Arquivo mensal: abril 2013

4 razões essenciais para investir em conteúdo no Marketing Digital

Uma das muitas revoluções da Internet foi permitir que empresas conversem diretamente com seu público sem um canal intermediário, como tínhamos com a TV, a rádio e o jornal, por exemplo.

O problema é que nem sempre as empresas conseguem entender a importância do conteúdo para de fato criar um canal relevante de alcance a novos clientes, com menor investimento e maior sustentabilidade (como ativo de longo prazo e resultado razoavelmente previsíveis).

A impressionante penetração das mídias sociais e das ferramentas de busca em nosso cotidiano oferecem chances de ouro às empresas, que só serão aproveitadas se a empresa tiver a capacidade de produzir conteúdo com frequência e boa qualidade.

Nesse artigo vou explicar os porquês disso e mostrar como o investimento em conteúdo é essencial para empresas que queiram se aproveitar da Internet para gerar mais negócios.

Por que a produção de conteúdo deve ser sua prioridade

Conteúdo serve como munição para usuários das mídias sociais

Twitter, Facebook, Google+… No final das contas, o que as pessoas mais fazem nessas redes é compartilhar links de terceiros. Assim, a maior recompensa que sua empresa pode conquistar nas mídias sociais é ter seu conteúdo recomendado por seus seguidores.

Seth Godin, um dos maiores pensadores do marketing atualmente, é um ótimo exemplo de como faz a diferença produzir conteúdo de qualidade. Ele sequer possui perfil no Twitter porque diz não ter tempo para conseguir usar de forma eficiente o canal. No entanto, posta diariamente em seu blog. Dê uma olhada abaixo nos “resultados de mídias sociais” que ele sempre consegue em cada post:

 

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Um post simples dele teve, no momento em que foi tirado este print screen, 1439 tweets e mais de 1.000 “curtidas” no Facebook. Mesmo sem ter um perfil próprio, você duvidaria que ele utiliza bem o poder das mídias sociais?

Conteúdo relevante gera links, a premissa de qualquer trabalho em SEO

Para compor os resultados de uma busca, o Google analisa os sites, basicamente, sob dois aspectos: um deles é a compatibilidade da pesquisa do usuário com o conteúdo da página e o segundo é a importância do site, o quanto ele é uma referência confiável ou não. Esse segundo item, embora envolva outras variáveis, é medido principalmente pela autoridade dos links que a página recebe.

Dessa forma, por mais que o estudo de palavras-chave seja feito, que os títulos, headings e links internos sejam otimizados para a palavra, de nada valerá se a sua página não tiver relevância perante o Google.

Novamente: produzir conteúdo de qualidade é garantia de receber bons links.

Só a produção de conteúdo próprio faz sua empresa se tornar uma referência

Quem produz conteúdo está o tempo todo colocando seu conhecimento à prova. Ao mesmo tempo em que se está sujeito a cometer erros e receber críticas, quem publica conteúdo próprio é visto como uma referência, alguém que entende e conhece bem o assunto.

O trabalho de curadoria, selecionando e indicando o material de terceiros, é uma prática interessante para atrair seguidores. No entanto, se sua empresa quer ser vista como a referência, é importante que ela mesma produza conteúdo e mostre seus conhecimentos.

Pense bem, quem seria seu contratado para preparar um jantar: Jamie Oliver, que põe a mão na massa e conta seus segredos, ou a Angélica, que leva convidados para prepararem um prato em seu programa?

Conteúdo ajuda ao longo de todo o funil de vendas

A produção de conteúdo é uma construção de ativo de longo prazo e, quanto mais cedo sua empresa começar, mais cedo vai conseguir resultados.

No entanto, muita gente apenas associa conteúdo com o objetivo de atrair visitantes/potenciais clientes. Felizmente, esse investimento também se paga nas outras etapas do funil de vendas, onde é necessário trabalhar outros argumentos para conseguir converter o visitante em cliente.

Algumas dicas para pensar no conteúdo além da atração: crie ofertas educativas e disponibilize-as através de Landing Pages para gerar Leads, forneça mais informações relevantes ao longo do relacionamento para educá-lo e “esquentá-lo”, e alinhe com o time de vendas os conteúdos que são mais efetivos para ajudá-nos na conversão final.

 

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/4-razoes-essenciais-para-investir-em-conteudo-no-marketing-digital/70305/

Eric Santos, 25 de abril de 2013

Lojas online fazem caminho inverso e abrem lojas físicas

Em busca da ampliação de canais de venda e de maior aproximação com o consumidor, empresas que nasceram no meio digital inauguram espaços enfrentando desafios

Digital,hotelurbano,lojas online,lojas físicas, Shoes4youAs empresas online têm percebido que, apesar de terem nascido em um ambiente virtual, não estão restritas a ele. A diversificação de canais de venda é uma forma cada vez mais comum de ampliarem sua atuação e muitas estão abrindo suas próprias lojas ou buscando parcerias com outras marcas para abranger também a presença física. Esta tem sido uma forma de oferecer uma experiência diferenciada aos consumidores, se aproximando mais de cada um e até os ajudando na familiarização com o e-commerce.
Também pode representar uma alternativa na distribuição e entrega de produtos e uma forma certeira de estar onde o contato com o público é mais relevante para o negócio. Tudo isso sem perder a essência digital. Os desafios, no entanto, são muitos: transformar um conceito virtual em materiais e objetos físicos que passem a mensagem da marca, descobrir a dinâmica da venda física e integrar os meios online e offline.
Grandes companhias como Google e Amazon têm aumentado sua presença física e outras, como Groupon e Ebay, inauguraram unidades para testar as vantagens de novos canais. Assim como elas, diversas empresas online enxergam que precisam corresponder à multicanalidade dos clientes. “Os consumidores exigem e empurram às empresas à diversificação de canais. Com as marcas online, não é diferente”, avalia Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Presença física diversificada

A Amazon já manifestou em diversos momentos a vontade de ter uma loja física e, este ano, fez uma parceria com a empresa brasileira Superfone para ter quiosques específicos do e-reader Kindle em shoppings de São Paulo. O Google também realizou uma parceria semelhante e montou um stand dentro da loja de eletrônicos PC World em Londres, focando na venda de notebooks com o sistema operacional Google Chrome. Ambas também têm serviços que oferecem armários próprios em determinadas localidades para onde compras feitas por usuários podem ser encaminhadas.

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Isso permite que a entrega e o recebimento dos itens sejam mais dinâmicos e minimiza problemas logísticos. Apesar de não ser uma forma de comercialização, a iniciativa em prol da melhor distribuição de produtos é um indício dos investimentos das duas marcas em presença física. “Para muitas empresas é mais barato ter um ponto físico para o consumidor retirar os produtos, especialmente em lugares onde há muito fluxo. Não é à toa que o Google e a Amazon se movimentaram nesse sentido”, destaca Maurício Salvador.
O Groupon abriu efetivamente sua primeira loja física em Cingapura. A empresa disponibiliza a entrega e troca de aparelhos, mas oferece inúmeras outras opções, como a possibilidade de o cliente experimentar produtos à venda e de realizar buscas e fazer compras por meio de iPads. Além do site de compras coletivas, o eBay criou a The Bay Inspiration Shop em Nova York, que segue o conceito de presença física mas com vendas 100% digitais. Os produtos expostos trazem QR Codes que direcionam o comprador ao site para que efetuem o pedido e pagamento.
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Confiança e contato mais próximo

A maneira como as unidades foram desenvolvidas reforça o fato de serem empresas de plataforma online, mas traz como vantagem o contato mais próximo do consumidor com a marca e com os produtos. “O showroom, que já é forte nos Estados Unidos e outros países, permite uma experimentação ao cliente e é uma forma de mostrar às pessoas que elas têm um local onde podem reclamar caso algo ocorra. Isso dá uma grande confiança para que se relacionem com a empresa”, analisa o presidente da ABComm.
Com o intuito de se aproximar do público e mostrar que a empresa é acessível e se comunica com as pessoas em todos os canais, o Hotel Urbano abriu duas lojas no Rio de Janeiro. A ideia veio da percepção de que o volume financeiro do mercado de turismo ainda é 90% offline e que, como a viagem é uma compra planejada, o consumidor exige mais segurança e contato pessoal.
As unidades não vendem diretamente por meio dos vendedores e servem principalmente para que o consumidor aprenda com eles sobre como escolher os pacotes que interessam e como efetuar o pagamento digitalmente. “Tentamos estar o mais perto possível dos clientes com o call center e outros canais, mas percebemos que muitos gostam da marca, mas têm dificuldade ou receio de comprar online. Na loja, eles acompanham o passo a passo do processo. A ideia é que a partir da primeira experiência, eles possam comprar sozinhos em casa”, explica Roberta Oliveira, Diretora de Marketing do Hotel Urbano, em entrevista ao portal.

Novas perspectivas

As dificuldades na criação e implementação da presença física foram inúmeras. A primeira foi como passar o conceito do Hotel Urbano para objetos e materiais físicos. Durante quatro meses, os profissionais envolvidos decidiram como seria a estrutura e o design do espaço e optaram por usar vidro e equipamentos de última geração para mostrar transparência e inovação tecnológica.
O longo processo de análise e de realização da obra já tem mostrado que o esforço valeu a pena. Logo que o local foi inaugurado, a agência de viagens percebeu que os clientes exigem uma personalização muito maior quando estão frente a frente com um atendente. “Isso está sendo interessante para revermos o nosso próprio portfólio. Queremos suprir as necessidades que temos percebido nos clientes”, conta Roberta Oliveira.
Digital,hotelurbano,lojas online,lojas físicas, Shoes4youGraças à experiência positiva, a intenção é que o Hotel Urbano abra pelo menos 12 lojas este ano e que esteja presente em todas as capitais do país. Além da agência, outra empresa nacional online que tem investido em lojas físicas é o pet shop Meu Amigo Pet: a marca possui duas unidades próprias e três franquias, sendo duas ainda não inauguradas.

Oportunidades pouco exploradas

A decisão de apostar em um novo meio foi tomada depois de que Daniel Nepomuceno, CEO do Meu Amigo Pet, teve acesso a uma pesquisa da empresa Gouvêa de Souza, de que a terceira questão que leva o consumidor a ter mais confiança no e-commerce é a presença em unidades físicas. Outros pontos que influenciaram foi o maior poder de barganha junto aos fornecedores permitido pelo maior volume de compra em menor espaço de tempo e a percepção de que ainda não existia no Brasil nenhuma franquia de produtos para animais de estimação.
O estado de São Paulo foi escolhido para receber as unidades por ser o principal mercado do e-commerce. Além da capital, a marca focou em cidades menos populosas, como Presidente Prudente. “Muitas regiões ainda carecem de lojas especializadas nesse ramo e essa é uma oportunidade que temos para oferecer algo diferenciado”, opina Daniel Nepomuceno, em entrevista ao Mundo do Marketing
A integração entre os meios online e offline ainda está sendo implementada e é um dos principais desafios. Atualmente os clientes das lojas físicas têm descontos no e-commerce da marca caso não encontrem o que estão procurando na unidade que frequentam, mas as pessoas que compram no site ainda não podem realizar trocas nos espaços físicos. “Isso será possível em breve, mas ainda estamos viabilizando. O importante é que estamos evoluindo no mundo físico também”, avalia o CEO do Meu Amigo Pet.

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Atuação alternativa

Mesmo as empresas que não têm condição financeira ou estrutura para abrirem unidades, podem recorrer a algumas alternativas para atuarem fisicamente. O clube de assinatura de sapatos e acessórios na internet Shoes4you, por exemplo, firmou parceria com a marca Pash e expõe seus produtos na loja do bairro do Jardins, em São Paulo. A unidade disponibiliza sapatilhas e sapatos de salto médio e alto e, a cada mês, as coleções são renovadas, assim como ocorre no site.
O motivo principal para a ampliação de canais foi a possibilidade divulgar e apresentar os produtos a quem não conhece a marca. “Isso faz muito sentido, especialmente para uma marca tão nova como a nossa, que surgiu em 2011, e com o nosso tipo de produto. O cliente pode experimentar um sapato e adquiri-lo na hora caso tenha gostado”, analisa Olivier Grinda, CEO da Shoes4you, em entrevista ao portal.
Além da loja da Pash, a Shoes4you pretende ampliar a parceria a outras marcas e chegar a 30 espaços físicos até o fim de 2013. “Queremos ter nossas próprias lojas, mas primeiro precisamos entender melhor o meio offline. Hoje não estamos preparados, mas achamos importante que isso ocorra mais para frente porque novos canais tornam a vida do consumidor mais prática e intensificam o contato dele com a marca”, destaca Olivier.

Por Ana Paula Hinz, do Mundo do Marketing | 17/04/2013

http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/pdv/27308/lojas-online-fazem-caminho-inverso-e-abrem-lojas-fisicas.html

Hiperestesia sensorial, uma fronteira a ser explorada

O cheiro arrebatador de café que desperta o desejo de um autêntico espresso italiano; as prateleiras exuberantes que nos fazem entrar na livraria e passar o tempo folheando diferentes livros ou revistas; o ambiente acolhedor daquele restaurante que parece ser a própria extensão da nossa casa. As possibilidades são infinitas, mas o conceito por trás delas é um só: o de hiperestesia sensorial. Basicamente, trata-se de planejar um conjunto de experiências capazes de estimular os cinco sentidos do consumidor, levando-o a mergulhar de repente em um mundo inteiramente novo – o mundo da marca.

Ainda são poucas as empresas de varejo que conseguem ir além dos estímulos visuais. Justamente por isso, quando trabalhamos e conectamos as experiências dos nossos sentidos, construimos uma oportunidade de diferenciação. Sons, cheiros, aromas, texturas e até sabores proporcionam novos pontos de contato com a marca e ampliam radicalmente as fronteiras do que chamamos de Retail Experience Design. Oposta à anestesia, que é a ausência de atitude, a hiperestesia movimenta e surpreende o shopper com uma experiência mais plena e marcante, transformando o PDV naquilo que chamamos de “ambiente de marca”. Isto é: um ambiente que potencializa a percepção de valor e o reconhecimento de todos os atributos que tornam a marca realmente única no mercado.

Para que esse conceito entre no planejamento de Retail Experience Design, porém, é preciso conhecer a fundo os cinco sentidos e o papel que eles exercem na formação das nossas percepções. Tradicionalmente, as marcas dão prioridade à visão. Nem poderia ser diferente: principal ponto de contato do cérebro com o mundo, o olho é rápido, eficiente e confiável – raramente duvidamos daquilo que estamos vendo. Daí que a visão é explorada exaustivamente em todas as esferas do varejo: nas cores e formas de embalagens, na ambientação das vitrines, na apresentação dos profissionais de atendimento e na própria arquitetura do PDV.

Os demais sentidos têm a função de aprofundar a experiência de compra, levando o shopper a descobrir atributos que estão fora do alcance dos olhos. Algumas marcas utilizam aromatizadores para despertar desejos fugazes, tais como o de tomar um café. Outras utilizam o olfato para criar uma espécie de identidade etérea – um cheiro que o shopper seja capaz de reconhecer aonde quer que vá. Para a audição, muitas marcas usam sons e efeitos que criam a atmosfera certa no PDV. A experiência se torna ainda mais envolvente quando atinge o tato. As pessoas, afinal de contas, gostam de tocar naquilo que estão prestes a comprar – roupas, computadores, automóveis e até alimentos. Os PDVs podem (e devem) dar a elas a chance de fazer esse reconhecimento e ficar com ótimas percepções. Mais ou menos como em um test-drive ou, ainda, uma sessão de degustação – quando o paladar é que fala mais alto.

Bem planejada, a experiência sensorial atinge um outro patamar: torna-se uma experiência emocional. Com os sentidos aguçados, o shopper descobre dimensões surpreendentes da marca e se deixa levar pelas experiências de consumo que adicionam valor a seus produtos e serviços. Consequentemente, fica mais próximo de chegar ao encantamento, atribuindo novas camadas de significados à marca. Nesse processo, um shopping deixa de ser um simples local de compras e passa a ser visto como um espaço de lazer e bem-estar.

Inovador e ainda pouco conhecido, este conceito traz uma nova visão que deve e pode ser ampliado para o ambiente de marca. Para trazer bons resultados, é essencial que esteja alinhado com a estratégia de Branding e Design no PDV. Os estímulos visuais, sons, cheiros, sabores e texturas não podem colocar em xeque as promessas de marca feitas pelos meios convencionais de contato. Ao contrário: devem reforçá-las, enaltecê-las, expandi-las. Em todos os sentidos.

Neste recente projeto que desenvolvemos, um restaurante deixa de ser um lugar para comer e se torna um ponto de encontro para amigos e familiares que apreciam a boa gastronomia. Em Porto Alegre, a cervejaria Dado Bier inaugurou mais um Dado Garden Grill, no Shopping Bourbon Wallig, incorporando mais um ambiente à rede de restaurantes bem-sucedidos.

Leonardo Koboldt de Araujo é sócio do GAD e diretor do Gad’Retail. Graduado em Arquitetura e Urbanismo, possui mais de 30 anos de experiência na gestão de design de ambientes comerciais, design de produtos, na criação, planejamento e desenvolvimento de espaços e experiências para importantes marcas nacionais e internacionais.

26/03/2013 – http://www.gsmd.com.br/pt/artigos/redesign/hiperestesia-sensorial-uma-fronteira-a-ser-explorada