Arquivo mensal: julho 2014

6 ações na loja que levam à conversão de venda

Inflação, endividamento, restrições na oferta de crédito e alta da inadimplência. São diversos os fatores que levaram as famílias a frearem seus gastos desde o ano passado, impactando diretamente os rendimentos do varejo. Para arrematar o cenário negativo, a Copa do Mundo levou a declaração de feriados em dias de jogos nas cidades-sede, com perdas de lucratividade de cerca de 10% em relação a um dia útil. Os esforços para levar o consumidor para dentro da loja, neste momento, são fundamentais, tornando estratégicas as ações nos pontos de venda.

Além de seduzirem as pessoas que passam em frente à unidade da marca, essas iniciativas devem mirar especialmente na conversão. As mudanças internas ou na vitrine apresentam como vantagem a facilidade de medição do retorno, já que os impactos tendem a ser sentidos imediatamente após a implantação. Outro ponto alto desses investimentos está no baixo custo de muitas iniciativas, que podem gerar resultados financeiros significativos.

A criatividade – e não, necessariamente, o valor empenhado – é o segredo do sucesso. “O ponto de venda tem papel fundamental porque é lá que tudo acontece. Mesmo que a marca anuncie, quando a mensagem chega ao comprador, ele está distante da mercadoria. Tudo que gravita em torno da loja tem possibilidade maior de conversão. Investir de forma holística nesse local traz bastante resultado”, garante Marcelo Bicudo, Vice-Presidente de Criação e Estratégia da Epigram, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Conheça seis ações no ponto de venda – algumas baratas, outras nem tanto – que podem impactar diretamente na conversão de uma loja.

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Serviços express ganham força no segmento de beleza

Produtos multifuncionais e atendimento sem hora marcada são os mais procurados pelas brasileiras. Tendência deve se expandir para outras categorias

A correria do dia a dia leva os clientes a valorizarem, cada vez mais, empresas que focam seus produtos e serviços na economia de tempo. Além da mudança de rotina na alimentação, os costumes de higiene e beleza também passam a se adaptar a esse novo ritmo, em que a agenda das pessoas está cada vez mais apertada. As opções voltadas a quem não pode esperar vêm crescendo, como salões de beleza express, supermercados 24 horas e lojas virtuais com entrega em até dois dias. Se, por um lado, os serviços já focam consideravelmente nessa tendência, os produtos ainda ficam muito aquém, com poucas opções oferecendo ajuda na redução do tempo gasto pelo consumidor.

As mulheres costumam ser as mais afetadas pelo corre-corre diário, devido à ascensão delas no mercado de trabalho. Entre as obrigações de cuidar dos filhos, da casa, da carreira e de si mesma, elas acabam abrindo mão de parte do cuidado pessoal, segundo pesquisa Data Popular/SOS Corpo. Três em cada quatro entrevistadas para esse estudo afirmaram que consideram sua agenda cansativa. O tempo gasto em transporte, principalmente o público, também é relevante, fazendo com que esses minutos parados sejam perdidos.

Não por acaso, as marcas de cosméticos são as que mais têm apostado em simplificar a vida desse público, vendo na falta de tempo atual uma oportunidade. “Notamos um interesse em produtos mais duradouros e práticos. Por isso lançamos um delineador que torna mais fácil o momento de fazer o traçado e adesivos para unhas que substituem o esmalte. Para o próximo ano, lançaremos um batom de longuíssima duração, que só sai com demaquilante. É perfeito para a mulher que não tem tempo de ficar retocando a maquiagem”, conta Flávia Bittencourt, Diretora-Geral da Sephora no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Produtos multifuncionais Algumas apostas comerciais não chegam a ter tanto sucesso, como foi o caso da maquiagem adesiva, lançada pela multimarca francesa nos Estados Unidos. O produto pode ser transposto aos olhos como uma tatuagem e não agradou às brasileiras. “Alguns lançamentos são realizados como teste, para vermos se tem aderência no mercado. Por enquanto, não enxergamos a possibilidade de trazer o item, uma vez que não houve muito interesse”, conta Flávia Bittencourt.

Por outro lado, os cosméticos multifuncionais são os que mais vêm despontando no interesse das consumidoras. O BB cream é um deles. O produto reúne as funções da base, do corretivo, do primer, do protetor solar e de hidratação. A economia para a cliente é sentida também na carteira, já que os itens, que antes ocupavam uma gaveta e agora podem ser carregados na bolsa, têm um custo único. Aproveitando a grande procura por esse tipo de maquiagem, foram lançados, logo em seguida, os CC Creams, que incluem o benefício de clareador e de antirrugas, e os BB Creams capilares.

Os shampoos dois em um, antes associados apenas ao público masculino, já surgem menos segregados e com mais opções, podendo também serem usados como sabonete líquido. Outro produto recém-chegado às marcas nacionais, o shampoo seco supre a necessidade da consumidora que não tem tempo de lavar os cabelos. Ele elimina a oleosidade sem precisar molhar os cabelos. Há ainda a máscara hidratante capilar, que foi adaptada à nova rotina. Antigamente ela pedia que a cliente ficasse com o creme no cabelo por mais de 20 minutos e com uma touca térmica. Hoje já permite que o uso seja feito durante o banho, reduzindo o tempo de efeito para até cinco minutos.

Serviço a jato Aproveitando o interesse por produtos rápidos, a Sephora também lançou um serviço que ensina a consumidora a se maquiar. O Beauty Express foi elaborado para quem não dispõe de muito tempo, mas quer aperfeiçoar alguma técnica ou aprender um truque. A aula dura 15 minutos, é gratuita e não tem a necessidade de agendamento. “Algumas clientes usam esse serviço quase todos os dias, só porque saem de lá maquiadas. Quando elas têm um evento, vão à loja e ficam prontas mais rapidamente do que se estivessem em casa”, conta Flávia Bittencourt.

Mesmo com tempo escasso, a mulher não abre mão da vaidade e de idas a salões de beleza. Observando esse comportamento, surgiu o conceito de serviço sem hora marcada. A praticidade e o descompromisso com horário fixo têm feito o público das unidades express crescer, gerando novas formas de negócios. “Além de termos o diferencial de um local exclusivo para manicure, entendemos a urgência da consumidora. Ela não tem como esperar um determinado dia para pintar as unhas ou prever quando o esmalte vai descascar. Nós é que temos que estar disponíveis para ela”, conta Gustavo Andare, Diretor da Esmalteria Nacional, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O modelo adotado pela empresa fez sucesso e incentivou o empreendedor a abrir outro negócio na mesma vertente, chamado Escovar. Essa unidade é especializada em cuidar dos fios em vez das unhas. Outros salões de beleza já apostam nessa tendência e, mesmo os tradicionais, já estão abrindo unidades focadas no novo conceito, como o salão Celso Kamura Express, inaugurado em 2012 em São Paulo. O hairstylist possui atualmente outros três estúdios de beleza que dispensam o agendamento.

Disponibilidade total além da beleza O varejo também começa a investir em ações que auxiliem a vida do cliente. A Lojas Americanas Express foi uma das precursoras nesse movimento, disponibilizando unidades menores e com estoque competitivo. A estrutura conta ainda com uma locadora de vídeos para agregar mais funcionalidades ao espaço, visto que quem aluga um filme pode aproveitar para comprar alguns produtos para casa. De 860 lojas em todo o país, cerca de 30% das unidades físicas já estão na versão de conveniência.

Enquanto as unidades em formato tradicional possuem em média 1,4 mil metros quadrados de área de vendas, reposição diária de estoques e sortimento de 60 mil itens, as Express têm em média 400 metros quadrados, logística just-in-time e sortimento de 15 mil itens, selecionados de acordo com as características de cada localidade. Os supermercados 24 horas e redes como o Hortifruti também têm buscado adaptações que agilizem a forma de consumo. Pratos prontos e restaurantes dentro das lojas mostram que unir compromissos informais, como compras e refeição, tem sido uma constante.

Ainda que as grandes propostas de agilizar venham do segmento de beleza, qualquer empresa que aposte em investir nessa tendência irá agradar ao brasileiro. A população, principalmente a mulher, tem buscado cada vez mais economizar tempo e isso se reflete na forma de escolher como e onde comprar, segundo estudo de tendências da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).  “É uma realidade das pessoas daqui do país. Elas querem ganhar tempo. O termo express não deve ser associado apenas à entrega, mas também ao multiuso”, conta a Diretora da Sephora.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 18/07/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/31205/servicos-express-ganham-forca-no-segmento-de-beleza.html

Após boom, mercado de esmaltes entra em estagnação

Independentemente da cor, textura ou efeito, os esmaltes foram consagrados a acessórios indispensáveis da moda desde a explosão ocorrida em 2009. De lá para cá, diversas marcas surgiram com coleções levadas ao varejo todos os meses. O Brasil se tornou, em pouco tempo, o segundo maior consumidor deste produto, segundo estudo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). A febre, entretanto, passou, exigindo mais do Marketing das empresas, especialmente este ano. O setor vem sentindo uma redução na procura pelos vidrinhos, reflexo do momento econômico e de um comportamento mais seletivo das clientes. Com o excesso de opções, os lançamentos já não chamam tanto a atenção e não levam mais, por si só, à compra.

Ainda assim, os números apontam um crescimento no consumo desse item. Em 2013 a indústria de esmaltes movimentou mais de R$ 597 milhões, registrando um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior, segundo dados da consultoria Mintel. O preço acessível a todas as classes sociais faz do produto uma unanimidade, ainda mais com a ascensão da classe C. Pensando em nichos, as empresas têm se voltado à segmentação de públicos mais do que em diversidade de cores. As estratégias de edição limitada também são uma aposta, por criarem uma ilusão de exclusividade e incentivarem as vendas.

As marcas demonstram otimismo, apesar do crescimento tímido, e continuam a investir em inovações no setor para atrair mais clientes. Mesmo percebendo um fluxo menor, elas ainda enxergam muitas oportunidades na categoria. “A mulher não vai deixar de fazer as unhas. A economia pode desacelerar, mas esse é o ponto da vaidade de que ela não abre mão. A manicure já está inclusa no orçamento familiar, mesmo que a pessoa pinte em casa mesmo”, conta Soraia Arraes, Gerente de Marketing da Mundial Impala, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ano para avaliações
A estagnação nas vendas é atípica e é creditada pelas empresas também por 2014 ser um ano em que as pessoas estão focadas na Copa do Mundo e preocupadas com questões políticas e econômicas. Ainda que as marcas tenham criado coleções temáticas para o mundial, nem todas colheram os louros, justamente pelas cores já serem conhecidas. Pensando nisso, alguns empresários focaram em tons menos óbvios para atingir, inclusive, uma parcela da população que poderia não estar animada com o clima de futebol.

Mesmo essa estratégia ainda não gerou resultados satisfatórios. As empresas vivem um período morno. “Toda a indústria de esmaltes sentiu uma estagnação neste ano. Os lançamentos continuaram, mas a euforia de ter uma Copa do Mundo no próprio país mudou um pouco o hábito de consumo. A expectativa é de que, com o fim do evento e após as eleições, a procura aumente”, afirma Soraia Arraes.

Mas nem todos veem o torneio como a causa da redução da procura. A economia instável e a inflação têm colaborado para o esfriamento do mercado, principalmente nas fabricantes que dependem de componentes importados. “Este ano não começou bem para o segmento de cosméticos. Não temos certeza da taxa do dólar. Projetamos mais, mas conseguimos um crescimento de 5% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período do ano passado. Tivemos que fazer uma revisão orçamentária e alinhamos com o mercado atual. Não é que esteja ruim, só não está mais como antes”, afirma Amaury Daguano, Diretor de Marketing da Beauty Color, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Linha premium
O grande desafio é desenvolver novidades que movimentem o setor, mas não caiam na repetição de soluções já usadas anteriormente e conhecidas pelos consumidores. Os departamentos de Marketing buscam a diferenciação para atrair e reter clientes. Os conceitos premium vêm funcionando e chegam até às marcas populares, como a Avon, que investiu na categoria Nailwear Pro+. A linha custa o dobro dos esmaltes comuns da marca. A fórmula é importada e traz um valor agregado, com embalagem moderna.

A redução na quantidade de coleções acompanha o investimento em produtos diferenciados. O conceito de exclusividade é reforçado pela venda por tempo limitado. Essa estratégia é adotada por diversas empresas. O Boticário produz a linha Make B., de esmaltes voltados para um público mais seletivo, por conta do preço e do posicionamento.  De olho nesse nicho, a L’Oreal trouxe ao Brasil a marca Essie, que será vendida apenas em salões de beleza. Também detentora dos esmaltes Colorama, a holding buscou no selo importado o direcionamento para a classe social AB, que utiliza serviços de beleza com maior frequência.

Enquanto o preço médio de mercado de um esmalte gira em torno de R$ 2,50, a Essie chega ao consumidor brasileiro ao custo de R$ 35,00, o que aponta para a diferenciação do item. A marca enxergou no país uma oportunidade para promover seu catálogo de cores. “Há muito potencial na brasileira. Ela está mais ousada, sabe o que quer e deseja nesse momento algo diferente”, afirma Cris Conforto, Diretora da Essie no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Licenciamentos
Não são apenas as marcas internacionais que ficam de olho em pegar uma fatia do segundo maior público consumidor de esmaltes do mundo. Artistas, personagens e programas de televisão já têm seus nomes associados aos vidrinhos. Um dos casos de maior sucesso vem da fabricante Speciallitá, que em 2014 atingiu o seu recorde de vendas com o lançamento da coleção em parceria com a atriz Giovanna Antonelli.

Nem sempre um licenciamento alcança tanto destaque. “Em 2013, o setor de esmaltes estava muito ruim, mas este ano conseguimos um fôlego por causa das cores da linha GIO. A artista ajudou a vender o produto. Para dar certo, o licenciado tem que trabalhar, pois é ele quem carrega a força de venda. O nome por si só ou uma cor não são garantias de glória”, afirma Vincenzo Barrella, Diretor da Speciallitá, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Apostar em nomes presentes na mídia tem dado resultado também para a Impala, que já está em sua segunda coleção feita em parceria com a atriz Isis Valverde. “Toda a concepção é feita com a participação da personalidade, já que precisa carregar a identidade dela, sem abrir mão da conexão com as tendências do mercado. Nesse caso, o trabalho em conjunto não poderia se restringir a uma edição limitada, optamos por variar as cores de acordo com a época do ano”, conta a Gerente de Marketing da Impala.

No caso da Beauty Color, os licenciamentos são uma constante no catálogo. Atualmente, a empresa oferece linhas desenvolvidas em conjunto com a apresentadora Sabrina Sato, a cantora Claudia Leitte e a Maurício de Souza Produções, com a Turma da Mônica. Mas a empresa garante não ter interesse em outros nomes. “Temos três parceiros ótimos. Trabalhar nesse modelo exige dedicação e uso de personagens e celebridades atuais, com representatividade e simpatia da população. Quem deseja atuar com licenciamentos deve escolher quem trabalhe ao lado da fabricante”, afirma o Diretor de Marketing da Beauty Color.

Substâncias 3free
Outro ponto fundamental para se manter no segmento de esmaltes é estar atento às necessidades dos clientes. Há alguns anos, os produtos hipoalergênicos eram vendidos como coleções à parte e com preço superior. Após diversos pedidos dos consumidores, as substâncias tidas como causadoras de alergias foram retiradas de muitas marcas. Surgiu então o selo 3free, como uma garantia de que o produto não possui tolueno, formaldeído e dibutilftalato.

Estampá-lo se tornou mais um importante diferencial na briga pelos consumidores. A Avon e a Impala já não incluem esses componentes na fabricação, mas não evidenciam a informação em seus rótulos. “Optamos por não divulgar que são hipoalérgicos, porque retiramos apenas três substâncias, mas sabemos que existem outros componentes que podem causar reação”, justifica Soraia Arrais, da Impala. 

No caso da Hits, fabricada pela Speciallita, foi excluída uma quarta composição, a cânfora, o que tornou o esmalte 4free. Há empresas, como a Colorama, que retiram também a resina do formaldeído, criando o produto 5free. Essas preocupações com a saúde acompanham também o interesse em alcançar cada vez mais pessoas e garantir maior penetração. “Não existem mais esmaltes para crianças, pois o custo é muito alto para garantir a saúde delas. Como há mães que insistem em aplicar nas unhas das filhas seus próprios produtos, dar preferência a essa versão é uma forma de prevenir danos futuros”, conta o Diretor da Speciallitá.

Negócios
A categoria de esmaltes não gera lucro apenas aos fabricantes. O setor de serviços tem investido na área em um novo tipo de negócio: o nailbar. O conceito une a manicure e um ambiente com ares de festa, onde são servidos drinks e toca-se música. A novidade aparece como um happy hour e transforma a rotina em um evento. Além disso, por ser exclusivo para pés e mãos, são oferecidas técnicas requintadas de nail art, onde são utilizados produtos em gel ou acrílico, além dos tradicionais desenhos.

A Esmalteria Nacional trabalha com essa concepção desde 2012 e conta com quase 160 unidades inauguradas. Já estão em implantação outros 150 salões. O sistema de franquias utilizado pela empresa tem garantido retorno para todos os proprietários. “O cliente não quer mais o básico, ela quer ter alguém que entenda realmente de esmaltes. A manicure também foi uma profissional muito marginalizada, o foco do salão era mais o cabelereiro. Além disso, a higiene dos materiais não era certificada. Juntamos todas essas carências e conseguimos nos destacar”, afirma Gustavo Andare, criador da Esmalteria Nacional, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A redução na procura que atinge as fabricantes de esmalte não é sentida no setor de serviços. Apenas a Esmalteria Nacional atendeu a 130 mil pessoas em um mês. A estagnação ainda não caminha para uma crise, tanto é que nas redes sociais existe um frissom pelas #unhasdasemana. Os usuários postam mensagens com a hashtag a cada minuto. Foi inclusive, nesse tipo de mídia, que as empresas descobriram sua melhor vitrine e utilizam características da ave fênix para agradar aos clientes.

A Risqué aposta alto no Instagram, onde publica fotos de novos produtos e artes feitas por uma ilustradora, para estimular o compartilhamento do conteúdo. As redes sociais também são usadas pela empresa para mostrar as clientes formas de aplicação de seus produtos. Não é raro que fabricantes usem o canal para publicar tutoriais em vídeo. Os blogs voltados só para esmaltes também se multiplicam nas redes e atraem muita audiência.

Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 17/07/2014

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Dia do Homem passa em branco para maioria das marcas

O público masculino representa um mercado expressivo e, aos poucos, desperta o interesse de todos os setores do mercado, inclusive o de beleza. A falta de ações voltadas para o Dia do Homem, entretanto, demonstra o quanto a maioria das marcas ainda reserva pouca atenção para esses consumidores. Comemorado nesta terça-feira, a data passará em branco em grande parte das empresas, inclusive no varejo. Os investimentos focados neles devem ficar concentrados mesmo no Dia dos Pais. Entre as poucas marcas que aproveitam o dia 15 de julho há alguns anos, está O Boticário, que preparou para 2014 o lançamento de um perfume.

Atualmente o Brasil ocupa a segunda posição do ranking de venda de cosméticos para eles, cujo crescimento nos últimos cinco anos foi de 18,3%, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, segundo pesquisa da Euromonitor divulgada no estudo de tendências da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Mundialmente, o mercado de beleza masculina movimentou cerca de US$ 33,6 bilhões em 2012, com uma perspectiva de crescimento superior a 10% ao ano na produção desses produtos.

O cuidado do homem com ele próprio vem aumentando e o setor encontra espaço para investir, uma vez que boa parte se concentra em produtos femininos. Ainda que as mulheres estimulem os parceiros a se cuidarem, já não é mais preciso nenhuma ajuda para fazê-los ter interesse pelo universo da vaidade. Há até e-commerce inteiramente especializado neles. “Pensamos como consumidor e entendemos as ausências desse segmento. Reparamos que havia poucas ofertas focadas em nós. Os produtos ou são femininos ou unissex. Então trouxemos o que há de melhor nas linhas for men das marcas e colocamos em um só lugar”, conta Lucas Amoroso, Sócio-Fundador da do site de vendas Men’s Market, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Especialização no target
A discrição em utilizar produtos de beleza é uma das características mais marcantes desse shopper. No momento da compra tudo o que puder facilitar e reduzir o tempo de escolha é benéfico. O site de multimarcas masculinas Men’s Market apostou nesse gênero e cria ofertas exclusivas para eles. Com produtos de beleza e acessórios segmentados, a empresa conquista um público que foi pouco explorado.

O setor de serviços ainda é neutro no atendimento e foi pensando nisso que a loja decidiu trazer diversos itens conhecidos dos homens e novidades do exterior para seduzir esse cliente. “Os homens têm gostado mais de se cuidar, a mulher ajuda a estimular e não aceita mais desleixo. Eles passaram a querer estar melhor consigo mesmos”, conta Lucas Amoroso.

Apesar de focado neste target, a loja virtual não investirá no Dia do Homem. Na contramão das grandes marcas, há quem tenha criado ações exclusivas para a data. O Shopping Benfica, em Fortaleza, buscou na origem da comemoração a estratégia para as iniciativas que serão realizadas no espaço de compras. “Durante todo o dia 15 de julho, vamos ter palestras e atendimento médico. Há três anos fazemos essa mobilização mais voltada para a área da saúde. Queremos conscientizar os homens, uma vez que nossa unidade valoriza muito o lado social. Há bastante procura, tem aumentado o interesse e eles gostam de ter essa atenção”, conta Georgiana Linhares, Gerente de Marketing do Shopping Benfica, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Concepção de kits para a data
Algumas empresas que são conhecidas por presentearem mulheres, como as floriculturas, se renderam à homenagem. A Flores Online há alguns anos monta kits exclusivos para a data. Apesar de muitos homens gostarem de receber girassóis e orquídeas, a empresa trabalha com um mix de presente sem seu produto principal, mas com itens que contemplam o universo masculino, como chocolates, cervejas premium, vinhos, petiscos e whiskies.

Já a clínica de estética Vitaclin criou pacotes especiais de tratamentos para eles. Como forma de captar novos clientes, a empresa também irá utilizar as mulheres como meio de divulgação das promoções. “O Dia do Homem será fixo no nosso calendário, mas já estamos estudando outras datas e oportunidades de criarmos ações focada no gênero”, conta Weder Xavier Salles, Gestor da Vitaclin, em entrevista ao Mundo do Marketing

Também já é possível encontrar clínicas de estética com tratamento especializado para eles com facilidade, ainda que muitos estejam descobrindo agora a oportunidade de venda. “Antes divulgávamos de forma geral e há pouco tempo temos nos comunicado com esse público diretamente e com mais ênfase. Antes, os maridos acompanhavam as esposas e, depois, passaram a ter curiosidade. Hoje a presença deles ainda não é muito representativa, mas é um ponto que queremos trabalhar, uma vez que tem potencial”, conta Weder Xavier Salles.

Foco na dermatologia
A preocupação com a pele e com os cabelos é o que faz os homens buscarem ajuda especializada. Na Vitaclin, o tratamento mais procurado é a depilação a laser e de foliculite do rosto, causados pela irritação ao fazer a barba. “É interessante ver que esse cuidado com a pele vem desde jovem, já que atendemos muitos adolescentes. Aos poucos, eles têm buscado outras intervenções, como cuidados com flacidez e celulite, mas ainda de forma receosa. É um público muito questionador, que quer saber todos os detalhes”, revela Weder.

Observando a dedicação deles com a pele, a Vichy ampliou a linha de cuidados, criando a linha Homme, composta por itens para a barba, desodorante, hidratante e antirrugas. “Nossa maior dificuldade é fazer com que ele experimente. Os homens têm receio de procurar algo novo. Geralmente são as mulheres que apresentam os lançamentos. Eles querem produtos de qualidade e só se fidelizam quando encontram algo que dê resultados expressivos. A pele masculina é mais densa e produz mais sebo, o que exige um cuidado diferenciado ao fabricar esse tipo de cosmético”, contou Alan Spector, Gerente de Marketing da Vichy Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Os fabricantes de nutracêuticos também têm destinado estudos para lançamentos de produtos segmentados. A Sanavita oferece desde 2012 uma linha de colágeno com vitaminas específicas para o organismo do homem, além da pele e cabelos. A ideia partiu de pesquisas que apontaram que a imagem da mulher nas demais embalagens os inibiam no momento da compra. Ainda este ano, a empresa pretende ampliar a categoria para homens.

Multifacilidades
Os fios capilares são outro ponto já tradicional em cuidados masculinos. As linhas, antes restritas a cuidados contra a queda e caspa, surgem com diversas opções para fios grossos, grisalhos e para esportistas. No entanto, são os produtos multifuncionais que têm agradado mais esse consumidor, segundo estudo da Abihpec. Os xampus com utilidades que vão além de limpar e com ação condicionante são os mais procurados. Além do item de higiene, os fixadores, pomadas e ceras são alguns extras criados para que o homem fique com boa aparência.

Alguns produtos de uso doméstico também foram pensados para agilizar a vida da nova classe masculina. A Limppano lançou uma linha em que um único item pode substituir vários outros, como vassoura, aspirador, pano e rodo, o que facilita muito a vida de quem mora sozinho.  “Em média, 20% de nossos consumidores finais são homens, principalmente nos grandes centros. E esse número vem crescendo. Investimos na mudança do logotipo para ter mais dinamismo entre os públicos. Ainda não temos produtos destinados especificamente para o público masculino, mas pretendemos sim criar algo que atenda a esta demanda” conta Alex Buchheim, Diretor-Geral da Limppano, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O homem atual exige produtos multifuncionais, adequados ao seu organismo e estilo de vida. Para que ele seja bem sucedido e alcance ascensão pessoal e profissional, o visual é importante, assim como o bem-estar em relação às situações em que vive, segundo estudo da Abihpec. Para quem deseja investir no segmento, é preciso cautela, pois este público é o que menos está disposto a arriscar. Oferecer amostras de produtos ou fornecer dicas de uso de algum item no local da venda é a chave para se diferenciar e conquistar o cliente.

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 14/07/2014

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A outra classe emergente

No Brasil de hoje é impossível não falar das classes sociais emergentes. Alguns a chamam de classe C, outros mais técnicos de classes B2/C, com critérios múltiplos de enquadramento de famílias, mas a verdade é que o foco é o Brasil que enriquece e que tem uma distribuição de renda um pouco mais justa o que ajuda a embasar o momento econômico do país. Sem dúvida esta é uma preocupação importante e que vai movimentar e balizar a atuação de diversas empresas brasileiras, que traçam suas metas em cima desta escalada econômica.

Por outro lado, é preciso entender que o mercado é multifacetado, sendo a visão exclusivamente econômica uma das possibilidades de observação. Poderíamos avaliar o mercado, por exemplo, sob a ótica das diferenças entre gêneros. Neste caso, a proporção entre homens é mulheres permanece a mesma desde o Censo de 2000 até o de 2010, 49% de homens e 51% de mulheres, porém em 10 anos o Brasil tem quase 1,3 milhões de mulheres a mais do que homens, o que por si só já denota a importância do sexo feminino nos rumos do mercado.

Mas o que gostaríamos de realçar neste artigo é aquela que chamamos de outra classe emergente, tão importante quanto a social e que se refere à distribuição etária brasileira. É sabido que a pirâmide etária brasileira está em processo de mutação, pois hoje a população de crianças e adolescente até 19 anos está em processo de diminuição. Por outro lado, as faixas mais velhas evidenciam mudanças significativas e fundamentais que devem ser incorporadas às estratégias empresariais.

Neste agrupamento mais velho, destacam-se duas faixas importantes e em processo de crescimento. Em primeiro lugar aquela que vai dos 25 aos 35 anos, incorporando parte da chamada geração Y, com todas as suas peculiaridades. A faixa entre 25 e 29 anos, por exemplo, representava 8,1% da população brasileira em 2000 tendo passado para 8,9% 10 anos depois. Outra faixa que se apresenta importante é aquela que vai dos 45 aos 59 anos, com crescimento expressivo. A faixa entre 50 e 54 anos detinha 4,2% da população em 2000 e passou a 5,3% em 2010. São tendências que deverão permanecer ao longo de, pelo menos, 20 ou 30 anos.

Por estes movimentos são importantes? Por que podem definir investimentos das empresas. Uma empresa do ramo têxtil de moda jovem deveria ampliar sua atuação para a faixa infantil ou para a faixa jovem adulto nos próximos anos? A resposta parece muito clara e, mesmo sabendo que ainda existe um mercado significativo junto às crianças, melhor seria rumar ao público mais velho, quem sabe lançando uma marca que possa acompanhar o crescimento deste público que envelhece.

Da mesma forma o foco no público crescente dos cinquentões, mais maduros financeiramente e com maior expectativa de vida mostra-se muito representativo no que diz respeito aos direcionadores estratégicos, especialmente de empresas de bens de consumo e de serviços.

Da mesma forma, melhor lastrear um plano ou seguro saúde com base na grande quantidade de crianças e adolescente com uso muito menos recorrente ou desenvolver produtos que possam incorporar pessoas maduras e com probabilidades decrescentes de ficarem doentes, seja face ao avanço tecnológico, seja pela preocupação com hábitos mais saudáveis? À primeira observação sabe-se que é muito mais difícil equacionar grande número de pessoas mais velhas com coberturas de saúde. Mas a mudança deste perfil etário é inexorável e não há como fugir da elaboração de propostas que contemplem estas peculiaridades.

As empresas brasileiras devem começar a pensar cada vez mais no médio e no longo prazo. Afastamos o perigo da hiperinflação e já não é preciso assumir um pensamento de overnight. O Brasil vive há 15 anos sem este fantasma, mas ainda boa parte das empresas teima em não pensar a longo termo. É preciso modificar esta conduta e passar a analisar os dados e as tendências com o intuito de preparar empresas para as mudanças que estão batendo à porta e que vão ser a tônica do futuro, principalmente aquelas que estão determinadas historicamente para acontecer.

É possível que o país atravesse momentos mais ou menos profícuos em termos econômicos do que atravessa agora, pode ser que a evolução tecnológica seja mais ou menos acelerada do que vem sendo os últimos anos, mas uma coisa é verdade: tendências demográficas não se modificam de forma fácil ou rápida, salvo um cataclismo ou então os chamados eventos de ruptura como um desastre nuclear, improváveis dentro da geopolítica atual. Então por que não assumir também esta visão nos negócios?

Os dados estão disponíveis. Basta incorporar esta competência de analisá-los construindo uma base sólida para projetar o futuro e assim melhor delimitar a trajetória de sucesso dos negócios.

 

Luiz Goes, sócio sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza e responsável pela área de Inteligência de Mercado. 10/07/2014

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/de-olho-na-pesquisa/a-outra-classe-emergente-20140710-094413

8 ferramentas para medir seus resultados em marketing

Passei boa parte da minha vida profissional ouvindo a máxima que Informação é poder, se fosse verdade os bibliotecários(as) seriam as pessoas mais poderosas do mundo. Nos dias atuais Execução é poder. Li um interessante livro cujo título é: Obrigado pela informação que você me não me deu. 

Pura verdade… As empresas produzem relatórios cada vez mais sofisticados com um conjunto cruzado e variado de informações que não temos condições mentais de processá-los, sobretudo de agir sobre estas informações e promover ações imediatas. Como executivo, planejo investimentos em marketing para capturar clientes e me deparo com a necessidade diária de mensurar estes investimentos. 

Hoje não tem desculpa para não medir a origem de todos os clientes que se relacionam com sua empresa, existem dezenas de programas gratuitos e alguns pagos que lhe relatam a origem de cada centavo investido em marketing. Os programas que estou recomendando produzem uma infinita possiblidade de informações, no entanto não se deixe seduzir pela amplitude, defina no máximo 10 métricas que você julgue estratégicas e que possa atuar sobre elas, melhorando a otimização dos investimentos.

Estas informações não devem lhe servir somente de apoio, mas sim de iluminação e inspiração para deixar os seus investimentos de marketing cada vez mais eficientes. Vamos a elas:

 

1. Google Analytics (Gratuito): Ferramenta para acompanhamento dos fluxos de navegação e interações dentro das plataformas digitais da marca, como sites e hotsites. Através de seus relatórios é possível identificar as páginas mais acessadas, áreas de maior interesse, desempenho do processo de compra e frequência do acesso, por exemplo. Uma das possibilidades mais interessantes é a de identificação da origem do acesso – seja de mídia paga ou orgânica.

 

2. Adservers (Pago): São ferramentas para tracking de mídia online que permitem acompanhar o volume entregue, identificar a cobertura, alcance e frequência dos impactos, além de permitir realizar otimizações em tempo real. Comumente possuem negociações baseadas no volume de entrega da mídia (CPM).

 

3. Facebook Insights (Gratuito): Ferramenta do próprio Facebook disponibilizada para quem gerencia uma página corporativa na rede social. Permite o acompanhamento do alcance das ações, número de interações e performance das publicações.

 

4. Seekr (Pago): Ainda relacionado às redes sociais, existem ferramentas que auxiliam na gestão dos canais sociais da marca, controle das interações com os usuários e mapeamento das menções espontâneas sobre a empresa, como o Seekr, que tem como modelo negócio a assinatura mensal/anual.

 

5. comScore (Pago): Ferramenta de planejamento de mídia online que permite acompanhamento da audiência e avaliação do perfil dos usuários que acessam um determinado site ou página. Auxilia tanto para a escolha de veículos para a compra de mídia, quanto para o acompanhamento dos concorrentes.

 

6. Google Insights for Search (Gratuito): Serviço do Google que indica tendências de busca de usuários sobre determinados assuntos e palavras-chave. Apesar de bastante simples, pode ser valiosa para identificar comportamentos de busca dos usuários, como sazonalidade e intensidade.

 

8. Intelimidia (Pago): Serviço de tracking de telefone para avaliação de performance de campanhas offline através do volume de ligações geradas através de um determinado anúncio/veículo.

 

*Romeo Deon Busarello é Diretor de Marketing e Ambientes Digitais da Tecnisa e Professor dos Cursos de Pós Graduação e MBA da ESPM e INSPER. 

(Fonte: Revista Exame) 10/07/2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/pme/8-ferramentas-para-medir-seus-resultados-em-marketing

Lei que veta comida com brinde é aprovada pela Câmara de SP

Foi aprovado nesta quarta-feira, dia 2, o projeto de lei que proíbe a venda casada de alimentos com brinquedos na capital paulista. O texto do vereador Arselino Tatto, do PT, tramita desde 2009 na Câmara Municipal de São Paulo. A aprovação em votação simbólica foi quase que uma unanimidade, exceto por Ricardo Young, do PPS, que manifestou voto contrário. O texto ainda aguarda a sanção do prefeito Fernando Haddad do PT.

Se aprovada, a nova lei atinge diretamente as ações de lanchonetes como Mc Donald’s, Bob’s, Habib’s e Giraffas, além dos fabricantes de ovos de Páscoa. A empresa que descumprir a regra será multada em R$ 1.500,00. 
 

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Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 03/07/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/31098/lei-que-veta-comida-com-brinde-e-aprovada-pela-camara-de-sp.html?utm_source=mail2easy&utm_medium=e-mail&utm_campaign=Newsletter+Dia