Arquivo mensal: setembro 2011

Aos 160 anos, Singer enfrenta o desafio de vender máquinas de costura

Empresa acompanha a evolução do mercado e as transformações do comportamento dos consumidores

Por Letícia Alasse, do Mundo do Marketing | 21/09/2011

Costurar é um hábito do passado? Os costumes e os motivos que levam os consumidores mais jovens a usar uma máquina de costura mudaram, mas a ação continua forte na vida dos brasileiros. Com 160 anos de mercado, a Singer confia no potencial do seu principal produto para continuar atuando no Brasil e nos mais de 150 países em que está presente. Se antes as donas de casa prendadas precisavam saber costurar e, mais do que isso, encontravam na atividade um meio de sustento, quando ainda não trabalhavam fora, hoje, os jovens veem na tradição um modo de se diferenciar socialmente.

Com cerca de 10 lançamentos por ano, a norte-americana Singer possui 83% do mercado de máquinas de costura brasileiro e está sempre investindo no portfólio de produtos para estimular cada vez mais o interesse dos consumidores. Atualmente, a marca tem trabalhado bastante para afastar do seu setor a imagem de ferramenta ultrapassada, investido na produção de máquinas eletrônicas e na participação em eventos de moda.

Muitos pessoas acham que a costura é algo démodé, mas poucas percebem a importância que tem no cotidiano. Desde a hora em que acordamos, nos lençóis e colchas, nas nossas roupas e até quando usamos a carteira ou a bolsa. Ela também tem a sua função decorativa e, por isso, dificilmente será extinta ou substituída por alguma outra tecnologia, afirma Fábio Narahara, Gerente de Marketing da Singer na América Latina, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Caráter inovador da marca
A postura de inovação está no DNA da Singer, que desde os primórdios da sua participação no mercado brasileiro inseriu dois elementos de negociação para facilitar a compra. O primeiro foi o sistema de franchising, criado pela empresa nos Estados Unidos, que concedia o direito de uso de marca e de venda dos seus produtos a comerciantes independentes.

Outro modelo de negócio trazido pela empresa foi a concessão de crédito. A Singer implementou a venda em prestações no país, possibilitando que as consumidoras pagassem pela máquina com o rendimento mensal obtido com o produto. A utilização de representantes de vendas também foi um grande passo da companhia na exportação para os diferentes países de atuação, o que levou a rede de manufatura a tornar-se a primeira multinacional norte-americana.

Logo no começo do processo de internacionalização da marca foi dada autonomia para que os representantes locais pudessem lidar com a legislação, a burocracia e os costumes locais. Por meio da verba de propaganda da matriz, deviam criar uma linguagem de comunicação mais adequada conforme as características do país, explica Narahara.

Liderança no mercado
Hoje, a Singer domina o mercado de máquina de costura, sendo o seu principal produto. No passado, entretanto, a empresa chegou a fabricar produtos de linha branca, mas não obteve o êxito esperado. Apesar da grande força da marca, para continuar crescendo, a empresa se arma de ações para impulsionar a categoria como um todo. Nos últimos anos, a companhia tem patrocinado salas de costura nas principais escolas de modas do país, como as unidades do SENAC, da FAAP e a Faculdade Santa Marcelina.

As ações tentam acompanhar a mudança de comportamento do público ao longo de mais de 100 anos. De olho no público formador de opinião, os estilistas e os estudantes de moda, a empresa também patrocina os principais eventos e festivais da área, como o Brasil Fashion Design, em Fortaleza, e o Festival Brasileiro de Quilt e Patchwork de Gramado, no Rio Grande do Sul.

Para conquistar o público jovem, o próximo passo da empresa será promover uma reformulação do site da marca e dos seus canais nas redes sociais no fim de outubro com a produção de mais conteúdo e algumas ferramentas. Por meio do blog Singer, a companhia investe no relacionamento com os clientes, apresentando dicas de costura desde porta-níquel a vestidos, conselhos para quem trabalha em casa e até como realizar a venda das peças pela internet. O blog conta com a participação ativa das clientes, que também ganham um espaço na página para apresentar as suas produções.

Vinda para o Brasil
Com produtos no Brasil desde 1858, a Singer só conseguiu autorização para fabricar na região três décadas depois. Mas apenas em 1955 a fábrica de máquinas de costuras se instalou em Campinas, a primeira da empresa na América Latina. Anos mais tarde, em 1997, a produção começou a ser transferida para o município de Juazeiro do Norte, no Ceará, e em 2005 toda a fabricação já estava no novo endereço.

Além da fábrica no nordeste brasileiro, a empresa conta com mais duas unidades no país, a oficina de agulhas em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e no município vizinho, Elias Fausto, existe a fábrica de produção de óleo de máquina. Hoje, a marca tem uma cobertura nacional, os seus produtos podem ser encontrados nas principais lojas de varejo de cada região e também nas pequenas revendas especializadas.

Ao longo do tempo, a empresa lançou produtos que ainda são lembrados por muitas consumidoras, caso da 15C, conhecida como Pretinha, que chegou ao mercado no início da década de 1960, e a Facilita, de 1971, que até hoje é confundida pelo público como outra marca de máquina de costura, ao invés de apenas um modelo.

Bem de consumo e bem de produção
Para manter-se jovem, a empresa tem investido na comunicação com o consumidor e apostado no maior número de lançamentos para a categoria doméstica. O mercado de máquina de costura industrial, no entanto, é o dobro do de costura doméstica e representa a maior concentração de vendas da marca. Apesar de não liberar números, a Singer afirma que o faturamento segue de forma constante nos últimos 10 anos, sem picos e aquisições, acompanhando o crescimento do PIB nacional.

Com mais de 60 modelos de máquinas domésticas e 100 de costura industrial no portfólio, a empresa não para de produzir novas tecnologias e produtos mais práticos para o mercado. Os modelos caseiros variam de R$ 449,00 a R$ 4.500,00, enquanto os industriais estão entre R$ 800,00 e R$ 12.000,00. Em 2011, a marca manteve o foco nas consumidoras domésticas e apresentou cinco lançamentos de modelos eletrônicos, que chegam a ter até 193 pontos diferentes, incluindo para patchwork e bordados, comprovando a ascendência da costura por conta dos hábitos de customização e artesanato estarem em voga.

Lançamos produtos todos os anos, mas o ciclo de vida de uma máquina de costura não é algo tão dinâmico como o de um aparelho celular que se renova a cada três meses. Mesmo assim, procuramos lançar no mínimo 10 produtos por ano, entre máquinas de indústria e domésticas. Oferecemos modelos para todos os bolsos, desde uma máquina de R$ 449,00 para iniciantes até uma marca mais sofisticada para as pessoas que desejam fazer uma decoração. Para 2012, devemos manter o mesmo ritmo de novidades, aponta Narahara.

Futuro da categoria
Mais de um século depois, a invenção de Isaac Merrit Singer segue firme na liderança da categoria, apostando no crescimento da indústria de moda e na utilização da máquina como fonte de renda para centenas de brasileiros. Além da parcela da população que encontra na atividade uma forma de criar seu próprio estilo, produzir objetos de decoração ou passar o tempo.

A liderança da Singer se dá pela combinação de dois fatores. Primeiro é a ausência de concorrentes para desafiá-la e, segundo, é a tradição da marca, pois o consumidor brasileiro mantém certo conservadorismo, Marcos Machado, Professor de gerenciamento de produtos e marcas na pós-graduação da ESPM, em entrevista ao portal.

Durante todos estes anos, a empresa procurou tornar a marca sólida, de modo que atualmente é encarada como sinônimo do seu próprio produto. Se você perguntar para o consumidor o nome de uma marca de máquina de costura, não tenho dúvida que 90% responderão Singer. A força da marca é o nosso principal ativo junto com todas as inovações que foram criadas pela Singer e implementadas no Brasil ao longo destes 160 anos de existência, define Narahara.

http://www.mundodomarketing.com.br/1,20670,aos-160-anos-singer-enfrenta-desafio-de-vender-maquinas-de-costura.htm

Fan pages: o que o profissional de Marketing deve saber sobre elas

A quantidade de páginas de marcas no Facebook triplicou em um ano e a corrida agora é pelas ações mais atraentes

Por Fernanda Salem, do Mundo do Marketing | 20/09/2011

Na busca pelo relacionamento na internet, as empresas têm apostado nas fan pages do Facebook para criar um diálogo com os consumidores. Mas como saber a melhor maneira de lançar uma página atrativa e que valha o investimento? E, mais ainda, como verificar se a plataforma realmente trará retorno para a sua marca?

O Brasil tem mais de 500 páginas de marcas na rede social, segundo um levantamento realizado pela F.biz em junho. Parte deste boom explica-se pela percepção da quantidade de potenciais consumidores conectados, possíveis clientes que não estariam acessíveis à marca em outros meios, como TV ou anúncio em revistas.

De 2010 para 2011, o número total de fan pages de empresas no Facebook triplicou, diz Duncan Southgate (foto), Diretor Global de Digital da Millward Brown, em palestra no I Fórum Internacional ABA Rio de Pesquisa e Inteligência Competitiva, realizado no último dia 15.

Como saber se sua marca deve investir no Facebook
Apesar de todo o frenesi em torno das fan pages, as mídias sociais podem não combinar com todas as marcas. A estratégia deve ser analisada caso a caso, avaliando o perfil da companhia para ver se vale o investimento.

Primeiro de tudo, é preciso identificar o que a marca pretende com a ação. Uma pesquisa da Millward Brown, por exemplo, descobriu que o principal objetivo dos profissionais de Marketing ao lançar fan pages é criar fidelidade com a marca, e não obter venda direta.

A partir daí, deve-se estudar três fatores principais, para ver se a empresa se encaixa no perfil da mídia social. O primeiro é o país em que atua. No caso do Brasil, os números de usuários conectados apontam que vale a pena investir.

Categorias pedem ações específicas
Uma pesquisa recente do Ibope Nielsen mostrou que o total de pessoas com acesso à internet no país atingiu 77,8 milhões em agosto. Dessas, 87% utilizam redes sociais e outras páginas de relacionamento. Só o Facebook tem 30,9 milhões de usuários únicos no país, ou cerca de 14% da população nacional.

Observar a categoria da marca também é um passo fundamental na hora de investir na plataforma. As que têm mais fãs no Facebook são as de software, hardware, telecomunicações e telefonia, por serem clientes que já são ligados à tecnologia, com maior presença na rede e que desejam obter informações das empresas de antemão.

Outras categorias que conquistam um alto número de fãs são a de carros e, curiosamente, a de fraldas. A de carros é fácil de entender, porque o automóvel é uma extensão e uma expressão de quem você é. Confesso que fiquei surpreso com o resultado das marcas de fraldas, mas pesquisando vi que a pequena audiência se importa muito com o produto. As mães querem falar sobre isso, já que a rotina com o bebê torna-se parte elementar de suas vidas, diz Southgate.

Criatividade e desejo

Vale a pena, ainda, estudar um terceiro fator. Qual é o perfil da empresa? O padrão que mais dá retorno é o de marcas consideradas criativas e desejáveis. Se a companhia está muito longe desse estereótipo, talvez a fan page não obtenha o resultado esperado.

Essa pré-avaliação, no entanto, não impede que o Marketing aposte na ferramenta. O desafio será se esforçar para ter uma página criativa, inovadora, diferente e que apresente algo único. Esses atributos, inclusive, são indispensáveis em toda forma de Marketing digital para qualquer empresa que deseja se destacar na internet.

Marcas com mais de um milhão de fãs
No Brasil, marcas como Guaraná Antarctica e Smirnoff já alcançaram um milhão de likes em suas fan pages, ou seja, o número de um milhão de usuários que recebem e interagem com o conteúdo de cada empresa.

Com o slogan Clique em curtir para aproveitar o melhor da vida entre amigos, a página da marca de refrigerante da Ambev conquistou seus 1.135.545 de fãs por meio de ações tão variadas como futebol virtual, campeonato de vídeo game e aulas em vídeo para as mães não envergonharem os filhos na internet.

Já a Smirnoff Brasil chama a atenção do usuário com uma mensagem que ressalta os resultados das fan pages mundiais da marca, alcançando 50 países e 10 milhões de pessoas. A versão brasileira já possui 1.005.515 fãs, utilizando-se principalmente de calendário de festas, concursos para ingressos e um projeto que começou no ano passado e repete-se agora, o Nightlife Exchange, que recebe ideias de eventos dos usuários e seleciona algumas para executá-las.

Em terceiro lugar no número de fãs brasileiros, segundo um levantamento de agosto da GraphMonitor, está a L´Oreal Brasil, na época com 769 mil likes, e, seguindo a lista, vêm Peixe Urbano (761 mil), Halls Brasil (524 mil), ClickOn (465 mil), Privalia (426 mil), Nike Futebol (423 mil) e Rock in Rio (413 mil).

Quantidade não é qualidade
O sucesso real de uma fan page, entretanto, não é medido apenas em números, mas também na qualidade das ações. Em um estudo da Millward Brown, que considerou itens como atenção aos posts, quantidade de recomendações a amigos e revisita à página, foi visto que não havia correlação entre o número de fãs no Facebook e o resultado geral do desempenho da marca.

Assim como a maneira de avaliar o ROI por meio da contagem de cliques em um anúncio online foi ultrapassada por métodos que avaliam outras linhas importantes, a quantidade de adeptos de uma fan page não significa qualidade. É preciso saber o que fazer, diz Southgate.

O que os internautas querem
Na mesma pesquisa foi descoberto que os atributos mais recorrentes das fan pages são, em primeiro lugar, ser fácil de navegar, com 55%, e apresentar informação confiável, com 48%. Também é bom ter frequência de posts. Quanto mais, melhor, mas sem irritar o usuário, é claro. Recomendaria cerca de 40 posts por mês, aconselha Southgate.

Essa preocupação é importante porque a maioria dos internautas não visita a página da marca aleatoriamente. O conteúdo chega a eles pelo feed de notícias em sua página inicial, o que leva a empresa a disputar a atenção com todos os contatos do consumidor.

Mas e os clientes, quais são os maiores benefícios para eles? Apesar de uma tendência no mercado de perceber a interação como o fator mais importante, os usuários buscam na fan page principalmente concursos e, em segundo lugar, notícias sobre produtos da empresa.

Ser diferente é o maior atrativo
Para a ferramenta obter sucesso, conquistar e manter seu fã, quatro ações não podem ser negligenciadas: concursos e ofertas, informações sobre produtos, regularidade de posts e notícias de credibilidade sobre a marca. Uma subcategoria de sucesso que está dentro de concursos são os social games. Essa é a plataforma com o maior impacto da marca sobre os clientes, apesar de não ter o maior alcance.

O maior sucesso chega quando a fan page é criada baseado no diferencial da empresa, no que ela tem de único, sem repetir ações, mas investindo em novidades. Um exemplo inovador foi feito pela marca de rum Captain Morgan México (foto acima), que brinca como se a página fosse, na realidade, o perfil do personagem. Outra tática de diferenciação é sincronizar no Facebook o conteúdo que a empresa posta no Twitter.

A melhor estratégia é ser diferente e ter ambição. Tudo que nunca foi visto se destaca acima da média. O profissional de Marketing precisa estar prestando atenção às novidades, porque há sempre novas oportunidades, e mergulhar no trabalho para tornar a página a melhor possível, dando à ação no Facebook a importância que ela merece, completa Southgate

http://www.mundodomarketing.com.br/17,20636,fan-pages-o-que-o-profissional-de-marketing-deve-saber-sobre-elas.htm

Compra no site, retira na loja; uma história inusitada

A distância entre o mundo online e offline está cada vez mais estreita. Veja esse acontecimento relatado pelo site americano The Consumerist.

Dentro de uma Sears, um consumidor saca seu smartphone para conferir preços dos produtos online. Repara que em um deles, o cobrado no site era US$ 3 mais barato. O que ele faz? Compra pela loja virtual e clica na opção: retirar na loja, em vez de receber em casa e pagar frete. Como ele já estava ali mesmo, só esperou a operação ser concluída, foi até o balcão e retirou sua compra. Simples assim.

Aaron, o consumidor em questão que economizou US$ 3 dólares por uma mangueira (custava US$25.99 na loja física e US$22.99 na virtual), fez questão de escrever à Sears saudando-a com um certo tom de sarcasmo é verdade – por tornar a experiência de compra mobile tão simples, especialmente dentro de suas própria lojas, ressaltou.

No e-mail enviado à empresa, no qual copiou o Consumerist, ele diz Enquanto passeava pela loja com a mangueira na mão resolvi checar a loja virtual com meu celular. Assim que visualizei a mesma mangueira por um preço mais barato questionei o atendente do balcão e ele me respondeu que os preços são diferentes e não poderia fazer nada em relação a isso. Nessa hora, o site pipocou uma oferta pra retirar na loja. Puxa, quase tão conveniente quanto entrar na fila do caixa. Eu já estava lá mesmo! Obrigado por tornar essa compra online tão simples. Farei uso novamento quando o atendimento na loja se mostrar tão ineficiente e com funcionários incapazes de pensar fora da caixa.

Bom, Aaron deu seu recado e ainda economizou 3 dólares.

Vendas
Escrito por Ticiana Werneck
Qui, 15 de Setembro de 2011 17:05

http://www.cmnovarejo.com.br/ponto-de-venda/vendas/1857-compra-no-site-retira-na-loja-uma-historia-inusitada-vale-3-dolares

Starbucks inaugura loja em universidade de São Paulo

Iniciativa tem o objetivo de aproximar marca do público jovem

Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing | 13/09/2011

A Starbucks inaugurou ontem, dia 12, sua primeira loja em uma universidade no Brasil. O ponto de venda está localizado no Campus da Universidade do Anhembi Morumbi, na cidade de São Paulo, e conta com 115 m² e 63 lugares. A inauguração dentro da instituição de ensino pretende aproximar a marca do público jovem e faz parte do projeto de expansão da Starbucks. O design da loja é inspirado no modernismo dos anos 1930 e a unidade foi construída reaproveitando 60% dos materiais da antiga estrutura, iniciativa que faz parte do projeto da empresa para reduzir a produção de detritos.

http://www.mundodomarketing.com.br/5,20525,starbucks-inaugura-loja-em-universidade-de-sao-paulo.htm

Danone presenteia blogueiras com geladeiras que tuítam

Ação para marca de águas Bonafont posta mensagens de incentivo ao consumo do produto em perfis do microblog

Por Fernanda Salem, do Mundo do Marketing | 14/09/2011

A Danone distribuiu geladeiras portáteis conectadas à internet wireless para seis mulheres com perfis influentes no Twitter, em ação para a marca de águas engarrafadas Bonafont.

Toda vez que a porta do eletrodoméstico, contendo garrafas do produto, é aberta, um tweet é postado automaticamente no perfil da pessoa, avisando a seus seguidores que ela está bebendo água e incentivando que façam o mesmo. Caso o dono da geladeira fique 12 horas sem abri-la, o equipamento envia uma mensagem direta na rede social, lembrando-a de se hidratar.

A ação tem o objetivo de estreitar o relacionamento com formadores de opinião da internet e, consequentemente, com os consumidores. A estratégia foi criada pela agência de interatividade Wunderman, que desenvolveu a tecnologia.

Não é a primeira vez que a empresa recorre a porta-vozes da web como forma de divulgação. Recentemente, a Danone criou torradeiras que customizavam a superfície do pão com a frase Tomou Actimel hoje?, para sua marca de leite fermentado, e distribuiu entre blogueiras.

Danone presenteia blogueiras com geladeiras que tuitam

http://www.mundodomarketing.com.br/5,20546,danone-presenteia-blogueiras-com-geladeiras-que-tuitam.htm

Crowdsourcing busca inteligência dentro e fora da empresa

1ª Conferência Internacional de Crowdsourcing em São Paulo reuniu especialistas para debater conceitos de co-criação e atuação comunitária corporativa

Com os avanços tecnológicos, as redes sociais unindo o mundo e os consumidores e fornecedores cada vez mais interessados em participar do processo das empresas, aparece como tendência e prática o Crowdsourcing, uma maneira colaborativa de se pensar os produtos e criar novas idéias que podem solucionar a necessidade de inovação e atendimento do mercado pelas empresas.

A prática colaborativa, que nada mais é do que a utilização de inteligência e conhecimento coletivos e voluntários – tanto pela internet quanto por meio das redes sociais – o Crowdsourcing também existe fora da web a partir de grupos formados por pessoas de dentro e fora da empresa.

Assim, pensar em conjunto, propor avanços e novidades e discutir coletivamente soluções para qualquer dificuldade, têm sido, na visão de especialistas, uma nova prática para os negócios, que revoluciona o marketing e propõe inovação para as empresas.

Isso porque o atual momento do mercado brasileiro tem propiciado a experimentação à incorporação de novos conceitos voltados às aspirações do consumidor.

Para Carlos Alberto Júlio, empresário, palestrante e professor, a internet já transforma a multidão em fonte de ideias e os conhecimentos inovadores são capazes de otimizar as suas atividades.

“A criação é coletiva no mundo da interatividade, desde que os frutos captados por empresas, pessoas e empreendedores transforme ideias em negócios. Essa é a maior virtude do mundo do crowdsoucing”, afirma Júlio.

A importância desta co-construção colaborativa, bem como a transformação nas empresas, tem possibilitado a criação de novas ideias e produtos com a economia de recursos. Confira a análise de especialistas que participaram deste evento em São Paulo:

Fernando Cosenza, diretor de inovação e sustentabilidade da Boa Vista/SCPC

O especialista responde às seguintes questões:

  • O conceito já altera o modelo de negócios do Brasil?
  • Qual é o papel da liderança na aplicabilidade e suporte à co-criação?
  • O processo é economicamente viável? E quais setores mais utilizam essa prática?
  • A co-criação tem revolucionado o processo de design de novos produtos?

Marina Miranda, sócia da Mutopo

Para a especialista, muitas empresas já utilizam este conceito sem saber mesmo sem destinar a devida importância de envolver parceiros, funcionários, consumidores e fornecedores.

Ela aborda, ainda, um novo olhar para as estratégias das corporações e o modo como é possível criar projetos de sucesso.

  • Como pessoas em vários países podem ajudar?
  • As pessoas precisam sentir-se parte da empresa?
  • O conceito pode ser utilizado por pequenas e médias empresas?

Portal HSM
12/09/2011
http://www.hsm.com.br/editorias/marketing/crowdsourcing-busca-inteligencia-dentro-e-fora-da-empresa

Você conhece o ciclo de vida de seus produtos?

Marketing

Saiba como avaliar o posicionamento e a classificação de seus produtos para, então, obter a melhor estratégia de preços

O seu produto está na fase de Introdução, Crescimento, Maturidade ou Declínio no mercado? Qual é o estágio em que meu produto ou serviço exige investimentos para crescer no mercado ou, ainda, em que momento tenho que perceber o prejuízo que ele oferece?

Muitas dessas questões são aferidas quando na necessidade de compreender e definir a estratégia operacional e de marketing na empresa, na composição dos preços ou na realocação de recursos financeiros. Veja como conhecer o ciclo de vida dos produtos:

Introdução: no lançamento do produto no mercado, a empresa pode concorrer até mesmo com tecnologias alternativas, afinal, a maioria dos potenciais clientes ainda não conhece os atributos e benefícios do seu produto e é a hora de determinar a melhor estratégia de preços.

Um bom exemplo foi a introdução do IPhone no mercado norte-americano. A Apple buscou um preço superior ao dos concorrentes, mas teve que diminuir o valor sob a ameaça de as demais empresas reduzirem seus preços, diz Frederico Zornig, CEO da Quantiz Pricing Solutions e professor da FGV.

Crescimento: em alguns casos, a empresa precisa definir se busca a diferenciação ou a eficiência operacional para poder brigar com os preços baixos. Outra saída é o desenvolvimento de serviços adicionais para ter maior valor no mercado.

Maturidade: o mercado dá sinais de saturação. O crescimento de vendas estabiliza, os concorrentes buscam novos nichos e há a tendência de comoditização. É o momento para segmentar o mercado e oferecer produtos e serviços diferenciados.

Um ótimo exemplo é a telefonia celular. Há muitas combinações entre planos pós e pré-pagos, promoções, aparelhos e combos de voz, dados e internet. O mercado migra para soluções mais baratas, afirma Zornig.

Declínio: a concorrência chega ao máximo e pode até ser reduzida se o produto continuar em queda. É o momento para busca ou manutenção de certa lucratividade, sem aumentar muito o preço e tirar o atrativo do valor percebido pela novidade que está substituindo seu produto (isso se sua empresa for a que está lançando a nova tecnologia).

Um produto que reduziu muito os preços foi o CD com músicas. Depois, as gravadoras voltaram a praticar preços mais saudáveis a um nicho de clientes que não adotaram novas tecnologias, como o iPod, afirma Zornig.

Construindo um portfólio

Para Edson Gonçalves, professor da pós-graduação da ESPM, a classificação dos produtos pode ser também suportada pelo modelo da Matriz BCG que é a análise do portfólio de produtos de acordo com a classificação da instituição Boston Consulting Group.

De acordo com a Matriz BCG, classificar os produtos e serviços como interrogação, estrela, vaca leiteira e cachorro, pode também ajudar a conhecer qual é o momento de alterar preços e remodelar serviços. Conheça alguns exemplos:

É mais aconselhável construir matriz BCG nas fases de crescimento e maturidade do produto, uma vez que na fase de introdução tudo é incipiente, diz Zornig. Para ele, na fase de crescimento, o mercado expande rápido e precisamos saber se o tempo que o produto levará para alcançar a liderança.

Na maturidade, o crescimento é baixo ou não existe e é provável a existência de produtos vaca leiteira ou cachorros. A diferença pode ser definida pela participação de mercado e pela capacidade de geração de caixa dos produtos de seu portfólio.

Os produtos vaca leiteira trazem maior retorno em uma ação promocional, por exemplo, por apresentar grandes volumes e, muitas vezes, representar marcas fortes em seus segmentos.

Para o caso de ações promocionais, a cautela é sempre o principal atributo. O professor indica a conscientização do consumidor, que precisa perceber a sazonalidade dos preços baixos temporariamente.

Manter preços baixos por longo prazo ou com alta frequência aumenta o risco de se reduzir a percepção de valor no futuro, prejudicando a rentabilidade desses produtos, alerta o professor.

http://www.hsm.com.br/editorias/marketing/voce-conhece-o-ciclo-de-vida-de-seus-produtos