Arquivo mensal: maio 2014

Instagram se transforma em loja virtual para pequenos vendedores

Quando começou a vender joias, em fevereiro do ano passado, a arquiteta Raquel Arazaki, 27 anos, criou uma conta no Instagram apenas com a intenção de ampliar a divulgação de suas produções. Se seus seguidores se interessassem por elas, poderiam comprá-las na loja física (que leva seu nome), em São Paulo, ou no site oficial.

Desde outubro, porém, a adesão a uma ferramenta chamada Arco permite que seus clientes façam a compra diretamente pela rede social, o que vem alavancando seu negócio. “Hoje, minhas vendas pelo Instagram são, em média, o dobro do que vendo pelo site. Às vezes tem mês que não vendo nada pela loja virtual, enquanto no ‘Insta’ eu consigo manter uma média de cinco a 10 vendas por mês”, conta Raquel. Além da arquiteta, cerca de 500 vendedores, entre profissionais liberais e pequenas empresas, usam a ferramenta, segundo estimativa de Diana Assennato, CEO e sócia da Arco, startup paulistana com apenas oito meses de vida.

“E a maior parte das lojas é voltada para moda e acessórios”, observa Diana. Não por acaso este é o segmento que lidera as vendas pela internet, representando, no ano passado, 19% do que foi vendido em todo o comércio eletrônico brasileiro, de acordo com levantamento do e-Bit.

“Mas também temos usuários que vendem livros, ingressos para festas e até serviços de consultorias”, afirma Diana. O número aproximado de compradores cadastrados chega a 2,5 mil.

Em conversas com clientes, a empresária percebe que a maior dificuldade daqueles que se interessam pela Arco é entender que não basta aderir à ferramenta, mas é preciso também saber geri-la. “Muita gente quer usar as mídias sociais para fazer dinheiro, mas falta informação, falta saber como funcionam as redes sociais, o horário certo para postar as fotos etc. É um público que não está fechado para inovação, mas falta falta um pouquinho de base”, diz.

A designer de moda Nayana Estanislau, de 24 anos, também adepta da Arco, tenta se manter antenada ao assunto para não bobear em seu negócio. Dona de uma grife há quase seis anos, que também leva o seu nome, Nayana descobriu a ferramenta em um curso de marketing digital na capital cearense, no início deste ano.

Como também ela já usava o Instagram para divulgar suas peças de roupa, ela aproveitou a conta para apostar na novidade. “Tem sido muito positivo, não só pelas vendas, mas também porque o pessoal da Arco divulga seus produtos na página deles e, com isso, você ganha mais seguidores”, afirma a designer.

Como funciona. Para efetuar uma compra no Instagram é necessário que vendedor e comprador tenham contas no PayPal, no site da Arco e, obviamente, na própria rede social. Daí, basta o seguidor interessado comentar a palavra ‘comprar’ na foto do produto, sem hashtags ou qualquer outra palavra. O comentário permite que a Arco autorize a compra do produto por meio da conta do seguidor no PayPal, que, em seguida, envia uma mensagem de confirmação para o seu usuário.

Quando o comprador se confunde e não faz o comentário da maneira adequada ou se interessa pelo produto e não tem conta no PayPal, a equipe da Arco entra em contato com ele para fazer as devidas orientações, ajudando os vendedores a não perder potenciais vendas e acostumando os usuários do Instagram à novidade.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo – Varejo Digital – 07 Mai 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/varejo-digital/instagram-se-transforma-em-loja-virtual-para-pequenos-vendedores

Após pedido de consumidores, lata de Leite Moça terá abridor

A lata de Leite Moça, embalagem icônica para muitos consumidores brasileiros, ganhou um sistema abridor e trouxe de volta as receitas no rótulo. É a primeira mudança em seu design nos últimos 10 anos, diz a fabricante Nestlé.

O visual atualizado do produto chega às prateleiras até o fim do mês, e nasceu de pedidos feitos por consumidores, afirma a empresa de alimentos. A Nestlé recebeu solicitações para facilitar o manuseio da lata, que por isso “emagreceu”, ficando mais vertical ou “slim”.

Segundo a companhia, o novo formato traz a mesma quantidade de produto, 395 gramas. “Sempre valorizamos a proximidade com nossos clientes, e agora reforçamos esta conexão”, afirma Daniele Novaes, gerente de marketing de Leite Moça no Brasil.

Fonte: Exame

Foodservice – 07 Mai 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/food-service/apos-pedido-de-consumidores-lata-de-leite-moca-tera-abridor

RECon 2014 – O que vem por ai?

A Real Estate Convention – RECon 2014, que acontece tradicionalmente em maio e em Las Vegas, terminou há uma semana. Antecedendo esse, que é o maior evento da indústria de Shopping Centers, a GS&BW coordenou visitas técnicas realizadas pela Delegação Abrasce em shoppings localizados em Chicago e em Las Vegas. Foram oito dias intensos, debatendo e refletindo sobre o setor. Após essa imersão listamos cinco grandes tendências:

 

1) Shopping Center como Social Hubs:

No ano passado, no nosso Pós RECon, uma das lições que destacamos foi justamente a transição entre o velho centro de compras para o novo centro de conveniência e convivência . Essa mudança ganhou destaque na mídia no início desse ano quando Rick Caruso, CEO da Caruso Affiliated, discursou na Convenção da NRF – National Retail Federation, em Nova Iorque, sobre o Renascimento dos Shoppings. Suas palavras reafirmaram o que expusemos, quase um ano antes, ou seja, que o “Shopping Center” não é mais como era no passado. Mais do que apenas um templo de consumo, os Shoppings consolidam sua nova vocação de um lugar onde pessoas vão encontrar-se, divertir-se, socializar e até comprar. Por isso, áreas infantis, como as do Shopping Old Orchard, da Westfield, em Chicago, que possui também espaço para que pessoas e empresas promovam churrascos em seus corredores abertos, ou anfiteatros para apresentações de música e teatro, como o do Promenade Bolingbrook, também em Chicago, e os já tradicionais lounges, encontrados hoje em toda parte, ganham importância cada vez maior. A melhor expressão para definir Essa tendência, que veio para ficar, pode ser definida como a migração do “Shopping Center” (centro de compras) para “Social Hub” (polo social).

 

2) Novas âncoras e atrações:

Como consequência desse novo conceito de shopping, os empreendimentos buscam novas âncoras e atrações, voltadas para áreas como entretenimento, gastronomia e moda. Hoje em dia restaurantes são também fortes âncoras. Se no passado nossos shoppings possuíam apenas praças de alimentação, repletas de operações de comida rápida, hoje dificilmente abrimos sem ter bons restaurantes no mix. A diversão também deve ter espaço garantido. Um exemplo dessa tendência é o recém inaugurado The LINQ, shopping aberto que visitamos em Las Vegas e que é ancorado por uma roda gigante. É isso mesmo – a maior atração desse mall é a High Roller, a maior roda gigante do mundo, o que prova que de fato o entretenimento ganha cada vez maior importância na composição do tenant mix.

Do mesmo modo as lojas físicas passam a alterar um pouco a sua configuração, também adquirindo aspectos relacionados com a experiência no ponto de venda. Em visita ao Oakbrook, shopping da GGP em Chicago, tivemos mais um exemplo dessa mudança: a maravilhosa loja Pirch, que promove experiências sensoriais e educativas. Imagine que no seu interior existe um espaço denominado “o santuário”, uma área que tem sauna, chuveiro e pode ser mesmo considerado um grande santuário de relaxamento. Os consumidores podem inclusive agendar um horário para tomar uma chuveirada ou usar a sauna dentro da própria loja! Não só como uma forma de experimentar o produto, mas também de viver uma experiência no interior da Pirch. Outro ponto importante, dentro dessa mesma lição, são as atrações oferecidas pelos shoppings como, por exemplo, a fantástica passarela que emerge do chão e torna-se cenário de desfiles de modas das lojas do Fashion Show, em Las Vegas (GGP). De um lado os desfiles evidenciam o lado fashion do mix e de um outro apoiam os lojistas no esforço para apresentar suas novidades. Tendo como cenário a primeira tendência, já consolidada, do shopping como social hub, ter um tenant mix e atrações que conversem com o novo consumidor tornou-se vital.

 

3) Valor agregado por meio de serviços:

A conveniência é algo bastante valorizado pelos consumidores cada vez mais atarefados. De olho nessa tendência, os shoppings começam a oferecer uma ampla variedade de serviços para seus clientes. O SameDay Delivery, que conhecemos no Oakbrook, é um bom exemplo desse movimento. O shopping leva no mesmo dia, no domicílio dos clientes, compras feitas em lojas selecionadas, por um custo de US$ 5 cada entrega. A tendência no futuro é que o SameDay também permita que compras feitas na internet sejam retiradas pelos próprios consumidores nas lojas do shopping. Hoje, nove shoppings da GGP adotaram o serviço, que é operado pela Deliv, uma empresa constituída em parceria com a Simon e a Macerich, que são concorrentes da GGP. Falando em delivery o Fashion Outlet também investe em serviços, como o despacho de bagagens e o check in de passageiros que pretendem embarcar no aeroporto de Chicago, que fica logo ali ao lado do shopping. Os concierges são outra tendência – no The LINQ o confortável espaço para clientes oferece água gelada a quem pedir, sem cobrar nada por isso, o que no calor do deserto de Nevada é uma grande vantagem.

 

4)Design:

A arquitetura e o design continuam sendo utilizados como elementos diferenciadores dos shoppings centers. Prova disso é o surpreendente Fashion Outlet, em Chicago, que combina barganhas, moda e arte de uma forma inovadora e significativa. Nesse shopping da Macerich destaca-se o projeto “The Arts Initiative”, um coletivo dedicado à colocação de arte visual altamente interativa em locais públicos, que selecionou 10 artistas contemporâneos, reconhecidos internacionalmente, para decorar o mall em sua inauguração. Esse projeto é fruto de uma parceria, de longo prazo, que continuará a enriquecer e dar movimento ao Fashion Outlet, integrando ideias conduzidas por artistas e obras de arte contemporânea de uma forma que visa redefinir os espaços de arte pública para os próximos anos. Outro exemplo magnífico de design como elemento diferenciador foi visto pela Delegação no Crystals, shopping de luxo em Las Vegas onde tudo é feito com extremo bom gosto, da iluminação ao paisagismo, passando pela fachada em forma de cristal, as escadas e os banheiros. Cuidados menores e mais simples também foram observados durante a visita ao “Shops at North Bridge”, da Macerich, em Chicago, onde o design é explorado até para anunciar obras com uma linguagem de moda.

   

5)Diversidade de formatos:

Em 2013, após visitarmos shoppings em Los Angeles, fechamos a nossa grande discussão com uma dúvida que pairava no ar: qual seria o formato de shopping ideal? Após visitarmos centros abertos e tradicionais, não chegamos à um consenso sobre essa questão. Nesse ano ficou clara a grande verdade – não há um formato dominante que seja adequado a todos os mercados. O Water Tower Place, em Chicago, mesmo sendo um shopping vertical, com 8 pisos, é bem sucedido e possui clientes em todos os andares, porque está localizado em uma região central da cidade. O Fashion Outlet difere do formato tradicional dos outlets e possui a arquitetura de um shopping fechado e mesmo assim funciona muito bem. Já o North Bridge é na verdade um complexo de seis prédios, distribuídos por quatro quarteirões e separados por ruas, com operações que se complementam de maneira sinérgica. A resposta enfim parece ser – o melhor formato é aquele mais relevante para o local em que o shopping está instalado.

Apesar das enormes diferenças entre os mercados brasileiro e americano, não temos dúvida de que essas cinco tendências também estão desembarcando no Brasil. Conhece-las e tropicalizá-las será tarefa essencial para quem estiver empenhado em diferenciar seu empreendimento neste cada vez mais concorrido setor dos shopping centers. Para terminar, um recado aos que acreditaram nas precoces notícias da morte dos shoppings nos Estados Unidos – a maior parte deles está viva e muito bem de saúde, diga-se de passagem.

 

 Janice Mendes (janice@gsbw.com.br), gerente da GS&BW.

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/shopping-centers-20130422-150547/recon-2014-o-que-vem-por-ai

5 tendências para o segmento de shopping centers

 

É de se espantar que, décadas atrás, os shopping centers tenham se questionado quanto aos ganhos de se inserir salas de cinema nos empreendimentos. Na época, muitos lojistas e gestores pensavam que poderia ser um desperdício disponibilizar uma vaga do estacionamento por algumas horas para uma pessoa que permaneceria durante esse tempo sentada diante de um telão sem comprar nada. Hoje, no entanto, o pensamento se inverteu. Cada vez mais os centros comerciais percebem as vendas como consequência de uma experiência muito mais abrangente.

Esse movimento é resultado de uma mudança no comportamento do consumidor, que deixou de enxergar os shopping centers como um simples conjunto de vitrines e ofertas. Os empreendimentos se tornaram importantes espaços de convivência. O público procura esses locais para trabalhar, se encontrar com amigos, comer, se divertir e, por que não, comprar. A primeira tendência apontada nas palestras do Recon 2014 – evento mundial do segmento que aconteceu entre os dias 13 e 22 deste mês em Chicago e Las Vegas, nos Estados Unidos – refere-se à necessidade de se contar com bares, restaurantes gourmet e entretenimento para se conquistar clientes.

São justamente esses atrativos que mantém o público por mais tempo dentro do empreendimento. “A expressão Shoppping Center, em sua tradução literal de centro de compras, já não representa mais o que realmente são esses espaços. Eles são hoje um social hub, um local procurado pelas pessoas para socialização, onde elas querem passar bons momentos, se distrair e ver as novidades. Isso está levando mudanças grandes para a arquitetura, o mix de lojas e a conveniência que os shoppings oferecem aos consumidores”, explica Luiz Alberto Marinho, Sócio-Diretor da GS&BW, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Novos formatos
O especialista participará do evento Pós-Recon, organizado pela consultoria, na próxima quinta-feira, dia 29 de maio, em São Paulo. Lá, ele contará o que viu nos Estados Unidos, onde, ainda mais do que aqui, os shoppings se aparelham com áreas de descanso, restaurantes e espaços de entretenimento para receber as pessoas com mais comodidade e serviço. “A intenção é de que elas fiquem por mais tempo dentro do empreendimento e consequentemente acabem comprando”, resume Marinho.

A segunda tendência já clara nos Estados Unidos e em mercados mais maduros é a diversificação dos formatos de shoppings. Ganharam espaço nos últimos anos os modelos de vizinhança, os outlets e empreendimentos temáticos, focados em determinados segmentos de consumo. Há também os shoppings ancorados por conjuntos residenciais e aqueles que mesclam lojas tradicionais com escritórios de empresas, os chamados multiuso.

O destaque no Brasil ainda são os shoppings tradicionais, que respondem por 83% do total de centros comerciais, mas já existe um movimento que aponta para mudanças nesse perfil. Os novos empreendimentos estão sendo construídos de modo a aproveitar o potencial da combinação de vocações em um único lugar. Um exemplo é o Palladium Shopping Center, localizado em Curitiba, no Paraná. Inaugurado em 2008, o espaço com 182.400 metros quadrados e três pavimentos é ligado a prédios comerciais por uma entrada localizada dentro do centro comercial.

No lugar das praças
O ponto de encontro conta, por exemplo, com uma área administrativa do Banco do Brasil e com laboratórios médicos. “O Palladium já foi projetado no conceito multiuso. Não é só um centro de compras. Hoje, as pessoas não precisam ir a um shopping necessariamente para comprar. Existe uma relação com a falta de espaços comuns nas cidades, como as praças, que não têm conforto, nem segurança, atributos que passaram a ser oferecidos pelos shoppings”, pontua Maria Aparecida de Oliveira, Gerende de Marketing do Palladium Shopping Center, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Surge, nesse contexto, a terceira tendência de novas atrações cumprirem o papel de âncoras nos centros comerciais, dividindo essa função com as tradicionais grandes lojas de departamento e com as marcas fortes. No Palladium, um curso de inglês é um dos responsáveis por grande parte do fluxo de clientes no estabelecimento. Além dos próprios alunos, ele atrai para o local os pais, que muitas vezes ficam aguardando o término da aula caminhando pelos corredores e, adivinha, comprando.

Ofertas de entretenimento também ganham destaque. O Shopping The Linq, em Las Vegas, é ancorado por uma roda gigante. Do alto dela, é possível admirar a vista panorâmica de boa parte da cidade. Seguindo essas tendências, as lojas também investem em experiências diferenciadas, oferecendo serviços os mais inusitados.

Valor do design
A quarta tendência é o investimento em design. Já não basta ter um grande bloco de concreto com diversas marcas dentro para satisfazer o consumidor. Ele está atrás de um ambiente agradável, diferenciado e confortável. “Já existem shoppings decorados com obras de arte e que investem em arquitetura, com atenção para a iluminação e os jardins. Num primeiro momento, chegou-se a pensar que os estabelecimentos fechados iriam acabar, permanecendo apenas os abertos, mas hoje vemos que a arquitetura dos shoppings não tem um modelo único. Ela precisa apenas se adequar ao público-alvo”, ressalta Marinho, da GS&BW.

O Pátio Savassi, em Belo Horizonte, foi construído há 10 anos com áreas abertas, o que influencia sua vocação. O estabelecimento é hoje muito procurado por jovens e conta com cafés em todos os pisos, incentivando a reunião de amigos. “Estarmos num polo cultural nos levou a nos apropriarmos da questão. Temos um anfiteatro no shopping e fazemos diversos eventos com música. Eles são importantes para trazer a família e criar vínculos com os clientes”, relata Rejane Duarte, Gerente de Marketing do Pátio Savassi, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A oferta crescente de serviços nos shoppings, sejam eles culturais ou não, é a quinta tendência percebida no mercado. As praças de alimentação ganharam importância nos empreendimentos, ao longo dos anos, da mesma forma que itens hoje indispensáveis, como estacionamento amplo e coberto, fraldário e espaço para amamentação. Ambientes voltados para crianças também se tornaram fundamentais para distrair os pequenos enquanto os pais vão às compras.

Desconto no estacionamento
Oferecer diferenciais no serviço é tão importante a ponto de alguns estabelecimentos abrirem mão de parte de receitas importantes para isso. Para estimular a ida de clientes ao Shopping Grande Rio, no Rio de Janeiro, na hora do almoço, o empreendimento reduziu o valor do estacionamento no período. Quem for ao local e consumir no mínimo R$ 15,00 em lojas participantes do segmento de alimentação pagará apenas R$ 3,00 na tarifa. A ação é válida de segunda a sexta-feira, das 12h às 15h (exceto aos feriados).

O mercado brasileiro, embora já esteja atento à maioria dessas tendências, ainda engatinha se comparado com a realidade de países como os Estados Unidos, onde já existem mais de 100 mil shoppings, ante os nossos cerca de 500 daqui. “Lá, esse segmento vem se desenvolvendo desde 1922, enquanto nós temos apenas 45 anos de centros comerciais. Ainda temos um espaço enorme para crescimento e veremos muitos novos empreendimentos serem abertos”, analisa Marinho.

Nos últimos anos, o país assistiu a um movimento de expansão das redes e de lançamento de novas unidades em áreas mais remotas, distantes do tradicional eixo Rio-São Paulo. “Estamos vivendo um momento interessante de democratização e expansão para outras cidades. Eu mesmo estive em Roraima, Sobral, Macapá, Porto Velho. É bom ver as mudanças que os shoppings estão levando para essas regiões. Vi recentemente, por exemplo, um Shopping de Alagoas levar o primeiro McDonald’s para a cidade”, lembra Marinho

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 28/05/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/comportamento-do-consumidor/30806/5-tendencias-para-o-segmento-de-shopping-centers.html?utm_source=mail2easy&utm_medium=e-mail&utm_campaign=Newsletter+Dia

 

O redesenho do design no varejo

tempo está rodando em velocidade ainda maior. Em especial no consumo e no varejo. Como resultado de transformações estruturais que têm como epicentro o empoderado neoconsumidor, a sociedade, as organizações, as marcas, os produtos, os serviços e o varejo se defrontam com o desafio crescente de buscar caminhos para se antecipar ou, no mínimo, acompanhar essa evolução, criando alternativas para satisfazer um consumidor cada vez mais satisfeito e, consequentemente, mais difícil de ser positivamente surpreendido por algo absolutamente inovador.

No desenho dos elementos que podem contribuir na busca de soluções a tecnologia é, em suas múltiplas e diversificadas opções,  o elemento que pode gerar o maior número de possibilidades pelo alcance quase inesgotável de alternativas.

No plano das alternativas racionais  muito tem sido feito e oferecido variando dos sistemas de mensuração e controle para maximização de resultados, passando pelo recém ampliado universo do Big Data, e chegando na gestão de preços em tempo real. O céu é o limite mas quase tudo converge para o enfrentamento do desafio de uma quase inexorável pressão crescente sobre a rentabilidade.

No plano emocional ocorre a busca incessante por caminhos que possam reduzir o grau de racionalidade no processo decisório no comportamento cada vez mais pragmático, tornando-o mais emotivo e sensível, permitindo que decisões de compra e consumo sejam guiadas por outros níveis de gratificação que possam “descomoditizar” produtos, marcas, lojas e serviços.

Nesse caminho o Design de Varejo tem seu papel ampliado e potencializado pois pode contribuir decisivamente para criar um outro cenário e ambiente para negócios. Mas, também, porque não, contribuir para o processo de racionalização de processos e atividades nos pontos de vendas, como parte do chamado Design Funcional. A missão do design no varejo se torna crescentemente mais desafiadora.

Se existem novos recursos sendo disponibilizados, em especial na área da tecnologia no ponto de venda, de outro lado as pessoas têm cada vez menos tempo e estão mais ligadas e sendo inundadas de informações e conexões que contribuem para mudanças constantes em suas percepções, opiniões e decisões.

Das inovações marcantes das lojas despojadas e funcionais da Apple em todo o mundo mas também presente na loja do Rio de Janeiro, aos espaços interativos das lojas de artigos esportivos como a da Asics em Londres, passando pelas novas soluções em restaurantes e lojas de alimentação, como a recém inaugurada Eataly em Chicago ou as propostas diferenciadas das lojas Havaianas, Riachuelo e Chilli Beans na Oscar Freire em São Paulo, existe uma efervescência criativa na busca de novas respostas para novos desafios.

Criar espaços, modelos, alternativas que gerem um apelo mais emocional “desligando” o consumidor do ambiente hiper-conectado para buscar uma conexão diferenciada, induzindo um comportamento menos racional, se torna a cada momento uma missão mais difícil.

Por conta disso artistas, designers, pesquisadores e provedores de soluções dedicam-se continuamente a monitorar tendências e buscar alternativas para gerar essas conexões mágicas que possam elevar o nível de gratificação desse consumidor.

E parte do trabalho é reunir tudo o que tem sido feito em formatos e layout de lojas, decoração, comunicação visual, embalagem, sites, comunicação promocional, uniformes, equipamentos, instalações, produtos e marcas para observar aceitação e adesão para identificar preferencias e possibilidades que possam gerar novas alternativas para envolver e encantar o consumidor.

Uma espiral desafiadora de criatividade e funcionalidade visando constantemente redesenhar o design de varejo. Eis a missão.

Marcos Gouvêa de Souza (mgsouza@gsmd.com.br) diretor-geral da GS&MD – Gouvêa de Souza.

26/05/2014 – http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/momentum/o-redesenho-do-design-no-varejo

Giraffas transforma papel de bandeja em game de futebol para celular

A rede Giraffas transformou o papel das bandejas da rede em um game para celular. O “GiraGol” foi criado pela agência Mood por meio de uma combinação de tecnologias desenvolvida durante seis meses. O jogo proporciona tanto a experiência física quanto a digital, na qual o usuário é o atacante e o celular o gol/goleiro. Também há a opção de jogar em dupla, conectando a outra pessoa por meio do Bluetooth. Mais de 4 milhões de papéis de bandeja “GiraGol” já foram distribuídos nos restaurantes da marca.

A possibilidade do celular reconhecer a bolinha de papel pelo toque foi possível após a combinação de três diferentes ferramentas encontradas nos celulares: câmera frontal, acelerômetro e microfone. Primeiro, a câmera reconhece o papel de bandeja e a distância do chute, atribuindo diferentes pontuações para cada uma delas. O acelerômetro calcula a trajetória e reconhece o impacto da bola na tela, ativando o movimento do goleiro. O microfone, por sua vez, reconhece o local do impacto, determinando a área do gol onde a bola virtual deverá aparecer.

Os resultados da disputa podem ser compartilhados pelos usuários nas redes sociais. A imagem da lâmina também será disponibilizada para impressão nas páginas do Giraffas no Facebook e no Twitter para que o game não fique restrito às lojas e possa ser jogado novamente pelos consumidores, em qualquer lugar. Para brincar é imprescindível o uso do papel de bandeja e de bolinhas de papel que não sejam da cor branca. O aplicativo já está disponível para download em smartphones iOS, na AppStore e para Android a partir do dia 23/5, no Google Play Store.

Veja o vídeo de como funciona o “GiraGol”:

Por Priscilla Oliveira, do Mundo do Marketing | 21/05/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/30750/giraffas-transforma-papel-de-bandeja-em-game-de-futebol-para-celular.html?utm_source=mail2easy&utm_medium=e-mail&utm_campaign=Newsletter+Dia

Pesquisa mostra que a renda da nova classe média muda todos os meses

Um estudo detalhado sobre os ganhos e os gastos das classes C, D e E trouxe um dado novo sobre a classe C, considerada a nova classe média do País: a renda dessa parcela da população não é tão estável quanto se pensa. Na verdade, tanto o valor quanto as fontes de rendimento tendem a mudar, às vezes drasticamente, mês a mês. “Podemos dizer que a classe C é classe média quando dá”, diz Luciana Aguiar, sócia diretora da Plano CDE, consultoria especializada em baixa renda, responsável pelo estudo.

A pesquisa foi feita com 120 famílias, de 64 comunidades de centro urbanos em quatro capitais – Salvador, na Bahia, Recife, em Pernambuco, São Paulo e Rio Janeiro. O estudo foi encomendado e pago pelo CGAP (sigla em inglês de Consultative Group to Assist the Poor), um organismo internacional, baseado no Banco Mundial. Como a Plano CDE realizou todo o levantamento, pode divulgar parte dos dados financeiros, aos quais o Estado teve acesso.

Diários financeiros. Por causa do número reduzido de entrevistados, a pesquisa não tem valor estatístico. O seu grande diferencial é a profundidade. Os pesquisadores tiveram acesso irrestrito à contabilidade das famílias por seis meses, o que faz com que os resultados tracem uma radiografia fidedigna dos padrões de comportamento dessa parcela da população.

“A pesquisa é baseada no que se chama de Diários Financeiros, que acompanham as fontes de receita e os gastos”, diz Luciana. “É um tipo raro de acompanhamento, que permite uma investigação do orçamento familiar e de como as pessoas lidam com o dinheiro e as dívidas.”

O orçamento de todas as famílias pesquisadas variou ao longo dos seis meses. Uma delas atravessou quase todas as classes. Foi pobre, vulnerável, passou três vezes pela classe C e, por fim, entrou na B.

Segundo Luciana, isso ocorre porque apenas uma parte da renda é certa – e nem sempre por causa de um emprego com carteira assinada. Aposentadoria, pensão, bolsa família, bolsa carioca e outros benefícios sociais, muitas vezes, são a única parcela fixa da renda. O restante – que não raro responde pela maior parcela do ganho – é coberto por bicos e atividades paralelas, como venda de cosméticos ou fazer salgados para fora.

Mobilidade mensal. Cristiano Ipaves Lacrose, 36 anos, de Itaquera, na zona leste da capital paulista, convive com essa flexibilidade desde que começou a ajudar o pai, aos dez anos. Microempreendedor, ganha por mês, como ele mesmo diz, “algo entre nada e R$ 5 mil”.

Para garantir nem que seja um mínimo, aprendeu a fazer de tudo – serviços hidráulicos, elétricos, marcenaria, pintura. Sua mais recente atividade é ser chaveiro em domicílio. “Não dá para adivinhar quando e quanto vai entrar”, diz Lacrose. “Há um ano, ganhava bem sempre, mas, desde o fim do ano passado, os clientes ficaram mais inseguros e as coisas, imprevisíveis.”

Em casa, quem tem renda certa é a esposa. São R$ 900 como auxiliar de serviços. É dela a conta bancária, que garantiu o empréstimo para os documentos da moto e os dois cartões de crédito, que ele utiliza como fonte de capital de giro.

Quando Lacrose tem um bom mês, a renda familiar passa de R$ 6 mil. Pelos padrões de ganho no País, a família, com uma filha, vai ao topo da pirâmide. Encosta na classe A, alta renda. Em um mês ruim, porém, os R$ 900 da esposa os colocam no piso da classe C. Por pouco não escorrega para a D. Como a renda muda, a família Lacrose transita entre as classes C, B e A.

“Essa camada da população é mais vulnerável do que parece e precisa de apoio para se consolidar”, diz Luciana. “Apenas a renda não é capaz de lhe garantir estabilidade.” No longo prazo, a nova classe média precisa acumular ativos – educação, qualificação profissional, acesso ao sistema financeiro, um espaço para empreender, já que a maioria não tem trabalho formal. “A questão que se coloca é como ajudá-la nessa transição.”

(Fonte: O Estado de SP) – Mercado & Consumo – 18/05/2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/mercado-consumo/pesquisa-mostra-que-a-renda-da-nova-classe-media-muda-todos-os-meses

Caem mitos sobre comportamento do shopper masculino

Não são só donas de casa que percorrem os corredores dos supermercados. Embora o público feminino ainda seja maioria, hoje quase um terço dos shoppers que vão ao menos uma vez ao mês a esse tipo de estabelecimento é homem. Uma realidade que exige do varejo adequações em sortimento, comunicação, oferta e ambiente de loja, pensando especificamente nesse perfil. Enquanto as mulheres passaram a dividir as contas com os maridos, os homens assumiram parte da responsabilidade pelas compras.

Engana-se também quem pensa que a maioria desse público masculino que frequenta supermercados é solteiro e mora sozinho ou está recém-divorciado. Segundo pesquisa realizada pela Toolbox, 66% deles são casados. Já entre os solteiros que buscam esse segmento do varejo, 58% moram com os pais. Apenas 29% deles moram sozinhos e 13% com amigos. O levantamento realizado pela consultoria derrubou esses e alguns outros mitos.

O intuito da Toolbox é desvendar quem é o shopper masculino. “A pesquisa surgiu da tendência que existe em mercados mais desenvolvidos de segmentar produtos específicos para homens. Começamos  a observar que já existem diversas categorias com produtos for men, mas a indústria tem lançado esses itens com pouco embasamento sobre o real comportamento de compra dos homens”, explica Rafael D’Andrea, Sócio-Diretor da Toolbox, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

Família moderna
A indústria conhece o perfil masculino do ponto de vista do consumidor – como ele consome produtos –, mas sabe pouco sobre seu processo de compra. As informações a respeito desse público, em especial no segmento de supermercados, costuma se limitar ao fato de que o número de homens nos estabelecimentos aumenta em períodos de jogos de futebol e outras festividades.

Sua participação nas compras, no entanto, está longe de se concentrar apenas nesses momentos. A crescente responsabilidade dos pais no dia a dia das famílias, incluindo nas atividades domésticas, gera impactos também nas idas ao supermercado. Segundo a pesquisa da Toolbox, 32% dos homens não trabalham em expediente normal e, como têm horários flexíveis, assumem a responsabilidade de abastecer a dispensa com mais regularidade.

As novas composições familiares também devem ter atenção do varejo. Entre os homens ouvidos pela pesquisa, 10% se declararam homossexuais, sendo que um terço desse grupo afirmou morar com o parceiro. “Os homossexuais têm um nível de despesa mais alto do que os heterossexuais, chegando a ser até três vezes superior em determinadas categorias. Isso é uma grande oportunidade para o varejo, que pode adequar a loja para todos esses públicos”, analisa Rafael D’Andrea.

Influente na decisão de compra
Outro mito derrubado pela equipe da Toolbox é o de que homens odeiam ir ao supermercado. Apenas 12% deles de fato afirmam detestar a incumbência, percentual menor do que o verificado em outros países, como os Estados Unidos, onde 33% fogem dos mercados. Como o brasileiro tem menos resistência em ir ao ponto de venda, o que acaba facilitando sua conquista.

Além de estarem fisicamente presentes na hora das compras, eles fazem mais do que empurrar o carrinho, como mostrou a pesquisa: 70% dos homens têm grande influência na decisão de quais produtos e marcas adquirir. “Ir ao ponto de venda aqui no Brasil é uma atividade considerada de lazer para muitas pessoas. E para o homem também é. Não é uma questão de gênero”, afirma Fernando Dandas, Consultor da Toolbox responsável pela pesquisa, em entrevista à TV Mundo do Marketing.

A crença de que o homem gasta mais quando vai ao supermercado sozinho tampouco se confirmou no levantamento. Quase três quartos deles afirmaram que a conta fica mais alta quando vão ao ponto de venda com as mulheres. “Como estão fazendo compras para a família toda, acabam adquirindo mais itens do que quando vão sozinhos. Via de regra, esse mito de que o homem gasta mais e gasta errado não é verdadeiro”, garante Rafael D’Andrea.

Comprador mais planejado
Já a característica de o shopper masculino ser mais planejado na hora das compras se confirmou no levantamento da Toolbox. Isso ocorre por eles não estarem tão suscetíveis aos produtos em promoção. Enquanto as mulheres querem passar nos corredores para checar se não estão perdendo nada, se há algo com desconto, 83% dos homens compram apenas o que estava planejado e 18% sequer passam por corredores que não façam parte de sua lista mental.

Esse comportamento comum entre o target masculino pode influenciar o modo como o varejo organiza seu ponto de venda. “Lojas que apresentam um caminho determinado e obrigatório para ser percorrido, como Etna e Tok Stok, prejudicam bastante a experiência de compra dos homens. Eles se sentem incomodados”, ressalta Rafael D’Andrea.

Os produtos for men também foram colocados à prova na pesquisa. Muitas pessoas acreditam que apenas metrossexuais gastam tempo escolhendo shampoo, creme e desodorante nas gôndolas, mas esse se mostrou mais um mito falso. De acordo com a pesquisa, 76% dos homens são adeptos às versões for men presentes no mercado e 65% dizem que leem a embalagem para saberem a diferença entre os produtos de acordo com as marcas.

Mais produtos for men
Além de estar atento aos itens idealizados especificamente para ele, o público masculino também gostaria de ver esse tipo de preocupação para além da higiene pessoal. Entre as categorias mais citadas está a de iogurtes. “Hoje, existem vários produtos lácteos direcionados à mulher, à família e à criança, mas nenhum ao homem. No comércio europeu já há uma opção direcionada a ele, com mais vitamina E, proteína e gordura, e tem funcionado”, ressalta Rafael D’Andrea.

A pesquisa derrubou ainda mais um mito: o de que homens ficam perdidos em supermercados e tendência a não pedir informação. Apenas 25% deles reconheceram ficarem perdidos no ponto de venda. Um percentual ainda menor, de 18%, afirmaram se sentirem desconfortáveis para pedir informações aos atendentes dos estabelecimentos. A partir de agora, o varejo e a indústria precisam se desvencilhar desses preconceitos, baseados num perfil de homem que ficou no passado, se quiserem atender e consequentemente fidelizar esse público.

 

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 19/05/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/30727/caem-mitos-sobre-comportamento-do-shopper-masculino.html?utm_source=mail2easy&utm_medium=e-mail&utm_campaign=Newsletter+Dia

Com a boca cheia

O setor de alimentação fora do lar, também conhecido com Foodservice, tem crescido sua participação no conjunto do consumo de alimentos em todo mundo. No Brasil esse segmento representava 24,1% dos dispêndios com alimentos em 2002 e em 2013, estima-se que tenha chegado a 32,9% como resultado das profundas e amplas mudanças que ocorreram, onde se destacam o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho e o forte crescimento da participação das classes B2C no consumo.

Depois de ter sofrido forte impacto nos Estados Unidos durante a crise recente o segmento de alimentos e bebidas fora do lar apresenta tendência de crescimento mais forte que o varejo, sendo previsto que possa evoluir 3,5% nominais em 2014, o que é uma forte expansão considerando a maturidade e o tamanho desse mercado e que, por essas projeções deverá se aproximar do valor de US$ 992 bilhões em 2018.

No maior mercado global acontece nesta semana o maior evento do setor, em Chicago, ocupando totalmente o McCormickPlace, principal centro de eventos dos Estados Unidos, reunindo fornecedores e operadores do setor, apresentando lançamentos e novos conceitos, serviços e produtos, com uma estimativa de 60 mil visitantes de todo o mundo nesses quatro dias.

Paralelo à feira que envolve produtos, serviços, instalações, equipamentos e soluções, são discutidos novos conceitos e tendências que irão orientar o planejamento das empresas dos principais mercados.

Entre os tópicos apresentados foram mostradas as tendências que envolvem os novos formatos de lojas de alimentação, sendo destacada a forte expansão do segmento de Fast Casual, de redes como Five Guys ou Chipotle que, entre as dez empresas que mais crescem em Foodservice nos Estados Unidos, sete delas operam com este conceito. Da mesma forma como foi debatida a busca da reação dos operadores de supermercados e supercenters, como WholeFoods, Wegmans e outros que reveem suas operações e incorporam novas categorias na busca por alternativas para não perderem market-shares em alimentos para as redes de Foodservice.

No Brasil o forte crescimento do consumo nos últimos anos fez acelerar a expansão das redes que já operavam no país e estimulou muitas outras a olharem para o mercado em busca de oportunidades e o que temos tido e uma ampliação significativa de marcas, lojas e conceitos gerando muito mais alternativas para os consumidores.

Isso explica a recente vinda de empresas como PF Chang, Chili’s, RedLobster, Carls Jr, Benihana, Longhorn, Cold Stone e a chegada prevista da CheesecakeFactory e do Eataly que, coincidentemente, inaugurou sua loja em Chicago no último dezembro e tem sido a loja mais visitada, e elogiada, nesses dias em que a cidade está tomada por experts do setor.

Apesar do tamanho e maturidade do mercado norte-americano de Foodservice, o segmento no Brasil também vive profundas mudanças e transformações e isso foi medido e avaliado através de estudos que foram realizados por iniciativa do IFB – Instituto Food Service Brasil.

Nestes últimos meses foram disponibilizados, pela primeira vez, amplos estudos realizados em todo o país para buscar uma uniformização das informações disponíveis no mercado e que pudessem permitir um melhor conhecimento desse processo de transformação balizado pelas mudanças do comportamento dos consumidores.

A estrutura atual do mercado de alimentação fora do lar foi segmentada e mostrou que 33% dos operadores no Brasil são do segmento de Foodservice, enquanto que 20% são de Fast Casual, 11% são Padarias e os demais 36% são restaurantes Full Service. De todos esses apenas 5% oferecem a opção de atendimento via ecommerce, segmento que deverá crescer nos próximos anos.

Nesse estudo, foi também apurado que 41% dos consumidores brasileiros só se deslocam até 15 minutos para suas refeições fora do lar e que 82% só aceitam se deslocar até 30 minutos.

Um dado interessante permitiu comparar o ticket médio de R$14,39 pago pelo consumidor brasileiro que na relação direta em conversão de moedas se mostrou ser um dos mais baixos na amostra de onze países onde são feitos estudos similares, porém, quando convertido usando o critério PPP, de Paridade do Poder de Compra, mostrou ser o segundo mais alto, só perdendo para Alemanha, na mesma amostra de países.

O segmento de Foodservice teve e continuará tendo expansão mais forte do que o varejo tradicional, descontando o ecommerce, e o instrumental de análise, pesquisa, informação e monitoramento do desempenho está cada vez mais rico em alternativas, permitindo que essa gestão se faça de forma cada vez mais profissional e madura, desenhando uma nova e desafiadora realidade.

Momentum – 18/05/2014

Marcos Gouvêa de Souza (mgsouza@gsmd.com.br) diretor-geral da GS&MD – Gouvêa de Souza.

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/momentum/com-a-boca-cheia

Manifestações levam Fiat a transformar sua plataforma de comunicação

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 15/05/2014

A apropriação da música tema do comercial de TV da Fiat para a Copa das Confederações pelos manifestantes, em junho do ano passado, deixou executivos da montadora de cabelo em pé. E não foi de emoção por ver centenas de milhares de pessoas cantando o “vem pra rua” lançado pela marca quatro semanas antes do início dos protestos. O temor por atritos com o governo federal, num setor altamente influenciado por incentivos, parece, no entanto, ser menos significativo do que os resultados. As manifestações não conseguiram gerar mudanças consideráveis no Brasil, mas revolucionaram a comunicação da montadora. Desde então, a Fiat não abandonou mais a rua como tema e a tornou sua plataforma de marca.

Nesta quinta-feira, dia 15, a companhia lança um novo anúncio televisivo musicado, com o mote de “a nossa festa é na rua” – dessa vez para a Copa do Mundo. Falcão, do Rappa, que cantou na ação do ano passado, dá lugar a Herbert Vianna e Negra Li na produção. As referências não param por aí. Recentemente, a montadora já havia colocado na internet quatro vídeos irreverentes de animação com o mote “Vacilão, na rua não”, em tom educativo. Até o fim do ano, oito deles estarão no ar.

A empresa, que costumava focar em produtos nas suas ações de Marketing, adota agora uma plataforma institucional. “A postura da Fiat é outra depois das manifestações. A marca começa a trabalhar aspectos que vão além de sua responsabilidade, como a educação no trânsito. Não se trata mais de uma campanha para a Copa, é uma plataforma de marca”, afirma Tiago Lara, Diretor de Planejamento na Leo Burnett Tailor Made, que participou nesta quarta-feira do 5º Encontro Internacional Coppead de Comportamento do Consumidor, no Rio de Janeiro.

Excluídos da Copa
Tudo começou durante a Copa das Confederações, quando a Fiat, como não patrocinadora, estava proibida de atuar num raio de dois quilômetros dos estádios. Não podia mencionar o evento ou a Seleção Brasileira. A marca mandou, então, pesquisadores para conversar com os brasileiros e, embora tenha notado um entusiasmo com o fato de as competições esportivas acontecerem no país, identificou um descontentamento em relação à dificuldade de se comprar ingressos para partidas, por conta do preço.

A companhia notou um sentimento de exclusão por parte da população. “A Fiat estava tão excluída da Copa quanto milhões de brasileiros. Se tivéssemos parado para fazer a campanha no primeiro insight, criaríamos o mesmo que tantas outras marcas: uma ação contemplativa, do tipo “vai Brasil”, falando de festa e alegria. O mote, no entanto, se voltou para: se vocês não estão na Copa, vem com a gente que a gente também não está. A Fiat está no mesmo lugar que vocês: na rua”, explica Tiago Lara.

Hoje, o vídeo com o Falcão cantando a música tem 19 milhões de views e é o mais assistido do YouTube na categoria automóveis. A marca teve ainda 38% de associação com a Copa das Confederações, embora não tenha investido recursos no evento. Apareceu na frente de concorrentes que eram patrocinadores oficiais, como Hyundai e Kia Motors. A montadora ainda registrou o maior crescimento em vendas se comparado aos três principais adversários no mercado e o “vem para a rua” foi mencionado mais de três milhões de vezes nas redes sociais.

Grito da Fiat e das ruas
O momento inicial, no entanto, foi de tensão. No dia seguinte à primeira grande manifestação de junho, a montadora enviou representantes para protestos nas capitais Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Os executivos se perguntavam se era preciso tirar o anúncio do ar ou modificá-lo, mas nada disso foi feito. “Ficou claro que o grito não era mais da Fiat. Não havia motivo para tirar o anúncio do ar. A marca não tinha mais autoridade para falar”, pontua Tiago Lara.

A expectativa geral no país é de que os protestos voltem a ocorrer com mais frequência durante a realização da Copa do Mundo. A perspectiva, no entanto, não assusta a Fiat. A companhia continuará se posicionando como a marca das ruas. “A Fiat é uma montadora popular, que dá acesso, que traz tecnologias novas para a categoria de base. Este conjunto fez com que tivéssemos um link muito maior com a população. A gente entendeu que a Fiat estava no lugar que ela sempre quis estar. Ela estava na rua, do lado das pessoas”, diz o Diretor de Planejamento da agência.

O risco de a companhia ser taxada de oportunista, desta vez, também foi descartado, à medida que o mote das ruas foi mantido durante todo o tempo de intervalo entre a Copa das Confederações e o mundial. De qualquer forma, para minimizar as possibilidades de problemas, as criações na área de comunicação vêm sendo acompanhadas de perto pelo CEO e pela diretoria globais da Fiat e não apenas pela equipe local.

Flechas e alvos
A empresa, inicialmente, não sabia as proporções que a apropriação da música lançada por eles iria tomar. Embora não fosse completamente cômoda, a situação da Fiat, ainda assim, era muito melhor do que a de outras marcas, que passaram a ser sistematicamente atacadas pelos manifestantes. Por ter lido, entendido e traduzido um sentimento dos brasileiros, a montadora se tornou flecha, enquanto outras companhias viraram alvo.

Empresas como a FIFA, a TV Globo e instituições bancárias ocuparam uma posição um tanto desconfortável durante os protestos. A população questionava prioritariamente as relações dessas organizações com o governo, o poder econômico delas e suas influências institucionais na sociedade. Tanto nas apropriações, como nas críticas, a população lançou mão das marcas como um instrumento simbólico para uma situação mais abrangente, como mostrou um estudo realizado pela Coppead, UFRJ, e apresentado durante o 5º Encontro Internacional.

O levantamento evidenciou uma fragmentação dentro das manifestações, por elas serem formadas por grupos com interesse e formação distintos. Nos protestos de junho, os próprios participantes relataram aos entrevistadores da Coppead existirem perfis mais ou menos politizados, engajados e voltados para ações radicais. Essa pluralidade de características se assemelha à realidade da própria população em geral e explicaria a apropriação de marcas para serem usadas na comunicação.

A Fiat não foi a única a ir parar nas ruas, em gritos e cartazes. Manifestantes também se apoderaram de “o gigante acordou”, que havia sido tema de um anúncio da Johnnie Walker, e levavam dizeres como “jogaram Mentos na geração Coca-Cola”. “Os profissionais de Marketing estão sempre trabalhando de modo a se comunicarem com todo mundo, numa sociedade extremamente fragmentada. Isso os leva a criarem um repertório capaz de falar com grupos muito heterogêneos, o que explica as apropriações por manifestantes”, resume Maribel Suarez, Professora de Marketing e Comportamento do Consumidor do Coppead, UFRJ, em entrevista ao Mundo do Marketing.

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/30703/manifestacoes-levam-fiat-a-transformar-sua-plataforma-de-comunicacao.html