muito mais alinhado aos objetivos de crescimento de uma empresa ou marca”, conclui.

Adnews – 14/06/21 – Eficiência no Digital: UX tem papel decisivo para marcas (adnews.com.br)

Facebook e Instagram anunciam novas formas para ajudar criadores a monetizar

As atualizações de hoje são parte dos esforços para apoiar criadores enquanto constroem suas carreiras nas plataformas do Facebook e Instagram. Eles estão fazendo um progresso incrível e teremos mais informações para compartilhar nos próximos meses.

Na sessão de abertura do Creator Week, Mark Zuckerberg compartilhou algumas atualizações e disse: “Nosso objetivo é ser a melhor plataforma para criadores de conteúdo como vocês ganharem dinheiro. E, se você tem uma ideia que deseja compartilhar com o mundo, você deve ser capaz de criá-la e divulgá-la com facilidade e simplicidade – no Facebook e no Instagram – e então ganhar dinheiro com seu trabalho”.

Como o Facebook e o Instagram ajudam você a ganhar dinheiro

No Facebook, eles ampliaram os produtos de apoio aos fãs (como Assinaturas de fãs e Estrelas), disponibilizando-os para ainda mais criadores de conteúdo. Como por exemplo:

Assinaturas de fãs: os fãs podem demonstrar apoio direto a você por meio de pagamentos recorrentes mensais. Agora, qualquer Página nestes mercados que atenda os critérios de qualificação poderá se inscrever aqui.

Estrelas: as Estrelas são ótimas para ajudar você a obter receita nos streams ao vivo. Seus fãs podem comprar Estrelas e enviá-las para você nos comentários. Além disso, agora é possível definir metas de Estrelas, adicionar cartões de agradecimento automáticos e outras ferramentas no Estúdio de Criação. Os criadores de conteúdo nestes mercados podem expressar interesse e começar aqui.

Os anúncios in-stream continuam evoluindo no Facebook, permitindo que você monetize mais tipos de vídeo com anúncios. Entenda mais abaixo:

Anúncios em vídeos curtos: use anúncios de imagem e post-roll para monetizar conteúdo de 60 a 180 segundos de duração com anúncios de imagem e post-roll. Estamos testando esses dois formatos de anúncio sem interrupção em vídeos curtos envolventes, além de investir em soluções de monetização para conteúdo de longa duração.

Anúncios para vídeos ao vivo: agora, os vídeos ao vivo podem ser usados para anúncios de uma maneira totalmente nova. Monetize vídeos transmitidos ao vivo e permita anúncios mid-roll no seu stream ao vivo enquanto o stream é exibido em uma janela menor.

Novas experiências de anúncio: estamos trabalhando para aumentar os pagamentos gerais dos criadores de conteúdo no Watch. Por exemplo, estamos testando uma opção que permite que as pessoas comecem a assistir aos vídeos no Feed de Notícias e continuem assistindo no Watch após visualizarem um anúncio curto.

Também eles estão ampliando o acesso para criadores de conteúdo do Facebook e Instagram para o Gerenciador de Colaboradores da Marca, que ajuda você a encontrar parceiros de marca em potencial e colaborar com eles.

Para criadores de conteúdo que organizam eventos online, eles começaram a convidar Páginas do Facebook para uma nova forma de monetização, chamada eventos online pagos.  Nela, há uma cobrança de uma taxa única de acesso quando os convidados se inscrevem para participar do evento. Em breve, teremos mais novidades para compartilhar.

Recentemente, também foi anunciado algumas atualizações interessantes sobre maneiras de ganhar dinheiro por meio do Instagram Live e IGTV. De início, ainda estão testando os selos no Instagram Live. Eles podem ser comprados pelos visualizadores que desejam demonstrar apoio aos seus criadores de conteúdo favoritos. Os fãs que comprarem selos no Live ficarão em destaque nos comentários e desbloquearão recursos adicionais, incluindo inclusão na lista de detentores de selos do criador de conteúdo e acesso a um coração especial.

Eles ainda introduziram anúncios no IGTV para dar apoio aos criadores de conteúdo, compartilhando a receita do anúncio. Os anúncios de vídeo serão desenvolvidos para dispositivos móveis, com até 15 segundos de duração. Ainda estão testando várias experiências nos anúncios do IGTV com um grupo pequeno de criadores de conteúdo e anunciantes nos EUA. E ampliaram o recurso aos poucos conforme aprimorarmos a experiência.

No começo deste mês, também foi apresentada ótimas novidades sobre as Lojas do Facebook além dos investimentos que temos feito em recursos como a loja do Instagram, compras ao vivo e muito mais, facilitando a compra e venda online. Os criadores de conteúdo e as marcas poderão marcar os produtos em suas Lojas ou no catálogo do Facebook antes de disponibilizá-los online. Esses produtos serão exibidos na parte inferior do vídeo para que as pessoas possam tocar facilmente neles para saber mais informações e comprar.

Melhorias no novo Estúdio de Criação

É provável que você já saiba gerenciar, publicar e monetizar vídeos em uma única localização centralizada usando o Estúdio de Criação. O Facebook acaba de compartilhar as melhorias feitas na experiência do Estúdio de Criação com o aplicativo de criação e agendamento de publicações no Estúdio de Criação, e a possibilidade de entrar no Estúdio de Criação usando as credenciais do Instagram, além de novas informações.

Agora, estão ampliando informações de vídeo com o Estúdio de Criação para ajudar você a controlar mais seu conteúdo. Você encontrará informações mais detalhadas no novo painel de detalhes de vídeo no Explorer, além de métricas por hora para seus vídeos.

Nicole Fanti Siniscalchi – 09/06/2021 – Como o Facebook e o Instagram ajudam você a ganhar dinheiro (adnews.com.br)

Instagram passa a fornecer novas métricas para Reels e lives

Dados sobre visualizações, alcance, usuários e compartilhamento agora estão disponíveis para que os criadores do Instagram possam acessar

Nesta segunda (24), o Instagram anunciou o lançamento de novas métricas para o Reels e as transmissões ao vivo realizadas na plataforma. A novidade permite que os criadores saibam mais sobre o desempenho de seus conteúdos e sobre o público que os assiste. Segundo a rede social, durante o ano haverão mais aperfeiçoamentos nas funções de vídeo e opções de monetização.

As informações liberadas para o Reels são o número de reproduções, contas alcançadas, curtidas, comentários, vezes em que o conteúdo foi salvo e compartilhamentos. Para as lives, métricas sobre contas alcançadas, visualizações simultâneas, comentários e compartilhamentos. O Instagram ainda acrescentou que afirmou que está trabalhando para que os dados sobre o alcance sejam mais apurados.

Além disso, o Instagram pretende aumentar o acesso às métricas, dando informações sobre períodos de tempo diferentes. Atualmente, são duas opções disponíveis: 7 e 30 dias, deverão ser adicionadas mais três, sendo elas: últimos 14 e 90 dias, e mês anterior. A rede social ainda deve trazer as métricas dos Stories e Feed para a versão desktop.

Reels Instagram métricas
Instagram/ Divulgação

“Os criadores sempre estiveram no centro do Instagram e são uma verdadeira inspiração para a comunidade. É importante para nós que eles possam contar suas histórias, construir uma audiência e desenvolver seus negócios na plataforma”, declarou Gonzalo Arauz, Diretor de Parcerias do Instagram para a América Latina.

As métricas adicionadas se juntam às outras já disponíveis na rede social, como as do Feed, Stories e IGTV. Elas devem ajudar os criadores de conteúdo a entender melhor a audiência e quais conteúdos tem bom desempenho de forma mais simples.

Heidy Orui – 25/05/2021 – Instagram passa a fornecer novas métricas para Reels e lives – ADNEWS

Marketing sensorial impulsiona experiência no digital

Ana Erthal, especialista em comunicação multissensorial da ESPM, e Flávio França, fundador e CEO da Media Glass, abordam as oportunidades criadas por estratégias que exploram os sentidos humanos

Os cinco sentidos humanos – visão, olfato, paladar, audição e tato – podem ser grandes aliados do marketing. Isso porque, com o uso de estratégias de persuasão que envolvem os sentidos, as marcas se tornam capazes não só de envolver o consumidor, como criar memórias e vínculos afetivos com seu público, além de estimular a compra por impulso. Essa é a premissa básica do marketing sensorial, como explica Ana Erthal, especialista em comunicação multissensorial da ESPM e autora do livro “A comunicação Multissensorial, compreendendo modos de sentir”.

Realidade virtual e wearables são trunfo da Media Glass para aplicar marketing sensorial (Crédito: Divulgação)

“O principal objetivo do marketing sensorial é criar essa memória – de um odor, uma cor, um som, um sabor ou texturas – que faça distinções entre as marcas. Afinal, nossas memórias mais marcantes advêm dos nossos sentidos e essas experiências criam registros objetivos e afetivos a longo prazo. Essa recorrência de memória afetiva pode ser um fator no momento da decisão de compra ou de influência social”, conta a especialista.

Essa estratégia de diferenciação ganha ainda mais força em um contexto de alta exposição a informações, como o da sociedade moderna. Em 2014, uma pesquisa da Media Dynamics apontou que um indivíduo é exposto, em média, a 362 anúncios por dia. Nesse sentido personalização e a experiência são fatores chave na fidelização. Exemplos bem-sucedidos do uso do marketing sensorial estão espalhados pelo mercado, como o uso da sonorização dos pontos de venda feito pelas lojas Starbucks, a odorização de lojas, embalagens e produtos da Melissa e até patenteados, no caso do som das motos Harley Davidson.

Melissa é exemplo de marca que faz uso do marketing sensorial (Crédito: Divulgação)

Tecnologia aliada aos sentidos

Esse potencial de criar experiências tem chamado atenção das martechs, que usam a tecnologia para dar um passo além na interação com os sentidos. A MediaGlass, por exemplo, conta com um portfólio de serviços que abrange aplicativos de realidade aumentada e virtual para experiências imersivas, em 360º e para óculos inteligentes. “Essas aplicações possuem a capacidade de impactar os sentidos, principalmente na questão do visual, gerando experiências imersivas que integram áudio e vídeo”, conta Flávio França, fundador e CEO da companhia.

Com os wearables, eles já desenvolveram projetos para museus como MAM Rio, Masp e Museu do Futebol. Além disso, a startup vem investindo na virtualização de lojas, reproduzindo a experiência das unidades físicas no universo digital. “As martechs investem em estratégias sensoriais pela abordagem da experiência: o cliente vivencia, interage, avalia e compartilha a experiência da marca/serviço ou produto”, analisa Ana Erthal.

Limites físicos

As restrições causadas pela pandemia da Covid-19, naturalmente, impactaram as estratégias de marketing sensorial que precisaram encontrar caminhos para continuar cumprindo seu papel no digital. Mas, para a especialista em comunicação multissensorial da ESPM, as redes sociais e o marketing de influência podem ser aliados nesse processo. Segundo a professora, a experiências vivenciadas e divididas nas redes podem representar as sensações que os usuários também desejam ter.

“O consumidor deseja materializar as cenas que vê, ele idealiza e projeta seus desejos a partir das imagens. No processo de compra, ele pode ser seduzido por uma imagem e, a partir dela, há um longo protocolo de preparação da experiência que se materializa desde a embalagem até o compartilhamento nas redes sociais”, afirma a autora do livro “A comunicação Multissensorial, compreendendo modos de sentir”.

Ela ainda adiciona que é preciso muita pesquisa para desenvolver uma estratégia eficaz de marketing sensorial, já que é preciso conhecer em profundidade a identidade da marca e de seus clientes. “Essas características identitárias irão compor as matrizes semióticas para o desenvolvimento das marcas sensoriais, uma vez que existem muitas diferenças tanto culturais quanto biológicas na percepção dos estímulos sensoriais”, destaca Ana.

20/05/21 – Taís Farias – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/05/20/marketing-sensorial-impulsiona-experiencia-no-digital.html

AliExpress lança social commerce no Brasil; método permite reduzir preços em até 99%

OAliExpress lança este mês, no Brasil, sua ferramenta de social commerce. Chamado de “Pechincha“, o canal de social shopping oferece para os consumidores o modelo de negócios que incentiva usuários a compartilhar ofertas com seus contatos digitais e obter descontos progressivos em itens em oferta.

Para se beneficiar do novo modelo, basta o consumidor escolher um produto que deseja comprar no canal Pechincha, disponível no app do AliExpress, e compartilhar o link com seus amigos, familiares e conhecidos.

A cada nova pessoa que clicar no link compartilhado, o usuário que o dividiu nas redes sociais ou programas de mensagem obtém uma redução no preço final do item enviado a seus contatos. Um smartphone que custe R$ 1.000, por exemplo, pode ter seu preço reduzido em 20%, rebaixado à metade ou até mesmo sofrer um desconto de 99% e acabar vendido pelo preço simbólico de R$ 1.

O percentual de desconto pode ser acompanhado em tempo real pelo usuário que criou o link de compartilhamento no canal Pechincha e é proporcional ao engajamento gerado em torno da oferta escolhida, ou seja: quanto mais pessoas clicando, mais descontos.

Segundo o AliExpress, para que descontos sejam concedidos, não é necessário que os amigos e contatos do usuário do Pechincha façam nenhuma compra ou ação no site, a não ser clicar no link que receberam.

O recurso, que tem características de social game, já que os usuários são estimulados a somar cliques em suas ofertas, é válido por 24 horas após um novo link ser criado. Assim, o usuário interessado em descontos tem apenas um dia para mobilizar seus amigos e reduzir, ao máximo, o valor do item que deseja comprar. Após 24 horas, uma nova lista de produtos é gerada automaticamente para cada usuário e cliques sobre ofertas antigas do Pechincha deixam de valer descontos.

AliExpress no social commerce

O modelo de social commerce tornou-se um fenômeno de vendas nos mercados em que o grupo Alibaba, controlador do AliExpress, o lançou, como na China, local de origem do grupo. No país, o social commerce é um dos pilares que sustentam o crescimento das vendas digitais.

“A estreia do Pechincha, no Brasil, está alinhada com nossa estratégia de trazer para o país modelos de negócios e soluções inovadoras já testadas em outros mercados, contribuindo para acelerar a expansão do e-commerce brasileiro”, afirma Yan Di, country-manager do AliExpress no Brasil.

Para promover o canal Pechincha, o AliExpress promoverá até 11 de maio uma competição entre dois ex-participantes do reality Big Brother, a vencedora da edição 2020, Thelminha, e o influenciador Pyong Lee. Os ex-brothers deverão mobilizar seus fãs nas redes digitais para obter descontos em ofertas do Pechincha. Quem obtiver mais engajamento, ganhará o título de “Milionário de Pechincha” e um carro de luxo.

10/05/21 –  Redação E-Commerce Brasil – https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/aliexpress-social-commerce-brasil/

Qual é a contribuição do marketing digital nas operações O2O?

O ano 2020 mudou o comportamento de consumo das pessoas e acelerou as soluções digitais e o crescimento do e-commerce, afirma Leonardo Rocha, diretor de marketing da B2W Digital. A empresa de comércio eletrônico, à frente de marcas como Americanas, Submarino e Shoptime, vem focando, cada vez mais, sua atuação em operações O2O (online to off-line), e firmou, ao longo do ano passado, parcerias que permitem que os clientes tenham acesso aos produtos que estavam acostumados a adquirir em lojas físicas sem sair de casa. “Como muitas marcas passaram a oferecer vendas online, foi preciso investir em ações assertivas de marketing, que gerassem um tráfego qualificado. A estratégia vencedora nesse cenário do marketing digital é a inteligência de geolocalização, que parceiros como Google e Facebook nos oferecem”, afirma. Para o ProXXIma, o profissional conta o que vem motivando o aumento de soluções de martechs no mercado de marketplaces.

Meio & Mensagem – Qual é a importância de acelerar as operações O2O?
Leonardo Rocha – O ano 2020 trouxe importantes mudanças no comportamento de consumo das pessoas, acelerando as soluções digitais e o crescimento do e-commerce. Estávamos preparados para atender a essa demanda, com a melhor combinação dos mundos físico e digital, estabelecendo um importante serviço que permite a nossos clientes comprar em qualquer plataforma e receber ou pegar o produto onde preferir. Durante 2020, aceleramos iniciativas integradas de O2O, garantindo menor prazo de entrega e valores de frete mais competitivos. A integração da B2W com as lojas físicas da Americanas, por exemplo, permitiu realizar 6,9 milhões de entregas em até 3 horas, em 2020. Em 2021, a entrega em horas será uma das nossas prioridades. Outra importante iniciativa foi a expansão, em 2020, dos nossos lockers, terminais de autoatendimento para a retirada de compras online, instalados em postos de gasolina, estações de metrô no Rio de Janeiro e em São Paulo. Temos ainda iniciativas como Pegue na Loja Hoje, que já está disponível em 100% das lojas físicas da Americanas, e o Ship from Store, que é a compra online dos produtos da loja mais próxima. As empresas entendem, cada vez mais, a importância de adotar a solução O2O para melhor atender o cliente.

M&M – Como o marketing digital pode auxiliar as operações O2O?
Leonardo – Com a pandemia, todo mundo precisou se adaptar. Os clientes passaram a comprar mais por meios digitais e muitos que ainda eram resistentes puderam desmistificar a compra online. As marcas tiveram que se reinventar para atender os clientes no momento de maior necessidade. Como muitas delas passaram a oferecer vendas online, foi preciso investir em ações assertivas de marketing, que gerassem um tráfego qualificado. A estratégia vencedora nesse cenário do marketing digital é a inteligência de geolocalização, que parceiros como Google e Facebook nos oferecem. Hoje, conseguimos construir campanhas usando formatos como Google Shopping, por exemplo, focadas em usuários que estão próximos de determinada loja física e têm alta probabilidade de conversão no anúncio.

M&M – As martechs tornaram-se mais recorrentes, dentro do mercado de marketplaces?
Leonardo – Sim. A evolução do mercado de marketplace acompanha a evolução da digitalização do consumidor. Nesse cenário, dois movimentos acontecem. O primeiro envolve os clientes, que utilizam, cada vez mais, os canais digitais, como aplicativos, redes sociais e plataformas de vídeos online. O segundo movimento vem dos sellers, que querem estar presentes nas jornadas digitais dos consumidores, disponibilizando todo o tipo de sortimento e muito conteúdo. Marketplaces potencializam essas mudanças. Pesquisas mostram que, no Brasil, as operações de marketplace já se tornaram o principal canal para pesquisa e descoberta de novos produtos pelos clientes. Dessa forma, o marketing precisa estar, cada vez mais, conectado a essa nova realidade e usar novas tecnologias. As martechs automatizam e otimizam o marketing digital, permitindo encontrar o consumidor certo, com a oferta certa, em tempo real. Dentro da nossa plataforma, também temos investido no uso de machine learning e inteligência artificial com essa finalidade. Também desenvolvemos nossa plataforma proprietária e completa de publicidade, com foco em alavancar a venda de parceiros como sellers e fornecedores, chamada B2W Ads. A receita dessa frente cresceu 219%, no quarto trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019.

28/04/21 – Victória Navarro – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/04/28/qual-e-a-contribuicao-do-marketing-digital-nas-operacoes-o2o.html

Clubhouse é lançado para o Android, mas com limitações

Após longa espera, o aplicativo de conversação por voz, Clubhouse, finalmente foi lançado para os usuários de Android. Saiba mais

Neste último domingo, 09, o aplicativo de conversação por voz, Clubhouse, finalmente foi lançado para os usuários de Android. Após um ano de exclusividade para iOS, os usuários nos Estados Unidos do sistema operacional do Google já estão utilizando o aplicativo. Enquanto aqui no Brasil, é possível apenas realizar um pré-registro na Play Store, para que assim que o aplicativo for disponibilizado, o download seja realizado de forma automática.

Clubhouse android
Foto: Wendel Martins/Adnews

A expectativa do lançamento oficial do aplicativo no Brasil, assim como o restante do mundo é para os próximos dias/semanas. Por enquanto, somente os usuários dos Estados Unidos podem utilizar o aplicativo, baixando diretamente da Google Play

Clubhouse chega para Android após sucesso no iOS

Logo após o lançamento para iOS, o Clubhouse se tornou um grande sucesso entre os usuários de iOS. Porém, com a exclusividade para o sistema operacional da Apple continuando por meses, juntamente com os concorrentes lançando funções semelhantes, muitos usuários perderam o interesse no aplicativo de conversação por voz.

Vale ressaltar, que o lançamento da rede social para Android acontece depois dos downloads do app para iOS terem caído para cerca de 922 mil em abril. Antriormente, em março, esse número era de 2,7 milhões de downloads, enquanto em fevereiro o app chegou em 9,6 milhões, segundo a empresa Sensor Tower.

Aplicativo chega com limitações

Inicialmente, a versão para Android, possui algumas limitações importantes em comparação a versão para iOS. Dentre as mudanças, está, por exemplo, a opção de seguir tópicos, criar clubes, vincular a conta do Twitter ou do Instagram, atualizar o nome de usuário e denunciar um palestrante por falas ofensivas.

Foto: Divulgação/Clubhouse

Além disso, pagamentos e outras funções de monetização também ainda estão fora, mas esses recursos devem chegar logo após a estabilização da versão inicial. Por enquanto, os desenvolvedores querem garantir que os servidores conseguirão aguentar a demanda de novos usuários que irão adentrar no sistema. Lembrando, que a rede social ainda exige convite para entrar no app

Realize aqui o pré-registro do Clubhouse diretamente na Google Play.

Wendel Martins – 10/05/21 – https://adnews.com.br/clubhouse-e-lancado-para-o-android-mas-com-limitacoes/

Que poder Juliette tem?

Mulher. Nordestina. 31 anos. Essa é Juliette Freire, advogada, maquiadora e uma das principais candidatas ao prêmio de R$ 1,5 milhão do Big Brother Brasil deste ano. Fenômeno, o nome da sister circula cada vez mais no mercado publicitário, nos grupos de WhatsApp e redes sociais. Mas, afinal, o que essa paraibana de Campina Grande tem?

Nas redes sociais, Julliette é onipresente. Twitter, Facebook, no TikTok, por exemplo, está com 4,5 milhões. Mas é no Instagram que Juliette ultrapassa barreiras sempre muito rápido. Ela superou Rafa Kalimann em números de seguidores e se tornou a terceira no ranking de brothers e sisters. 21 milhões foi a última atualização feita, muito embora neste exato momento, enquanto você lê esta matéria, o número já tenha mudado.   

Juliette chegou a 21 milhões na última quarta-feira (14) (Reprodução/ Instagram)

E isso não é um exagero. Juliette vem ganhando, pelo menos, um milhão de seguidores num intervalo de poucos dias. No dia 6 de abril, a paraibana havia batido os 19 milhões. Cinco dias depois, em 11 de abril, o número chegava a 20 milhões. E anteontem, dia 14, Juliette fez o repórter ter que atualizar o print, pois havia atingido 21 milhões.

Juliette também está no Spotify, onde é possível ter acesso a playlists com curadorias assinadas por importantes nomes da música, como Bell Marques e Lucy Alves, e feitas para a participante. As músicas vão de Caetano Veloso a Maria Gadu, passando por Joss Stone, e chegando a uma espécie de hino do #TeamJuliette, na voz do cantor Brenno.

MAIS CITADA NO TWITTER
Levantamento feito recentemente pela PRtech Knewin revelou que o nome da sister registrou mais de 460 mil menções, o que a colocou no posto de participante do BBB 21 mais citada no Twitter. Para a pesquisa foram analisados mais de 1 milhão de tuítes entre 31 de março e 11 de abril. Além disso, o estudo mostrou que a hashtag #teamjuliette chegou a 46.066 tuítes e a conta da participante, @freirejuliette, somou 58.125 tuítes.

Juliette também coleciona outras conquistas, antes mesmo da final do BBB, do qual é apontada como favorita. Recentemente, ela alcançou a posição de número 30 no ranking dos mil maiores influenciadores do Instagram no Brasil, feito pela Hype Auditor, que analisa dados da rede social.

Assim que entrou na casa do BBB, a advogada e maquiadora tinha pouco mais de 3 mil seguidores no Instagram – até o momento, Juliette já soma quatro vezes a população de toda a Paraíba, o seu estado.

Como é de praxe nas vezes em que Juliette vira uma nova casa no milhão de seguidores no Instagram, a equipe da participante publica uma arte feita em cima da foto da advogada e maquiadora. No último, feito na quarta (14), a equipe admitiu que não esperava crescimento tamanho: acabaram as fotos inéditas.

“A gente sabe que todo mundo espera por essas publicações e fotos já tradicionais de Juliette com o chapéu na cabeça, mas precisamos avisar que nosso acervo acabou. Usamos fotos de teste, reservas e, claro, as escolhidas pelo time. Não esperávamos esse crescimento todo, então não planejamos taaaantas fotos assim. Agora a gente que lute para as próximas conquistas!”, escreveu seu time.

Fabio Rios, CMO da Knewin, ressalta que as mídias sociais ocupam cada vez mais espaço na rotina de consumo e interação com conteúdo. Por isso, segundo ele, é imprescindível usar indicadores corretos e confiáveis para mensurar o impacto da exposição espontânea da marca em redes digitais na estratégia de comunicação, e ter a tecnologia como aliada.

“Curtidas, menções e compartilhamentos são alguns dos indicadores que podem ser trabalhados. O grande desafio, no entanto, é coletar informações em grande quantidade e em tempo real para mostrar um cenário completo para medir resultados no mundo digital e alavancar uma marca, por exemplo”, afirmou.

AWARENESS
Especialista em Gestão de Imagem Pública e sócio na agência de marketing de influência Tittanium Inc., Luciéllio Guimarães garante que o fenômeno Juliette é um conjunto de fatores. “A Rede Globo é um canhão ao projetar imagens e o BBB, historicamente, faz anônimos se tornarem conhecidos. Depois porque ela tem qualidades em sua personalidade e posturas pessoais que são aprovadas e admiradas pelas pessoas. E são milhares de pessoas tendo essa percepção”, afirma.

Para Guimarães, Juliette é um ‘terreno seguro’ onde se pode investir sem receios de danos. “Para as marcas que têm boas estratégias, ela será explorada para gerar awareness de produtos e serviços que queiram esse grande canal de exposição, e também para gerar conversão de vendas porque ela tem uma audiência muito engajada”, afirma.

E o sucesso de Juliette, tem hora, que extrapola o poder de uma personalidade. Outro dia, enquanto se maquiava, a sister improvisou uma escova de dentes como um pincel. “Amei esse pincel, Avon. Foi parceria com a Oral-B?”, brincou. “Vocês poderiam fazer uma escova assim. Parceria da Avon com a Oral-B. Eu ia rir”, completou. E as duas marcas – via Twitter  anunciaram a parceria e informaram que, em breve, divulgarão novidades

PONDERAÇÃO
Professor de Sociologia do Consumo da ESPM de São Paulo, Fábio Mariano Borges acredita que a ponderação, mostrada aqui no reality, é um dos fatores que faz Juliette chamar tanta atenção assim do público e da mídia.

“Muitos personagens eram ariscos, como Karol Conká, Lumena e o Rodolffo, que se envolveu em confusão pouco antes de deixar a casa. Juliette é o contraponto, ela representa a ponderação dentro deste universo”, afirmou.

Além disso, Borges garante que a ponderação é um caminho pelo qual o ser humano tem procurado ultimamente. “Um exemplo foram as eleições nos Estados Unidos, com a vitória de (Joe) Biden, que apresentou discursos e abordagens mais ponderados”, destacou.

Mas nem só de ponderação vive Juliette, alerta o professor da ESPM. Ele explica que, por de trás da personalidade da sister, existe também todo um aparato técnico, uma equipe. “Juliette tem 22 pessoas que cuidam das suas redes sociais, uma equipe que tem um conhecimento em algoritmo e em conteúdo, o que ajuda na comunicação”, contou. “O sucesso dela é uma combinação de variáveis”, completou.

Entretanto, Borges alerta: tem que tomar cuidado ao atribuir a Juliette uma áurea que muito provavelmente ela não tenha. “Estamos vendo uma situação laboratorial, onde o mercado publicitário está de olho no BBB e, dentro deste contexto, as pessoas que estão restando na casa, ela é uma que chama a atenção.”

16/04/21 – Vinícius Novaes – https://propmark.com.br/midia/que-poder-juliette-tem/

Marketing 2021: Conhecimento, digitalização, jornadas não-lineares

onhecer os hábitos do seu consumidor se torna imperativo


(Crédito: Bagira22/iStock)

Olhando para as mudanças que 2020 nos apresentou, fazer previsões para um novo ano parece uma tarefa aparentemente impossível. No entanto, é possível identificar e analisar tendências e, principalmente, buscar a adaptação e a melhoria. No texto a seguir, trago reflexões sobre alguns movimentos que vão influenciar a forma de atuação dos profissionais de marketing neste ano.

O otimismo da retomada foi envolto na névoa de uma segunda onda da pandemia, e as decisões de departamentos de marketing têm-se assemelhado a outros temas de negócio frequentemente discutidos, como uma possível volta aos escritórios. Tudo tem sido feito de uma forma mais cautelosa e tímida, processos de decisão e compra são mais longos, e isso deve continuar.

Traduzindo estes movimentos para o meu universo, que é o espaço B2B, tudo está sendo repensado. Por exemplo: era comum fazer um webinar, que um potencial cliente assistiria e, posteriormente, seria convidado para um evento sobre o mesmo tema. Ou seja, havia a interação presencial. Tudo isso morreu.

Neste contexto das jornadas de compra reinventadas depois da Covid-19, conhecer os hábitos do seu consumidor se torna imperativo, bem como a automação de marketing, que tem um papel muito mais preponderante do que sempre teve, exatamente por conta das jornadas não-lineares.

Com esse pano de fundo em mente, cito três áreas de foco para o marketing em 2021:

1. Desenvolver conhecimento sobre o cliente

O primeiro movimento importante e estratégico em que as empresas devem focar é na antecipação de necessidades do cliente em projetos e propostas. Aqui, informação é chave para entender o cenário de quem se atende, as dores atuais de indústrias em um cenário em constante mudança e adaptação, desafios que podem ter sido trazidos pela pandemia. O objetivo tem que ser entender como, em nossas funções, podemos ajudar esses clientes a vender.

2. Entender a jornada de digitalização da organização

Para desenvolver ações de marketing, será cada vez mais crítico entender como a empresa em questão se situa em seu processo de transformação ou evolução digital, e os desdobramentos disso em sua cadeia de supply chain. Entre estes desafios, podemos incluir processos de manufatura, de atendimento e de retenção do cliente.

3. Usar o poder das jornadas não-lineares

Se no passado tínhamos funis de marketing muito bem definidos em que o potencial cliente se encaixava em um dos diversos pontos do processo de decisão, isso tudo mudou. Com os processos tradicionais tendo virado de ponta-cabeça, clientes buscam não só a ominicanalidade, mas também jornadas não-lineares para buscar produtos.

Para conseguir navegar nesta realidade, é essencial usar as melhores tecnologias e ferramentas para auxiliar o processo. Porém, o foco em automação e trazer para o âmbito digital muitas das coisas que aconteciam no marketing do ambiente físico não significa uma robotização da nossa essência.

O conceito de marketing H2H, ou seja, de humanos para humanos, é mais importante do que nunca. Existem muitas marcas fazendo isso de forma magistral, como Red Bull, Nike, Adidas, Adobe, e veremos mais companhias se esforçando para fazer algo parecido. A comunicação que realmente toca pessoas — e não uma massa de clientes, desconsiderando suas peculiaridades, saberes e demandas individuais e diversas — é um caminho sem volta

2 de fevereiro de 2021 – Kleber Wedemann – Diretor de marketing para América Latina do SAS – https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2021/02/02/marketing-2021-conhecimento-digitalizacao-jornadas-nao-lineares.html

Marcas na rede: como aproveitar melhor o TikTok

Embora recente no dia a dia das marcas, o TikTok está caminhando cada vez mais para ser uma plataforma de mídia estratégica. Em 2020, a empresa começou a comercializar formatos publicitários na plataforma. Já neste ano, a plataforma TikTok For Business chegou ao Brasil e, junto dela, um time preparado para atender as agências e anunciantes interessados no diálogo com o público das gerações Y e Z, majoritários no aplicativo da Bytedance. Em detrimento dessa movimentação, o mercado de agências e anunciantes já tem melhor estruturado o que cabe ou não no ambiente.

(Crédito: Solen Feyissa/Unsplash)

Para Patrícia Patricia Colombo, diretora de conteúdo da WMcCann, o aplicativo começou a ganhar a atenção das marcas em 2019, quando a geração Z começou a se apropriar do espaço. Naquele momento, a abordagem dos anunciantes era de testar e aprender. Porém, foi em 2020 que a plataforma se consolidou como oportunidade, até por conta do seu aumento no número de download em decorrência da pandemia e a expansão da faixa etária — o que permitiu mais publicitários entenderem o valor do aplicativo, que antes era muito nichado.

“A distância geracional, acredito, é uma dos aspectos mais divertidos da nossa profissão. Porque aí você mergulha naquele universo buscando entender como os jovens de hoje se comunicam, e constata que você está cada dia mais distante dos seus 15 anos (risos), inclusive no mindset criativo – até porque o espelho entrega a diferença física todos os dias pra gente”, brinca.

De acordo com Pedro Balle, creative copywriter na Africa, o TikTok detém uma dinâmica que já vem sendo atrativa na visão das marcas: o user-generated content. Esse tipo de conteúdo exige que os anunciantes cedam um pouco do controle. “Ao tentarem estimular conteúdo gerado pelo usuário, as marcas tiveram que abaixar um pouco a guarda sobre as linhas guias do seu conteúdo e confiar num conteúdo mais solto. Quando a sua peça de comunicação é gerada por um usuário, não dá pra ter o controle preciosista de como ela vai ficar. Então, se torna necessário confiar que o potencial criativo de quem vive dentro da plataforma pode, sim, ser mais acertivo do que o de quem vive dentro do escritório”, explica.

Um exemplo de presença a partir de um conteúdo criado pelo usuário que não teve uma marca diretamente envolvida foi o vídeo do usuário Doggface (Nathan Apodaca) andando de skate e consumindo um suco da marca Ocean Spray ao som de Dreams, do Fleetwood Mac. O vídeo viralizou e fez a música dos anos 1970 voltar para o Top 10 da Billboard. A marca, por sua vez, enviou mais de seus produtos ao skatista e se uniu a ele para uma campanha no TikTok para o Super Bowl, em que o usuário convidava o público a fazer sua própria coreografia com uma garrafa do suco.

“Sinceramente, eu ainda acho bastante difícil cravar receitas sobre o TikTok. O que eu acredito é que as marcas devem entrar da maneira mais natural possível. Antes do viral do Doggface ao som de “The Dreams”, do Fleetwood Mac, já existiam conteúdos com trilhas de hits de outras décadas, mas nenhum ainda tinha ganhado esse peso. Foi o vídeo-selfie do skatista curtindo esse clássico maravilhoso e a sensação de leveza e liberdade que o conteúdo transmitia (em um período complicado de pandemia em que ambas nos foram cerceadas) que garantiu a conexão direta das pessoas que assistiam ao material. E ali estava a golada prazerosa no suco de cranberry da Ocean Spray. Resultado: a marca em todos os lugares e uma faixa de 1977 no top 10 da Billboard em pleno 2020”, argumenta Colombo.

Além do conteúdo gerado pelo usuário, Balle propõe que a plataforma entrega engajamento profundo dos usuários e não se restringe ao like. Além disso, ele considera que o próprio TikTok criou formatos atrativos para as marcas, “inclusive financeiramente, já que entregava para um público imenso com um valor bem acessível”, explica.

Ao Meio & Mensagem, os executivos dividiram suas opiniões sobre as melhores práticas para uma boa presença de marca na plataforma.

Estar no aplicativo
Para entender a dinâmica e o que funciona no aplicativo, só acompanhando o conteúdo ali em tempo real. Mesmo que, a princípio, não pareça claro a graça da plataforma, conforme o tempo é possível perceber tendências e segmentos de público.

Se inteirar de sons
O TikTok é um aplicativo que tem o som como um dos seus principais conteúdos. O público usa ele para replicar um meme ou dança. Alguns chegam a virar parte de “challenges”, que são as tendências do momento. Portanto, é interessante estar por dentro das músicas novas e conhecidas do público jovem.

Autenticidade no branded content
O objetivo é ser o mais natural possível na plataforma, mas as marcas podem aproveitar de um branded content com roteiro divertido, que transmita a mensagem contextualizada em vídeos de desafios, humor e tutoriais.

Usuários
Confiar no potencial das ideias e na boa fé dos usuários e usá-los para criar conteúdo, como em product placements e ações com creators que dominam a linguagem nativa e testam a plataforma diariamente.

Originalidade e exclusividade
Criar conteúdos para o TikTok e não apenas réplicas de conteúdos feitos para demais formatos de mídia. O primeiro movimento das marcas foi o de tratar a rede social como espelho das demais.

Thaís Monteiro – 26 de março de 2021 – https://www.meioemensagem.com.br/home/midia/2021/03/26/marcas-na-rede-como-aproveitar-melhor-o-tiktok.html