Arquivo mensal: junho 2016

SBT promove nova série pregando ‘pegadinha’ em publicitários

27 de Junho de 2016 10h – Atualizado ás 10:59

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Para apresentar a nova série “A Garota da Moto” ao mercado publicitário, o SBT criou uma ação em parceria com a Giusti Comunicação. Com objetivo de destacar o universo da trama, uma motogirl visitará as principais agências de publicidade do País.

Na ocasião, os profissionais de mídia serão presenteados com um kit diferente, que remete à fama que os motoboys possuem no trânsito: a de arrancar retrovisores dos carros. Com isso, os publicitários receberão um retrovisor universal, para substituir o que a “Garota da Moto” teria arrancado, acompanhado de uma carta escrita a mão pela personagem principal da trama – Joana – com um pedido de desculpas. A motogirl também aproveita a oportunidade para deixar o cartão de visita de Joana para serviços de entrega, que na verdade é um pen drive com o plano de mídia do SBT para a nova série.

Com produção assinada pelo SBT Mixer, “A Garota da Moto” relata a vida de Joana, interpretada por Christiana Ubach, uma jovem que decide fugir para São Paulo e trabalhar como motogirl para proteger o filho de uma psicopata (Daniela Escobar). Joana vê na moto sua melhor amiga, pois ajuda a fugir dos perigos e sustentar seu filho em meio a tantos desafios. A atração estreará em julho e terá 26 episódios de 46 minutos cada.

http://adnews.com.br/midia/sbt-promove-nova-serie-pregando-pegadinha-em-publicitarios.html

Snapchat: por que é importante sua marca estar nele

Rede social é a nova queridinha do momento pelo público jovem, pertencente à geração dos Millennials. APP mostra como as empresas devem pensar suas ações daqui pra frente

Por Priscilla Oliveira | 16/06/2016

As redes sociais se tornaram um lugar nada confortável para muitas marcas atuarem, seja por anúncios ou páginas próprias. Todos os dias novas ferramentas são lançadas, mas quando o formato de uma delas surge com uma característica inovadora para os preceitos de Marketing, os gestores tem um novo desafio pela frente. É o que acontece com o Snapchat, que nos últimos 12 meses fez com que as empresas se desdobrassem em criatividade para atraírem o interesse dos jovens consumidores.

Formado basicamente pelo público de 13 a 34 anos, o aplicativo ganhou o coração dos adolescentes e configura entre a segunda rede mais acessada por meninos e meninas de 13 a 16 anos e a terceira entre quem possui entre 18 e 34 anos, segundo pesquisa da Comscore. Com 32% de envolvimento entre os jovens, o aplicativo fica atrás somente do Facebook, com 75,6% e do Instagram, com 43,1%. O APP do fantasminha fica à frente do Twitter, Pinterest, Google+ e Tumblr.

Tanta popularidade faz com que as marcas corram para estar onde há audiência, mas muitas ainda sequer sabem como e com quem falar. “Diferente de outras ferramentas, essa não permite uma publicidade tradicional, é preciso vender sem falar em venda. O produto ou serviço é coadjuvante, o que deve ser mostrado são os bastidores, ou seja, como é feito, maneiras de usar ou inserindo em uma conversa natural. O público que acessa essa rede já vem com um bloqueio contra empresas, então tem que saber conquistar o seguidor”, conta Fábio Ricotta, Cofundador da Agência Mestre e especialista em Inbound Marketing, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Desafios
As publicações no Snapchat são apagadas todos os dias automaticamente e esse se torna o grande atrativo do aplicativo. Em um momento em que internautas se questionam sobre a internet ser um grande baú, a ferramenta permite que tudo soe de maneira mais leve e despretensiosa. Além disso, a tendência por conteúdos que mostram o dia a dia faz desse meio um grande reality show capaz de influenciar seus espectadores.

Com isso, as empresas se veem desafiadas a construírem histórias sempre atrativas em suas publicações ou trabalharem sua imagem junto aos influenciadores desta rede. “O imediatismo do Snapchat muda a forma de comunicação das empresas com os consumidores. É algo mais ágil que Twitter, por exemplo. Quem não souber seguir esse ritmo será engolido pelo concorrente, já que os jovens buscam marcas que acompanham suas vidas”, conta Fábio.

Considerando que a população brasileira está envelhecendo, os protagonistas em estudos de consumo passam a ser as gerações “Millennials” e “Z”, justamente o público que acessa o aplicativo. Essa turma quer cada vez mais simplificar o processo e acelerar as respostas – 10 minutos é o tempo que eles julgam suficiente para ter uma resposta quando interagem com alguma marca, por exemplo, segundo a pesquisa Connected Life 2016, da TNS Brasil.

De acordo com o estudo, entre os pesquisados há claramente um compartilhamento de atenção entre TV e rede social em horário nobre e quem sabe aproveitar a oportunidade consegue conversão em compras. “O mesmo público que consome conteúdo na ferramenta também a publica comentando o que está fazendo no momento. Cabe às empresas se aproveitarem dessa integração de mídias”, pontua Fábio Ricotta.

Frequência
Diferente de outras redes sociais em que um conteúdo era trabalhado para ter a melhor apresentação, no Snapchat a espontaneidade dita o ritmo dos posts. Ainda assim, não é qualquer coisa que se deve ser publicada ou a qualquer momento. “Apesar de despojada, não é bom para uma marca arriscar sua reputação. É bom ter em mente o que publicará. Para quem está começando sugiro três snaps por dia – de manhã, à tarde e à noite”, conta Fábio.

A linha do tempo da ferramenta prioriza quem foi o último a publicar, por isso o usuário não deve ficar muito tempo ausente da rede. A máxima “Só é lembrado quem é visto” é presente no aplicativo. Um bom dia ou boa noite, por exemplo, faz com que o internauta saiba que o perfil está ativo. Se a comunicação for feita de maneira criativa, a tendência é gerar um boca a boca natural que fará a marca ser procurada.

Se parece complicado para uma empresa pensar em estratégias em uma conta própria, os influenciadores digitais podem ajudar. “As celebridades têm recebido muitas ofertas de marcas que querem atuar no Snapchat, porque postam suas rotinas e os fãs querem participar da vida deles. É menos trabalhoso para elas fazer uma inserção quando há uma campanha em andamento do que alimentar um perfil e o retorno é certo”, conta Celso Fortes, Diretor executivo da agência Novos Elementos, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Evelyn Regly, blogueira, youtuber e usuária de SnapchatUso de influenciadores
Usuária de diversas redes sociais e youtuber de sucesso, Evelyn Regly credita à sua espontaneidade ao crescimento de sua influência na internet. Com quase dois milhões de seguidores no Youtube e no Instagram, a carioca aborda temas do cotidiano e até polêmicos utilizando do humor. Mesmo nas ações comerciais, o tom da jovem mantem-se igual o que agrada ao público e marcas. “Não finjo ser o que não sou e nem procuro falar de uma forma diferente da que eu falaria normalmente, isso faz dos posts algo mais leve do que já são no Snapchat. Costumamos pensar que por ali ser deletado não precisamos levar em consideração, mas é um trabalho e precisamos encarar como tal”, afirma Evelyn Regly, blogueira, youtuber e usuária de Snapchat, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A parceria entre empresas e influenciadores esbarra em uma situação delicada: ainda não há uma ferramenta oficial que reúna e mensure as métricas dos snaps, por isso a confiança na escolha do perfil tem que vir em primeiro lugar. “Quem já faz sucesso em outras redes tende a ter o mesmo sucesso no aplicativo, por isso as marcas buscam esses nomes quando querem realizar ações”, conta Celso.

Democrática, a ferramenta pode abrir caminhos para pequenos, médios e grandes empreendedores. “Faço parcerias com todo tipo de negócio, basta que eu me identifique. Nem escolho apenas aquele que paga por anúncio, mas quem faz um bom trabalho e eu curto, acabo falando sobre ele, mas é preciso que a empresa tenha uma história por trás de seu produto, até mesmo para que eu possa falar dela”, conta Evelyn.

O potencial do mercado de Influenciadores Digitais é tema de estudo publicado no Mundo do Marketing Inteligência. Conteúdo exclusivo para assinantes.

Snapchat mostrará anúncios entre histórias de seus amigos

14 de Junho de 2016 11h –  

snap

As últimas atualizações do Snapchat demonstram um claro posicionamento de aproximação com anunciantes. O botão Discover mudou, os Lives mudaram, e agora, o que mudará é o principal recurso da plataforma: o modo História.

Os anúncios verticais que já apareciam nos outros dois canais irão ser exibidos agora também nos vídeos de pessoas que o usuário tenha como amigo.  O que era um app pode estar se tornando um TV.

A empresa se negou a dizer quantas vezes os anúncios serão exibidos. Um porta-voz reconfortou um pouco os 150 milhões de usuários diários, afirmando que os anúncios serão “puláveis” e só aparecerão entre a passagem de uma história para outra e não no meio da postagem de uma mesma pessoa.

A companhia se demonstra cautelosa e sinaliza buscar a melhor maneira de monetizar sua base de usuários sem desrespeitá-los ou gerar migrações. “Fazer isso da maneira certa, com foco na criatividade, nos permite ser extremamente conservadores”, afirma o head de revenue, Peter Sellis.

A Hollister, P&G, Verizon, Warner Brothers, entre outras vão começar a anunciar dentro das histórias em breve.

http://adnews.com.br/social-media/snapchat-mostrara-anuncios-entre-historias-de-seus-amigos.html

Growth Marketer: tudo que você precisa saber

Empresas de software e negócios online se tornam gigantes de bilhões de dólares em valor através de uma estratégia chave: rápido crescimento. O relatório “Grow Fast or Die Slow”, da McKinsey&Company, demonstra que uma rápida taxa de crescimento é o fator mais relevante na avaliação dessas empresas porque trás maior retorno de investimento, indica chances de sucesso consideravelmente superiores e é mais importante do que margem ou estrutura de custos.

Mas como essas empresas atingem crescimentos tão explosivos em períodos tão curtos de tempo, chegando a avaliações de bilhões de dólares as vezes em pouco mais de 1 ano de vida? Entra aqui o Growth Marketing ou Growth Hacking.

O growth marketing se diferencia do marketing tradicional porque seu foco é voltado para o rápido crescimento. Trata-se de uma mentalidade diferente, que requer habilidades diferentes daquelas encontradas nos times tradicionais de marketing.

Quais as habilidades necessárias para ser um growth marketer?

Esse tipo de estratégia faz uso das tecnologias existentes, principalmente no que diz respeito a interpretação e uso de dados e métricas, utilização de redes já existentes de usuários e consumidores e melhorias incrementais através de testes contínuos.

Em resumo: o profissional de marketing precisa ter um conhecimento mais aprofundado de diversas tecnologias para se sair bem em um time de marketing com foco em growth. Saber programar e ter um conhecimento profundo de métricas são pontos altos de quem vai ocupar uma função desse tipo. Quer dizer que agora eu preciso saber programar para trabalhar com marketing? Calma, respira fundo!

Você não precisa necessariamente ser um mestre da programação, mas precisa sim entender como usar as tecnologias a favor da sua empresa e ter perfis complementares ao seu no time, que te permitam validar hipóteses e explorar as possibilidades existentes.

Por que o marketing focado em crescimento é importante?

Se não bastasse a demonstração inicial de que as startups mais bem avaliadas possuem crescimento explosivo, tenho mais um argumento: ao fazer uso de tecnologias e redes já existentes o custo de aquisição do usuário / cliente costuma cair.

O objetivo principal do time de growth marketing é identificar quais são as peças que fazem a roda girar mais rápido, montando uma verdadeira máquina de crescimento que, claro, precisa de ajustes constantes.

Alguém aqui já viu uma empresa dizer não a redução de custo de aquisição do cliente? Eu nunca vi. Mas o growth marketer não descuida dos clientes atuais, pelo contrário, uma das maiores fontes de crescimento – uma vez que você já tenha clientes o suficiente – é o cliente atual. Isso porque ele indica outros – o que com bom uso da tecnologia pode ser ampliado através de programas de recomendação, por exemplo – e pode subir de nível de consumo dentro do negócio em que você atua. Identificar o que faz um cliente sair de um tier para outro superior é, também, uma das chaves de crescimento.

O que empresas tradicionais, fora do mercado tecnológico, têm a ver com isso?

Tudo. Esse é um caminho sem volta pois o cenário tecnológico só avança. Enquanto atualmente a maior parte dos growth hackers (como ficaram popularmente conhecidos os growth marketers) pensa em como usar redes sociais e APIs disponíveis para alavancar o crescimento dos negócios em que atuam, temos por vir uma série de outras possibilidades de implementação, principalmente no que diz respeito a inteligência artificial.

Pense em algoritmos preditivos de comportamento, interação em tempo real no ponto de venda (omni-channel é um assunto discutido há anos, não é mesmo?) e inteligência artificial. Alguém tem dúvida de que esses campos já estão saindo da tela do computador e celular para qualquer negócio off-line?

Como posso me inserir nesse mercado?

Uma boa partida é se aprofundar sobre métricas e análise de dados, mesmo que a empresa em que você atue seja tradicionalmente off. Existe muito material disponível na Internet sobre o assunto e vale a pena pesquisar, até porque esse conhecimento e a prática do raciocínio lógico serão bem empregados em qualquer campo do marketing.

A partir daí, busque conhecer mais startups e empresas digitais e entender o que elas fazem. Engenharia reversa das táticas usadas por elas cai bem para começar a aprender mais sobre o assunto.

7 de junho de 2016 – Tahiana D’Egmont, CEO e sócia da Kickante

http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/2016/06/07/growth-marketer-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-profissional-por-tras-das-empresas-online-de-bilhoes-de-dolares.html

5 das 10 marcas mais valiosas do mundo em 2016 são de tecnoologia

 

08 de Junho de 2016 11h –

google

Inovação contínua, aumento da receita de publicidade e o crescimento do negócios em nuvem ajudou ao Google recuperar da Apple a primeira posição no ranking BrandZTM Top 100 marcas globais mais valiosas 2016. A lista foi divulgada hoje pela WPP e a Millward Brown.

O valor da marca cresceu 32% e atingiu US$ 229 bilhões, enquanto a Apple, vencedora no ano passado, caiu para a 2ª posição, com uma queda de 8% e US$ 228 bilhões. A Microsoft permanece como número 3, com um crescimento de 5% e atingiu US$ 122 bilhões de dólares.

Duas marcas ícones, Marlboro e Coca Cola, deixaram o Top 10 pela primeira vez desde 2006, desbancadas por duas marcas digitais, o Facebook (5º lugar, + 44%) e Amazon (7º lugar, + 59%) que integram o Top 10 pela primeira vez. Desde sua entrada no ranking, em 2011, o Facebook aumentou seu valor de marca em 246%, enquanto a Amazon tem mantido um crescimento constante, como resultado de uma transformação global e a experiência multicanal.

Confira o TOP 10:

Ranking 201                      Valor da Marca 2016 ($M)               Ranking 2015

1          Google                      229,198                                        2

2          Apple                        228,460                                        1

3          Microsoft                   121,824                                        3

4          AT&T                        107,387                                        6

5          Facebook                  102,551                                        12

6          Visa                         100,800                                        5

7          Amazon                     98,988                                       14

8          Verizon                      93,220                                        7

9          McDonald’s                 88,654                                        9

10       IBM                            86,206                                         4

 

Dentre as principais conclusões do estudo BrandZ ™ Top 100 2016, podemos constatar:

  • A tecnologia está avançando sobre a importância na vida das pessoas. Um terço do valor das marcas dentro do Top 100 vem de marcas de tecnologia. Se somarmos ao setor de Telecomunicações, chegamos a quase metade do valor do ranking (cerca de 5 vezes o seu valor em relação a 2006).
  • Sete novas marcas entraram no Top 100. Lowe (76°), CVS (88°), Moutai (93°), Heineken (97°), AIA (98°), JD (99°) e Adobe (100°).
  • China e Estados Unidos são os países dominantes. Quinze das 23 marcas da Ásia são da China e 49 das 51 marcas da América do Norte são dos Estados Unidos. Campeão com o maior número de marcas no ranking, os EUA estão presentes em todo o Top 10 e em 12 das 17 marcas de tecnologia .
  • Cerveja foi a categoria que mais cresceu (taxa de crescimento de 44,3% comparado com 2015). Seguida das categorias de seguradoras (32,5%), varejo (17,9%), entretenimento (14%) e fast food (14%).
  • Vestuário é a categoria que mais cresce, subindo 14% para US$ 114bn. Há uma ênfase no alto desempenho, com marcas como a Nike (+ 26%) lançando linhas Premium especializadas, incorporando tecnologias como monitores cardíacos em suas roupas e integrando vestuário esportivo com aplicativos gratuitos para fornecer uma experiência total ao consumidor.
  • Disrupção se estende para o ranking em si. Quase metade das marcas (46) no Top 100 2016 entraram no ranking após a primeira edição, em 2006; 54 delas estão nele desde o começo. Isso mostra como uma marca forte pode sustentar o seu valor ao longo do tempo, mas também ilustra o potencial que existe para marcas novas agitarem de maneira bem sucedida o status geral.
  • Fortes ligações emocionais estão impulsionando marcas locais. Com uma compreensão mais clara das necessidades dos seus consumidores, marcas locais estão ganhando market share e, com melhores operações e estratégias de marketing, também estão ganhando participação em novas regiões. A Huawei da China (50º, + 22%), por exemplo, globalizou-se rapidamente e conquistou market share de Apple e Samsung.

Para Eduardo Tomiya, diretor-geral da Kantar Vermeer, “a importância de marcas de tecnologia é evidente, uma vez que novamente elas estão entre as mais valiosas em 2016, mas o sucesso futuro dependerá de sua capacidade de se encaixar no cotidiano dos consumidores. O desafio é oferecer uma experiência real para seus clientes, seja através da construção de proximidade, onipresença e customização ou adquirindo um papel ativo nas categorias tradicionais”.

O relatório também apresenta insights de marcas chaves para diferentes regiões no mundo. Você pode conferir o material completo aqui.

http://adnews.com.br/negocios/o-poder-do-digital-5-das-10-marcas-mais-valiosas-do-mundo-em-2016-sao-de-tencologia.html

Marketing de Conteúdo cresce no Brasil, multiplica tráfego e leads

estratégia está presente em 70% das empresas, mas ainda carece de profissionais qualificados. Companhias estão dispostas a aumentar o orçamento da ferramenta para 2017

Por Roberta Moraes | 07/06/2016

Estratégia utilizada por 70% das empresas brasileiras, o Marketing de Conteúdo multiplica em até quatro vezes as visitas mensais a sites e em até cinco vezes a geração de leads e oportunidades de negócio. Os dados fazem parte do relatório Content Trends 2016, realizado pela Rock Content pelo segundo ano consecutivo, que aponta ainda que a ferramenta está se tornando uma estratégia cada vez mais utilizada pelas empresas brasileiras.

A amostra de entrevistados na pesquisa era composta, em sua maioria, por sócios/CEOs de empresas de menor porte (até 100 funcionários). As principais áreas de atuação foram: Agências de Marketing/Publicidade (21%), Consultoria (10,9%) e Software/Cloud/SaaS (10,7%). A pesquisa online foi realizada entre os dias 11 e 26 de abril e contou com a participação de 2.725 respondentes de todo o Brasil.

Em relação à última edição, a adoção ao Marketing de Conteúdo teve crescimento de apenas 1%, no entanto o valor investido está aumentando. Metade dos respondentes disseram que no último ano o investimento na estratégia aumentou e que o valor médio subiu para 28,1% do budget de Marketing. “Mesmo que o crescimento neste último ano tenha sido baixo, as empresas estão ampliando este investimento, o que mostra que tem uma preocupação maior em apostar no Marketing de conteúdo”, comenta Juliana Ribas, Analista de Marketing da Rock Content e responsável pela análise dos dados Content Trends, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Produção de conteúdo
Além do incremento no último ano, para o próximo o percentual de organizações que pretende aumentar o investimento é ainda maior: 67%. Apenas 5% desejam reduzir e a tendência é que 28% estabilizem o orçamento. A aposta nesta área tem como objetivo engajar a audiência com conteúdo relevante visando atrair, fidelizar e converter prospects, leads e clientes, criando uma percepção positiva da marca e gerando mais negócios.

Para produzir esse material diferenciado é preciso encontrar profissionais capacitados e essa é uma das principais deficiências do mercado. A maioria das empresas participantes da pesquisa (60%) conta apenas com uma equipe interna dedicado ao Marketing de conteúdo. Pouco mais de 20% utilizaserviço terceirizado e 18% aposta em um sistema híbrido, com produção interna e conteúdo de feito por agências.

Entre as empresas que mantém um setor para a estratégia, as funções mais citadas foram: Analista de Marketing (34,2%), Analista de redes sociais (31,1%) e Gestor/Produtor de conteúdo (30,7%). Por outro lado, apesar da importância de uma estratégia de Search Engine Optimization para garantir o sucesso do Marketing de Conteúdo, apenas 9,7% afirmaram contar com um Analista de SEO.

Equipe qualificada
Por se tratar de uma ferramenta nova no Brasil, muitos profissionais ainda estão engatinhando na área, pois falta formação específica. Contar com uma equipe qualificada é essencial para garantir uma ação mais assertiva, no entanto, a maioria das empresas (57,1%) afirmou que não exigem treinamento ou certificação entre os especialistas. Apenas 42,9% exigem algum tipo de capacitação. Entre essas, metade se considera bem-sucedida.

No mercado já existem treinamentos gratuitos cujas certificações são exigidas por algumas empresas. “Aqui na Rock Content trabalhamos com produção própria e de terceirizados. Todos os colaboradores, independente de área de atuação, precisam ter o certificado de Inboud Marketing da Hubspot, além da certificação em Marketing de Conteúdo da própria Rock Content. Além disso, semanalmente realizamos a Escola da Rock, em que todos os funcionários podem ensinar algo para os outros, além de treinamentos periódicos. Essa é uma preocupação muito grande na empresa, pois é um dos nossos pilares que composto por ensinar, resolver e aprender”, pontua Juliana Ribas.

Apesar das empresas já terem percebido a importância da estratégia nos negócios, o mercado ainda carece de pessoas capacitadas para implementá-la com eficiência. Na maioria das empresas (44%), a responsabilidade é de apenas um funcionário, que fica encarregado de escrever para o blog, preparar e-books, gerenciar perfis nas redes sociais entre outras atividades. Há também a baixa presença de especialistas em SEO (Search Engine Optmization): apenas 9,7% das equipes de marketing de conteúdo contam com um deles. Além disso, o ROI (Return Of Investment) também é relegado: as empresas que o medem somam apenas 38,7% dos participantes. Ainda segundo a Content Trends, organizações que entendem e monitoram seu ROI se consideram 58% mais bem-sucedidas.

Regularidade
Os principais objetivos de Marketing de Conteúdo em 2016 são: geração de leads (63,5%), vendas (56,2%) e reconhecimento da marca (55,9%).  No ano passado, o objetivo mais citado foi fidelização de clientes, que nesta edição ficou na quinta posição (49,7%). Para alcança-los é preciso manter uma regularidade na publicação de conteúdo para manter o diálogo com o público e manter a recorrência de visitas. A frequência, no entanto, ainda é baixa no Brasil. A maioria dos entrevistados (44,7%) afirmou que publica até quatro conteúdos por mês. As postagens regulares, no entanto, poderiam garantir o tráfego almejado.

Ao analisar a média de visitas por volume mensal de publicação, o relatório mostra que quem publica mais (acima de 13 postagens) consegue o dobro do tráfego em relação àqueles que publicam até 12 conteúdos. Apesar de a média de publicações mensais ainda ser baixa, há uma tendência entre as empresas brasileiras de ampliar este número. Na primeira edição da Content Trends, 68% dos respondentes afirmaram ter aumentado o volume de conteúdo entre os anos de 2014 e 2015. Neste ano, essa porcentagem foi ainda maior: 74,8% das empresas afirmaram que o número de conteúdos publicados cresceu entre 2015 e 2016.

Uma das principais dificuldades das empresas que apostam neste tipo de estratégia está em compreender o funil de vendas, apenas 40% afirmaram ter bom entrosamento. Entender o momento em que o shopper está é fundamental para saber qual tipo de conteúdo oferecer e, ainda qual o formato: e-book, post em redes sociais, vídeos, webinars, entre outros.

O aprofundamento do material varia à medida em que o prospect está mais familiarizado com o tipo de material. De acordo com os respondentes que afirmaram conhecê-lo bem ou muito bem, os três formatos de conteúdos mais eficazes no topo de funil são: posts em blog (60,4%), posts em redes sociais (58,9%) e vídeos (35,7%). No meio do funil, e-books/whitepapers (43,1%), webinars (39,9%) e vídeos (39,1%) foram selecionados como os formatos mais eficazes. No fundo, quando o prospect avalia as opções de fornecedores da solução que ele precisa, as táticas escolhidas como mais eficazes foram os webinars (45%), os estudos de caso da sua empresa (43%) e os eventos presenciais (40,2%).

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/36320/marketing-de-conteudo-cresce-no-brasil-multiplica-trafego-e-leads.html

As estratégias da Natura para se manter jovem

Empresa investe na diversificação de canais, explora o mundo digital e oferece novos pontos de contato para conquistar cada vez mais novos públicos e retomar o crescimento

Por Roberta Moraes | 02/06/2016

Com a maturidade dos 45 anos, a Natura entendeu que é preciso buscar o vigor da juventude para continuar se reinventando e inovando para conquistar cada vez mais as consumidoras e retomar o crescimento. Após anunciar prejuízo de R$ 69,7 milhões no primeiro trimestre de 2016, a empresa vem se esforçando para ser uma marca multicanal ao investir em novos pontos de contato para estar cada vez mais próximo do seu público.

Apostando na conveniência e experimentação, apenas no primeiro semestre desde ano a companhia inaugurou sua primeira loja física, estreando no varejo convencional,inseriu a linha Natura Sou em farmácias e iniciou a venda de produtos pelo Instagram. A estratégia faz parte do projeto de manter a marca rejuvenescida e atraente para o público mais jovem que não está adaptado ao consumo via consultoras por meio da venda direta. Com tanta concorrência, a empresa teve que buscar novos caminhos para se manter competitiva.

Uma das principais apostas da marca é a loja física, que em breve deve chegar em outras cidades. A empresa não abre números e não libera o balanço do primeiro mês de operação da unidade, mas afirma que está performando bem. “A loja está sendo um sucesso e tem ficado bastante movimentada. Percebemos que a experimentação está fazendo a diferença para o consumidor. A loja física tem com 40% dos produtos disponíveis no catálogo de venda e conta com uma dinâmica promocional completamente diferente, que segue a lógica do varejo”, explica Andrea Éboli, Diretora de Marketing da Natura, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Leia a entrevista com a Diretora de Marketing da Natura, Andrea Éboli.

Mundo do Marketing – Por muitos anos, esperou-se a entrada de Natura no varejo tradicional e a companhia sempre disse que não entraria. No entanto, recentemente, a marca inaugurou uma loja em São Paulo. Quais foram os fatores preponderantes para a empresa muda de ideia?

Andrea Éboli – A Natura teve outras experiências anteriormente voltada para lojas-conceito para ficar mais próximo do consumidor e gerar uma experiência diferenciada. Neste momento, abrimos a nossa primeira loja com foco de negócio visando oferecer mais um canal de acesso. Esse é mais um ponto de contato para aproximar a marca de quem está distante da venda direta ou que vê no varejo uma opção de compra mais imediatista, como um presente de última hora, o que não dá para ser feito pela venda direta. Em geral, essa compra acontece em um shopping e a estávamos perdendo. No entanto, a loja chega para complementar os outros canais e cada um deles tem o seu papel.

Mundo do Marketing – A primeira loja acaba de concluir o primeiro mês de operação e mesmo não abrindo os números, a empresa afirma que o resultado está sendo positivo. Há a previsão da abertura de novas unidades?

Andrea Éboli – O plano de expansão está construído e já teremos a abertura de novas lojas ainda neste ano na cidade de São Paulo. Essas primeiras unidades serão próprias e neste momento estamos fechando contrato com os shoppings. Após essa fase inicial levaremos esse formato para os outros estados. O modelo de franquia está dentro do projeto, mas ainda não há data prevista para ser iniciado. Afinal, o negócio é novo e estamos aprendendo com ele.

Mundo do Marketing – A loja oferece todos os produtos do portfólio?

Andrea Éboli – Antes da abertura fizemos um business case para saber quais eram as categorias prioritárias para o varejo da Natura. Na loja oferecemos 40% dos produtos comercializado pela venda direta. Levamos as principais marcas como Chronos, Mamãe Bebe, Ekos, Tododia, as linhas de maquiagem Una e Aquarela e algumas marcas de perfume. Quem vai em busca de algum produto que não está na loja, recebe orientação das vendedoras sobre os outros canais. Cada espaço dentro da loja foi pensado exclusivamente para o tipo de produto. A maquiagem, por exemplo, que é uma categoria de compra por impulso, na hora que o consumidor entra na loja é possível experimentar cores e texturas, pois todos os itens estão disponíveis em uma enorme mesa.

Mundo do Marketing – Como garantir que um modelo não canibalize o outro?

Andrea Éboli – A dinâmica promocional é completamente diferente. O modelo de operação da venda direta conta com uma mobilização de ciclos a cada 20 dias, conta com promoções agressivas, focadas para consultoras e consumidoras. Para o varejo vamos seguir com uma outra estratégia, que será com menos promoção, estaremos mais focados em composição de presentes, de kits, focada no aumento do ticket médio. O consumidor que compra da venda direta, que aproveita as promoções de cada ciclo, não terá acesso a isso na loja. O que garante a competitividade de todos os canais.

Mundo do Marketing – Venda direta, varejo, e-commerce, aplicativo, venda via Instagram. A Natura está buscando ser uma marca multicanal. Como a empresa está conseguindo segmentar cada canal? Como está as ações de Marketing para cada um deles?

Andrea Éboli – A construção da marca Natura é a mesma para todos os canais, entretanto temos estratégias específicas para cada um deles. O digital focamos no e-commerce, trazendo um contato mais online para as consultoras e fortalecendo a rede delas por meio de ferramentas digitais. No varejo trabalhamos com visual merchandising com as categorias que tem mais impacto, afinal, já descobrimos que nem sempre as categorias com maior impacto na venda direta terão o mesmo desempenho no varejo. Desenvolvemos uma série de estratégia para cada categoria dentro de cada canal. E isso também foi considerado quando optamos por oferecer a linha Sou em redes de farmácias.

Mundo do Marketing – O que a empresa está fazendo para garantir o contato com todos os públicos? Como está a relação da marca com as mulheres mais jovens?

Andrea Éboli – A Natura é uma marca muito democrática, presente em todas as classes sociais. Estamos focados em entregar valor para as classes A e B. Com o nosso novo canal buscamos essa elevação de posicionamento. Também temos presença em todas as faixas-etárias, inclusive no ano passado lançamos uma linha teenager que contou com uma forte ação nas redes sociais e foi um sucesso. Contamos com a blogueira Camila Coelho em todo o movimento de maquiagem para atrair os consumidores. A Natura é uma empresa de 45 anos e temos total interesse de estar mais perto dessa consumidora jovem e a loja contribuirá com isso.

Mundo do Marketing – O que a companhia tem feito para estreitar essa relação?

Andrea Éboli – Há três anos criamos o movimento Adoro Maquiagem e estamos trabalhando a questão do endosso, que para nós vem de todos os lados, tanto dos influenciadores, quanto do consumidor legítimo da marca. A nossa proposta com essa plataforma era trazer essa voz dos influenciadores e dos consumidores que endossam a nossa marca. Lá contamos com o Marcos Costa, nosso maquiador oficial, ensinando passo a passo por meio de vídeos. A ideia é ajudar e estar próximo do consumidor com conteúdo de qualidade.

Mundo do Marketing – Natura é reconhecida há muito tempo e continua investindo em sustentabilidade. Até que ponto esse ainda é um posicionamento que traz diferencial para a marca e não virou padrão?

Andrea Éboli – A sustentabilidade para a Natura não é uma estratégia de Marketing e sim um pilar da empresa. É um posicionamento e falamos sobre ele por meio dos nossos produtos, mas a sustentabilidade tem a ver com a nossa proposta de valor. A empresa nasceu assim e trata do assunto em toda a sua jornada. O que percebemos cada vez mais é que temos que continuar reforçando isso de maneira inovadora, trazendo valores atuais. A sustentabilidade inegociável na Natura, a ponto de tomarmos decisões internas mais custosas ou mais lentas em benefício dessa proposta de valor. Isso, por exemplo, foi momento no momento em que a loja estava sendo projetada, pois não dava para abrir um espaço que não carregasse esse conceito. O piso é feito de madeira de demolição, os painéis são projeções para evitar o uso de cartazes, as luzes são de led, para gerar economia. E aí nos vemos praticando essa sustentabilidade. Queremos trazer cada vez mais elementos para reforçar esse posicionamento.

https://www.mundodomarketing.com.br/entrevistas/36300/as-estrategias-da-natura-para-se-manter-jovem.html