Arquivo mensal: abril 2012

7 alimentos que podem sumir do cardápio com o aquecimento global

Mudanças à vista – ou melhor, à mesa – espreitam nossos hábitos alimentares, dos mais cotidianos aos mais requintados. Confira sete alimentos que podem desaparecer nas próximas décadas devido à elevação da temperatura e de eventos climáticos extremos

Chocolate? Só a preço de ouro

Um estudo do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT, na sigla em espanhol), na Colômbia, sugere que este produto milenar, se não for “extinto”, corre o risco de se tornar escasso em quatro décadas, tornando-se artigo de luxo com preço nada doce.

A elevação de 2 a 3 graus Celsius na temperatura do planeta – o que segundo os cientistas, deve acontecer até 2050, se não forem mitigadas as emissões globais de CO2 – pode causar danos irreversíveis nas principais regiões de cultivo de cacau: Gana e Costa do Marfim, que juntos respondem por 2/3 da produção mundial do fruto.

Encomendada pela fundação Bill & Melinda Gates, a pesquisa mostra que, para fugir do calor, os fazendeiros estão começando a cultivar cacau em maiores altitudes, porém bem mais frias e limitadas, o que exige tecnologias de plantio novas para garantir a adaptação

Uísque

O maior produtor mundial de uísque, a Escócia, deverá sentir o impacto das mudanças climáticas na bebida que lhe rende não só fama mas receita vultosa – no ano passado, o país exportou cerca de 12 bilhões de reais em uísque. Há motivos para se preocupar. Estudo encomendado pelo governo escocês em 2011 levantou ricos potenciais associados ao aquecimento global e a bebida.

Entre eles, o de que o suprimento e a qualidade de cereais, especialmente o malte, poderá sofrer, no futuro, com secas, enchentes em regiões produtoras costeiras e doenças na plantação. Temperaturas mais elevadas também poderão tornar menos eficiente o processo de produção e afetar a disponibilidade de água. Já nevascas intensas, muito frio e gelo tornarão mais constantes as interrupções operacionais e na cadeia de fornecimento.

Salmão

O aquecimento global põe em risco muitos animais marinhos, entre eles o salmão. A elevação das temperaturas oceânicas pode alterar o ciclo reprodutivo e o regime alimentar dessa iguaria subaquática. Segundo a associação americana National Wild Federation, a acidificação dos mares tem prejudicado a formação do casco de pequenos moluscos que servem de alimento para o salmão.

Inundações também atrapalham a reprodução do animal, cujas ovas são arrastadas para longe dos leitos de desova. Ainda de acordo com a entidade, a baixa incidência de neve durante as estação do inverno diminui o fluxo de rios importantes para a reprodução do salmão.

Arroz

Cientistas descobriram que, ao longo dos últimos 25 anos, o rendimento das colheitas de arroz caiu entre 10% e 20% em alguns locais. Um estudo liderado por pesquisadores americanos com 227 propriedades rurais de seis importantes regiões produtoras, como Tailândia, Vietnã, Índia e China, relaciona a baixa no rendimento ao aumento das temperaturas ao longo da noite.

A suspeita é de que as plantas de arroz estão gastando mais energia para respirar em noites quentes, o que afeta a capacidade de realizar fotossíntese. Nas Filipinas, por exemplo, um estudo de 2004 apontou que o rendimento das plantações caía 10% a cada aumento de 1° C na temperatura no período noturno.

Vinho Bordeaux

O aquecimento global também mostra com força suas garras em Bordeaux, na França, uma das regiões produtoras de vinhos de excelência mais antigas do mundo. Considerando o cenário mais pessimista, especialistas acreditam que as mudanças climáticas podem tornar a região inadequada para a atividade já em 2050.

O impacto no setor preocupa: atualmente, os vinhos de Bordeaux respondem por um terço da produção total da bebida na França. Atentos à ameaça, muitos produtores estão optando por uvas geneticamente modificadas, mais resistentes à mudança de temperaturas, desde que se trate de uma diferença modesta.

Mel

Um fenômeno vem intrigando cientistas do mundo todo: o colapso de colônias de abelhas na Europa, América do Norte, África e Ásia. De acordo com um estudo do Departamento de Agricultura dos EUA, as colônias de produção de mel diminuíram de uma população de 5,5 milhões em 1950 para 2,5 milhões em 2007.

Até o momento, o principal suspeito do sumiço das abelhas é o duo composto por poluição e o uso de defensivos agrícolas. Mas uma outra leva de cientistas também associa o fenômeno ao aquecimento do planeta, uma vez que mudanças extremas no clima afetam o padrão de floração na natureza e por consequência o comportamento das abelhas.

Café

Nem o celebrado cafezinho escapou. Nos últimos anos, a produção de alguns dos melhores grãos vem apresentando queda na Colômbia e em outras regiões produtoras da América Latina. Para crescer sãs e fortes, as plantações de café precisam de condições adequadas de temperatura, além de dias secos e chuvosos na medida.

As mudanças bruscas no clima prejudicam, em muito, a colheita de bons grãos para a produção. Enquanto as chuvas fortes danificam as flores, o calor intenso torna propícia a proliferação de fungos danosos ao cultivo. Um estudo da Embrapa prevê que, se nada for feito para reduzir os efeitos do aquecimento global na agricultura, a produção de café no Brasil pode ter queda de 92% até o ano de 2100.

Home / Economia / Meio Ambiente e Energia – Ameaça   26/04/2012 08:01

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Diferenças culturais afetam o crescimento de 70% das empresas brasileiras

As empresas brasileiras têm encontrado dificuldades em expandir seus negócios internacionalmente por causa de barreiras culturais e linguísticas. De acordo com pesquisa da The Economist Intelligence Unit, por exemplo, 70% das companhias nacionais já sentem os efeitos desse problema. Em contrapartida, o percentual de empresas que não relatam ser influenciadas por tais diferenças é de apenas 30%.

“As empresas reconhecem cada vez mais os benefícios financeiros de se ter uma força de trabalho treinada para lidar com as diferenças culturais e de comunicação. O problema é que um grande número de organizações pode não estar fazendo o suficiente para enfrentar esse desafio”, explica o relatório promovido pela EF Education First.

Problema à vista
De acordo com o levantamento, 40% dos entrevistados dizem que suas empresas não focam no recrutamento de profissionais acostumados a ambientes transculturais. Já outros 47% dos consultados acreditam que as companhias para as quais trabalham não se importam em aprimorar as competências dos trabalhadores de comunicação – o que certamente se revelará um problema em alguns anos.

“Nove em cada dez entrevistados afirmam que o número de clientes no exterior para a sua empresa irá aumentar ao longo dos próximos três anos, e 77% acreditam que a sua empresa estará operando em mais países do que faz atualmente”, detalha a pesquisa, que informa ainda que dois em cada três entrevistados acreditam que trabalhar com clientes e colegas em uma empresa que atua internacionalmente não é tão fácil assim.

A importância do idioma
O levantamento realizado pela EIU contatou ainda que as empresas com planos internacionais apostam cada vez mais em profissionais que saibam mais de um idioma, afinal, 51% dos entrevistados enxergam as diferenças culturais e as de normas de trabalho (49%) como as principais ameaças.

“Quase metade dos executivos entrevistados diz que pelo menos um em cada cinco funcionários de sua companhia deve falar uma língua estrangeira para fazer o seu trabalho. Além disso, um em cada quatro acredita que a maioria da força de trabalho de sua empresa deve possuir habilidades em línguas estrangeiras”, detalha a pesquisa.

Ranking global
O estudo, que contou com a participação de 572 executivos seniores de todo o mundo, revelou ainda que, de acordo com os resultados apurados, o País se encontra na terceira posição do ranking global de países cujas empresas apresentam dificuldades em tais áreas.

Já a primeira e a segunda colocações, em termos de dificuldade, ficaram para a Rússia e para a Espanha, que tiveram respectivamente, 89% e 88% de suas empresas com problemas culturais. “Na China, as diferenças afetam 67% das empresas”, informa o levantamento.

26 de abril de 2012, às 17h38min

http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/diferencas-culturais-afetam-o-crescimento-de-70-das-empresas-brasileiras/54661/