Arquivo mensal: abril 2014

Por que a cueca de Neymar preocupa a FIFA

Jogador levou patrocinadora para o campo na Liga dos Campeões e acendeu a discussão do marketing de emboscada

REUTERS/Stringer

Neymar no jogo do Barcelona contra o no dia 9 de abril de 2014

Neymar com a cueca da Lupo durante jogo do Barcelona contra o Atlético de Madrid: alusão a marcas dentro de campo é proibida

 

São Paulo – Durante a partida que culminou na derrota do Barcelona pelo Atlético de Madrid, pela Liga dos Campões na quarta passada, Neymar movimentou-se em campo como sempre e tentou reverter o placar para o seu time.

Entre as andanças do jogador, no entanto, um movimento repetido chamou atenção: quando ele, de camisa levantada, mostrava um pedaço da sua cueca com a marca Lupo, patrocinadora do atleta. Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo publicado em reportagem na edição desta quarta-feira, a marca apareceu ao menos cinco vezes na partida.

Quando protagonizado por um dos jogadores mais caros do mundo, nenhum movimento passa isento. A iniciativa tornou-se alvo de desconfiança e acendeu a discussão do marketing de emboscada, uma vez que a organizadora UEFA proíbe a propaganda em campo.

A mesma ação também é irregular segundo as regras da FIFA, que proíbe ações de marketing não-autorizadas nos jogos e nas proximidades dos estádios. Seria o caso da Lupo, que é patrocinadora individual do jogador, e não da Copa de 2014.

À EXAME.com, a Lupo negou que a iniciativa tenha sido uma estratégia de marketing.

A empresa defende que nada foi premeditado e que toda a história pegou a Lupo “de surpresa”. Segundo informou a marca, é comum que Neymar, enquanto garoto-propaganda, receba cuecas e produtos da fabricante de presente para uso pessoal.

A assessoria de imprensa de Neymar também negou à reportagem que as aparições da marca da cueca durante os jogos sejam uma estratégia de marketing.

A repercussão, no entanto, deve ligar o alerta da Fifa para impedir que empresas que não são patrocinadoras façam publicidade aproveitando a Copa do Mundo.

De acordo com o regulamento da Copa, é proibido o uso de camisetas ou adereços com alusão à empresas ou produtos durante as partidas.

Segundo o Departamento de Imprensa da FIFA, o assunto foi tratado no Workshop das Seleções recentemente, e “a FIFA lembrou todas as equipes participantes sobre estes regulamentos, incluindo a proibição do marketing de emboscada”.

Essa não seria, nem de longe, a primeira vez que essa regra é burlada em competições. Durante a Eurocopa, em 2012, ficou famoso o caso do atleta dinamarquês Nicklas Bendtner, que foi punido pela UEFA por ter comemorado um gol contra Portugal exibindo uma cueca com propaganda do site de apostas Paddy Power.

Na época, a multa foi de 80 mil libras – valor 64 mil libras maior do que o pago pelo time do Porto após insultos racistas feitos pela torcida do clube ao jogador Mario Balotelli, da Itália.

Garoto-propaganda

Há um mês, o atacante foi estrela do lançamento da campanha Cueca da Sorte da Lupo, com peças de roupa decoradas por trevos e ferraduras.  A marca lançou uma coleção com as cores da bandeira brasileira e o número 10, de Neymar, na parte de trás da cintura. O jogador tem contrato com a Lupo desde agosto de 2011.

Patrocínio | 16/04/2014 15:17

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/por-que-a-cueca-de-neymar-preocupa-a-fifa

Fifa promete controlar marketing nos arredores de arenas

Rio – A Fifa contará com pelo menos 450 pessoas, entre voluntários, agentes públicos e funcionários da própria entidade, para coibir o chamado “marketing de emboscada” nas 12 sedes da Copa do Mundo.

Os números foram apresentados na manhã desta terça-feira, em evento na Câmara de Comércio Americana do Rio (Amcham-Rio).

Cada um dos doze estádios contará com uma sala de reuniões para discutir ações relacionadas a ações de marketing não autorizadas no entorno das arenas nos dias de jogos.

Vinte funcionários da Fifa serão distribuídos entre as 12 sedes, e contarão com a ajuda de mais de 300 agentes públicos e 120 voluntários.

Além de todas as pessoas que trabalharão nos estádios nos dias de jogos, a Fifa contará com o apoio jurídico de 15 escritórios de advocacia contratados pelo País.

O marketing de emboscada consiste em ações promovidas por empresas que não são patrocinadoras oficiais da Fifa, mas que tentam fazer publicidade aproveitando a Copa do Mundo.

Nos dias de jogos, isso inclui distribuição de panfletos e brindes e até uso de camisetas ou adereços que remetam a empresas ou produtos.

A Fifa também está atenta a ações que já vem sendo realizadas no período que antecede ao Mundial. Entre 2007 e 2010, durante o ciclo para a Copa do Mundo de 2010, a entidade registrou 3.223 casos de marketing de emboscada, sendo 700 deles somente na África do Sul.

Para o Mundial do Brasil, pelo menos 400 casos foram notificados pela Fifa até o ano passado, mas o número deve disparar até o início da Copa, em junho.

Marcio Dolzan, do   – Futebol | 15/04/2014 13:54

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/fifa-promete-controlar-marketing-nos-arredores-de-arenas-2?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-marketing.html

Padarias vão muito além do café com leite

Para fazer frente ao número crescente de supermercados que oferecem padarias agregadas às suas operações, empresários da panificação reinventam o negócio. Modernizar o espaço, agregar a venda de alimentação, sair do trivial café com leite ao inserir o conceito de butique, expandir por meio de franquias e até optar por venda sem a necessidade de o consumidor sair de seu automóvel (drive thru) são as estratégias que têm surtido efeito.

Dominado hoje por pequenos e médios empresários, geralmente com administração familiar, as padarias também começam a entrar em um novo patamar com as franquias. Duas das que têm despontado no segmento são a Pão to Go, com seu modelo inovador de drive thru, e a carioca Uno & Due, que vai além do tradicional pão francês. No caso da mineira, a operação difere-se, pois o consumidor não precisa sair do carro para fazer as suas compras e, segundo Tom Ricetti, o cliente gasta, em média, 40 segundos para fazer as compras. “Quando eu tive a ideia, queria tornar a rotina de ir à padaria uma coisa prática. Deu certo”, diz ele.

Hoje, a marca conta com cinco unidades abertas e outras cinco a serem inauguradas – três ainda neste mês. Há, ainda, mais de 100 contratos assinados com franqueados. “Não estamos vendendo apenas uma marca de franquia, e sim uma cultura”, explicou Ricetti.

O empreendedorismo de Ricetti chama atenção, tanto que a Pão to Go vai aos Estados Unidos. A perspectiva é ter quatro lojas, que serão inauguradas ainda este ano, além de um franqueador máster na Argentina. “Pode parecer estranho, mas abrir uma franquia nos EUA é tão burocrático quanto aqui”, afirmou. Mesmo com os percalços em expandir operação fora do Brasil, o fundador da Pão to Go fez questão de ressaltar o potencial do seu formato drive thru. “Nos EUA existem cerca de 211 mil drive thrus. Aqui no Brasil nós não chegamos a dois mil.” Mas Ricetti não para por aí. A marca tem agora dois formatos: uma cafeteria e a Pão to Go Express. “Na cafeteria vamos empregar o mesmo conceito do drive thru: atendimento rápido e pão feito na hora”, explicou.

Ricetti, que ampliou os produtos ofertados em suas franquias, aumentou o tíquete médio de R$ 10 para R$ 12,50. Em um “futuro próximo”, a Pão to Go estuda a inserção de um serviço de delivery, além de entrega feita por aviões não tripulados – os drones. “Sobre os drones estamos fazendo alguns testes. Eles conseguem carregar até três quilos e meio. Para ser colocado em prática, porém, nós temos de esperar a regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)”, concluiu.

 

Concorrência

Quem também aposta no franchising para a expansão da marca é a carioca Uno & Due. Fundada em 1993, a operação conta hoje 18 pontos de vendas, sendo 10 em seu estado sede, além de oito em São Paulo. A empresa virou franquia em 2011 e a padaria Uno & Due surgiu no mercado após a identificação de uma demanda.

“Começamos do zero mesmo. Depois de muita análise de mercado percebemos o tipo de produto e atendimento que melhor se encaixava com o público”, explicou o máster franqueado da rede, Eguiberto Rissi.

Diferentemente de uma padaria tradicional, o carro-chefe da Uno & Due são os lanches. “O sanduíche na baguete é o nosso carro-chefe e acompanha a marca desde o início. Mas temos também uma vasta linha de produtos que atende os clientes a qualquer horário. Das primeiras horas da manhã, com vasto menu de café, aos lanches para todas as horas do dia”, disse o franqueador.

Para este ano, a rede tem a perspectiva de abrir novas operações no segmento. “Até o final de 2014 estamos prevendo a abertura de mais seis franquias, distribuídas pelo Estado do Rio de Janeiro”. Rissi quando questionado sobre o potencial desse segmento, respondeu dizendo que não conhece alguém que não vá a uma padaria. “O segmento de padarias é um nicho muito bom. Tanto pela rentabilidade, quanto pela aceitação do público. Afinal, você conhece alguém que fique mais de uma semana sem ir à padaria?”

 

Novo conceito?

Na opinião do sócio-diretor de Food & Service da consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza, Sérgio Molinari, o maior concorrente das padarias, hoje em dia, é a falta de modernização. “Acho arriscado dizer que os principais concorrentes das padarias são os supermercados. Nos últimos seis anos, esse segmento cresceu, em média, entre 12% e 13%, índice muito acima do supermercadista”, explicou ele.

Conforme a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as padarias hoje representam apenas 2,8% do faturamento das redes, isso em 2012. Contudo, segundo o especialista, a área que mais cresce dentro de uma padaria é a de food service (refeições, pizzas e lanches). “Esse nicho cresceu dois dígitos durante um bom tempo, só no ano passado é que foi um pouco mais fraco, com crescimento de 9%”. Para Molinari, nada substitui o atendimento personalizado e intimista das padarias mais tradicionais. “Se você for à padaria de um supermercado, não será chamado pelo nome. O atendente não vai lhe servir um pedaço dos frios que está comprando, isso geralmente acontece apenas nas padarias tradicionais.”

O cenário não significa que as redes supermercadistas demonstrem incapacidade de ter um bom atendimento. “A padaria do Pão de Açúcar localizado no shopping Iguatemi, por exemplo, tem produtos excelentes, que você não encontra em qualquer lugar”, disse.

A premissa de atendimento diferenciado também se aplica às franquias. Para Sérgio Molinari, como existe uma série de normas e padrões a serem seguidos, as marcas que aderiram ao sistema de franchising para crescer podem “perder” para o bom e velho atendimento das operações familiares. “A grande maioria dos proprietários de padaria são portugueses, ou tem descendência. Logo eles primam por conhecer os seus clientes pelo nome e pelas exigências que eles fazem”, argumentou. Ao que questionou: “já perguntaram o seu nome em um supermercado?”.

 Fonte: DCI

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/food-service/padarias-vao-muito-alem-do-cafe-com-leite

Ressignificando o conceito de varejo

2014 tem sido um ano de muitas reflexões para nós, brasileiros. Grande parte disso é advento da Copa do Mundo, que se aproxima, e faz com que sejamos o centro das atenções. Isso se dá de várias formas. Na forma em que nos portamos com o outro, nas nossas ações cotidianas, mas principalmente, em nossos serviços e em nosso atendimento ao público. O Brasil se abriu para o mundo. Abriu as portas para receber turistas, olhares e até críticas e está abrindo a mente para que essas virem ensinamentos.

Como já citei em alguns antigos anteriores, o varejo tem se transformado com uma agilidade absurda. Esse é um fenômeno mundial, que influenciado pela tecnologia digital, está mudando a sua forma não só das lojas físicas, como a dos canais de consumo, os meios de pagamentos, o marketing, a comunicação e a experiência no ponto-de-venda. Mas será que essas mudanças que ocorrem lá fora devem ser seguidas à risca? Não deveríamos adequá-las ao nosso cenário atual brasileiro?

Nosso papel é muito mais do que seguir tendências para não ficarmos para trás. Na minha opinião, isso já é um pensamento ultrapassado. Há muitas coisas interessantes que surgem primeiro no Brasil. Temos que mudar a nossa forma de pensar e temos que ser um pouco mais autoconfiantes às vezes. Os Estados Unidos está na nossa frente? Os europeus têm muitas qualidades que nós não temos? Depende. Essa nossa mania de generalizar tudo é que talvez esteja errada. Não somos norte-americanos e, independente da nossa descendência, também não somos europeus, nem asiáticos. Somos brasileiros. E devemos pensar como brasileiros. O que isso significa? Também depende da interpretação de cada um, mas o que eu quero dizer aqui é que inspirações são válidas, mas adaptações, pesquisa e entendimento de público é ainda melhor.

Esses dias li um artigo em que Gibu Thomas, diretor de telefonia do Walmart, dizia “a tecnologia celular pode resgatar o melhor do que o varejo físico fazia tão bem: um lojista amigável que conhece você”. Será que em vez de nos preocuparmos com o que não temos, não deveríamos focar no que temos de melhor? Devemos, acima de tudo,  unir o melhor dos dois mundos. Sejam esses mundos comparando Brasil e mercados mais avançados, ou comparando até mesmo o on e o off-line. Há quem diga que toda loja de varejo necessite de um e-commerce, há lojas físicas fechando suas portas por causa da Amazon, mas na nossa realidade, mesmo com a classe média com um maior poder aquisitivo, essa cultura do e-commerce ainda está engatinhando. O que fazer, então? Acredito que o futuro do varejo esteja em equilibrar o on e o off-line, sem nunca deixar de se importar com o ser humano. Um ambiente acolhedor e um bom atendimento são sempre o que fazem um cliente voltar, ou nunca abandonar aquela marca.

Recentemente atualizamos o conceito ambiental e o modelo de experiência para a nova Flagship Store da Panvel. A marca viu na oportunidade apresentada uma boa alternativa para atualizar o design de seus pontos de venda a partir dessa nova loja.

 O GAD, que vem transformando e padronizando a experiência desta marca no varejo, teve nesse projeto mais um desafio: melhorar o padrão de experiência do público premium da Panvel, dentro de um círculo virtuoso contínuo de avaliações, propostas e reavaliações permanentes.

 A ideia central: ampliar o posicionamento da marca Panvel, incorporando políticas de sustentabilidade, repercutindo na comunicação, sinalização e design da loja, envolvendo e educando seus públicos.

 O objetivo para essa loja foi proporcionar bem-estar a todo consumidor Panvel através de uma experiência nova com a marca dentro do PDV, construída através dos pilares da experimentação, tecnologia, proximidade e assistência. High tech e high touch, ou seja: a combinação de tecnologia e proximidade passou a ser a nossa meta.

 A solução de projeto buscou potencializar a Identidade Institucional, a Identidade de Design, e o Visual Merchandising, trabalhando a funcionalidade, a narrativa, a estética e a interatividade, garantindo a conquista e a fidelização dos clientes.

 No processo de implantação foram avaliadas diversas alternativas de mapeamento da experiência buscando o equilíbrio pretendido. Foram estudadas importantes alternativas de uso de tecnologia e atendimento, o que gerou um novo padrão para a experiência da marca.

 O projeto arquitetônico potencializou a localização e estruturou de forma simples, mas intuitiva, dois macro-espaços: o externo, com o estacionamento e a área de transição ao acesso, e o interno, composto das zonas dia a dia e bem-estar, o eixo de experimentação com sua cuba central, a área de medicamentos e a área de check-out com produtos de impulso e check stand.

 Desenvolvido em seis meses, a execução dessa nova loja, em função de uma série de burocracias legais levou aproximadamente doze meses, mas valeu a espera. Inaugurada em 27 de março deste ano, os depoimentos dos consumidores e o destaque do evento de inauguração geraram muita mídia espontânea e mostram o que promete ser a nova referência da marca. Acreditamos que essa percepção se deu não só pelo nosso esforço tecnológico, mas, principalmente, pela preocupação com o público, que valoriza muito mais um sorriso verdadeiro a uma marca supertecnológica e com um atendimento frio e distante. Afinal, o nosso grande trunfo é equilibrar o melhor dos dois mundos, adequando nossos ambientes ao nosso público e ao nosso mercado.

 Abaixo algumas fotos da nova Flagship Store da Panvel que mostram a evolução da identidade visual.

A cuba central, organiza a distribuição dos espaços e os ambientes tecnológicos e acolhedores, que proporcionam uma experiência diferenciada e recorrente ao consumidor.

 

Leonardo Araújo é diretor de Criação do Gad’Retail. Graduado em Arquitetura e Urbanismo, ele possui mais de 30 anos de experiência na gestão de design para o varejo, espaços e experiências para importantes marcas nacionais e internacionais.

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/redesign/ressignificando-o-conceito-de-varejo

Pessoas que moram sozinhas exigem poder de personalização das empresas

Pessoas que moram sozinhas querem representar suas identidades por meio do estilo de vida sem abrir mão da praticidade. Casas ganham customização e cesta de compras, itens premium

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 08/04/2014

Single, mercado, hábito de consumo

O número de pessoas que mora sozinha vem aumentando e seu estilo de vida impondo às empresas novos posicionamentos. Quem quiser se inserir nesse nicho precisa dispor de boa dose de personalização e entregar qualidade e praticidade. O número de domicílios com um habitante mais do que triplicou na última década e já ultrapassa os 8,4 milhões de lares, de acordo com o IBGE. Esse perfil foge ao estereótipo do solitário e assume hábitos comuns em famílias maiores, como o de ir ao supermercado e investir na casa própria. Isentas de gastos com a família, essas pessoas se permitem pequenos luxos, são grandes consumidores de food-service e valorizam itens premium.

Normalmente este perfil é urbano e surge por diversos fatores que vão desde viuvez e divórcio até o jovem que saiu de sua cidade de origem para fazer faculdade em grandes centros. Contudo, predomina a tendência de pessoas que investem pesado na carreira e deixam o casamento para mais tarde. Esses consumidores consolidaram financeiramente, gerenciam a própria casa e, em geral, possuem maior poder aquisitivo per capita do que as famílias brasileiras, que contam em média com três pessoas, de acordo com o último Censo do IBGE.

Um investimento que tem se tornado comum entre os singles é a compra da casa própria. A preocupação com a dependência de empregada e o playground dão lugar a diferenciais como, por exemplo,  a customização da planta, serviço de lavanderia coletiva, conserto de bike e pet care. “As pessoas querem mostrar sua identidade em tudo que têm e não é diferente com o apartamento. Os tradicionais já vinham divididos e não comportavam personalizações, como um piano no meio da sala, por exemplo. Foi a partir daí que criamos imóveis com planta livre”, comenta Luana Rizzi, Diretora de Marketing e Pessoas da Maxhaus, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Casa de solteiro

O clichê da casa mal arrumada, sem nenhuma preocupação com decoração ou arrumação e composta por móveis improvisados se desfaz diante dos novos hábitos de quem mora sozinho. Os apartamentos preferidos são os menores, com cerca de 40 metros quadrados. Apesar de serem espaços pequenos, não se tratam nem de longe de moradias simplórias. Os singles buscam bairros próximos a transportes públicos, priorizam conveniência e valorizam tecnologia. Os prédios inteligentes são cada vez mais procurados por quem mora sozinho e desfruta de uma carreira bem sucedida. Esses mimos podem custar de R$ 300 mil em Interlagos, até R$ 900 mil, se o bairro escolhido for a Vila Olímpia, ambos em São Paulo, de acordo com a construtora Maxhaus.

Os serviços domésticos, inclusive o de lavar roupas, deixam de ser feitos dentro de casa. O single sai em busca da praticidade. Vendo essa tendência muitos condomínios começaram a deslocar a lavanderia para as áreas comuns do prédio, o que evita o gasto com a máquina e otimiza o espaço que ela ocuparia. “Quem mora sozinho quer chegar a casa e não ter muitos afazeres domésticos. Eles são workaholics e ficam mais tempo fora de casa. Se pudessem apertariam um botão e teriam a louça lavada, a comida pronta e a cama arrumada”, comenta Maurício Morgado, pesquisador do Centro de Estudos em Varejo da FGV, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Atenta a este movimento a Maxhaus vende 40% dos seus imóveis para esse público. A empresa investiu em um sistema de automação chamado Auto haus, em que todos os interruptores da casa são conectados por um cabo de dados. A programação permite sincronizar funções como abertura da porta, acendimento da luz e acionamento do ar-condicionado. “Mesmo sozinho e em casas menores, esse público preza pelo espaço e conforto. Ele quer ter home theater e closet. Não é porque não tem companhia que abriria mão dessas coisas, que são fundamentais para o estilo de vida que prezam”, diz a Diretora de Marketing da Maxhaus.

Single, mercado, hábito de consumo

Como gastam o dinheiro que é só deles
O estilo de vida é indispensável. Sem compromissos financeiros com o sustento de outras pessoas estes consumidores se permitem certos luxos. Eles investem em saúde e bem estar físico, oferecem regalias aos seus pets e gostam de estar por dentro das novidades tecnológicas. Nas gôndolas, priorizam marcas famosas e os itens premium têm espaço garantido em seus armários. “Na compra de alimentos para casa eles não têm despesas muito significativas, o que faz com que se deem alguns presentes e escolham as melhores marcas. Isso acontece porque usam menos quantidade dos produtos, que acabam durando bastante. Não pesa no orçamento”, aponta Maurício Morgado.

Os supermercados têm se tornado um destino cada vez mais frequente desses consumidores que vão em média 81 vezes a este tipo de estabelecimento ao ano, de acordo com dados da Nielsen. Eles buscam praticidade e não se importam de pagar mais por porção em embalagens menores que atendam as suas necessidades sem desperdícios. Os alimentos prontos e semi-prontos também têm destaque.

O perfil é campeão no consumo de chás, sopas e sucos prontos, com, respectivamente, 39% e 5% a mais que a média nacional. “Lares individuais gastam 36% a mais do que a média no Brasil no consumo de sobremesas prontas. Eles querem conveniência, apesar de isoladamente os itens serem mais caros o tíquete ainda é mais baixo do que o de famílias maiores”, ressalta Jefferson Silva, Gerente de Homescan da Nielsen, em entrevista ao Mundo do marketing.

O hábito de comer fora também faz parte da rotina, uma vez que poupa trabalho. Para uma única pessoa, o food service acaba sendo economicamente viável. De acordo com a ferramenta Garfômetro do site de compra coletiva Bom Proveito, o gasto médio com um almoço regular é de R$ 20,00, enquanto o tíquete de jantares em finais de semana se aproxima dos R$ 65,00 e a conta do happy hour custa em média R$ 30,00.

Single, mercado, hábito de consumoOportunidades de negócios no mercado single
Como os singles são clientes frequentes de restaurantes e bares, se diferenciar nesse segmento pode ser um caminho de sucesso. A preocupação com a saúde que aparece na hora de contratar serviços e escolher produtos também está presente na alimentação fora do lar.  Opções gordurosas ou artificiais dão lugar a propostas que unem rapidez, sabor e qualidade nutricional. “Esse é um nicho de mercado que ainda tem muito para crescer. Uma forma de aproveitar essa oportunidade é desenvolver alimentos práticos e com um quê de saudabilidade, inclusive com entregas de versões congeladas. Tem que sair das opções comuns ricas em sódio e conservantes”, aponta Maurício Morgado.

O que acontece é uma exaustão quanto aos produtos “de micro-ondas”, que seguem sempre a mesma linha de massas e empanados. Distante da família e cansado do paladar industrializado, esse consumidor pode ser conquistado a partir da memória afetiva. “O cardápio pode trazer comida de mãe, como feijão, arroz, bife e batata frita. E o ambiente pode remontar às casas mais antigas, onde as famílias se reuniam. Por outro lado os consumidores não vão querer só essa experiência, a sofisticação também é bem-vinda e aliar isso a saudabilidade pode ser um sucesso”, comenta o Pesquisador do Centro de Estudos em Varejo da FGV.

Independente do segmento, o atendimento pode ser um diferencial. Muitas vezes a ida ao ponto de venda representa mais do que uma jornada de compras. O varejo se torna um importante ponto de interação social. Se a equipe de vendas deixar clara a intenção de auxiliar nas decisões e no processo de compra, aumentará a chances de retorno. Estes são clientes com perfil de vida independente o que lhes confere um grau extra de exigência em todas as áreas de seu consumo. “Os consumidores single se caracterizam muito mais por aspectos comportamentais do que financeiros e faixa etária propriamente dita. O grau de exigência é muito alto e se ajustar às necessidades desse público é um imperativo para as empresas”, complementa Luana Rizzi

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/30357/pessoas-que-moram-sozinhas-exigem-poder-de-personalizacao-das-empresas.html

Storytelling: a arte de contar estórias

Muitos já tiveram a felicidade de poder contar estórias, se não aos seus filhos, a sobrinhos, afilhados, filhos de amigos, enfim a alguma criança. Estes sabem exatamente o poder mágico que as estórias têm sobre as crianças e a quanta coisa se prestam. Ao mesmo tempo em que acalmam a excitação e prendem a atenção, as estórias também ajudam a transmitir princípios, assim como permitem uma aproximação extremamente íntima e que facilitará todas as negociações que serão necessárias em algum momento do relacionamento com esta criança, amanhã um jovem e depois um adulto.

Pois esta ação tão simples e que já é praticada de forma recorrente há tanto tempo e por tantas pessoas, foi apropriada pelo marketing e conduzida ao universo das marcas e das relações comerciais. O chamado storytelling é um conceito recente e que vai buscar no ato de contar estórias, subsídios para programar estratégias.

O storytelling tem sido usado para fomentar e consolidar ideias desde a simples estrutura de apresentação de uma pesquisa de mercado, por exemplo, até as bases de uma campanha de comunicação com o intuito de prender a atenção e fazer com que aquele brilho mágico do olhar de uma criança que ouve sobre as aventuras de um cavaleiro medieval se reproduza nas faces de quem assiste a uma apresentação ou então de quem é atingido por uma campanha publicitária através de diversas mídias. Muitas campanhas se apoiam neste conceito, como por exemplo, as do Banco Itaú, ou então da Nike e mesmo Coca-Cola.

Da mesma forma esta técnica pode ser usada para passar ou então ajudar a construir o posicionamento de uma marca à medida que você incorpora valores da empresa que gere e desenvolve a marca efetivamente, estruturando uma estória. Algumas empresas adotam esta postura de forma consistente e fortalecem assim suas marcas. No Brasil pode-se citar, por exemplo, a marca Bauducco. No mundo, uma das marcas mais eficientes nesta composição, mesmo porque é o teor do seu próprio negócio, é Disney. A marca por si só já remete a uma estória e aos sonhos a ela acoplados.

O pensamento reflexivo de uma criança que analisa o comportamento dos personagens e com eles forma a sua maneira de lidar com o mundo a partir dos filtros e da maneira com que o contador de estória apresenta cada um, são os mesmos elementos utilizados para a construção de uma marca. Marcas são personagens com suas características próprias, algumas características das categorias a que estão associadas e outras que mostram a sua individualidade e unicidade. Todos os super-heróis são fortes, mas alguns voam enquanto outros não; alguns são elásticos, outros não e assim por diante, porém cada um possui o seu uniforme que o distingue de qualquer outro.

O storytelling também pode ser utilizado para alavancar vendas envolvendo a emoção de uma estória em sua comunicação. Um bom exemplo foi a veiculação da Chrysler durante o último Super Bowl, unindo o beatnik Bob Dylan à cidade de Detroit e exaltando que esta cidade faz carros e que carros fazem a América. Emoção pura para vender automóveis, contando estórias através da narração do próprio superstar rebelde americano.

Contar estórias é algo que fazemos até com certa naturalidade. Alguns precisam apoiar-se na leitura de um livro, enquanto outros criam ao vivo. Alguns contadores narram sagas, enquanto outros contam “causos”. Alguns são mecânicos e sem pontuação, enquanto outros interpretam quase um monólogo de forma teatral. Contar estórias não é difícil, mas exige, no mínimo, alguma técnica, pois se pode pôr tudo a perder se a mensagem não for adequadamente passada.

Uma coisa é verdade: dificilmente alguém se abstém de contar uma estória quando solicitado. Portanto, tenha sempre uma boa estória para contar a fim de encantar seus clientes e consumidores. Cuidado apenas para não fazê-los dormir.

 

Luiz Goes , sócio sênior de Inteligência de Mercado da GS&MD – Gouvêa de Souza. De olho na pesquisa 03 Abr 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/de-olho-na-pesquisa/o-contador-de-estórias

Empresa inova e oferece cupcakes em caixa eletrônico em NY

Já imaginou um caixa eletrônico em que você pode comprar cupcakes a qualquer hora do dia ao invés de sacar dinheiro? Presente em cidades norte-americanas como Atlanta e Chicago, uma Cupcake ATM foi inaugurada nesta semana, em Nova York. O primeiro caixa eletrônico de cupcakes do mundo foi inaugurado em 2012 pela empresa Sprinkles; a marca tem seis caixas no total. Fundada em 2005, em Beverly Hills, na Califórnia, nos Estados Unidos, a empresa também é especializada em doces como cookies e sorvetes.

De acordo com a revista Fortune, a ideia da Cupcake ATM veio da empreendedora  Candace Nelson, fundadora do negócio, quando ela estava grávida do primeiro filho. Ela estava com desejo de cupcake e, apesar de ser dona de uma rede, não podia comer a qualquer hora.

Para que a ideia se transformasse em realidade, a empresa fez uma parceria com uma empresa europeia para desenvolver uma tecnologia para que o cupcake fosse entregue para o cliente em perfeitas condições, sem cair e estragar a cobertura.

Charles Nelson, marido e CEO da Sprinkles, afirma que é difícil contratar funcionários para trabalhar durante a madrugada e com o caixa eletrônico é possível vender cupcakes sem o custo das horas extras para a equipe.

Cada cupcake da máquina custa US$ 4,25 e uma pessoa pode adquirir até quatro unidades por vez. Nas lojas da marca, cada cupcake custa a partir de US$ 3,75. Ainda segundo a Fortune, cada caixa eletrônico vende cerca de mil cupcakes por dia.

O estoque de cupcakes dos caixas é reposto todo dia, duas a três vezes ao dia. O próximo projeto da empresa é trabalhar uma infraestrutura para dar suporte a caixas eletrônicos que forem instalados longe das lojas da marca.

 

Fonte: Exame – Foodservice 03 Abr 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/food-service/empresa-inova-e-oferece-cupcakes-em-caixa-eletronico-em-ny