Arquivo mensal: junho 2015

O consumidor está no centro das nossas estratégias mobile?

O mercado de publicidade móvel já começa a ocupar espaço de destaque e a receber cifras relevantes, mas ainda engatinha quando se leva em consideração o seu potencial

26/06/2015 15:22

O consumidor está no centro das nossas estratégias mobile?

(*) Por Andrea Orsolon
Como profissional do segmento mobile, publicidade e tecnologia tenho participado de muitos debates e eventos sobre tendências e uma frase utilizada por Andres Stella, da Brandtone marcou, durante o encontro MMA Ballroom. O executivo pontuou que “as marcas não podem mais ir para a janela e gritar para todos”. A analogia faz referência a estratégia tradicional de muitos anunciantes e suas agências em optar por altos investimentos em propagandas televisivas, que atingem a massa com uma mensagem padrão.
O cenário publicitário cada vez mais digital se tornou complexo com diferentes formatos, maneiras de comprar mídia, possibilidades de segmentação de audiência e, principalmente comprovação dos resultados. Chega a ser curioso que os valores aplicados no formato televisivo tenham aumentado visto que a audiência está em declínio. É bom que se deixe claro que não há uma postura contra a publicidade em TV e esta opção é mais do que reconhecida como forma de ampliar conhecimento de marca. A realidade é que mobile não é mais um canal concorrendo com outros, mas sim uma camada em que as pessoas estão conectadas a todo momento para acessar conteúdos, redes sociais e está sempre a um toque quando estão à frente da TV ou ouvindo rádio.
O primeiro aspecto em pauta é que este novo comportamento das pessoas precisa ser melhor compreendido pelas marcas, principalmente em função das oportunidades de inovação e interações possíveis. James Galpin, da Millward Brown, trouxe diversos casos de que uma estratégia combinada de diferentes mídias com mobile possuem alta sinergia e gera melhores resultados de engajamentos do que as ações isoladas. Um exemplo é a série logout com cenas que complementam, via smartphone, aquilo que é passado na imagem televisa. A integração também vale quando se pensa em e-commerce e loja física. Ninguém melhor do que Romero Rodrigues, do Buscapé, para garantir que eles se complementam, citando o case em que os clientes que visitassem a Best Buy e escaneassem o preço dos produtos, ganhariam descontos na Amazon.
Outro ponto fundamental desta discussão é o retorno que cada mídia oferece para a marca versus o investimento. E novamente o mobile desponta como a a bola da vez, pela capacidade de segmentação, ou seja, de encontrar a audiência exata que faz sentido para determinada ação ou campanha, possibilidade de mensuração do impacto e pelo custo vantajoso ao se levar em conta as mídias tradicionais. Mais do que o custo, o que está em jogo é o valor e a oportunidade de criar uma comunicação direta com o seu público target, em oposição ao grito na janela. O mobile permite diálogos mais assertivos com os consumidores. Menos é mais.
Dentro deste contexto é necessário um alerta sobre a necessidade de encontrar, saber conversar e estabelecer uma comunicação direta e específica com uma determinada pessoa. Hoje a tecnologia e o acesso por dispositivos móveis permitem esta precisão, otimizando os investimentos e conversão. O desafio passa pela forma como os dados são coletados, arquivados, a privacidade e proteção dessas informações, os possíveis cruzamentos e, principalmente, a capacidade de gerar relatórios inteligentes com insights que tornem a comunicação mais efetiva e aumente o ROI.
Conhecer o consumidor com o qual se deseja criar um vínculo duradouro e ser útil para ele é palavra de ordem. Um exemplo claro é o desejo que todas as marcas têm de pedir para a sua agência criar um App. Vivemos um boom de novos Apps de marcas, mas nenhum deles consegue entrar na lista dos mais baixados ou competir, pois em algo básico: efetivamente facilitar a vida minimizando dificuldades.
O mercado de publicidade móvel já começa a ocupar espaço de destaque e a receber cifras relevantes, mas ainda engatinha quando se leva em consideração o seu potencial, principalmente pela capacidade de gerar resultados mensuráveis para as marcas, atingindo a audiência específica com a mensagem adequada. As oportunidades de interação e sinergia entre canais também devem ser melhor exploradas. É fundamental que as marcas se adaptem ao que o consumidor necessita, e não àquilo que elas querem eles se adequem. De meros manipulados pelas marcas, os consumidores passam a ditar o futuro delas. Aquele grito na janela, nem sempre é o que a multidão quer ouvir. E insistir nesta estratégia custará caro.
*Andrea Orsolon é Country Manager da Adsmovil no Brasil

http://www.proxxima.com.br/home/conectados/2015/06/26/O-consumidor-est–no-centro-das-nossas-estrat-gias-mobile-.html

Com imagem impactante, Colgate alerta sobre o desperdício de água

Para defender uma boa ideia, nem sempre é preciso grandes produções. Uma boa campanha é aquela que impacta, que faz com que o produto ou a causa anunciada seja absorvida pelo público de alguma forma.

Uma sua nova criação para Colgate, a Y&R Nova York deu um bom exemplo de que é possível produzir uma peça simples que transmite a mensagem proposta de forma impactante.

Na foto, uma torneira aberta e logo abaixo, no lugar de uma pia, a água escorre para uma panela sob a cabeça de um menino. A imagem fala por si só, mas a peça ainda conta com a mensagem “O que você gasta em dois minutos, é com o que ele sobrevive por dois dias”.

Essa é uma daquelas campanhas que funcionam como “um soco no estômago” daqueles que desperdiçam água enquanto há tantas pessoas ao redor do mundo que sofrem com a falta dela.

Não é a primeira vez que a marca mostra a importância de fazer uso consciente desse recurso essencial. No ano passado, também em produção da Y&R, desta vez do Peru, a marca mostrou quantas coisas poderiam ser feitas enquanto uma pessoa escova os dentes com a torneira aberta (confira aqui).

Redação Adnews – 25 de junho de 2015 · Atualizado às 14h37

http://www.adnews.com.br/publicidade/com-imagem-impactante-colgate-alerta-sobre-o-desperdicio-de-agua

Maizena encara desafio de conquistar espaço na cozinha da nova geração

Ao completar 126 anos no varejo brasileiro, a Maizena redireciona seus esforços para estabelecer uma ligação com as novas gerações, investindo no Comfort Marketing. A estratégia resgata memórias afetivas do passado dos jovens com o objetivo de levá-los a se sentirem bem ao comprar produtos hoje. A marca, que virou sinônimo de amido de milho no Brasil, encara agora o desafio de construir um elo com esses consumidores – mais inclinados a comprar pratos pré-prontos e a se alimentar fora de casa – e conquistar seu espaço nos armários da cozinha deles.

A caixinha amarela, que é parte do portfólio da Unilever, atua e é conhecida em todo o país, mas traçou um planejamento especial voltado para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, principais praças de comercialização. Por lá, o conceito será trabalhado por meio de comerciais de TV, patrocínio a eventos, merchandising em programas regionais, promoções e testemunhal em programas de rádio. Para este novo momento, a Maizena quer reforçar seus atributos e mexer com as recordações das pessoas ao divulgar receitas de bolos e doces que fizeram parte da infância e adolescência dos brasileiros.

A ação visa despertar os sabores e as lembranças de momentos felizes que ainda estão guardados na memória, quando mães e avós utilizavam o ingrediente no preparo de pratos salgados e doces. A estratégia costuma ser adotada por empresas que, assim como a Maizena, acumulam anos fazendo parte da cesta do consumidor. Em geral, a reputação de marcas tão duradouras já está consolidada, assim como a garantia da qualidade do produto.

O investimento na tradição e na lembrança é um dos segredos das empresas centenárias. “A marca tradicional percebe a movimentação do mercado e, independente dos processos da vida urbana terem mudado ao longo dos anos, busca formas de continuar sendo útil e vendável. Afinal, mesmo envelhecida, ela tem o seu espaço. O ponto de diferenciação de Maizena, por exemplo, realmente não pode mais ser o amido de milho e seus atributos, isso já foi superado. Agora, ela tem que optar pela comunicação mais emocional, lembrar as receitas de sucesso para atrair o consumidor pela memória afetiva”, comenta o pesquisador Antônio Carlos Morim, Coordenador do MBA de Gestão de Negócios e Inteligência Competitiva da ESPM-Rio, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Tradição e Modernidade
E essa é, de fato, a aposta da marca neste novo momento. Aproveitando as festas de São João, que têm força no Nordeste e concentram grande demanda na produção de doces, a companhia coloca no ar filmes de 15 segundos e 30 segundos, valorizando o momento em que a família se reúne para preparar uma receita. As ações voltadas para as regiões Sul e Sudeste estão sendo estudadas, mas a empresa não adianta o planejamento para o segundo semestre, assim como também não abre o valor do investimento na nova campanha.

Apesar de reforçar a tradição, a estratégia de Marketing de Maizena mostra para os consumidores que a marca centenária continua atualizada. “Queremos revitalizar nossos valores, o tom da marca, a linguagem e também as receitas para que façam parte da realidade hoje. A nossa campanha que está no ar mostra uma mãe jovem preparando um bolo, com a filha ao lado mexendo em um dispositivo eletrônico. Ela traz valores de produção mais modernos e também valoriza o momento em família, de preparar e comer o bolo junto. Isso permite que Maizena seja importante para o consumidor de hoje, mas sem perder a relevância da marca de 120 anos atrás”, reforça Giovana Gomes, Gerente de Marketing de Maizena, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Uma das principais fortalezas do produto é ser um item que vem passando de geração em geração. “Maizena procura incentivar isso trazendo novas receitas que atraiam o público jovem, mas também resgatem sabores do passado. Esse equilíbrio entre apresentar novidades do universo culinário e suscitar a lembrança da infância e adolescência das mães que estão formando suas famílias é o que garante relevância para os diversos consumidores”, acrescenta Giovana.

Novos desafios
Com o consumidor se alimentando cada vez mais fora de casa, o que o afasta do fogão, uma das missões da companhia é mostrar ao público mais jovem as características do produto que, por décadas, fez parte da lista de compra da família brasileira. O amido de milho pode ser usado em pratos doces ou salgados e tem a função de deixar os alimentos mais crocantes, espessos ou macios. Além de reforçar esses predicados, a marca opta por apresentar preparos por meio de variados pontos de contato, que passam pelas embalagens, redes sociais e ainda pelo Recepedia, canal digital da Unilever no qual são disponibilizadas receitas com todos os itens produzidos pela multinacional.

A companhia também se insere na moderna preocupação com a saudabilidade, já que o ingrediente pode fazer parte de pratos livres de glúten e com baixo teor de açúcar, adequando-se às demandas do público jovem. “O setor de alimentos se movimenta rapidamente. Procuramos estar muito atentos ao que os consumidores estão buscando, não só em relação aos produtos, mas também à temática da culinária como um todo, aos momentos de preparação e de comer. O grande desafio da marca hoje é estar antenada a essas mudanças de mercado para poder sempre ter a melhor oferta para os consumidores”, explica a Gerente de Marketing de Maizena.

Os valores transmitidos pela empresa podem ser encontrados na icônica embalagem amarela de Maizena, que reforça o principal ativo da marca – a tradição -, e que passou por poucas mudanças ao longo da trajetória do produto. Em 2014, para celebrar os 125 anos de comercialização no país, foram criadas duas versões retrô, que lembram antigos anúncios da companhia.

Um modelo mostra uma mulher segurando uma bandeja com um bolo preparado com o ingrediente e o outro, uma criança se deliciando com um doce preparado com Maizena. “A embalagem sofreu algumas evoluções ao longo dos anos, mas não foram mudanças radicais. O que fazemos sempre é atualizar as receitas que estão no verso para que fiquem cada vez mais atrativas para o consumidor”, finaliza Giovana Gomes

Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 25/06/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/cases/33870/maizena-encara-desafio-de-conquistar-espaco-na-cozinha-da-nova-geracao.html?

FCB Brasil e CO.R Inovação realizam estudo sobre a Empatia de Marcas

A FCB Brasil prepara a segunda fase do “Trustparency”, estudo a respeito da importância da transparência no discurso das marcas, realizado pela agência em 2012. O próximo passo será um levantamento detalhado, realizado em parceria com a CO.R Inovação, consultoria de pensamento estratégico co-criativo.
O objetivo é aprofundar e explorar uma das dimensões da confiança apontadas no “Trustparency”, a empatia.
Esta dimensão foi apontada no estudo anterior, com base neurocientífica, como sendo uma das cinco dimensões positivas do processo de construção de confiança.  A empatia é definida pela capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Esta, segundo constatou o projeto, é uma capacidade fundamental para marcas que almejam desempenhar um papel sustentável nos dias de hoje.
A proposta é fazer um mapeamento nacional do que significa empatia aos olhos dos brasileiros. A partir daí, criar uma ferramenta que irá medir os diferentes níveis de envolvimento empático entre pessoas de diferentes raças, gêneros, idades, escolaridades, religiões e regiões geográficas. Com ele, será possível estabelecer um ranking de Empatia de Marcas, através do qual será avaliado o nível de percepção empática de marcas pelas pessoas, em categorias diversas.
Redação Adnews – 16 de junho de 2015 · Atualizado às 11h18

Ação do Mc Donald’s distribui café na Avenida Paulista

Com as baixas temperaturas características dessa época do ano, nada melhor que tomar uma bebida quente para espantar o frio.
Pensando nisso, o McDonald’s acaba de lançar uma ativação de out of home para divulgar seu portfólio de bebidas quentes na avenida mais conhecida do país.
Quem passar pela Avenida Paulista, na altura do número 2026, durante esta semana poderá tomar um café por conta da rede de fast food.
Duas peças foram instaladas em um abrigo de ônibus no local. De uma delas, uma fumaça simula aquela que sai das bebidas. A outra peça emite cupons, mediante cadastro do CPF do transeunte, que podem ser trocados gratuitamente por um café na loja ao lado.
A ação “Que tal um McCafé Agora?” é assinada pela DPZ&T em parceria com a Otima. A criação é de Carolina Zanetti e Luiz Zamorano, redação de Adriana Martins, com direção de criação de Rodrigo Vezzá.
“Criamos um modo diferente para apresentar o portfólio de bebidas quentes, além de uma opção prática e deliciosa que é o café da manhã no McDonald´s”, comenta Mariana Magalhães, diretora de conta da DPZ&T.
Redação Adnews – 18 de junho de 2015 · Atualizado às 15h07

Clientes descobrem procedência de alimentos no reflexo do espelho

Uma rede de supermercados francesa encontrou uma forma divertida de informar a origem de seus alimentos aos seus consumidores.

Assinada pela TBWA de Paris, a ação surpreendeu os clientes do Système U que passavam em frente a um espelho gigante composto de telas de LED que, além do reflexo da pessoa, exibia desenhos animados que mudavam de acordo com os produtos que a pessoa levava em seus carrinhos.

Por exemplo, pessoas que compravam produtos lácteos podiam ver uma vaca gigante em seu carrinho, as que compravam presunto, um porco. Ao lado do vídeo, uma legenda aparecia, informando a procedência daqueles animais, frutas e legumes.

16 de junho de 2015 · Atualizado às 11h26

http://www.adnews.com.br/publicidade/clientes-descobrem-procedencia-de-alimentos-no-reflexo-do-espelho

Projeto de co-branding cria pipoca sabor paçoca

Co-branding entre as marcas Pipó e Amor lança novo sabor de paçoca (divugação)

Pipoca e paçoca são dois sabores que com certeza marcaram a infância de muitos brasileiros. As duas guloseimas podem agora ser saboreadas ao mesmo tempo.
A Pipó, marca de pipoca gourmet, fez uma parceria com a Arcor do Brasil para o lançamento da Pipó sabor Paçoca Amor.
A proposta do projeto de co-branding, segundo as empresas, é dar a sensação de que se está degustando uma paçoca crocante e relembrar os melhores momentos da infância.
Adriana Lotaif, empresária e idealizadora do projeto, comentou sobre a fusão: “A paçoca Amor é um produto tradicional, divertido e cheio de histórias que combina com a proposta da Pipó que é de sempre inovar os hábitos de consumo com sabores inesperados que despertam sentimentos como alegrias e lembranças. Esta parceria marca o início de uma nova fase da Pipó”.
O Snack será disponibilizado para venda a partir de junho. O produto possui 140 gramas e será vendido por R$ 30,00.
“A Paçoca Amor está há 50 anos no mercado brasileiro e é referência quando o assunto é doce de amendoim, sendo apreciado durante todo ano. Nos sentimos honrados por ser a primeira fabricante a realizar um co-branding com a marca Pipó, e temos certeza que essa parceria vem para concretizar nosso posicionamento”, finaliza Nicolas Seijas, gerente de marketing da Arcor do Brasil.
Redação Adnews – 12 de junho de 2015 · Atualizado às 11h00

Muito além do SAC. WhatsApp ganha múltiplas funções nas organizações

A necessidade cada vez mais forte de aproximar as empresas de seus públicos faz com que o telefone, o site e o e-mail já não bastem para estabelecer um relacionamento efetivo. E eis que surge o WhatsApp, uma ferramenta que ganha destaque nas organizações. Com o consumidor 3.0, as companhias devem estar preparadas para atender seus clientes onde quer que eles estejam e instantaneamente. Inicialmente criado para incentivar a comunicação entre pessoas, em pouco tempo o aplicativo começou a ser percebido como uma oportunidade para as companhias que querem estar cada vez mais próximas de seus targets.

Há muitas oportunidades para as marcas que estão dispostas a investir no aplicativo, que conta com 38 milhões de usuários ativos no Brasil. A consolidação do uso do APP pelas empresas já estava prevista para este ano, como adiantou o Mundo do Marketing em matéria que apresentou as 12 tendências para o Marketing digital em 2015. A mobilidade e a facilidade de comunicação fazem com que a ferramenta seja cada vez mais utilizada por organizações de diversos tamanhos e áreas de atuação.

Canal de vendas, relacionamento, consultoria, promoção, divulgação. São inúmeras as possibilidades criadas pelas companhias que esperam garantir engajamento e fidelidade entre seus clientes, mas o caminho é de mão dupla. “É preciso criar um código de conduta para definir a utilização e evitar excessos, como a invasão de privacidade. É preciso saber a hora e o motivo relevantes para o envio da mensagem e não ultrapassar limites. Por outro lado, as empresas devem estar preparadas para responder seus consumidores quando eles as procurarem, pois quem busca atendimento pelo WhatsApp espera uma resposta instantânea, sem que haja um horário pré-estabelecido para a comunicação”, pondera Ana Erthal, Professora de Comunicação Digital da ESPM-RJ, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Relacionamento com o cliente
Cada vez mais conectados, os consumidores brasileiros estão abertos a manter esse relacionamento com as marcas por meio do WhatsApp, mas é preciso oferecer conteúdo relevante. Impactado com tantas informações durante todo o dia, os usuários não querem receber qualquer mensagem, eles esperam por algo que realmente faça a diferença na sua relação de consumo com a empresa. O envio de ofertas, promoções e material exclusivo são o tipo de mensagens que eles estão mais interessados, segundo pesquisa sobre hábitos do uso do WhatsApp realizada pela eCGlobal Solutions em parceria com a eCMetrics.

Atentas a essa tendência, muitas empresas já estão aproveitando o canal para potencializar seus negócios. A PDG, por exemplo, utilizou a plataforma para promover a campanha “Na Ponta do Lápis”. Pelo menos seis mil clientes receberam no smartphone uma mensagem em vídeo com o ator Matheus Solano convidando-os a participar da promoção realizada pela incorporadora em março deste ano. Outra marca que também recorreu à ferramenta foi a Ninho, da Nestlé, que encaminhou vídeos personalizados para as mães, por conta do dia delas. A ação iniciada no Facebook contou com a participação dos pais, que gravaram e enviaram um filme de seus filhos. A empresa editou as imagens, incluiu sua identidade visual e enviou no domingo de Dia das Mães.

Há também aqueles que utilizam a plataforma para se comunicar com a equipe. Há cinco meses, a OnYou Cliente Oculto passou a utilizar a ferramenta para contatar colaboradores para oferecer oportunidades de visita, confirmar a atuação deles e também cobrar o envio de relatórios. A iniciativa tem sido satisfatória. “Atualmente, cerca de 40% dos nossos contatos são feitos por meio do WhatsApp e, com isso, estamos conseguindo reduzir expressivamente os nossos custos com telefonia. Além disso, conseguimos manter um contato mais personalizado com os nossos clientes ocultos”, comenta José Worcman, CEO da OnYou, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Canal de vendas
Muito utilizado como meio de comunicação, a plataforma surpreende ao ganhar status de canal de vendas, sendo um grande aliado para os varejistas. Usado por pequenos empreendedores que se aproveitam das redes sociais como vitrines para seus produtos, o aplicativo de mensagem instantânea se transformou no caminho natural para troca de informações ágil, que atende as expectativas dos internautas. O APP já está sendo utilizado por tradicionais templos de venda, como shoppings centers.

Em Belo Horizonte (MG), o Shopping Cidade disponibilizou recentemente um perfil para atendimento ao cliente, já os cariocas Rio Design Barra e Rio Design Leblon ampliaram seus pontos de contato no ano passado, mas é possível ir além. Ainda na capital mineira, o Oiapoque passou a oferecer os produtos de seus lojistas pelo aplicativo. A utilização do WhatsApp pelo shopping popular foi um desdobramento natural do sistema de televendas, implantado há seis meses e que aumentou a comercialização dos produtos em 80%. A venda pelo celular começou há apenas quatro meses e o empreendimento já teve que disponibilizar um segundo número ao reunir sete mil contatos, pois a ferramenta só permite o registro de cinco mil números.

Diariamente, pelo menos 35 vendas são feitas pelo canal administrado por uma equipe formada por seis pessoas, que pesquisam nos 950 boxes do Oiapoque o produto solicitado pelo cliente. A oferta pelo aplicativo não compete com o público que visita o shopping. “A venda pelo WhatsApp começou de maneira repentina, sem planejamento e é um grande sucesso. Pela ferramenta conseguimos alcançar consumidores que não viriam ao shopping e que se aproveitam da comodidade de receber o produto em casa”, explica Daiene Lopes, Gerente de Marketing do Oiapoque Shopping, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Conveniência para os consumidores
O sistema de venda é simples e objetivo. O consumidor entra em contato por meio da ferramenta, pede informações sobre o item desejado e o vendedor vai em busca de todas as lojas que o oferecem, em um verdadeiro trabalho de formiguinha. O atendente envia fotos, informa os modelos, tira dúvidas sobre tamanhos e opções de cores e, ao fechar a venda, o cliente passa os dados para pagamento e endereço de entrega. Eletrônicos e celulares estão entre os itens mais procurados e, em média, os clientes gastam cerca de R$ 100,00 nas compras feitas pelo canal. Pela conveniência, eles pagam taxa entre R$ 10,00 a R$ 35,00, dependendo da localidade.

Todo o serviço é patrocinado pelos lojistas e os clientes recebem os pedidos em casa por meio de um motoboy, que leva a máquina de cartão de crédito para o pagamento. Além de oferecer agilidade e comodidade, o shopping também está preparado para caso os consumidores não fiquem satisfeitos com a aquisição. “Queremos que o nosso consumidor fique 100% satisfeito. Se, por ventura, o cliente achar que o produto não é exatamente aquilo que ele esperava, enviamos o motoboy na mesma hora para realizar a troca”, acrescenta Daiene Lopes.

Oferecer serviços adicionais relacionados ao core business da empresa e mimar os clientes também têm sido a aposta de algumas marcas. Especializada em moda feminina, a MOB disponibiliza um serviço personalizado para ajudar suas consumidoras a escolherem os looks por meio do Personal Shopper. Pelo WhatsApp, elas têm acesso à estilista da marca, Patrícia Carvalho, que dá orientações sobre combinações de peças e acessórios. Além das dicas, as usuárias podem tirar dúvidas sobre o valor das ofertas, tamanhos e onde encontrá-las.

Transformação do consumidor
A facilidade de informação proporcionada pela internet e impulsionada pelos canais móveis está transformando o comportamento do consumidor, que simplifica seus processos de comunicação e compra. As novas tendências não impactam apenas aos varejistas; empresas de serviços também estão revendo seus processos para alcançar as demandas de seus públicos. É o caso do Ibmec, faculdade que, entre os seus prospects, tem jovens saindo do Ensino Médio, completamente imersos no universo digital. Para se manter atraente entre seu target e estreitar a comunicação, a instituição está investindo cada vez mais em novas ferramentas e inovando por meio da tecnologia.

No ano passado, a entidade abriu a inscrição do vestibular no Facebook, que se transformou no principal canal de adesão para a prova. Neste ano, a novidade é o contato pelo WhatsApp, que permite que os estudantes tirem dúvidas sobre horários, cursos e prazos, com agilidade. “Os jovens de hoje estão cada vez mais conectados aos dispositivos móveis, mas eles não querem mais falar ao telefone e sim trocar mensagens. É por isso que levamos essa tecnologia para o nosso call center e preparamos os nossos atendentes para tirar as dúvidas e auxiliá-los na inscrição. Esses colaboradores foram treinados para que a comunicação seja mais objetiva, direta, mas sem perder a linguagem da instituição”, esclarece Natalie Goltsman Moreno, Gerente de Produtos e Captação do Grupo Ibmec, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Assim como outras empresas, o Ibmec usa o WhatsApp no desktop integrando a plataforma às outras ferramentas utilizadas pelos atendentes, como e-mail e telefone. O mecanismo permite, principalmente, a integração ao sistema da entidade, otimizando o atendimento. A versão web do aplicativo está disponível desde o início do ano, mas só pode ser acessada pelo Google Chrome, que sincroniza as contas do computador com a do celular

Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 11/06/2015

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/33750/muito-alem-do-sac–whatsapp-ganha-multiplas-funcoes-nas-organizacoes.html

Conheça o “horário nobre” para posts nas redes sociais

O Scup acaba de divulgar a quinta edição do estudo “Horários Nobres das Redes Sociais”. De acordo com a pesquisa, o comportamento dos usuários tem mudado os períodos de acesso e também a relevância de algumas plataformas. A análise de mais de 170 milhões de posts publicados no Facebook, no Twitter e no Instagram, no Brasil, em 2014, demonstram que os picos de interação têm migrado para os dias da semana, ao contrário do que ocorria em anos anteriores.

“Antes, as pessoas acessavam mais quando estavam em suas casas, aos finais de semana, via desktop. Agora, com as conexões de dados e os smartphones, elas acessam no dia a dia, no caminho do trabalho para casa e vice-versa. Essa é uma transição importante e as marcas precisam estar atentas a ela”, afirma Soraia Lima, CMO do Scup.

No Facebook, por exemplo, os dias mais importantes passaram a ser terça e quarta, que agora respondem por cerca de 16% do volume de menções, cada um. Antes, quinta e sexta eram os dias mais relevantes. O horário de pico seguiu essa linha, com cerca de 800 mil posts às quartas-feiras, das 11h às 12h. O Twitter também apresentou redução de tweets aos finais de semana – com exceção do domingo à tarde, quando ocorrem os jogos de futebol e os posts ganham peso até por volta das 23h, o que também acontece às quartas. O pico da rede, no entanto, foi às terças, entre 23h e 24h, e às quartas, das 21h às 22h. O microblog tem maior interação no período noturno, com movimentação ganhando força à partir das 17h até o final da noite.

Já o Instagram tem o seu pico as sextas, entre 19h e 20h, possivelmente quando os usuários celebram a chegada do fim de semana e do happy hour. Após esse horário, nas sextas-feiras à noite, as pessoas começam a se afastar das três redes analisadas. O sábado ainda é o dia mais movimentado da rede social de fotos, mas quarta, quinta e sexta registraram aumento de participações nas postagens.

Quando o assunto é aumento no número de publicações, o Instagram foi o que mais cresceu, com alta de 235%, chegando a 5,4 milhões de posts em relação ao ano anterior, quando acumulou 1,6 milhões. O Facebook e o Twitter também apresentaram aumento expressivo, de 144% e 59%, respectivamente. “O estudo é um panorama geral dos três canais analisados, mas cada tipo de público tem um comportamento diferente nas redes sociais. Por isso, é importante identificar, conhecer e analisar a sua audiência específica na hora de criar e aplicar seu plano de marketing de conteúdo”, explica Lima.

O estudo, composto por 50,7% de menções do Facebook, 46,1% do Twitter e 3,2% do Instagram, mostra o aumento de publicações em 2014 e respectiva tendência de crescimento desses números. Os 170 milhões de posts de 2014 representam 97% menções a mais nas redes sociais do que em 2013, quando foram monitorados mais de 86 milhões.

“O aumento do número de posts mostra que os feeds estão cada vez mais cheios e, por isso, é muito difícil prender a atenção dos usuários. Isso se torna ainda mais complicado quando o conteúdo não é de um amigo na rede social, e sim de uma marca. Mapear os dias e horários de destaque é essencial para conseguir entender e conhecer o comportamento dos usuários nesses canais e, assim, pensar em estratégias mais eficazes de relacionamento”, pontua a CMO.

Clique aqui para ver o estudo completo.

Redação Adnews – 28 de maio de 2015 · Atualizado às 16h09

http://www.adnews.com.br/internet/conheca-o-horario-para-posts-nas-redes-sociais

Como medir patrocínios de forma efetiva?

Estamos vivendo uma era de transformação no mercado publicitário. Seguindo tendências internacionais, é nítido o crescimento do investimento dos anunciantes nas chamadas mídias não-mensuráveis. A Nike, por exemplo, gastou no ano passado apenas 33% de sua verba de marketing, que bate mais de 600 milhões de dólares anuais nos Estados Unidos, em comerciais de TVs e outros anúncios em mídias tradicionais. É uma queda de 55% nos últimos dez anos. Na paralela, a marca se tornou referência em eventos proprietários, como as corridas Nike 10K, que movimentam três clubes de corrida, sem contar os milhares de atletas amadores engajados pelas ações.

Esse exemplo mostra uma mudança fundamental na maneira como as empresas enxergam a propaganda hoje: ela passa a criar maneiras de interagir diretamente com as pessoas. Não só na internet, mas no mundo real. Não dá mais para acreditar que um anúncio na revista pode chamar a atenção sozinho, por isso, a busca é cada vez mais por iniciativas que gerem experiências relevantes e serviços, sem interromper ou atrapalhar o que o espectador está fazendo. Patrocínios são notadamente uma maneira interessante de unir marca e consumidor e o mercado concorda com essa afirmação. Segundo a IEG, empresa americana referência em consultoria e pesquisas no assunto, os investimentos em patrocínios seguem aumentando desde 2007 e, em 2015, atingirão U$57.5 bilhões, um número impressionante se considerarmos o cenário econômico mundial. Mas, como mensurar o retorno de um investimento desse porte?

A resposta para essa pergunta é complexa. Segundo o The Economist Group, até 50% das empresas norte-americanas não possuem uma ferramenta adequada para pedir o ROI do patrocínio. Pensando no mercado brasileiro, há uma lacuna ainda maior a ser preenchida pelas agências. Colocar apenas o logo no evento nem sempre é eficaz. Pelo contrário, essa exibição passiva diz muito pouco ou quase nada sobre a marca. A melhor maneira de convencer o anunciante de que a verba gasta pode ser melhor aproveitada é argumentar utilizando métricas que tornem mais fácil visualizar os resultados. É o que a Sportsworld já faz em Londres há décadas, expertise trazida para a Sportsworld Brasil no começo desse ano.

Como geralmente o patrocínio está no meio de um mix de comunicação, com mídia, internet, eventos e etc, fica difícil estabelecer exatamente qual retorno sobre a marca aquele patrocínio deu no todo do planejamento. Por isso, mais do que medir o ROI (return of investiment), nos especializamos em cálculos para estabelecer o ROS (return of sponsorship). São os objetivos, os mais comuns entre os anunciantes, e cada um deles merece uma métrica especial. Destaco alguns:

1)    Geração de mídia espontânea: que é o quanto a marca teria gasto em mídia frente ao que foi veiculado, é o mais utilizado e difundido.

2)    Incentivo à equipe de vendas: por meio da comparação da performance de venda do patrocinador quando há patrocínio (incluindo aí ações de ingresso e hospitalidade que os patrocinadores recebem) e quando não há. Essa é uma métrica pouco utilizada no Brasil.

3)    Calcular a presença online: por meio da geração de conteúdo espontâneo nas redes sociais durante a realização da ação.

4)    Porcentagem de consumidores que estabeleceram contato com a marca: especialmente no período da ativação, considerando aumento da necessidade de material no ponto de venda e compra de revendedores.

5)    Recall com o público presente: para medir o awareness e fazer a diferenciação do volume de compra entre o público exposto à marca quando patrocinadora.

Todos esses pontos devem ser discutidos com o cliente já na etapa do briefing. Assim, é possível sair do achismo e aproveitar melhor a verba destinada ao patrocínio, criando conexões verdadeiras e impactando positivamente a vida do consumidor.

 Otavio Bannwart é CCO da Sportsworld Brasil – www.sportsworldbrasil.com.br

11 de maio de 2015 · Atualizado às 13h37

http://www.adnews.com.br/artigos/como-medir-patrocinios-de-forma-efetiva