Arquivo mensal: dezembro 2016

Coca-Cola Brasil lança estratégia para incentivar escolhas

 

27 de Dezembro de 2016 09h – Atualizado às 09:34

taste

Se no início de 2016 a marca global anunciou um reposicionamento, trocando o seu slogan de “Abra a Felicidade” para “Sinta o sabor”, agora a Coca-Cola dá andamento em uma nova fase da mudança. A ideia é que as pessoas tenham mais escolhas na hora de decidir sobre seu consumo. A partir de janeiro, a empresa passa a oferecer as três versões da bebida – original, zero e Stevia e 50% menos açúcares – em embalagens redesenhadas. Além disso, a Coca-Cola Zero apresenta uma nova fórmula, com sabor mais próximo da versão regular e passa a se chamar Coca-Cola Zero Açúcar.

“O estilo de vida das pessoas mudou e vamos oferecer mais escolhas ao público para nos adequar a estas mudanças. Estamos usando a força da nossa principal marca para falar claramente sobre opções. É a mesma Coca-Cola com diferentes versões para quem quer reduzir o consumo de açúcar”, afirma Henrique Braun, presidente da Coca-Cola Brasil. “E vamos além. Usaremos a fortaleza do nosso Sistema para chegar ao final de 2017 com uma distribuição 50% maior nos pontos de venda de todo o Brasil”, completa.

O novo sabor da agora Coca-Cola Zero Açúcar foi elaborado para que fique mais próximo ao de Coca-Cola original e assim mais atrativo àqueles que queiram migrar de opção dentro da categoria. “Isso é pura inovação. Sem adicionar ou alterar qualquer ingrediente, conseguimos chegar a uma fórmula mais próxima ao sabor original. É praticamente o mesmo sabor, mas com zero caloria. E fizemos isso a partir, apenas, de um novo equilíbrio de aromas”, complementa Braun.

A Coca-Cola Brasil adota soluções para atender a um público consumidor que cada vez mais pede soluções que permitam variedade e equilíbrio na sua alimentação. Por isso, nos últimos dois anos, 42 produtos foram reformulados – cerca de 30% do portfólio – e todos os lançamentos são produzidos com menos açúcar. Além disso, 80% das marcas têm opções de baixa ou sem caloria.

Nas novas embalagens de Coca-Cola, que chegam às prateleiras de todo o país até fevereiro, o famoso disco vermelho é o centro da identidade visual, acompanhado da cor de cada versão (vermelho para a de sabor original, preto para Zero Açúcar e verde para Stevia e 50% menos açúcares).  A mudança é um segundo passo da campanha global “Sinta o Sabor”, lançada em janeiro deste ano, quando a “família Coca-Cola” passou a ser tratada como uma marca única.

A campanha completa de lançamento das novas embalagens de Coca-Cola terá início em janeiro, com ações de merchandising em TV aberta, filme na TV, divulgação em mídias sociais, ativações em pontos de venda e ações de sampling.

http://adnews.com.br/negocios/coca-cola-brasil-lanca-estrategia-para-incentivar-escolhas.html

Por que experiência é o que – realmente – importa?

 

13 de Dezembro de 2016 12h – Atualizado às 12:05
adobe

Graças às megatendências tecnológicas – como computação em nuvem, mobilidade e a inteligência artificial -, hoje as barreiras entre os mundos físico e digital estão em colapso, abrindo a oportunidade para criar experiências relevantes, personalizadas e em tempo real para consumidores em todo o mundo. A experiência humana que temos de um produto ou serviço torna-se uma só com a marca e com o produto que estamos consumindo.

Isso, certamente, não é novo. Há séculos o comércio é caracterizado por intercâmbios e transações entre duas partes. As coisas mudaram quando as tecnologias industriais permitiram a produção em massa e os meios de comunicação possibilitaram a conexão entre produtos e marcas através da mensagem aspiracional, sugerindo o acesso a uma experiência.

Durante grande parte do século passado, o valor de uma marca estava associado à sua capacidade de ser compartilhada e ligada a uma comunidade mais ampla. Como Andy Warhol de maneira icônica divagou: você pode estar assistindo TV e vê a Coca-Cola, e você sabe que o presidente bebe Coca-Cola, Liz Taylor bebe Coca-Cola; e basta pensar, você pode beber Coca-Cola também!

Hoje, graças a tecnologias digitais, vemos como a força e a energia de uma marca vêm de sua capacidade de se envolver em um âmbito mais individual com o consumidor, fornecendo informação, produtos e serviços que podem melhorar a sua vida ou – pelo menos – evitar o atrito típico de uma jornada do cliente mal orquestrada. E nós consumidores da era digital estamos em todos os lugares – e ao mesmo tempo. Assistimos TV enquanto checamos e-mails e ligamos para o gerente do banco enquanto acessamos uma ou duas redes sociais. Poder identificar e entender o comportamento desse consumidor, para entregar uma mensagem consistente e individualizada – além de prever seus próximos passos e desejos – não é mais coisa do passado. Novas tecnologias que combinam análises em tempo real e machine learning estão revolucionando a maneira como as empresas interagem com seus consumidores e como estão se reorganizando de um ponto de vista estrutural e de mindset. Dois pontos-chave desta mudança são:

Quebrar os silos. Durante o século passado, Madmen e Mathmen estavam em desacordo um com o outro. Dados de um lado, e “The Big Idea” do outro. Criativos versus Geeks. Não foi amor à primeira vista. Hoje, as coisas mudaram: disciplinas de negócios, comumente fechadas em silos, como analytics e design estão olhando um para o outro não mais como estranhos, mas como as peças que faltavam no quebra-cabeça de comunicação sofisticado. No lado criativo, a habilidade de imaginar e trazer à vida um belo conteúdo que permite experiências mágicas é uma obrigação. Na verdade, com a proliferação de telas, com a obviedade de que o primetime é agora tempo real, a necessidade de um belo conteúdo é mais importante que nunca. E a capacidade de usar a tecnologia para permitir um fluxo de trabalho criativo, sem amarras, é uma vantagem competitiva para qualquer empresa.

Por outro lado, os meios altamente sofisticados para automatizar funções críticas de negócio como otimização de mídia, gerenciamento de conteúdo de omni-screen e gerenciamento de audiência estão disponíveis para dar vida a esse conteúdo, de forma personalizada e focada.

A arte do negócio inacabado. Uma diferença crucial com a qual nos deparamos quando nos deslocamos entre experiências físicas e digitais é que esta última está em aberto, em constante mudança, inacabada por definição. A beleza e o desafio de uma empresa que coloca digital em seu core é a possibilidade de fazer ajustes e movimentos rápidos, interações constantes e evoluções mensuráveis. No velho mundo, produzir um disco era um processo bastante padronizado, que envolvia a gravação em um estúdio, edição, impressão em vinil e distribuição. Uma vez que o disco estava na rua, ele estava na rua: não existia mais edição ou ajustes. O oposto é verdadeiro quando falamos de experiências digitais, que são fluidas e em um loop constante de feedback e ajustes, com a tensão criada para equilibrar simplicidade e sofisticação, serviço de alto valor e prazer, resposta em tempo real e valor a longo prazo.

Os atores deste admirável mundo novo terão de ser capazes de navegar por esta complexidade com o objetivo de oferecer experiências consistentes e de grande impacto a todos os consumidores. Dr. Max Mckeown, autor, afirma e tem toda razão ao dizer que “novas ideias são, por definição, inacabadas. E são lindas apenas para quem as teve. Inovação – mesmo – é sobre tornar essas belas ideias úteis”. E a utilidade só se dá pela experiência. Pela bela experiência.

*Federico Grosso é vice-presidente da Adobe Systems para América Latina

http://adnews.com.br/adarticles/por-que-experiencia-e-o-que-realmente-importa.html

Coca-Cola cria garrafa que encaminha mensagens de áudio

 

13 de Dezembro de 2016 15h – Atualizado às 15:19

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A história conta que a Coca-Cola ajudou a popularizar a imagem do Papai Noel lá pelos idos da década de 30 através de campanhas publicitárias. Talvez isso explique boa parte da ligação sempre emocional da marca com o Natal. Agora, essa sinergia entre a época e a comunicação da empresa ganhou em 2016 um divertido upgrade tecnológico: uma garrafa que grava mensagens.

O Natal é uma data especial em que muitas pessoas tentam surpreender os seus familiares de alguma maneira. Pensando nisso, a fabricante de refrigerantes criou uma embalagem que capta e emite áudios. Através da ação “Message in a Bottle”, o produto será vendido em edição limitada em apenas dois pontos de venda na Sicília e distribuída em outras regiões da Europa para formadores de opinião.

A mensagem de até 30 segundos pode ser gravada através de um dispositivo instalado na tampa da garrafa. O presenteado ouve a mensagem apenas quando for abrir o produto. A novidade foi desenvolvida pela David e o filme teve produção da Landia. A tecnologia ficou por conta da agência espanhola Gigigo.

https://www.notube.co/media/584fcefd84521c0400c446ff

Estudo mostra que maioria aceita trocar dados por anúncios e ofertas

 

07 de Dezembro de 2016 11h – Atualizado às 11:19

dados

Em pesquisa com 946 consumidores brasileiros recém-conduzida pela dunnhumby, 88% dos entrevistados afirmaram estar dispostos a compartilhar seus dados pessoais e de consumo com empresas para receber descontos e ofertas exclusivas e 77% fariam o mesmo em troca de pontos em programas de fidelidade.

Os resultados demonstram que, nos últimos três anos, houve um aumento significativo no número de brasileiros dispostos a compartilhar seus dados com empresas mediante benefícios como descontos, ofertas e personalização do serviço. Em pesquisa com 3.900 consumidores brasileiros realizada em 2013 pela Coleman Parkes, apenas 39% declararam ter interesse em disponibilizar dados em troca de ofertas exclusivas e 38% compartilhariam dados para receber recompensas em programas de fidelidade.

A dunnhumby também descobriu que há certa uniformidade no comportamento das gerações Z, Y, X e Baby Boomer nesta área. Isso demonstra que estratégias que envolvem a coleta e o uso de dados do consumidor para a criação de ofertas personalizadas e programas de fidelidade não devem se restringir a faixas etárias, já que pessoas de todas as idades estão dispostas a participar. É preciso, no entanto, adequar as ações às peculiaridades de cada grupo.

Qualidade da personalização

O consumidor não se interessa só por recompensas financeiras: segundo a pesquisa da dunnhumby, 69% também cederiam seus dados para receber informações e novidades sobre os produtos e serviços de que o cliente gosta e 65% se interessam por sugestões de produtos baseadas em seu gosto pessoal.

O consumidor contemporâneo é consciente, sabe o valor de seus dados para as empresas e por isso espera um retorno à altura. De acordo com a pesquisa, 65% dos consumidores acreditam que as empresas estão buscando conhecer cada vez melhor seus consumidores.  Ofertas e comunicação personalizadas destacam-se nesse cenário.

Programas de fidelidade na crise

O segundo fator que mais motiva os brasileiros a compartilharem seus dados, logo atrás dos descontos e ofertas exclusivas, é a obtenção de pontos em programas de fidelidade, que interessa a 77% dos consumidores entrevistados.

Atualmente, segundo a dunnhumby, 41% dos clientes de programas de fidelidade do varejo no Brasil disseram que comprariam em outro local caso o programa da rede onde consomem fosse encerrado – o que demonstra a relevância dessas iniciativas para o brasileiro. No Reino Unido este número é de apenas 21%.

http://adnews.com.br/internet/estudo-mostra-que-maioria-aceita-trocar-dados-por-anuncios-e-ofertas.html

Vela do Netflix exala diferentes aromas para cada episódio de Gilmore Girls

 

01 de Dezembro de 2016 14h – Atualizado às 14:49

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Desde que foi confirmada pela Netflix, a volta de Gilmore Girls, em quatro episódios inéditos de 90 minutos cada, causou euforia geral entre os fãs. Para promover a série, que no Brasil se chama “Tal mãe, Tal filha” e segue a amizade de Lorelai (Lauren Graham) com sua filha, Rory (Alexis Bledel), o serviço de streaming apresentou uma ação inusitada: uma vela que exala um aroma diferente para cada um dos episódios.

Criado pela TBWA\Chiat\Day, o produto foi feito para ser aceso e “consumido” de maneira cronometrada em conjunto com a “maratona”. Os cheiros se relacionam com os acontecimentos da produção. A ideia é oferecer uma experiência imersiva para quem assiste. A surpresa foi encaminhada em caráter limitado para alguns fãs da série nos Estados Unidos, Ásia e Europa.

Como o geomarketing ajudou a Brasil Kirin a recuperar market share

Com tecnologia e inteligência geográfica, a empresa reverteu um quadro de queda nas vendas e na participação de mercado de uma de suas marcas de cerveja, na cidade de Porto Alegre

Por Publicidade | 01/12/2016

De cerveja muito brasileiro gosta, isso é fato. Agora, imagine como as indústrias de bebidas fazem para que cada latinha ou vasilhame chegue às mãos do consumidor final, em cada canto do País. No caso da Brasil Kirin são mais de 600 mil pontos de venda com presença de uma de suas principais marcas.

Na hora de vender e compreender quais são os PDVs ideais para abordagem, ou seja, aqueles frequentados pelo público-alvo da cerveja, a Brasil Kirin utiliza a ferramenta de geomarketing OnMaps. Por meio de informações mapeadas sobre renda, hábitos de consumo e estilo de vida da população, a companhia entende, ponto a ponto, o entorno dos estabelecimentos (bares, padarias, minimercados etc) e onde realmente vale o investimento comercial.

Analisando o cenário nacional, a cidade de Porto Alegre mostrava quedas expressivas para a Brasil Kirin. À época do estudo, a sua marca de cerveja em questão apresentava declínio de 42% no volume de vendas. Detalhe: o mercado de cerveja como um todo crescia 5% ao ano na capital gaúcha. Ou seja, algo estava dando errado, mas técnicas de geomarketing facilitaram a retomada do market share da companhia.

Identificação de prospects com inteligência geográfica
Ao mapear todos os PDVs de Porto Alegre no OnMaps, a Brasil Kirin identificou sua embalagem 600ml em apenas 25% desses locais. Já para 473ml – o popular latão – a marca estava em somente 29% dos pontos da cidade. Para ter acesso a esses números, a empresa importou sua base de clientes na ferramenta de geomarketing.

Avaliando todo o estado do Rio Grande do Sul, a companhia deixava de atender mais de 2 mil PDVs que já comercializavam cerveja, e grande parte desse número estava na capital. A estratégia foi entrar com ativação nesses locais ainda sem cobertura, uma vez que já compravam esse tipo de produto, o que facilitaria a entrada da marca.

Para isso, a Brasil Kirin adotou uma estratégia de sinergia de distribuição: estabelecimentos já com a participação de seus produtos passaram a receber também a marca de cerveja.

Outra preocupação era aumentar o trabalho dos distribuidores em locais que compravam da concorrência. “No segmento de bares, identificamos mais de 10 mil pontos funcionando em Porto Alegre. Desses, a nossa cerveja estava presente em apenas 2%, enquanto o concorrente atuava em 34%”, explica Maurício Callado, executivo da área de Inteligência de Mercado da companhia.

Esta foi uma ótima oportunidade para ativar os produtos também nesses locais com presença de concorrentes, já que o público consumidor é similar. “No total, tivemos oportunidades em mais de 3 mil lojas que correspondem a 49% do faturamento da categoria”, completa Callado.

Pontos de venda frequentados pelo público-alvo
Em uma parceria com a Serasa Experian, o OnMaps possui um módulo chamado Mosaic. Ele segmenta e georreferencia milhões de brasileiros em 11 grupos e 40 segmentos. Assim, compreende-se o estilo de vida e o comportamento de compra da população, para identificar quais produtos e serviços ofertar em cada região do País – de cidades inteiras até um quarteirão específico.

E foi exatamente este o “pulo do gato” para que a Brasil Kirin positivasse PDVs de forma certeira. O público da cerveja deste caso de sucesso pertence à classe C. Então, foi feito o cruzamento de clientes potenciais (PDVs) com as regiões de Porto Alegre que tinham predominância da população com esse perfil no entorno.

“Chegamos à conclusão que a nossa persona está correlacionada aos segmentos do Mosaic intitulados Jovens da Periferia, Juventude Trabalhadora Urbana e Massa Trabalhadora Urbana. Dessa forma, visualizamos esses grupos no OnMaps e mapeamos 426 novas lojas com total de aderência ao nosso produto”, relata o profissional de Inteligência de Mercado.

Após três meses de testes e ações específicas na região, mais de 80% das oportunidades mapeadas foram ativadas. A Brasil Kirin aumentou consideravelmente o volume de vendas, o market share e, consequentemente, elevou seu faturamento na capital gaúcha

https://www.mundodomarketing.com.br/