Arquivo mensal: outubro 2019

Vivo inaugura loja sustentável em shopping de São Paulo

A Vivo inaugurou sua primeira loja sustentável, que segue os conceitos LEED – Leadership in Energy and Environmental Design, selo criado pela organização americana U.S. Green Building Council. A unidade tem 167m², está localizada no Shopping VillaLobos, na capital paulista, e atende a mais de 80 pontos nas nove categorias da certificação ambiental internacional com o objetivo de atingir o selo Platinum.

“A sustentabilidade faz parte da estratégia de lojas da Vivo, que busca transformar pontos de venda em pontos de experiência, oferecendo espaços cada vez mais relevantes para os consumidores e a sociedade”, afirmou Fernando Rheingantz, diretor de Canais da Vivo.

A sustentabilidade das unidades está no mobiliário com certificação ambiental, na redução do consumo de energia elétrica e na sua utilização a partir de fontes renováveis, além da eliminação do papel e copos plásticos.

A previsão da empresa é que a redução do consumo de energia ultrapasse 28% quando comparado com a de uma loja tradicional. Para conseguir atingir este percentual, foram instalados sistemas de automação para controle da iluminação, calibrado para garantir economia e segurança e de ar- condicionados com consumo reduzido de água gelada.

A nova loja também conta com equipamento de recuperação de energia do ar-condicionado. Há sensores de presença e de desligamento automático da iluminação. A geração de energia também é 100% renovável por meio de sistema fotovoltaico e da contratação de energia verde no mercado livre incentivado.

O ponto de venda utiliza um sistema de recuperação de energia que requer menos intensidade do equipamento de ar-condicionado e contribui para a redução do consumo de água. A renovação do ar é feita por meio de filtragem fina, possibilitando a retenção de partículas e poluentes. Assim, a taxa de renovação do ar é 30% maior que a exigida por normas internacionais, fornecendo maior capacidade de diluição dos poluentes.

O mobiliário da nova unidade foi fabricado a partir utiliza madeira certificada FSC, que atesta o manejo correto e adequado às normas ambientais. As tintas, selantes e colas usadas na loja possuem baixo ou nenhum índice de Componentes Voláteis Orgânicos (COV) em sua composição, reduzindo o cheiro e os impactos causados por estes produtos químicos.

Outra ação sustentável desenvolvida pela operadora é o programa Recicle com a Vivo, em que a operadora oferece para clientes e não clientes a coleta e destinação de celulares, carregadores e baterias sem uso. Os componentes eletrônicos são destinados à reciclagem de acordo com as normas ambientais. Em 2018, as urnas do programa de reciclagem receberam cinco toneladas de equipamentos, o equivalente a 76,6 mil itens.

A Vivo oferece descontos na compra de smartphones mediante a entrega do aparelho usado. Os descontos variam de acordo com o modelo e conservação do equipamento. Os equipamentos em bom estado são recondicionados e comercializados por empresa parceira no mercado de usados. Por meio deste programa, foram recolhidas 12,9 toneladas de aparelhos, o equivalente a 84,2 mil itens.

Entre os aparelhos comercializados pela operadora, 73% possuem o selo Ecorating, que avalia, com notas de 0 a 5, mais de 100 critérios socioambientais na produção e destinação dos smartphones. A avaliação é feita pela ONG Forum for The Future, do Reino Unido.

Varejo verde: Malwee lança etiqueta para identificar peças sustentáveis

A Malwee irá lançar o selo “Moda do Bem”, que indica suas peças sustentáveis, fabricadas com uso reduzido de água, matérias primas orgânicas e biodegradáveis. A identificação será introduzida em dezembro, em uma coleção cápsula.

Um dos tecidos utilizados será confeccionado com 88% de poliéster reciclado, a partir de embalagens plásticas. De acordo com a empresa, a utilização deste material já permitiu que 30 milhões de garrafas fossem retiradas do meio ambiente.

Outro tecido que utiliza técnicas sustentáveis é o jeans, produzido com técnicas industriais que reduzem em até 93% o consumo de água. Algumas peças receberão algodão desfibrado, feito com resíduos de malhas recicladas. O tingimento é realizado a partir de um processo sustentável, que permite reduzir em até 98% o volume de água. As próprias etiquetas das peças serão feitas com tecido reciclado e as embalagens com plástico totalmente reciclado.

A criação do selo e da coleção cápsula é parte de um termo de compromisso da ONU, chamado Our Only Future (Nosso Único Futuro), que busca evitar o aumento da temperatura média global e zerar a emissão de gases de efeito estufa até 2050.

Apenas três empresas brasileiras assinaram o acordo: Klabin, Natura e a Malwee. A marca têxtil também aderiu ao pacto Fashion Pact, assinado por 32 empresas de moda, durante a reunião do G7, na França.

Guilherme Weege, atual presidente da Malwee, acredita que estes pactos ajudam a trazer visibilidade para as questões ambientais e a fabricação de produtos. “Hoje o consumidor não sabe como é fabricado o produto que ele consome, mas ele está interessado no processo”, disse.

A indústria têxtil é uma das que mais polui. Um caminhão de resíduos têxteis é jogado no lixo a cada segundo no mundo e as peças de vestuário geram meio milhão de toneladas de microfibras nos oceanos a cada ano.

De acordo com o executivo, a questão do preço é uma das maiores geradoras dos impactos ambientais. “O rápido consumo puxa os preços cada vez mais para baixo e as empresas buscam os países com os menores custos de produção”, explicou Weege.

O preço das linhas sustentáveis da Malwee é próximo ao das peças tradicionais. Mas a fabricação permanece mais cara, pois não há escala suficiente para reduzir o custo.

Para a Malwee, os ganhos devem vir em longo prazo com a redução dos custos de materiais e dos gastos com água, além do barateamento do processo com a ampliação da escola. Porém, até isso acontecer, as margens da empresa serão reduzidas. “Há consumidores que enxergam o diferencial desses produtos, mas ainda não é uma peça que se paga”, afirmou o presidente da empresa.

Para Weege, o fast fashion não deve deixar de existir. “A moda é passageira, não é atemporal, então o fast fashion continuará a existir. A diferença é que o público irá buscar mais qualidade e outros modos de produção”, afirmou.

KitKat Chocolatory chega ao Brasil

Sonhos se tornam realidade. A marca número 1º de Chocolates da Nestlé no mundo, KitKat anuncia a chegada da primeira flagship KitKat Chocolatory da América Latina.  Não querendo ser chata nem nada, o lugar escolhido não poderia ser melhor!  O projeto escolheu a metrópole mais populosa e movimentada latino-americana, São Paulo.O espaço localizado na Zona Sul da cidade no Shopping Morumbi oferece uma verdadeira experiência omnichannel, composta por três componentes que se conectam com o consumidor atual: Físico, Humano e Digital, fazendo de tudo para conquistar os millennials.

Os produtos na loja trazem KitKat nunca vistos no país e também chocolates exclusivamente pensados para o público brasileiro. Além desses produtos você ode criar um KitKat só seu, onde cada peça pode ser personalizada ao seu gosto e completam as experiências, aguçando todos os sentidos por meio de cores, aromas, sabores e texturas. O espaço foi inteiramente criado pensando na valorização da experiência pessoal dentro do ambiente.  Dessa forma, cada consumidor pode criar uma experiência diferente no local e criar seu próprio Break. Não pode ser esquecido é que a loja é totalmente instagramável. Você não pode perder a oportunidade de tirar fotos carismáticas e divertidas nesse mundo de KitKat. 

A loja foi criada com diferentes interações digitais, que permeiam toda a jornada do consumidor. Há desde jogos de VR, filtros com Realidade Aumentada via Snapchat, Vending Machine com game e espaços instagramáveis – eles podem ser aproveitados juntamente com um Snap Code, no qual os consumidores acessam um filtro exclusivo da marca KitKat via Snapchat.

 

“KitKat Chocolatory é um projeto global da Nestlé, lançado há cinco anos e sucesso nas grandes capitais em que está presente, como Tóquio (Japão), Melbourne (Austrália), Londres (Inglaterra) e Toronto (Canadá). Aqui no Brasil, estamos trazendo vários dos sucessos desses mercados e muitas outras novidades, que darão a oportunidade a cada visitante de ter tanto um produto, quanto uma experiência única com a marca”, destaca Leandro Cervi, Head de Chocolates da Nestlé Brasil.

As embalagens especiais, somando um sem número de combinações entre elementos avulsos e kits, foram desenhadas pela agência CBA B+G. “O grande desafio desse projeto foi conseguir criar linguagem e repertório suficiente para diferenciar as centenas de novas embalagens com sabores exclusivos da marca global KitKat Chocolatory, surpreendendo o público fiel e sedento por novidades. Ao total, foram mais de 120 variedades”, destaca Luis Bartolomei, sócio e head de criação da CBA B+G .

Confira todas as novidades como:

Crie o seu KitKat

O consumidor pode escolher entre recheios e toppings para montar o seu próprio KitKat. São mais de mil combinações possíveis. Quase um churros.

 

PICK & MIX

O consumidor poderá escolher entre os 17 sabores inéditos exclusivos, vendidos em formato 2 fingers em embalagens personalizadas. Alguns exemplos são: Pistache, Menta, Banana, Goiaba e Churros. As opções são vendidas no formato Caixa Bowl podendo ser selecionados até 10 sabores ou Lata Personalizada com impressão a laser com 20 sabores.

Caixa Bowl – Escolha 10 sabores

 

 

Lata Personalizada – Escolha 20 sabores

 

 

KITKAT DIGITALLY PRINTED

Você pode imprimir a imagem que você quiser em cima do seu KitKat 4 fingers.  A loja brasileira é a primeira a trazer essa tecnologia e eles utilizando cores naturais e comestíveis.

 

KITKAT Chocolatory

Localização: Shopping Morumbi 

Criação do Willy Wonka? KitKat Chocolatory chega ao Brasil

Uber Eats lança modalidade click & collect em São Paulo

O Uber Eats está lançando este mês o formato click & collect em São Paulo. Com ele, o cliente poderá fazer o pedido pelo aplicativo e ir buscar sozinho no restaurante. A vantagem do modo Retirada é realizar toda a transação pelo aplicativo, inclusive o pagamento, mas sem precisar esperar em filas e nem pagar o frete.

O modo será disponibilizado com restaurantes parceiros, que ganham novas oportunidades de venda. O delivery de alimentos por meio de aplicativos é a modalidade que mais cresce no foodservice. Por outro lado, a estimativa é que mais de 80% das vendas dos restaurantes ainda sejam realizadas diretamente pelos estabelecimentos.

“O Uber Eats quer continuar apoiando o crescimento sustentável da indústria de restaurantes e permitir que nossas cidades sejam economicamente mais dinâmicas para fazer negócios”, afirmou Thaís Azevedo, diretora de Marketing do Uber Eats no Brasil. A modalidade de Retirada já está em testes em milhares de restaurantes dos EUA e da Europa, além da Cidade do México e Guadalajara, no México, e San José na Costa Rica.

Uber Eats lança modalidade click & collect em São Paulo

Walmart lança entrega direto na geladeira nos Estados Unidos

O Walmart lançou um serviço para entrega de pedidos diretamente na geladeira dos clientes. Para a realização do chamado serviço “InHome”, os funcionários do Walmart utilizarão câmeras portáteis e uma “tecnologia de entrada inteligente” que ainda não foi divulgada. A modalidade estará disponível em algumas cidades dos Estados Unidos a partir do segundo semestre.

Para garantir a segurança do serviço, será utilizado um dispositivo que permitirá apenas um único acesso ao funcionário, durante o tempo de entrega. O cliente escolherá a entrada que o entregador utilizará e poderá acompanhar o processo remotamente com vídeos em tempo real ou gravações. A empresa planeja utilizar o serviço para que os consumidores também realizem devoluções de produtos adquiridos online, eles poderão deixá-los em cima da mesa e os funcionários farão a retirada.

Os colaboradores que atuarão com o novo serviço de entrega irão receber um treinamento sobre o cuidado com as entregas e a organização das geladeiras. “Agora podemos atender os clientes não apenas em sua última milha, mas nos últimos passos”, afirmou Marc Lore, presidente do e-commerce do Walmart.

A modalidade será disponibilizada nas cidades de Kansas, Pittsburgh e Vero Beach. O preço e as tecnologias utilizadas ainda não foram informados.

McDonald’s reforça seu plano de modernização de lojas nos EUA

Na última quinta-feira, o McDonald’s abriu uma nova loja na Times Square, ponto esperado para ser o seu mais movimentado restaurante nos EUA. A localização imprime as atualizações modernas que a marca vem trazendo para suas lojas americanas. Possui placas de menu digital, 18 quiosques de autoatendimento e estações de carregamento móveis sem fio em mesas.

As atualizações de alta tecnologia são parte de sua estratégia para impulsionar as vendas, trazendo os clientes de volta para suas lojas. As renovações foram pensadas para melhorar a comodidade e experiência do cliente, além de modernizar o visual dos restaurantes.

Inicialmente, o plano original do McDonald’s era para que todas as renovações de lojas fossem realizadas até 2020, mas esse prazo foi postergado para 2022. Em 2018, o McDonald’s gastou 1,4 bilhões de dólares para remodelar cerca de 4.500 restaurantes. Este ano, os gastos previstos para atualizar 2 mil pontos é de $1 bilhão.

Quando os clientes entram no local, a visão dos quiosques de autoatendimento os recebem com “boas-vindas”. Os funcionários também estão disponíveis para realizar pedidos e pagamentos.

No segundo andar, os quiosques de autoatendimento também estão disponíveis para que o público que frequenta o restaurante possa efetuar quaisquer itens esquecidos.

De acordo com Max Carmona, diretor sênior do projeto e desenvolvimento global do visual dos restaurantes, o olhar moderno e simples do interior da loja. “Tudo foi pensado para contrastar com os outdoors e a agitação da Times Square”, disse o executivo. “Seu exterior de vidro dá aos clientes uma grande visão dessa atividade”, completou.

McDonald’s reforça seu plano de modernização de lojas nos EUA

Nestlé inaugura instituto de desenvolvimento de embalagens sustentáveis

A Nestlé está inaugurando o Institute of Packaging Sciences [Instituto de Ciências da Embalagem], na sede da Nestlé Research, em Lausanne, na Suíça. O novo instituto permitirá à companhia acelerar seus esforços para trazer ao mercado soluções funcionais, seguras e ecologicamente corretas para enfrentar o desafio global dos resíduos das embalagens plásticas. A iniciativa é um passo importante para a companhia alcançar o compromisso de tornar 100% de suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025.

“Temos a visão de um mundo em que nenhuma de nossas embalagens termine em aterros sanitários ou como lixo. Para tanto, estamos introduzindo soluções de embalagens reutilizáveis e pioneiras em materiais ecológicos. Além disso, apoiamos o desenvolvimento de infraestrutura local de reciclagem e armazenagem, contribuindo para um mundo sem resíduos”, disse Mark Schneider, CEO da Nestlé.

O instituto se concentra em várias áreas da ciência e tecnologia, como embalagens reutilizáveis, materiais de embalagem simplificados, reciclados, papéis de barreira de alto desempenho e materiais de base biológica, compostáveis e biodegradáveis. O centro inclui um complexo de laboratórios de última geração, além de instalações para prototipagem rápida. Em estreita colaboração com a rede global de pesquisa e desenvolvimento da Nestlé, parceiros acadêmicos, fornecedores e startups, o instituto avaliará a segurança e a funcionalidade de vários materiais de embalagem sustentáveis.

A multinacional também vem investindo em outras ações ligadas à sustentabilidade. A empresa desenvolveu com especialistas e fornecedores de embalagens produtos empacotados em papel reciclável, tais como o chocolate em pó Nesquik All Natural e as barras de cereais YES!.

A Nestlé anunciou também a meta de atingir emissão zero de gases de efeito estufa até 2050. A companhia adota o objetivo mais ambicioso do Acordo de Paris, de limitar o aumento da temperatura global em 1,5°C. Antecipando-se à Conferência sobre as Mudanças Climáticas, organizada pelo Secretário Geral das Nações Unidas neste mês, a empresa assinará o compromisso “Ambição das Empresas pela meta de 1,5°C”. A Nestlé revisará seu progresso anualmente.

Com o anúncio, a fabricante acelera seus esforços relacionados às mudanças climáticas, com base em mais de dez anos de trabalho para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Nos últimos quatro anos, a empresa alinhou seus objetivos com metas científicas para manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C.

“A mudança climática é uma das maiores ameaças que enfrentamos como sociedade. É também um dos maiores riscos para o futuro de nossos negócios”, disse Schneider. “Nosso tempo para evitar os piores efeitos do aquecimento global está acabando. É por isso que estamos estabelecendo uma ambição mais ousada de alcançar um futuro com emissão zero. Implantando os recursos globais e o know-how industrial da Nestlé, sabemos que podemos fazer uma diferença muito significativa. Nossa jornada para a emissão zero já começou há algum tempo. O que estamos fazendo agora é acelerar nossos esforços”, acrescentou.

Para alcançar a meta, a companhia irá adotar ações, tais como: lançar mais produtos com melhor pegada ambiental e que contribuam para uma dieta equilibrada, o que inclui mais opções de alimentos e bebidas à base de vegetais; ampliar iniciativas na agricultura para absorver mais carbono, por meio do fortalecimento de seus programas com agricultores para recuperar a terra e limitar as emissões de gases de efeito estufa; implantar ações de reflorestamento e melhora da biodiversidade; usar energia elétrica 100% renovável nas fábricas, armazéns, logística e escritórios da Nestlé.

“Estamos transformando nossas operações para alinharmos nossos objetivos com a meta de 1,5°C e levar a uma grande mudança na maneira como nossos ingredientes são produzidos e adquiridos. Nossos fornecedores precisarão embarcar nessa jornada conosco. A tarefa é enorme, mas estamos determinados a fazer com que isso se realize”, afirmou Magdi Batato, vice-presidente Executivo e chefe de Operações da Nestlé.

A empresa está tornando suas redes de distribuição e depósitos mais eficientes e otimizando suas rotas para reduzir o consumo de combustível e as emissões de carbono. Nos 100 principais centros de distribuição da empresa as emissões de gases de efeito estufa diminuíram quase 40% nos últimos quatro anos. A Nestlé intensificou suas atividades para assegurar o fornecimento responsável de suas matérias-primas e progrediu em direção à sua meta de desmatamento zero. Desde 2014, a redução das emissões de gases de efeito estufa em toda a sua cadeia de valor é equivalente à retirada de 1,2 milhão de carros das ruas.

Imprensa Mercado & Consumo - 

A Disneyficacão dos Shopping Centers

Imagine um megamall capaz de abrigar um imenso parque de diversões, incluindo diversas montanhas russas, parque aquático com 35 escorregas e 13 diferentes atrações, estação de esqui indoor, uma baita pista de patinação no gelo, mais cinema, aquário e Kidzania, entre outras coisas. Impressionante? Espere um pouco, porque tem mais. Acrescente 20 restaurantes, food halls incríveis, espaço para eventos e um mix selecionado de lojas. Que tal?

Esse shopping de sonhos existe e deve inaugurar no final de outubro em Nova Jersey, ali ao lado de Nova Iorque. Não por acaso, seu nome é American Dream (Sonho Americano) e foi desenvolvido pela Triple Five, empresa que também construiu o Edmonton Mall, no Canadá, e o Mall of America, em Minneapolis.

O American Dream é a exacerbação de um conceito que começa a ganhar terreno: a ideia do shopping center como um destino predominantemente de entretenimento, onde o varejo é coadjuvante. Assim como na Disney.

A união do entretenimento com shopping e varejo não é algo exatamente novo. Na década de 90, quando surgiu a primeira versão do que convencionou-se chamar da ‘economia da experiência’, diferentes varejistas usaram a diversão como fator de atração de clientes e diferenciação em relação aos concorrentes, de restaurantes, como Rainforest Cafe até lojas de brinquedos, como Toys R Us e FAO Schartz. Ali, porém, o entretenimento tinha a função acessória de apoiar a venda de produtos. Hoje é bem diferente.

Em tempos de internet, para tirar as pessoas de casa é preciso oferecer experiências muito mais impactantes e relevantes do que as que elas podem dispor no conforto dos seus sofás. Isso passa por salas de cinema de alta tecnologia e muito conforto, bares com jogos, como Dave & Buster’s e atrações como pistas de kart indoor, circuitos de mini golf, espaço para camas elásticas e parques de diversão. Só as operações de escape, para citar um exemplo, aumentaram de duas dúzias no final de 2014 para mais de 2.300 quatro anos depois. Para se ter ideia de como isso anda avançando nos Estados Unidos, entre o primeiro trimestre de 2010 e 2019, a área de mall dedicada a entretenimento em shopping centers americanos cresceu 44,7%, de acordo com dados do ICSC – International Council of Shopping Centers.

Isso significa que todos os shoppings vão tornar-se um destino de entretenimento? Não necessariamente. Essa é sem dúvida uma forte tendência, mas há outras, como o shopping que adquire o papel de centro de uma nova comunidade, onde pessoas podem viver, trabalhar, divertir-se, encontrar-se e resolver pequenos problemas cotidianos.

Há uma pergunta que não quer calar: isso tudo vale também para os shoppings brasileiros?

Não tenho dúvida de que a Disneyficacão dos shoppings já começa a produzir impacto significativo por aqui. Talvez, nesse momento, seja exagero pensar em dedicar 55% da ABL (área bruta locável) para operações de entretenimento, como acontece no American Dream. Mas a demanda dos consumidores por locais onde possam passar bons momentos com os amigos e família é clara como água. A maneira de explorar isso vai depender do lugar, do perfil do público e, claro, da coragem dos empreendedores nacionais.

Lojas de bem-estar invadem os shoppings americanos

Uma visita a um shopping de alto padrão ou ao distrito comercial local costumava acabar em uma pilha de sacolas de compras em butiques de roupas, livrarias e outras lojas especializadas. Agora, acaba em uma aula de pilates de US$ 36, talvez seguida por uma sessão de bike indoor de US$ 36 e uma ida a um mercado orgânico para tomar uma água de côco de US$ 10 antes de uma parada em uma crioterapia de US$ 40.

Enquanto as lojas físicas de varejo perderam espaço para a concorrência do comércio online, inúmeras lojas de condicionamento físico e bem-estar – estúdios de ioga, pilates, remo, boxe, ciclismo, pole dance e treinamento intervalado de alta intensidade – estão tomando os espaços abandonados por lojas de vestuário, livros e eletrônicos.

Acontece que a participação em uma aula de condicionamento físico em grupo é uma das poucas coisas impossíveis de se encomendar pela Amazon. Esses estúdios agora cumprem um grande papel no que tem sido chamado de “economia experiencial”, a partir da expressão “economia da experiência”, cunhada originalmente pela Harvard Business Review, de B. Joseph Pine II e James H. Gilmore, 21 anos atrás, mas amplificada ao máximo pelo recente advento das selfies no Instagram.

Inspirada no pilates, Amanda Freeman, fundadora e CEO da empresa de fitness SLT (Strengthen Lengthen Tone – Fortalecer, Alongar e Tonificar, em tradução livre), inaugurou seu primeiro estúdio em Manhattan oito anos atrás. Amanda afirmou que, quando inaugura um novo estúdio, ela às vezes procura por imóveis localizados perto de outros estúdios de fitness butique.

Um cliente que passa por uma SLT a caminho de outro tipo de centro de condicionamento físico parecido já está acostumado a pagar de US$ 35 a US$ 40 por sessão. E há o potencial do “efeito restaurante”, quando um centro de alimentação se torna destino de clientes que podem querer comida italiana uma noite ou tailandesa em outra.

“Se estou inaugurando uma nova loja, quero abrir onde um estúdio com preços semelhantes já está prosperando, mas oferecendo um tipo diferente de treino”, disse Amanda. “O que eu não quero é abrir um estúdio nas proximidades de um centro de ioga que cobre US$ 20 a aula, onde as pessoas vão me perguntar: ‘Por que o seu estúdio cobra US$ 40?’.”

Determinar as localidades de expansão do fitness butique é uma arte e uma ciência, afirmou Joey Gonzalez, diretor executivo da Barry’s Bootcamp, uma rede de estúdios de musculação repletos de esteiras ergométricas e pesos com presença em nove países, incluindo Austrália, Emirados Árabes Unidos e Noruega (dependendo da localização, as aulas custam entre US$ 30 e US$ 36).

O processo tem início escutando os clientes – matriculados e futuros – que fazem posts em redes sociais e mandam e-mails com pedidos para que o Barry’s se instale em seus bairros. Para localidades internacionais, o Barry’s se concentra em cidades que já revelaram cidadãos locais e expatriados que estão adotando o fitness butique.

Então, Gonzalez encontra um parceiro naquela cidade, que o guiará na busca pelo local ideal. Foi assim que o Barry’s acabou na Raffles Place, em Cingapura, e inaugurou recentemente um estúdio em Paris. Conjuntos de centros de fitness surgem organicamente nas cidades, porque não há um único proprietário dono de todos os imóveis, afirmou Jeff Weinhaus, presidente e executivo-chefe de desenvolvimento da Equinox, a luxuosa marca de clubes de fitness.

A Equinox, onde as assinaturas de pleno acesso mais baratas custam US$ 260 ao mês, tem 99 endereços nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido. Proprietários de imóveis têm interesse nas redes de fitness, afirmou John Klein, um ex-executivo de imóveis da Equinox que agora dirige uma consultoria voltada para o bem-estar, varejo e indústria de vestuário. “Frequentar uma academia é um hábito, parte do estilo de vida dos millennials que gostam de se cuidar e têm um bom salário à disposição”, disse ele.

Alguns empreendedores da área de fitness estão apostando tudo no decatlo completo das sessões grupais de exercícios. Anthony Geisler é o executivo-chefe da Xponential Fitness, que é dona de marcas e estúdios em oito categorias. Ele procura por pequenos estúdios mal administrados por pessoas que são boas de fitness mas ruins de finanças e, então, faz deles suas franquias.

Muitas de seus franqueados compraram várias marcas. Geisler disse que, quando faz sentido, ele encoraja donos de estúdio a inaugurar em várias localidades se eles compraram diferentes marcas – ou perto de outras marcas franqueadas por outras empresas. “Os lugares se tornam praças de fitness”, disse.

Nicole Mereshensky, 39 anos, é o tipo de cliente pelo qual todos esses negócios estão clamando. Mãe de duas crianças em Nova York, ela frequenta aulas de fitness cerca de seis vezes por semana. Nicole gasta US$ 340 por mês com um pacote de aulas no Barry’s e US$ 75 por uma assinatura ClassPass, que, em troca da taxa, lhe confere descontos em uma gama de centros de estúdios butique. “Curto as aulas porque quero a energia do grupo e gosto de ter pessoas me dizendo o que fazer”, disse ela.

Com informações do The New York Times – Por Imprensa Mercado & Consumo – 30 de setembro de 2019

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/09/30/lojas-de-bem-estar-invadem-os-shoppings-americanos

Riachuelo inaugura flagship no Shopping Morumbi em São Paulo

A varejista de moda Riachuelo lançou um novo modelo de loja, no Shopping Morumbi, em São Paulo.  A unidade possui 2.290m2 e conta com um mix completo de produtos da marca, com novos serviços e projetos pilotos da companhia. A loja possui experiência de compra digital, com a realização dos pagamentos sendo feitas por meio de dispositivos móveis espalhados pelo estabelecimento.

A flagship possui uma estratégia omnichannel, integrando a loja física com o universo digital. O cliente faz a compra digital na loja e escolhe o endereço para entrega, sem custo. Há ainda a opção dos lockers, que permite a realização do”compre e retire em loja”.

Os provadores da unidade utilizam tecnologia. Por meio de um espelho interativo, os clientes podem ver as outras cores e tamanhos disponíveis das peças, solicitar novos itens e ajustar a intensidade de luz.

A loja é organizada em departamentos, que possuem design e comunicação visual próprios. Ao todo, a unidade possui 67,8m2 de painéis de LED com o conteúdo e storytelling da marca. O espaço possui ainda áreas instagramáveis, como bonecos em tamanho real de personagens da DC, voltados para a interação dos clientes.

A Riachuelo do Shopping Morumbi possui ainda uma área voltada para a customização de peças, como jaquetas e camisetas. O chamado espaço RCHLO + permite a criação, impressão de estampas na hora e a aplicação de patches.

No mesmo espaço serão realizados workshops, bate-papos, ativações com artistas, entre outros. “Queremos que a loja se torne um espaço de encontro e, principalmente, de compartilhamento de ideias e experiências”, disse Elio Silva, diretor executivo de Marketing.

A loja recebeu o selo HBC (Healthy Building Certificate), uma certificação internacional que atesta a saludabilidade de construções com base na qualidade do ambiente. As luminárias foram produzidas a partir de cabides plásticos reciclados, uma reutilização dentro da própria cadeia.

A inauguração do Shopping Morumbi integra o plano de expansão da marca. Está prevista a abertura de mais três lojas e outros projetos, que serão lançados como pilotos na nova unidade e serão replicados nas demais lojas da rede nos próximos anos.