Arquivo mensal: março 2015

Marketing extrativista X Marketing sustentável

As marcas, não raro, usam todo o seu arsenal de Marketing na busca incessante por conquistar clientes e se esquecem do fundamental: direcionar esforços para reter aqueles que já têm. As empresas precisam entender que os consumidores são finitos, assim como os recursos da natureza e que o Marketing extrativista precisa dar lugar ao sustentável. De outro modo, a companhia continuará perdendo clientes diariamente e sempre correndo atrás do prejuízo.

Enquanto, no Brasil, as ações de pós-venda de excelência são exceções, nos Estados Unidos, essa área já está bem desenvolvida e amadurecida, como observam, de Atlanta, Jaime Troiano e Cecilia Russo, da Troiano Branding. Vivendo no país há dois anos, eles reuniram cinco experiências que mostram como o atendimento ao cliente, lá, segue padrões muito altos de qualidade, capazes de surpreender os brasileiros.

São algumas regras batidas, mas que, em território americano são seguidas à risca e não ficam apenas no Power Point. “No Brasil, temos casos de excelência nessa área, mas eles são exceções. Quando paramos para pensar, vem à mente sempre os nomes das mesmas empresas. Já aqui, essas boas práticas são a regra de mercado”, analisa Cecilia, em entrevista à TV Mundo do Marketing, no segundo hangout do Radar – Conexão Atlanta, transmitido ao vivo, no portal, toda quarta-feira, às 11h (horário de Brasília).

Funcionários prestativos e sorridentes O primeiro exemplo vivido pelo casal de especialistas em branding foi em uma concessionária de automóveis. Ao buscar o estabelecimento atrás de assistência técnica, para manutenção, o cliente recebeu a mesma qualidade de atendimento de outro que fosse adquirir um carro. “O tratamento ao consumidor é o mesmo dispensado a um prospect. Existe a preocupação em fazer mais negócios com a mesma pessoa, o que eles chamam de customer equity”, ressalta Troiano.

Os supermercados não fogem à regra, como o Publix. Além do sorriso espontâneo no rosto dos atendentes, o tratamento dispensado parece o direcionado a alguém que vai pela primeira vez ao estabelecimento. O cuidado é próprio da conquista de clientes. Caso o consumidor pergunte onde encontrar os chocolates, o funcionário não irá apenas apontar ou indicar o corredor, mas acompanhar o interessado e oferecer ajuda na escolha do produto mais adequado para pôr no carrinho.

Os mimos não param por aí, na promoção de venda. “O rapaz que empacota as compras sempre se oferece para levar o carrinho até o automóvel. Quando você faz menção a dar uma gorjeta, eles estão proibidos de aceitar. Isso significa que não estão fazendo aquilo para ganhar dinheiro, mas para que você se sinta bem e volte lá. Eu vou voltar sempre”, destaca Troiano.

Correção de erros Um bom momento para avaliar um serviço é quando ocorre um erro. A forma como a correção é gerida diz muito sobre a qualidade do atendimento. Também nesta hora, as empresas americanas não costumam falhar. Em uma das experiências de Cecilia, ela estava na Carolina do Norte e buscou a Hertz para alugar um carro. Quando estava se preparando para deixar a agência, já dirigindo o automóvel, notou que na nota que lhe haviam dado havia uma cobrança de US$ 40,00 pela locação de um rádio via satélite que ela não havia solicitado.

Na porta de saída do estabelecimento, havia uma funcionária e Cecilia aproveitou sua presença para se queixar do valor cobrado por um serviço que não desejava. “Ela não retrucou. Pegou seu tablet, entrou no sistema e excluiu a cobrança. Achei que ela fosse ligar para a atendente que estava no balcão para saber se era verdade que eu não havia pedido o equipamento, mas não. A experiência ficou gravada e o poder de multiplicação da mensagem positiva é enorme. Dizem que o da negativa é maior ainda, então é melhor as marcas ficarem com as boas práticas”, ressalta Cecilia.

Outra situação semelhante aconteceu em uma cafeteria localizada dentro de uma loja de departamentos, a Nordstrom. Jaime Troiano gosta de café curto, mais forte, do tipo italiano. E foi exatamente o que pediu à atendente, mas recebeu no lugar um copo grande cheio de café. O cliente pediu desculpas, afinal poderia ter se expressado mal em inglês, e explicou melhor qual produto desejava.

Boa prestação de serviço No Brasil, certamente, a atendente levaria o café de volta para a cozinha e pediria outro, mas não foi o que aconteceu lá. “A funcionária me perguntou se eu não gostava daquele tipo de café e expliquei que minha mulher até sim, mas que eu realmente não. Ela me disse, então, para levá-lo para a minha esposa que eles providenciariam o café curto”, conta Jaime.

A última experiência relatada pelo casal aconteceu em um setor crítico aqui no país: o de TV a cabo e internet. Uma vez, o serviço prestado pela AT&T falhou e a residência recebeu a visita de um funcionário para assistência. O sinal de internet foi reestabelecido e o técnico deixou um cartão dizendo que poderia ser chamado a qualquer momento que um problema ocorresse. Algum tempo depois, foi a TV que saiu do ar e Cecilia ligou para a AT&T, que marcou a visita do técnico para o dia seguinte.

Alguns instantes depois, entretanto, o funcionário que já havia estado na casa dos Troianos telefonou. “Ele me perguntou por que eu não tinha ligado diretamente para ele, que era o “personal” técnico da minha conta. Conseguiu resolver tudo pelo telefone e disse que eu não hesitasse em chamá-lo em uma próxima vez. Não tinha caixinha envolvida, era só uma prestação de serviço boa”, ressalta Cecilia.

Lições ensinadas As experiências do casal deixam ao menos três lições para as empresas brasileiras. A primeira é que a gestão de branding e de Marketing como um todo se faz no dia a dia, nos múltiplos contatos com o cliente. A outra é a importância da cortesia, aquela educação que as pessoas recebem dos pais ainda na infância, que deve ser levada para dentro da companhia.

A última trata da importância de renovar as relações com os clientes que a marca já tem. “Em outras áreas de negócio, há a busca, cada vez maior, do uso de recursos renováveis e menos de recursos fósseis, que vão acabar. O Marketing vive o momento de pensar também em sustentabilidade, mas em outro sentido. Quando eu tenho um cliente, ele é um recurso renovável. Quando abro mão dele para ser extrativista e predatório, estou usando um recurso fóssil. A minha impressão é de que os americanos estão usando a ideia de sustentabilidade em seu sentido mais profundo”, conclui Jaime

Postado por Renata Leite – 27/03/2015 http://www.mundodomarketing.com.br/blogs/radar-internacional

McDonald’s promove gincana em 24 cidades, em ação global

Os pedestres e banhistas que passaram pela orla do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, se surpreenderam com uma máquina instalada no calçadão. Alguns se renderam à curiosidade e se aproximaram do equipamento, que perguntava: “quer um refresco?”. Embaixo de um céu azul e sol forte, os participantes tocavam na tela e davam início a uma corrida contra o tempo, em uma ação global do McDonald’s.

A máquina disponibilizava um vale sorvete ou frozen da rede de lanchonetes, mas o ticket vinha em forma de gelo. Caso o consumidor não corresse para vencer pouco mais de dois quarteirões, seu vale derretia. A iniciativa aconteceu em 24 cidades ao redor do mundo, durante 24 horas. Na América Latina, o “Imlovinit24” ocorreu no Rio e em Buenos Aires. O Brasil é o sétimo maior mercado do McDonald’s, o que o torna estratégico.

Ao longo do trajeto, os participantes ainda encontravam figuras e elementos que remetiam a um ambiente gelado, como um esquimó com um cão São Bernardo, um homem com trajes de ski e um Homem das Neves. Na lanchonete, os participantes eram recepcionados com neve artificial. O gelo de que era composto o cupom era feito a partir de água de reuso, coletada do sistema de ar-condicionado dos restaurantes da rede.

Entretenimento amplificado
A ação teve como objetivo aumentar a conexão com os consumidores. “O McDonald’s está muito relacionado ao tema conveniência e também com momentos de entretenimento. Uma mesma pessoa pode ser atraída pelo primeiro apelo durante a semana e pelo segundo no fim de semana. Buscamos amplificar esses momentos de entretenimento, proporcionando uma experiência única ao consumidor”, explica Roberto Gnypek, Vice-Presidente de Marketing do McDonald’s, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ao gerar momentos de felicidade, a marca busca aumentar e manter seus fãs e motivá-los a compartilharem a experiência com a ação nas redes sociais. Assim, a iniciativa alcança não só as 24 cidades onde ocorreu, mas o restante do mundo. “A comunicação hoje tem uma dinâmica distinta e isso torna importante a realização de ações em tempo real, com essa linguagem contemporânea”, destaca Gnypek.

As estudantes de engenharia Luisa Esteves, Dandara Assis e Mariana Barbosa saíram da aula na faculdade e correram para a praia para participar da ação. Elas, que se dizem fãs da marca, leram sobre a iniciativa na internet e quiseram viver a “aventura”, como chamaram. “Acho legal o McDonald’s estar sempre fazendo esse tipo de ação. Adorei uma outra iniciativa que aconteceu no exterior em que a rede dava um lanche em troca de abraços”, conta Luisa, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 24/03/2015

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Homens buscam novidades em produtos de beleza, mas não encontram

A vaidade e o cultivo à beleza, culturalmente, foram sempre atribuídos ao sexo feminino, o que levou a indústria a dar uma atenção massiva a esse público. Com o passar do tempo e a mudança de hábitos, os homens ganharam seus próprios produtos, mas ainda de maneira tímida e com ofertas predominantemente voltadas ao cuidado com a higiene, como linhas para barba e cabelos. Após o ano 2000, as empresas passaram a incrementar o portfólio com variações tradicionais adaptadas ao “for men”, que incluem perfumes mais intensos e embalagens com cores sóbrias. Esse formato, no entanto, já não agrada mais o novo consumidor masculino.

O perfil desse cliente mostra interesse e curiosidade em artigos que, até então, eram destinados exclusivamente às mulheres, como esfoliantes, redutores de celulites e base corretiva. De acordo com um estudo da Minds & Hearts, esse nicho está cada vez mais preocupado com sua aparência, bem como cansado de ser relegado e não ter produtos específicos para ele. Cerca de 76% dos entrevistados destacaram que as marcas produzem variedade muito maior para mulheres.

O resultado é um potencial mercado pouco explorado, com 89% dos homens manifestando o desejo de que os fabricantes conseguissem entender melhor suas necessidades. “O que pudemos perceber é que eles buscam novidades, mas não as encontram, porque toda a comunicação ainda é feita para mulheres, com rótulos delicados ou na cor rosa, o que o deixa envergonhado de escolher aquele item no varejo. Também notamos que o preconceito que havia de não poderem ser vaidosos está cada vez menor e isso estimula-os a comprarem mais”, afirma Naira Maneo, Presidente da Minds & Hearts, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Além das barreiras do For Men
Apesar do interesse das companhias em terem algum produto ou serviço voltado ao público masculino, muitas apenas fazem extensões de linhas já existentes. Na opinião de 80% dos participantes da pesquisa, esse movimento não é suficiente. Além disso, 79% ressaltaram que os produtos para cuidados pessoais têm pouca ousadia e inovação nas embalagens. Ainda foi constatado que 85% entendem que as marcas explicam pouco os benefícios e a maneira de usar produtos específicos.

O pouco cuidado por parte das marcas faz com que os homens busquem opiniões mais embasadas na hora de comprar itens para si, com 61% dos entrevistados dizendo que as mulheres são as que mais os orientam na aquisição. “As mães, irmãs e esposas são as que mais conseguem convencê-los a respeito de um produto, porque eles não sabem diferenciar um do outro. Ao analisar uma prateleira de shampoos no supermercado ou na farmácia, podemos notar a semelhança entre um e outro, não apenas de cores, mas do que oferecem – anticaspa, cabelos grisalhos e antiqueda”, aponta Naira.

Já as empresas que apostam em fazer uma propaganda com linguagem direta e assertiva para os homens tendem a seduzi-los e convencê-los a adquirir determinado item, já que 30% dos participantes da pesquisa afirmaram que a publicidade é o segundo fator de maior influência deles nas compras. “Independentemente da função do produto, se estiver direcionado para eles, mostrando como funciona na prática e sem apelos, há muito mais possibilidade dele experimentar e, se gostar, ser fidelizado”, afirma Naira.

As poucas variações nos pontos de venda, com embalagens sempre em tons de azul, preto e cinza também desagrada, uma vez que mostra que as empresas ainda os tratam de forma única, antiga e estereotipada. Nas lojas, o espaço obedece uma ótica de organização relacionada ao universo feminino, não levando em conta o padrão de compra prático adotado pela maioria dos homens, conhecido como “entrar, comprar e sair”. Para ser eficiente no diálogo com este público, é necessário evitar termos que façam referência ao universo feminino.

Na comunicação, um equívoco frequente é a criação de rótulos como “metrossexual”, “retrossexual” (o homem, homem, da propaganda do desodorante Old Spice), que erram ao criar estereótipos que não correspondem à realidade da maior parcela do público-alvo. O caminho é humanizar o homem com visão crítica e bom humor e não focar em gêneros, mas no indivíduo. De acordo com o levantamento, a estratégia mais adequada para atingir ao público masculino seria mostrar sempre equilíbrio entre razão e emoção.

Mudança de hábitos
O resultado da pesquisa, entretanto, mostra um homem ainda ligado apenas aos cuidados básicos nos produtos que utiliza, mas com propensão muito grande a experimentar novidades. Dentre os novos produtos identificados que podem fazer parte da cesta masculina estão os cosméticos, como por exemplo, o hidratante com filtro solar ou tonalizante. A abertura para estes produtos é maior entre os jovens, dos 25 anos a 39 anos, e ainda entre os de 40 anos a 59 anos.

Outros artigos de higiene e beleza também ganham destaque como antissinais, clareadores faciais e hidratante labial, além dos itens de cuidado com o cabelo, como pomadas e sprays antitérmicos. “É nítido ver essa mudança de comportamento entre os homens. Não é apenas estética, há uma preocupação com questões de saúde. Ele quer se sentir bem. Cerca de 40% de nosso faturamento vêm de finalizadores de cabelos, porque são produtos que ainda não têm penetração no mercado tradicional, mas há demanda”, conta Leandro Grespan, Diretor de Marketing do e-commerce especializado Men’s Market, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Pela dificuldade de encontrar esses artigos, a loja virtual viu uma oportunidade ao criar sua própria linha de cuidados capilares. A experiência em lidar com múltiplas empresas específicas para esse nicho, “desenvolvemos pomadas, sprays e outros itens, além do básico gel que as marcas oferecem. Para as mulheres isso é bem distribuído, mas não havia nada que tivesse uma comunicação direta com os homens”, afirma Leandro Grespan.

O e-commerce especializado em produtos masculinos estimula a experimentação de lançamentos e demais itens que podem não atrair os consumidores mais conservadores. Ao oferecer amostras ou promoções, eles esperam que esse cliente tenha o interesse em adquirir os itens. Esse comportamento é comprovado no estudo, que apontou que mesmo os entrevistados que se mostraram avessos à utilização de cosméticos são receptivos a incorporarem o consumo desses produtos no futuro.

Na divisão social, a Classe C é uma das mais conservadoras. Nessa segmentação, 63% dos homens não usam nenhum cosmético. Por outro lado, também se mostra aberta para usar esses itens no futuro, com 49% dos entrevistados demonstrando disposição em usar um hidratante com filtro solar ou hidratante com tonalizante. Já nos recortes A e B, a frequência de uso ou abertura para passar a usar é maior, muito estimulada pelas marcas importadas a que eles têm mais acesso e que já investe nesse segmento há mais tempo.

Aceitação melhor por marcas específicas
Os produtos que já são consolidados entre o público masculino são os que mantêm uma estratégia direcionada e de longo prazo, sendo muitas exclusivas aos homens. Tratam-se dos artigos de utilização mais regular, com destaque para os desodorantes spray e roll-on, sendo citados, respectivamente, por 69% e 50%. Artigos para barbear, como espuma e loção pós-barba, permanecem no gosto deles, citados, respectivamente, por 68% e 55%. As que não possuem as mulheres como público-alvo também ganham vantagem no momento da decisão de compra.

Por já ter uma comunicação bem estruturada com os homens e observando o interesse deles por novidades, a Gillette desenvolveu uma linha de lâminas para remoção de pelos para ser usada em qualquer parte do corpo. “A linha Body mostra a preocupação com as curvas masculinas. Sabemos que há um aumento de procura deles por cremes depilatórios e sessões de remoção a laser, mas o nosso produto oferece uma facilidade em algo que ele já conhece e está acostumado e com o qual não se sente desconfortável em comprar, como alguns ficam ao optar pelas outras opções”, afirma Juliana Moretti, Gerente de Marketing de Gillette, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para divulgar a novidade, a marca da companhia Procter&Gamble organizou uma corrida de rua, uma vez que neste público concentram-se homens mais preocupados com o corpo e que possuem maior hábito de remover pelos. “Fizemos uma maneira diferente de apresentar o produto, algo além do ponto de venda e da publicidade. Quisemos mostrar para eles que pensamos no bem-estar e saúde deles”, conta Juliana Moretti.

O produto já era vendido em outros mercados internacionais e chegou ao Brasil por haver uma maior procura por esse tipo de artigo por aqui. A novidade, no entanto, ainda não inclui outros complementos como sabonete e gel dois em um para depilação corporal ou a versão sem espuma, que já é vendida nos Estados Unidos. A possibilidade de lançamento em solo brasileiro não está descartada. Assista abaixo ao vídeo de apresentação do Gillette Body.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 16/03/2015

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Paçoquita Cremosa faz parceria com waffle Forno de Minas

Depois dos usuários das redes sociais sugerirem diversas formas de consumo para a Paçoquita Cremosa, a Santa Helena fechou uma parceria com o waffle Forno de Minas. O objetivo é demonstrar, nas mídias digitais, a versatilidade dos produtos, que vão bem com diversos complementos, sejam doces ou salgados. Também funcionam em diversos momentos do dia, não apenas no café da manhã, mas também no lanche da tarde ou na sobremesa.

Haverá posts combinados das duas marcas no Facebook, além de degustações em pontos de venda de todo o Brasil. A ação fica online ocorrerá até 19 de abril e estará presente em vários blogs formadores de opinião.

Paçoquita, Forno de Minas, Paçoquita Cremosa, Santa Helena

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 13/03/2015

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Google abre sua primeira loja física para competir com Apple

O Google acabou de dar o primeiro passo concreto na disputa com a Apple pela venda de aparelhos físicos.

Uma primeira loja da marca foi aberta nesta quarta-feira em Londres, para reunir todos os produtos físicos do gigante de buscas, incluindo seus telefones Android e os laptops Chromebooks.

Ao contrário da loja da Apple, no entanto, a loja do Google é realmente uma loja dentro de uma loja.

O espaço fica dentro da varejista de eletrônicos inglesa Currys PC World.

“Com a loja Google, queremos oferecer um lugar onde seja possível experimentar toda nossa gama de produtos”, disse James Elias, diretor de marketing do Google UK durante a inauguração da loja.

Muro de doodles

Há alguns anos os rumores que o Google investiria em uma loja física para competir com a Apple pairavam no ar.

Eles começaram pouco depois de a empresa ter lançado uma experiência semelhante, no mesmo lugar, mas apenas para demonstração dos Chromebooks, em 2011. O teste durou pouco tempo.

A loja aberta agora traz um modelo bem mais incrementado de negócio. E, como já era de se esperar, com um ambiente bem tecnológico e descolado.

Uma instalação interativa com o Google Earth e um grande muro de “doodles” são alguns dos atrativos do endereço.

Resta saber, com que rapidez o Google deve avançar com novas lojas. Duas estão previstas para serem abertas até dezembro.

11/03/2015

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/mercado-consumo/google-abre-sua-primeira-loja-fisica-para-competir-com-apple

Starbucks estimula customização de copos em ação

A Starbucks se uniu à fabricante de marcadores Posca para uma campanha nas redes sociais. A ação convidou artistas, ilustradores e consumidores comuns a compartilharem suas “Vibes de Verão” nos copos icônicos da rede de cafeterias. A ideia era incentivar a criatividade e reunir diferentes técnicas nos copos de Frappuccino, bebida que recebeu dois novos sabores no cardápio de verão.

Com o sucesso da campanha e dos desenhos, as empresas promoverão três workshops, abertos ao público com vagas limitadas, com três dos artistas que já compartilharam suas artes em seus perfis no Instagram. Rafael Veiga, Kleverson Mariano e Danilo Roots irão explicar sobre suas respectivas técnicas, inspirações, referências e ainda dar dicas de como desenhar, com exercícios nos copos da Starbucks. O evento ocorre no dia 17 de março, a partir das 13h, na loja localizada dentro da Saraiva do Shopping Pátio Paulista. Para participar basta enviar uma solicitação para o e-mail veraostarbucks@edelmansignifica.com.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 10/03/2015

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Saudabilidade: sem glúten, lactose e açúcar, mas com muito lucro

A saudabilidade foi enfim parar no pratos dos brasileiros, assim como da população mundial, e já transforma a indústria de alimentos. No país, o mercado de itens com esse apelo movimentou US$ 34,7 bilhões em 2014, 72,3% a mais do que o montante registrado cinco anos antes, em 2009, segundo levantamento da Euromonitor. O maior crescimento se deu no segmento destinado à intolerância alimentar, que saltou 211,5% neste mesmo período – passando de US$ 50,3 milhões para US$ 156,7 milhões.

Nos supermercados, já há muitas opções de produtos com redução de ingredientes como carboidrato, sódio, açúcar ou gordura – categoria que cresceu 48%, passando de US$ 4,9 bilhões em 2009 para US$ 7,2 bilhões em 2014. Agora, especialmente pequenas empresas buscam explorar a nova fronteira, muito promissora para os próximos anos: a dos itens livres de lactose, glúten e açúcar, voltados para pessoas que foram diagnosticadas com alergia a esses ingredientes ou diabetes.

Os produtos vão muito além do combate à obesidade e prometem aos clientes opções mais saudáveis para todos os momentos do dia. “No Brasil, há 12 milhões de diabéticos e dois milhões de celíacos (com intolerância ao glúten), fora que 40% da população têm algum nível de intolerância à lactose. A intolerância a esta última substância é dominante geneticamente, o que faz com que a proporção tenda a crescer de geração em geração, até este índice chegar a 100%”, explica Daniel Walfrid, Sócio e Fundador do Clube do Zero, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Dificuldades após diagnóstico
Com o diagnóstico crescente de intolerância a estas substâncias, a cada dia mais pessoas se veem diante de uma restrição alimentar e sem saber quais produtos colocar no carrinho de compras. Começa então uma saga por supermercados para, de olho nos rótulos, encontrar composições que se adequem à especificidade da dieta. Um dos alimentos que vem apresentando uma demanda crescente, especialmente no Sul e Sudeste, por conta da nova tendência é a nordestina tapioca. A farinha extraída da mandioca não contém glúten, ingrediente que vem sendo retirado da dieta tanto de pessoas que sofrem de intolerância quanto daquelas que querem emagrecer.

Quem decide suprimir alguma ou todas essas substâncias do cardápio, entretanto, enfrenta a dificuldade de diversificar os produtos que vão à mesa. Surge, então, oportunidades para empresas que se propõem a realizar uma curadoria para esses grupos, como é o caso do Clube do Zero. No modelo de assinatura, a empresa aberta há apenas 10 meses entrega na casa de seus clientes cinco opções de caixinhas com alimentos: “zero açúcar”, “zero glúten”, “zero lactose, “zero glúten e zero lactose” ou um mix das três primeiras categorias. Esta última é a única cujo público-alvo são pessoas que não são intolerantes às substâncias, apenas gostariam de reduzi-las por considerá-las pouco saudáveis.

Após menos de um ano de atuação, o Clube do Zero já conta com 800 assinantes ativos espalhados por 23 estados e o Distrito Federal. O preço da caixinha é de R$ 59,90. “Passamos oito meses estudando o mercado, quando decidimos abrir um negócio. Buscávamos levar melhoria à vida das pessoas com uma empresa que tivesse um lado social. Hoje, temos muito orgulho porque nossa caixinha chega até à Amazônia, a uma casa em que a entrega acontece apenas por barco”, conta Walfrid.

Informação é peça chave
A expectativa dos sócios é audaciosa: chegar a um número dentro da faixa de três mil a cinco mil assinaturas até o fim deste ano. Nos próximos dois meses, a empresa dobrará a equipe – hoje formada por três sócios e cinco funcionários – e o espaço do escritório. “Mais de 90% de nossos clientes são mulheres, que têm dificuldade de encontrar produtos que respeitem essa restrição e sejam confiáveis. Temos recebidos feedbacks de muitas pessoas que acabaram de ser diagnosticadas com a intolerância e só conhecem cerca de sete alimentos que podem ingerir sem preocupação”, conta o Sócio do Clube do Zero.

A informação é ainda mais estratégica para as empresas que buscam atuar no mercado do bem-estar e da saudabilidade. O destaque nas embalagens dos atributos favoráveis à saúde são fundamentais para turbinar as vendas. Em pesquisa da Nielsen realizada em 2014, três quartos dos respondentes globais afirmaram que leem os rótulos com cuidado. Cabe aos fabricantes oferecer informações claras e fáceis de serem compreendidas nesta mídia. É importante ainda que a informação seja verdadeira, já que existe muita desconfiança por parte das pessoas nos dados impressos.

Nos saquinhos dos biscoitos Aruba, vê-se em letras grandes as referências à inexistência de glúten, lactose, conservantes e aromatizantes. Na origem da empresa, há pouco mais de quatro anos, os sócios buscaram a parceria com nutricionistas para identificar quais eram as substâncias às quais as pessoas eram mais intolerantes e que podem fazer mal à saúde delas. Chegaram então a esses quatro elementos. Uma das peculiaridades do produto é a substituição da farinha de trigo por uma variante feita de arroz e feijão branco.

Saudabilidade e sabor podem andar juntos
Apesar do apelo saudável, a empresa faz questão de deixar claro que não abre mão do sabor em seus produtos. O posicionamento da marca faz menção a uma “alimentação com equilíbrio e bom humor” e defende que “para ser saudável, não precisa ser chato”. Seu objetivo é não focar apenas nas pessoas que sofrem com intolerância e, assim, expandir seu mercado. A fabricante conquistou um crescimento de 150% de 2013 para 2014, com a expectativa de saltar 250% em 2015, com o lançamento de três linhas novas previstas para abril.

A opção de snack atrai os consumidores com os apelos de praticidade e saudabilidade. É importante considerar que as pessoas querem se alimentar melhor, mas continuam sem tempo. “Nós não somos naturebas, prezamos pelo sabor e pelo prazer. Não aceitamos tirar o ovo e o açúcar da composição, por exemplo. Estamos sempre atrás desse equilíbrio”, ressalta Alexandre Cunha, Diretor Comercial e de Marketing da Aruba, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O preço médio do biscoito é de R$ 5,00, mas pode variar de R$ 3,90 a R$ 7,50 de acordo com a margem de lucro praticada pelo varejista. A logística de distribuição dos produtos neste mercado saudável também conta com peculiaridades. As marcas buscam levar seus produtos não apenas para os supermercados convencionais, mas especialmente para lojas especializadas, muito buscadas pelo público-alvo.

 

Importância do varejo especializado
Segundo a pesquisa da Nielsen, 64% dos respondentes globais afirmam que adquirem os mantimentos diferenciados em lojas alternativas. Em mercados em que há conscientização em relação aos benefícios dos alimentos saudáveis, esse índice é maior: 73% na Ásia-Pacífico, 79% na África e Oriente Médio e 71% na América Latina.

O segmento já conta com marcas fortes, como o norte-americano Whole Foods, rede de supermercado de alimentos naturais e orgânicos que está espalhada por grande parte dos Estados Unidos, e o brasileiro Mundo Verde, criado na década de 1980, sendo um dos pioneiros no conceito de saúde e bem-estar. Há ainda inúmeras delicatessens e outras pequenas unidades premium dedicadas e este mercado.

No meio online, também já há lojas virtuais especializadas, como a Natue, lançada em 2012. O site conta com mais de cindo mil produtos e conta com uma equipe de 75 funcionários. Neste canal, como não há vendedor, as descrições dos produtos e as informações veiculadas sob a forma de artigos e receitas são fundamentais para passar credibilidade ao consumidor. O portal atende, principalmente, a pessoas que não têm tempo de ir ao varejo físico procurar e adquirir produtos e buscam comodidade.

Demanda por produtos cresce em ciclos
Um dos desafios desses pontos de venda é encontrar o portfólio ideal de ofertas e se atualizar sobre as novas demandas. “Tivemos o ciclo do óleo de coco, da goji berry e dos produtos sem glúten, uma febre que agora parece caminhar para a consolidação. Essas ondas estão relacionadas ao comportamento dos consumidores, ao qual estamos sempre muito atentos. Olhamos para os mercados europeus para observar movimentos que podem chegar aqui, porque eles costumam surgir no exterior primeiro” diz Fabio Takayama, CEO da Natue, empresa brasileira pertencente ao grupo global Nu3, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Já a Empório da Papinha optou por combinar lojas da marca com a presença em outras varejistas. A fabricante vende alimentos para bebês feitos com ingredientes naturais e orgânicos. O processo de ultracongelamento evita a necessidade de uso de conservantes e preserva o sabor e o aroma dos alimentos. A marca oferece uma alternativa saudável às mães que não querem dar alimentos pasteurizados aos filhos, mas não têm tempo para ficar na cozinha preparando as papinhas diariamente.

O produto está disponível em 15 estados, além do Distrito Federal. Inaugurada em 2009, a marca conta hoje com 20 pontos de venda, administrados por parceiras licenciadas. “A ideia da empresa surgiu quando eu fazia comida para a minha filha, à noite, depois de uma rotina de trabalho e estudo. Nesse tempo que eu permanecia na cozinha, deixava de aproveitar brincando com ela. Percebi que muitas mulheres deviam passar pelas mesmas dificuldades que eu”, conta Maria Fernanda Thomé de Rizzo, Sócia e Fundadora da Empório da Papinha, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Disposição em pagar mais
O público-alvo da marca pode ser dividido em dois grupos principais. Um é composto por mães que consomem produtos orgânicos e querem levar essa qualidade de alimento para seus bebês. Outro é formado por mulheres que não têm tempo de fazer a papinha em casa, mas querem oferecer aos filhos uma comida caseira, natural, em vez da industrializada produzida por fabricantes tradicionais do setor. Esses compradores não estão preocupados em pagar R$ 1,00 ou R$ 2,00 a mais por embalagem, pois entendem o valor de um produto saudável.

Embora não seja especializada em itens destinados aos pequenos que sofrem de restrições alimentares, a empresa já notou a crescente procura de mães que buscam essas soluções. Por isso, no site da marca, ícones sinalizam os produtos que são vegetarianos, que contém glúten e que contém leite e derivados. “Triplicamos de tamanho de 2013 para 2014 e pretendemos duplicar em 2015. Não sei se a crise econômica nos permitirá atingir esse crescimento, mas acredito que sim, porque até o momento não senti os impactos dela. A mãe costuma cortar gastos para ela, mas não para os filhos”, analisa Maria Fernanda.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 10/03/2015

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Pontofrio.com oferece navegação por ambientes decorados

Já é possível visitar ambientes completamente decorados no site Pontofrio.com. O e-commerce acaba de lançar um serviço que permite que os consumidores vejam os produtos inseridos nos espaços reais. A iniciativa leva a uma nova experiência de compra, facilitando a percepção dos clientes sobre o item escolhido, como acontece em lojas físicas. Todos os produtos utilizados para montar o cenário poderão ser adquiridos pelo portal – de móveis a artigos de decoração.

No total são 13 ambientes decorados e, em breve, os espaços chegarão a 40 opções de decoração entre clássica, moderna e retrô. Para a direção da empresa, esta venda coordenada de produtos, em sintonia com cada ambiente, oferece aos consumidores a oportunidade de conhecer mais sobre o portfólio disponível no Pontofrio.com e fazer combinações que não seriam tão intuitivas anteriormente.

Ponto Frio, e-commerce, experiência de compra

Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 09/03/2015

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Consumidores aprovam relacionamento de marcas via WhatsApp

Os brasileiros estão abertos a receberem conteúdo relevante das marcas pelo WhatsApp. É o que mostra pesquisa inédita sobre Hábitos de Uso da ferramenta realizada pela eCGlobal Solutions em parceria com a eCMetrics. O levantamento mostrou que o aplicativo é um importante instrumento de relacionamento das empresas com seus clientes. Entre os entrevistados, 64% gostariam de receber ofertas e promoções, 45% adorariam receber conteúdo exclusivo e 28% gostariam de receber vídeos divertidos da marca. O WhatsApp tem mais de 38 milhões de usuários ativos no Brasil.

Segundo a pesquisa, 21% dos usuários costumam checar novidades no WhatsApp a cada cinco minutos e 33% abrem o aplicativo assim que recebem uma notificação. A utilização do aplicativo também não se limita ao uso pessoal, sendo muito aproveitado também para fins de trabalho: 38% usam o WhatsApp para ambos os objetivos. Sobre os tipos de conteúdo que mais gostam e tendem a compartilhar com outros usuários no WhatsApp, 67% repassam conteúdo de humor, 54%, informações relacionadas ao dia-a-dia, 41%, mensagens positivas / motivacionais e 18%, conteúdo de teor adulto.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 a 18 de fevereiro de 2015, com 392 usuários de smartphone no Brasil, por meio do eCInstant, plataforma inteligente e “self-service” de pesquisa de mercado para obtenção de rápidos resultados.

Por Roberta Moraes, do Mundo do Marketing | 04/03/2015

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