Arquivo mensal: dezembro 2014

7 estratégias de Marketing que se consolidaram em 2014

Na Era da internet, tudo muda muito rapidamente: o comportamento e as prioridades dos consumidores e, consequentemente, os desafios que surgem diante das empresas. Algumas estratégias tornaram-se peças chave para marcas inovarem na forma como lidam com seus clientes ao longo de 2014.  As ferramentas não são novas, mas se consolidaram, alcançando um número maior de companhias neste ano.

Os food trucks e drones rapidamente se espalharam por diversas cidades, dando mobilidade ao serviço de restaurantes e à entrega de produtos. Já a Copa do Mundo favoreceu os investimentos em Marketing esportivo. Durante o evento, as ações de Real Time Marketing, que comentavam os acontecimentos e os resultados dos jogos nas redes sociais, também ganharam força. Conheça mais dessas e de outras estratégias que ganharam corpo ao longo do ano, descritas em ordem aleatória.

Design Thinking
Nenhuma marca mais tem dúvida do poder que está nas mãos de consumidores, que não hesitam em ir ao Reclame Aqui e às redes sociais contar experiências ruins com produtos e serviços. Eles também já não estão mais satisfeitos em aceitar as ofertas de modo passivo, querem ter voz e poder de influência naquilo que compram. Muitas companhias perceberam na metodologia do Design Thinking um modo de tirar suas próprias verdades e demandas do centro para colocar o cliente nessa posição privilegiada.

Esse novo modelo mental de solução de problemas busca desconstruir todas as respostas que o mercado já dá aos desafios diários, vai a campo vivenciar o que realmente falta à experiência das pessoas e escolhe alternativas, que são prototipadas e testadas a todo o momento, para minimizar riscos. Todas as fases favorecem que o pensamento criativo aflore entre aqueles que foram escolhidos para desenvolverem o projeto, equipes essas que costumam e devem ser multidisciplinares. Positivo, Natura e Coca-Cola são algumas das empresas que já adotaram a metodologia em seus projetos.

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Marketing esportivo
O país do futebol sempre deixou muito a desejar quando o assunto é Marketing esportivo. Os investimentos ainda ficavam restritos à visibilidade da marca na camisa dos atletas e nas arenas esportivas. Mesmo com o pessimismo gerado pelo movimento do “não vai ter copa” surgido durante as manifestações de 2013, a realização do mundial no Brasil serviu de aprendizado para as empresas, tanto com ações que deram certo, quanto com outras que não se saíram tão bem assim.

No ranking das marcas mais associadas ao campeonato, organizado pela Hello Research, a Coca-Cola ocupou a liderança, seguida pela Nike, que não é patrocinadora do evento, mas da Seleção Brasileira. A marca de refrigerantes montou um ambiente com experiência sensorial a poucos metros de um dos portões do Maracanã, estádio do Rio de Janeiro, com imagens, essências e sons que remetiam ao torneio de futebol. A criação do espaço é da Plusmedia.

A Nike também investiu em um ambiente voltado para os amantes do futebol, a Casa Fenomenal. Os visitantes tinham a oportunidade de vivenciar experiências como calçar as recém-lançadas chuteiras de cano médio Magista e Mercurial Superfly, sendo desafiados por um painel digital a completar exercícios. Para demonstrar seu apoio à equipe, os visitantes tinham à disposição um estúdio fotográfico e a camisa canarinho, para que cada um pudesse tirar sua foto. O registro era enviado ao time de Felipão como forma de motivação.

Um ponto fraco das marcas em geral foi a lenta resposta, nas redes sociais, à derrota da Seleção para a Alemanha, por sete a um. Os aprendizados devem ser aplicados em 2016, quando as companhias voltarão a aproveitar o momento esportivo durante as Olimpíadas. Segundo especialistas, as patrocinadoras já deveriam ter iniciado as ações ainda este ano, logo após o fim da Copa, mas pouco ainda é visto no mercado.

Real Time Marketing
A Copa do Mundo favoreceu também os investimentos em Real Time Marketing. A Coca-Cola e o Itaú foram dois dos patrocinadores que montaram estruturas voltadas para as respostas rápidas e conversas nas redes sociais. Essas equipes precisaram lançar mão do improviso e da criatividade para aproveitar o timing dos comentários e o hábito multitela dos espectadores dos jogos.

A bola fora do jogador uruguaio Luís Suarez, que mordeu o zagueiro italiano Giorgio Chiellini durante o mundial, foi um prato cheio para marcas ao redor do mundo explorarem ações em tempo real, mesmo as que não tinham qualquer relação com o evento. A Negresco enviou uma caixa com várias unidades do biscoito para o jogador. O propósito era dar ao atleta outra opção mais gostosa para que ele pudesse morder nos quatro meses em que ficaria suspenso. Um vídeo elaborado pela Publicis Brasil mostrou o preparo de envio. Assista:

Drones
As pequenas aeronaves não tripuladas também se tornaram ferramentas de Marketing, sob controle de empresas, durante o ano de 2014. O termo drone, usualmente mencionado em discursos militares, foi parar no vocabulário corporativo. A Skol aproveitou a tecnologia para mostrar ao público imagens do carnaval registradas de um novo ângulo. A empresa utilizou o aviãozinho para captar momentos dos seis dias de folia em diversas cidades brasileiras.

Já a Tecnisa incluiu o uso de drones em suas obras para registrar o andamento das construções e oferecer aos clientes a possibilidade de acompanhar os trabalhos por meio de fotos e vídeos aéreos. A franquia de padaria drive-thru Pão To Go começou a testá-los no seu serviço de entrega. O pão francês e outros produtos chegaram à casa dos clientes por meio de aviões não tripulados comandados por controle remoto.

A camisaria Colombo, por sua vez, levou manequins para as alturas para divulgar as promoções da Black Friday. A marca promoveu um verdadeiro desfile de moda aéreo na Vila Olímpia, em São Paulo. Tanta adesão acabou chamando a atenção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que é responsável por controlar o espaço aéreo. Ainda são poucos os drones que têm licença para voar e falta regulamentação para o uso das aeronaves. Assista ao resultado da ação da Colombo.

Food Truck
Já os food trucks receberam liberação para rodarem em São Paulo este ano e já tomaram a cidade com pratos gourmet. A nova legislação abriu caminho para as marcas apostarem nos restaurantes sobre rodas. Eles se assemelham à tradicional comida de rua apenas em sua localização. O cardápio reúne ingredientes premium e refeições reconhecidas da gastronomia de diversos países, indo do tradicional ceviche peruano, aos hambúrgueres gourmet, paellas e sanduíches espanhóis com ramón (presunto).

No Rio de Janeiro, ainda sem regulamentação específica, permanecem restritos a eventos especializados, localizados em áreas privadas, como o Planetário e estacionamentos de supermercados. Para impactar o público e atrair para a experimentação ainda no primeiro contato, os empreendedores adotam identidades visuais chamativas, inusitadas e alinhadas com os produtos vendidos. A ideia é que o carro, principal ativo da empresa, já sirva de divulgação por si só.

Inbound
Os investimentos em inbound Marketing também se consolidaram ao longo de 2014. A estratégia utiliza conteúdos explicativos e várias vezes didáticos para qualificar futuros clientes e identificar a melhor maneira de atingir cada público relacionado à empresa. Essa personalização da informação começa a substituir a abordagem conhecida como outbound Marketing, que foca em comunicação massiva.

Especialmente as pequenas e médias empresas, mas não só elas, enfrentam dificuldades na hora de prospectar clientes, buscando primordialmente as pessoas conhecidas – o que pode não ser suficiente para assegurar um projeto de expansão sólido. Há formas, entretanto, de atrair interessados nos produtos e serviços ofertados por meio da geração de conteúdo estratégico.

A Samba Tech, plataforma de gestão profissional de vídeos, reformulou seu processo de vendas no início deste ano e alcançou um crescimento de 80% na base de clientes e 40% na receita no primeiro semestre, se comparado ao mesmo período de 2013. A empresa trabalha agora para atrair leads qualificados e aumentar as conversões finais.

Mídia programática
Ao colocar relevância e performance em posição de destaque, a mídia programática deslanchou, ao longo de 2014, ao fazer com que peças apareçam no momento certo para o consumidor certo. O leilão de espaços publicitários virtuais já é conhecido tanto por anunciantes quanto agências e mostra-se atrativa na busca incessante por retorno sobre investimento (ROI).

A compra pautada em métricas permite às marcas alcançar os perfis mais suscetíveis às ofertas. Com a prática, surgiram novas siglas no vocabulário da área, como RTB, DSP e DMP. O primeiro, real-time bidding, ou compra em tempo real, denomina essa forma de adquirir os espaços nos leilões. Já demand-size platform (DSP) nomeia a plataforma que permite as compras por perfil e comportamento de usuário. E o data management platform (DMP) é responsável por reunir os dados de páginas e de audiências.
Essa venda programática ajudou a simplificar o operacional do digital, que sempre foi muito complexo. Numa única plataforma, passou a ser possível comprar e vender. Segundo previsão da empresa de pesquisa eMarketer, a adesão deve movimentar US$ 70 milhões até 2017.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 22/12/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/32497/7-estrategias-de-marketing-que-se-consolidaram-em-2014.html

A importância do planejamento no ecommerce

Como consultoria isenta de exclusividades com qualquer fornecedor de qualquer solução para o desenvolvimento, implantação e gestão de uma operação de e-commerce, auxilio as empresas na escolha do melhor parceiro que atenda o objetivo estratégico definido durante a etapa de planejamento.

Ao contrário do que muitos pensam implantar um e-commerce envolve uma grande quantidade de áreas ou empresas. Áreas no caso de internalizar e empresas, no caso, de terceirização. Ou seja, o “ecossistema” do e-commerce é bem complexo e envolve muitas frentes…
Para a implantação de um e-commerce padrão, sem muita inovação, uma empresa necessita de no mínimo, os seguintes fornecedores:

Plataforma de vendas – ERP – Agência digital – Agência de performance – Gateway e Pagamento – Anti Fraude – Certificado digital – Estúdio fotográfico – Cadastro de produtos – Operador logístico – Sistema de Atendimento ao Cliente

Complicado, não?

Para cada uma dessas soluções, existem inúmeros fornecedores. Como escolher o melhor para a sua empresa?

Na grande maioria das vezes o fator de decisão é preço e em 100% das vezes que isso acontece o resultado é o mesmo. Retrabalho! Pagar o dobro! Ninguém gosta de retrabalho e muito menos de gastar por isso.

Como não cair nessa armadilha? PLANEJAMENTO!

Essa deve ser sempre a primeira etapa do projeto. Planejar, permite identificar o que se quer realmente com o e-commerce, definir os objetivos estratégicos da empresa, a proposta de valor do canal, quem são seus concorrentes, quais suas forças, suas fraquezas, quais oportunidades e quais ameaças, como alcançar esse objetivo, como se diferenciar, qual o plano financeiro para atingir esses objetivos estratégicos e principalmente quando e de que forma acontecerá o retorno desse investimento.

Definir qualquer fornecedor antes de finalizar esse planejamento é dar um tiro no escuro.
Para cada resposta que o planejamento trouxer, um fornecedor específico será a melhor opção para atender o modelo e não o contrário.
Não faz sentido deixar que as soluções que vão prestar serviço para a empresa definam como a empresa vai funcionar.

Outro ponto muito importante é não subestimar nenhum dos processos e achar que, por exemplo, o fornecedor de cadastro pode ser qualquer um, ou o de estúdio de fotos, ou sistema de atendimento ao cliente. Cada fornecedor tem sua importância no sucesso de um e-commerce e uma escolha mal feita ou pautada em preço faz com que todo o investimento feito com os demais fornecedores, por melhores e mais caros que sejam não entregue o resultado esperado e comprometa todo o trabalho.

Esse ano, nós apoiamos os principais players do mercado na definição ou redefinição da estratégia. Do planejamento. Temos certeza que esse é o caminho, e o sucesso de nossos clientes reforçam nossa crença nesse modelo.

Tudo na vida começa com planejamento.
Uma simples ida ao supermercado sem planejamento compromete suas compras e seu bolso. Uma viagem sem planejamento compromete sua diversão, e seu bolso.
Uma ida a um restaurante sem planejamento é garantia de horas de espera.

Sua empresa não existe sem planejamento e com certeza, seu e-commerce também não existirá.

Após todo esse trabalho é necessário fazer com que o plano se cumpra e para que ele funcione é necessário que ele possua no mínimo, boa comunicação, monitoramento, definição clara de metas e objetivos, definição da frequência das reuniões estratégicas e de gestão e envolvimento da equipe.

Se você já possui um e-commerce, aproveite o final do ano e repense seu planejamento para 2015! Se não possui e deseja colocá-lo no ar, pense nisso.

Como sempre digo: Não é e-commerce. É VAREJO
Boas festas.

Luiz Felipe Ennes (felipe@gsecomm.com.br) sócio responsável pela área comercial da GS&ECOMM.

18/12/2014 – http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/e-commer/a-importancia-do-planejamento-no-ecommerce

Venda Direta vive novo momento com e-commerce e mídia social

Adesão oferece ganho logístico e de escala aos consultores e às empresas, ampliando o círculo de relações que é motor das transações entre marcas e clientes

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 02/12/2014

Desde o século XVIII, quando enciclopédias eram levadas porta a porta, o setor de vendas diretas se vale do relacionamento interpessoal como motor das transações entre marcas e clientes. Mais de 200 anos depois, a troca de experiências e informações entre as pessoas está mais intensa do que nunca, mas curiosamente impõe desafios para a adequação das companhias que atuam nesse mercado. Empresas como Natura, Avon, Mary Kay e Herbalife mergulham hoje no mundo virtual para manterem esse que sempre foi o seu principal diferencial estratégico.

Houve o momento em que parte do mercado acreditou que a o e-commerce fosse vencer as vendas diretas, mas as marcas já perceberam que a internet é, na verdade, uma importante aliada para o setor – se bem utilizada. Ao se adequarem ao novo comportamento do consumidor, que deseja ter a conveniência ao adquirir bens sem precisar sair de casa, as companhias de vendas diretas ganham em escala, em logística e na obtenção de dados dos clientes, em tempos de Big Data.

O círculo social dos consultores cresce com a adesão às redes sociais e, com isso, as vendas também tendem a aumentar. Os pedidos chegam mais rapidamente às empresas, que passam a ter dados dos clientes finais, que antes ficavam restritos aos revendedores. “Na década de 1960, as mulheres estavam em casa e, nas de 1970 e 1980, estavam no trabalho. Hoje, não estão necessariamente no escritório, mas em aeroportos, na estrada, em casa. Temos que ir aonde elas estão”, diz David Holl, CEO da Mary Kay, que participou de painel do último congresso mundial do setor.

Ganhos nas redes sociais O mercado de vendas diretas faturou, em 2013, R$ 41,6 bilhões no Brasil, valor 7,2% superior à receita do ano anterior e também acima do crescimento do restante da economia. Ainda assim, as empresas e os revendedores já perceberam que não podem ficar parados no tempo. Os consultores já enxergam o potencial das redes sociais para o aumento das transações e vêm utilizando o canal de formas variadas.

Uma delas é a postagem de mensagens em grupos do Facebook especializados em algum tema, oferecendo um produto, um desconto e um e-mail para envio de pedidos. Parte dos revendedores também já conta com uma página dedicada aos negócios no site de Mark Zuckerberg. Nela, são postadas atualizações de itens e é disponibilizada, por vezes, uma loja online.

Enquanto a força de vendas avança, algumas companhias ainda deixam a desejar. Em foruns e grupos nas redes sociais, muitos usuários buscam informações sobre experiências no setor de vendas diretas. A maioria tem interesse em se tornar consultor e não sabe quais caminhos percorrer ou quais são os reais retornos sobre os investimentos. Um levantamento qualitativo realizado pela GFK, no entanto, mostrou que as companhias do setor ainda pouco exploram esses canais para se aproximar dos possíveis parceiros e esclarecer dúvidas.

Adoção do e-commerce A adesão não se restringe às redes sociais. Aos poucos, as marcas se rendem ao e-commerce, montando lojas online para seus produtos. O desafio, neste momento, é não diminuir a importância e a renda dos consultores. Em geral, a saída encontrada é fazer com que cada revendedor tenha a sua página, na qual os clientes podem comprar. O setor está atrás de uma fatia dos R$ 28,8 bilhões movimentados pelo comércio online no Brasil, em 2013, segundo a E-bit.

Existe ainda a tendência de os consultores encontrarem clientes cada vez mais munidos de tablets e smartphones, gadgets que começam a serem usados como alternativa ao catálogo impresso e para realizar pagamentos. A tecnologia facilita a cobrança por cartão de crédito. Hoje, os revendedores ainda estão presos aos pagamentos em dinheiro ou cheque quando realizam vendas pessoalmente. Dessa forma, o e-commerce passa a auxiliar a venda direta, em vez de suprimi-la, como muitos temeram alguns anos atrás.

A tecnologia também tende a ajudar no treinamento dos revendedores, parte fundamental do sucesso de uma empresa de venda direta. “A tecnologia pode empoderar e habilitar a força de vendas. Quando os revendedores não tem uma resposta, não raro, inventam. Agora, podemos ter plataformas com todas as informações sobre os produtos e serviços. Esse é o próximo nível do treinamento”, ressalta Doug Devos, Presidente da Amway, que também participou do congresso e acaba de assumir a presidência da Federação Mundial de Associações de Vendas Diretas (WFDSA na sigla em inglês).

Plataforma online para treinamentos A Herbalife é uma das marcas que já se vale dos recursos virtuais para diversas finalidades. A empresa oferece treinamentos online para seus consultores em uma plataforma de e-learning, além dos presenciais e das comunicações impressas que acompanham os pedidos. A web também trabalha à favor da ação “Eu sou Herbalife”, que busca converter consumidores em consultores e reforçar o sentimento de orgulho de fazer parte da marca, a proximidade entre a empresa e seus revendedores e os valores éticos que esses parceiros devem carregar ao representarem a companhia.

A internet também funciona como um canal para troca de informações entre os consultores e a multinacional, que costuma desenvolver produtos específicos para os mercados locais. “Temos a ferramenta interna chamada de canal inteligente, online, do consultor com os departamentos da Herbalife. Conforme as solicitações vão se tornando mais frequentes, começamos a pesquisar para validar as informações e lançar novas ofertas”, afirma Jordan Rizetto, Diretor de Marketing e Vendas da companhia, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Um dos sabores criados para o Brasil, país onde a empresa especializada em produtos nutricionais está presente desde 1995, foi o shake de milho verde. A novidade tem no Nordeste seu principal mercado de venda. A Herbalife conta com 300 mil consultores no Brasil, sendo parte deles clientes que se cadastram para se beneficiarem dos descontos. A companhia conta também com 15 filiais e oito centros de distribuição no território nacional.

Plataformas online unificadas Além da plataforma de treinamento online, os consultores também têm disponível uma ferramenta para a criação de websites próprios, dentro da identidade da companhia. Há ainda um uso intenso das redes sociais, que se tornaram um instrumento importante para os revendedores. A empresa acompanha de perto as interações por esses canais, já que são importantes tanto para a geração de leads quando para a construção de marca.

Não há, entretanto, regras específicas para essa atuação. As normas do código de ética valem também nas plataformas sociais. “Trata-se de um ambiente muito novo ainda e estamos aprendendo a lidar com ele. Buscamos fazer um acompanhamento intenso, e os próprios consultores acabam se policiando também. São raros aqueles que não tem uma fanpage no Facebook, uma conta no Twitter ou no Instagram, que tem ganhado bastante espaço”, diz Rizetto.

A Mary Kay também busca garantir uma unidade e coerência no discurso da marca, mesmo enxergando as consultoras como independentes em suas atividade. A companhia de beleza conta com mais de três milhões de pessoas distribuindo seus produtos em 35 países. No Brasil, essa força de vendas chega a 290 mil empreendedoras. Elas já entenderam que as redes sociais são um excelente canal para fazer negócios.

Importância da simplicidade nas ferramentas A empresa acredita que as consultoras sabem melhor do que ninguém como vender para suas amigas, familiares e conhecidas e, por isso, busca apenas auxiliá-las de modo a garantir consistência de marca. “Preferimos, por exemplo, que elas entreguem mais do que prometeram. Entre as nossas orientações, está a de não inventar funcionalidades para o produto. Ajudamos também com informações sobre como elas deveriam manter essa página no Facebook e que tipo de conteúdo deveria ser publicado ali”, aponta Shana Peixoto, Diretora de Marketing da Mary Kay no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outro grande desafio para o setor é o de simplificar as ferramentas para conquistar a adesão da força de vendas, sem sobrecarregá-la. As consultoras que ingressam na rede da Mary Kay foram atraídas pela oportunidade de vender batons, cremes para a pele e outros cosméticos e não para se tornarem experts em tecnologia. A Mary Kay entende que, quanto mais tempo elas permanecerem aprendendo a usar as plataformas, menos esforços estarão direcionados para a sua principal atividade.

Há ainda que se considerar o amplo espectro de pessoas parceiras da marca, que compreende diferentes perfis, faixas etárias e classes sociais. “Buscamos oferecer uma plataforma simples, que seja parte da vida delas, senão sabemos que as consultoras não a adotarão. Quando pensamos em novas ferramentas, buscamos oferecer algo fácil de usar e que tenha relação com o dia a dia da atividade dela”, resume Shana.

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/32325/venda-direta-vive-novo-momento-com-e-commerce-e-midia-social.html

Usuários mobile preferem comprar aos domingos

O novo relatório da Opera Software revela como consumidores globais usam seus aparelhos móveis para fazer compras online. O levantamento detalha as tendências de compras móveis de acordo com época do ano, dias da semana e localização geográfica, além de destacar os principais sites e anunciantes para esta plataforma durante o final do ano.

“O mobile commerce se tornou uma grande força nos mercados globais. E, com a temporada de compras de final de ano se aproximando, vemos uma aceleração de aquisições via dispositivos móveis”, afirma Larry Moores, vice-presidente para relatórios e analíticas de consumidores móveis do Opera Software.

“Na América Latina, vemos amplas oportunidades para os sites de e-commerce e classificados online investirem cada vez mais no ambiente móvel. Afinal, consumo a partir de celulares e tablets vem aumentando consideravelmente. No Brasil, por exemplo, três dos 15 sites mais visitados através do Opera Mini pertencem a essas categorias”, Sabrina Zaremba, gerente da Opera Software para América Latina. O ranking dos principais sites brasileiros segue esta ordem: UOL, Globo, Tim App Shop, Abril, Vagalume, Letras, Mercado Livre, OLX, IG, Baixaki, TechTudo, Bom Negócio, Softonic e Click RBS.

Este cenário reforça o crescimento do mobile dentro do segmento de compras online e, apenas durante o primeiro semestre do ano, esta modalidade representou 7% do total de transações de e-commerce, de acordo com dados do e-Bit.

Compradores móveis são mais ativos aos domingos

Ao contrário do tráfego para sites de e-commerce a partir dos desktops, com pico às segundas-feiras e que segue mais forte nos dias da semana do que aos finais de semana, o tráfego de compras móveis se concentra fortemente aos domingos. Uma das explicações possíveis é que muitos consumidores utilizam seus aparelhos móveis para pesquisar produtos durante o final de semana, para revisitar e concluir a compra quando voltarem a suas mesas na segunda-feira. O dia com menos tráfego de compras online é sexta-feira.

Junho apresenta o maior volume global de tráfego para sites móveis de compras

A temporada do Natal é a época mais ativa para as compras nos Estados Unidos, Europa e América Latina. Entre novembro e fevereiro, os Estados Unidos apresentam um crescimento mais de 15% superior às médias mensais de volume de compras. A Alemanha também apresenta aumentos expressivos em relação ao número de compradores entre novembro e dezembro, 28% a mais em relação a sua média anual. Na Ásia, no entanto, o mês de pico de volume é março, seguido de perto por julho. Isso se deve, em grande parte, ao início do Ramadã, entre final de junho e julho deste ano.

Ao analisar os dados de forma global, o mês com maior tráfego móvel é junho. Já fevereiro apresenta maior tráfego móvel principalmente para aqueles compradores ávidos (cujo comportamento móvel indica terem um forte interesse em comprar).

Amazon e eBay dominam o tráfego móvel de compras

Nos Estados Unidos, a Amazon lidera o grupo em compras móveis, com 36,3% do mercado em termos de volume de tráfego. Em segundo lugar, o eBay aparece com 16% de participação no mercado, seguido do Craigslist com 11,5%. Entre os grandes varejistas que oferecem vendas online, Walmart tem o maior volume de tráfego, seguido por Target e Sears. Outros varejistas norte-americanos que apresentam um aumento no tráfego móvel em novembro são Walgreens, Lowe’s, Macy’s, Kohl’s, Barnes & Noble, Kmart e Nike.

Em escala global a Amazon mantém a liderança, mas há alguns novatos que assumiram posições de forte liderança na Ásia, como FlipKart na Índia e Berniaga na Indonésia. Na América Latina, o MercadoLibre emerge como um dos principais destinos de compras móveis.

Na China, o Alibaba é um participante importante a ser observado, conforme os mercados de compras online amadurecem. Marcas de jogos, computadores e eletrônicos estão anunciando com força em outubro e novembro deste ano.

A maioria das impressões globais da plataforma de publicidade móvel Opera MediaWorks veio de campanhas de publicidade de jogos, seguidos por computadores e eletrônicos. No entanto, ao analisar investimentos em publicidade, empresas que vendem serviços para telefones celulares aparecem em primeiro lugar, seguidos por lojas de materiais de construção e bricolagem. Marcas de vestuário e de joias aparecem relativamente em baixa na lista.

O relatório também descobriu quais marcas anunciam mais em cada categoria:

· Roupas e calçados: Belk, New Balance, Burberry
· Varejo: Kmart, Target
· Computadores e eletrônicos: Samsung, Microsoft
· Aparelhos e serviços móveis: T-Mobile
· Joias: Pandora
· Farmácia: CVS
· Jogos: Supercell, GameStop

Varejo Digital – 15 Dez 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/varejo-digital/usuarios-mobile-preferem-comprar-aos-domingos

Propaganda de cerveja e vinho é restringida na TV e no rádio

A  União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passarão a aplicar uma série de restrições às propagandas de bebidas com teor alcoólico igual ou superior a 0,5 grau, decidiu nesta quinta-feira o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Atualmente, as limitações previstas na Lei 9.294/96 valem apenas para bebidas com teor acima de 13 graus, o que excluía cervejas e vinhos.

A decisão entra em vigor 180 dias após a publicação do acórdão. Ainda cabe recurso.

Emissoras de rádio e televisão só poderão veicular propagandas dessas bebidas entre as 21h e 6h, sendo que, até as 23h, a veiculação deverá ocorrer apenas em programas não recomendados para menores de 18 anos.

O TRF também proibiu a associação do produto ao esporte olímpico ou de competição, ao desempenho saudável de qualquer atividade, à condução de veículos e a imagens ou ideias de maior êxito ou sexualidade das pessoas.

É vedada ainda a utilização de trajes esportivos, relativos a esportes olímpicos, para veicular a propaganda de bebidas alcoólicas.

O TRF também determinou que os rótulos das embalagens tragam a seguinte advertência: “Evite o Consumo Excessivo de Álcool”.

Na parte interna dos locais onde são vendidas bebidas alcoólicas deve ser afixada advertência escrita de forma legível e ostensiva de que é crime dirigir sob a influência de álcool, punível com detenção.

marketing – 11/12/2014

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/propaganda-de-cerveja-e-vinho-e-restringida-na-tv-e-no-radio

O que será da comunicação e das marcas daqui a 20 anos?

Meu filho mais novo tem dois anos e nove meses. Apesar de a irmã, de seis, utilizar o tablet para entretenimento durante uma parte da noite regularmente, ele só se interessou pelo gadget há pouco tempo, porque nunca o estimulamos. Quando está com o aparelho nas mãos, o que mais prefere fazer é assistir a vídeos de carros no YouTube. Reconhece o ícone e o acessa normalmente. Se você tem filhos pequenos, sobrinhos ou conhecidos, reconhece a cena imediatamente. Eles apresentam uma desenvoltura nata.

Acontece que, assim como a irmã, o menorzinho já fica irritado e pula os anúncios que são apresentados antes dos vídeos. Arrisco-me a dizer que mais de 90% das campanhas passam direto. Ele simplesmente as ignora. Já aperta o ícone para pular e segue em frente. Uma razão para ele ignorar os comerciais: a maioria não é produzida para o target dele. Alguns poucos são e, raramente, conseguem fisgá-lo. A questão é que, mesmo em uma nova plataforma e diante de um modo diferente de fazer comercial em vídeo, com entrega segmentada, os publicitários e profissionais de Marketing ainda não chegaram ao modelo de efetividade.

Ao mesmo tempo, pipocam tutorais e demonstrativos de produtos. Incrível como ele pula o comercial aos cinco segundos e pode ficar até uma hora inteira assistindo à demonstração de carrinhos, pistas de Hot Wheels e bonecos dos maios variados tipos. Fica claro aqui o que já vem sendo debatido no Marketing há alguns anos. Conteúdo para a marca é muito mais efetivo do que comerciais tradicionais. Ainda que em novas plataformas.

A verdade é que estamos ficando ultrapassados numa velocidade cada vez mais rápida e, o mais crítico: estamos deixando de entender as novas gerações. Sempre li relatos de pais que se surpreendem com a evolução dos filhos diante das novas tecnologias. Eles aprendem e se desenvolvem naturalmente. Pais na casa dos 30 e 40 anos, portanto, jovens, com filhos entre cinco e 12, se reconhecem nestas situações.

Enquanto você fica uma hora tentando entender como funciona um joguinho, em cinco minutos eles já passaram de fase. E aqui está um caminho. Precisamos aprender com os games e com o cinema. Devemos nos aproximar destas indústrias para que nossa comunicação, e principalmente, nossos negócios não se tornem obsoletos diante da nova geração. Depois das redes sociais, dos serviços e do entretenimento, os jogos estão entre os mais usados na internet. São neles que os pequenos passam horas a fio. Os games prendem a atenção e ganham o tempo do novo consumidor, enquanto muitas marcas perdem espaço.

No cinema, o sucesso estrondoso de Frozen também mostra como o entendimento dessa geração mudou, e nenhum outro filme recente conseguiu arrebatar tanto quanto a história das duas princesas. Exatos 20 anos atrás, O Rei Leão era o longa-metragem de animação infantil de maior sucesso. Você se lembra de como era o mundo há duas décadas? Não tínhamos a internet como temos hoje, não tínhamos celulares e smartphones, não tínhamos multiplicidades de canais de venda e mídia. Só em buscas no Google, O Rei Leão apresenta 356 mil resultados, enquanto Frozen tem nada menos do que 444 milhões.

A lista é extensa do que mudou, e os volumes abissais. Em 20 anos, o mundo se transformou rapidamente. Agora imagine como será a comunicação e os nossos negócios daqui a cinco anos. O que estamos vivendo hoje certamente sofrerá mutações. Temos muito pouco indício do que está num futuro distante de, pasmem, cinco anos. Melhor mesmo é se agarrar na base do sucesso de Frozen, que, no fundo, tem uma história de amor e um final feliz. O que não muda é o melhor caminho para enfrentar as mudanças.

postado por Bruno Mello – 05/12/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/canais/editorial/32359/o-que-sera-da-comunicacao-e-das-marcas-daqui-a-20-anos-.html

Com 40 anos, Comfort se reposiciona e fala pela primeira vez com jovem

O Brasil passou por importantes mudanças sociais e demográficas ao longo das últimas décadas, como o aumento dos lares compostos por apenas uma pessoa, dos casais sem filhos e da presença de mulheres no mercado de trabalho. Os novos grupos familiares e comportamentos dos consumidores desafiam as marcas a reverem sua cultura e, principalmente, a forma como se comunicam com o público. Top of mind de sua categoria, o Comfort já compreendeu que, para permanecer na posição nos próximos anos, precisa adequar o seu discurso e começou a trabalhar neste sentido.

Pela primeira vez, a marca desenvolveu uma campanha inteiramente digital. Em vez de se dirigir à mulher, mãe de família, como sempre fez, o interlocutor foi outro: os jovens. O reposicionamento faz sentido: entre 2002 e 2012, o número de pessoas que moram sozinhas saltou de 4,6 milhões para 8,4 milhões, segundo dados do IBGE. Considerando o período desde 1992, o crescimento em duas décadas foi de mais de 300%. Os filhos que saíram da casa dos pais ainda usam o amaciante, mas por conta da indicação de suas mães. A empresa deseja agora estabelecer uma relação mais próxima com a nova geração.

A marca busca não só estar presente nos novos lares, como criar um diálogo com esse consumidor. Para fugir do discurso unilateral e propiciar o engajamento, a companhia optou pela web. “Estamos vendo mudanças nas famílias. Hoje temos pais solteiros, casais sem filhos, pessoas do mesmo sexo vivendo juntas. Nossa intenção é poder dialogar mais do que com as mães. Queremos criar uma forma de Comfort ser visto para além do padrão familiar considerado até este momento. E foi por isso que começamos a adequar o tom e optamos por uma campanha 100% digital”, afirma Diego Colicchio, Diretor de Marketing de Home Care da Unilever, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mudança do storytelling
Para essa primeira conversa, a companhia usou o elo em comum entre ela e a nova geração de consumidores: a mãe. A marca convidou jovens a compartilharem momentos de amor materno. No vídeo de apresentação da campanha, a empresa faz referência a diversas composições familiares, tradicionais ou não. E trata de questões como a reação da mãe à descoberta da orientação sexual do filho.

Prestes a completar 40 anos, o amaciante da Unilever se depara com um de seus maiores desafios: mudar seu storytelling para passar uma nova visão de marca e acessar mais pessoas. “Não queríamos um discurso unilateral, mas um que permitisse ao consumidor conversar de volta com a marca. E o resultado foi melhor do que esperávamos. Foram mais de 100 mil histórias contadas por filhos e por mães. Em 2015, nosso grande desafio será o de consolidar essa nova narrativa, o que não é simples. Demanda criatividade, disciplina e um trabalho extenso de comunicação”, ressalta Colicchio.

A marca de amaciante da Unilever está longe de ser exceção nesse movimento de reposicionamento. “O sabonete Protex também fez uma campanha recentemente mostrando vários formatos de família. A intenção era deixar claro que o produto é para todos. A P&G criou um APP, apostando na mobilidade, com dicas para o consumidor e o Vanish também já está ampliando a sua comunicação para além da dona de casa tradicional”, ressalta Roberto Gondo, Professor de Marketing Estratégico da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Novos produtos
As marcas que atuam nos centros urbanos tendem a alinhar cada vez mais o seu discurso a esse novo comportamento, trabalhando a comunicação voltada para as novas gerações. Esse novo grupo é bem diferente da dona de casa dos anos 1970 e 1980 e não quer perder tempo com os afazeres do dia a dia. Os jovens buscam informações que os ajudem a agilizar a compra e o uso dos produtos. Neste contexto, o caminho se abre também, por exemplo, para os produtos concentrados, no caso de Comfort.

Além de economizar água, a versão do produto oferece melhor custo benefício e ocupa menos espaço nas áreas de serviço e casas menores. A marca aposta em outras linhas para conquistar os novos consumidores. Em 2012, a companhia lançou a linha sensorial, que tem como destaque as novas fragrâncias frutadas. No ano seguinte, a novidade ficou por conta da linha de óleos essenciais.

Em 2015, os esforços da fabricante estarão direcionados para a expansão das vendas das novas linhas, seguindo uma tendência de segmentação dos produtos para diferentes públicos. “Se antes nossas clientes assistiam à novela, agora elas estão conectadas ao celular, a um tablet. Também deixam de ter o papel de dona de casa para assumir atuações profissionais. Elas querem passar menos tempo com os afazeres domésticos. Existe uma transformação em todos os níveis da sociedade, mas principalmente nas mulheres. Hoje, 20% do mercado já buscam as fragrâncias diferenciadas”, analisa o Diretor de Marketing de Home Care da Unilever.

TV desligada ao longo do dia
Embora o amaciante esteja em praticamente todas as casas de seu público-alvo, a fabricante percebeu que não estava falando corretamente com ele. Para se manter na liderança pelos próximos anos, notou a necessidade de realizar a adequações. “Hoje os idosos moram sozinhos e os jovens, quando saem de casa, privilegiam relacionamentos mais passageiros. São solteiros ou casais sem filhos. Todo mundo tem roupa para lavar, tem que amaciar sua toalha, mas a forma como vai adquirir o produto no supermercado muda. Esse consumidor vai rever tamanho, embalagem, novos produtos”, acrescenta Antonio Carlos Morim, Professor de Gestão de Marcas da ESPM Rio, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outra mudança no comportamento dos jovens é o fato de eles estarem ficando por menos tempo em casa. “A nova geração já não assiste mais à TV. Os únicos momentos em que a o aparelho está ligado são pela manhã e à noite. Um reflexo disso é a mudança no perfil dos comerciais neste horário. Outro dia, assisti a uma propaganda de Red Bull no noticiário das 7:15. Outra saída é migrar recursos para a internet”, acrescenta Morim.

Assista ao vídeo de apresentação da campanha de Comfort:

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 08/12/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/32371/com-40-anos-comfort-se-reposiciona-e-fala-pela-primeira-vez-com-jovem.html

Venda direta está distante das boas práticas de sustentabilidade

Os cidadãos do Século XXI já sentem na pele problemas como falta d’água, poluição e congestionamentos urbanos. As consequências geradas por anos de consumo desenfreado levam a sociedade, empoderada pelos canais digitais, a exigir cada vez mais transparência e comprometimento das empresas das quais compra produtos e serviços. As companhias que atuam no modelo de venda direta contam com o grande diferencial de terem como essência a promoção da interação entre pessoas e marcas, mas ainda não se aproveitam desse atributo estratégico de modo adequado.

O setor poderia estar muito mais próximo ao conceito de sustentabilidade, mas hoje ainda restringe suas ações à filantropia. Segundo levantamento da Global Report Initiative (GRI), apenas Avon e Natura, entre as 10 maiores empresas de venda direta no mundo, publicam relatórios periódicos com indicadores de sustentabilidade referentes ao seu negócio, com dados de desempenho e uso de recursos naturais nas atividades. As duas companhias utilizam os padrões de mensuração desenvolvidos pela entidade internacional, o que as coloca no debate mundial.

O mercado está perdendo a oportunidade de se posicionar de forma mais relevante nessa discussão. “Esse é um setor que tem tanto engajamento, tantas conexões e lados positivos , mas que não mede apropriadamente os resultados de seus negócios na área de sustentabilidade. As empresas só usam o conceito no discurso e não encontraram sequer uma linguagem em comum entre elas. As marcas tenderão a ter muita dificuldade em comunicar esse diferencial daqui para frente, e os consumidores vão perguntar”, ressalta Nelmara Arbex, Chief Advisor on Innovation in Reporting da GRI, em entrevsita ao Mundo do Marketing.

Coerência e transparência Os ganhos em credibilidade promovidos por iniciativas sustentáveis são consideráveis. A consistência do comprometimento da Natura com as questões sociais e ecológicas, além da coerência das ações, contribuiu para que a marca fosse a mais valiosa entre as varejistas da América Latina em 2014, segundo o ranking Best Retail Brands. A empresa foi avaliada em US$ 3,156 bilhões. A companhia também apareceu como a única brasileira entre as marcas de cosméticos mais valiosas do mundo, na lista da Brand Finance, também este ano. Ela ficou em 17º no ranking geral, avaliada em US$ 2,465 bilhões.

Entre as iniciativas que garantem consistência ao trabalho da Natura, está o desenvolvimento do Orçamento Socioambiental (OSA), por meio do qual são definidos compromissos para diversos temas e cujos desempenhos são monitorados. Estão no OSA, por exemplo, metas de eduçação para colaboradores e consultores, índices de qualidade das relações com os públicos prioritários, níveis de consumo de água, geração de resíduos e compromissos do Programa Carbono Neutro. Os resultados desses indicadores são acompanhados pela alta gestão e divulgados ao mercado a cada trimestre.

A Natura ainda desenvolve anualmente o relatório com resultados e informações da companhia para o público externo, de acordo com a quarta geração (G4) das diretrizes da GRI. Adota também o modelo internacional para prestação de contas sobre os temas de sustentabilidade, padrão mundial de comunicação proposto pelo International Integrated Reporting Council (IIRC). “As maiores companhias globais de todos os setores seguem essas práticas, mas, no modelo de venda direta, aquelas que o fazem são exceção”, alerta Nelmara.

Vetor de construção do consumo consciente A busca por padrões muito altos de ética e transparência já não deve ser uma opção em nenhuma indústria que queira se manter no mercado nos próximos anos. “A Natura construiu uma marca forte ao buscar sempre a coerência entre valores e crenças e suas ações, seja na produção, na forma como vende os cosméticos ou na relação com os stakeholders. A maioria das pessoas, quando entra em contato com a marca, percebe que discurso e prática fazem sentido”, avalia Alessandro Carlucci, ex-CEO da Natura e ex-Presidente da Federação Mundial de Vendas Diretas (WFDSA na sigla em inglês), em entrevista ao Mundo do Marketing.

A Avon também colhe frutos de uma postura condizente com as boas práticas mundiais em relação à sustentabilidade. A marca é uma das poucas listadas todos os anos na Fortune 500 e tem 90% de reconhecimento na maior parte dos mercados em que atua. A cada segundo, são vendidos quatro batons e duas máscaras produzidas pela companhia no mundo, que tem no Brasil seu principal mercado. É aqui que está instalada a maior operação e onde atua também sua maior força de venda.

O Marketing multinível tem o potencial para se tornar, cada vez mais, um vetor para a construção de um consumo consciente. “O modelo de crescimento vigente desde a Revolução Industrial, que oferece produtos para um consumidor passivo, foi destrutivo para os tecidos territoriais urbanos. A separação entre a vida social e econômica é um dos problemas mais graves nas cidades do mundo, em especial da América Latina. Nao queremos mais templos de consumo, para onde as pessoas se deslocam e depois retornam para o isolamento de seus lares”, analisa Ricardo Abramovay, Professor Titular do Departamento de Economia da FEA / USP, que participou do último congresso mundial de venda direta.

Descentralização das compras O modelo do setor vai justamente na contramão dessa prática de separação territorial – que impõe desafios à gestão dos transportes por exemplo – ao ir ao encontro dos clientes onde quer que eles estejam, inclusive em suas residências. O impacto disso na economia e no bem-estar das pessoas é considerável e precisa ser medido e divulgado para gerar valor para os consumidores.

As relações humanas – características do modelo de negócios do Marketing multinível – ganham valor na nova sociedade que começa a ser construída. “O contexto que surge é diferente do caráter centralizador e hierárquico que dominou o capitalismo e o crescimento do Século XX. A venda direta é um caminho para colocar a economia no interior da relação entre as pessoas, tornando-a regenerativa e descentralizada. O consumo deixa, aos poucos, de ser uma atividade de push das empresas sob as pessoas”, opina Abramovay.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 03/12/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/32339/venda-direta-esta-distante-das-boas-praticas-de-sustentabilidade.html

6 diferentes formas de vender para o novo shopper

A falta de tempo nas rotinas, a construção de novos modelos familiares e a melhoria do poder aquisitivo são alguns pontos que têm afetado as formas de consumo. A adoção de diversas ferramentas de tecnologia por pessoas e empresas leva o modo de comprar a níveis cada vez mais personalizados. Além disso, o grau de exigência do comprador em relação ao produto e serviço almejado está cada vez maior. Para manter o resultado das vendas em alta, as lojas passaram a adotar novas estratégias, a fim de transformar o momento de adquirir algo – seja na unidade física ou onde quer que o cliente esteja – em algo inesquecível.

De acordo com o relatório de 2014 da Deloitte, 85% dos gestores de varejo acreditam que, em cinco anos, os locais de venda serão vistos como locais de experiência. Em função disto, seus vendedores deverão exercer a função de embaixadores das marcas. O comércio passa também a contar com a ajuda de aplicativos que orientam o cliente a otimizar o tempo, tanto permitindo a compra a qualquer hora do dia, como sugerindo itens para o consumidor, antes mesmo que ele sinta a necessidade de tê-los.

1 – Ofertas personalizadas
Em um mundo cada vez mais globalizado, as pessoas entram em contato com diversos indivíduos e querem se autoafirmar com itens diferenciados e feitos para si. Neste ponto, a customização de massa passa a ser uma das estratégias que as empresas podem adotar para cativar o consumidor. Outra possibilidade é levar ofertas para cada cliente, com base no histórico de compras e gostos que ele tem.

O supermercado LoBlaws, do Canadá, lançou um sistema que dispara e-mails diferentes para cada cliente cadastrado em sua base de dados, além de alertá-lo de descontos em produtos que ele já costuma comprar. “As pessoas querem saber o que aquilo pode acrescentar na vida delas e uma mala direta com itens pertinentes tende a ser mais aceita”, conta Gilberto Strunck, Sócio-Diretor da DIA Comunicação, em apresentação no V Fórum de Trade e Varejo da ABA Rio, na ESPM Rio.

A rede varejista canadense também implantou um cartão fidelidade, em que os pontos podem ser trocados por produtos personalizados (como sacolas e camisetas), ou qualquer outro item que esteja disponível em uma loja exclusiva para quem participa desse clube. Quem desejar, pode doar os pontos em forma de dinheiro para a caridade.

2 – iBeacons
O aplicativo criado pela Apple trouxe uma nova possibilidade às lojas de enviarem ofertas diretamente para o celular de cada pessoa que entre em suas unidades. Por um dispositivo de geolocalização que funciona via Bluetooth, a empresa identifica se o clientes está por perto e envia um aviso do que existe de novo na unidade e o que pode ser do interesse dele. Com a própria ferramenta, o usuário pode receber cupons de desconto e efetuar pagamentos.

No Brasil, a adesão do gadget ainda é baixa, mas a tendência é que a procura pelo artigo cresça, como já vem acontecendo no exterior. “Esse pequeno objeto permite uma infinidade de ações que as marcas podem fazer para aumentar a taxa de conversão. Ele permite a disponibilização de um mapa da seção de roupas em que o cliente mais costuma ir ou alertas de quantas pessoas curtiram aquela peça, até cortesias exclusivas para quem utilizar as ferramentas, uma vez que ainda ajuda a evitar filas”, conta Gilberto Strunck.

Entenda como funciona o iBeacons:

3- Amazon Dash
No início de 2014, a Amazon lançou um gadget capaz de armazenar todas as informações de produtos consumidos por cada família. O Amazon Dash funciona como um leitor de código de barras, que, ao identificar um item, o coloca em um arquivo de compras futuras. Caso o comprador não tenha algo em casa para utilizar de referência, pode usar um comando de voz que captura o que foi dito e adiciona à lista de desejos. A ferramenta se conecta por meio de aplicativo, que pode ser acessado por qualquer smartphone, tablet ou computador.

Após o pagamento, a própria Amazon se encarrega de levar os produtos para a casa do cliente, em até 24 horas, permitindo que o consumidor se ocupe de outras tarefas que não ir a um supermercado. “Oferecer mais qualidade de vida a seu público é algo que muitas empresas vêm buscando. A correria do dia a dia já impede, por si só, que as pessoas façam coisas prazerosas. Ao surgir uma varejista que oferece essa possibilidade, certamente ele será lembrado. Esse é um produto que modificará as formas de consumo e as marcas já podem pensar em como fazer para levar essa praticidade ao público-alvo”, conta Strunck.

Assista à apresentação do Amazon Dash:

4- Economia compartilhada
Com os constantes lançamentos de produtos, muitos consumidores passaram a se preocupar com os custos de se ter algo que usarão por um tempo determinado. Problemas com a economia e meio ambiente acabam afetando a produção e venda de alguns itens, o que fez com que alguns empreendedores criassem soluções práticas de compartilhamento de artigos e serviços. Além de bicicletas, já existem sistemas voltados para roupas, acessórios, veículos particulares, barcos, cortadores de grama e pet-sitter.

Tal modelo vem ganhando força em países como Estados Unidos e Inglaterra. No Brasil, a novidade conquista a confiança das pessoas aos poucos, uma vez que há uma incerteza quanto à devolução e pagamento dos produtos. Mesmo assim, empresas como Uber e Airbnb já fazem sucesso por aqui.

5- Venda Preditiva
Observar os hábitos de consumo dos clientes e oferecer a eles produtos, antes mesmo que peçam, é uma oportunidade que as empresas têm de se aproximar de seus consumidores mais fiéis. O modelo da venda preditiva oferece um risco alto, mas que pode gerar a satisfação e uma experiência memorável. Quem adotou a estratégia foi a Netshoes durante a Copa do Mundo de 2014.

A loja virtual fez um filtro em seu banco de dados a fim de identificar quem seriam as melhores pessoas para receberem camisas personalizadas com os nomes deles e pagarem apenas após o recebimento surpresa. “Observamos o interesse na compra de camisas da Seleção e, há mais de dois anos, começamos com postos de personalização de produtos. Com isso, temos uma base de conhecimento de quem é o nosso cliente, qual é o número que ele gosta e como gosta de ser chamado. Cercamo-nos de todos os insumos para sermos assertivos no produto, na pessoa e na hora”, conta Juliano Tubino, CMO da Netshoes, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ter a certeza de que o item irá agradar e contar com a honestidade de pagamento após a entrega são alguns dos desafios encontrados pela empresa. A ação pontual serviu como lição para futuras iniciativas semelhantes. “A pessoa que vem comprando um produto com recorrência dá sinais de que continuará adquirindo, mas o brasileiro tem a desconfiança em sua cultura. Tivemos um número de acertos alto e um aprendizado de como extrair listas”, conta Juliano Tubino.

6 – Relacionamento 360
Independente do ponto de atuação da marca, estar em todos os locais onde o cliente for será, em breve, um fator determinante de sucesso. Ao chegar em um comércio, a pessoa pode ter degustações do que irá adquirir para ter a certeza de que é o que ela realmente busca. Materiais de comunicação, samplings, eventos na loja física e programas de relacionamentos são alguns outros artifícios usados pelas varejistas para fazer com que a recorrência nas vendas seja garantida. Isso, entretanto, não basta.

Ao sair da unidade, o cliente pode precisar de outras informações ou descobrir novas necessidades. “Neste momento, as vending machines ganham destaque, porque estão disponíveis 24 horas por dia. Comumente, elas são encontradas em pontos onde um varejo tradicional não está, como aeroportos e outros terminais de passageiros”, conta Simone Terra, Diretora de Estratégia da DIA Comunicação, em apresentação no V Fórum de Trade e Varejo da Aba Rio, na ESPM Rio.

Enquanto o consumidor estiver em casa, todas as plataformas digitais e de mídias tradicionais são canais para que tenha contato com a marca. Além disso, as vendas diretas e o Marketing interativo online fazem com que ele esteja sempre em contato com a empresa. “É fora da loja que os shoppers têm iniciado o processo de compra. Por este motivo, é importante que, no percurso até o momento da venda, ele seja capturado e engajado. Surpreender e persuadi-lo com experiência de consumo faz com que, quando ele estiver na loja, a negociação seja feita de forma natural”, conta Simone Terra

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 01/12/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/32309/6-diferentes-formas-de-vender-para-o-novo-shopper.html?

Hellmann’s faz live streaming de sua fazenda de tomates

A Hellmann’s abriu as portas da sua fazenda de tomates para mostrar como é o processo de plantação e cultivo dos frutos, antes de virarem o Ketchup da marca. Durante 10 dias, uma das plantações de fornecedoras, estará aberta para uma visita virtual. Por meio da plataforma online “Vamos Plantar”, os consumidores poderão interagir, em tempo real, com produtores e participar de algumas das atividades da fazenda.

Os trabalhadores locais estarão equipados com câmeras em seus chapéus para que os espectadores vejam o que realmente está acontecendo ao redor, aprendendo sobre o cultivo sustentável dos tomates adotados na fazenda, entre outras curiosidades.

A ação de live streaming começou na quinta, 27, e terá duração de 10 dias, tempo necessário para o tomate nascer.  Após esse período, os internautas poderão ter acesso às informações de cultivo e colheita, mas sem a interação.
A plataforma também disponibiliza diferentes atividades, que serão escolhidas por meio de votação do público, para serem realizadas ao vivo na fazenda, como irrigar as mudas, conferir detalhes das plantas e colocar o próprio nome em uma delas.

Já por meio do aplicativo Spotify, os usuários poderão escolher quais as músicas tocarão na fazenda durante o dia para as mudas. A estratégia visa mostrar a forma natural como os tomates são cultivados. Essa preocupação faz parte da meta da companhia de obter 100% da matéria-prima agrícola usada em seus produtos de forma sustentável até 2020.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 01/12/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/32312/hellmann-s-faz-live-streaming-de-sua-fazenda-de-tomates.html