Arquivo mensal: maio 2016

Google anuncia novidades na I/O 2016

19 de Maio de 2016 13h –  

DuoGOOGLE

Aconteceu ontem (18) a edição 2016 da Google I/O, conferência da gigante voltada para programadores e desenvolvedores que acontece em Montain View, nos Estados Unidos. Como já é costume, a empresa aproveitou o momento para anunciar novidades e falar sobre planos futuros em investimentos tecnológicos.

O evento teve início com o CEO da companhia, Sundar Pichai, apresentando o Google Assistant e o Google Home, novos assistentes inteligentes da empresa. O segundo pode ser comparado com o Echo, sistema domiciliar conectado da Amazon, enquanto o Assistant foi definido como uma “evolução natural do Now”. O assistente pessoal conta com recursos de voz mais sofisticados e será disponibilizado para Android e Chromecast.

Durante a conferência também foram apresentados detalhes sobre o Android N, sétima versão de sistema operacional do Google. Uma das principais funções que surgem no novo Android é a possibilidade de gerenciamento de aplicativos, que vai apresentar apenas os utilizados mais recentemente.

Outra aposta do Google para o novo Android é a redução no consumo de bateria em memória. Notificações simplificadas e emojis atualizados, incluindo 72 novos ícones. A empresa fez uma chamada para dar nome à nova versão, pedindo aos usuários para nomear o N através de um site.

Destaque para duas novidades: o Instant Apps, um recurso que promete permitir a execução de aplicativos do Android instantaneamente, sem a necessidade de instalação, e os apps Allo e Duo. Basicamente, o Allo é o novo aplicativo de conversação da gigante, que promete fazer frente aos concorrentes como WhatsApp e Messenger do Facebook. O Duo, por sua vez, pode ser encarado como o “FaceTime do Android”, onde os usuários podem estabelecer vídeochamadas.

Uma nova plataforma para realidade virtual também foi anunciada. “Daydream”, como foi chamada, deve ser lançada no último trimestre deste ano. A ideia, segundo a empresa, é criar um controlador de realidade virtual “confortável e intuitivo”. A plataforma também vai agregar outros apps já conhecidos, como o Street View e o YouTube.

O Google divulgou também o Android Wear 2.0, novo modelo do relógio conectado da gigante que promete trazer melhor desempenho e total autonomia com relação ao smartphone.

Uma novidade que pode agradar os anunciantes de aplicativos é a expansa da Firebase que além de ajudar os desenvolvedores a criarem os apps de forma mais dinâminca, vai permitir rodar campanhas de anúncios através de AdWords, avaliar o engajamento dos clientes que fizeram o download do app e testar novas versões.

Detalhes sobre as novidades estão disponíveis no blog oficial do Google (acesse aqui).

http://adnews.com.br/tecnologia/google-anuncia-novidades-na-io-2016.html

Disney: lições para ultrapassar crises sem cortar serviços a clientes

A Disney é, provavelmente, o exemplo máximo de empresa que entrega uma experiência memorável ao cliente há décadas, de modo consistente e praticamente infalível. O parque e suas atrações, entretanto, não estiveram imunes a crises econômicas e até ambientais que sacudiram os Estados Unidos e Orlando, especificamente. Mesmo em períodos de corte de custos, pequenas ações impediram que o nível de qualidade do serviço fosse impactado, deixando ensinamentos para as marcas brasileiras que tentam contornar os obstáculos impostos no atual momento pelo qual passa o país.

Pelo menos três furações atingiram Orlando nos últimos anos, fazendo com que a Walt Disney World precisasse concentrar esforços em reparos e reduzir investimentos em outras áreas. Os funcionários não permitiram que isso diminuísse o encantamento das crianças que visitaram os parques nos meses que se seguiram. Alguns deles passaram a levar livros de casa e a promover leituras para os pequenos nas recepções; outros criaram jogos e brincadeiras para entretê-los e garantir a entrega de uma experiência individualizada.

As iniciativas criativas de baixo custo, muitas vezes, surgem da mente dos funcionários, o que exige que gestores sejam capazes de conversar e ouvir seus times. “Quando as organizações entram no “modo crise”, como está acontecendo agora no Brasil, os líderes precisam ter uma atitute positiva e ter um olhar otimista em relação ao futuro, porque precisam inspirar esperança em todos os demais. A maioria das empresas informa os funcionários de que terá que fazer demissões ou reduzir o nível de serviço prestado aos clientes, muitos cortes acontecem, mas recomendo que a primeira atitude seja conversar com a equipe”, afirma Alicia Matheson, CEO da Matheson Global Consulting, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Alicia trabalhou para o Disney Institute durante cerca de 20 anos e passará seus aprendizados para companhias brasileiras no programa Experience The Magic, em setembro. Ela levará empresas para Orlando para uma experiência de quatro dias, em parceria com o Intercâmbio Global.

Mundo do Marketing: Quais os principais desafios que as empresas enfrentam quando tentam adaptar seus serviços tendo como inspiração os altos resultados obtidos pela Disney?

O sucesso do benchmarking depende do quão bem a companhia estabelece sua cultura. Empresas como a Disney, a Zappos e a Southwest Airlines têm em comum uma cultura corporativa bem definida e construída. Muitas organizações se sentem sobrecarregadas diante de tantos insights quando estudam tudo que essas marcas estão fazendo e se questionam por onde começar.

Não sabem se devem concentrar esforços definindo ou lapidando a visão, incorporando inovação e tecnologia, treinando os funcionários. Grande parte dos desafios começa neste momento. Companhias como Zappos e Disney não construíram grandes culturas de forma automática, ao acaso. Houve um trabalho intenso para desenhá-las.

Mundo do Marketing: Qual o primeiro passo?

Tudo começa pela contratação de profissionais excelentes. E também pela confirmação de que há, nos quadros, líderes incríveis. Este último ponto é um dos mais cruciais para empresas que querem atingir altos níveis de serviço. São esses líderes que irão motivar e inspirar os demais funcionários. Há também outros problemas que afetam a qualidade na entrega, como a presença de empregados que não se sentem valiosos e apreciados na empresa, ou não têm as ferramentas de que precisam para alcançar o sucesso.

Os profissionais precisam contar com os recursos ao alcance das mãos, porque hoje os clientes os têm. A informação e o conhecimento estão disponíveis na internet, cenário que exige dos funcionários uma preparação especial para que consigam, ainda assim, surpreender os consumidores. Além disso, as pessoas não se importam com o quanto você sabe, até saberem o quanto você se importa com elas. Por isso, é importante fazer com que os empregados saibam o quanto a companhia se importa com eles para então esses profissionais fazerem com que os clientes saibam que também importam para a organização.

Mundo do Marketing: Os líderes cumprem importante papel, mas como manter essa liderança constantemente inspirada?

Empregados não são liderados por companhias, mas por líderes. Para que um grande líder não se torne seu pior pesadelo amanhã, é importante que ele seja constantemente treinado. Há muitas companhias nas quais há gestores que pertencem ao quadro há 10 anos e eles só foram treinados quando ingressaram na empresa. Isso é loucura.

Tudo que os líderes fazem e como eles se comportam representam valores para os demais funcionários. Por isso, eles também precisam passar por treinamentos frequentes, ter toda a tecnologia e a inovação ao alcance das mãos para entregar esses recursos para os liderados e, assim, criar uma cultura corporativa colaborativa.

Mundo do Marketing: O Brasil passa hoje por uma crise que ameaça os níveis de qualidade dos serviços no país. Como se manter criativo em um momento de corte de custos?

A importância da comunicação nestes momentos de crise é enorme. Os líderes precisam ser capazes de comunicar sobre o patamar no qual a economia está, como a companhia é impactada e como isso afeta o departamento e o empregado, em última instância. Isso precisa ser conversado claramente para que a equipe não fique nervosa. Durante uma crise econômica, os clientes estão estressados, há um medo que atravessa todas as linhas do negócio. Ninguém tem certeza do que acontecerá de um dia para o outro.

É preciso comunicar tudo que está acontecendo nesse momento de tormenta. E essa é uma das questões que vamos compartilhar no programa que será sediado em Orlando. Um dos desafios é como reagir a crises. Vamos mostrar como as organizações podem ser proativas em vez de se comportarem de modo reativo. Cerca de 80% do trabalho em uma empresa é feito por 20% da equipe. Diante disso, é fundamental montar times eficientes. O desafio é fazer com que todos entreguem seu nível de trabalho ótimo.

Quando as organizações entram no “modo crise”, como está acontecendo agora no Brasil, os líderes precisam ter uma atitude positiva e ter um olhar otimista em relação ao futuro, porque precisam inspirar esperança em todos os demais. A maioria das empresas informa os funcionários de que terá que fazer demissões ou reduzir o nível de serviço prestado aos clientes, muitos cortes acontecem. Eu recomendo que a primeira atitude seja conversar com a equipe.

Muitas vezes os empregados surgem com soluções de baixo custo e até sem custo para reduzir despesas sem que seja necessário demitir. Fizemos isso na Disney quando nos vimos diante da recessão econômica. Os funcionários se voluntariaram a trabalhar de casa, a cortarem suas horas de trabalho pela metade. Eles precisam ser envolvidos na decisão.

Mundo do Marketing: Como manter os investimentos em ações que encantam os clientes se não há verba para isso?

Corte custos, mas não corte os serviços aos consumidores. Há pequenas coisas que podem ser feitas para que a experiência dos clientes com a marca não seja afetada. Momentos de desaceleração, em que há menos pessoas nos estabelecimento, são ideais justamente para focar na entrega das melhores experiências. Treine os funcionários quando tudo está mais devagar.

Quando eu trabalhava para a Disney, vivenciei três furacões que devastaram Orlando. Ainda assim, precisávamos manter o atendimento aos clientes que vinham e tínhamos que surpreende-los, mesmo sem termos dinheiro para fazer as grandes ações. Passamos então a investir em pequenos diferenciais. Funcionários traziam livros, por exemplo, e realizavam leituras na recepção para as crianças. Também foram criados jogos e brincadeiras. Eles se mantiveram criativos para entregar experiências individualizadas.

Usamos nossos smartphones todo o tempo e há tantas opções incríveis de APPs para baixarmos. Por que não compartilhar alguns que você conhece com seus clientes? Especialmente aqueles relacionados a economia, que nesses momentos de crise são muito valorizados. Há um aplicativo, por exemplo, que mostra em quais restaurantes as crianças podem comer gratuitamente. Essas soluções podem não ter nada a ver com o seu negócio, mas as pessoas estão em busca de opções que possam tornar o dinheiro delas mais valioso. Esse tipo de atitude constrói relacionamento e lealdade a marcas.

Necessidades e desejos que fortalecem as marcas

Já era final da tarde de um maio chuvoso em Buenos Aires quando um amigo antropólogo me contou sobre o que vinha fazendo da vida. Carlos trabalhava em uma agência de pesquisa e inovação. Com uma bela vista para o Mar del Plata, meu amigo portenho passava os dias olhando, da janela do escritório, para a movimentação dos turistas brasileiros e para a enorme quantidade de dados coletados por seus assistentes de campo.

Ainda sem entender os rumos da conversa, resolvi direcionar minha metralhadora carregada de perguntas para o meu interlocutor. Apontei, mirei e disparei. Pero, que haces? Campo? Investigaciones, etc…? Com paciência, Carlos me explicou que fazia pesquisas para Marcas interessadas em entender melhor o comportamento de seus consumidores e seguiu citando mais meia dúzia de conceitos e autores do Marketing e da Comunicação que, até então, eu jamais tinha ouvido falar. Foi um choque. Até então, jamais imaginei que antropólogos pudessem se debruçar sobre temas que não fossem relevantes no dia a dia das universidades e suas burocracias. E, também, nunca pensei que os profissionais do mercado pudessem se interessar pelo olhar antropológico. Na minha visão, naqueles tempos, recheadas de clichês e preconceitos, os marqueteiros só se interessariam por essas listas dos to do`s. Leia aqui e faça assim. Na realidade, já na Argentina daqueles tempos, era tudo muito diferente.

Com toda aquela conversa na livraria Ateneu, Carlos queria me dizer que os marqueteiros para fazerem seu trabalho, precisavam entender quais são as necessidades e os desejos de seus consumidores; para criar marcas fortes, os gestores precisavam saber a que pessoas desejavam conectar suas marcas; e até mesmos os publicitários, antes de qualquer ideia inspiradora, precisavam saber e entender bem com quem pretendiam falar.

De um modo geral, pode-se afirmar que nos dias de hoje, não há possibilidade de fazer marketing ou comunicação sem usar os métodos e a Teoria Antropológica. Antes de qualquer coisa, é preciso saber com quem se está falando. Por outro lado, na maioria das vezes, os antropólogos se esquecem de que qualquer fala ritual, processo de compra ou visão de mundo presenciados durante o trabalho de campo devem ser entendidos como atos de comunicação. Afinal, cada sociedade possui uma linguagem compartilhada que costura a vida social e, tal fato, torna possível que as interações entre os atores sociais ocorram. Sendo assim, da mesma maneira, os antropólogos devem lembrar que não há qualquer possibilidade de se fazer uma boa antropologia sem levar em consideração o que há de melhor na teoria da comunicação e na semiótica.

O segredo é ficar na ponte, na união entre as duas pontas, sempre buscando o que cada um dos lados tem de melhor. Todos ganham! Desse modo, não há outro jeito, antropólogos, marqueteiros e afins, uni-vos

18/05/2016 – Michel Alcoforado – Antropólogo e sócio fundador da Consumoteca

Necessidades e desejos que fortalecem as marcas

Sete passos para saber se você está fazendo social media do jeito certo

Sete passos para saber se você está fazendo social media do jeito certo

Como as mídias sociais estão virando uma ferramenta crucial para desenvolvimento e crescimento de vendas, de vez em quando você pode se deparar com uma dúvida: “Como posso saber se a minha estratégia de mídias sociais está dando certo?”. Você não está sozinho, vejo os gerentes e profissionais de marketing quebrando cabeça com isso o tempo todo, afinal, hoje em dia existem tantas plataformas com pontos fortes e fracos tão diferentes e regras que não são intuitivas.

Para ajudar a esclarecer um pouco esse assunto preparei um checklist de auditoria para suas mídias sociais que vai te ajudar a analisar seus esforços, descobrir os pontos que estão atrapalhando o seu desempenho e resolver esses problemas.

Passo 1: Identifique em quais redes sociais você já tem presença

Um passo fácil para começar sua auditoria – faça uma lista de todas as contas nas mídias sociais que a sua empresa tem. Procure o nome da sua marca no Google. As redes mais populares tem alta autoridade e vão aparecer na primeira página de resultados.

Passo 2: Avalie a utilidade de cada conta

Agora é hora de avaliar se existe alguma razão para manter presença em cada uma dessas redes. Comece perguntando-se porque criou cada uma das contas. Fez isso só para segurar o nome da marca ou para alcançar alguns objetivos? Outro jeito de avaliar a utilidade de rede social é de investigar se o seu público alvo usa essa rede ou não. Na maioria dos casos respondendo essas duas perguntas você vai conseguir facilmente identificar em quais redes você deve investir seu tempo e esforço.

Passo 3: Verifique se os seus perfis nas redes sociais são consistentes.

Seus perfis nas redes sociais devem ser consistentes para representar bem sua marca.

– Procure usar sempre o mesmo logo, de acordo com o seu brand-book

– Utilize uma descrição envolvente e atualizada, que inclua as palavras-chave mais relevantes sobre o que sua empresa faz

– Certifique-se que o link para o seu website está correto

Agora avalie a voz da sua marca, você deve mantê-la consistente em todas as redes. Por fim, não duplique o conteúdo em todos os canais – se você posta o mesmo conteúdo em todos os locais o seu público não vai querer assinar as três contas.

Passo 4: Faça auditoria do público de cada rede social

Existem dois jeitos de avaliar isso o público correto em cada uma das suas redes:

– Via Audience Report de Google Analytics. Filtrando por demografia, gênero, região você pode verificar se o perfil de público que visita o seu site e gera conversão é o mesmo que você está visando nas redes sociais.

– Via Channels Report de Google Analytics (vá para Acquisitions, clique em “All Traffic” e em seguida em “Channels”) onde você pode escolher “Social” e ver quais canais sociais te trazem mais tráfego.

Passo 5: Analise suas atividades em cada uma das redes sociais

Esse é o passo crucial na sua auditoria de mídias sociais. Você precisa estabelecer se você está postando o conteúdo correto em cada rede social. Particularmente, foque nos seguintes pontos:

– Qual conteúdo você está postando?

Para envolver o público das mídias sociais você precisa manter um balanço saudável entre posts próprios e compartilhados. Da experiência própria posso dizer que a divisão 50/50 entre conteúdo criado e compartilhado é a melhor solução para aumentar engajamento.

Qual é sua frequência de postagens?

Normalmente, não existe uma frequência ideal de postagens. O que funciona para um público pode não dar certo para o outro. Porém, geralmente você deve postar pelo menos oito a 10 vezes por dia no Twitter, duas a três vezes no Facebook, duas vezes por dia no LinkedIn e uma vez por dia no Instagram.

Passo 6: Analise o engajamento

Isso é muito importante para sua auditoria. Analisando o engajamento você consegue descobrir se os seus esforços estão trazendo frutos esperados.

Passo 7: Faça auditoria da sua competição

Por fim, compare seus esforços com o que os concorrentes estão fazendo. Você deve considerar pontos como: em quais redes sociais eles escolheram marcar presença, como se apresentam, qual público atraem, qual conteúdo postam, quando e com que frequência publicam algo, etc.

Com esse checklist você pode ganhar uma boa perspectiva sobre sua estratégia e os pontos que precisam de melhorias para garantir redes sociais com bom engajamento do seu público alvo.

Artigo de Olga Andrienko, head de social media da SEMrush

06/05/2016 – http://www.adnews.com.br/artigos/sete-passos-para-saber-se-sua-empresa-esta-fazendo-social-media-do-jeito-certo