Arquivo mensal: setembro 2014

Neuromarketing: a ciência começa a ficar mais acessível ao mercado

Muitos já sabem: o consumidor não é puramente racional e, por isso, sua volatilidade é cada vez mais levada em conta pelas marcas de diversos setores. Até 95% de toda informação processada no cérebro pertencem ao implícito, ao não-verbal, ou seja, ao inconsciente. Nesse cenário, o desafio de desvendar os desejos dos consumidores ganhou complexidade. Algumas grandes empresas passaram, então, a recorrer ao Neuromarketing nessa empreitada, num processo consideravelmente mais caro do que as pesquisas tradicionais e proibitivo para negócios menores. Com o desenvolvimento da tecnologia, entretanto, as médias já podem – e devem – ampliar suas análises para o campo emocional de seu público-alvo.

Levar consumidores para um laboratório e plugar fios em sua cabeça para analisar as respostas cerebrais ou ainda colocá-los em uma máquina capaz de fazer um mapeamento funcional por ressonância magnética (do inglês functional magnetic ressonance imaging – fMRI) ainda é economicamente inviável para a maioria das companhias. Outras técnicas e equipamentos, no entanto, estão barateando-se rapidamente e, consequentemente, popularizando-se no mercado, especialmente o norte-americano.

A codificação facial, o Teste de Associação Implícita e o eye tracking são algumas das técnicas que já são aplicadas em consumidores até pela internet, com uso de webcams e, agora, com os óculos inteligentes. “A neurociência do consumo é ampla e está se tornando mais acessível e portátil. Os preços estão caindo muito rapidamente se comparado com o que era cobrado cinco ou até três anos atrás. As técnicas também estão se tornando escalonáveis à medida que podem ser aplicadas pelo computador”, afirma Franck Sarrazit, Diretor de Américas de Brand e Comunicação da TNS Global, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Técnicas “por streaming”
A tendência, dizem os especialistas, é de que esses experimentos possam ser oferecidos, em breve, do mesmo modo em que se aluga filmes e músicas por streaming na web. “Os detentores da tecnologia estão se capacitando para oferecer as análises sob demanda. Você poderá entrar no site da pesquisadora, colocar os dados de seu cartão de crédito, selecionar os objetivos e esperar os resultados. Ao ser feito pelo computador, torna-se mais fácil dar escala aos testes”, analisa Sarrazit, que veio ao Brasil para evento de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

Nos Estados Unidos, algumas empresas já estão investindo em seus próprios equipamentos, uma vez que uma webcam ou um Google Glass podem ser suficientes para registrar as reações dos consumidores e seus sinais não-verbais lidos por especialistas na área. As emoções das pessoas ficam evidentes, muitas vezes, por suas expressões, que são interpretadas na técnica de codificação facial.

Já o Teste de Associação Implícita inclui uma série de perguntas ao consumidor que são feitas de modo a detectar o que ele pensa, mas nem sempre diz. O Instituto de Harvard disponibiliza na web uma série de testes de demonstração do uso da técnica que apontam se o usuário tem uma preferência automática por indivíduos de determinada faixa etária, cor, país, peso, orientação sexual, entre outros.

Movimento de convergência
Há ainda o eye tracking, mais usado no varejo, em que óculos inteligentes ou uma câmera acoplada ao rosto do consumidor registra os movimentos dos olhos dele e para quais produtos ele olha nas gôndolas. A técnica é a mais difundida no mercado e também pode servir para avaliar para onde a atenção dele é atraída em um shopping. “Esses métodos já são intensamente explorados nos Estados Unidos e há empresas que investem em seus próprios equipamentos. Existem aplicativos para Google Glass que leem as emoções das pessoas. Essa tecnologia está se desenvolvendo muito rapidamente”, acrescenta o Diretor da TNS Global.

Atualmente, há players no mercado que disponibilizam soluções mais completas. Se alguns anos atrás havia os fornecedores de análises biométricas e outros de pesquisas tradicionais, a tendência agora é pela convergência, num movimento percorrido, por exemplo, pela Ipsos. Este ano, a companhia fechou parceria com a londrina Realeyes para poder aproveitar melhor os sinais da linguagem do corpo e do rosto em suas análises. Com isso, o serviço de codificação facial já é oferecido em 15 países pela empresa, inclusive o Brasil.

As técnicas já são amplamente usadas para testes em anúncios publicitários, sejam impressos, em televisão ou na internet, e para o ambiente de compras. Vem crescendo, mais recentemente, a adoção também na área de Pesquisa & Desenvolvimento, na criação e melhora de produtos. A L’Oréal é uma das marcas que já recorreu ao Neuromarketing para saber como está a aceitação dos consumidores a seus produtos.

Case L`Oréal
A empresa convidou algumas clientes para um teste de um creme para o rosto voltado para peles oleosas. Elas foram fotografadas com o item da marca e depois com o do concorrente, sem verem o resultado no espelho. Na sequência puderam olhar as imagens e os impulsos cerebrais em cada um dos casos foi registrado e analisado, para verificar qual das fotos chamava mais atenção. As respostas de atenção e de emoção foram mais intensas nas fotos com o creme da L’Oréal.

Para a marca, a técnica é interessante principalmente porque a questão da estética e da beleza não é racional. “O que é bonito para um é feio para outro. Também temos a questão de o brasileiro ter mais a tendência de ser bonzinho em pesquisa. Somos mais cordiais, menos diretos em críticas do que os europeus, por exemplo”, destaca Paula Costa, CMO da marca francesa no Brasil, que participou do evento realizado pela Amcham sobre “Neurociência Aplicada à Publicidade: Aprendizados da Pesquisa Brain

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 30/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/31819/neuromarketing-a-ciencia-comeca-a-ficar-mais-acessivel-ao-mercado.html

Inbound Marketing ainda é pouco explorado no Brasil

O inbound Marketing está ganhando fama, mas ainda passa por um processo de amadurecimento no mercado brasileiro. A estratégia utiliza conteúdos explicativos e várias vezes didáticos para qualificar futuros clientes e identificar a melhor maneira de atingir cada público relacionado à empresa. Essa personalização da informação começa a substituir a abordagem conhecida como outbound Marketing, que foca em comunicação massiva.

Enquanto este modelo tradicional interrompe as programações midiáticas que interessam ao seu público com mensagens imperativas, facilmente ignoradas, o inbound busca tirar o conteúdo corporativo de um papel secundário para ser o centro da atenção. A intenção é atrair o consumidor voluntariamente até informações que eles consideram relevantes e que estão diretamente relacionadas às aplicações dos produtos e serviços da companhia. Antes mesmo de utilizar o produto ou serviço propriamente dito, o futuro cliente já começa a interagir com o universo da companhia.

A estratégia rende pontos na satisfação do futuro cliente e ajuda na construção de defensores da marca. Já existem algumas agências especializadas em inbound em atuação, que reúnem clientes dos mais diferentes segmentos, tanto de produtos quanto de serviços. Apesar da profissionalização, a técnica ainda é confundida com o content Marketing em vários momentos. “O inbound está dentro do content Marketing, sendo que a produção de conteúdo sozinha pode até gerar tráfego, mas o processo fica solto. O inbound é o pilar que orienta como nutrir, distribuir e trabalhar o conteúdo de acordo especificamente com o momento de compra do cliente para gerar, no futuro, conversão em vendas”, pontua Erick Iucksh Santos, CMO da Next Idea, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Identificar personas e mensurar
O trabalho de inbound começa com a identificação dos públicos para os quais o conteúdo será direcionado. Quanto mais a empresa conhecer seus potenciais consumidores e as particularidades deles, mais o discurso parecerá próximo e pessoal. O processo conta com o desenvolvimento de personagens que se pareçam nos detalhes com os mais diferentes perfis do target, para servirem de base na hora de se projetar como as ações acontecerão na prática. Para garantir a assertividade, as agências utilizam plataformas como o estrangeiro Hubspot e o brasileiro RD Station, que ajudam a definir perfis, construir fluxos de conteúdo relacionados à jornada de compra e mensurar leads.

Não basta, contudo, saber quem são as pessoas. A técnica exige também o conhecimento detalhado do momento de compra de cada indivíduo. Isto é relevante porque uma mesma pessoa pode apresentar demandas diferentes por conteúdo de acordo com a evolução da sua jornada. Um comprador de imóveis, por exemplo, pode desejar saber sobre financiamento na fase inicial da sua busca e, após o fechamento do negócio, precisar de dados sobre a entrega das chaves ou dicas de decoração.

A Econ Engenharia, especializada na construção e no desenvolvimento de layouts para indústrias, usa esta lógica para se relacionar com seus clientes. A companhia desenvolveu uma série de gráficos e textos explicativos que podem ser acessados de forma inteligente. Cada vez que um material é baixado, o sistema dialoga com o internauta sugerindo outros conteúdos relacionados à primeira busca, que também poderão interessar.

Do lado do consumidor, o reconhecimento do momento de compra contribui para a lembrança positiva da marca e ao mesmo tempo auxilia o departamento comercial da empresa a intervir no momento mais propício para o fechamento de um negócio. “A empresa precisa perceber quem está baixando seus conteúdos e reagir de acordo com o momento do consumidor. Ao se identificar com as informações que recebeu, o cliente se lembra da empresa na hora de comprar, o que torna o trabalho de vendas mais assertivo”, comenta Alexandre Monteiro, Sócio da Ingage, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Técnica alcança relações B2B
Enquanto o storytelling foca suas produções nos B2C, encantando as pessoas e as engajando com o universo da marca, no inbound, a técnica vale também para o B2B. Em alguns casos, demanda abordagens distintas de uma mesma empresa para tratar de um produto ou serviço com o consumidor final ou um cliente. “No B2C, temos que trabalhar a lembrança de marca, sempre relacionando as informações ao momento de uso do produto. Já para o B2B temos uma venda mais complexa porque o cliente tem que saber dos benefícios e vantagens do produto para tomar decisão de compra”, diz Carlos Tesore, Sócio da Hook Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A Condor Pincéis assumiu este desafio em maio de 2014, quando começou a investir no inbound Marketing. A empresa sempre se preocupou com a produção de conteúdo, mas até então não a correlacionava com as vendas. Recentemente, a empresa investiu na criação de três e-books e na identificação dos perfis que compõem a audiência do seu blog.

Os usuários, anteriormente, forneciam apenas nome e e-mail, dados que foram ampliados. A partir deste trabalho, a fabricante ampliou o foco da sua comunicação. No sexto mês do projeto, a base inicial já foi multiplicada por seis, atingindo 3.600 leads, sendo 1.600 provenientes dos 20 primeiros dias. A empresa conquistou uma margem de conversão de 8% sobre as visitas.

Os resultados cooperaram diretamente com a obtenção de informações dos consumidores e a organização de uma nova plataforma de dados. “Falar para o B2B e para o B2C é uma grande questão para a Condor. Em um primeiro momento o foco era B2C, devido aos clientes de que se tinha conhecimento. Agora, precisamos olhar também para o B2B, que é quem vai ajudar a expandir a marca”, conta Santos, da Next Idea, agência que está à frente do trabalho.

Inbound para construir referência
Além de engajar, aproximar e orientar o processo de compra, a educação do consumidor por meio de conteúdos produzidos pelas empresas pode contribuir também para a consolidação de novos serviços. Neste caso, a companhia que desempenhar bem a função de informar terá grandes chances de se tornar referência para o seu público.

Este foi um dos fatores que levaram a Geofusion, especializada em serviços de Geomarketing, a aderir ao inbound. “Trabalhamos com uma tecnologia em formação e temos dificuldade de gerar leads e contar para o mercado que existimos. Escolhemos o inbound por ele ser capaz de informar as pessoas, levando referências sobre o que é a companhia e quais problemas nos propomos a resolver”, comenta João Pedro do Val, Sócio-Diretor da Geofusion, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A empresa desenvolveu 16 materiais, entre textos, e-mails e e-books. Desde maio, já foram contabilizados 800 downloads, o que representa uma taxa de conversão animadora de aproximadamente 20%. A intenção da Geofusion no uso da técnica é mapear os seus prospects e conquistar um lugar na mente deles. A princípio, o foco imediato não é na conversão de vendas, mas na identificação de futuros clientes.

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 25/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/31785/inbound-marketing-ainda-e-pouco-explorado-no-brasil.html

A boa e velha placa ainda dá muito resultado

Outro dia, a bateria do carro cumpriu o seu tempo de vida útil e tive que trocá-la por outra logo no começo do dia. Já estava pronto para ir ao trabalho, com meus dois filhos a bordo e suas respectivas mochilas, além da minha. Imagina a animação. Desce todo mundo do veículo, porque não está pegando. A sorte que o da mamãe estava logo ao lado. Mas, assim que percebi que precisaria de uma nova bateria, já sabia onde comprar. Estranho, não? Afinal, ninguém acorda com aquela vontade inexplicável de trocar a bateria do carro.

Vamos combinar que não há muito prazer neste consumo e o máximo que podemos lembrar é que o Emerson Fittipaldi faz a propaganda da marca Moura. Na verdade, o que me deu certeza na hora de comprar o equipamento foi uma placa. Sim, uma simples placa de rua. Todos os dias, passo e, às vezes, paro – porque tem um sinal (ou semáforo, ou farol) no local – em frente a uma oficina especializada em baterias. A sinalização deve ter uns dois metros de altura por um e meio de largura, daquelas que se apoia no poste, e, por estar na passagem de milhares de motoristas todos os dias, é difícil não perceber que ali você pode comprar o item.

Carro estacionado dentro da oficina, sou muito bem-recebido. A dona do estabelecimento e seu único funcionário parecem ter muito prazer no que fazem e se interessam pelo assunto “bateria”. Perguntaram-me como poderiam me ajudar, quanto tempo tinha o equipamento e conversaram como aqueles médicos de antigamente, que sabiam sobre qual doença você foi acometido sem precisar sequer te tocar.

Logo depois de diagnosticar o problema, a dona da loja perguntou como cheguei até lá e fez meu cadastro. Quando disse que já conhecia pela placa, ela adicionou: “Essa placa é nossa melhor vendedora”. Logo pensei: debruçamo-nos em estratégias e ações mirabolantes e, às vezes, não temos uma boa sinalização na porta de nosso ponto de venda.

As micro e pequenas empresas têm um grande potencial: realizar mais com menos; o básico bem-feito e, com isso, ganhar espaço e se diferenciar. A oficina tinha apenas a dona, muito atenciosa por sinal, e um mecânico, já acima dos cinquenta anos, que prestou um serviço exemplar. E rápido. Tive um atendimento, numa oficina de bateria, muito melhor do que em lugares em que há uma marca e um Marketing muito mais “estruturados”.

Afinal, do que depende um bom atendimento? Pode ser em pequenas e grandes empresas: depende de querer. De criar uma cultura orientada ao cliente. De que você está ali para servir ao consumidor, para resolver os problemas dele e superar suas expectativas. Nada mais bê-á-bá do que isso. Existe, já há algum tempo, um emaranhado de sistemas e regras nas corporações que parece ser criado justamente para anteder mal. Simplificar deve estar na ordem do dia, assim como nas estratégicas de captação de clientes.

Por estarmos na era do Marketing digital, muitas companhias mergulharam de cabeça nas centenas de ferramentas acessíveis ao bolso e ao gerenciamento das pequenas e médias empresas em geral. Elas acreditaram que teriam suas vendas garantidas. O que não sabiam é que, sem um trabalho estruturado, nunca foi tão fácil queimar dinheiro.

E aí, pensando nos complexos sistemas (sim, necessários), no Marketing digital, na campanha memorável, na grande ideia que nunca vem, perdemos oportunidades. Imagino que poderia ter trocado a bateria em um concorrente. Na avenida em que fica a loja, deve ter, num raio de um quilômetro, pelo menos mais 10 opções. O que fez a diferença? Uma placa e, depois, lá dentro, o serviço, o atendimento com paixão.

Postado por Bruno Mello – 24/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/canais/editorial/31769/a-boa-e-velha-placa-ainda-da-muito-resultado.html?

Case Zee-Dog: aprendizados dos altos e baixos de um novo negócio

Os profissionais de Marketing trabalham duro, diariamente, para conseguir identificar aquela brecha ainda não suprida no mercado e lançar novos serviços e produtos. A oportunidade, no entanto, pode acabar revelada para o consumidor, que despretensiosamente vai atrás de uma oferta. É o que se chama estar na hora e no lugar certo – com o olhar atento, é claro. Os irmãos Thadeu e Felipe Diz notaram um mercado mal explorado em uma ida ao varejo e não deixaram a chance escapar. Hoje comandam a empresa Zee-Dog, de artigos para animais de estimação, cujo faturamento extrapola a casa dos milhões.

Os dois brasileiros estudavam hotelaria na Califórnia, nos Estados Unidos, quando adotaram um vira-lata para a casa onde moravam. Pela primeira vez o animal de estimação não era da família e eles teriam que cuidar do bichinho. Em uma ida ao pet shop, notaram a mediocridade dos produtos oferecidos, todos semelhantes, sem apelo de design ou moda. Do que era para ser uma simples ida à loja para compra de uma guia se tornou o ponto de largada para criação de um negócio.

Ao terminarem o curso universitário, os irmãos retornaram ao Brasil. Munidos de algumas aulas de Marketing e empreendedorismo, se uniram a um amigo de infância com a expertise financeira, Rodrigo Monteiro, e desenharam a empresa. “Notamos que a experiência de compra de produtos para os animais de estimação era péssima. E se era assim nos Estados Unidos, devia ser em qualquer lugar. Havia milhares de empresas que estavam pensando itens para pets, mas ninguém havia criado uma marca nessa área, aplicando os conceitos de branding. Foram três anos entre ter a ideia e a lançar no mercado”, conta Thadeu Diz, Sócio da Zee-Dog, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O desafio da saúde financeira
A empresa iniciou as operações em 2011 e hoje, três anos depois, leva seus produtos para pet shops em 19 países. Somente no Brasil, cerca de dois mil pontos de venda ofertam os itens, que seguem as tendências do design e da moda. Há quiosques da marca no Rio de Janeiro e pet shops revendedoras. Entre 2013 e 2014, a Zee-Dog cresceu cerca de 300%, mas nem sempre foi assim. A companhia por pouco não fechou as portas em 2012, numa situação que pode ser vivida por qualquer empreendedor inexperiente. Os problemas começaram após os jovens, recém-formados na universidade, conquistarem o apoio de um investidor para a empreitada.

Os sócios já haviam deixado seus empregos há um ano para participarem das road shows e as economias estavam chegando ao fim. Diversos investidores afirmavam que o projeto dos jovens era promissor, mas que naquele momento, 2012, estavam priorizando iniciativas na área de tecnologia. Quando a verba enfim chegou, as contas já estavam no vermelho e a possibilidade de desistirem se aproximava. Uma quantia polpuda, que extrapolava o R$ 1 milhão – o grupo não abre mais do que isso – encheu a conta e as expectativas dos empreendedores.

Da noite para o dia, os sócios tiveram a sensação de estarem ricos – e foi aí que começaram os problemas. “Quando recebemos o investimento, eu tinha dinheiro para viver por mais um mês apenas. Após o recebimento do aporte, passamos a gastar muito com o que não devíamos. Nos 12 primeiros meses, o faturamento não cresceu no mesmo ritmo do custo fixo. Saímos do espaço do fundo de investimento para um escritório porque queríamos criar a cultura de trabalho própria. Além disso, contratamos muita gente. Chegou a um ponto que tivemos que usar nossos próprios cartões de crédito. Passamos dificuldade financeira, uma experiência que nos serviu de muito aprendizado”, lembra Diz.

Aprendizados e próximos passos
Os riscos de ter, repentinamente, muito dinheiro em caixa são muitos. As ideias que parecem promissoras se diversificam e a intenção em investir nelas cresce. “Entendemos que precisávamos saber qual era o nosso objetivo e só manter o que fosse realmente importante para ele. A partir de então, começamos a focar os investimentos. Trouxemos uma ex-executiva da Nestlé, que ganha um salário maior do que o meu, para ficar responsável por alavancar as vendas e nos deixar cuidar basicamente da criação dos produtos, que é a nossa expertise”, conta o sócio.

Outro desafio encarado com frequência por empreendedores, no início da carreira, é a busca por fornecedores. No caso da Zee-Dog, eles estavam na China. Felipe Diz partiu para o país oriental, mesmo sem entender um único código de mandarim e passou lá cerca de um mês para conseguir estabelecer contatos e fechar negócios. Uma das poucas pessoas que encontrou com um pouco de conhecimento da língua inglesa se tornou a Diretora de Operações de Exportação na China.

O Diretor de Inovação, por sua vez, fica sediado em Madri, para não se tornar refém dos desafios diários da operação e ficar mais próximo dos ditadores de tendências. O escritório brasileiro reúne outras 12 pessoas. “Nosso produto tem qualidade estética, principalmente em dois quesitos, design e moda. Se o consumidor coloca a nossa guia ao lado de uma tradicional, o preço é um pouco mais alto e essas qualidades são milhares de vezes melhores. Fora a estampa diferenciada, longe das opções antes disponíveis – azul ou vermelho -, o item vem numa embalagem bacana. É possível combinar a guia com a roupa que a pessoa está usando. Antes era commodity, agora criamos um life style em torno dos produtos”, exemplifica Diz.

Mercado promissor
Se há alguns anos, quando os empreendedores tiveram que convencer os investidores do potencial do negócio, pouco se conhecia sobre esse mercado, hoje os números são mais claros e se mostram promissores. A indústria pet brasileira faturou mais de R$ 15 bilhões em 2013, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Nessa contagem não entra o valor conseguido com a venda de filhotes, que movimentou sozinha cerca de R$ 1 bilhão.

No mundo o setor movimentou U$ 102 bilhões, U$ 7 bilhões a mais do que em 2012. Os Estados Unidos respondem sozinhos por 30% do faturamento no planeta. O Brasil é hoje o segundo maior mercado, em faturamento e em população de cães e gatos. Dos lares brasileiros, 44% possuem animais de estimação, sendo que 79% desse total é representado por cães.

Ainda assim, ainda são poucos os diferenciais estratégicos das empresas que investem no setor. São mais de 25 mil pet shops compondo um varejo extremamente pulverizado: os dois maiores players do varejo possuem menos de 5% do mercado. Branding e o conceito de criação de comunidade de consumidores ainda está distante da maioria dos negócios, o que aponta para oportunidades para novos empreendimentos.

Importância do engajamento
A adoção e compra de companheiros para o lar tende a crescer ainda mais, à medida que o número de pessoas que optam por viver sozinhas cresce, sejam solteiras ou separadas. Alguns casais, por vezes, optam por não terem filhos, fazendo com que recorram aos pets para dar mais dinamismo ao lar. Nessa nova relação, cães não são mais guardadores das casas. Eles passam a merecer mimos, como os oferecidos pela Zee-Dog.

Não são poucos os que tratam os animais de estimação como filhos. “Esse público diz: meu cachorro merece. Ele quer um produto fashion e não só funcional. O cão acaba sendo tratado como uma criança, tendo até carrinho de bebê. Há cachorros que usam sapatos iguais aos dos donos para ir à rua, principalmente quando as espécies são menores, as mais comuns em apartamentos”, analisa Alexandre Magalhães, Professor de Marketing da Trevisan Escola de Negócios, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Além de focar em design e moda, a Zee-Dog criou mais um diferencial capaz de conquistar os consumidores: estimula a adoção de animais e apoia instituições acolhedoras de cães e gatos. “A marca não só vende, como engaja, ao tocar nesse elemento fundamental, que pode levar a decisão pela compra. O contexto foi importantíssimo para isso, assim como é na vida das pessoas. Se não fosse um vira-latas, eles estariam hoje, provavelmente, trabalhando em um hotel. A história de vida deles os levou para esse caminho certeiro”, analisa Magalhães.

A Zee-Dog segue participando de feiras internacionais para ampliar seu alcance no mundo. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido, Oeste e Norte Europeu, Israel, Japão, Brasil, Argentina, Peru, Colômbia são alguns dos países que já recebem os produtos com a etiqueta. Até o ano que vem, a companhia prevê a abertura de pontos próprios no varejo no exterior, com bandanas, camas, bowls, bolsas, e outros destaques da marca. Além disso, os donos contam com acessórios feitos especialmente para eles, como skates, camisas e capas de chave.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 22/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/cases/31744/case-zee-dog-aprendizados-dos-altos-e-baixos-de-um-novo-negocio.html

Por que o Apple Pay pode popularizar o pagamento móvel

As novidades apresentadas pela Apple no evento da última terça-feira levantaram, entre muitas pessoas, questionamentos sobre a falta que Steve Jobs pode estar fazendo à empresa. A alta expectativa com o que estava por vir acabou frustrada por lançamentos que muito se parecem com produtos que já estão presentes no mercado há algum tempo. Prova disso está na novidade mais repercutida no mercado, o Apple Pay, que pouco se difere tecnologicamente do Google Wallet, apresentado em 2011. Ainda assim, é possível que o método de pagamento mobile da empresa da maçã se torne um divisor de águas.

Pode parecer contraditório, mas não é. Apesar de não apresentar grandes avanços tecnológicos, o produto da Apple chega aos consumidores em um cenário completamente diferente do encarado pelo Google Wallet três anos atrás. A fabricante de iPhones e iPads fez seu dever de casa e lançou o serviço com uma rede de aliados já prontos para colaborar com o sucesso da empreitada: de bandeiras de cartão de crédito, bancos e prestadoras de serviços de pagamentos eletrônicos, a grandes redes do varejo, como McDonald’s, Subway e o supermercado Whole Foods. Além disso, a companhia já conta com uma base de cerca de 80 milhões de cartões de crédito cadastrados, por conta dos usuários da APP Store.

A expectativa é de que a entrada da fabricante nessa área enfim popularize o serviço e a aceitação à tecnologia cresça de agora em diante. “A Apple é uma marca icônica e o fato de ela difundir este método de pagamento junto aos seus clientes despertará o interesse no restante do público de também se aproximar dessa realidade. O sucesso deve se espalhar para outras empresas e assim potencializar o uso”, diz Gilberto Braga, Professor de Finanças do Ibmec/RJ, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Infraestrutura
O aplicativo de pagamentos mobile da Apple não se distância muito de todos os outros já existentes no mercado que utilizam a tecnologia por aproximação conhecida como FNC (Field Near Comunication). Em 2011, o Google foi um dos primeiros a investir em uma plataforma de carteira digital criando o Google Wallet que esbarrou em problemas de segurança de dados. Dois anos depois, a Samsung, principal concorrente da Apple, também investiu em ferramenta de pagamentos. Desde o primeiro semestre de 2013, todos os smartphones da linha Galaxy já saem de fábrica com o aplicativo Visa Pay Wave, informação que foi pouco difundida, mesmo entre os clientes.

Apesar de ambas as tecnologias terem sido desenvolvidas por empresas bem sucedidas em seus ramos, nenhuma vingou no quesito usabilidade junto ao público. Um fator importante que contribuiu para a baixa adesão aos novos meios de pagamento foi a falta de adaptação dos estabelecimentos comerciais. Por se tratar de uma tecnologia em construção, os sistemas demandavam máquinas correspondentes. “Os primeiros meios de pagamento por aproximação, como o da Samsung preparam um terreno estrutural, atualmente 70% dos estabelecimentos no Brasil podem passar a receber cartão mobile. A Apple está entrando agora e vai aproveitar este trabalho feito”, comenta Alex Gama, Diretor da Argotechno, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O peso da maçã teve importância decisiva para tornar o lançamento promissor no mercado. “O Google não teve força de Marketing suficiente e não fez os acordos necessários. Já a Apple conseguiu convencer bancos, bandeiras e varejo e cederem fatias dos ganhos com a operação (o usuário não paga pelo serviço) e, por isso, ganha ao sair na frente. Sua atuação vai abrir caminho para, no médio prazo, a Samsung ou o próprio Google aprimorarem seus serviços e entrarem na competição”, diz Leandro Villani Casella, Gerente de Projetos da GFT Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Segurança
O Apple Pay, que já virá instalado no iPhone 6 e 6 Plus, sincroniza os cartões do cliente com o smartphone, mas não guarda os dados. Será o Touch ID, no entanto, o diferencial que dará maior percepção de segurança aos usuários. O pagamento será confirmado pelo simples toque do dedo e pela leitura da digital do dono do smartphone. “É o primeiro aparelho que traz essa combinação e essa praticidade. O usuário se sente mais seguro e os bancos conseguem mitigar os riscos de fraude. Assim, a companhia amarra os dois lados”, acrescenta Casella.

A usabilidade é mais um ponto forte do método de pagamento, que traz a herança de anos de experiência com interfaces da Apple. O aplicativo poderá ser usado também no primeiro wearable da marca, o Apple Watch. Ao tornar a experiência do consumidor surpreendente, os usuários tenderão a trocar com mais facilidade os cartões de plástico pela versão digital. Se hoje já é mais fácil esquecer a carteira em casa do que o smartphone, essa máxima deve passar a valer de uma vez por todas.

Com esse foco, a Apple ainda pode guardar algumas surpresas para seus clientes. Ao menos é o que espera o mercado. “A companhia deve ter estratégias de Marketing pensadas para incentivar a utilização da tecnologia, especialmente nos Estados Unidos. Comenta-se que vai existir uma espécie de programa de fidelidade com promoções. Haverá ainda um acompanhamento do comportamento dos hábitos de compra do usuário, que permitirá o envio de mensagens a consumidores que passem perto de determinados estabelecimentos, técnica já empregada, mas que tende a ganhar força agora”, ressalta Jorge Coutinho, Gerente de Produtos da Pagtel, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Aceitação também na web
No varejo físico, o cliente deverá aproximar o celular da máquina de pagamento para completar a transação. A tecnologia, entretanto, não se limita a essas lojas, podendo ser adotada no mundo virtual também. O Groupon é um dos parceiros da Apple na empreitada. A opção estará disponível no mobile commerce nos Estados Unidos a partir de outubro, mas ainda não há previsão de implantação no Brasil. O aplicativo da plataforma de compras registra 92 milhões de downloads e metade das transações da companhia são concluídas por dispositivos móveis.

O APP do Groupon figura entre os 25 mais baixados na APP Store, o que aponta para o potencial de uso do novo Apple Pay para o site. Momentos após abandonar o mercado de compras coletivas, a novidade pode ajudar na diferenciação em relação aos concorrentes, agora o e-commerce em geral. A inovação se tornou mais do que nunca prioritária para a empresa

Por Luisa Medeiros e Renata Leite, do Mundo do Marketing | 12/09/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/31672/por-que-o-apple-pay-pode-popularizar-o-pagamento-movel.htm

5 casos clássicos do marketing de emboscada

22 de Abril de 2014  

Com o Brasil às vésperas de grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016), você certamente tem ouvido falar cada vez mais no termo marketing de emboscada. Nele, seja por intrusão ou associação, empresas que não são patrocinadoras de um evento tentam aproveitar o momento midiático para promover suas marcas.

Na semana passada, o caso de Neymar e o seu insistente ato de levantar a camisa e deixar a sua cueca à mostra, no jogo entre Barcelona e Atlético de Madrid, foi mais comentado e discutido que a sua atuação em campo. A Lupo, patrocinadora oficial do jogador, negou que a tal exposição tenha sido planejada.

Monitorar essas ações e proteger os seus patrocinadores é uma das maiores preocupações da FIFA no próximo mundial, por exemplo. De acordo com a Lei Geral da Copa (Lei Federal nº 12.663, de 5 de junho de 2012), a prática é considerada crime. A entidade tem sofrido bastante para controlar essas atividades paralelas em seus últimos eventos.

Entretanto, se engana quem acredita que apenas os grandes eventos esportivos são passiveis da prática do tal marketing de emboscada ou Ambush Marketing, como a ação é conhecida mundialmente.

Confira abaixo alguns outros casos clássicos:

Cerveja Proibida no Pânico

Duas garotas tchecas se apaixonaram pelo Brasil, suas festas, gastronomia, cultura e diversão. Para compartilhar a nova paixão e o sonho de consumo de férias regadas a muita mordomia e festas, elas criaram o blog We Luv Brazil. O Pânico gostou da história e contratou as garotas. Acontece que tudo não passava de uma estratégia de mídia. A ideia da Companhia Brasileira de Bebidas Premium – CBBP – era divulgar a chegada da cerveja Proibida ao País. A coisa ficou ainda pior porque a Skol era uma das patrocinadoras do humorístico.

LG na Copa do Mundo de 2006

A LG, que não era um dos patrocinadores oficiais da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, deu um jeito de fazer com que a sua marca impactasse o público. A empresa colocou inúmeros ônibus envelopados com a marca para rodar nos locais próximos aos estádios das cidades-sedes, durante a competição. A ação inusitada ganhou muita mídia espontânea e foi repercutida internacionalmente.

Tufão: da Globo para a Vivo

Sucesso absoluto na novela Avenida Brasil, da Rede Globo, Murilo Benício gravou um webfilm para a operadora Vivo. A ação ressaltava a importância de se conectar todo dia e toda hora para não ser o último a saber das coisas, como o personagem “Tufão”, que era traído por sua esposa. A própria emissora considerou a ação como marketing de emboscada e fez com que o anúncio fosse retirado do ar, já que não autoriza que as marcas façam campanhas com seus personagens durante o período de exibição das novelas.

As belas holandesas da Bavaria

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a cervejaria holandesa Bavaria posicionou no meio da torcida lindas modelos com curtos vestidos na cor laranja. A ação aconteceu no jogo entre Dinamarca e Holanda. Os “uniformes” eram brindes dados pela empresa no seu país de origem. As beldades contratadas acabaram presas, mesmo sem o vestido conter nenhuma menção à marca da cerveja.

A Brahma e a emboscada na Copa de 94

Na época, a Brahma criou uma milionária campanha que tinha como objetivo destacar a liderança da marca no mercado de cervejas e ressaltar o slogan de “cerveja número um”. Além de criar a “Torcida Número Um” para agitar as arquibancadas nos Estados Unidos, a empresa tinha como garoto-propaganda Romário, o craque da Copa, que aparecia coincidentemente comemorando os gols e depois o título adivinha como? Sinalizando o número um com as mãos.

Redação Adnews

http://adnews.com.br/publicidade/5-casos-classicos-do-marketing-de-emboscada.html

Descubra os dias e horários mais agitados das redes sociais

Um novo estudo da Scup, “Horários Nobres das Redes Sociais”, que chegou em sua quarta edição, traçou um perfil do comportamento e interação dos usuários nas redes sociais.

O estudo analisou mais de 86 milhões de posts e comentários durante 2013. 57,2% deles do Twitter, 40,9% do Facebook e 1,9% do Instagram.

Segundo análise da startup, é essencial para o sucesso das marcas e empresas conhecerem a movimentação e a dinâmica dos usuários das redes sociais.

“Cada vez mais, as agências e empresas precisam conhecer o seu público nas redes sociais, para direcionar o conteúdo certo, na rede certa e no horário com mais impacto”, diz Diego Monteiro, co-fundador do Scup.

Confira as principais descobertas:

Dias da Semana

No Facebook e Twitter, as postagens vão crescendo a partir da segunda-feira, chegando ao ápice às quartas e quintas. Nos finais de semana, há uma queda brusca.

No Facebook, o dia mais agitado é a quinta-feira. O menos agitado é o domingo. 

No Twitter, o pico é terça-feira, no fim do dia. O dia menos agitado é o sábado.

No Instagram, é o oposto: os usuários postam mais aos sábados e domingos. 32% das fotos se concentram nesses dois dias. O dia menos agitado é a segunda-feira.

Horários

No Facebook, os horários preferidos para postar durante a semana são das 11h às 12h e das 16h às 17h.

No Twitter, as postagens são baixas até as 11h, quando aumentam lentamente e atingem o auge já no fim do dia, às 23h.

No Instagram, os usuários são “noturnos” durante a semana: postagens são mais frequentes depois das 17h.

Picos

O pico de postagens em uma hora acontece, no Facebook, às sextas-feiras, entre 16h e 17h.

No Twitter, o pico acontece na terça-feira, entre 22h e 23h.

Já no Instagram, o pico é o sábado, entre 17h e 18h.

 

Fonte: Comportamento | 27/08/2014 11:12  Guilherme Dearo

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/descubra-os-dias-e-horarios-mais-agitados-das-redes-sociais