Arquivo mensal: abril 2019

Startup norte-americana cria freezer que faz ofertas personalizadas

A startup americana Cooler Screens criou um freezer capaz de personalizar ofertas. O aparelho é interativo, possui sensores de movimento, câmeras e sistema de e rastreamento ocular. O item já está em funcionamento em seis unidades da rede de farmácias Walgreens.

A peça identifica as pessoas por gênero, idade e percebe quais produtos que os consumidores estão olhando, avaliando ainda o tempo que permanecem em pé e a reação emocional a algum item. Ele coleta os dados em tempo real, utiliza um algoritmo para determinar os anúncios mais adequados para aquele momento.

O freezer é fechado por uma tela que mostra o produto está atrás da porta. Ele pode sugerir, por exemplo, um refrigerante “zero” para um homem que está olhando para as bebidas. O sistema é capaz de identificar preferências, como a dos homens pelos refrigerantes zero açúcar.

O equipamento também avalia o horário da compra. Se a pessoa realiza as compras no final da tarde, por exemplo, receberá sugestões como pizzas congeladas. As câmeras identificam os produtos que já estão com o cliente, para tentar convencê-lo a comprar outro alimento.

De acordo com a startup, os dados coletados não são armazenados. Mas ela deseja que os consumidores ajudem a abastecer sua base. Isso poderia ser feito, por exemplo, por meio do aplicativo da Walgreens, onde é possível indicar as preferências. Se um cliente incluir itens sem lactose em suas preferências, irão ser indicadas para ele ofertas destes produtos.

Segundo um estudo realizado pela Cooler Screens, 75% dos consumidores escolhem refrigerantes por impulso. A startup tem contratos com a Nestlé, Coca-Cola, Pepsi e outras 13 companhias.

A desumanização do varejo

Será que no futuro as lojas físicas terão apenas atendentes robôs? Como na indústria, estes seres cibernéticos substituirão os humanos também no varejo? Creio que robôs não são muito a cara do varejo. Mas sistemas de automação poderão substituir atendentes sim. Desde as vending machines, que já invadiram o mundo e se incorporaram ao nosso dia-a-dia, vendendo praticamente de tudo; passando por poltronas de massagem shiatsu operadas por cédulas, instaladas nos principais shoppings em todo o Brasil. Essas máquinas totalmente autônomas são um grande sucesso.

Recentemente, a drogaria Onofre/CVS inaugurou uma loja conceito na Avenida Paulista, em São Paulo, que conta com um inédito robô que automatiza todo o armazenamento, distribuição, manipulação e separação de medicamentos. Assim, ajuda a evitar desperdícios, monitorando a dosagem e a data de validade das medicações. O equipamento foi desenvolvido pela empresa alemã BD, especialista em tecnologia médica. A máquina precisa de apenas 30 segundos para coletar o medicamento e disponibilizar ao farmacêutico ou atendente. Além disso, ele produz um relatório que mostra o volume de saída de cada produto do estoque, além de possuir um refrigerador para armazenar as medicações que necessitam de temperaturas controladas.

Mas foi em Seattle, nos Estados Unidos, que o conceito de loja autônoma ganhou relevância. Em janeiro deste ano, foi inaugurado o primeiro supermercado sem atendentes e sem caixas: a Amazon Go. Na loja, basta retirar o produto da prateleira e ter o aplicativo da Amazon instalado. Ela identifica, por meio de um sistema de (muitas) câmeras e QR Codes, quando um produto é retirado da gôndola. Automaticamente, o item é adicionado à lista de compras. Ao passar por sensores, na saída, a conta é cobrada no cartão de crédito. Os resultados estão bastante animadores, tanto é que a companhia anunciou ontem que avalia abrir mais de 3 mil novas lojas, até 2021, informou a Bloomberg.

Aqui no Brasil, estamos desenvolvendo um projeto de loja autônoma denominado OmniBox. Serão lojas de 18m2, em estruturas metálicas denominadas boxes, que contarão com a parceria de diversas redes de varejo. Com forte afinidade com produtos ligados à conveniência, serão instaladas em diversas cidades brasileiras, em regime de funcionamento 24 horas, sem atendentes, com toda a operação comandada por um aplicativo. Em breve, esta experiência estará disponível e funcionando nas ruas. Será uma boa maneira de conhecer o futuro chegando ao dia-a-dia do consumidor brasileiro.

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2018/09/20/a-desumanizacao-do-varejo/

O olhar de foodservice no NRF 2019

Restaurante no rooftop da Restoration Hardware
Restaurante no rooftop da Restoration Hardware

Participar do NRF Retail’s Big Show, principal evento internacional de varejo, realizado de 13 a 15 de janeiro desse ano, me trouxe a visão de novas e consistentes oportunidades para os operadores PROFISSIONAIS do mercado de foodservice. E eu coloco em caixa alta e grifado porque há uma tendência de crescimento expressivo de operações de foodservice em modelo in-store, co-branding, proprietário (criado e operado em nome de outra marca) ou independente, associadas a operações de outros setores de varejo com o objetivo de agregar valor à experiência do cliente daquela marca.

Essa temática é bastante provocativa para os operadores de foodservice porque ela configura uma oportunidade atraente ao permitir a redução dos custos fixos, implantação e, em muitos casos, custos de comunicação já que ocorre uma integração simbiótica das estratégias de comunicação da operação de varejo e da operação de foodservice, construindo de maneira virtuosa a geração de fluxo. Mas, por outro lado, a responsabilidade do operador de foodservice é muito grande. Ele não está representando sua marca, ou melhor, não está representando somente a sua marca. Porém, passa a fazer parte de uma estratégia maior e somente uma atitude empresarial empática das duas partes permitirá o sucesso.

Em NY, para complementar o NRF, fizemos visitas técnicas. Destaco dois cases que ilustram a direção dessa tendência que descrevi acima. A Restoration Hardware, uma loja de móveis e objetos de decoração para a casa, possui um wine bar & café em um piso intermediário e, no rooftop, um restaurante que hoje é referenciado como um dos melhores da cidade. A Nordstrom Men, uma loja especializada em produtos para homens, oferece duas atmosferas. A primeira de uma cafeteria cuja combinação de café e opções rápidas para lanches são bem convidativas e um bar de coquetéis para um drink no final da tarde. Esses dois casos são operações gerenciadas pela própria marca, que criou estruturas próprias de foodservice e ambos referenciaram que são lucrativas. The Real Real, 10 Corso Como e American Girl também são outros exemplos.

Aqui no Brasil também vemos esses modelos se desenhando, como o Café da Le Lis Blanc Casa, na rua Oscar Freire em São Paulo; o Café da marca Reserva; o Work Café; Bar do Cofre e Restaurantes Pop Up que, pasmem, são operados dentro das estruturas do Banco Santander em agências e prédios corporativos. Especialmente falando do Santander, eles buscaram parceiros para iniciar essa empreitada e nos provocam a olhar o poder da alimentação em ressignificar o modelo de relacionamento e hospitalidade dos negócios. Porque agora eu vou tomar um café dentro de uma agência bancária ou vou fazer uma reunião com um amigo nesse espaço e, a partir daí, visito o gerente do banco para conversar sobre crédito ou qualquer outro assunto.

Bar do Cofre no Farol Santander

Tudo isso parece muito bom, não é? Mas, de fato, temos que considerar as fragilidades que os operadores de foodservice no Brasil possuem para entrar nesse jogo. Profissionalização, entendimento do varejo, flexibilidade e operação perfeita são fundamentais. Além disso, imersão e entendimento da marca em que será inserida a operação, treinamento incansável da equipe, tecnologia, customização de mix de produtos ao perfil do consumidor, segurança alimentar e logística.

O nome do jogo é relações inter marcas e inter empresas para estruturar um novo modelo de expansão no foodservice.

Experiência, experiência, experiência!

10 Corso Como, em Seaport, Nova York

No passado eram localização, localização e localização as três coisas mais importantes no varejo. Eram.

No varejo moderno, se for digital, a localização é quase irrelevante.

Na realidade atual e futura, pressionada pela comoditização acelerada, que pressiona a rentabilidade de todos os negócios do setor, o fator potencial de equilíbrio é a experiência agregada no processo de compra física ou digital. Ela, a experiência, pode re-equilibrar a componente racional do processo de decisão de compra, permitindo colocar mais emoção e, com isso, melhorar o resultado.

Nos processos de compra digital essa experiência está associada às possibilidades de mais informação, interação, navegabilidade e resenhas, além de comparação de produtos e serviços. E, nesse quesito, a Amazon é o benchmarking global e fonte maior de referências inovadoras, parte delas também usadas nas lojas.

Nos novos formatos, esse processo envolve aspectos físicos, visuais e sensoriais, além de relacionamento e interação, que transformam a loja em um ponto multiconfigurado, incorporando novas funções e propostas.

A loja tradicional, mais ambiciosa em sua proposta, evolui para ser uma instalação que pode incorporar arte, decoração, alimentação, produtos, serviços, interação e, acima de tudo, experiências.

Como exemplo, a 10 Corso Como, recém-inaugurada no Seaport em NY ou a RH – Restauration Hardware, do Meatpacking, ambas descritas em nosso artigo anterior, são um exemplo perfeito e completo. Assim como o novo formato do Eataly, aberto já algum tempo no WTC, também em NY, tanto como a reconfiguração das lojas da Ralph Lauren na Madison, em NY, ou as novas unidades da Whole Foods, incorporando muito mais opções de alimentação na própria loja ou “ready to go”.

Até mesmo na Macy’s, em sua luta por renovar o tradicional formato de lojas de departamentos, sempre em constante desafio de reinvenção, tem incorporado, ao seu modo, mais experiência, especialmente visual e relacional, na sua loja da rua 34, também em NY,  em particular nos serviços de alimentação do sub solo.

Tanto quanto a Amazon, com sua re-invenção das livrarias integradas com as experiência aprendidas no processo digital, como a do Columbus Circus e outras.

Mas, não precisamos ir longe. A novíssima loja da Cacau Show, no Shopping Morumbi, em São Paulo, incorporando loja, espaços de interação, área lab e serviços de alimentação, está exatamente na mesma linha.

Tanto quanto, em outro extremo, a recém-inaugurada Onofre CVS, na Avenida Paulista, que inova em muitas frentes, inclusive com área de serviços e o robot que recepciona, armazena, seleciona, entrega e controla produtos farmacêuticos.

Na sua guerra particular com a conveniência, facilidade e atemporalidade das opções digitais, as lojas, de todos os posicionamentos, buscam opções para melhorar de forma contínua, surpreendente e em constante renovação, a experiência do consumidor.

As dimensões geradoras de experiência

Interessante notar que no mercado norte-americano e em todos aqueles onde o custo de mão-de-obra é o item mais sensível da estrutura de custos do negócio, a visão da experiência é profundamente baseada na incorporação de tecnologia que facilite, torne mais conveniente, rápido e fácil os processos de avaliação, envolvimento, decisão e compra de um produto ou serviço, buscando aproximar o processo one click do digital de uma proposta similar no ambiente físico.

Em outras realidades, e em particular no Brasil, a experiência pede, de forma marcante, que haja interação humana, apoiada ou complementada, pelas alternativas tecnológicas que podem maximizar a satisfação do omniconsumidor.

Nesse aspecto, podemos afirmar que, provavelmente, o Brasil está entre aqueles mercados onde se apresenta um padrão médio de atendimento e serviços no varejo, que pode diferenciar pelo envolvimento humano, já que esta é uma demanda emergente do nosso consumidor, especialmente aqueles das camadas média e alta da população.

Na nossa realidade, definitivamente não basta a opção apoiada em tecnologia que ofereça o “no stress” como proposta. É muito pouco e não diferencia.

A importância de incorporar o envolvimento humano, apoiado em tecnologia que facilite e agilize processos, é o elemento da experiência de varejo talvez mais relevante na atual cenário e aquele que faz, definitivamente, a diferença.

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2018/09/17/experiencia-experiencia-experiencia/

Marca americana inicia venda de bonés em vending machines

A New Era, marca americana que faz sucesso entre os jovens, irá testar vending machines para comercializar seus produtos mais famosos, os bonés. A intenção da marca é ampliar sua participação no mercado brasileiro. O primeiro equipamento foi instalado no Shopping Light, na região central de São Paulo, em fevereiro. A máquina vende 12 modelos de bonés, com preços entre R$ 99,90 e R$ 179,90. O Brasil é o primeiro país a receber a iniciativa, que foi ideia do escritório local que sugeriu para a sede nos Estados Unidos.

Artur Regen, presidente da New Era no Brasil, afirmou em comunicado que “o país é um mercado importante para a marca e estamos aumentando a nossa presença por aqui, abrindo franquias e buscando novas formas de atender o nosso consumidor final”. Caso os resultados sejam positivos, a marca estuda usar as vending machines em eventos, como festas, feiras, shows, jogos esportivos, entre outros.

A New Era nasceu em Buffalo, Nova Iorque, em 1920. Foi criada pelo alemão Ehrhardt Koch e opera no Brasil desde 2010. A empresa é a fabricante oficial dos bonés da MLB (Major League of Baseball), a liga oficial de baseball dos Estados Unidos; da NFL (National Football League); e da NBA (National Basketball Association). Detém a licença para produção de vestuário dessas três ligas americanas no Brasil. Fornece o boné oficial de clubes brasileiros de futebol como Atlético Paranaense, Cruzeiro, Fortaleza, Fluminense e Botafogo, além de produzir modelos de bonés licenciados de outros times locais.

A New Era tem presença no varejo através de franquias desde 2015. Atualmente, são 21 operações, informa a marca ao GBLjeans. Com previsão de abrir outras 15 até o final de 2019, de modo a encerrar o ano com 36 lojas de varejo. A intenção é ganhar capilaridade abrindo franquias nas principais capitais e em cidades com mais de 200 mil habitantes.

* Imagem reprodução

Nestlé abre loja online no Mercado Livre

A Nestlé e a empresa de outsourcing e e-commerce Brasil CT fecharam parceria para abrir a loja oficial da Nestlé no Mercado Livre, no modelo de marketplace. No lançamento, a loja virtual traz a linha completa de Páscoa da companhia, que, em 2019, é composta por 50% de novos produtos. No site estão disponíveis itens como os ovos Kit Kat, Talento, Alpino e Surpresa – que este ano vem acompanhado de portais de Realidade Aumentada. Nos próximos meses, será possível encontrar no marketplace o portfólio completo da marca, com chocolates, produtos culinários, cafés, incluindo a linha Dolce Gusto, lácteos, cereais, bebidas, achocolatados, nutrição infantil, alimentos para pets, entre outros itens.

A loja no Mercado Livre reforça a estratégia da Nestlé de buscar novas formas de interação com o consumidor e conhecer suas preferências. “Nossa missão é estar onde o consumidor está, e o marketplace no Mercado Livre é certamente um dos canais mais procurados para compras online”, afirmou Maria Clara Batalha, head de E-commerce da Nestlé.

A fabricante irá fornecer os produtos para a Brasil CT, que será responsável pela gestão de toda a logística de recebimento de pedidos e entrega ao consumidor. O processo acontecerá na plataforma do Mercado Livre, o maior marketplace da América Latina e 7º site mais acessado no Brasil, com 331 milhões de visitas por mês. “Estamos trazendo uma alternativa nova em um dos mercados mais tradicionais da sociedade. Comprar os ovos pela internet pode facilitar a busca por preços melhores. Vale destacar que trabalhamos em todas as etapas do processo, garantindo a entrega intacta do ovo na residência”, destacou Francisco Donato, CEO da BrasilCT.

https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/04/18/nestle-abre-loja-online-no-mercado-livre

Starbucks anuncia investimentos em projetos para reciclagem de copos

A rede de cafeterias Starbucks lançou no Reino Unido um fundo de 1 milhão de libras, cerca de 5 milhões de reais, para investir em programas de reciclagem de copos de papel. O programa está sendo realizado em parceria com a organização ambiental Hubbub e planeja escolher no mínimo 10 projetos de reaproveitamento. Cada um desses projetos receberá bolsas de até 100 mil libras cada.

A Starbucks é criticada porque utiliza em seus copos um material difícil de ser reciclado, pois possui em seu interior um forro plástico para impedir o vazamento da bebida. Por este motivo, a empresa vem tomando medidas com foco em sustentabilidade. Um exemplo disso é o anúncio de que irá substituir seus copos atuais por uma linha mais sustentável e menos prejudicial ao meio ambiente até 2022. Além disso, a companhia prometeu eliminar os canudinhos de plástico de suas lojas até 2020.

O novo projeto também pretende ampliar o ponto de coleta especifico para estes copos, aprimorando o processo de reciclagem deste material. De acordo com Jaz Rabadia, gerente sênior de energia e sustentabilidade da Starbucks no Reino Unido, a medida é um passo importante para a companhia.

“Para nós, são cerca de três coisas quando se trata de copos: conseguir que mais clientes tragam um copo reutilizável quando nos visitam, reciclar os que são usados e olhar para materiais alternativos ao plástico dos quais os futuros copos podem ser feitos”, afirmou o executivo.