Para os maiores inovadores do varejo, a melhor solução é customizar através da tecnologia

No último painel da NFR 2014, “Retail’s Rule Breakers – Celebrating Inovators Unsatisfied with the Status Quo”, o ponto central da discussão foi a inovação no varejo. Duas palestras, ambas de mulheres, foram o destaque.

Nadia Shouraboura, CEO da Hointer, entrou na Amazon dez anos atrás. Naquela época, como agora, já se pensava em como criar uma experiência completa na compra eletrônica. “O problema é que comprar é como fazer amor”, compara. “Não existe substituto para a experiência física”.

Hoje, ela está longe do mundo virtual e seu trabalho se concentra nos shoppings, em lojas físicas. Ela não está nem um pouco arrependida em trocar o mundo virtual pelo físico. As recomendações que se encontram no universo digital, diz ela, funcionam melhor numa loja o que num site. Nadia mostrou um o caso de uma loja na qual o atendimento é totalmente automatizado pelo smartphone. As informações de cada produto podem ser abertas, via aplicativo, nos telefones. As peças são escolhidas e um número de provador é mostrado para o cliente. Quando o consumidor chega ao provador, as roupas escolhidas já estão lá.

A e-tag é importante nesse processo. Numa loja de roupas, por exemplo, apenas os modelos das calças serão mostrados – e somente as que são escolhidas chegam ao provador. O e-tag, uma espécie de etiqueta eletrônica, manda informações para o aplicativo que faz a gestão das compras e das informações pedidas.

“A Hointer é um modelo de loja híbrida, que reúne o melhor do varejo online com as vantagens das lojas de tijolo e cimento, com o apoio da tecnologia. Provavelmente veremos mais marcas adotando esse caminho daqui para a frente”, comenta Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&BW.

Anastasia Leng, fundadora da Hatch Co., deixou um confortável emprego no Google para se transformar em empreendedora. Anastasia diz que mais de US$ 300 bilhões são desperdiçados mundialmente com roupas que não são compradas e são colocadas em liquidação. Doadas ou destruídas. Isso ocorre porque os estilistas tentam adivinhar o gosto dos clientes.

Isso poderia ser reduzido se as empresas investissem mais em customização. A experiência digital é customizada e personalizada por excelência. O cliente tem acesso ao que quiser e na hora que quiser. Mas isso ocorre no mundo real. Pegue o exemplo da Starbucks. Por que ela teve tanto sucesso? Porque é uma cafeteria que entrega exatamente o que o cliente quer. Ele quer um cappuccino grande com leite de soja e descafeinado? Sem problema. Um expresso com aroma de baunilha e espuma de leite sem gordura? Possível também.

A lealdade do consumidor terá cada vez mais a ver com o grau de customização do que qualquer outro fator. “Isso não quer dizer que a produção em massa vai desaparecer”, afirma. “Mas o cliente terá mais disposição para gastar com aquilo que ele ajudou a produzir”.

Outro exemplo de customização é o tênis personalizado da Nike. Através desse produto, a Nike conseguiu aquilo que é o sonho de toda a marca – o boca a boca. Os clientes contavam espontaneamente a todos sobre o seu tênis e recomendavam a ferramenta de customização.

Para Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&BW, essa é mais uma tendência que deriva da mudança que consolidou o protagonismo do consumidor. “Com tantas opções à disposição, as pessoas já não se contentam em apenas adquirir mais um produto, elas querem um produto exatamente ajustado às suas necessidades e desejos”.

16/01/2014

http://mercadoeconsumo.com.br/nrf2014/para-os-maiores-inovadores-varejo-melhor-solucao-e-customizar-atraves-da-tecnologia/

 

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