Arquivo mensal: maio 2013

O que é live marketing

O Live Marketing se define pelas atividades de marketing que proporcionam  interlocução viva entre marcas e pessoas, provocando compreensão diferenciada de produtos, serviços e marcas. Este tipo de ação promocional estimula e provoca através de experiências sensoriais. Por isso proporciona as melhores experiências de marca, superior a qualquer outra atividade de marketing, porque gera maior engajamento e envolvimento por parte das pessoas que participam.

Pra definir um nome novo (nem tão novo assim, porque era sinônimo de marketing de entretenimento) que substitui um nome conhecido é preciso partir dele, o antigo, para justificar e explicar a mudança.

A denominação marketing promocional ficou restrita, com o passar do tempo por conta das necessidades cada vez maiores do cliente em realizar atividades de comunicação diversificadas e complexas, em sua maioria com a execução desenvolvida em tempo real.

Isso tirou de nossas agências promo de verdade uma perspectiva estratégica, sua verdadeira amplitude e, talvez, quem sabe, tenha sido essa a razão que nos mantém até hoje trabalhando por job ao invés de por contratos de longa duração

Alie-se a isso uma infinidade de pseudo-agências, pouco profissionais, fornecedores na verdade, dizendo-se agências de marketing promocional, confundindo ainda mais o mercado.

Como definiu Kito Mansano  no momento em que a Ampro lançou oficialmente o termo, no Anuário do Promoview em 2013, esta disciplina envolve o consumidor, independente da ferramenta promocional utilizada, valorizando a experiência ao vivo da marca, produto ou serviço, com resultados imediatos.

Isso porque ele é baseado em ações vivas, sem segunda chance para fazê-las ou a publicação de erratas, tipo: “desculpem o som do show de ontem na praia ter falhado, o que impossibilitou o público de ouvir todas as canções da banda e o jingle do patrocinador. Para compensar, daremos um cd de presente pra quem foi….” Infelizmente, no nosso mercado errou, ou conserta na hora, ou… Duvido que o cliente dê segunda chance para fazer novamente.

Quando dá certo medimos o resultado pela quantidade de arrepios, sorrisos e lágrimas que conseguimos provocar. Quando isso acontece, estamos falando de uma disciplina sem replay, que se inspira no ao vivo, naquilo que é para ser vivido uma única vez – feito para aproximar pessoas e marcas.

Amadores, agências que não sejam da área ou neófitos de bonito discurso têm problema em trabalhar no nosso mercado e são um perigo para os clientes, e marcas. Conhecer produção, por exemplo, saber fazer check list, criar especificamente para nossas ferramentas…, e muito bem, são coisas indispensáveis.

Portanto, todas as ações ou campanhas que utilizam ferramentas como campanhas de incentivo, ativações, em especial no ponto de venda, utilizando mídias em redes sociais, aplicativos para smartphones, dentre outros, são do escopo do marketing promocional, que passa a ser uma das suas ferramentas.

Definindo academicamente, apenas para melhor compreensão: essa disciplina abrange todas as ações ou campanhas, onde o consumidor está numa relação direta com o produto, serviço ou marca, ao vivo,  provocando experiências que os aproxime, gerando venda ou valor.

As novas dimensões do design de varejo

Para o leigo, o design envolve as questões que dizem respeito à plástica e à forma dos objetos e, de uma forma um pouco mais ambiciosa, as soluções encontradas em outras áreas que permitem expressão de criatividade, tais como lojas, layout, embalagens e algo mais.

 Para os experts, o design invade todas as alternativas de manifestação humana através das formas, sem limites ou fronteiras, dentro de uma concepção aberta que inclui também aquelas que envolvem a dimensão digital.

No plano mais pragmático, o design cruzou muitas fronteiras estabelecidas em sua concepção original, a fim de entrar nos mais diversos campos para propor e encontrar respostas a questões que envolvem a atração que a forma pode dar para todo um universo de manifestações, que vão da pura arte aos mais racionais negócios.

Poucas áreas se tornaram tão relevantes no varejo nos últimos anos como o design, de forma abrangente e ambiciosa, para repensar produtos, espaços, embalagens, elementos de comunicação e relacionamento num cenário crescentemente desafiador para disputar a atenção e o interesse do consumidor em todos os segmentos de mercado. Um consumidor quase que asfixiado por um volume sem precedentes de mensagens e propostas, que só tendem a crescer.

No universo do varejo atual o desafio da reinvenção do ponto de venda pressionado pelo desejo de consumidores hiperconvenientes, com a alternativa do uso do ecommerce a qualquer hora e em qualquer lugar, cria um novo cenário onde a loja pode se transformar em ambiente de compras, experiências, educação, informação, relacionamento, soluções ou também na comercialização de serviços. Ou a loja que se transforma numa manifestação pop com dia e hora para começar e acabar, como atualmente faz a Target na Grand Central Station em Nova York. Ou num mural numa estação de metrô, na Coréia do Sul, onde foi feito o primeiro experimento pela Tesco, onde o cliente compra com o celular e o produto é entregue diretamente.

Tudo num cenário de rápidas criações, mudanças, recriações visando captar a atenção do neoconsumidor, digital, multicanal e global.

Num passado não muito distante o “prazo de validade” de uma loja era de 6 ou 7 anos e esse período está se reduzindo cada vez mais pressionado por essa ambição do novo, envolvente, único e distinto que o cenário digital só faz aumentar.

É nesse contexto que se propõe a discussão de todas essas transformações e sua realidade mais tangível na conversão de conceitos à realidade pragmática dos resultados.

O design não está a serviço de sua própria causa, mas sim para alavancar e maximizar resultados esperados, sejam eles quais forem.

A discussão fundamental, no plano de negócios, está na visão do design no plano mais ambicioso de mesclar o vetor pragmático e objetivo dos resultados nas mais diversas formas de varejo com a sua dimensão mais artística e intelectual como expressão de criatividade.

E isso é a arte dos negócios criando soluções e mesclando, virtuosamente, arte com negócios.

 

Fonte: Marcos Gouvêa de Souza (mgsouza@gsmd.com.br) diretor-geral da GS&MD – Gouvêa de Souza.

Momentum – 12 Mai 2013 – http://www.gsmd.com.br/pt/artigos/momentum/as-novas-dimensoes-do-design-de-varejo

Food Service

O restaurante é um dos tipos de negócio mais vulneráveis. A comida pode ser deliciosa, o serviço impecável e o ambiente aconchegante, mas nada disso terá significado se você não der a seus clientes um motivo para voltar.   Mesmo quando você tem um público fiel, a questão é: por quanto tempo eles vão permanecer?

Você já pensou em implantar um programa de fidelidade?

Clientes frequentes gostam de ganhar pontos, que se traduzem em algum tipo de recompensa: um desconto, um brinde ou tratamento especial. Contudo, se você optar por fazê-lo, esta conversão deve ser simples e intuitiva.

Os restaurantes estão descobrindo a capacidade de fazer com que seus clientes voltem por meio de programas de recompensas. Além de fazer os clientes voltarem, você ainda terá acesso a várias informações como dados dos clientes, e-mails e refeições consumidas, dando ao seu garçom a possibilidade de fazer sugestões mais precisas, chamando-o pelo nome, oferecendo a sua bebida favorita, e o mais importante, você conhecerá seus clientes e poderá informá-los sobre mudanças no menu, promoções e eventos, pedir feedback sobre experiências  gastronômicas recentes e que irão ajudá-lo a construir o seu próprio sortimento de cardápio.

Uma boa ideia é envolver o cliente no desenvolvimento do programa fidelidade a fim de  saber o que ele realmente gostaria de ganhar.

No entanto, a maior parte das empresas comete o mesmo erro. Quando os clientes terminam seu cartão, eles têm que voltar a estaca zero, e a menos que você tenha algum outro motivador especial além de um desconto, é desanimador ter que começar de novo.

Existe também o público que é habitue dos pratos com desconto, esse público nem sempre é o mais fiel. Acabadas as ofertas, ele vai para outro lugar a menos que você tenha dado outro incentivo para voltar, nesse caso, você pode dar um cartão bronze, que passa a ser prata, e então o ouro, por exemplo. Assim você pode garantir o seu cliente por um longo prazo e isso o diferenciará dos outros programas.

Outra alternativa é firmar parcerias com marcas e serviços, fazer um campeonato entre os mais fieis, contudo, se o fizer, certifique-se de divulgar nas mídias sociais para mostrar como o seu restaurante cuida bem de seus clientes, essencial para o sucesso dos restaurantes.

Os programas de fidelidade mais bem sucedidos aumentarão a frequência do seu cliente. O objetivo é transformar esse bom cliente em um grande cliente.  A criatividade é fundamental para um programa de fidelidade, porque ele pode, de verdade, impulsionar o seu negócio.

 

Ingrid Devisate – responsável pelo Desenvolvimento de Negócios em Food Service.

08 Mai 2013

http://www.gsmd.com.br/pt/artigos/food-service/programa-de-fidelidade