Arquivo mensal: abril 2016

Native advertisement: a aposta da vez

Após ascenção do content Marketing e do inbound, agora marcas buscam parcerias com veículos de comunicação para criar propagandas em formato de conteúdo nestes canais

Por Renata Leite | 28/04/2016

Depois do content Marketing e do inbound, a estratégia de conteúdo que vem ganhando destaque em 2016 é o native advertisement. Grandes marcas buscaram consolidar sua presença em portais de mídia este ano criando ambientes próprios, como fizeram a Friboi e o Santander em parceria com a Globo.com, a Natura com o Uol, entre outras. Embora esse tipo de ação não seja novo, certamente vive uma nova onda, estimulada pela crescente aversão de consumidores a propagandas invasivas e que os interrompam e pela busca por parte dos veículos de rentabilização de seus braços online.

Segundo estimativas da Business Insider, os investimentos em native advertising nos Estados Unidos irão crescer de US$ 4,7 bilhões, em 2013, para US$ 21 bilhões, em 2018. No país, veículos tradicionais, como The New York Times, The Wall Street Journal e o The Atlantic já oferecem há pelo menos três anos esse formato de branded content – experiências que demonstraram que a audiência aprova e consome esse tipo de conteúdo patrocinado, desde que ele seja relevante, esteja devidamente sinalizado como “propaganda” e esteja alinhado com a linha editorial da mídia parceira.

O termo native está relacionado justamente a esse alinhamento. O conteúdo criado pelas companhias deve parecer nativo na plataforma em que está inserido, embora não possa estar apresentado como uma reportagem convencional. O maior risco neste investimento é que o público se sinta enganado. “Em muitos portais, o dado de que aquele é um conteúdo pago está claro já na chamada na home, antes mesmo do clique pelo usuário. É fundamental deixar evidente que o texto ou o vídeo é pago e criado por uma marca. E isso não é um problema. A cultura hoje é de que as marcas podem falar e serão ouvidas, desde que haja relevância no que é dito”, afirma Cassio Politi, Fundador da Tracto Content Marketing, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Principal risco
Em 2013, o The Atlantic envolveu-se em uma polêmica ao embaçar demasiadamente as fronteiras entre publicidade e editorial, gerando uma grande repercussão assim que o conteúdo foi descoberto como pago, sem que isso estivesse claro. O veículo precisou se retratar publicamente, reconhecendo o erro por ter tentado confundir o leitor. A transparência é fundamental neste momento em que os papéis, de fato, se tornam fluidos.

Desde o “avô” do native advertisement, o publieditorial publicado nos jornais impressos décadas atrás, muitos avanços ocorreram na produção de branded content. Se antes o formato era rígido, a linguagem na maioria das vezes pouco sedutora e de qualidade duvidosa, agora as marcas se profissionalizaram na produção de um conteúdo realmente relevante para a audiência do canal. A RedBull é um exemplo disso. Hoje, além de fabricante de energético, a marca também trabalha como uma agência de conteúdo. Ficou tão competente na produção de programas de esportes radicais que já vende o serviço para outras marcas.

A Marvel também não licencia mais apenas seus personagens, mas oferece a criação de conteúdo para outras empresas. Os modelos em relação a que parte fica responsável pela elaboração do texto ou do vídeo, do infográfico ou qualquer outra peça são variados. “Quem melhor do que a Marvel para elaborar conteúdos com seus próprios personagens para outras marcas? Esse formato pode acabar sendo mais interessante do que o licenciamento apenas. É uma besteira criar regras para quem vai criar o branded content. O que importa é o resultado final atender aos objetivos da marca, aos parâmetros de resultado estipulados anteriormente”, ressalta Politi.

Academia Friboi
Na Academia Friboi – ambiente da marca lançado este mês na Globo.com -, o conteúdo é preparado a pelo menos seis mãos. Trabalham juntos no planejamento, na execução e na mensuração dos resultados, com desdobramentos em insights, companhia, agência e veículo. A iniciativa não é a primeira experiência da empresa com native advertisement. Em novembro de 2015, estreou a série “Com que receita eu vou” no Discovery Home & Health, com apresentação da chef Carla Pernambuco. Ela mostrava diferentes preparos de carne. A produção, composta com 10 episódios de meia hora casa, foi coproduzido pela Bossa Nova Films e patrocinada pela Friboi.

O objetivo da companhia com as ações de native é ampliar sua participação no restante da jornada de compra do consumidor. “Começamos a pensar esse projeto há três anos, sem saber muito bem onde iríamos chegar. Tínhamos dado um passo importante ao colocar marca na carne, mas sabíamos que podíamos estar mais próximos dos clientes no restante da jornada. As pessoas cometem muitos erros no preparo da carne e notamos que havia aí uma oportunidade de oferecer algo realmente útil para o público”, explica Maria Eugênia Rocha, Gerente Executiva da Divisão de Carnes da JBS, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A companhia chegou a um modelo de hub digital, que converte para um ambiente um volume grande de conteúdo, atualizado com rapidez. A concretização do projeto ocorreu então em 10 meses e o portal foi escolhido por conta da grande audiência que possui e da credibilidade junto ao target da companhia. “Somos os responsáveis pela curadoria técnica do conteúdo e temos um termômetro da categoria bovina como um todo. A agência tem os dados de search, de social, que geram insights e medem a aceitação do público, qual perfil vem sendo atendido. Já a Globo.com conta com uma equipe interna produzindo o conteúdo. Fazemos reuniões mensais e as decisões são todas em conjunto”, diz a executiva da Friboi.

Awareness e vendas
O objetivo final da marca com a plataforma é aumentar a preferência de marca por parte dos consumidores. Além de dados conseguidos em tempo real, como os referentes a número de visitas, tempo médio gasto no site, o resultado obtido com o investimento também será medido por meio de pesquisas quantitativas e qualitativas. Há ainda a integração com um serviço de CRM que complementa a ação, buscando engajar o usuário.

A Friboi quer aumentar o awareness da marca ao oferecer um serviço aos brasileiros, mesmo objetivo perseguido pela Samsung ao se associar à Fox Networks Group. Nesta segunda quinzena, a marca estreou a série Conexão Fox, com viajantes famosos mostrando suas experiências como turistas em diferentes locais do mundo. Os episódios têm duração de cinco minutos cada e são exibidos semanalmente nos canais Fox e Fox Life.

Trabalhar o branding, entretanto, não precisa ser o único objetivo de um native advertisement. “Os veículos sabem o que chama a atenção da audiência deles, então conseguem criar um conteúdo mais interessante, mais sedutor. As companhias devem aproveitar esses canais para estabelecer um relacionamento com seu target, seja para construir awareness ou também para vendas”, ressalta Bruno Mello, Editor Executivo do Mundo do Marketing.

O portal lançou sua divisão de Branded Content este ano, formalizando um trabalho que já vinha sendo realizado pelo veículo. O objetivo é atrair o interesse de empresas que desejam se relacionar com profissionais de Marketing, administradores e gestores, responsáveis pela tomada de decisão na compra de serviços de Marketing de uma maneira geral. Nesses casos, elaborar projetos com relação direta com a geração de vendas é fundamental. “Um guia para um cliente de médio porte gerou mais de 50% de taxa de resposta, resultando em cadastros para esse cliente”, conclui Mello

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/36066/native-advertisement-a-aposta-da-vez.html

5 dicas para usar o Pinterest em eventos

O Pinterest é utilizado como forma de inspiração e para a troca de conteúdo por mais de 100 milhões de usuários em todo o mundo. Na plataforma, baseada em imagens, é possível encontrar painéis (os chamados boards) com conteúdos que vão desde receitas para o jantar, maquiagem para festas, até decoração e reforma de casas.

“O Pinterest foi criado para que seus usuários pudessem explorar e descobrir suas paixões, colecionar o que gostam e buscar inspiração dentre mais de 50 bilhões de ideias salvas em mais de 1 bilhão de pastas em todo o mundo, em mais de 30 categorias”, afirma Ricardo Sangion, Country Manager da plataforma no Brasil.

Mas você sabe qual a melhor maneira de usar o Pinterest para organizar seu evento? A Eventbrite, plataforma global de gerenciamento de eventos, fez uma entrevista com Sangion na qual ele dá algumas dicas de como utilizar a plataforma da melhor forma:

1 – Inspire-se com as referências

Segundo Sangion, o Pinterest permite que os usuários obtenham inspirações para diversos planos e projetos, portanto, visualize, descubra e salve o melhor da web ao navegar pela plataforma. “Isso o ajudará a pensar e guardar essas referências para o grande dia do evento, como cardápio, decoração, cenografia, identidade visual de marca e convites.”

 

2 – Compartilhe suas ideias e inspire também!        

Seguindo o raciocínio de que o Pinterest é um catálogo de ideias usado por milhões de pessoas que buscam inspiração para o futuro, o executivo  aconselha  compartilhar ideias e experiências que possam ajudar outros usuários no planejamento de seus futuros eventos. Poste imagens com os detalhes que tenham dado certo em seus eventos ou aqueles que chamaram a atenção de seu público. Que tal infográficos com dicas valiosas sobre organização de eventos? Ou aquela decoração inovadora que rendeu vários elogios?

Indique também caterings (empresas contratadas para fornecer todo o serviço de buffet) e menus com os pratos que foram servidos aos convidados e participantes.

 

3 – Capriche na descrição das fotos        

Para garantir uma melhor indexação das imagens, a dica principal é caprichar na descrição das fotos. De acordo com o executivo, ao detalhar o que pode ser visto nas imagens, usando palavras de referência, mais chances elas terão de ser indexadas para as buscas feitas na ferramenta.
4 – Siga perfis e pastas sobre eventos!   

Quando você começa a seguir perfis e pastas sobre determinado tema, eventos por exemplo,  o seu feed começará a ser impactado diariamente por Pins deste assunto. “A busca também é outra forma de encontrar conteúdos mais específicos e há vários recursos que podem ajudar nisso, como a busca guiada, o Flashlight e Pins relacionados ao assunto buscado”, indica Sangion. Veja também esses perfis com boards dedicados ao tema eventos, que o executivo indicou para Eventbrite: Eventos 1, Eventos 2 e Eventos 3.

 

5 – Promova seus eventos

Ricardo Sangion explica que o Pinterest funciona melhor na divulgação de eventos recorrentes, pois o conteúdo fica sempre disponível na plataforma para consultas futuras. “É possível fazer do Pinterest um espaço de divulgação com fotos, dicas, infográficos, vídeos e outras ideias visuais relacionadas ao tema proposto, atraindo a atenção de pessoas que se interessam pelo assunto”. Ele também aconselha os usuário a organizar os conteúdos em pastas. Os Pins possuem links que levam ao site do evento, o que ajuda muito, uma vez que o futuro participante poderá acessar seu hotsite e obter direto da fonte todas as informações sobre seu evento.

Redação Adnews – 27/04/2016

http://www.adnews.com.br/internet/5-dicas-para-usar-o-pinterest-em-eventos

A força dos influenciadores digitais

Novos queridinhos das marcas, as web celebridades ensinam às empresas uma nova maneira de se comunicar com o público e mostram que investir em nicho é fazer mais com menos

Por Roberta Moraes | 19/04/2016

Eles produzem conteúdo nas redes sociais, têm um grande número de seguidores, são majoritariamente jovens e se transformaram nos novos queridinhos das marcas. Os influenciadores digitais ganham cada vez mais espaço no mercado e já começaram a sair do ambiente virtual para passar mensagens nas mídias tradicionais. Com uma reputação construída graças a muita postagem em seus canais oficiais e interação com o público, eles começam a criar uma nova relação entre consumidores e empresas.

Eles estão presentes nas principais redes sociais como Youtube, Instagram, Snapchat, Twitter, Facebook, Mentions, Periscope, além dos blogs autorais, mas rotulá-los como youtubers, instagramers, bogueiros ou vlogueiros já ficou ultrapassado, eles são produtores de conteúdo e ajudam as marcas a se conectarem com seus públicos, por isso, o título “influenciador digital” é o mais adequado à profissão. Com a força que a internet ganha a cada dia, eles já deixaram de ser tendência para se consolidar como mais um canal para disputar uma fatia do orçamento do plano de comunicação e Marketing das organizações.

Para este ano, espera-se que as empresas invistam 30% a mais neste tipo de estratégia, segundo levantamento da BR Media Group. “Os influenciadores já são uma realidade para o público há bastante tempo, mas as empresas começaram a se dar conta disso agora. Esse profissional pode mudar a visão que as pessoas têm e levar a marca para lugares onde a televisão não levaria”, pontua Renato Giannini, Especialista e Professor de Pós-Graduação das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Foco em nicho
Com uma grande penetração em determinadas áreas, o investimento neste tipo de canal pode representar a consolidação do “fazer mais, com menos”, que virou mantra das empresas em tempo de recessão econômica. Com perfis que falam exclusivamente para públicos específicos, o investimento em alguns canais das redes sociais ajuda as marcas a dialogar com quem realmente é de interesse. “Todo mundo já entendeu que o nicho merece ser investido porque ele converte muito com menor investimento e o ROI é muito maior”, reforça Ariel Alexandre, CMO e Cofundador do Celebryt´s, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Focar em nicho, no entanto, vai muito além de saber sobre qual tema o perfil se dedica. “É preciso entender quem é o público-alvo do influenciador para tentar adequar o produto. As pessoas são múltiplas e com isso surgem várias possibilidades. Mais importante do que saber qual é o segmento do influenciador, é conhecer a audiência dele para saber se tem os mesmos interesses do anunciante. Um canal de humor, por exemplo, pode impactar o segmento de beleza”, explica Giannini.

Tão importante quanto escolher um influenciador que tenha um grande público é saber se ele realmente tem aderência com o tema escolhido. Este ativo, inclusive, é o que o concederá a reputação necessária para se tornar, de fato, uma autoridade no assunto. É o caso da influencer Camila Coutinho, do canal Garotas Estúpidas, que no fim de 2015 lançou uma coleção para a Riachuelo. Já a Colgate convocou a blogueira de moda e maquiagem Camila Coutinho para ser garota propaganda nos canais digitais para promover o creme dental Luminous White Advanced

Celebridades digitais
A participação dos influenciadores em campanhas que ultrapassam os limites da web já se tornou uma realidade e reforça que não há formas definidas para o conceito de celebridade neste universo. A operadora de telefonia Vivo aproveitou a fama da vlogueira Jout Jout, que tem quase 800 mil assinantes no canal do Youtube Jout Jout Prazer e vídeos com mais de dois milhões de views na campanha #pegabem. No mesmo segmento, a Oi também apostou na notoriedade de Windersson Nunes em uma série de comerciais.

Essas iniciativas mostram que a internet é apenas mais um canal de entrada, que graças ao grande número de usuários impacta também a mesma audiência de outras mídias. “As pessoas estão cada vez mais conectadas e os grandes influenciadores têm a mesma autoridade que as celebridades tradicionais. Este movimento está tão forte que percebemos uma ação contrária, cada vez mais as mídias tradicionais, como revistas e emissoras de TVs, contam com a participação dos influenciadores digitais em sua programação para aumentar a audiência. Essa é a prova de que os influenciadores saíram da internet e já estão em todos os lugares”, pontua Renato Giannini.

Esse movimento reforça que os consumidores estão mais exigentes. Antigamente, a participação de celebridades em campanhas deixava claro que podia se tratar de personagem, o empréstimo de uma imagem para comunicar algo. Com os influenciadores isso é bem diferente. Como o principal produto deles é a opinião, as pessoas esperam que eles realmente tenham experimentado e aprovado o que estão divulgando. E isso traz alguns aprendizados para as empresas. Como na vida real ninguém usa apenas uma marca, neste segmento é comum não haver contrato de exclusividade.

Produção de conteúdo
Além de estarem mais livres para trabalhar com mais de uma marca do mesmo segmento, o que dificilmente acontece com artistas, por exemplo, este profissionais, em geral, também têm autonomia para produzir o conteúdo para as marcas. E isso faz toda a diferença na aderência do material divulgado. “É importante que o conteúdo esteja alinhado com o influenciador para que fique mais crível e que haja engajamento. Em geral, as marcas apresentam um briefing para o gestor do canal, que ficará responsável pela confecção do conteúdo”, explica Celso Forster, CEO e sócio da BR Media Group, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A liberdade, inclusive, é um dos grandes diferenciais neste mercado. Muitas empresas que trabalham fazendo a ligação entre influenciadores e marcas preferem não agenciar os produtores de conteúdo para poderem indicar o perfil que mais estiver alinhado com a necessidade da empresa. Com este foco, a BR Media Group desenvolveu a ferramenta Celebrity Tools, que identifica o perfil ideal para cada campanha. A plataforma oferece informações sobre a área de influência de cada perfil e podem ser encontradas pessoas de várias áreas como blogueiros, modelos, esportistas, artistas, chefs de cozinha entre outros.

Tão importante quanto saber em qual perfil investir, é necessário definir quais são os objetivos da empresa na hora de definir uma estratégia apostando nos influenciadores digitais. A aposta neste tipo de comunicação pode ser para apresentar um novo posicionamento, lançar produto, colocar uma hashtag no trending topics. “O mais importante é trabalhar com a verdade, pois a escolha do influenciador certo fará com que aquilo que ele esteja comunicando tenha credibilidade para o seguidor. Esta estratégia pode ser aproveitada para qualquer tipo de produto e tamanho de empresa”, acrescenta Forster”.

Marketplace de Youtubers
Para permitir que pequenas e médias companhias também se aproveitem deste tipo de comunicação, o mercado brasileiro conta com uma espécie de marketplace de youtubers, onde é possível encontrar influenciadores de todos os tamanhos e temas. A plataforma Celebryts usa a tecnologia para otimizar resultados e permite que o anunciante saibam os valores cobrados por cada tipo de conteúdo e a taxa de crescimento dos perfis, permitindo uma escolha assertiva e dentro das possibilidades de cada marca. “É possível fazer branded content com canais novos, mas que têm uma boa audiência para nicho determinado a partir de R$ 1.100,00. É uma entrada que a pequena empresa não sabia que existia”, reforça Ariel Alexandre.

O sistema é automatizado e intuitivo, funcionando como um e-commerce. “Quando o mídia começa a encontrar essas pessoas e seleciona os formatos, ele conclui o planejamento como se fosse um carrinho de compra. Em seguida é enviado um e-mail para os youtubers informando a proposta, que pode ser aceita ou não. Em caso afirmativo, o conteúdo pode ser encaminhado para a agência por meio da plataforma para ser aprovado pelo cliente e liberado para a publicação”, explica Alexandre.

O canal centraliza todo o processo de planejamento da ação desde o projeto inicial até após a publicação, avaliando o retorno para as marcas, sendo, inclusive, responsável por faturar o serviço e repassar o pagamento aos influenciadores. Inicialmente, a startup está atuando apenas com youtubers, mas o planejamento é que passe a contar com influenciadores de todas as redes sociais em breve.

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/36010/a-forca-dos-influenciadores-digitais.html

Vídeos Nativos: o que são e por que apostar neles?

 

O ano de 2015 foi o da publicidade em vídeo: o formato caiu no gosto dos consumidores, das agências de publicidade e trouxe resultados muito bons para os anunciantes. Visto a rapidez com que a tecnologia evolui hoje em dia, quem não investiu em vídeos digitais em 2015 já ficou para trás.

Mas calma, a tendência é que em 2016 a publicidade em vídeo se torne ainda mais popular, fazendo com que mais marcas adotem este formato de mídia. Segundo a BI Intelligence a receita de anúncios em vídeo digital atingirá cerca de US$ 5 bilhões em 2016, mais dos que os US$ 2,8 bilhões em 2013.

O desafio da popularização dos vídeos digitais na publicidade é a competitividade pela atenção do consumidor, são muitos anunciantes em uma única timeline. Grande parte (65%) das visualizações dos vídeos do Facebook acontece em dispositivos mobile, onde usuários passam pelas postagens distraidamente, parando por alguns momentos somente quando encontram algo que gostam.

Embora todo mundo esteja cansado de saber, vale lembrar que o mobile é a estrela da vez, simplesmente porque estamos o tempo todo com o celular na mão, ou seja, o anunciante que opta pelo mobile acompanha o seu público onde quer que ele esteja.

Pensando no ambiente mobile, as agências e os anunciantes estão adaptando os conteúdos de vídeos para a plataforma. Vídeos curtos de até 30 segundos geralmente apresentam uma performance melhor visto que captam a atenção dos consumidores de forma rápida.

É importante explorar diversos veículos em uma mesma plataforma, para que o vídeo do anunciante não se torne mais um na timeline do consumidor. Além das redes sociais, existem outros canais que entregam vídeos digitais de forma bastante eficaz e devem ser considerados no mix de mídia mobile, como os aplicativos de entretenimento, notícias e jogos.

A publicidade em jogos mobile faz parte de um segmento em crescimento no Brasil. A veiculação de vídeos em games tem se provado ser uma solução inovadora para conquistar a atenção dos usuários de forma imersiva e apresenta resultados excelentes quando considerados alcance e engajamento dos vídeos.

Um estudo feito pela IAB dos Estados Unidos aponta que, neste país, 22% das compras dos mobile gamers do sexo masculino são influenciadas por anúncios de vídeos dentro dos jogos. Porém, para acertar a estratégia de vídeo na plataforma mobile é preciso ter alguns cuidados. Segundo um estudo realizado pela Millward Brown, ter controle é o principal driver da receptividade à propaganda, ou seja, os mobilers querem ter o controle sobre o que escolhem dar atenção.

Entenda as vantagens da publicidade de vídeos em mobile games:

è Os jogos mobile foram pensados para que fossem acessados várias vezes por dia. Como não é possível prever quanto tempo cada usuário irá jogar em uma determinada sessão do jogo, os games foram desenvolvidos em torno de sessões curtas, ou seja, o usuário pode jogar durante três minutos em uma fila de banco ou durante uma hora sentado no sofá de casa. Um jogador faz em média cinco sessões diárias totalizando trinta e nove minutos por dia imerso no game. Ou seja, as marcas conseguem se conectar com seus consumidores várias vezes ao dia.

è Quando os jogadores estão imersos no game o mindset deles é positivo. No momento de diversão o cérebro está ativo produzindo dopamina e se a marca conversa com o consumidor neste momento a probabilidade da mensagem ser absorvida de forma assertiva é bem maior, aumentando assim o engajamento e criando uma impressão boa na mente do consumidor.

è Uma marca pode presentear os consumidores com algum benefício in-game que irá ajudar no avanço no jogo. Este formato é conhecido como vídeo nativo onde o próprio usuário toma a decisão de ver o vídeo e escolhe o momento mais adequado para isso, o que faz com que o anúncio não seja invasivo. O consumidor interage com a publicidade no intervalo entre uma fase e outra e normalmente, assiste ao vídeo até o final, visto que um benefício lhe será entregue.

Segundo um estudo da MMA sobre o comportamento mobile no Brasil, o que mais motiva um jovem a prestar atenção em uma propaganda é a possibilidade de ganhar algo em troca. Por exemplo, a Gameloft, um dos players neste segmento de publicidade mobile tem uma média de 82% de completed views nos vídeos nativos, ou seja, 82% dos usuários assistem ao vídeo até o final, pois querem/precisam da recompensa.

Não é por acaso que os vídeos nativos estão se tornando os queridinhos da publicidade online, afinal, eles geram uma reação positiva no consumidor, agregam valor à marca e o engajamento é bem maior. Se o objetivo é ter o conteúdo visto e visto em sua totalidade, esta é uma oferta que os anunciantes não podem deixar passar.

Artigo de Felipe Sartori, Country Manager da Gameloft Brasil

20/04/2016

http://www.adnews.com.br/artigos/videos-nativos-o-que-sao-e-porque-apostar-neles

 

 

Café Pelé reproduz capa do Estadão em embalagens de café

O segmento de cafés gourmet cresceu exponencialmente no Brasil nos últimos anos. Como resultado, as cafeterias viraram uma referência de alto padrão. Isso significa que nos supermercados brasileiros não seja possível encontrar café de alto padrão? A marca Café Pelé criou uma campanha para responder essa pergunta com uma negativa.

Nessa linha, a Lew’LaraTBWA criou a ação “Capa Pack”, que embalou cinco mil pacotes de café a vácuo com a capa do jornal O Estado de S. Paulo e no mesmo dia colocou-os em gôndolas nos principais supermercados de São Paulo. A ideia é mostrar que o produto é fresco e embalado diariamente.

Para confirmar que as notícias reproduzidas na embalagem eram as mesmas do jornal, exemplares do veículo estarão próximos das prateleiras. “A capa do jornal sempre foi utilizada como a principal referência de tempo. Com base nesse hábito, mostramos de forma criativa e autêntica que o Café Pelé é, comprovadamente fresco, pois é embalado diariamente”, conta Felipe Luchi, CCO da Lew’LaraTBWA.

Com o conceito “Capa Pack. Café Pelé prova que é fresco porque é embalado a vácuo diariamente”, a ação também será composta de filme, ativação com os principais leitores do jornal e interação nas redes sociais.

Ficha Técnica
Agência: Lew’LaraTBWA
Cliente: Cia Cacique de Café Solúvel
Produto: Café Pelé
Título: Capa Pack
CCO: Felipe Luchi
Diretores de Criação: Sthefan Ko e Gustavo Diehl
Criação: André Pallú e Fábio Santoro
Atendimento: Valentina Ursini, Maira Bandeira e Mariana Caruso
Planejamento: Renata d’Avila, Luciana Mussato, Maria Fernanda Haddad e Murilo Chagas
Mídia: Luiz Ritton, Eduardo Shinohara, Suellen Kiss, André Magalhães, Amanda Moura, Caroline Romano e Fabian Mattua
Art buyer: Ale Sarilho, Sabino e Caio Lobo
Produção gráfica: Marcos Pedra e Alessandro Coelho
RTV: Luzia Oliveira e Angela Felicio
Produtora de filme: Dinamo
Produtora de Som: Punch Audio
Diretor de cena: Pimenta Marcell
Fotografia: Sergio Bronze
Cliente: Rodrigo França e Tatiana Godoi

Redação Adnews – 08/04/2016

http://www.adnews.com.br/publicidade/cafe-pele-reproduz-capa-do-estadao-em-embalagens-de-cafe

Um novo jeito de carregar sua música preferida: tatuar um QR code

LP, cassete, mp3, streaming. Muita coisa mudou e ainda vai mudar na forma de ouvir e distribuir música, o que pode ser um desafio para quem trabalha no segmento e quer impactar o público de forma inusitada.

Nesse sentido, a Paim Comunicação resolveu apostar em uma “mídia” pouco convencional para divulgar as produções de um estúdio. Em um mix de criatividade e tecnologia, a agência utilizou o QR Code para literalmente marcar a música na pele das pessoas. A ideia foi criar códigos para músicas, singles, EPs e até álbuns gravados no Estúdio Gorila e tatuá-los nos amantes de música. Basicamente, a proposta é transformar as pessoas em HDs externos ambulantes que carregam consigo suas produções favoritas.

A ação foi lançada com a banda New Age Travellers, em parceria com o estúdio de tatuagem Heráclito Tatoo e a produtora Bandits. Quem fez a tatuagem foi o vocalista Rafael de La Rocha. Todo o artista que gravar no estúdio tem a opção de eternizar sua música na própria pele e distrbuí-la por aí desta forma pouco convencional.

Confira o vídeo case da ação:

Ficha técnica:

Agência: Paim Comunicação
Redator: Ignacio Navarrete, Márcio Blank
Diretor de Arte: Rodolfo Heck, Rodrigo Neves
Diretor de Criação: Rodrigo Pinto
Gerente de Projetos: Diogo Cemin
Programador: Heitor Glockner
Produtora: BanditsFilms
Direção: Waldomiro Aita
Dir. produção: Dyogo Amorim
Edição: Bruno Meira
Finalização: Lenon Veronese
Banda: New Age Travellers
Estúdio de Tatoo: Heráclito Tatoo
Tatuador: Heráclito Mizerski
Administração: Sócrates Mizerski
Cliente: Estúdio Gorila
Áudio: Estúdio Gorila
Direção Artística e Produção Musical: Edo Portugal
Coordenação de Produção: Beto Gonzalez
Relações Artísticas: Gabriel Boizinho
Assistência de Produção: Pedro Lipatin
Aprovação: Edo Portugal, Gabriel Boizinho e Beto Gonzalez

 

Redação Adnews – 06/04/2016

http://www.adnews.com.br/publicidade/um-novo-jeito-de-carregar-sua-musica-preferida-tatuar-um-qr-code

Um QR Code que resgata gols históricos

Com exceção de alguns poucos jornalistas e veículos, a imprensa esportiva costuma trabalhar muito pouco com um artigo seu que é valioso: o acervo histórico. Pensando nisso, e em promover o projeto “Transamérica Esportes”, que comemora 15 anos no ar no rádio brasileiro, a Transamérica de São Paulo lançou ontem uma campanha para quem é apaixonado por futebol.

Criada pela Lua com o mote “A Transamérica coloca você dentro do jogo, onde você estiver”, a série de anúncios vai permitir que o público ouça os 15 gols mais importantes dos últimos 15 anos da emissora, interagindo com as peças publicadas. Por meio da instalação gratuita do aplicativo “QR Code”, qualquer pessoa, ao colocar o celular em cima do código, poderá ouvir um gol marcante do seu time do coração, captando assim toda a emoção da transmissão esportiva.

A campanha será veiculada em jornais, revistas, internet, redes sociais, cinema e televisão, entre eles Folha de S. Paulo, Lance, Destak e revistas de grande circulação.

Além da campanha, a emissora terá este mês inteiro de programação especial com personalidades da música e do esporte homenageando e parabenizando a equipe. Outra novidade é que o programa “#DaBola”, que vai ao ar diariamente das 20h às 22h, trará entrevistas com diversos artistas da música, televisão, humor e internet que são apaixonadas por esporte e pelo seu time do coração. Entre as atrações confirmadas para esta semana estão o rapper Projota, a banda CPM 22 e Max Cavalera, criador do Sepultura.

Confira uma das peças:

Ficha Técnica
Diretor de Criação: PC Bernardes
Diretor de Arte: Leandro Sanches
Redator: José Celso
Digital: Fernando Arantes
Art Buyer: Anna Bohm
Atendimento: Wagner Megale
Aprovado por: Luiz Guilherme Albuquerque, Ligia P. Cervone e Cristiane Gumiero
Redação Adnews – 05/04/2016

http://www.adnews.com.br/midia/um-qr-code-que-resgata-gols-historicos

5 comportamentos emergentes a que marcas devem estar atentas

A internet pode ser um tanto contraditória. Ao mesmo tempo em que rompe fronteiras e une pessoas, facilita a formação de bolhas que mantêm os indivíduos somente entre iguais. As marcas precisam estar cientes dos bônus e ônus dos algoritmos e do meio digital quando usarem as plataformas para se comunicar e relacionar com os consumidores. Depois das tendências apontadas pela Hyper Island no mundo dos negócios e na tecnologia, os comportamentos dos consumidores em um cenário em que mundo real e virtual se confundem são descritos na terceira reportagem que teve o estudo Changes Of Tomorrow (mudanças do futuro, em tradução livre) como fonte.

1. Cocriação: um desejo social
A cocriação é inerente à internet – um ambiente que tem como finalidade primeira facilitar a comunicação entre pessoas -, mas essa união de esforços chega agora a um nível histórico. O comportamento é favorecido pelo amadurecimento da web: a banda larga cresceu e há 3,2 milhões de pessoas online. Houve ainda um incremento no número e na capacidade das ferramentas disponíveis para auxiliar a cocriação.

As manifestações de junho de 2013 demonstraram o poder de ação de um trabalho conjunto iniciado na internet e como seus efeitos podem extrapolar o mundo virtual. Há ainda inúmeros grupos no Facebook, que unem indivíduos com interesses semelhantes, gerando inúmeros frutos fora da web. As redes sociais não são as únicas ferramentas disponíveis para a cocriação. Há ainda Wikipedia, GiftHub, HitRECord, Dropbox.

O comportamento demonstra como as pessoas estão predispostas a dedicarem parte de seu tempo a projetos colaborativos, esforço que pode e deve ser aproveitado pelas empresas. A grande vantagem de proporcionar essa abertura dos processos criativos para o público como um todo é contar com opiniões, conhecimentos e habilidades muito mais diversos do que aqueles disponíveis em um time de profissionais.

2. Relacionamento online
À medida que a vida social das pessoas é transportada para a internet, relacionamentos 100% digitais passam a se tornar comuns. A capacidade de manter amizades distantes geograficamente também cresce de modo significativo. Como resultado, eventualmente, as fronteiras entre o online e o off-line tendem a desaparecer. Passa a haver apenas uma realidade, com o mundo virtual como parte dela. Até quando fará sentido pensarmos em internautas? As pessoas já trocam mensagens quando estão há poucos metros de distância; ao mesmo tempo que jogam vídeo game com desconhecidos que vivem do outro lado do globo.

Algumas barreiras, entretanto, ainda não foram transpostas – e talvez nunca sejam. Apenas 8% dos adolescentes e 5% dos adultos norte-americanos conheceram namorados pela internet. Ainda assim, esses pares românticos se mantêm em contato, em grande parte do tempo, pela web, em seu dia a dia. Já em relação a amizades, o ambiente virtual mostra-se perfeito. Os relacionamentos estritamente online já não são mais, de forma alguma, estranhos.

3. Cultura globalizada
A internet conseguiu enfim eliminar fronteiras ao colocar grande parte da população mundial conectada. O novo cenário exigiu um maior entendimento e respeito às diferenças, mas o processo de transformação ainda não terminou. No futuro ainda mais globalizado, a informação circula livremente, hierarquias emergem e se dissipam e inovadoras subculturas surgem e desaparecem ao passo da moda.

A tendência, segundo a Hyper Island, é de que a ideia de Estado-Nação sofra uma erosão, na medida em que as diferenças entre as culturas e os países se tornam menos relevantes do que as similaridades. As pessoas, os profissionais e as marcas devem então se questionar em que ponto estão nesse espectro que vai do nacionalista ao globalizado. Estão abraçando as ideias de livre ir e vir, culturas fluidas e cooperação internacional, ou estão mais ligados à identidade local, conexões regionais e às singularidades de cada país.

4. Economia social
A crise financeira internacional de sete anos atrás serviu para derrubar a crença na estabilidade e para motivar as pessoas a buscarem modelos econômicos mais democráticos, de acordo com análise da Hyper Island. Os serviços que surgiram com a missão de revolucionar a indústria bancária são um exemplo. Crowdfunding e crowd equity são alguns dos exemplos desse movimento conduzido por plataformas digitais para aproximar investidores a empresas ou projetos, deixando de lado estruturas tradicionais de investimento. Muitas corporações ainda subjugam essas ferramentas – mas não deveriam.

5. Bolhas digitais
Com o crescimento da web semântica – que atribui significados aos conteúdos publicados na web de modo que possam ser identificados pelo computador -, os produtos e serviços diariamente usados estão se tornando mais inteligentes. Assim, pouco a pouco, os consumidores aceitam que partes do controle da tomada de decisão passem para o digital, tornando a vida mais fácil. O computador já oferece para cada indivíduo aquilo que está dentro dos interesses dele, sejam objetos, conteúdo ou pessoas.

A lógica é bem conveniente, mas também tem um lado obscuro. Hoje, é mais fácil acabar encapsulado dentro de uma bolha. São os algoritmos que apontam as opções de lugares onde se comer, se hospedar, pessoas para se relacionar e o que ler, como apontou o especialista Eli Pariser, em 2011. Desde então, os filtros usados pelas redes sociais e plataformas como AirBnB, Amazon e Netflix tornaram-se ainda mais sofisticados. As empresas devem olhar para dentro de seus próprios quadros para promover a comunicação entre os profissionais e os times, já que as bolhas costumam estar reproduzidas em ambiente corporativo também

01/04/2016- Renata Leite

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/comportamento-do-consumidor/35889/5-comportamentos-emergentes-a-que-marcas-devem-estar-atentas.htm