Arquivo mensal: março 2016

Adsmovil aponta seis tendências do mobile para 2016

Se 2015 já foi o ano para o mobile, 2016 promete revolucionar ainda mais a forma de consumir informações e utilidades. Dois exemplos disso são os Wearables e a Internet das Coisas, que vêm ganhando cada vez mais força no mercado e caindo no gosto do consumidor. O Brasil não fica atrás de países como os Estados Unidos no que diz repeito a inovações tecnológicas. Aliás, o número de smartphones tem crescido a cada ano, e tende a superar a marca de 68 milhões alcançada em 2015 (Nielsen).

Diante deste cenário, a Adsmovil aponta quais serão os “temas da vez” de 2016, no segmento mobile, como a mídia programática. Este formato, por exemplo, já representa 8% do faturamento da Adsmovil na América Latina, que passou a oferecer o serviço em julho de 2015, e a expectativa é que este valor seja de 15% em 2016, por conta de países como Brasil e México, que foram os primeiros a adotar a solução.

“Cada vez mais as marcas estão percebendo a força que o mobile tem e continuará tendo no mercado tecnológico. Todas as tendências para 2016 mostram que o avanço está apenas começando e que o hábito dos consumidores está em constante mudança. Terá sucesso quem acompanhar estas mudanças”, ressalta Alberto Pardo, CEO da Adsmovil.

Confira abaixo as cinco tendências do seguimento para 2016:

1. Mídia Programática: encontrar a pessoa correta, no momento e local certos, em larga escala e de forma automática, além da transparência nos dados da audiência envolvidas no processo marcou 2015 e crescerá em 2016. De acordo com a previsão da consultoria eMarketer, os investimentos nesse formato de mídia devem saltar de US$ 600 mil, em 2014, para US$ 4,2 milhões este ano. Outro estudo da RBC Capital Markets e da Adversting Age aponta o mobile como a número 1 em termos de oportunidade para o crescimento de mídia programática, de acordo com 33% dos profissionais de marketing entrevistados.

2. Internet das Coisas: o conceito criado traduz a revolução tecnológica que levou utensílios do dia a dia a se conectarem a uma rede. Hoje, por exemplo, podemos nos conectar em qualquer lugar do mundo por meio de um aparelho móvel, sem que precisemos de um desktop. A comunicação se tornou mais instantânea e prática. Com o avanço constante da tecnologia, a tendência é que tenhamos cada vez mais alternativas para nos comunicarmos, isto é, variedades de aparelhos que podemos levar para qualquer lugar, e até mesmo vestir, como é o caso dos wearables.

3. Wearables: os famosos “vestíveis” estão ganhando cada vez mais espaço no dia a dia da população. Um bom exemplo disso são relógios como o Apple Watch, que possui todas as funções que o próprio smartphone da marca. Além dele, relógios de outras marcas foram lançados para facilitar ainda mais a maneira com que o consumidor se comunica e interage com o resto do mundo. Outro exemplo de wearables, são os óculos lançados com o objetivo de oferecer ao usuário uma experiência de inteligência artificial. Em 2016, vestíveis como esses citados, tendem a ganhar mais espaço no mercado.

4. Mobile advertising como fonte de vendas: aos poucos as marcas passam a enxergar a publicidade mobile como um recurso valioso em gerar vendas. Um bom exemplo é a campanha da marca Amopé, criada pela Adsmovil em conjunto com a Havas e que representou a primeira vez que a Reckitt Benckiser lançou uma marca no Brasil tendo como principal estratégia a publicidade mobile. O click-through-rate deste case foi quatro vezes maior do que a da campanha realizada em web e 26% dos produtos vendidos foram realizados via dispositivos móveis graças às inúmeras e precisas possibilidades de segmentação em mobile.

5. Centennials: para quem pensava que a geração Y seria a revolucionária de todos os tempos, não sabe o que está por vir. Os chamados Centennials, também conhecidos como geração Z, virão com tudo para alavancar o mercado mobile e mudar consideravelmente os comportamentos culturais. A geração Z ainda é jovem, de fato, mas as empresas têm aí uma oportunidade para atender esse novo mercado. A partir de 2016, a geração que não sabe o que é viver sem internet e smartphones, ajudará o mercado a se reinventar no que diz respeito à tecnologia mobile.

6. Foco no usuário:

• Mobile terá um crescimento significativo este ano, os esforços serão mais baixos na área de desktop, e pela primeira vez o mobile liderará as estratégias digitais das marcas.

• Geolocalização, formatos de Rich Midia e “Retargeting” serão essenciais para atingir o público em ferramentas de dispositivos móveis.

• O uso adequado dos dados dos usuários e seus hábitos de consumo será essencial para criar uma publicidade móvel altamente personalizado, 100% focado nos usuários e suas necessidades.

Redação Adnews – 21/01/2016

http://www.adnews.com.br/internet/adsmovil-aponta-seis-tendencias-do-mobile-para-2016

Não podemos vender apenas produtos, temos que vender experiências

Na última terça-feira (22), subiu ao palco do Adobe Summit 2016 um dos principais executivos da empresa, o VP e general manager de digital marketing Brad Rencher. O executivo aproveitou o momento para falar sobre o que ele reconhece como sendo uma nova era em que as experiências e as exigências do cliente ganham cada vez mais espaço do mundo dos negócios.

Durante sua apresentação, no painel que ganhou o sugestivo nome de “Disrupting the Enterprise”, Brad falou sobre algumas mudanças importantes ocorridas de fora para dentro, ou seja, demandas da própria sociedade que podem ser sentidas e devem ser interpretadas pelo mercado de marketing para garantir resultados.

Um bom exemplo citado pelo executivo foi o Instagram. A rede social, segundo ele, é um retrato claro sobre a mudança no comportamento do consumidor. “As pessoas atualmente têm maior afinidade com momentos que com bens materiais. Basta pensarmos em nossos feeds no Instagram. O que é aquilo? Nada mais é que as pessoas buscando e compartilhando experiências. É isso que as marcas precisam entender. Nós não estamos mais no negócio de vender produtos, estamos no negócio de vender experiências”, concluiu Rencher.

O VP de Marketing Digital da Adobe classificou “duas ondas” causadas pela tecnologia no mercado. Segundo ele, elas são representadas pela digitalização do back office e do front office, que trouxe a possibilidade de conectar diretamente toda a experiência de compras, por exemplo, acelerando e otimizando os processos de vendas.

Essas “ondas”, no entanto, estão superadas, dando espaço a um terceiro movimento, que Brad classificou como “onda da disrupção”. Esse cenário, segundo ele, traz o que pode ser chamado de “a economia da experiência” que, em linhas gerais, nada mais é que utilizar todos os recursos tecnológicos para criar a melhor experiência e estreitar o contato com o consumidor. Rencher deu exemplos de como uma marca pode atingir esse objetivo, como a oferta de conteúdos e interações significativas que façam parte do contexto do consumidor.

O executivo afirmou que o mercado está vivenciando uma nova realidade em que, para elevar as expectativas e impressões de consumidor com relação a um produto, é necessário promover experiências verdadeiramente envolventes. “Eles esperam que você os conheça e entregue experiências consistentes, contínuas e convincentes”, declarou Brad Rencher. “Essa onda diz respeito a arrepios, sorrisos, aproximar pessoas. É sobre fazer nosso trabalho tão bem que os consumidores nem lembrem que nós existimos”, concluiu.

Redação Adnews, de Las Vegas (USA)
O Adnews está no Adobe Summit a convite da Adobe. A cobertura é um oferecimento também de Rae,MP e TheAcquis

23/03/2016

http://www.adnews.com.br/adobesummit/nao-podemos-mais-vender-apenas-produtos-temos-que-vender-experiencias

Estudo analisa impacto de peças publicitárias na mente do consumidor

A criação de uma estratégia de comunicação geralmente é feita a partir de uma visão subjetiva. O profissional que desenvolve a peça publicitária – o emissor – deve ser capaz de compreender as necessidades e desejos do consumidor e, a partir disso, projetar qual seria o impacto de sua mensagem sobre esse receptor. No entanto, o real impacto da comunicação, que determinará seu sucesso ou fracasso, só pode ser avaliado depois que a informação é absorvida pelo próprio receptor.

Pensando nisso, a Forebrain, empresa especializada em neuromarketing, acaba de lançar o maior estudo sobre o tema produzido no Brasil, o BRAIN 500. O produto é resultado de uma pesquisa de dois anos, baseada na neurociência do consumo, que avaliou como os consumidores foram estimulados e reagiram a mais de 500 anúncios. O objetivo do estudo é aproximar marcas e consumidores por meio de estratégias de comunicação eficientes, que só são possíveis quando o receptor da mensagem é influenciado efetivamente. Todos os comerciais analisados ficam disponíveis em uma plataforma online, chamada BRAIN Analytics, que permite a análise e comparação de filmes publicitários e criação de insights de comunicação.

Por meio de técnicas neurocientíficas, foram mensuradas as reações inconscientes de mais de 1200 consumidores. O estudo traz aprendizados sobre o que faz o consumidor prestar mais atenção na mensagem, quais formatos podem aumentar a memorização do comercial, ou mesmo como criar anúncios capazes de provocar uma resposta emocional mais impactante nos consumidores.

Segundo Billy Nascimento, co-CEO da Forebrain, a comunicação é caracterizada em sua maior parte por estratégias de comunicação unilaterais, onde não há uma resposta direta do receptor. Ainda assim, a publicidade apresenta claramente expectativas com relação a um retorno do consumidor ao medir indicadores como intenção de compra, recall, brand awareness e market share.

“Quando analisamos as respostas neurais dos consumidores frente a uma peça publicitária, podemos entender, de fato, como ele decifra os códigos enviados pelo anunciante, sem intermediários”, explica Billy..

Para conhecer melhor o BRAIN 500, a empresa disponibilizou um trial do estudo, composto por seis cases, disponível para download aqui.

Redação Adnews – 25/02/2016

http://www.adnews.com.br/tecnologia/estudo-analisa-impacto-de-pecas-publicitarias-na-mente-do-consumidor

8 conceitos-chave da NRF trazidos pela Gouvêa de Souza

Depois de anos o mercado ditando as tendências de consumo, mais do que nunca chegou o momento em que a luz se volta para o consumidor, que assume, definitivamente, o papel de protagonista no mundo dos negócios. Não adianta mais focar apenas em tecnologia e inovação, por exemplo, se não houver relacionamento. Influenciados pelos Millennials, pessoas que nasceram entre 1980 e 2000, indivíduos de todas as gerações estão mais exigentes e esperando que as marcas estejam alinhas com suas causas.

Esses são alguns insights apontados na 105ª edição da NRF Retail´s Big Show, que aconteceu em Nova Iorque em janeiro, trazidos pela consultoria GS&MD e apresentada no evento Pós Big Show, realizada no Rio de Janeiro. Veja os oitos conceitos apontados pelo Grupo Gouvêa de Souza, que são considerados “a essência do extrato da síntese” do que foi discutido no evento norte-americano.

1 – Personalização Massificada

A ideia de solução única ficou para trás. No atual cenário é fundamental customizar para atender o cliente mais exigente. O que antes era uma distinção do mercado de luxo, começa a surgir nos mercados massificados, afinal, independente da classe econômica, todos querem se sentir únicos. Esse processo tende a aumentar uma vez que é uma forte característica dos Millennials, que por estarem mais conectados e inteirados com tudo o que acontece no mundo querem ter uma experiência diferenciada e única.

O processo da indústria e do varejo na personalização de produtos para diferenciar e agregar valor não é novo e não precisa ser tão disruptivo. De maneira simples e utilizando uma caneta, por exemplo, a Starbucks há anos personaliza os copos de café com o nome do consumidor. “Este é um processo que começou há alguns anos, mas que a tecnologia e com o nível de informação que se tem sobre o consumidor voltou com muita ênfase”, comentou , durante o evento Pós Big Show 2016, realizado no Rio de Janeiro.

A loja de departamento Macy´s, nos Estados Unidos, criou um andar exclusivo focado nos Millennials. O local funciona como um laboratório e oferece experiências interativas para envolver os jovens consumidores, como a produção autoral de bijuterias por meio da impressão 3D. Marcas focadas neste público estão presentes oferecendo serviços incomuns. Uma delas é a Levi´s, que conta com uma impressora à laser que faz aplicações nas roupas, permitindo que qualquer pessoa tenha uma peça exclusiva. No mercado de luxo, a Louis Vuitton já oferece essa possibilidade há alguns anos, diferenciando as peças que contam com a icônico monograma. Mais recentemente, a marca criou um espaço na loja em Nova Iorque em que um artesão faz na hora tags de malas personalizadas com as iniciais desejadas. À cliente basta escolher o modelo.

2 – Mobilização

O comportamento do consumidor se transformou definitivamente nos últimos anos com a popularização dos smartphones. Da palma da mão é possível comprar, comparar preços, pesquisar recomendações, buscar a localização, promover e viver vários momentos em um, o que o Google definiu como micro momentos. O que está mudando o mundo dos negócios, passa a redefiní-los. Com tanto tempo dedicado à navegação na internet móvel, o celular passou a competir com as marcas a atenção do consumidor. Logo, como diz a máxima, se não pode vencê-los, junte-se a eles faz ainda mais sentido.

Com a incorporação do hábito, o mobile mudou a forma como consumidores e marcas se interagem e, por conta disso, não há mais como as empresas não o incluírem em suas ações. No Brasil, os m-commerces começam a ganhar cada vez mais força. No último trimestre de 2015, as compras pelo dispositivo móvel representaram 19% das transações, segundo a Criteo. “A telefonia móvel permite de maneira diferenciada o empoderamento do consumidor e proporciona um relacionamento jamais visto anteriormente”, pontuou Gouvêa de Souza.

3 – Premiunização

Com o mercado cada vez mais competitivo, a premiunização se faz necessária para que marcas e varejistas criem conceitos que mereçam uma rentabilidade maior por sua diferenciação. Agregar sofisticação aos produtos permite, inclusive, que as empresas pratiquem preços mais elevados e impactem consumidores que querem algo além do comum. A estratégia inspirada no mercado de luxo é aplicada constantemente em vários segmentos e muito bem vinda naqueles em que há crescimento econômico, como o atual momento vivido nos Estados Unidos, e pessoas dispostas a pagar mais caro para se distinguirem e se sentirem exclusivas.

Apesar do período de recessão, no Brasil algumas empresas também estão apostando nesta estratégia para se diferenciar. No primeiro semestre do ano passado, no auge da crise econômica, a Nestle lançou a linha Gelato para entrar no segmento de sorvetes premium. Com identidade visual sofisticada, o produto é destinado às classes A e B e tem um posicionamento bem definido, fazendo com que a novidade não concorra com a linha tradicional. Inicialmente disponível em quatro sabores, o novo produto ganhou duas novas versões no início de 2016, mostrando que a aposta está dando certo.

4 – Mentalização

Como os Millennials formam o grupo de pessoas que influenciam toda a cadeia, é fundamental que as marcas estejam bem alinhadas com o pensamento deles. Pelo menos dois conceitos que fazem parte do pensamento deste público não devem ser esquecidos pelas empresas: Alignment (alinhamento) e Commitment (comprometimento), responsáveis pela concepção do termo “mentalização”, uma derivação do sufixo ment. Como esses jovens estão mais preocupados com a experiência e com causas, as empresas devem se preocupar efetivamente com os seus propósitos. “Os Millennials não precisam de razões para comprar um produto ou consumir uma marca, eles precisam de uma causa com as quais possam se aliar e defende-la por meio das marcas e produtos”, reforçou o Diretor-geral da GS&MD.

Com esse consumidor mais engajado, as companhias deverão dedicar mais tempo pensando em seu papel na sociedade e menos com questões econômicas. Disseminar o motivo pelo qual uma empresa faz a diferença no mundo atribui valor ao negócio e reforça seus valores, o que agrada esse público mais inquieto, afinal, empresas sem propósitos são marcas sem alma, como mostra a reportagem do Mundo do Marketing

5 – Inspiração pelas histórias

Apesar de muito se falar em tecnologia e modernidade, o resgate histórico se faz cada vez mais necessário para envolver o consumidor emocionalmente. É; o storytelling ganhando cada vez mais força. “Quanto mais futuro se discute no presente, o passado é uma referência fundamental. A história do produto, das marcas do varejo emerge com uma força importante para criar respaldo e credibilidade”, comentou Marcos Gouvêa de Souza.

Mas não adianta a história pela história, é preciso que ela seja real para ter consistência e envolver o consumidor. Caso contrário, a tentativa pode causar sérios prejuízos à imagem da marca. No Brasil, por exemplo, a Diletto admitiu ter criado um passado em uma comercial de TV. O caso foi parar no Conar e sempre é lembrado como um erro na comunicação da empresa.

6 – Revitalização

Com o passado ganhando cada vez mais valor para os consumidores, a revitalização de itens que já foram sucesso surge como uma forte tendência. O movimento retrô pode ser visto no design, na comunicação visual, no merchandising e até mesmo no próprio produto. Ao buscar inspiração no passado, as marcas visam oferecer uma relação de conforto para os consumidores ao apostar na memória afetiva, mas isso nada tem a ver com saudosismo.

A revitalização alia elementos de referências do passado com a modernidade tecnológica embarcada. É; o caso dos novos toca-discos, que além de funcionar com os antigos long plays, conta ainda com bluetooth, saída USB, se conecta aos computadores e permite a digitalização do LP, é o vintage e o moderno caminhando em paralelo em um único produto. Esses produtos, em geral, trazem valores agregados, fazendo com que custem mais em relação aos produtos tradicionais, como a linha vintage de eletrodomésticos da Brastemp.

7- Millenização

Uma das principais características dos Millennials é a capacidade de influenciar pessoas de outras gerações, o que não quer dizer uma pasteurização do comportamento do consumidor, mas que os indivíduos são impactados por essa importante parte da sociedade, que está ocupando espaço cada vez maior no mercado. Essa transformação geracional acontece graças ao acesso à informação instantânea e móvel disponível por conta da internet. Atualmente, por exemplo, é possível ver idosos cada vez mais presentes nas redes sociais, onde buscam maior conexão com os familiares. Ao utilizar a plataforma, esse grupo de pessoas também será impactado pelas ações digitais das companhias.

Esse movimento exige das empresas um maior cuidado em seus posicionamentos, estratégias de Marketing e oferta de produtos e serviços a fim de impactar este grande público. É; preciso ter em mente que algumas fortes características dessa geração, como a valorização das referências dadas pelos amigos – em detrimento às oficias -, a percepção de que o mundo está a um passo e a preferência por viver experiência no lugar da compra. “A millenização transcendo o papel dos Millennials, porque ela implica na transformação de mercado inspirada por este grupo, que influencia também a geração Z e cria uma outra realidade totalmente distinta”, explicou Gouvêa de Souza.

8 – Ecossistemas competitivos

Em países mais maduros, a evolução da tecnologia está mais disseminada, existe maior acesso aos recursos e os consumidores estão mais empoderados. Este cenário mais competitivo faz com que companhias alinhem suas marcas criando sinergia em suas atuações, criando novas oportunidades de receita e reduzindo custos. “É; uma outra realidade que está emergindo com essa ideia da composição entre marcas, negócios, varejo, empresas para criarem alternativas para desenvolverem negócios juntos”, esclarece o executivo.

Essa nova relação faz com que todas as partes saiam ganhando, empresas e consumidores. Nos Estados Unidos, a Gap e a Virgin Hotels se uniram para oferecer um serviço diferenciado aos hóspedes após perceberem que uma das principais causas de aborrecimento entre eles era não ter roupas adequadas para um evento inesperado. Unindo plataformas on e off-line, na qual as pessoas podem escolher peças de roupas, a Gap deixa os itens no quarto dos hóspedes para que eles possam escolhê-los e o pagamento pode ser feito no próprio hotel. Uma simples oferta que está facilitando a rotina dos consumidores por meio da conveniência e fazendo com que as marcas ganhem novos clientes.

Por Roberta Moraes | 02/03/2016

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/35675/8-conceitos-chave-da-nrf-trazidos-pela-gouvea-de-souza.html

Redes sociais influenciam os hábitos de compras das mulheres

As redes sociais e mídias digitais estão influenciando cada vez mais os consumidores na hora de adquirir algum produto. Segundo estudo realizado pelo SPC Brasil, que avalia o perfil de consumo das mulheres brasileiras, 64,8% das entrevistadas admitem que já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais. Ou seja, o fato de acompanhar posts, dicas e comentários teve algum efeito sobre o cotidiano e comportamento de consumo delas.

Ainda de acordo com os dados obtidos, as redes sociais são utilizadas por 94,3% das consultadas. A plataforma mais popular é o Facebook, citada por 89,2%, seguida pelo Youtube, com 43,4% e pelo Instagram com 34,4%. A pesquisa também levantou temas que mais mobilizam as postagens, compartilhamentos e acompanhamento das mulheres nas redes. Entre eles estão: culinária (65,1%), moda (46,8%) e beleza (40,3%). Em contrapartida, o tema finanças pessoais está entre as áreas menos acompanhadas entre as brasileiras, citado por 9,2% das entrevistadas.

Segundo o estudo, mais da metade das mulheres entrevistadas (52,6%) costumam fazer avaliações ou comentários na internet sobre os produtos que compram, sendo que três em cada 10 (32,4%) o fazem independente de a compra ter sido considerada boa ou ruim. E somente 20,2% fazem quando o produto é ruim. Dentre as mulheres que possuem este hábito, os itens mais avaliados são: os celulares (63,0%), as roupas (56,6%), calçados (45,8%), alimentos (32,8%) e equipamentos de TV, DVD e som (30,6%).

Com o aumento do uso de smartphones, os aplicativos também ganham cada vez mais espaço no consumo das mulheres. O levantamento mostra que cinco em cada 10 entrevistadas (49,9%) fazem uso de APPs no dia a dia, sobretudo as pertencentes às classes C, D e E (45,1%). Dentre as mulheres que usam essa ferramenta, os mais populares são aqueles que servem para compras de roupas online (24,4%), pedir comida delivery (11,2%), auxiliar a dieta (9,6%) e chamar táxi (9,5%). Já os APPs que auxiliam o planejamento do orçamento são citados por 8,8% das entrevistadas.

Considerando os diversos canais que são utilizados para obter informação, o estudo aponta que a internet já ultrapassou parte dos meios mais tradicionais como jornais e revistas, assumindo um papel cada vez mais importante na vida das brasileiras. Ainda assim, a televisão lidera, sendo mencionada por 68,4% das mulheres. Logo após foram citados o Facebook (64,7%), o Whatsapp (48,0%) e os portais de notícias (42,0%).

Além de ocupar uma boa posição entre as fontes mais populares para obter informação, o Whatsapp também é citado como o meio de comunicação com maior média de horas dedicadas por dia: são quatro horas contra três diárias para o Facebook e 2,9 horas para a TV e duas horas para o rádio.  Ainda que os canais online e tradicionais sejam utilizados pelas mulheres para obter informações, nem sempre elas se sentem plenamente identificadas nesses veículos. Para 58,5% delas, as propagandas não refletem suas atitudes e quem elas são.

Entre as brasileiras que acreditam que o perfil de mulher presente na mídia não corresponde à realidade, 59,6% dizem que o fato disso não acontecer, é porque elas são muito diferentes fisicamente das mulheres reais, enquanto 32,1% dizem que é por se sentirem incomodadas pelas propagandas que as apresentam como objetos secais e 29,5% dizem que é pelo fato de que essas mulheres são sempre felizes com famílias perfeitas e isto não reflete na vida real.

A pesquisa analisou também, os segmentos em que a propaganda mais precisa se adequar para refletir a mulher de hoje e revela que os mais distantes do que as brasileiras pensam ser ideal são o de cerveja, de automóveis, e de moda e beleza. Quando questionadas sobre como gostariam de ser representadas na propaganda, as entrevistadas afirmaram querer ser retratadas como guerreiras (49,2%), reais e sem o padrão de beleza inatingível dos filmes e da TV (46,6%), dinâmicas (33,0%) e independentes (32,7%).

O estudo também investigou a influência do padrão estético das propagandas no consumo das mulheres e mostra que, ainda que 41,8% das entrevistadas acreditem que esse padrão da mídia não influencia no consumo delas, outros 53,7% das entrevistadas admitem comprar roupas e acessórios vistos na mídia para acompanhar as tendências, desde que esses produtos atendam ao gosto pessoal. Apenas 11,9% das mulheres brasileiras admitem que o padrão estético exerce muita influência nos hábitos de compra, uma vez que sempre compram os produtos ou serviços indicados.

Por Bianca Ribeiro | 25/02/2016

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/35643/redes-sociais-influenciam-os-habitos-de-compras-das-mulheres.html