Arquivo mensal: julho 2017

Air France cria companhia aérea para os millennials

27 de Julho de 2017

A Air France anunciou recentemente a criação de uma companhia aérea voltada para jovens profissionais entre 18 e 35 anos, a geração dos millennials. A “Joon” iniciará vôos de médio alcance partindo de Paris neste outono e lançará vôos de longa distância no verão de 2018. Mais detalhes, como destinos, tarifas e serviços serão apresentados ao mercado apenas em setembro de 2017. Vale lembrar que esse consumidor é também o centro das atenções de diversos estudos e debates da indústria turistica.

A ideia é trabalhar com “oferta autêntica e conectada com destaque no mundo do transporte aéreo”.

Curiosa a segmentação, não?  O que se fala é que Joon é possivelmente um apelido/diminutivo das palavras francesas “les jeunes”, que significa “a juventude”. A empresa busca se posicionar como uma “marca de lifestyle e estado de espírito”, de acordo com o comunicado para a imprensa. Segundo Caroline Fontaine, vice-presidente de marcas da empresa, a ideia foi inspirada no comportamento do target. “Epicuristas e conectados, eles são oportunistas em um sentido positivo da palavra, pois sabem aproveitar cada momento e estão em busca de experiências de qualidade que desejam compartilhar com os outros. Joon é uma marca que carrega esses valores”. A ideia é trabalhar com “oferta autêntica e conectada com destaque no mundo do transporte aéreo”.

Antes da criação da empresa, uma pesquisa do sindicato da categoria mostrou que 78% dos pilotos aprovaram a ideia da criação desta nova companhia aérea. No anúncio de lançamento da marca, a empresa também refutou a ideia de ser caracterizada como “Low Cost” e afirmou que a operação não será de pouco serviço e baixas tarifas. O objetivo é trazer a melhor experiência em sinergia com o estilo de vida internacional e interligado dos millennials, que cada vez mais trabalham remotamente e viajam por lazer.

 “A nova marca foi totalmente desenhada para encontrar suas exigências.”

“Joon foi especialmente feita para um cliente jovem, os millennials (18 a 35 anos), cujos estilos de vida giram em torno das tecnologias digitais. A nova marca foi totalmente desenhada para encontrar suas exigências e aspirações, com um com uma oferta autêntica e conectada que supera os padrões do transporte aéreo mundial”, diz o comunicado.

Outra coisa bastante interessante na nova companhia aérea é a maneira como ela pretende se vender para os millennials, com cuidado para cada um dos detalhes, incluindo sua comunicação visual e até mesmo o design dos uniformes dos comissários de bordo, que ficam bem longe do estilo tradicional.

Flávia Hill

http://adnews.com.br/adcontent/adyouth/air-france-cria-companhia-aerea-para-os-millennials.html

McDonald’s inaugura loja conceito com o “Unboxing mais épico da Internet”

26 de Julho de 2017  

caixa

Para reinaugurar seu restaurante localizado na esquina das avenidas Henrique Schaumann com Rebouças, em São Paulo, o McDonald’s e a DM9 criaram o “Unboxing mais épico da história”, que contou com a presença dos influenciadores Mohamad Hindi e Escarião. A unidade abre agora como restaurante-conceito da marca e traz aos clientes uma experiência diferente, aliando vários formatos de atendimento, além de novidades no design, na arquitetura, e painéis interativos pela loja. O unboxing foi transmitido hoje (26), ao vivo, nas redes sociais.

Desta vez, o unboxing não foi feito com encomendas que os influenciadores estão acostumados a abrir. E, sim, um unboxing de uma caixa com dimensões de 900 metros quadrados. Mohammad e Escarião contaram com a ajuda de um Monster Truck para abrir a grande caixa e inaugurar a nova experiência de consumo. “Precisávamos de uma ação compatível com a importância que estamos dando à nova experiência que nossos clientes encontrarão”, completa, David Grinberg, diretor de Comunicação Corporativa do McDonald’s.

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FMcDonaldsBrasil%2Fvideos%2F1518349191536959%2F&show_text=0&width=560

Até o momento, a ação nas redes sociais já alcançou mais de 1,3 milhões de pessoas, gerando milhares de interações, incluindo 4,3 mil comentários. “É uma marca que permite que ações épicas como essa sejam feitas e, é por isso, que a cada trabalho apresentamos soluções que tenham uma pegada digital inédita e surpreendente”, afirma Adriano Alarcon, diretor de Criação da DM9.

O Live mostrou toda a experiência dos influenciadores dentro do novo restaurante, que abrirá ao público amanhã (27). Entre as novidades estão:

–       Totem de autoatendimento: o cliente poderá fazer seu pedido e personalizar sua refeição sem pegar filas;
–       Interactive Wall: jogos interativos por meio de projeções nas paredes com realidade aumentada;
–       Magic Table: mesa com atividades interativas. Por meio da tecnologia touch, os clientes interagem com as ações que são projetadas na mesa;
–       Menu Board Digital: permite maior interatividade e exposição dos produtos disponíveis no restaurante;
–       Tablets e carregadores de celular disponíveis nas mesas;
–       Wi-Fi de alta velocidade;
–       Novo Espaço Kids no andar superior do restaurante.

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Como ser visto na internet em meio a tanto conteúdo?

21 de Julho de 2017 

conteúdo

Há quinze anos não existia nada parecido com o Google como ele é hoje. Naquela época eu ainda fazia trabalhos escolares consultando livros, enciclopédias ou, no máximo, o site Cadê, que não era um buscador, mas um mero repositório de endereços catalogados de forma manual.

Não existia essa abundância de informação de hoje. Os celulares só faziam chamadas e logo passaram a enviar SMS. Não existia todo esse ruído. Aliás, não existia também porque em épocas de web 1.0 e 2.0, nós apenas consumíamos o que nos era imposto. Não podíamos comentar os conteúdos, não existiam diversidade, opções, nichos, dispositivos diferentes que nos permitissem ir ao quarto assistir algo super específico e que agradava apenas ao nosso gosto, enquanto todo o restante consumia outras opções.

De repente, passamos de um cenário de escassez para um cenário tão abundante que ficou difícil saber o que era bom e no que podíamos acreditar. Certos de que a única métrica que importava era a quantidade de acessos, sites passaram a se dedicar à criação de mais e mais conteúdo. E nesse meio surgiram as notícias falsas, que proliferaram pela internet e deixaram até os usuários mais experts confusos sobre o que é real ou não.

Estamos num momento então, em que produzir apenas mais um conteúdo, seja ele razoável, mediano ou repetido, não é o caminho. As pessoas têm cada vez mais ofertas competindo pela atenção delas e o tempo, sempre escasso, virou algo extremamente valioso.

De acordo com o Internet Live Stats de 17/04, são aproximadamente 8 mil tweets por segundo, 4.480 mil posts de blog por dia, 2 milhões e meio de e-mails enviados por segundo e 56 mil buscas realizadas no Google em um segundo.

Todo esse conteúdo, muitas vezes, parece formar uma barreira invisível que impede que cheguemos ao que realmente nos importa. E em tantas outras vezes, somos direcionados a consumir o que entendem que queremos ler ou que será melhor para nós, nos enfiando em uma bolha ideológica pautada pelos algoritmos das plataformas que usamos.

Martin Hilbert, um Doutor alemão em Comunicação, Economia e Ciências Sociais que investiga a disponibilidade de informação no mundo contemporâneo, comenta que, no passado, a referência de maior coleção de informação era a biblioteca do Congresso americano. Hoje a informação disponível no mundo chegou a tal nível que equivale à coleção dessa biblioteca por cada 15 pessoas . E esse número vem crescendo. Assustador!

Comparando a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2016 com números de 2015 e 2014 temos algo que merece atenção. A confiança na informação diminuiu no on-line e aumentou no off-line. Ou seja, apesar de termos avançado no uso das ferramentas e plataformas digitais, de estarmos mais experts  no assunto, estamos regredindo de alguma forma, porque todo esse ambiente se tornou não confiável.

O conteúdo falso cresceu tanto que gigantes como Google e Facebook passaram a buscar alternativas para combater o que é falso, desenvolvendo métodos próprios, que passam por plugins, alertas e até checagem manual. Tentamos recorrer aos algoritmos para que eles detectar automaticamente o que era credível ou não. A linguagem humana, porém, é muito complexa. Separar o falso em meio ao verdadeiro tornou-se um grande desafio. Afinal, não é preto no branco. Não basta filtrar baseado em critérios que alguém definiu e dizer o que alguém deve ou não ler.

Foi aí que a checagem humana, editorial, voltou em cena. Surgiram agências especializadas em checagem de fatos, cujo trabalho é realizado de forma bastante manual em busca da apuração do que foi a aumentado ou não, por exemplo.

Distorcer informações não é um problema novo para a sociedade. Desde sempre estivemos expostos ao risco de confiar em algo que era mentira. Até mesmo nas conversas corriqueiras entre as pessoas no dia a dia estamos sujeitos a falsidades. Nunca se sabe se no meio de uma frase existe algo deturpado, tendencioso ou falso. O problema é que o digital ampliou isso. E como as mídias sociais possibilitam viralizar rapidamente uma publicação, nos pegamos várias vezes diante de conteúdo falso sendo levado adiante de um modo que ninguém consegue parar.

Tudo isso fez com que o tempo das pessoas se tornasse ainda mais valioso. Todas essas mídias guerreiam por nossa atenção e aí passamos a olhar apenas para aquilo que parecesse realmente fresco, inovador, relevante, credível, digno de nosso precioso tempo.

Já não basta mais abrir o editor de textos e escrever mais um artigo ou criar mais um vídeo. As mídias sociais e as pessoas estão saturadas deles. Um bom conteúdo ainda é capaz de gerar muitos negócios, educar mercados, tornar alguém uma referência em sua área, mas o modo como isso é feito precisa ser repensado, ou sua página será só mais uma perdida em meio a tudo isso.

A seguir, dicas práticas para a produção de conteúdos que realmente façam a diferença para seu público e realmente ajudem você ou seu negócio a gerar mais oportunidades, a ser visto em meio a tanta concorrência.

1.   Defina bem quem é seu público e entenda onde ele está: Com quem você quer falar? Que público é estratégico para você? Que perfil representa seu melhor tipo de cliente, aquele que você quer atrair? Ele usa a mídia em que você escolheu publicar um conteúdo?

2.   Entenda quais são as dúvidas, dores e objeções de seu público: Outro dia me perguntaram em uma palestra se seria legal produzir, para uma concessionária de rodovias, um post sobre o risco de morte ao dirigir embrigado. Eu sugeri, então, que usássemos o auto-completar do Google e juntos digitamos o termo “dirigir embrigado”. Logo percebemos que os termos que mais apareciam associados ao alto volume de pesquisa eram “pena” e “crime” em relação ao fato de dirigir bêbado. Isso nos mostrou que faria mais sentido produzir conteúdo que falasse não apenas do risco de morte, mas também da pena e da multa a que estaria sujeito o motorista que fizesse aquilo. Ali tivemos um claro exemplo sobre o que interessava mais ao público ler. E para saber o que o seu público quer, é preciso analisar dados, pesquisar tendências e insights e analisar palavras-chave. Além disso, pense nas objeções de seu cliente. Elas nem sempre são claras. Alguém pode não comprar seu produto porque pensa que ele é mais caro do que é, por exemplo. Esta é uma objeção.

3.   Lembre-se de que seu público não é homogêneo: nem todo mundo sabe o mesmo sobre um determinado assunto. Ao produzir conteúdo lembre-se de que seu público tem níveis diferentes de conhecimento. Há pessoas que estão começando agora a ler sobre aquilo, enquanto outros já sabem quase tudo e precisam de uma informação mais profunda, densa, que as ajude a decidir uma compra, por exemplo.

4.   Analise dados a seu favor: dados de CRM, entrevistas, observações, acessos ao site e páginas de mídias sociais, tudo isso será útil para lhe ajudar a produzir conteúdo que faça sentido.

5.   Humanize seu conteúdo: isso inclui escrever de um jeito mais descontraído, ser mais real, porque a vida não é sempre perfeita e polida e porque do lado de lá existe outro ser humano consumindo seu conteúdo.

6.   Publique regularmente: não basta escrever um texto aqui e outra lá. Para formar uma audiência e obter resultados é preciso produzir conteúdo regularmente. Porém, não basta virar uma maquininha e deixar a qualidade cair.

7.   Seja credível: se a internet está cheia de conteúdo falso, não seja você mais um a produzir algo que deixa brechas. Cite fontes, seja cuidadoso com a informação que você leva adiante.

8.   Descubra mais sobre o que pode prejudicar sua estratégia: por melhor que seja seu conteúdo, existem diversas questões que podem influenciar o resultado de sua estratégia no dia a dia. O site em si, o modo como o texto foi formatado, o jeito da equipe abordar ou atender, a comunicação da empresa e de seus produtos, a demora na resposta…

9.   Pense na experiência do leitor: um texto difícil de ler faz as pessoas irem embora. A experiência precisa ser positiva, a leitura precisa ser feita de modo fácil em qualquer dispositivo, a fonte não pode ser muito clara ou pequena, as frases podem ser menores e o texto sempre melhor formatado. Tudo isso ajuda na experiência.

10.Não fique só no Facebook: diversifique as mídias que você usa para publicar conteúdo. Um erro bem frequente das pessoas é ficar postando em uma só, querendo apenas mais e mais seguidores. Se esquecem de que a internet não é o Facebook. Por isso, varie e aposte em um blog próprio para atrair visitas.

11. Crie conteúdos evergreen: pense em conteúdos que sejam bons o ano todo. Aqueles que são muito factuais e pontuais são interessantes apenas por um curto período do ano. Da mesma forma, escrever sobre assuntos polêmicos poderá até lhe dar visualizações, mas não necessariamente vai gerar negócios ou criar uma imagem positiva sobre você.

12. Crie conteúdo para promover sua imagem profissional também: lembre-se de cuidar também de sua imagem. Conteúdo pode ser poderoso também para seu marketing pessoal, para mostrar às pessoas sobre a área que você domina, em que é especialista. Mesmo que trabalhe em uma empresa hoje, não deixe de cuidar de sua imagem, de sua marca pessoal. Algo que está em alta é treinar os colaboradores da equipe para que todos produzam conteúdo, uma excelente forma de cada um debruçar-se no assunto que mais domina. Mesmo que não escreva muito bem, alguém pode revisar o texto por você. Ao publicá-lo em seu LinkedIn, por exemplo, se o texto é interessante de alguma forma para a empresa em que você trabalha, ele pode ser destacado pela marca para que mais pessoas leiam o “artigo que nosso colaborador escreveu”. Isso será positivo não apenas para reforçar a imagem de referência na área da empresa, mas sobre você como profissional.

Flavia Gamonar é doutoranda em Mídia e Tecnologia, Mestra em TV Digital e pesquisadora sobre a nova ecologia dos meios. Professora em cursos de pós-graduação ministrando disciplinas relacionadas à carreira, TI, inovação, marketing e empreendedorismo (ESPM, USC, SENAC, UNIMAR).Co-fundadora do O que move o marketing e Linkedin Top Voices

http://adnews.com.br/adinsights/flavia-gamonar/como-ser-visto-na-internet-em-meio-tanto-conteudo.html

Snapchat x Instagram Stories – qual a melhor escolha para sua marca?

20 de Julho de 2017 12h – Atualizado às 12:11

ig x snap

Caio costumava usar o Snapchat todos os dias porque achava divertido postar vídeos para os amigos. Era legal pois as mensagens se autodestruíam automaticamente. Mas aí, o Instagram trouxe a possibilidade de criar conteúdos em vídeos e em fotos através do Instagram Stories e Caio esqueceu do Snapchat. Agora só usa o Insta e não quer saber de outra coisa.

Do ponto de vista do usuário, as ofertas do mundo digital são tantas que fica difícil manter a fidelidade a qualquer tecnologia. O importante é testar as novidades e ficar com aquelas que estão em alta no momento. Que oferecem mais novidades. Quem sabe arriscar dizer até uma certa paixão.

E a paixão se forma através de componentes muito claros: facilidade de uso e de compartilhamento, formação de rede, integração com outras ferramentas, ineditismo dos resultados e, aquele plus que, no caso de ambos, é o fato do material sumir rapidamente e, portanto, não ocupar memória, nem causar constrangimentos.

Do lado das empresas, trata-se de gerenciar novos canais. Mas, qual seria a melhor opção em termos de resultados para as marcas?

Para responder essa pergunta, é preciso analisar alguns números antes de partir para as funcionalidades. O Instagram tem cerca de 600 milhões de usuários ativos no mundo enquanto o Snapchat conta com 150 milhões.

Os usuários do Snapchat são jovens (mulheres, na maioria) com idades 18 e 25 anos. 60% deles beiram os 25 anos. Já os usuários do Instagram vão dos 18 aos 50 anos. Dependendo do target, portanto, uma opção pode ser melhor do que a outra. Ou, em certos casos, ambas são excelentes mesmo que haja overlapping.

O Snapchat também é uma ferramenta valiosa para empresas com personalidade forte. O formato funciona bem para o inconvencional, que demandam a criatividade e espontaneidade. É uma ótima maneira de dar aos usuários um vislumbre nos bastidores, compartilhar as personalidades das pessoas e, geralmente, dar um quê de humano ao negócio. É um meio para se divertir, assumir riscos e experimentar. O conteúdo deve ser casual e autêntico. É possível criar geofilters envolventes que visam usuários de  Snapchat próximos.

E agora? Instagram ou Snapchat?

Com foco maior na monetização, o Instagram conta com formatos de anúncios que integram Facebook, Instagram e Stories patrocinados e, por isso, é o preferido entre as empresas por sua grande capacidade de alcance e mensuração do retorno sobre o investimento.

O Snapchat, por sua vez, sabe que precisa manter o seu publico engajado para que os negócios não sofram consequências e, por isso, vem aprimorando os produtos existentes para continuar na corrida com o concorrente de peso.

As métricas adotadas por ambos são importantíssimas para encontrar a resposta correta para cada campanha. O Snapchat  possui métricas de compromisso impressionantes: o usuário médio da Snapchat gasta cerca de meia hora no aplicativo por dia e 60% dos usuários criam conteúdo, de acordo com o Business Insider. Em contraste, o usuário médio do Instagram gasta 15 minutos por dia dentro do aplicativo e a atividade principal é  a navegação. Há ainda muitas dúvidas sobre a forma como o Facebook está medindo o número de usuários ativos únicos do Instagram Stories.

O Instagram é mais indicado para empresas que comercializam produtos, pois é fácil mostrar seu inventário de forma visualmente atraente. O conteúdo tende a ser mais estilizado do que no Snapchat, então, se você está vendendo mochilas, cosméticos ou cerveja, as imagens devem ser profissionais e atraentes. Já o Instagram Stories faz  com que os usuários desejem seus produtos. Outro benefício do Instagram é que se você já está gastando no FB, é fácil começar a experimentar, pois está sob o mesmo guarda-chuva.

Posto tudo isso, agora é partir para a análise destas variáveis e decidir pela melhor escolha. Qual será a sua?

http://adnews.com.br/social-media/snapchat-x-instagram-stories-qual-melhor-escolha-para-sua-marca.html

Dia do Homem: ainda um nicho com potencial pouco explorado

Data passará em branco em grande parte das empresas, inclusive no varejo. Oportunidades são mostradas nas pesquisas no Mundo do Marketing inteligência

Por Priscilla Oliveira | 14/07/2017

O público masculino representa um mercado expressivo e desperta o interesse de todos os setores do mercado, principalmente o de beleza. A falta de ações voltadas para o Dia do Homem, entretanto, demonstra o quanto a maioria das marcas ainda reserva pouca atenção para esses consumidores. Comemorado no dia 15 de julho, a data passará em branco em grande parte das empresas, inclusive no varejo.

A data não tem uma origem exata, mas se junta a outros momentos que vêm ganhando importância para o varejo no calendário comercial, como o próprio Dia da Mulher. Ainda que tímido, o aumento da popularidade do 15 de julho no Brasil é um dos indicativos de que o shopper masculino mudou e que este consumidor representa um cliente em potencial para as marcas.

As empresas tem, pelo menos, seis perfis comportamentais masculinos com que podem trabalhar, segundo pesquisa realizada pela Toolbox: Experts, Executador de Tarefas, Selfie, Dono de Casa, Caçador de Especialidade e Iniciador. Se antes a mentalidade era de que o homem apenas acompanhava a esposa empurrando o carrinho, hoje ele toma as próprias decisões e conhece as seções, mesmo quando a frequência de ida ao supermercado não passa de uma vez ao mês.

De acordo com o levantamento, 53% desses consumidores são tidos como Experts, ou seja, estão habituados a fazer compras sozinhos e são capazes de distinguir uma promoção e analisar custo-benefício. Em seguida, aparece a característica do Executador de Tarefas, com 15%. Esse grupo não possui segurança ao escolher produtos e prefere a companhia das esposas. Os brasileiros não tem problema em ir ao ponto de venda, diferente dos americanos que apresentam 33% de rejeição.

Houve uma mudança social, à medida que cerca de um terço dos homens daqui passou a optar por carreiras que garantem mais tempo com a família. Além disso, as mulheres também começaram a trabalhar fora e tudo precisou ser compartilhado. Em geral, os homens são objetivos e sabem exatamente o que querem comprar, mas também gostam de receber ajuda. Demonstradores ou explicações de utilização de um produto podem conquistá-lo e levá-lo a voltar mais vezes ao ponto de venda.

Beleza em alta
Os produtos “for men” tem conquistado cada vez mais espaço nas gôndolas, principalmente nas de higiene, beleza e perfumaria. Outras categorias também são atraídas por esses rótulos. A designação de “feito para homens” transmite confiança para a escolha de um item em meio a diversos outros, que cada vez mais ganham extensões. Como a segurança é um sentimento que gera bem-estar ao cliente, especialmente entre o público masculino, as indústrias que focam na excelência da mercadoria são as que conseguem mantê-lo fiel a ela.

A discrição em utilizar produtos de beleza é uma das características mais marcantes desse shopper. No momento da compra tudo o que puder facilitar e reduzir o tempo de escolha é benéfico. O site de multimarcas masculinas Men´s Market apostou nesse gênero e cria ofertas exclusivas para eles. Com produtos de beleza e acessórios segmentados, a empresa conquista um público que foi pouco explorado.

A demanda por produtos que “tradicionalmente” não fazem parte do mix destinado ao homem, como esfoliantes, redutores de celulite e base corretiva vem crescendo, segundo estudo da Minds & Hearts. Cerca de 80% dos consumidores do sexo masculino afirmam as marcas desenvolvem uma oferta maior de produtos para as mulheres. O estudo, que pode ser acessado pelo Mundo do Marketing Inteligência, também demonstra um vazio entre as marcas e os homens.

Um grande grupo de 89% diz que gostaria que as empresas compreendessem melhor as necessidades masculinas. Cerca de 80% dos entrevistados afirmam os produtos para cuidados pessoais não apresentam muita inovação ou criatividade em suas embalagens. Em relação à segmentação social, os homens da classe C são os mais conservadores na adoção de uma variedade maior de produtos de beleza.

Dentro deste grupo, 64% não utilizam nenhum cosmético. Dentro da ótica de um longo prazo, 49% deste público demonstra interesse em usar hidratante com filtro solar ou com tonalizante. Já entre as classes A e B, a frequência de uso destes produtos é maior, estimulado principalmente por marcas estrangeiras que investem nesse segmento há mais tempo.

Novos arranjos familiares
A indústria conhece o perfil masculino do ponto de vista do consumidor – como ele consome produtos -, mas sabe pouco sobre seu processo de compra. As informações a respeito desse público, em especial no segmento de supermercados, costuma se limitar ao fato de que o número de homens nos estabelecimentos aumenta em períodos de jogos de futebol e outras festividades.

Sua participação nas compras, no entanto, está longe de se concentrar apenas nesses momentos. A crescente responsabilidade dos pais no dia a dia das famílias, incluindo nas atividades domésticas, gera impactos também nas idas ao supermercado. Segundo a pesquisa Homens às compras”, da Toolbox, 32% dos homens não trabalham em expediente normal e, como têm horários flexíveis, assumem a responsabilidade de abastecer a dispensa com mais regularidade.

As novas composições familiares também devem ter atenção do varejo. Entre os homens ouvidos pela pesquisa, 10% se declararam homossexuais, sendo que um terço desse grupo afirmou morar com o parceiro. Os homossexuais têm um nível de despesa mais alto do que os heterossexuais, chegando a ser até três vezes superior em determinadas categorias. Isso é uma grande oportunidade para o varejo, que pode adequar a loja para todos esses públicos.

Serviços
Ainda que o mercado pouco explore o Dia do Homem, a data começa a despontar como lucrativa para algumas categorias de serviços. A data representa aumento de 20% nas vendas para Giuliana Flores. Os kits oferecidos – que incluem cervejas especiais, vinhos e chocolates – ganharam mais investimento e o tíquete médio esperado é de R$ 160,00.

Para celebrar a data, alguns espaços exclusivamente masculino estão com uma programação especial. O Grand Barbeiro, em Fortaleza, promove um sábado especial voltado para o público masculino com banda, jogos e sorteio de kit. A programação tem início às 9h e segue por todo o dia. Já a Fígaro Barbearia, também no Ceará, preparou uma semana inteira de vantagens para os seus clientes. Até o dia 15 serão oferecidos gratuitamente, tratamento de podologia para quem fizer serviços de barba e cabelo na unidade Social Club.

https://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/37482/dia-do-homem-ainda-um-nicho-com-potencial-pouco-explorado.html

Anúncios entre vídeos no Facebook podem prejudicar sua marca

27 de Junho de 2017  

videos

Há alguns dias, um amigo meu no Facebook fez um post dizendo que iria parar de curtir determinada marca. O motivo? Um comercial dela interrompeu o vídeo que ele estava assistindo.

O novo formato vem sendo testado desde janeiro e é uma saída para tirar os grandes produtores do YouTube. Neste caso, a verba deste anúncio é dividida entre produtor (55%) e, claro, o Facebook (45%).

No entanto, o formato acaba sendo um retrocesso. Não para o Facebook, mas sim para as marcas. E isso pode se tornar um grande vilão no Brasil.

O atraso do mercado digital no Brasil é culpa de todos: agências, que preferem ganhar 20% das grandes mídias, e dos clientes que ainda menosprezam as novas mídias. E este será um passo falso rumo ao entendimento do mercado digital. É apenas um Ad Break, adaptação dos comerciais de TV para o mundo online.

O público está fugindo dos anúncios

As redes sociais nasceram para conectar pessoas, as marcas são secundárias e devem trazer entretenimento para o canal. Se as pessoas estão fugindo de comerciais, parece não ser inteligente investir neste novo formato. Vídeos mais longos, por exemplo, podem receber até três Ad Breaks de 20 segundos, são pausas maiores do que um filme da sessão da tarde.

Se você ainda não está confiante, saiba que até mesmo as interações de imagens bonitinhas são praticamente nulas:

A página do Toddynho possui 1.3 milhões de fãs. No entanto, posts como esse recebem apenas 34 interações, algo como 0,002%. O motivo? Elas interrompem a navegação durante a linha do tempo, assim como os vídeos.

E não para por ai

Os anúncios de vídeo vão começar a aparecer agora entre as transmissões ao vivo também, o que pode até mesmo desmotivar a continuidade do telespectador.

O futuro no presente

O digital traz mais resultados com conteúdo próprio. Marcas como Coca-Cola, Netflix e Heineken possui até mesmo o departamento de Real Time Marketing, monitorando o que está acontecendo em tempo real na internet e se aproveitar disso para criar conteúdos. Desta maneira, ao invés de utilizar a autoridade de outros canais, você constrói a sua própria imagem com investimento similar.

E agora, você ainda está a fim de dar um passo para trás?

http://adnews.com.br/adarticles/anuncios-entre-videos-no-facebook-pode-prejudicar-sua-marca.html

Currículo em rótulo de Coca-Cola viraliza na web

28 de Junho de 2017 

coca

Já reunimos por aqui alguns exemplos de currículos criativos e divertidos (relembre clicando aqui). Mas, nesta semana, um novo “case” emergiu das redes sociais e ganhou força com uma matéria no BuzzFeed. Uma jovem chamada Beatriz C. encontrou um jeito bastante inusitado de chamar a atenção da empresa de seus sonhos.

De tão incrível, a ideia ganhou as redes sociais com a ajuda do usuário do Twitter @richardao, que compartilhou e ajudou a viralizar a história, que nesta semana está ganhando enorme mídia espontânea. O que ela fez? Colocou todas as informações em um rótulo de Coca-Cola e a frase: “Milhares de currículos acabam no lixo; este vai matar a sua sede!”. O tuíte já tem mais de 50 mil interações.

A empresa que recebeu o CV é a ReachLocalBrasil. O resultado, a Beatriz foi chamada para uma entrevista e a própria agência fez questão de divulgar a informações no Facebook.

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FReachlocalBrasil%2Fposts%2F933027293506555%3A0&width=500