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A importância do SEO na estratégia de marketing digital

Atualmente usamos os sites de buscas como o Google para perguntar sobre tudo. Como fazer transferência de dinheiro para o exterior? O que é Data Driven Marketing? O que é SEO? Como se preparar para o fim dos cookies? Qual é a previsão do tempo em Ubatuba no final de semana? O que é a LGPD? O que é Cringe? Enfim… sempre que precisamos de alguma informação, esta é forma mais utilizada pelos usuários na internet para conseguir as respostas para suas dúvidas. Sendo assim, qual é a importância do SEO na estratégia de marketing digital do meu negócio?

O que é SEO? Qual é o significado da sigla SEO?
SEO (Search Engine Optimization) é o conjunto de práticas e atividades que são capazes de melhorar o posicionamento do meu site no ranking orgânico do Google e de outros sites de busca como o Bing e o Yahoo!.

O que é SEM? Qual é o significado da sigla SEM?
SEM (Search Engine Marketing) é a estratégia de Marketing Digital que usa da visibilidade dos sites de buscas (Google, Bing e Yahoo!) para divulgar um site, negócio, serviço ou produto. Esta iniciativa envolve o investimento em mídia paga para ter seu anúncio exibido para usuários de acordo com sua estratégia de segmentação. Por exemplo: quero exibir o meu anúncio sobre Mídia Performance para todos usuários que pesquisarem pelo termo “Consultoria de Marketing Digital”, sendo que eu quero atingir apenas usuários de 30 a 60 anos que estão nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em quais canais eu posso aplicar as técnicas e melhores práticas de SEO?
Sites (incluindo os principais CMS), Mídias Sociais, APPs, Blog, Press Releases, Campanhas.

SEO – Principais Ganhos:

  • A consultoria de SEO Performance melhora o posicionamento dos canais digitais da empresa no ranking orgânico dentro dos principais buscadores da internet (Google, Bing e Yahoo);
  • O trabalho de SEO resulta no aumento do tráfego de usuários no site da empresa (aumento de 20 a 40% no número de visitantes após aproximadamente 7 meses de trabalho);
  • Geração de novos negócios: com o aumento do tráfego orgânico de usuários provenientes do Google e outros sites de buscas, naturalmente você vai observar um aumento nas conversões realizadas pelo site.


“Na maioria dos casos, o trabalho de SEO precisa de quatro meses a um ano para implementar melhorias e, em seguida, ver benefícios potenciais.”

Google Developers Experts Program 

SEO em números: confira a importância do SEO na estratégia de marketing digital.

  • As taxas de conversão são em média 10 vezes maiores na pesquisa orgânica do que em redes sociais;
  • A primeira posição nos resultados de pesquisa orgânica do Google tem uma taxa de cliques de 34,36%;
  • As duas principais atividades online dos usuários são pesquisa em mecanismos de busca e checagem de email;
  • A estratégia de SEO é adotada por 69,3% das empresas brasileiras;
  • 28% das buscas por algo localizado nas proximidades resultam em uma compra;
  • Os e-commerces brasileiros que investem em SEO conseguem conquistar 13,2 vezes mais visitantes e 5,7 vezes mais clientes;
  • 93% de todo o tráfego vem de um mecanismo de busca;
  • Mais de 63% de todas as pesquisas são realizadas usando o Google;
  • 75% dos usuários nunca cliquem em resultados após a primeira página dos resultados de pesquisa;
  • No Google, 18% dos cliques orgânicos vão para o primeiro resultado da busca, 10% vão para o segundo e 7% vão para o terceiro.

Quais os serviços envolvidos no trabalho de SEO Performance?

Consultoria de SEO Performance contempla uma estratégia completa de otimização, passando por pontos como:

  • Pesquisa de keywords, incluindo o estudo de palavras-chave de mercado e relacionadas aos produtos e serviços oferecidos pelo cliente;
  • Estudos de ranking, benchmark de concorrentes e análise de autoridade do domínio nos principais sites de buscas, sendo que o levantamento deve considerar as keywords pesquisadas e definidas para a estratégia de conteúdo e SEO;
  • Estudo de Conteúdo e Fluxo de Site / LP e Redes Sociais do cliente;
  • Revisão On-Page Completa;
  • Análises Técnicas;
  • Criação e Adaptação de Conteúdos;
  • Relatórios de Acompanhamento;
  • Análise e proposição de soluções técnicas para otimização e performance orgânica;
  • Mapeamento de arquitetura cliente + ajustes ou desenvolvimento estrutural;
  • Otimização de Estruturas de URL e Metadados;
  • Avaliação técnica das tags de SEO;
  • Auditoria de rastreamento, carregamento e usabilidade.

Métricas & Performance: como posso analisar a importância do SEO na estratégia de marketing digital?

Para um trabalho de SEO Performance, é importante traçar metas. Veja abaixo alguns exemplos e modelos de avaliação de desempenho:

  • Posição no Ranking: como exemplo para a aunica, o objetivo pode ser melhorar a posição do meu site no ranking de buscas pelos termos relacionados ao meu negócio como: “Data Driven Marketing”, “Marketing Digital”, “SEO Performance”, entre outros. Analisamos a posição atual no ranking orgânico do Google e definimos uma posição que buscamos atingir e o prazo que esperamos obter o resultado almejado. Por exemplo: para a busca pelo termo “Data Driven Marketing”, hoje meu site está em 7º lugar e eu quero estar no Top 3 daqui 6 meses.
  • Tráfego Orgânico no Site: hoje tenho um tráfego (unique users) de 130 mil usuários por mês e queremos aumentar em até 40% o tráfego no período de 1 ano.
  • Conversões via Tráfego Orgânico no Site: hoje tenho uma média de 2.600 transações no meu site e quero aumentar para 4.000 em 1 ano.

Principais Indicadores de Performance:

  • Volume de visitas (tráfego orgânico);
  • Taxa de conversão (tráfego orgânico);
  • Ranking de Keywords (evolução + comparativo com concorrentes).

Quais as melhores ferramentas para desenvolver um projeto de SEO profissional?
A atividade de SEO Performance realizada de forma avançada e profissional requer o uso de ferramentas e plataformas. Veja a seguir algumas das principais:

  • AppBot
  • Ahrefs
  • SEMRush
  • SensorTower
  • Sitechecker
  • Screaming Frog
  • Uptime Robot

Cursos de Marketing Digital e SEO Grátis

30/06/21 – Alexandre Azevedo – A importância do SEO na estratégia de marketing digital – ADNEWS

NÃO SE FAZ MAIS SEO COMO ANTIGAMENTE

O Marketing de Busca é importante e usado há anos por profissionais de marketing digital, mas desde o nascimento dos buscadores, sejam eles o Architext (1993) ou o Google (1997), que as formas de trabalho mudaram bastante. Os fatores de ranqueamento mudaram, uns caíram e outras perderam peso, mas a cada dia o Google que se tornou uma marca de valor, vem desenvolvendo seus algoritmos para oferecer cada vez mais uma melhor experiência com o usuário.

Se em 2007 o importante para quem trabalhava com SEO era otimizar um site que fosse amigo do robô, ou seja, um site que atendesse a critérios técnicos de otimização para posicioná-los nas primeiras páginas dos buscadores, agora o jogo virou.

SEO nos dias de hoje está muito mais atrelado a User Experience (UX) do que a otimizações em PHP ou em plataformas de E-commerce. Não é que o título deixou de ser importante, mas não vai adiantar ter um site com os títulos otimizados se, ao mesmo tempo, o usuário não conseguir comprar o produto por demorar muito a carregar ou por não ser um site seguro (sem HTTPs, SSL etc).

O Google possui vários algoritmos e cada um deles se preocupa com o ranqueamento como um todo. Ao longo dos anos, várias mudanças são feitas nesses algoritmos.

Minha percepção diz que o povo só ficou mais atento às mudanças nos algoritmos do Google, quando duas mudanças grandes foram implementadas e são elas: o Panda e o Penguin entre 2011 e 2012. Várias mudanças em diversos algoritmos tiveram a sua importância, mas estas duas foram mudanças drásticas em seus lançamentos e chamaram a atenção dos profissionais de SEO para terem um olhar mais atento aos impactos que os algoritmos do Google podem causar.

Quando eu falo em Google, eu estou apenas preocupado com a maior fatia de mercado, não que os outros buscadores não sejam importantes, mas o Google hoje possui mais de 90% do share de buscas (mundo), então, vamos focar nele e nos seus sistemas de ranqueamento.

O Panda está em constante atualização desde 2011 e seu principal foco é punir conteúdo ruim. Como em 2011 e 2012, as pessoas produziam conteúdo imaginando que um robô fosse ler e fosse só buscar as keywords, o que ocorreu é que a inteligência do algoritmo panda era mais sábia do que o que se imaginava e na época, vários sites perderam ranqueamento por terem conteúdo ruim.

O Penguin está na ativa, desde 2012 e foca em avaliar as estratégias de link building dos sites e como em 2012, muitas empresas faziam traquinagens para conseguir links e tentar melhorar a autoridade, muitos sites foram punidos em 2012 também.

Existem ainda algoritmos como o Mobile Friendly, o Possum, criado em 2016 e focado em buscas locais e Google Maps, o Hummingbirdque está na ativa desde 2013 e tem uma preocupação mais semântica do conteúdo.

Ao invés de povoar o conteúdo com palavras-chave repetidas, fazendo o keywordstuffing (blackhatseo), o ideal é distribuir estas palavras de forma mais estratégicas no decorrer do texto e nos headingtitles (H1, H2, H3, H4 … até H6), ou seja, você pode estruturar seu site em até seis níveis trabalhando as palavras nestes subtítulos.

Em março de 2018, veio o Mobile First, que passou a priorizar a versão para dispositivos móveis dos sites. Já o Mobile Speed é uma versão lançada em Julho de 2018 e valoriza quem melhorar a experiência de carregamento do site nos dispositivos móveis.

Em Agosto de 2018, foi lançado o Medic Core, que impactou sites na área de saúde e sites de monetização. O objetivo é evitar que informações duvidosas como, por exemplo, um post sobre “10 dicas milagrosas para perder 10 quilos em dois dias” ou “5 dicas para chegar ao primeiro milhão em 1 mês” ocupassem as primeiras posições do Google.

Em Outubro de 2019, o Google lançou o Google BERT, que consegue interpretar cada consulta quase como um cérebro humano faz. As falhas são poucas e ele consegue fazer isso em português BR também. O BERT consegue identificar quando você está falando de uma manga saborosa (fruta) e quando está falando de uma manga curta (roupa).

Depois veio o core update em 2020 e basta clicar para saber mais sobre ele.

Agora, está previsto para maio de 2021 o lançamento do Google Page Experience que de acordo com o que já foi divulgado, vai priorizar o tempo de carregamento do site e outras variáveis que impactam em uma boa experiência com o usuário, ou seja, para fazer SEO hoje em dia, não adianta ficar preso com um racional focado em fatores técnicos, pois a maioria das plataformas já estão otimizadas ou possuem templates otimizados para esses fatores técnicos como URL amigável, árvore de categoria fácil de organizar, título do produto como <h1>, espaço para uma boa quantidade de conteúdo na descrição do produto, entre outros.

SEO agora, é sinônimo de boa experiência com o usuário.

Qual o papel do Especialista ou Gestor de SEO?

Um gestor de SEO deve se preocupar em ter um olhar atento às mudanças frequentes que ocorrem nos algoritmos e ter em sua equipe um bom desenvolvedor para implementar mudanças que melhorem experiência com o usuário como tempo de carregamento, redução do tamanho dos arquivos de imagens e otimização de CSS e Java Script. São apenas alguns exemplos, mas SEO não é só isso.

Além disso, precisa ter um bom profissional de UX e CRO para pensar as estratégias e desenvolver testes que melhorem a experiência de compra nas lojas virtuais e deve também possuir um bom profissional de conteúdo que saiba escrever bem para o público-alvo da empresa.

Não se trata de qualquer texto, sobre qualquer coisa relacionada ao produto. Falo na verdade de conteúdos diferenciados! Um home brew ou sommelier de cervejas para produzir conteúdo para um clube de assinatura de cervejas ou loja de cervejas artesanais. Um médico para produzir conteúdo sobre medicina e um engenheiro ou arquiteto para escrever sobre construção civil, por exemplo: O estilista fala de moda e o professor ou pedagogo fala de educação.

O conteúdo está sendo sempre avaliado e por algoritmos diferentes, então, pensar na produção de um conteúdo que realente entregue valor ao cliente, é hoje em dia um grande diferencial.

Se o gestor ou especialista for um profissional de UX, ou um DEV ou um bom redator ou conteudista, ele até pode abrir mão de ter esse papel / recurso em seu time, mas SEO hoje, não é só um especialista de SEO e um desenvolvedor. Ter um profissional de conteúdo e um profissional de UX, no time, é fundamental.

Pense nisso tudo antes de contratar a sua consultoria de SEO.

26 de março de 2021 – Por Gustavo Loureiro | Digital Marketing CubeNÃO SE FAZ MAIS SEO COMO ANTIGAMENTE – Abradi

Social Commerce: 74% dos brasileiros usam redes sociais para comprar

O consumo online, que já vinha crescendo significativamente antes da pandemia, hoje se tornou um hábito para 86% dos brasileiros. E como boa parte das pessoas está nas redes sociais — são 4,2 bilhões de usuários no mundo, segundo a We Are Social —, o avanço do Social Commerce, que engloba o relacionamento mais próximo com os compradores e a prática de compra e venda via redes sociais, ocorre a passos largos.

De acordo com pesquisa Social Commerce, realizada pela All iN | Social Miner, em parceria com a Etus e a Opinion Box, 37% dos usuários fazem uma visitinha às lojas digitais pelo menos uma vez por mês em busca de ofertas, e 23% acessam a rede semanalmente para fazer compras. Para pesquisar itens de desejo, 76% dos consumidores já recorrem às redes sociais — 56% deles para ter acesso a avaliação de outros clientes, e 54% para comparar preços.

Segundo o levantamento, os clientes das classes A e B são os que mais se interessam pela experiência de compra de outras pessoas (75%), enquanto entre o público de classe C, D e E, a porcentagem fica em 65%.

Para André Patrocínio, CEO da Etus, isso indica que os consumidores acreditam que as redes sociais têm possibilitado o acesso a uma avaliação real sobre o produto e a loja. “Quem está pesquisando quer saber a opinião de quem já comprou para ter certeza se o produto é de boa qualidade, se o tempo de entrega, preço e atendimento valem à pena, bem como se a compra é segura. Os comentários ficam visíveis, e isso pode ser bastante positivo à marca — ou não. Por isso, é fundamental garantir um bom atendimento nas redes sociais, e também no site e aplicativo”, explica Patrocínio.

O Instagram é o preferido por quem usa as redes para buscar produtos (62%), seguido pelo Facebook (61%), Google Shopping (61%) e WhatsApp (37%):

Na hora da compra, qual canal é o escolhido pelos clientes?

Dos 86% que têm o costume de consumir online, 74% o fazem pelos sites e aplicativos, 18% nas lojas físicas, e 8% pelas redes sociais. Falando especificamente dos que usam as redes sociais para consumir, a maioria recorre ao Google Shopping (53%) e ao Instagram (50%):

Entre as razões pelas quais as pessoas escolhem comprar nas redes sociais, há uma gama de opiniões diferentes que vão desde preço, rapidez, e acesso a mais informações sobre os produtos, à facilidade e praticidade ao pesquisar e à possibilidade de encontrar lojas menores, de pequenos e médios produtores:

Segundo a pesquisa, além dos preços (54%) e praticidade (49%), há pessoas que se sentem mais seguras ao comprar em sites e apps (44%), e outras que querem ter acesso a mais opções de produtos (44%).

A importância das avaliações no Social Commerce

O levantamento ainda revela que 75% dos consumidores têm o hábito de avaliar lojas e marcas das quais compram, 62% fazem isso nos sites das lojas/marcas, 35% em sites como o Reclame Aqui, e 34% nas redes sociais da marca, ou nas suas próprias redes sociais (que é a opção de 26% dos respondentes).

Os dados mostram também que 56% aderiram às redes sociais para pesquisar sobre produtos com o intuito de ter acesso às avaliações de outros compradores, e 67% vão direto aos comentários de outros clientes para saber como foi a experiência deles com a marca.

Para André Patrocínio, é fundamental que as empresas — incluindo pequenos produtores — percebam que Instagram, Facebook, Whatsapp, conhecidas redes de relacionamento entre amigos e familiares, se abriram e ganharam força quando o assunto é comércio, e se atentem mais a estratégias que incluam esses canais, até porque, proporcionar uma jornada omnichannel aos consumidores hoje é algo essencial, visto que 60% já consomem de forma híbrida no país.

“As redes sociais têm se mostrado uma importante vitrine — tanto para o lado positivo quanto para o negativo — e uma grande ferramenta de fidelização, tanto às grandes marcas, que conseguem dividir com os potenciais compradores a rotina de produção dos itens e serviços oferecidos, convidando-os a interagir e fazer parte desse dia a dia, quanto aos pequenos produtores e comércios locais, que conseguem divulgar seus negócios de maneira orgânica. Cabe aos varejistas investir em uma boa comunicação e uma boa experiência aos usuários para que suas qualidades sejam amplificadas por meio das redes”, afirma o CEO da Etus.

22/06/21 – Redação – https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/social-commerce-brasileiros-redes-sociais-comprar/

Storyselling: como e por que fazer?

O storyselling pode aumentar suas vendas de forma significativa – e não tem nada de difícil nisso

Algum tempo atrás, as empresas estavam preocupadas com que seus clientes soubessem o preço e os diferenciais dos produtos que eles potencialmente comprariam.

Com o tempo, essa percepção mudou. Não por isso, novos conceitos dentro do universo do marketing digital surgiram, como o próprio marketing de conteúdo e mesmo o storytelling. Agora, no entanto, se há um conceito em alta, ele se chama storyselling.

A troca da letra “t” pelo “s” diz muito mais do que imaginamos: enquanto no storytelling as empresas estavam preocupadas com a conexão do possível cliente com a marca, no storyselling elas precisam estar focadas também na tentativa de estimular uma compra.

No storyselling – um estilo de técnica e escrita – é preciso atrair o cliente de forma orgânica e natural, apresentando as melhores qualidades de seu produto, bem como seus benefícios. Você não divulgará apenas as vantagens, mas criará um conteúdo cativo para demonstrar estas vantagens, sem ser “chato” e, mais, sem “incomodar” seu possível cliente em um mundo cheio de concorrência.

Mas, e aí, por que você deveria fazer?

A primeira razão é a humanização da marca. Quanto mais bem construída a história, mais chances você tem de prospectar seu cliente e fazer com que ele pare para entender e conhecer seus produtos. Sendo assim, terá mais chance de fazer com que a história esteja próxima à realidade do leitor.

Ao passo que humaniza, você também consegue despertar emoções outras do seu cliente. Quando pensamos em um conteúdo exclusivamente técnico e prático, sabemos que as emoções não serão captadas e que, muito provavelmente, a comunicação não será satisfatória – ainda que eficiente no sanar as dúvidas, por exemplo.

Mais do que tudo dito, o storyselling também pode servir como uma alternativa de ouro, visto que não necessita de grandes investimentos. É simples e prática; te diferencia da concorrência e ainda ajuda a impactar positivamente seus clientes e te faz relevante no mundo digital.

Erick Custódio é CEO e fundador da Agência Somma – 16/06/21 – https://mercadoeconsumo.com.br/2021/06/16/storyselling

ESG na prática

O ESG é a sigla para “environmental, social and governance“, ou ASG em português (“ambiental, social e governança”). Significa o quanto a empresa possui na sua operação práticas corporativas que se relacionam com sustentabilidade corporativa, responsabilidade social, práticas sustentáveis, ética e transparência nos negócios.

Essa sigla não é uma buzzword do mundo de negócios. A Global Sustainable Investment Alliance (colaboração de organizações associadas com foco em investimentos sustentáveis) divulgou recentemente que cerca de US$ 30 trilhões de ativos globais sob gestão estão investidos hoje em estratégias associadas ao ESG.

E não é de agora. A denominação ESG surgiu em uma conferência internacional realizada em 2005, “Who Care Wins”, que reuniu investidores, gestores de ativos, analistas e consultores globais, além de órgãos governamentais e demais instituições, trazendo à tona a relevância das iniciativas e práticas ambientais, sociais e de governança das empresas para a sustentação dos investimentos a longo prazo.

E que faz todo o sentido! Uma empresa saudável e sustentável vai além da performance financeira. Ela precisa ter uma governança corporativa representada pelo conselho administrativo que pauta as discussões relevantes para a empresa com métricas claras e específicas para orientá-la para o futuro com ética e transparência, bem como práticas sociais que garantem minimamente a qualidade de vida dos seus colaboradores. Também precisa representar a sociedade em termos de diversidade para poder conhecer o contexto de seus consumidores e as práticas que impactam o meio ambiente e que podem por em risco a credibilidade da empresa.

Na perspectiva de investidores, as empresas que são bem avaliadas no ESG se tornam ainda mais importantes para alocação dos investimentos. Segundo a XP investimentos, o primeiro filtro dos investidores é feito pelo ESG e depois o seu valuation e custo do ativo.

Com o consumidor mais informado e mais consciente nas suas escolhas em um mercado altamente competitivo, as práticas sociais e ambientais se tornam fatores de escolha especialmente no pós-pandemia. E, por fim, para que a empresa seja sustentável ao longo do tempo, é também essencial ganhar na competição da atração e retenção de talentos, reduzindo seu turnover.

Em suma, as práticas de ESG se tornam uma vantagem competitiva, reduzindo riscos a longo prazo e tendo um alto retorno sobre quaisquer necessidades de investimentos.

Para começar a praticar o ESG, nada melhor do que realizar um diagnóstico inicial para desenvolver um planejamento estratégico tomando como base as áreas de oportunidades levantadas. Se a empresa for de capital aberto, pode seguir o ISE (Indice de Sustentabilidade Empresarial) da B3 ou mesmo realizar algumas perguntas de base, como:

Questões ambientais:

  • Qual é o impacto ambiental que minha empresa exerce?
  • Quais são as tecnologias existentes que podem contribuir para reduzir o impacto ambiental da minha empresa?

Questões sociais:

  • Como está o turnover da minha empresa?
  • Qual qualidade de vida que está sendo oferecida para meus colaboradores?
  • A minha empresa representa a sociedade que vivemos em termos de diversidade?
  • Quais são as iniciativas da empresa que permitem uma melhor condição de vida para a comunidade?

Questões de governança:

  • Temos metas estratégicas conectadas com ESG?
  • A minha empresa incentiva as práticas sociais e ambientais na minha empresa em todas as áreas?
  • Quais foram as últimas iniciativas implantadas?
  • Meus executivos possuem indicadores de performance de ESG conectados com sua remuneração?

Importante mencionar que não é somente a alta gestão que precisa estar atenta e direcionar práticas de ESG. As iniciativas ESG precisam estar embutidas na cultura da empresa. Todas as áreas devem pensar e praticar iniciativas relacionadas a ela.

Renata Martins é gerente sênior da Gouvêa Consulting. – 15/06/21 –

https://mercadoeconsumo.com.br/2021/06/15/esg-na-pratica
Imagem: Envato/Arte/Mercado&Consumo

Eficiência no Digital: User Experience (UX) tem papel decisivo para marcas

No mundo contemporâneo, UX tornou-se indispensável na comunicação e nos negócios; área vem crescendo em agências. Saiba mais

O surgimento das tecnologias digitais trouxe impactos significativos sobre as formas de apresentar produtos e, num cenário supercompetitivo e difuso, nunca foi tão difícil atrair e manter a atenção do cliente diante da imensidão de marcas e itens disponíveis a apenas um clique. Além disso, se antes, os consumidores decidiam suas compras baseando-se no produto em si e numa quantidade limitada de informações, hoje os hábitos de consumo são muito mais complexos. Cada vez mais as novas gerações avaliam toda a experiência que têm com as marcas, estabelecendo com elas uma relação muito mais íntima e criteriosa. Nesse contexto, uma área tem ganhado um crescente destaque: o User Experience (UX).

User Experience (UX), que significa, literalmente, “a experiência do usuário”, um campo muito mais amplo do que apenas o relacionado a interfaces digitais, como explica Guilherme Andrade, Head de UX na agência Gotcha!.

“O User Experience vai muito além de desenvolver sites e funcionalidades, ele abrange toda uma pesquisa minuciosa, captando o máximo de dados possível, traçando todos os pontos de contato que o cliente tem com o produto e a marca, para realizar, assim, um diagnóstico completo dos problemas e apontamento das possíveis soluções”, explica Andrade.

Ou seja, o profissional de UX é responsável por analisar todas as interações que o usuário tem com o produto ou serviço, levantando todas as suas dificuldades e propondo ajustes e mudanças a fim de tornar a experiência do cliente tão prazerosa e satisfatória a ponto dele esquecer até o nome dos concorrentes. “Com um mapeamento preciso é possível entregar uma análise tão detalhada que, muitas vezes, o cliente muda até a percepção de seu modelo de negócio, pois recebe uma consultoria muito aprofundada. Hoje, o User Experience tem um papel estratégico e indispensável para qualquer empresa que deseja ter destaque e relevância no mercado”, aponta o UX designer.

Vivendo o dia a dia da empresa

Para desempenhar esse papel estratégico, Guilherme Andrade explica que na fase de mapeamento, muitas vezes, a equipe passa semanas imersa na empresa que está analisando, acompanhando o dia a dia de todas as operações e identificando todas as necessidades do usuário. Somente após esse período de análises, conhecido como Product Discovery, é que são propostas as melhores soluções para o negócio.

“Muitas vezes, pequenos ajustes além de gerar impactos positivos na experiência do usuário também resultam em redução de gastos desnecessários na empresa”, ressalta Andrade.

No entanto, como o Head de UX aponta, para obter esses resultados, é preciso uma grande sinergia entre diversas áreas, como Criação, Relações Públicas, entre outras. “Na Gotcha! temos o diferencial de conseguir entregar todos os pontos relacionados à UX dentro de um só escopo e orçamento, pois temos essa visão 360º, integrando todos os departamentos, o que proporciona um resultado muito mais alinhado aos objetivos de crescimento de uma empresa ou marca”, conclui.

Adnews – 14/06/21 – Eficiência no Digital: UX tem papel decisivo para marcas (adnews.com.br)

Facebook e Instagram anunciam novas formas para ajudar criadores a monetizar

As atualizações de hoje são parte dos esforços para apoiar criadores enquanto constroem suas carreiras nas plataformas do Facebook e Instagram. Eles estão fazendo um progresso incrível e teremos mais informações para compartilhar nos próximos meses.

Na sessão de abertura do Creator Week, Mark Zuckerberg compartilhou algumas atualizações e disse: “Nosso objetivo é ser a melhor plataforma para criadores de conteúdo como vocês ganharem dinheiro. E, se você tem uma ideia que deseja compartilhar com o mundo, você deve ser capaz de criá-la e divulgá-la com facilidade e simplicidade – no Facebook e no Instagram – e então ganhar dinheiro com seu trabalho”.

Como o Facebook e o Instagram ajudam você a ganhar dinheiro

No Facebook, eles ampliaram os produtos de apoio aos fãs (como Assinaturas de fãs e Estrelas), disponibilizando-os para ainda mais criadores de conteúdo. Como por exemplo:

Assinaturas de fãs: os fãs podem demonstrar apoio direto a você por meio de pagamentos recorrentes mensais. Agora, qualquer Página nestes mercados que atenda os critérios de qualificação poderá se inscrever aqui.

Estrelas: as Estrelas são ótimas para ajudar você a obter receita nos streams ao vivo. Seus fãs podem comprar Estrelas e enviá-las para você nos comentários. Além disso, agora é possível definir metas de Estrelas, adicionar cartões de agradecimento automáticos e outras ferramentas no Estúdio de Criação. Os criadores de conteúdo nestes mercados podem expressar interesse e começar aqui.

Os anúncios in-stream continuam evoluindo no Facebook, permitindo que você monetize mais tipos de vídeo com anúncios. Entenda mais abaixo:

Anúncios em vídeos curtos: use anúncios de imagem e post-roll para monetizar conteúdo de 60 a 180 segundos de duração com anúncios de imagem e post-roll. Estamos testando esses dois formatos de anúncio sem interrupção em vídeos curtos envolventes, além de investir em soluções de monetização para conteúdo de longa duração.

Anúncios para vídeos ao vivo: agora, os vídeos ao vivo podem ser usados para anúncios de uma maneira totalmente nova. Monetize vídeos transmitidos ao vivo e permita anúncios mid-roll no seu stream ao vivo enquanto o stream é exibido em uma janela menor.

Novas experiências de anúncio: estamos trabalhando para aumentar os pagamentos gerais dos criadores de conteúdo no Watch. Por exemplo, estamos testando uma opção que permite que as pessoas comecem a assistir aos vídeos no Feed de Notícias e continuem assistindo no Watch após visualizarem um anúncio curto.

Também eles estão ampliando o acesso para criadores de conteúdo do Facebook e Instagram para o Gerenciador de Colaboradores da Marca, que ajuda você a encontrar parceiros de marca em potencial e colaborar com eles.

Para criadores de conteúdo que organizam eventos online, eles começaram a convidar Páginas do Facebook para uma nova forma de monetização, chamada eventos online pagos.  Nela, há uma cobrança de uma taxa única de acesso quando os convidados se inscrevem para participar do evento. Em breve, teremos mais novidades para compartilhar.

Recentemente, também foi anunciado algumas atualizações interessantes sobre maneiras de ganhar dinheiro por meio do Instagram Live e IGTV. De início, ainda estão testando os selos no Instagram Live. Eles podem ser comprados pelos visualizadores que desejam demonstrar apoio aos seus criadores de conteúdo favoritos. Os fãs que comprarem selos no Live ficarão em destaque nos comentários e desbloquearão recursos adicionais, incluindo inclusão na lista de detentores de selos do criador de conteúdo e acesso a um coração especial.

Eles ainda introduziram anúncios no IGTV para dar apoio aos criadores de conteúdo, compartilhando a receita do anúncio. Os anúncios de vídeo serão desenvolvidos para dispositivos móveis, com até 15 segundos de duração. Ainda estão testando várias experiências nos anúncios do IGTV com um grupo pequeno de criadores de conteúdo e anunciantes nos EUA. E ampliaram o recurso aos poucos conforme aprimorarmos a experiência.

No começo deste mês, também foi apresentada ótimas novidades sobre as Lojas do Facebook além dos investimentos que temos feito em recursos como a loja do Instagram, compras ao vivo e muito mais, facilitando a compra e venda online. Os criadores de conteúdo e as marcas poderão marcar os produtos em suas Lojas ou no catálogo do Facebook antes de disponibilizá-los online. Esses produtos serão exibidos na parte inferior do vídeo para que as pessoas possam tocar facilmente neles para saber mais informações e comprar.

Melhorias no novo Estúdio de Criação

É provável que você já saiba gerenciar, publicar e monetizar vídeos em uma única localização centralizada usando o Estúdio de Criação. O Facebook acaba de compartilhar as melhorias feitas na experiência do Estúdio de Criação com o aplicativo de criação e agendamento de publicações no Estúdio de Criação, e a possibilidade de entrar no Estúdio de Criação usando as credenciais do Instagram, além de novas informações.

Agora, estão ampliando informações de vídeo com o Estúdio de Criação para ajudar você a controlar mais seu conteúdo. Você encontrará informações mais detalhadas no novo painel de detalhes de vídeo no Explorer, além de métricas por hora para seus vídeos.

Nicole Fanti Siniscalchi – 09/06/2021 – Como o Facebook e o Instagram ajudam você a ganhar dinheiro (adnews.com.br)

Instagram passa a fornecer novas métricas para Reels e lives

Dados sobre visualizações, alcance, usuários e compartilhamento agora estão disponíveis para que os criadores do Instagram possam acessar

Nesta segunda (24), o Instagram anunciou o lançamento de novas métricas para o Reels e as transmissões ao vivo realizadas na plataforma. A novidade permite que os criadores saibam mais sobre o desempenho de seus conteúdos e sobre o público que os assiste. Segundo a rede social, durante o ano haverão mais aperfeiçoamentos nas funções de vídeo e opções de monetização.

As informações liberadas para o Reels são o número de reproduções, contas alcançadas, curtidas, comentários, vezes em que o conteúdo foi salvo e compartilhamentos. Para as lives, métricas sobre contas alcançadas, visualizações simultâneas, comentários e compartilhamentos. O Instagram ainda acrescentou que afirmou que está trabalhando para que os dados sobre o alcance sejam mais apurados.

Além disso, o Instagram pretende aumentar o acesso às métricas, dando informações sobre períodos de tempo diferentes. Atualmente, são duas opções disponíveis: 7 e 30 dias, deverão ser adicionadas mais três, sendo elas: últimos 14 e 90 dias, e mês anterior. A rede social ainda deve trazer as métricas dos Stories e Feed para a versão desktop.

Reels Instagram métricas
Instagram/ Divulgação

“Os criadores sempre estiveram no centro do Instagram e são uma verdadeira inspiração para a comunidade. É importante para nós que eles possam contar suas histórias, construir uma audiência e desenvolver seus negócios na plataforma”, declarou Gonzalo Arauz, Diretor de Parcerias do Instagram para a América Latina.

As métricas adicionadas se juntam às outras já disponíveis na rede social, como as do Feed, Stories e IGTV. Elas devem ajudar os criadores de conteúdo a entender melhor a audiência e quais conteúdos tem bom desempenho de forma mais simples.

Heidy Orui – 25/05/2021 – Instagram passa a fornecer novas métricas para Reels e lives – ADNEWS

Marketing sensorial impulsiona experiência no digital

Ana Erthal, especialista em comunicação multissensorial da ESPM, e Flávio França, fundador e CEO da Media Glass, abordam as oportunidades criadas por estratégias que exploram os sentidos humanos

Os cinco sentidos humanos – visão, olfato, paladar, audição e tato – podem ser grandes aliados do marketing. Isso porque, com o uso de estratégias de persuasão que envolvem os sentidos, as marcas se tornam capazes não só de envolver o consumidor, como criar memórias e vínculos afetivos com seu público, além de estimular a compra por impulso. Essa é a premissa básica do marketing sensorial, como explica Ana Erthal, especialista em comunicação multissensorial da ESPM e autora do livro “A comunicação Multissensorial, compreendendo modos de sentir”.

Realidade virtual e wearables são trunfo da Media Glass para aplicar marketing sensorial (Crédito: Divulgação)

“O principal objetivo do marketing sensorial é criar essa memória – de um odor, uma cor, um som, um sabor ou texturas – que faça distinções entre as marcas. Afinal, nossas memórias mais marcantes advêm dos nossos sentidos e essas experiências criam registros objetivos e afetivos a longo prazo. Essa recorrência de memória afetiva pode ser um fator no momento da decisão de compra ou de influência social”, conta a especialista.

Essa estratégia de diferenciação ganha ainda mais força em um contexto de alta exposição a informações, como o da sociedade moderna. Em 2014, uma pesquisa da Media Dynamics apontou que um indivíduo é exposto, em média, a 362 anúncios por dia. Nesse sentido personalização e a experiência são fatores chave na fidelização. Exemplos bem-sucedidos do uso do marketing sensorial estão espalhados pelo mercado, como o uso da sonorização dos pontos de venda feito pelas lojas Starbucks, a odorização de lojas, embalagens e produtos da Melissa e até patenteados, no caso do som das motos Harley Davidson.

Melissa é exemplo de marca que faz uso do marketing sensorial (Crédito: Divulgação)

Tecnologia aliada aos sentidos

Esse potencial de criar experiências tem chamado atenção das martechs, que usam a tecnologia para dar um passo além na interação com os sentidos. A MediaGlass, por exemplo, conta com um portfólio de serviços que abrange aplicativos de realidade aumentada e virtual para experiências imersivas, em 360º e para óculos inteligentes. “Essas aplicações possuem a capacidade de impactar os sentidos, principalmente na questão do visual, gerando experiências imersivas que integram áudio e vídeo”, conta Flávio França, fundador e CEO da companhia.

Com os wearables, eles já desenvolveram projetos para museus como MAM Rio, Masp e Museu do Futebol. Além disso, a startup vem investindo na virtualização de lojas, reproduzindo a experiência das unidades físicas no universo digital. “As martechs investem em estratégias sensoriais pela abordagem da experiência: o cliente vivencia, interage, avalia e compartilha a experiência da marca/serviço ou produto”, analisa Ana Erthal.

Limites físicos

As restrições causadas pela pandemia da Covid-19, naturalmente, impactaram as estratégias de marketing sensorial que precisaram encontrar caminhos para continuar cumprindo seu papel no digital. Mas, para a especialista em comunicação multissensorial da ESPM, as redes sociais e o marketing de influência podem ser aliados nesse processo. Segundo a professora, a experiências vivenciadas e divididas nas redes podem representar as sensações que os usuários também desejam ter.

“O consumidor deseja materializar as cenas que vê, ele idealiza e projeta seus desejos a partir das imagens. No processo de compra, ele pode ser seduzido por uma imagem e, a partir dela, há um longo protocolo de preparação da experiência que se materializa desde a embalagem até o compartilhamento nas redes sociais”, afirma a autora do livro “A comunicação Multissensorial, compreendendo modos de sentir”.

Ela ainda adiciona que é preciso muita pesquisa para desenvolver uma estratégia eficaz de marketing sensorial, já que é preciso conhecer em profundidade a identidade da marca e de seus clientes. “Essas características identitárias irão compor as matrizes semióticas para o desenvolvimento das marcas sensoriais, uma vez que existem muitas diferenças tanto culturais quanto biológicas na percepção dos estímulos sensoriais”, destaca Ana.

20/05/21 – Taís Farias – https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2021/05/20/marketing-sensorial-impulsiona-experiencia-no-digital.html

Aprimoramento da jornada do cliente: quem é o dono dessa bola?

No mapa da gestão do relacionamento do cliente, dentro das empresas, há geralmente três territórios – em convivência nem sempre pacífica: os departamentos de vendas, de marketing e de atendimento ao cliente.

A importância de cada setor é inquestionável. Vendas funciona como o ataque de um time, marcando gols e assim cumprindo com os objetivos comerciais de qualquer instituição. Marketing, por sua vez, atua como um meio de campo, técnico e criativo, fazendo com que os olhos dos consumidores brilhem ao ver os produtos da empresa. Atendimento é ao mesmo tempo a linha de zaga e o goleiro do time, não deixando que nenhuma dúvida ou problema se transforme em gol contra.

O importante, porém, é que as três áreas joguem em conjunto para garantir que o consumidor tenha sempre a melhor experiência possível. Em um momento da partida em que os números de um estudo realizado pela Officina Sophia Retail chamado Consumer Commitment Index descobre que 86% dos consumidores atuais estão dispostos a pagar mais caro por um produto ou serviço, se isso significar a garantia de experiências de excelência em todos os pontos de contato com as marcas e as empresas não podem se dar o luxo de permitir que essas áreas atuem cada qual em uma direção.

A solução talvez esteja em um modelo diferente, em que uma outra área funcionasse como o técnico de uma equipe.

Essa é a visão de Elcio Santos, CEO da Always On e dos mais ativos estudiosos de dados do país. “Infelizmente, em muitas empresas, cada área ainda olha o cliente pelo seu próprio prisma”, diz ele. “É comum haver muito foco na aquisição de novos clientes e nas vendas em si, mas poucos esforços, por exemplo, no pós-venda para reter a base de clientes. O trabalho precisa acontecer no sentido de conquistar a fidelidade do cliente. Investir para que o cliente fique mais tempo na base da empresa é um trabalho de todos e provavelmente haverá um setor autônomo e transversal a todas as áreas: o de Customer Experience.”

O Boom dos dados

Essa nova área teria como principal tarefa garantir a integridade e o uso inteligente de todo o volume de dados à disposição da empresa. Até porque, principalmente devido às mídias sociais e outros canais digitais, esse volume é imenso – e crescente.

Um exemplo? Só no primeiro semestre de 2020, as vendas online no País cresceram 74%. O mercado viu sua maior alta em 20 anos, segundo relatório da Ebit/Nielsen que apurou ainda que 7,3 milhões de novos consumidores foram levados ao e-commerce.

Esse boom impulsionado pela pandemia forçou milhares de empresas a terem de adotar, muitas vezes do dia para a noite, as mais diversas tecnologias para o aprimoramento da jornada do cliente.

Segundo estudos realizados pela International Data Corporation (IDC) entre 2018 e 2019, organizações que implantaram Inteligência Artificial em suas operações cresceram de 4% para 14%. No entanto, observa Elcio, esse percentual poderia ser muito maior já que a maioria ainda não se deu conta de que “não há caminho possível para a excelência” que não passe pelo mundo dos dados.

“A falha é sempre a mesma e o mercado será menos lucrativo enquanto continuar apostando em tecnologia sem extrair o que há de melhor dela”, alerta. “É realmente desafiador porque as soluções integram malhas de dados que, quando interpretadas, geram insights preciosos. Por isso a necessidade de que uma única área se responsabilize por essas informações e que entenda que todos os endpoints são importantes para detectar problemas com rapidez, ou até antecipá-los”.

Excelência por cultura

O CEO da Always On explica que o primeiro passo para a conquista efetiva da jornada impecável do consumidor é a adoção de um novo mindset.

“A gente costuma dizer que o consumidor é o petróleo, mas é a leitura dos dados entregues pelas ferramentas que melhoram o relacionamento e os valorizam”.

Para Élcio, o processo para que o cliente simplesmente não queira jamais trocar a sua empresa por outra, diz menos respeito às soluções implementadas em suas operações de atendimento, e mais à filosofia da própria companhia. “Customer Experience é, antes de tudo, ter como primeiro objetivo o bom relacionamento e o conhecimento real acerca das necessidades do seu público-alvo, o que é possível apenas pela curadoria dos dados. Com essa cultura instaurada, é hora de olhar para as ferramentas que melhor vão colaborar para que sua organização esteja, enfim, apta a oferecer a melhor experiência”.

Interpretação

Quando o executivo fala em malha de dados, ressalta que, por mais completa que seja a solução tecnológica, ela terá retorno muito menor se os dados e metadados gerados em cada setor não tiverem interpretação conjunta.

“O consumidor precisa dizer: ‘não tenho nenhum motivo para comprar de outra empresa porque o produto ou serviço é bom, o relacionamento é incrível, me atendem muito bem e até quando eu tive de resolver um problema foi ótimo porque a empresa se antecipou antes que eu tivesse de procurá-la e ainda resolveu o impasse sem burocracia’”, explica.

Mas, para que isso aconteça, ele reitera que não há mais espaço para erros bastante comuns nessa caminhada. “A leitura dos dados é quem vai possibilitar que você entenda em que momento da jornada está o consumidor”, fiz.

E adverte que tratar bem o cliente é uma obrigação. Mas há certos consumidores com os quais não se pode errar de jeito nenhum, sendo pelo seu valor para a empresa ou pelo seu momento na jornada. “Alguém que está há dias tentando solucionar o recebimento de um produto errado simplesmente não pode receber uma ligação ou e-mail do setor de vendas tentando vender outro produto. É a leitura de dados que vai possibilitar que não haja infortúnio como esses que podem custar a perda definitiva de um cliente”, continua.

Quem vai resistir?

Já deu para entender que todo o e-commerce de perfil reativo está fadado ao fracasso justamente porque espera, por exemplo, que o cliente informe sobre o atraso de uma entrega para que sejam tomadas as providências devidas – ou ainda oferece um produto que pode não significar nada para um potencial comprador.

Na contramão desse triste fim, a tendência é que companhias busquem por Customer Data Platforms (CDPs), plataformas de gestão de dados do consumidor que ajudarão empresas a melhorar suas campanhas direcionadas e melhor curadoria dos seus dados primários.

“Elas já são realidade e permitem às empresas direcionar melhor suas campanhas e ofertas com base no perfil de cada cliente. Quando é adequado oferecer para o cliente ‘x’ um sofá de R$50 mil ou quando a proposta deve ser de um sofá a um custo mais popular para um cliente ‘y’. Também identificam o momento em que determinado comprador de uma TV já pode estar habilitado a comprar um home theater de forma automática.

É sobre chegar nesse nível de sofisticação quando a gente olha a experiência do cliente do começo ao fim e passa a conhecê-lo de verdade por meio do real entendimento dos dados. Entenda isso e você se tornará de fato o dono da bola”, finaliza.

Texto original do Consumidor Moderno por Nayara de Deus. – 19/05/21 – https://adnews.com.br/aprimoramento-da-jornada-do-cliente-quem-e-o-dono-dessa-bola/