Arquivo mensal: março 2014

Marco Civil restringe Marketing dirigido na internet

O Marco Civil da Internet promete alterar parte da rotina das empresas se aprovado pelo Senado e pela Presidente Dilma Rousseff – o que tem grandes chances de acontecer. O projeto de lei foi validado pela Câmara dos Deputados, em Brasília, na última terça-feira, quase por unanimidade, apesar da polêmica gerada em torno de alguns de seus pontos. Entre os principais impactos para o setor privado estão as restrições impostas ao uso de informações de usuários disponíveis em sites e redes sociais para segmentar anúncios.

Não será o fim do Marketing dirigido, mas ele precisará se readequar. O uso de informações trocadas por meio de mensagens entre internautas não poderão mais ser usadas para fim comercial. Outros dados, como curtidas em redes sociais e cliques em páginas, só poderão ser aproveitados caso o usuário seja informado e autorize previamente. “O monitoramento que algumas empresas fazem do tráfego, colocando cookies em sites, por exemplo, terá que ser mais transparente com o usuário”, informa Leandro Bissoli, Sócio-Diretor de Estratégia e Negócios da Patrícia Peck Pinheiro Advogados.

O Remarketing oferecido pelo Google não será influenciado pela nova legislação. Apesar das restrições, ainda há formas de atuar para se alcançar o público alvo com assertividade na web. “Ainda existem muitas ferramentas de Marketing dirigido disponíveis. A partir de agora, as empresas terão que inovar mais, buscar outros meios. Vai atrapalhar um pouco, mas não ficou terrível”, explica Marco Antonio Badia, Diretor de Mídias Sociais da MKT Comunicação, agência especializada em comunicação digital.

Para a Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd), o Marco Civil deve fortalecer mecanismos que permitem ao usuário de internet saber como ele é identificado, ou seja, qual é a visão que se tem dele tanto nos dados demográficos como em suas preferências. Isso abre ao internauta a possibilidade até de fazer correções do que julgar necessário. Portanto, os dados podem ser ajustados de acordo com a avaliação dele, sem depender mais necessariamente da interpretação de terceiros.

Provedores e telecom mais impactos

As regras mudaram consideravelmente para empresas de telecomunicações e provedores de internet, que não poderão vender pacotes de internet com acesso limitado a alguns sites. As companhias pretendiam assim cobrar mais caro dos clientes pelo uso de mídias sociais, por exemplo. Se aprovada, a nova legislação impede às empresas fazerem distinções nos tráfegos de dados em suas redes por conteúdo, origem, destino ou serviço.

Os provedores também passam a ficar responsáveis por coletar e armazenar por seis meses todos os dados referentes ao tráfego nas páginas da web. Essas informações terão que ser passadas a terceiros somente mediante solicitação judicial. O mesmo valeria para sites de grande porte, como portais, o Google e o Facebook, por exemplo. As informações deverão ser anônimas, atreladas apenas ao número de IP e não ao do usuário. “A proteção e a guarda dos registros de tráfego geram custos em segurança que impactarão de imediato os provedores de internet“, afirma Marco Antonio Badia.

Por outro lado, a versão aprovada da legislação omitiu a parte que tratava da obrigatoriedade de empresas digitais estrangeiras terem data centers no Brasil. Esse era um dos pontos de maior polêmica em virtude do grande investimento que demandaria de companhias que têm apenas filiais no Brasil.

O Marco Civil também impede que provedores e sites de internet tirem conteúdos do ar, a não ser que haja uma ordem judicial para isso. As únicas exceções são casos de pornografia infantil e de conteúdos que gerem invasão à intimidade de pessoas, que devem ser excluídos imediatamente após qualquer denúncia. Caso cumpram essas exigências provedores de acesso ou sites não podem ser responsabilizados pelo que foi postado por usuários. Estes sim responderão pelo conteúdo impróprio. “O principal avanço da nova legislação é o de deixar as regras claras e dar transparência aos processos. Isso é bom para todos”, conclui Leandro Bissoli.

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 28/03/2014

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/digital/30270/marco-civil-restringe-marketing-dirigido-na-internet.html?utm_source=mail2easy&utm_medium=e-mail&utm_campaign=Newsletter+Dia

Dividir instalação entre as redes vira estratégia

Com vistas numa redução entre 25% e 30% no custo de instalação de lojas, além do adiantamento da recuperação do valor investido, o Grupo Trigo, detentor das marcas Spoleto, Domino’s’ e Koni Store, tem depositado mais atenção ao formato store-in-store – dois players, duas fachadas, em uma única instalação e gestão. O modelo também é usado pelos players Casa do Pão de Queijo, que divide espaço com O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo e, no ramo de vestimenta, pela marca Atelier Mix, que não divide fachadas, mas vende produtos da Dumond e Capordate, produzidos na mesma indústria, mas com clientela um pouco distinta.

Consolidado desde a década de 90, o Spoleto está distribuído hoje em 320 lojas, no Brasil inteiro. O reconhecimento da marca deu-se, desde o princípio, pelo tipo de massa fresca servida ali. “Na época existiam restaurantes basicamente do tipo fast-food, de hamburgueria ou comida kilo. Foi neste contexto que a Spoleto começou a marcar presença, dado sua oferta de um alimento que, além de fresco, é preparado na frente do cliente”. A ideia foi consolidada e aderida por outras empresas do ramo alimentício. Hoje, praças de alimentação de shopping centers são tomadas por restaurantes que atendem nesse formato. Em quase todo shopping, há um Spoleto.

Em 2013 foram inauguradas 54 novas franquias da marca de massa express. Para 2014, a estimativa é que se instalem 72 novas unidades Spoleto. O interior do País é o destino priorizado agora. Ao DCI Antônio Moreira Leite, diretor de marketing e franquia da rede Spoleto, e também porta-voz do Grupo Trigo lembrou que, ainda nos primeiros anos do grupo – originado nos bons resultados da Spoleto -, um pequeno fornecedor, que era comum à maioria dos demais restaurantes de hamburgueria e comida a kilo, repentinamente informou que o preço dos alimentos subiria em 50%. Àquela altura, enquanto restaurantes ainda se consolidavam e o modelo de franquia no Brasil começava a ser formatado, a sobrevivência do negócio de macarrão expresso estava condicionada a uma única ação. Leite recorda: “tínhamos uma única saída para nos mantermos com produtos no estoque e operações ativas: comprar a empresa daquele pequeno fornecedor. Foi o que fizemos”.

A partir dali a trajetória do Grupo Trigo salta aos olhos: em todo shopping center há uma bandeira Spoleto, a Domino’s Brasil consolidou-se como a pizza do delivery com público-alvo das classes A/B e a Koni Store, um dos players que melhor ilustra a adesão brasileira em relação à culinária japonesa. Esta saiu de 14 lojas próprias e, ao ser comprada pelo Grupo Trigo, saltou para 74 unidades no final de 2013. Para 2014, a expectativa é de a Koni encerrar o ano com 108 estabelecimentos.

A trajetória do Grupo Trigo é um exemplo de como uma indústria interna favorece o abastecimento de uma rede. Daquela pequena fábrica comprada em meados dos anos 90 e a partir de um investimento de R$ 14 milhões, ampliou-se a produção para uma fábrica em Volta Redonda e outra em Petrópolis. Os produtos que não são fabricados internamente, como é o caso do atum, uniformes, talheres e utensílios de limpeza, são entregues aos franqueados por um único parceiro distribuidor. Há dois centros de distribuição, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. “Isso garante ao franqueado uma lógica operacional e uma visão macro do processo de distribuição”. “Nós temos duas fábricas que suprem parte da busca por matéria-prima, o que nos faz ter algumas certezas em época de crise de abastecimento. Entre massas frescas, molhos, legumes e alguns congelados, nós fabricamos cerca de 700 toneladas de alimentos, que abastecem as nossas lojas em todo o País.

“O crescimento das três marcas no modelo tradicional continua forte, sendo que as marcas mais novas do Grupo, Domino’s e Koni Sotre, ainda apresentam possibilidade de crescimento em pontos e shoppings que já têm Spoleto”. É ai que o potencial do formato store-in-store faz sentido.

Leite também menciona bons ventos trazidos pela profissionalização dos serviços no Brasil. “Existe um processo de profissionalização das redes de alimentos, que estão em constante expansão e atraem cada vez mais fundos de investimento para esse setor”. Consequência primária, o setor fica mais competitivo, o que é bom para a indústria e para o consumidor final. “E tem-se ainda outro player nessa cadeia – indústria de shopping center, que tornou-se extremamente profissionalizada”.

É nesse cenário, profissionalizado e com múltiplas opções, de produto e de marcas, que se percebe: há espaço para todo tipo de culinária, e o que vai deixar uma ou outra marca se sustentar no mercado é a qualidade do produto final, da comida que está sendo servida”. O momento, de concorrência aquecida, é ideal para que empresas do ramo alimentício se reafirmem no mercado. Para a gestão estratégica do Grupo Trigo o formato store-in-store não chega a ser um desafio. “Há tanto tempo no mercado, conhecemos o comportamento do Spoleto e conseguimos fazer análises das possíveis operações das outras marcas que detemos. Temos experiência com a política tributária dos restaurantes, as normas da vigilância sanitária e antes de fechar negócio com franqueados, analisamos a performance financeira do ponto e o público-alvo”.

Leite reitera: “expandir via formato store-in-store é oportunidade sim, principalmente pela redução do preço da instalação. Hoje já temos estabelecimentos que, numa mesma cozinha e com armazenamento e preparo distintos, comportam boas vendas da Koni Store e da Domino’s, por exemplo”. A presença da clientela de marcas diferentes e em horários diferentes otimiza a ocupação do local. O diretor compara: “Spoleto é muito forte durante almoço, a Domino’s é forte na venda de jantar. A Koni [Store] tem venda mais equilibrada nos dois momentos”.

O Grupo Trigo, comandado por Mario Chady e Eduardo Ourivio, fatura cerca de R$ 890 milhões, ao se considerar franquias e lojas e fábricas próprias. Somente as franquias são responsáveis pela cifra de R$ 606 milhões.

Fonte: DCI – 26/03/2014

http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/mercado-consumo/dividir-instalacao-entre-as-redes-vira-estrategia

Kit Kat ganha embalagem que brilha no escuro para a Hora do Planeta

Versão foi enviada a formadores de opinião e fãs do chocolate como um incentivo à participação na mobilização organizada pela ONG Internacional WWF

Por Luisa Medeiros, do Mundo do Marketing | 28/03/2014

O Kit Kat adere à Hora do Planeta criando embalagem comemorativa que brilha no escuro. A versão foi enviada a formadores de opinião e fãs do chocolate como um incentivo à participação na mobilização organizada pela ONG Internacional WWF. A entidade convida as pessoas a desligarem todas as luzes durante uma hora, das 20:30 às 21:30, neste sábado, dia 29. A intenção da marca é alinhar o break pelo planeta ao slogan da marca “Tenha um Break, tenha um Kit Kat”.

Kit Kat, Nestlé, chocolate

http://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/30273/kit-kat-ganha-embalagem-que-brilha-no-escuro-para-a-hora-do-planeta.html

Desafios e casos de sucesso em mercados de baixa recompra

Produtos cuja funcionalidade demora a se esgotar devem apostar em design, tecnologias ou matérias-primas surpreendentes para atrair cliente de volta à loja

Por Renata Leite, do Mundo do Marketing | 27/03/2014

design,mercado,Inovação,RecompraFidelizar clientes e conquistar novos consumidores são grandes desafios para qualquer empresa, mas essa missão é ainda mais complexa para negócios cujos produtos e serviços são caracterizados como de baixa recompra. O tempo que uma pessoa leva para trocar de colchão, por exemplo, pode chegar a 15 anos, ou até mais. Uma geladeira também permanece dentro de uma casa, em média, por cerca de oito anos. Altos investimentos em design, inovação tecnológica e comunicação, no entanto, são capazes de diminuir o tempo médio de recompra do produto.

Entregar benefícios intangíveis aos clientes, além de apenas os atributos funcionais do item, é um dos caminhos percorridos por marcas que se reposicionaram no mercado para estimular vendas mais frequentes. As Havaianas são um exemplo clássico neste segmento, por terem conquistado os compradores com apelo emocional. Ao ser lançada, em 1962, a marca vendia apenas sandálias com solado emborrachado, que poderiam ser usadas até arrebentar. Ao explorar o design do produto, lançando constantemente novas coleções, saltaram de uma média de uma compra anual por consumidor para cinco ou seis, em média.

Outros setores servem de exemplo, em especial o de moda. “Existe um aprendizado cruzado muito poderoso. A moda, do ponto de vista funcional, vende apenas algo com o qual eu me visto ou que me protege do frio. Então por que eu não vou querer estar usando a mesma camisa de hoje daqui a seis meses, embora esse tempo não seja suficiente para ela se deteriorar? A mesma pessoa que compra roupa adquire produtos de outros segmentos, mas com um comportamento radicalmente diferente. As pessoas não querem só renovar o guarda-roupa, querem renovar a vida. E isso é feito por meio da troca dos produtos que fazem parte do dia a dia”, analisa Marcelo Boschi, Coordenador da pós- graduação em Marketing Estratégico da ESPM Rio, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Obsolescência programada

O setor automotivo, por meio do investimento em design, leva motoristas a trocarem seus carros com frequência muito maior do que a necessária do ponto de vista funcional. Os investimentos em design fazem com que versões de cada modelo se tornem ultrapassadas rapidamente. Outra estratégia da indústria é motivar o cliente a retornar com frequência às concessionárias para fazer a revisão, levando-o a renovar seu relacionamento com a marca. O setor encontrou ainda, no estímulo à venda de carros usados, uma forma de aquecer a aquisição de novas unidades.

A moda também se beneficia de modo muito eficiente desse modelo criado pela indústria ao longo de anos da obsolescência programada. “Um dos segredos é manter o consumidor sempre informado das novidades da marca. É importante levar seu produto a envelhecer, lançando sistematicamente novidades. Existem tecnologias, designs, materiais que te permitem melhorá-lo e motivar o consumidor a voltar. E laçar o cliente pelo sentimento é fundamental. A moda traz um benefício emocional que nada tem a ver com vestir o corpo. Uma roupa pode falar muito da personalidade do comprador”, diz Boschi.

Essa é a estratégia adotada pela Tintas Coral para convencer as pessoas a pintarem mais suas casas e os escritórios. A comunicação da marca é pensada para mostrar que paredes devem ganhar novas cores muito antes de a cobertura começar a descascar. Para isso, a empresa dividiu seu público em dois grupos: os light users e os heavy users. Os esforços destinados a cada um deles são completamente diferentes, embora os objetivos sejam os mesmos: reduzir o tempo médio de recompra, hoje de três anos.

Engajamento pelo emocional

design,mercado,Inovação,RecompraOs usuários mais constantes, que pintam ambientes a cada seis meses, são conquistados por meio de lançamentos de produtos que facilitem o uso, como tintas de secagem rápida, sem cheiro ou com cobertura diferenciada. Para eles, a empresa atualiza com frequência suas páginas nas redes sociais, apresentando novidades. A comunicação com usuários menos frequentes já ganha outros contornos e mídias. Campanhas na televisão e ações nas ruas buscam envolver esse consumidor ao passar a ideia de que pintar uma parede pode impactar até o estado de espírito dele.

A missão da Tintas Coral é mostrar que a renovação faz bem às pessoas. “A rotina leva à depressão. É uma insensatez achar que vai criar necessidades. Podemos sim criar satisfação em pintar. E levar cor para a vida das pessoas é levar emoção. Vimos então que tínhamos que provar isso colocando a mão na massa. Iniciamos então o Tudo de Cor, por meio do qual já pintamos diversos locais pelo Brasil”, conta Benito Berreta, diretor de Marketing da Tintas Coral, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Ganharam cores da marca fachadas do Pelourinho, em Salvador, e de Paraty, no Rio de Janeiro, além de outros 1.200 lugares pelo país, sempre com algum rosto conhecido respaldando a ação. Nesta sexta-feira, Benito Berreta e jovens aprendizes estarão com Ivete Sangalo pintando o Elevador Lacerda, em Salvador. O executivo estima que cerca de 1.000 pessoas sejam impactadas a cada ação da marca.

Marmiteiras chiques

Inovar é a palavra de ordem nas atividades de baixa recompra. Além disso, é fundamental saber comunicar essa originalidade. Marmitas, por exemplo, se tornaram lunchboxes, lunchbags e até mobile foods na apresentação da Bento Store, marca lançada em dezembro  especializada em recipientes próprios para levar alimentos. O preço dos produtos chega a R$ 400,00 e o resultado surpreende: cada cliente da loja adquire em média quatro itens de uma vez.

design,mercado,Inovação,RecompraO segredo está na variedade de cores, designs e matérias-primas dos produtos, que convence o comprador a levar opções diversas, que serão usadas de acordo com o seu estado de espírito, local e momento de uso. “O que joga a favor daquilo que é realmente pautado em cima do não necessário é a capacidade de diálogo que sustente o novo. Esse termo inovação é usado muitas das vezes de forma não muito verdadeira e genuína. O esforço deve estar em conseguir surpreender o consumidor”, resume Carlos Ferreirinha, especialista no segmento de luxo e sócio da Bento Store, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A recompra nesses segmentos deve ser trabalhada em cima de abordagens que extrapolem a funcionalidade do produto. Outra saída é usar uma parceria estratégica como apelo. Buscar nomes conhecidos para assinar linhas pode reoxigenar uma marca. A fabricante de metais sanitários Fabrimar aposta nesta última estratégia ao lançar coleções com design assinado pelo escritório do badalado Guto Índio da Costa.

Outra saída encontrada para estimular vendas foi o desenvolvimento de acabamentos que podem ser trocados sem haver a necessidade de se quebrar a parede. As novas linhas lançadas se acoplam por encaixe em estruturas antigas. “Isso é um grande diferencial da Fabrimar para o cliente. Nosso produto tem uma qualidade incomparável, o que faz com que dure muito. Não são problemas ou desgastes, mas traços modernos das novas linhas que suscitam a recompra. No ano passado, por exemplo, fizemos seis grandes lançamentos”, comenta Paulo Person, Gerente de Produto da Fabrimar.

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/mercado/30257/desafios-e-casos-de-sucesso-em-mercados-de-baixa-recompra.html?utm_source=mail2easy&utm_campaign=News+ter+e+quin&utm_medium=e-mail

A TV, o varejo e o público

Dizer que vivemos em um ambiente cada vez mais invadido por mensagens que nos atingem sem a menor cerimônia é lugar comum. E o pior é que temos que nos adaptar, nos transformando em seres conectados 24 x 7 e capazes de dividir a nossa atenção, sem prejudicar a nossa concentração ou capacidade produtiva.

Em casa, trabalhando ou nos divertindo, somos impactados por centenas de imagens por hora, que concorrem pela nossa atenção. As mídias tradicionais foram muito rápidas em criar recursos para nos manter ligados, na busca dos  níveis de audiência, mesmo na desfavorável condição de receber apenas uma parcela da atenção.

Isso aconteceu com a televisão e também com o varejo. A TV passou a dividir a atenção com smartphones, laptops ou outros recursos a que recorremos para ampliar a nossa capacidade de conexão com o mundo em tempo real, e no caso do varejo físico, o varejo virtual nos convida a consumir onde e quando desejamos.

Exercendo o seu direito de defesa, os programas de TV ficaram mais rápidos, diminuindo a duração dos programas e das cenas, os vídeos clipes foram encurtados e a dicção das palavras acelerada. Além disso, as imagens passaram a ser mais chamativas, com a presença de mais personagens e de cenografia mais elaborada. Tente procurar uma parede branca e vazia em toda a programação.

A concorrência do varejo eletrônico e as novas expectativas e comportamento do consumidor, levaram as lojas a buscar o mesmo remédio. Diminuíram de tamanho, tornando-se mais densas e de reconhecimento mais rápido, ao mesmo tempo em que assumiram uma ambientação mais rica e imagética. As lojas “clean” e minimalistas simplesmente desapareceram.

As séries, que vêm substituindo os filmes, passam a contar histórias em capítulos. Na tentativa de prender o consumidor, as redes entenderam que, para se comunicar, precisam demonstrar claramente quem é o seu público, quais os seus valores, diferenciais competitivos e posicionamento.

O exemplo da PROXIMO GAMES, cadeia para a qual criamos do zero um novo conceito, representa bem esta preocupação. Tivemos como objetivo desenvolver um projeto integrado, desde o logo até a loja, passando pelas embalagens, uniforme, etc., de modo a criar uma relação forte entre a marca e o seu consumidor, que reconhece a sua tribo e passa a desejar aderi-la, vivenciando o espaço da loja e consumindo.

As cores, acabamentos, formas, design de equipamentos e iluminação se somam ao conceito de autosserviço e a possibilidade de degustação dos games e das diferentes plataformas para passar uma imagem moderna, amigável e dinâmica, que atende ao desejo do consumidor.

A fachada é aberta, desenhada num ângulo que convida à entrada, com um grande logo iluminado e demonstra desde o início a dedicação e especialização do varejista no objeto de adoração dos fãs de jogos eletrônicos.

Enfim, já que o nosso futuro está definitivamente ligado a uma tela, decidimos contribuir para torná-lo mais interessante e atraente.

 

 

 

Manoel Alves Lima (mlima@falzonialveslima.com.br), diretor da FAL Design Estratégico para Varejo, Vice Presidente do Retail Design Institute e co-editor do Blog da FAL

redesign –  19/03/14

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/redesign-20121214-093438/a-tv-o-varejo-e-o-publico

O valor da pesquisa por meio da Internet

A notícia é positiva para pesquisadores e clientes: 41% dos lares brasileiros acessam a web, de acordo com a última pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgada há poucos dias.

Recordo do início da década de 2000 quando o tema “pesquisa online” começou a merecer atenção no Brasil e a penetração da rede atingia em torno de 15% dos domicílios. Havia barreiras para a aplicação dos métodos de pesquisa por meio da Internet. Na época, os produtos ou serviços relacionados à tecnologia, Internet ou de consumo mais elitizado eram pesquisados no Brasil junto aos consumidores, no mundo virtual. E muitas vezes nossos estatísticos pediam para criarmos amostra de controle no “mundo real”, para corrigirmos possíveis desvios comportamentais.

Voltando a 2014 é fato que a pesquisa online nos proporciona excelente valor (leia-se custo e benefício). Conveniência para quem responde a pesquisa, agilidade em relação aos métodos convencionais presenciais e telefônicos são os dois grandes grupos de motivos. O entrevistado responde quando, onde e como lhe for mais conveniente. O pesquisador tem a chance de obter resultados de amostras muito maiores e melhores em termos de segmentação, abrangência geográfica (na web não há fronteiras!) de forma rápida, assertiva e com reduções importantes de custo e prazos. E no mínimo com a mesma qualidade das abordagens tradicionalmente usadas.

O mercado global de pesquisas online ganha terreno e 30% dos estudos são realizados no ambiente virtual, segundo os dados da ESOMAR. O percentual está alinhado à própria penetração da Internet global (34%). Na América Latina e especialmente no Brasil o avanço das pesquisas via web ainda estão aquém dos patamares de 1º mundo, especialmente em função da disponibilidade de mão de obra acessível (pesquisadores) para a realização das entrevistas, que acomodam em relação à evolução para o mundo virtual.

As mudanças socioeconômicas recentes já são sentidas no universo das pesquisas presenciais ou telefônicas e os serviços de coleta de campo estão sendo impactados pela falta de mão de obra qualificada. Percebemos os aumentos nos custos das entrevistas sem a contrapartida em qualidade. Nesse sentido as pesquisas online são um caminho seguro, abrangente e com excelente valor para as nossas empresas.

Célia Bastos, diretora de Inteligência de Mercado da GS&MD – Gouvêa de Souza.

de olho na pesquisa – 19 Mar 2014

http://www.gsmd.com.br/pt/eventos/de-olho-na-pesquisa-20140319-165311/o-valor-da-pesquisa-por-meio-da-internet

 

provadores que são cabines de fotos para compartilhar o look

Karl Lagerfeld abre loja com provadores que são cabines de fotos para compartilhar o look

Karl Lagerfeld abre sua primeira loja em Londres no próximo dia 13 de março. Para entrar no clima do que vem por aí, ele criou uma coleção cápsula disponível em boutiques da Europa e da Ásia, composta por moletons, jeans, capinhas de celular, carteiras e acessórios em geral, com inspiração very british indeed, derivada dos tradicionais uniformes militares ingleses.

O novo espaço, localizado na Regent Street, será o maior entre todas as suas lojas da Europa e terá as coleções masculinas e femininas, além de sapatos, óculos, lenços e as famosas luvinhas. A decoração leva a assinatura da marca, cheia de espelhos e paredes de luz, com os detalhes em preto e branco.

O designer espalhou iPads pela loja, que mostrarão online as coleções e terão um espaço para o cliente deixar um recado para o Karl em si. Os provadores são cabines de fotos com filtros escolhidos por ele, incentivando a ideia de compartilhar o look nas redes sociais em tempo real. Esperto ou não?

“Londres é uma das principais cidades do mundo quando se trata de varejo e este endereço oferece um mix de marcas e produtos que é único. A nossa presença no país será uma oportunidade de apresentar nosso luxo acessível em um ambiente de vanguarda”, declarou Pier Paolo Righi, diretor executivo da grife.

Karl Lagerfeld abre loja com provadores que são cabines de fotos para compartilhar o look

Karl Lagerfeld abre sua primeira loja em Londres no próximo dia 13 de março. Para entrar no clima do que vem por aí, ele criou uma coleção cápsula disponível em boutiques da Europa e da Ásia, composta por moletons, jeans, capinhas de celular, carteiras e acessórios em geral, com inspiração very british indeed, derivada dos tradicionais uniformes militares ingleses.

O novo espaço, localizado na Regent Street, será o maior entre todas as suas lojas da Europa e terá as coleções masculinas e femininas, além de sapatos, óculos, lenços e as famosas luvinhas. A decoração leva a assinatura da marca, cheia de espelhos e paredes de luz, com os detalhes em preto e branco.

O designer espalhou iPads pela loja, que mostrarão online as coleções e terão um espaço para o cliente deixar um recado para o Karl em si. Os provadores são cabines de fotos com filtros escolhidos por ele, incentivando a ideia de compartilhar o look nas redes sociais em tempo real. Esperto ou não?

“Londres é uma das principais cidades do mundo quando se trata de varejo e este endereço oferece um mix de marcas e produtos que é único. A nossa presença no país será uma oportunidade de apresentar nosso luxo acessível em um ambiente de vanguarda”, declarou Pier Paolo Righi, diretor executivo da grife.