Arquivo mensal: outubro 2015

5 dicas do que é vital medir nas redes sociais

As mídias sociais são hoje um dos mais poderosos instrumentos de marketing online para a criação e manutenção de relacionamento e engajamento das marcas com seus públicos. Geram brand awareness e ainda podem contribuir fortemente para conversão e vendas.

Mas a quais indicadores ficar atento na hora de medir toda essa interação? O que de fato importa e o que não se pode deixar de fora?

Aqui 5 dicas para mensurar o que é preciso ser mensurado.

1. Nunca perca de vista o resultado de suas campanhas
As visitas geradas por campanhas são o resultado de suas ações de comunicação online nas redes sociais, suas campanhas de marketing, que levam tráfego para o destino que você planejou, seja uma landing page de uma promoção, seja o site da empresa, seja uma área de um portal de e-commerce. Se você usar as suas redes sociais como Facebook, Twitter e LinkedIn para engajar seu público e colocar aí convincentes mensagens de ação, seu público vai agir e recompensar seus esforços. Ferramentas e métricas de acompanhamento dessas interações auxiliam a medir a eficácia de cada post, cada mensagem publicitária, cada conteúdo colocado nessas redes. Medir o resultado dessas campanhas permanentemente e mudar seu curso dependendo dos resultados, em tempo real muitas vezes, é um dos indicadores mais relevantes para suas ações em mídias sociais.

2. Quanto andam interagindo com sua marca?
As interações são o número de vezes e a frequência com que seu público interage com suas ações nas mídias sociais e são uma métrica diretamente decorrente das visitas geradas por campanhas (acima). Qualquer interação que ocorra é sempre bem-vinda. Mas é do conjunto de interações e principalmente da sua frequência e recorrência que virão seus mais relevantes resultados. Ao longo do percurso de sua presença digital nas redes sociais uma série de parâmetros vão sendo naturalmente criados. Esse histórico de seus consumidores é extremamente rico e contém as bases para acompanhamento de performance de suas ações. Um número alto de visitas, mas um número baixo de conversões não interessa. Um número baixo de visitas para um número alto de interações pode ser um resultado interessante para produtos e serviços premium, mas é sempre importante manter o índice de visitas crescente. Aumentar a um só tempo frequência e assegurar recorrência e conversão são chave para o sucesso neste indicador.

3. Eles estão acompanhando você, mas estão tomando alguma atitude?
A atitude efetiva e prática de seus usuários e consumidores nas redes sociais são um dos indicadores que você, definitivamente, tem que acompanhar o tempo todo. Porque veja, suas redes podem estar atraindo e até cativando um volume de público interessante, mas as ações que resultam em, por exemplo, compartilhamento das suas mensagens ou levam efetivamente a uma conversão são os números que acabam movendo o ponteiro de sua performance e de seus resultados. Nas redes sociais o compartilhamento é um importante indicador, porque as pessoas em geral costumam acreditar muito na opinião e nas indicações de seus amigos e seguidores. As comunidades com quem se relacionam. É desse volume de atitudes não meramente passivas, mas geradoras de novas internações que acabam por otimizar todos os seus parâmetros de sucesso. E, ao final, clicar em algo que seja de fato importante para o negócio, é tudo o que se deseja.

4. Seus cadastros estão sendo preenchidos?
Nas redes sociais você tem a oportunidade de ouro de conhecer em detalhes com quem sua marca está conversando e qual o perfil das pessoas que estão interagindo com ela, de alguma maneira. Trata-se de um dos maiores tesouros digitais de que as companhias podem dispor, os dados de cada internauta, seus hábitos e preferências. Isso pode ser obtido através dos tradicionais e altamente úteis cadastros que é sempre possível colocar na jornada dos seus usuários ou consumidores quando eles estão interagindo com sua marca nas redes sociais. Estimule fortemente o preenchimento desses cadastros com conteúdos relevantes para a vida do target que você pretende atingir, entregue a essas pessoas informações e serviços, promoções e brindes, em troca de dados cadastrais e de comportamento. Acompanhar esses dados e trabalha-los a favor de novas ações e interações é vital para seus resultados online.

4. Você não está sozinho, há quem possa ajuda-lo sempre
Redes sociais, como o nome claramente já define, são uma malha de conexões. Essas conexões podem se multiplicar e se expandir. E quanto mais isso acontecer levando sua marca de carona, melhor. Essa ampliação se dá de forma orgânica, através das trocas de mensagens e interações dos seus seguidores, fãs, seu público de um modo geral. Mas há pessoas mais especiais no emaranhado dessas redes, os evangelizadores. Eles são poucos em número, se comparados com o volume total de pessoas que se relacionam com sua marca, mas eles têm a capacidade de influenciar a multidão. São formadores de opinião, de alguma forma, e se eles aderem a sua causa, a causa da sua marca, aos seus propósitos e ofertas de valor, eles vão contar isso para muita, muita gente. Eles vão ajuda-lo na disseminação das suas mensagens e benefícios. Identifique-os online, ative-os permanentemente, converse com eles. Eles certamente recompensarão seus esforços.

Originalmente publicado em http://www.innovationinsider.com.br

26/10/2015

http://www.proxxima.com.br/home/social/2015/10/26/5-dicas-do-que—vital-medir-nas-redes-sociais.html

Os novos caminhos das lojas de conveniência – NACs 2015

Na semana passada aconteceu em Las Vegas (EUA) a NACs Show, o maior evento de postos de combustíveis e lojas de conveniência no mundo. Por meio de diversas palestras e uma gigantesca feira de exposições, foram apresentados cases e tendências do mercado de lojas de conveniência que, assim como todo o varejo, está passando por uma grande transformação.

A NACs Show mostrou que o portfólio de produtos e serviços das lojas de conveniência estão ampliando e suas estratégias cada vez mais focadas em atender um perfil de consumidor mais diversificado, não só focado no motorista que vai abastecer, mas também em diferentes ocasiões de consumo.

Ao invés de buscar por produtos, o novo “consumidor de conveniência” está à procura de um local onde encontrará soluções. Algumas necessidades básicas, como abastecer e comprar alguma coisa para beliscar, continuam a existir. Porém, aumentaram as expectativas de como a loja deve oferecer e encantar o consumidor. Essas mudanças de expectativas estão estimulando o crescimento da categoria. O foodservice cresceu 4,4% no mercado americano e a abordagem junto aos millennials tornou-se importantíssima. Por serem jovens e com alto poder de compra, todo o varejo quer chegar até esses millennials, que ainda são exigentes na entrega das soluções e apresentam baixa fidelidade aos serviços que utilizam.

Ser uma loja limpa, segura e rápida já é o esperado por seus frequentadores e, hoje, devem provocar algo além disso. A partir deste cenário, ampliou-se a definição do que é uma loja de conveniência. Afinal, onde você poderia encontrar loja com um auto-serviço rápido, ao mesmo tempo com um serviço assistido com produtos frescos, combinando com uma forma personalizada e customizada para levar produtos para serem consumido em casa?

As lojas de conveniência estão se tornando um formato único no varejo e a oportunidade de captar esse momento é investindo em pessoas, produtos e produtividade. Aliás, uma das palestras mais concorridas foi a de revisão de processos para tornar a operação da loja mais leve e eficiente. Extremamente relevante para a realidade brasileira.

Mix renovado com produtos frescos
As lojas de conveniência continuam sendo um ponto central para quem quer ganhar tempo e comer algo rápido. No entanto, a preocupação com a saudabilidade e a busca por produtos saudáveis cresce a cada dia. Esta foi definitivamente a pauta principal da NACs. Na grande palestra de abertura oficial do evento, foram apresentadas as iniciativas que promovem uma melhor alimentação dos americanos. Esse caminho não é uma tendência, mas uma estratégia de longo prazo. A conveniência cumpre este papel fundamental para estimular e facilitar o consumo de comidas saudáveis. O slogan “Escolha saudável. Escolha fácil” é totalmente pertinente ao negócio da conveniência.

Dentro da estratégia de facilitar e estimular o consumo de produtos saudáveis, foram apresentados e discutidos a importância de se desenvolver toda a cadeia com o mesmo foco. Transformar as lojas de conveniência em um destino para aqueles que procuram por produtos frescos inicia no produtor, passando pela distribuição, chegando até a exposição na gôndola. Os consumidores continuam desejando alguma coisa para beliscar e eles irão consumir o que estiver com acesso mais fácil. Que seja opção mais saudável!

Como o conceito de lojas de conveniência é muito maior que somente atrelada aos postos de combustíveis, novas oportunidades de conveniência saudável surgem dentro de lojas de proximidades, farmácias, escolas, hospitais, hotéis, aeroportos e até em food trucks.

Integração pista – Loja de Conveniência
Um dos maiores desejos dos operadores de postos de combustíveis é converter o maior número possível do fluxo de consumidores que abastecem os carros e em compra dentro das lojas de conveniência.

Este caminho está sendo encurtado por meio da tecnologia. Nos últimos anos, as bombas de combustíveis ganharam inteligência e integração com as lojas e, hoje, através de aplicativos móveis, essa ligação incluiu o consumidor no processo.

Foram diversos exemplos que encontramos na feira. O consumidor pode utilizar aplicativos de comparação de preços online e em tempo real dos postos que estão próximos e ainda receber a orientação de como chegar em menos tempo até o posto com o menor preço.

Nos EUA, a maioria dos postos não contam com o frentista para auxiliar no abastecimento, abrindo a oportunidade para os aplicativos desenvolverem o papel de conexão e de realizar esse serviço. Com o celular, o cliente se conecta à bomba, escolhe a quantidade de combustível e libera o abastecimento. Enquanto isso ocorre, surgem na palma da mão, sugestões de consumo de produtos que estão dentro da loja. O cliente escolhe e paga via celular, o sistema é integrado com o caixa da loja e ele retira o produto escolhido mostrando o comprovante de pagamento no interior da loja.

Alexandre van Beeck (alexandre.beeck@gsmd.com.br) é sócio-diretor da GS&AGR Consultores.

TENDÊNCIAS DO VAREJO E CONSUMO – 20 Out 2015

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/tendencias-do-varejo-e-consumo/os-novos-caminhos-das-lojas-de-conveniencia-nacs-2015

Nutella, Hershey’s, Ovomatine e Paçoquita brigam para chegar à mesa

Na última década, a melhoria do poder econômico do brasileiro o permitiu criar novos hábitos de consumo. Dentre eles estavam a aquisição de produtos antes tidos como supérfluos na cesta de compras, mas que passaram a estar cada vez mais presente na rotina e alimentação. Um desses exemplos é a Nutella, que já era vendido no país desde 1994, mas apenas em 2005 ganhou sua produção local. De olho no crescimento da italiana, outras marcas investiram nesse segmento utilizando sua força em outras categorias como porta de entrada. Dentre elas estão Ovomaltine, Hershey’s e Paçoquita – cada um com seu diferencial.

Ainda que a manteiga seja preferência nacional no café da manhã, pouco a pouco novos itens aparecem como substitutos. Segundo levantamento feito em São Paulo e no Rio pelo Ibope, em parceria com a PiniOn, o laticínio é o mais usado (46%), seguido de queijo (36%) e requeijão, cottage ecream cheese (34%). Por serem doces, as versões cremosas à base de chocolate são inseridas de maneiras criativas, como lanches e sobremesas – mas sem deixar de fazer parte da compra mensal.

Para conquistarem o cliente cada uma delas arma-se com suas expertises, ainda que a saída encontrada seja diferente da Nutella. “Enquanto a italiana nasceu com o propósito de ser um creme de avelã, as demais já existiam no mercado. A Hershey’s fabrica chocolates em barra, a Ovomaltine o malte e a Paçoquita o amendoim. A competição é mais pela escolha do consumidor do que de semelhanças, já que o brasileiro está gastando menos e não pode levar mais de uma opção”, afirma Eduardo França, Coordenador e Professor da ESPM Rio, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Diferenciais
Apesar de estarem na mesma gôndola e parecem ter a mesma finalidade, os diferenciais abordados as colocam em posições distintas a da Nutella. A Ovomaltine, por exemplo, mesmo tendo em sua composição creme de avelã, traz a textura e sabor do chocolate maltado que confere crocância ao produto. Já a Hershey’s não contém o fruto da aveleira e possui como característica o puro chocolate em barra na versão de consumo para pães ou recheio. A Paçoquita cremosa, fabricada pela Santa Helena, por sua vez, traz o doce que leva o nome do produto à base de amendoim.

A disputa por mercado, no entanto, não pode ser ignorada, principalmente considerando o crescimento da Ferrero no Brasil. “Se formos analisar apenas creme de avelã, a única apta a competir com a Nutella seria a Casino, marca que o grupo GPA administra no país. Na Europa ela é a concorrente direta da italiana. Por aqui ainda vejo uma hegemonia da marca e a Casino pouco explorada, o que permite que outras lutem entre si pelo posto de concorrente direta. A meu ver, a única que poderia diminuir essa fatia crescente da avelã seria a fabricante de doces de amendoim”, conta Eduardo.

O motivo pelo qual a marca da Santa Helena poderia se destacar é a proximidade com o público brasileiro, que já criou vínculos afetivos com a paçoca. “É tradição no país, um sabor reconhecido e que não tem concorrentes diretos por sabor. Ele não é tido como uma pasta de amendoim, como os americanos consomem, mas uma versão de um dos doces mais vendidos no Brasil”, afirma Luís Bertella, Diretor Comercial da Santa Helena, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Estratégias
Dentre as estratégias adotadas pela companhia estão as vendas para o setor gastronômico, como restaurantes. O produto é vendido em embalagens de 180g, 350g e 1,01kg e faz parte de parcerias com redes para lançamento de sobremesas exclusivas utilizando o doce. Além disso, a versão zero açúcar passou a fazer parte do portfólio para atender a demanda de clientes em busca de alimentação mais saudável ou diabéticos.

Os contornos das ações de Marketing, no entanto, não analisam concorrência. “Não nos preocupamos com a questão de espaço em gôndolas, porque há varejistas que nos colocam em espaços exclusivos de amendoins e não nos cremosos. Por termos um sabor único, nosso público é fiel. Há épocas do ano em que o Brasil todo busca o produto, mas existem regiões em que ele é consumido frequentemente. Por isso estimulamos iniciativas digitais que mostrem receitas”, conta Luís Bertella.

Quem também adotou a estratégia de incentivar novos usos para o produto foi a Ovomaltine. Nas redes sociais, a fabricante explora o uso do creme em diversos pratos e incentiva usuários a postarem as suas. Diferente da Nutella e Paçoquita que possuem diferentes tamanhos de embalagem, o creme crocante maltado é vendido apenas em pote de vidro no tamanho de 350g.

Novas apostas
Já a Hershey’s entrou na categoria como uma nova forma de explorar seus produtos mais vendidos. Além da versão cremosa de chocolate ao leite, a empresa criou uma versão pocket para ser consumida a qualquer momento do dia e em qualquer lugar: o Hershey’s Creamy, com sabor cookies’n’creme – a novidade vem com biscoitos para serem misturados à textura. O lançamento já vem fazendo sucesso e pode ganhar porção maior, assim como é feita com a opção tradicional.

Com isso, a companhia americana espera se distanciar da visão de semelhança à Ferrero. “Oferecemos algo único, que são as versões em barra dentro de um pote. Pensamos também em entrar no setor de Food Service no futuro. Agora nossa meta é desenvolver a comunicação do Creamy e explorá-lo na rotina do consumidor. Sabemos que há um mercado consolidado de cremes na mesa do café da manhã, mas também focamos em receitas e lanches. Já começamos parcerias com restaurantes também para divulgar nosso produto. Ao experimentar as pessoas verão que é algo totalmente diferente do que elas já provaram antes”, conta Marcel Sacco, Diretor da Hershey do Brasil.

Diante do crescimento do consumo no Brasil e do avanço de novas marcas na categoria, o mercado nacional torna-se prioridade na estratégia global da Ferrero, fabricante da Nutella. O crescimento nas vendas é fruto do aumento da distribuição, da presença da embalagem formato família e econômico e das ações de Marketing realizadas pela empresa. Assim como as demais, a empresa também aposta na categoria de Food Service, principalmente para aumentar seu faturamento nacional, que pode ser diminuído com a chegada das outras marcas.

A novidade é a embalagem de 650g, ideal para o mercado culinário. Com essa participação a italiana pretende inserir-se no mercado de gastronomia, ainda pouco explorado pelo produto. A fabricante também vislumbra mais ativações na área de serviços, com nossos quiosques em pontos estratégicos, como no Eataly e Shopping Morumbi, ambos em São Paulo.

Por Priscilla Oliveira | 19/10/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/34759/nutella-hershey’s-ovomatine-e-pacoquita-brigam-para-chegar-a-mesa.html

Senhas de filas incentivam adoção de cachorros abandonados

Para adotar um animal não é necessário ficar na fila. Esse é o mote da ação promovida pela ONG Tomba Latas, de Curitiba (PR), para conscientizar as pessoas sobre a adoção de cachorros abandonados.

Um vídeo, criado pela agência Candy Shop, foi gravado em algumas padarias de Curitiba que tiveram as senhas trocadas por ilustrações de cães. Quando as pessoas retiravam os papéis e se direcionavam para a fila, percebiam que não havia um número, como de costume, mas frases que incentivavam a adoção desses animais. Confira:

A ONG realizou a ação para chamar a atenção das pessoas sobre a adoção desses milhares de cachorros que são abandonados todos os dias no Brasil. Muitos deles são recolhidos pelas organizações não governamentais (ONGs) de proteção aos animais. Uma delas é a Tomba Latas, formada por 12 mulheres que se encarregam de resgatar estes cãezinhos que estão largados nas ruas.

“Alguns deles são encontrados em situações precárias e nós cuidamos deles com veterinários e remédios para que todos melhorem e possam ser escolhidos pelas pessoas. O intuito do vídeo é exatamente este, mostrar que adotar um animal é muito fácil, basta querer e ter muito amor disponível”, explica Carla Moraes, uma das responsáveis pela Tomba Latas.

A ação foi criada pela agência curitibana Candy Shop e contou com o apoio das padarias Requinte, também de Curitiba.

Ficha Técnica

Cliente: ONG Tomba Latas
Agência: Candy Shop
Diretor de criação: Bruno Regalo
Direção de arte: Bruno Regalo e Thiago China Matsunaga
Redação: Zé Luís Schmitz e André Boaventura
Produção Gráfica: Dani Bohn e Elaine Patrícia
Atendimento: Eduardo Johnscher
Planejamento: Ricardo Mercer
Produtora de vídeo: Loco Filmes
Apoio: Requinte

Redação Adnews

Detalhes de como é o trabalho de Marketing Esportivo do McDonald’s

Nos últimos oito anos, o Marketing Esportivo ganhou mais notoriedade e investimentos no Brasil, resultado da nomeação como sede de dois dos maiores eventos do mundo – a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Apesar de ainda tímidas, algumas marcas começaram a estudar esse nicho para estarem inseridas no contexto que estava por vir. Muitas, até hoje, pouco participam de ações, por não enxergarem como a estratégia pode ajudar a gerar resultados.

Se antes a falta de conhecimento e dados do setor causava insegurança, agora a visão é diferente. Passada a primeira grande competição, os brasileiros já possuem uma bagagem e ajuda do mercado. Outro ponto fundamental no impulso às companhias de qualquer porte que querem se aventurar no ramo é a obtenção de informações seguras e inteligentes para embasar as ações, conter riscos e profissionalizar a atividade. A Nielsen enxergou a possibilidade aberta com a proximidade dos eventos e lançou, em 2011, a Nielsen Sports, unidade de negócios voltada exclusivamente aos esportes, que tem o objetivo de entender e aproveitar as oportunidades por meio de análises.

Ainda assim, há quem enxergue o Marketing Esportivo como algo fácil e leve de se trabalhar ou ainda feito apenas por quem lida diretamente com esportes. “Somos um restaurante com missão de servir comida. Quando existe um evento como a Copa do Mundo, que exige uma estrutura adequada de entrega, o dia a dia não é fácil. Muito do meu tempo não é dedicado ao esporte, é voltado à política, negociações, convencer os colegas e toda a liderança do que será feito. Todo dia é preciso provar algo, mas depois que é realizado todo mundo reconhece. Até chegar lá é complicado, as pessoas não entendem que a área requer planejamento para que tudo seja bem feito”, conta David Grimberg, Diretor de Marketing Esportivo do McDonald’s, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Trabalho consciente
Assim como qualquer outro projeto, atuar neste segmento exige dedicação e análise do desenvolvimento estrutural para garantir sua parte no orçamento da companhia. Um erro recorrente das empresas é a impaciência pela obtenção de resultados, ainda mais quando o evento está a um período longo de acabar, como é o caso dos Jogos Olímpicos de 2016, que já contam com patrocinadores lançando suas campanhas.

O trabalho de bastidores, pouco valorizado, só é lembrado na parte bem vista, como recebimento de credenciais, acesso a atletas e cadeiras especiais. “A grande parte do nosso trabalho é de muita dedicação. Quem quer entrar nessa área é bem-vindo, mas precisa saber que a vida não é fácil, ainda mais quando a marca não tem core business do esporte. É preciso matar um leão por dia e defender o seu orçamento”, conta David.

No Brasil, onde o desenvolvimento dessa área ainda tem muito a avançar, as iniciativas podem ser feitas mesmo distantes de algum calendário prévio. Isso porque o país possui diferentes competições – só no futebol são vários, como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Campeonatos regionais. Há ainda modalidades em ascensão como a natação, vôlei e atletismo.

Foi justamente na corrida que o McDonald’s começou a sua campanha para os Jogos Olímpicos do próximo ano. “Por estarmos presentes em dois eventos em espaço bianual fizemos ações para estar na cabeça do consumidor a todo o momento. O gap entre um e outro permite esse elo. Realizamos uma corrida de rua na América Latina que ocorreu de forma simultânea. Ela inicia o calendário de ações para 2016, ao mesmo tempo em que trabalha nossa imagem com outros públicos”, conta David.

Objetivos concretos
Conseguir construir uma ponte entre todos os eventos a qual apoia precisa de dedicação e estudo, no entanto, não deve ser visto como algo difícil de ser feito. Em primeiro lugar, a empresa precisa saber o objetivo que ela quer patrocinando algum evento esportivo. No caso do McDonald’s, ao menos três pontos foram trabalhados na Copa do Mundo: lembrança e presença de marca (letreiros em campo), vendas (sanduíches temáticos) e experiência e vínculo emocional (crianças indo com atletas ao campo). A rede tem contrato de patrocínio com a Copa do Mundo da Fifa até 2022.

Já a corrida de rua, realizada anualmente, reforça a presença feminina em atividades esportivas. “A corrida é um ativo que damos muito carinho. A mulher é nosso público e a colocamos em um local onde elas possam ter iniciação à prática saudável junto à marca. Uma média de 15% das participantes tiveram sua primeira experiência em esporte conosco. Pra gente é um orgulho dizer que oferecemos isso a mais pessoas”, afirma David.

A partir de um objetivo definido, focar as mídias a serem trabalhadas é o passo seguinte. “Há uma pulverização das mídias, mas para cada uma de suas iniciativas deve haver uma estratégia. Com as crianças em campo, por exemplo, fizemos um concurso cultural e parceria com escolas públicas. A maneira de comunicar pode ser em qualquer tipo de mídia. Estabelecemos vínculos antes, durante e depois da Copa. Quando sabemos o porquê ter esses ativos, fica mais fácil avaliar de que maneira iremos trabalhar e que públicos atingir. Fazer essa análise fica mais fácil de entender que tipo de conteúdo deve ser trabalhado e como veicular.”, conta o Diretor de Marketing Esportivo do McDonald’s.

Para aqueles que pensam em atuar na área ou já estão nela sem ter certeza por qual caminho seguir, o conselho é analisar como a prática da companhia pode ser associada a algum esporte. “É possível ter comunicação total por meio do Marketing Esportivo e, a cada dia que passa, o patrocínio é fundamental já que precisamos de conteúdo e diferenciais. O que distingue hoje do concorrente são números ou relacionamento e lembrança? É preciso saber o que a marca quer. Essa é uma área estratégica também humana, é difícil sim fazer, mas quando envolve também o público interno, além do público, tem tudo para dar certo”, comenta Rafael Plastina, Especialista em Marketing Esportivo, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Por Priscilla Oliveira | 16/10/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/34749/detalhes-de-como-e-o-trabalho-de-marketing-esportivo-do-mcdonald’s.html

Na verdade, o Digital é Live Marketing

O Live Marketing é com certeza um segmento da publicidade que vem pedindo passagem para mostrar seu potencial. Engajar o público através de situações vivenciadas por ele pode ser uma boa forma de aproximá-lo da marca.

Celio Ashcar Jr, VP da agência Aktuellmix, falou ao Adnews sobre a crise econômica, eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas, entre outros assuntos. Confira na entrevista abaixo:

Como você descreve o atual momento da agência?

Estamos completando dois anos da fusão. Em 2014 foi o ano de estruturação de processos, equipes, formatos e posicionamento. Este ano está sendo um ano de consolidação. A estrutura está rodando 100% e estamos conquistando grandes resultados.   Nosso atual posicionamento é de fazer comunicação focada ao resultado do cliente e aproximando pessoas de marcas.  E este resultado pode ser alcançado através de um filme de TV, um evento, uma promoção, uma campanha de incentivo, guerrilha digital ou degustação no PDV.

Quais os impactos da crise nas ações de Live Marketing?

Não tem como negar que estamos atravessando um péssimo momento em nosso país. Mas não podemos “jogar a toalha”. Temos que encontrar oportunidades nas dificuldades. A crise está afetando todos os mercados, e claro que o Live Marketing também está sofrendo. Se o consumidor não estiver consumindo leva a entender que o anunciante não está vendendo e com isso reduzem investimento em marketing.

Qual a percepção da agência sobre os eventos que o Brasil vem recebendo (Copa, Olímpiadas)? Qual o impacto no segmento de Live Marketing? Como a agência está aproveitando esse momento?

Todo evento de relevância e repercussão mundial é importante para um país. Desde 2007 o Brasil está passando por um bom momento. Tivemos os Jogos Panamericanos, a visita do Papa, a Copa do Mundo e agora teremos os Jogos Olímpicos. Mas não importa apenas realizar, ter que realizar bem feito e otimizar o legado pós estes eventos.

Não vejo ainda uma preocupação com o legado. Temos que entender que os investimentos realizados para estes eventos devem permanecer para a população. Estivemos atuantes na Copa do Mundo com alguns clientes e já estamos atuando para os Jogos Olímpicos. Temos uma equipe de mais de 30 colaboradores focados na operação para Rio2016.

Como o digital ajuda na interação do Live Marketing?

O digital é fundamental para as ações de Live Marketing. Na verdade o Digital é Live Marketing. Hoje em dia para ter uma aproximação efetiva entre pessoas e marcas temos que atuar em todos os pontos de contato. Quantas vezes o consumidor vai ao supermercado por dia?  Quantas vezes o consumidor acessa a internet por dia? Portanto o ambiente digital é fundamental e nos entrega respostas imediatas para desenvolvermos estratégias de atuação.

Quais os diferenciais que o Live Marketing agrega na estratégia de uma marca?

Vou responder através de nossa missão: “Despertar percepções únicas, transformando a relação entre pessoas e marcas”.

Qual case de sucesso você destaca entre os trabalhos já feitos pela Aktuellmix? O que você acredita que levou o trabalho ao êxito final?  

É difícil eleger um case único de sucesso. Pois cada case tem objetivo e uma meta a alcançar.  Temos uma enorme área de Incentivo que são cases que não aparecem ao grande mercado, mas geram enormes resultados aos clientes. Mas se tiver que escolher um case atual de sucesso, destaco o “Cadê C&C”. Em 2014 ganhamos a conta de comunicação 360o de C&C. Fizemos todo o planejamento de comunicação que envolve ponto de venda, endomarketing, relação com o mercado, tabloides, campanha online e offline entre outros. Hoje temos no ar uma campanha estrelada pelo casal Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank que vivem situações reais do dia-a-dia. O conceito de vida real vai além. As cenas foram gravadas na própria casa onde os atores vivem e a C&C é mostrada como a solução para os problemas da casa do casal. O Call to action é “Tá esperando o quê?”.

Redação Adnews – 14/10/2015

http://www.adnews.com.br/live_marketing/na-verdade-o-digital-e-live-marketing

Disrupção: você está preparado para fazer uma ruptura nos seus negócios?

Não confundam inovação com ruptura. Disruptores são inovadores, mas nem todos os inovadores são disruptores. Essa palavra sintetiza as mudanças bruscas que estão ocorrendo no mundo dos negócios, na forma como consumimos produtos e serviços e que estão na origem do sucesso de empresas como Netflix, Google, Airbnb e o próprio Uber, que oferecem produtos acessíveis e criam um novo mercado de consumidores, desestabilizando as empresas que eram líderes no setor. Também deslocam um mercado, uma indústria, ou a tecnologia existente e produz algo novo e mais eficiente e de valor. É, ao mesmo, tempo destrutiva e criativa.
Claro, não é nada fácil construir um novo mercado, ter uma ideia que ainda ninguém teve ou pensar de forma diferente. Mas o momento econômico/político em que vivemos tem transformado a vida dos empresários brasileiros numa verdadeira montanha russa, onde a cada dia tudo muda, colocando em risco os planejamentos, as metas, os andamentos de projetos e os budgets, na maioria dos mercados, cada vez mais difíceis de alcançar.

Mas, provando que o executivo brasileiro é o mais preparado do mundo para ambientes de mudanças, fruto do passado repleto de planos econômicos, inflação e os altos e baixos da economia deste país, chegou mais uma vez a hora de colocar este talento à prova.

Como reverter a baixa nas vendas? Como não deixar seu negócio em risco? Como vender de forma diferente? É certamente um momento de reflexão. De buscar inspiração, benchmarks, de repensar, de exercitar a mente, de olhar fora da caixa, de fazer brainstorms, de dedicar tempo para conhecer coisas novas, enfim abrir a mente para enxergar o seu mercado de forma diferente ou pensar em novos mercados.

Não dá para esperar a crise passar, sob o risco da sua empresa não conseguir sobreviver até lá. Para aqueles que conseguem ter a cabeça no lugar, é hora de olhar o lado do copo cheio. É em momentos como estes que despontam os disruptores. O ambiente se torna propício. Como um instinto de sobrevivência, as pessoas e as empresas podem e devem buscar novos produtos, novos mercados ou novos nichos. E isto pode fazer seu negócio manter o folego, e a longevidade do negócio.

Agora, para quem insiste em olhar apenas para o lado do copo vazio, não fazendo nada, apenas se lamentando, vivendo do passado, só nos resta desejar boa sorte!

Marcos Hirai (marcos.hirai@bgeh.com.br) é sócio-diretor da BG&H Retail Real Estate

PONTOS COMERCIAIS – 15 Out 2015

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/pontos-comerciais-i/disrupcao-voce-esta-preparado-para-fazer-uma-ruptura-nos-seus-negocios